Bebida nobre canjinjim de Vila Bela

Bebida inspirada no resgate da cultura quilombola, produzida por 80 artesãos da Cooperativa Cooperbela, em Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso, a bebida está ligada às tradições do povo quilombola, afrodisíaca.

Vila Bela da Santíssima Trindade foi a primeira capital do Estado. A população, descendente de quilombos, ainda conserva as tradições culturais de origem africana, nas danças, festas e costumes. Entre as tradições, destacam-se as danças Congo e Chorado e o costume de tomar a bebida Canjinjim durante esses eventos. A bebida, feita à base de gengibre, cravo, canela e cachaça, é apreciada durante as festas do Divino Espírito Santo, São Benedito e das Três Pessoas da Santíssima Trindade. O Canjinjim era consumido pelos dançarinos das festas, como uma forma de repor as energias. A partir de 1994 o consumo foi ampliado. Hoje, é consumida pelos moradores do município como um aperitivo e é servido aos que chegam como forma de saudação.

O Projeto Canjinjim está consolidado por um projeto do governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Trabalho Emprego e Cidadania (Setec), com apoio do Sebrae em MT. O objetivo é preservar a tradição do município, gerando emprego e renda por meio da produção da bebida. A idéia é revitalizar a cultura e a economia da comunidade vilabelense.

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Ele conta que a bebida Canjinjim estava sendo escrita em diferentes formas. Foi realizado um estudo para padronização do uso do nome. A escrita escolhida foi inspirada nos antigos mapas da região e a coroa, presente no rótulo e no acabamento da tampa, representa a celebração das festas afro-cristãs, como as do Congo e de São Benedito, nas quais o Canjinjim é usado. A cor do rótulo lembra o ouro, que caracteriza os primórdios da história, explica o pesquisador.

Contatos da Cooperativa Cooperbela – (65) 3259-1019 e 9614-1604
 

Baseado em informações da Agência Sebrae de Notícias – Mato Grosso

Encantamentos Rosas no cerrado

Nonada, rosa de Cordisburgo é vaqueiro.

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Gente graúda desprendida de sua intelectualidade poliglota, médico e escritor, porem, cismava em ser reconhecido entre amigos como vaqueiro rosa.

Adiantava idéias e repartia alegria sem se importar donde vinha tanta sabedoria.

Enriqueceu as letras pelas veredas e na dureza do cerrado…

Sugeriu idéias em desenhos e recortes de uma linguagem pura, direta e flexível e filosófica ao citar os personagem, criativos e existenciais.

Tai um instante pra repensar o quanto saber vale mais expressivo do que as palavras editadas em textos complexos.

Sinceramente – tadim de mim – querer falar sobre ele, apenas, cisco e insisto pra reproduzir o quanto foi e sempre será o seu encantamento, irreverente ao se referir a ida permanente, dizia que gente fica encantada..

 

trecho do livro CERRADANIA: alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses

A alquimia de uma paisagem

Um mergulho na obra do artista plástico Luiz Gallina, que retira do cerrado e dos sonhos um farto material de pesquisas, de vivências e de arte

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A trajetória de sua arte está intimamente ligada à interação com o cerrado e com o mundo dos sonhos. Em um primeiro momento, em meados da década de 1970, ele ficou fascinado com a paisagem e registrou em xilogravuras a beleza torta, crispada, dramática e expressionista da vegetação do Planalto Central. No entanto, em seguida, na década de 1980, passou a morar em um sítio inóspito, entrou na paisagem, acompanhou a mutação de peles das árvores, sentiu de perto as palpitações do ambiente e começou a entender que o cerrado é arte contemporânea e teatro da vida e da morte, de Eros e Thanatos.
Essas vivências resultaram nas seguintes fases de sua arte: As Paisagens Brasilienses (em xilogravuras), Cascas e Carcaças (em pintura), Assemblages (colagem de desenhos, objetos e vestígios da flora e da fauna do cerrado) e a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegistos (em que o universo simbólico da alquimia é frequentado por animais cerratenses).

A partir do livro, Gallina realizou uma série de gravuras que representam as fases da alquimia, segundo a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegisto: Nigredo (obra negra, a dissolução e putrefação da matéria), Albedo (obra branca, a purificação da matéria pela substância líquida) e Rubedo (obra vermelha, fase em que se fabrica a pedra filosofal). Nos trabalhos dessa última safra, Gallina sintetizou múltiplas técnicas (desenho, gravura, carvão, fotografia e colagem) e símbolos.
O interessante é que no contexto universal dos símbolos alquímicos ele inseriu elementos regionais do Planalto Central. A Fênix vermelha de Gallina é uma seriema. A águia não plana nas alturas, mas está na linha do olho: “É porque moro próximo a uma encosta e não vejo as águias voando no firmamento, e sim na linha do olho. Não é a gente que escolhe a alquimia; é a alquimia que escolhe a gente. Para mim, a conexão da alquimia com Brasília é muito forte. Esse céu aberto nos joga para um mergulho interior, para uma reflexão sobre o sentido da vida e do mundo. A alquimia é um estudo sobre a significação das coisas.”
O que é preciso para conhecer o cerrado? É necessário se debruçar sobre ele, responde Gallina. “Você precisa se abaixar”, diz. “Se ficar de pé, não percebe que ele está florido. Se você se ajoelha, vê tantas flores lindas, cada uma com um desenho, com um matiz ou com um filamento diferente.”
Gallina vê ainda mais: “A consequência do lago foi que a fauna aumentou muito. Era comum vermos pardal antigamente. Hoje, vemos muito mais bem-te-vi, sabiá, alma-de-gato, que tem um rabo de 30 centímetros. Eu e meu filho fotografamos e eu o incentivo para que seja um pesquisador. O cerrado é muito forte. O segredo para entender o cerrado é a paciência”.

 

 

Cultura da cooperação em Peruaçu – MG

Extrativistas e comunidades tradicionais da região do Peruaçu, no município de Januária-MG, que vivem do beneficiamento de frutos do Cerrado, como o pequi, o coquinho azedo e o jatobá, concluíram que sua convivência e confiança são fundamentais para o sucesso da cooperativa COOPeruaçu. A novidade foi vivenciada nos dias 27 e 28 de janeiro, durante o módulo III da oficina Cultura da cooperação, realizada pelo Sebrae, com apoio do WWF-Brasil.

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Foto  Cooperuaçu

Mas o que os frutos do Cerrado têm a ver com convivência e confiança? O relacionamento entre as pessoas com diferentes potencialidades e um objetivo comum facilita que os empreendimentos alcancem seus resultados, o que não seria possível se atuassem isoladamente.

De acordo com Vicente Naves, consultor do Sebrae e palestrante da oficina, “com o trabalho em conjunto, há ampliação do acesso aos mercados, aumento do poder de compra e venda, redução de custos, entre outros benefícios”.

O extrativismo é uma atividade bastante presente no Peruaçu, gerando renda para as comunidades e ainda ajuda na conservação das espécies nativas do Cerrado e na biodiversidade como um todo, que fica cada vez mais difícil de sobreviver frente a expansão da fronteira agrícola.

Para buscar um maior fortalecimento da cadeia produtiva dos frutos do Cerrado e obter mais representatividade no mercado, além de complementação na renda e contribuição para a segurança alimentar, foi criada a COOPeruaçu, em março de 2016. Mas, a aplicação do primeiro módulo do curso da Cultura da Cooperação se deu somente em agosto.

Aline Magalhães, analista técnica do Sebrae, explicou que para realizar a oficina, que tem três módulos – um com foco na formação de cooperados, o segundo no seu comprometimento e o terceiro na emancipação -, é necessário que tenha um grupo organizado para facilitar o processo de desenvolvimento.

Segundo ela, a intenção é “fazer com que as pessoas se enxerguem enquanto cooperativa, enxerguem o potencial de ser cooperado e reflitam sobre o que depende deles para a cooperativa funcionar. A partir disso, os participantes alcançam a capacidade de agir coletivamente ”.

O programa surgiu em 2004 em Minas Gerais e têm demonstrado bons resultados, por isso ele se tornou nacional. No estado de Minas Gerais, por exemplo, ele já foi aplicado em 12 municípios e foi após sua implementação que surgiu o circuito turístico do Velho Chico, para apresentação dos potenciais da área que compreende os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões.

Para rodar, o Cultura da cooperação precisa de parceiros e aí que entra o WWF-Brasil. Abílio Vinícius, analista de conservação da organização ambientalista, disse que a iniciativa é muito importante para despertar nos cooperados a responsabilidade além de ampliar o conhecimento sobre temas mais administrativos e burocráticos que às vezes são desconhecidos.

“As comunidades são muito unidas. Esses cursos são como portas que se abrem. Com a troca de conhecimento, valorizamos mais nosso ambiente e vislumbramos novas oportunidades”, afirmou.

Maria José Nunes, da comunidade de Pedras, é cooperada e está ansiosa para a próxima safra, que será de araticum (cabeça como ela apelida o fruto), em abril. Ela disse que nunca imaginou trabalhar em grupo, mas que agora percebe o benefício que pode ser gerado quando “um ajuda o outro”. “Acredito que o resultado será muito bom tanto para melhorar a renda quanto para manter o Cerrado em pé”, concluiu.

Reportagem http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado

Amazônia e Cerrado destruídos no Parque Nacional do Xingu

O Parque Indígena do Xingu (PIX) localiza-se na região nordeste do Estado do Mato Grosso, na porção sul da Amazônia brasileira. Em seus 2.642.003 hectares, a paisagem local exibe uma grande biodiversidade, em uma região de transição ecológica, das savanas e florestas semideciduais mais secas ao sul para a floresta ombrófila amazônica ao norte, apresentando cerrados, campos, florestas de várzea, florestas de terra firme e florestas em Terras Pretas Arqueológicas.O Parque Indígena do Xingu é considerado a maior e uma das mais famosas reservas do gênero no mundo. Criado em 1961, durante o governo de Jânio Quadros, foi resultado de vários anos de trabalho e luta política, envolvendo os irmãos Villas-Boas, ao lado de personalidades como o Marechal Rodon, Darcy Ribeiro, Noel Nutels, Café Filho e muitos outros.

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foto divulgação -Ibama

Parque Indígena do Xingu sofre com o desmatamento para expansão do agronegócio e, como resultado direto, assiste ao aumento de incêndios florestais no entorno da reserva.

As queimadas cresceram 58% entre 2008 e 2016, conforme levantamento feito pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O indicador foi calculado a partir da base de dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O órgão ambiental afirma que o desmatamento da vegetação nativa da reserva localizada entre o Mato Grosso e o Pará para criação de pasto e lavoura tem causado o “desequilíbrio de todo o sistema hidrológico” na região. Ou seja, o regime de chuvas foi alterado e, com isso, houve alteração nos padrões de pressão atmosférica.

147 incêndios florestais em 2016, Segundo o Ibama, a mudança causa “o declínio dos ventos carregados de umidade que vêm do oceano para o continente, causando, assim, o aumento da intensidade e do período de épocas de seca em várias regiões do país”.
O resultado direto da secura é o aumento de queimadas no Xingu. Traduzido pelo órgão em números: em 2008, o parque indígena registrou 93 incêndios florestais. O número saltou para 147 no ano passado. Em 2015, foram 185 ocorrências, contra 157 em 2014.

No total, segundo levantamento do INPE, o Mato Grosso teve 29.572 queimadas em 2016, e o Pará, 29.426 queimadas.
A queimada mais cruel foi em 2016, quando 15% da reserva com 26 mil quilômetros quadrados acabou destruída pelo fogo. “O aumento na ocorrência de incêndios florestais parece ser proporcional ao aumento do desmatamento no entorno do Parque Indígena do Xingu”, afirma o Ibama.

Origem da expedição Roncador-Xingu

A histórica luta na área, o sertanista Orlando Villas-Bôas afirmou no livro “A marcha para o Oeste” (Cia. das Letras, 672 págs., R$ 69) que a expedição Roncador-Xingu não começou em Goiás, em 1943, como seria o mais adequado, porque o então governador goiano Pedro Ludovico não queria dar à família Caiado o privilégio de participar da aventura que desbravaria o Brasil central e o sul amazônico. Ludovico articulou para que a aventura partisse de Uberlândia (MG).
Os relatos históricos sobre o poder dos Caiado no Cerrado remontam a meados do século 18, quando a família chegou à região para ocupar terras doadas pelo Império. Somente em 1850 é que a propriedade fundiária privada foi regulamentada no Brasil, com a chamada Lei de Terras. A legislação era resposta à proibição do tráfico negreiro no país naquele ano e ao medo de que os escravos pudessem ocupar as fazendas onde eram explorados a partir do iminente fim da escravidão (1888).
Conta-se que o bisavô do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-senador do Império Felicíssimo do Espírito Santo Cardoso, reclamou do poder dos Caiados após a proclamação da República: “Aqui [em Goiás] agora, como antes, continuam mandando os Caiado”, disse Cardoso, conforme relato publicado por Laurentino Gomes no livro “1889”.

Dados do Ibama

Crise hídrica nas bacias hidrográficas do cerrado

Crescimento populacional com ocupações irregulares e a falta de chuvas são os principais problemas; uso dos recursos hídricos na região passa de 40%, índice considerado crítico.

Pela primeira vez na história de Brasília, a população convive, desde o fim de outubro, com o risco iminente de racionamento e de duras medidas para economia de água.

Conhecido como berço das águas, por abrigar nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (São Francisco, Tocantins e Prata), a força aquífera do cerrado clama por socorro. “O cerrado funciona como um guarda-chuva para as águas brasileiras. A água bate e é distribuída para o Brasil inteiro. Por isso, a escassez no local tem repercussão em todo território nacional e a preservação ganha mais importância”, analisa Jorge Werneck, pesquisador da Embrapa Cerrados e presidente do Comitê da Bacia do Paranoá. O cerrado contribui, em diferentes proporções, para a formação de pelo menos oito bacias hidrográficas brasileiras.

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Grande Vereda – GO

O cerrado sempre foi generoso com quem aposta nele. Foi no cenário de clima quente e solo seco com aspecto de savana que o Brasil expandiu a fronteira agrícola e escreveu a história de interiorização. Recebeu gente de todo o país — atualmente, a região em que o bioma predomina é a casa de mais de 30 milhões de brasileiros. Entretanto, 50 anos depois dessa ocupação maciça, ele começa a apresentar sinais de cansaço. A devastação de quase metade da vegetação nativa, a ocupação desordenada da região e o uso intenso dos recursos naturais ameaçam um de seus bens mais preciosos: a água.

A situação de emergência foi decretada no fim de janeiro: 14 distritos estão no racionamento e cerca de dois milhões de pessoas têm água dois dias sim, um dia não.

O principal reservatório, o Descoberto, de Brasília está com 24% da capacidade. O segundo maior, o de Santa Maria, está com 40%.

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Mario Diniz de Araújo Neto, especialista em assuntos hídricos, disse que a educação é a chave para evitar a crise hídrica no Distrito Federal (DF). “Não adianta multar, aumentar a conta, as pessoas se ajustam. É fundamental começar com a questão da educação na escola, tanto na rede pública quanto privada. A criança tem um poder muito grande de sensibilizar os adultos e será o adulto de amanhã”, acrescentou.

De acordo com Neto, organismos internacionais definem a disponibilidade hídrica segura para o ser humano de 5 mil metros cúbicos por ano. No Distrito Federal, o índice chega a 1,5 mil metros cúbicos por ano. “A própria natureza, o regime das chuvas no DF, já nos coloca esse limite. Essa questão de racionamento está muito ligada à ocupação e ao uso irregular do solo, desmatamento, asfaltamento, degradação de nascentes. Tudo isso aliado a um problema de gestão do governo local”, afirmou.

População

 

A pior crise hídrica do Distrito Federal registrada nos últimos 30 anos está longe de acabar. Apesar das chuvas dos últimos dias, os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, que abastecem 85% da população, estão com níveis muito baixos. Se não controlarem as torneiras, os brasilienses vão pagar até 20% a mais na fatura mensal.

O Lago paranoá poderá ser uma fonte de captação. Em dezembro de 2015, a Caesb recebeu autorização para tirar água do espelho d’água, mas a empresa ainda aguarda a liberação de recursos na Caixa Econômica Federal (CEF) para iniciar as obras. As outras duas apostas para tirar o Distrito Federal da crise são o sistema Corumbá IV, que está com obras em andamento e trará água do manancial goiano para o DF, e o subsistema Bananal, que também não fica pronto antes de 2017.

Não existe, portanto, solução a curto prazo para ampliar a captação de água para o DF. E a crise vinha dando sinais de que uma hora chegaria. É o que destaca o especialista em Economia Ambiental e professor da Universidade de Brasília (UnB) Gustavo Souto Maior. Segundo ele, os dois reservatórios do Rio Descoberto e Santa Maria vêm baixando a capacidade a cada ano.

“Em 2001, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma auditoria operacional no sistema dos recursos hídricos de todo o país e, à época, chegou-se à conclusão de que o DF tinha a terceira pior situação em todo o Brasil, em termos de disponibilidade hídrica por habitante/ano. A capital só estava melhor que Pernambuco e Paraíba”, ressalta. “Essa situação já é de conhecimento dos governantes há muito tempo e nunca fizeram nada para combater essa crise”, acrescenta.

A Agência Reguladora de Águas e Saneamento do DF (Adasa) determinará as novas regras por meio de resolução. “As restrições são importantes para o atual momento de crise hídrica, enquanto esperamos as chuvas”, justifica o diretor-presidente do órgão, Paulo Salles.

Ainda de acordo com o Decreto, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural deve se encarregar de orientar e apoiar os agricultores no cumprimento das medidas. A Agência de Fiscalização do DF (Agefis) verificará a aplicação das normas.

 

Informações da Agência Brasília

 

Lugares deslumbrantes no cerrado de Goiás

Goiás é lindo demais e são tantos lugares incríveis que é difícil reunir tudo em um só lugar, porem, repasso alguns locais do cerrado de Goiás.

Goiás é reconhecida como a terra das cachoeiras, dos lagos artificiais, das praias fluviais, das águas quentes, da pesca. Mais recentemente, também se tem explorado a infraestrutura para eventos, com localização estratégica, de fácil acesso a todas as regiões do Brasil. Neste último caso, as belezas naturais do estado entram como atrativos suplementares, reforçando o apelo do contato com a natureza. Até mesmo o planejamento dos roteiros turísticos principais já indica a deferência aos atrativos naturais. Dos quatro “caminhos” do turismo, três são referências à exploração das paisagens e belezas naturais do estado: o caminho do sol, que leva às praias do rio Araguaia e às cachoeiras e rios do sul e sudoeste; o caminho das águas, em direção às águas termais de Caldas Novas e Rio Quente, e às estâncias balneárias ao longo do rio Paranaíba; e o caminho da biosfera, que remete ao ecoturismo nas áreas mais preservadas de cerrado, no norte-nordeste do estado. Somente o caminho do ouro indica como atrativos aspectos eminentemente culturais, como os roteiros histórico-religiosos de cidades como Goiás e Pirenópolis.

Segue um pouquinho do cerrado de Goiás.

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Cachoeira de Santa Barbara em Cavalcante – GO

VALE DA LUA EM ALTO PARAÍSO                                                                                                         A Chapada dos Veadeiros, no Alto Paraíso de Goiás, guarda uma atração um tanto curiosa. Imagine que as formações rochosas do Vale remetem a superfície lunar. Além de uma paisagem espetacular, o Vale da Lua ainda conta com grutas e piscinas naturais e fascinantes.

FENÔMENO DA BIOLUMINESCÊNCIA – PARQUE DAS EMAS                                                   Com 132 mil hectares de vegetação do cerrado, o Parque das Emas fica entre os municípios de Mineiros, Chapadão do Céu, em Goiás; e parte de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul. Recebeu da Unesco o título de Patrimônio Natural da Humanidade por abrigar 1.600 espécies de animais e 500 tipos de plantas nativas. Entre as belezas encontradas no local, cerca de 20 milhões de cupinzeiros transformam-se em esculturas de terras iluminadas com o efeito da bioluminescência. Em períodos de chuvas, logo após o mês de outubro, as larvas de vagalumes se abrigam nos buraquinhos esculpidos nos cupins. À noite, elas emitem luzes esverdeadas, atraem e comem outros insetos. Os ingressos podem ser retirados com 48 horas de antecedência, documento conhecido por voucher, nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs), na cidade de Mineiros, ou em agências de viagem. A entrada e visitação são mais fáceis pelo Chapadão do Céu, a 460 km de Goiânia.

CACHOEIRAS ALMÉCEGAS I E II – EM ALTO PARAÍSO                                                Localizadas na Pousada Fazenda São Bento, a 9 km de Alto Paraíso. O Córrego Almécegas percorre campos de flores e buritizais, sua mais bela cachoeira, Almécegas I, cai em forma de véu de noiva a 45 metros de altura em sua piscina de águas verdes.  O lugar é perfeito para a prática de rapel. A Cachoeira Almécegas II tem uma bela queda de 8 metros e grande poço para banho.

CACHOEIRA SANTA BÁRBARA EM CAVALCANTE                                                                          A Cachoeira de Santa Bárbara, com 35 m de queda, é das mais bonitas da região e forma um poço de água cristalina, com pontos esverdeados e azuis, ótimo para um mergulho. Outra trilha, de 600 m a partir da mesma comunidade, leva até a Cachoeira Capivara, com bom poço para banho. Dica: ao chegar no povoado Engenho II, encomende uma galinhada caseira com um dos moradores (R$ 20 por pessoa). Centro de Atendimento ao Turista, 3494-1507.

 PEDRA CHAPÉU DO SOL EM CRISTALINA                                                                                    Uma obra rara e impressionante da natureza encontra-se a pouco mais de 6 quilômetros do centro de Cristalina, a Pedra Chapéu do Sol é um desses monumentos naturais que faz o ser humano refletir sobre o poder extraordinário que nos cerca. Equilibrada há milhões de anos em uma base de pouco mais de um metro de diâmetro e pesando mais de cem toneladas, a Pedra Chapéu do Sol fascina a todos que visitam o local.

CASA DE CORA CORALINA NA CIDADE DE GOIÁS                                                                           A casa, quase intacta, da maior poetisa goiana de todos os tempos. Cora (de coração) e Coralina (de coral), pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), passou toda a sua vida aqui, ao lado da ponte sobre o Rio Vermelho.                                            A visita guiada do Museu da Casa de Cora Coralina começa na cozinha, onde estão os tachos de cobre que Cora usava para fazer doces. O quarto também está como ela deixou, com vestidos pendurados na parede. Seus livros, fotos, cartas, máquina de escrever e até a bengala que a amparou até os últimos dias também estão expostos. Em duas salas, totens reproduzem vídeos em que ela aparece declamando seus poemas. Durante o tour você também conhece mais sobre as pessoas que fizeram parte da vida da escritora, como Maria Grampinho, andarilha que perambulava pela cidade carregando sua trouxinha (a quem Cora dedicou um poema).                                                                                                                             A personagem, folclórica em Goiás, é vendida em forma de bonecas de pano nas lojas de artesanato.

CENTRO HISTÓRICO DE PIRENÓPOLIS                                                                                                  Um passeio no real cenário da arquitetura colonial em Goiás. Um passeio (à pé, claro) pelas ruas mostra o contraste na história brasileira. Deixe o carro de lado, calce a rasteirinha, vista o bermudão e aproveite Piri, como a cidade é carinhosamente chamada.  O passeio revela ruas estreitas e uma cultura totalmente diferente das grandes cidades. Comece caminhando da Igreja Matriz até a Rua Direita, onde está o Museu das Cavalhadas. Depois vá até a Rodoviária (na rua debaixo) e volte para o centro, passando pela Ponte Pênsil e pela ponte de madeira, acabando na Rua do Bonfim. Pra relaxar, a Rua do Lazer, só para pedestres, é sempre uma boa pedida com ótimas opções de gastronomia e diversão para todos os gostos e bolsos.

GRUTAS DE TERRA RONCA EM SÃO DOMINGOS (Parques Estadual de Terra Ronca)  Localizado nos municípios de Guarani de Goiás e São Domingos, o Parque Estadual de Terra Ronca, criado em julho de 1989, possui uma área de aproximadamente 57 mil hectares, abriga grutas com formações calcárias raras e preservadas, um espetáculo da natureza subterrânea. Sua principal atração é o complexo cavernícola, concentrado em pouco mais de 40km, onde se encontram inúmeras grutas de raríssima beleza, como as grutas de Terra Ronca (que deu nome ao parque), São Mateus e Angélica. A formação desse complexo se deve à ação dos rios que nascem na Serra Geral, ganham volume sobre os maciços de quartzito e acabam formando uma série de cavernas ao encontrarem o maciço de rochas calcárias dentro do Parque. A região possui vários sistemas de grutas, que têm em comum as galerias quilométricas e o grande volume dos cursos d’água. A gruta de Terra Ronca é a mais conhecida do local e se caracteriza principalmente pelo seu enorme pórtico e pela grandiosidade de seus salões.

Trecho do livro Cerradania: alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses

Mel de Brasília o melhor do País

 

Clima seco e vegetação diversificada do Cerrado influenciam a qualidade da apicultura local.

Em 1883, Dom Bosco previu que, entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul, surgiria uma terra prometida onde jorraria leite e mel. O ponto descrito na profecia é Brasília, e o sacerdote é considerado padroeiro da capital. Não se pode dizer que o clérigo errou: a apicultura brasiliense é uma das mais reconhecidas no País e, durante 14 anos, o mel levou os títulos nacionais de mais puro e com o melhor pólen. O produto candango também é bicampeão internacional pela qualidade.

A cor e o sabor são diferenciados. Pelas características da flora do Cerrado, o mel silvestre tem composição que o deixa mais próximo do dourado. De acordo com o professor Osmar Malaspina, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista Rio Claro e especialista da Associação Brasileira das Abelhas, a variabilidade de plantas propicia as características únicas do mel brasiliense.

flor do Paubrasil

“É um bioma muito diversificado, e esse conjunto de plantas permite um mel diferenciado”, afirma. Em Brasília, o alimento é feito, principalmente, a partir do pólen do cipó-uva, do angico, da aroeira e do assa-peixe. Outro fator que favorece a apicultura brasiliense é o clima seco. “A umidade ideal é por volta de 17% e 18%, não pode passar disso porque fermenta. Então, a seca auxilia muito a produção”, explica Malaspina.

Títulos
Brasília sempre esteve em destaque pela produção de mel nas premiações do Congresso Brasileiro de Apicultura, a cada dois anos. De 1996 a 2010, foram sete títulos: cinco de melhor mel do País, um de segundo melhor mel cristalizado e outro de segundo melhor pólen. Em competições internacionais, a cidade foi premiada no 9º Encontro Ibero-Americano de Apicultura em 2011 e recebeu menção elogiosa no Congresso da Apia Mondi, em 2012.

José Carlos Fiuza, de 65 anos, foi o vencedor em 2010 do melhor mel do País no Congresso Brasileiro de Apicultura — anteriormente já havia ficado em segundo lugar na mesma categoria. Ele fabrica cerca de 1,6 tonelada do produto por ano, o que dá cerca de 2 mil potes. Vende cada um por R$ 30. Para fazer a colheita, o apicultor conta com o apoio de um único funcionário, porém, em 30 minutos, consegue retirar 300 quilos de mel.

Fiuza tem aproximadamente 60 mil abelhas, e, em um único dia, a rainha põe até 3 mil larvas. O retorno financeiro é rápido, segundo ele. “Em um ano, o valor investido é recuperado e, nos seguintes, é só lucro”, conta.

Assistência
Os produtores têm apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) em cursos, em técnicas de produção e em domínio da tecnologia. De acordo com o responsável pela apicultura na empresa, o médico veterinário Edson Garcia Cytrangulo, a quantidade de mel produzida na capital, de 24,55 toneladas por ano, é pequena em comparação a outras unidades da Federação. São 1.140 colmeias espalhadas pelo DF.

Abelhas
As abelhas são o grande diferencial do mel brasileiro em relação ao resto do mundo. De acordo com Denise Alves, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, o País passou por três fases da apicultura. Na primeira, durante o século 19, as missões jesuítas sentiram a necessidade de produzir cera para fabricar velas que seriam usadas nas missas. Assim, padres portugueses trouxeram as abelhas-europeias. Esses insetos não se adaptaram ao clima tropical. Eles tinham pouca resistência, e a produção era considerada pequena.

O segundo ciclo começa quando o Brasil resolveu investir na produção comercial de mel. Para isso, os agricultores importaram as abelhas-africanas, acostumadas com a região dos trópicos e, portanto, mais tolerantes a altas temperaturas. Elas também são bastante resistentes a doenças, porém mais agressivas. Segundo a pesquisadora, os apicultores brasileiros não tomaram os devidos cuidados com a segurança pessoal, como o uso de vestimenta apropriada. Desta forma, muitos foram atacados pelas espécies africanas, que fugiram e cruzaram com as europeias que já viviam no País.

Como na origem da formação étnica do povo brasileiro, as abelhas nacionais são mestiças e englobam a mistura europeia com a africana. Por terem características predominantemente africanas, recebem o nome de africanizadas. Elas se espalharam pelo continente americano e, de acordo com Denise, já há relatos dessa espécie em alguns estados do sul dos Estados Unidos.

A produção do mel
As abelhas retiram o néctar das flores e o armazenam em uma bolsa dentro do corpo. Em seguida, esses insetos o levam para a colmeia, onde vive a abelha-rainha. Na colmeia, “abelhas-engenheiras” assumem a função de transformar o néctar em mel com a ajuda de enzimas próprias. Em média, uma colmeia tem 60 mil abelhas para apenas uma rainha, responsável para gerar mais insetos.

Reportagem Agencia Brasilia

 

Fórum Mundial da Água no Brasil

Oitava edição do evento está prevista para ocorrer em março de 2018, na cidade de Brasília. Compartilhamento da água será tema principal.

As contribuições para os debates e organização da 8ª edição do Fórum Mundial da Água, previsto para acontecer em março de 2018, em Brasília, serão aceitas a partir de fevereiro.

Por meio da plataforma Sua Voz, Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do evento, pessoas do mundo todo podem compartilhar ideias, experiências e soluções para o evento, cujo tema principal será “Compartilhando Água”.

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foto arquivo do blog – grande sertões veredas- MG

Os debates serão em torno de seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano. Os participantes terão a oportunidade de expressar suas opiniões sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de debates que vão durar oito semanas cada.

A primeira etapa começa em fevereiro, em data a ser divulgada, e vai até abril, seguida por uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões on-line são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA), coorganizadora do 8º Fórum, em coordenação com a Secretaria Executiva e demais instâncias de organização do Fórum.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo.

Fórum

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com o objetivo de aumentar a importância da água na agenda política dos governos, além de promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos.

Tradicionalmente, o evento conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta.

A organização do 8º Fórum é realizada pelo governo federal, pelo governo do Distrito Federal e pelo Conselho Mundial da Água.

As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marrakesh, no Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Fonte: Portal Brasil, com informações da ANA

 

Jalapão, orgulho do cerrado

Criado em de Janeiro de 2001 o PEJ ­ Parque Estadual do Jalapão comemora neste mês 16 anos de criação.A equipe do PEJ realiza a comemoração que tem como objetivo sensibilizar e conscientizar as comunidades do entorno e as instituições parcerias sobre a importância de proteger e preservar toda região do Jalapão. Para a bióloga Cassiana Moreira, que trabalha na Unidade de Conservação desde 2004, uma das principais contribuições na proteção do parque tem sido o apoio e o comprometimento da comunidade. A Unidade de Conservação possui uma rica e exuberante biodiversidade composta por vegetação predominantemente do cerrado e campos limpos com várias veredas. Dentre as suas características, a região é considerada uma das maiores atrações turísticas do Estado com inúmeros atrativos naturais como a Cachoeira da Formiga, Dunas e o Fervedouro. Além disso, a região é conhecida pela produção de artesanato de capim dourado e a seda de buriti, que se tornou principal fonte de renda para as comunidades locais.

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Jalapão- foto Marcio Di Prieto

Completando 16 anos, o Parque Estadual do Jalapão (PEJ) comemora seu aniversário com a ampliação do número de visitantes durante o ano de 2016. Segundo informações da Diretoria de Biodiversidade do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), foram cerca de 15 mil visitantes em 2016, contra 11 mil em 2015. O Jalapão é um dos lugares mais procurados para ecoturismo e turismo de aventura na região Norte do Brasil.

Uma das principais características do PEJ é que em sua área estão belezas naturais que estão protegidas por meio de ações do Naturatins em parceria com os moradores da região. Fazem parte deste rico patrimônio dunas de areias douradas; rios e cachoeiras de águas cristalinas e inúmeras veredas, onde o Buriti e o Babaçu estão protegidos, assim como o Capim Dourado, que enriquece o artesanato e leva sustento a dezenas de famílias das comunidades quilombolas da região.

Para preservar seus mais de 96 mil hectares, o parque dispõe de duas bases de apoio em seu interior, um centro projetado para abrigar pesquisadores e técnicos que visitam o Jalapão, e a sede administrativa localizada no centro do município de Mateiros.

O parque possui uma brigada de combate a incêndios florestais durante o período de estiagem e técnicos que orientam os visitantes quanto à delicadeza dos atrativos locais, como as dunas, Cachoeira da Formiga e fervedouros.

Ações em 2016

Em 2016, a equipe técnica do PEJ desenvolveu diversas ações, como o reforço na divulgação para visitantes sobre as normas de proteção ao Pato Mergulhão, espécie ameaçada de extinção; Programa Voluntariado pela Natureza, com as comunidades de moradores da região; Educação Ambiental em comunidades quilombolas e escolas públicas; acompanhamento da realização de programas de TV e filmes que usaram o PEJ como cenário para locações; blitz educativas nos atrativos; mapeamento das veredas de Capim Dourado; emissão de carteiras para coleta de Capim Dourado; curso para condutores (guias turísticos); e assinaturas de termos de compromisso com membros das comunidades quilombolas.

História

Criado pela Lei Estadual 1.203 de 12 de janeiro de 2001, o Parque Estadual do Jalapão pertence à categoria de Unidades de Conservação de Proteção Integral do Estado do Tocantins e abrange quinze municípios da região, sendo eles: Barra de Ouro, Campos Lindos, Centenário, Goiatins, Itacajá, Itapiratins, Lagoa do Tocantins, Lizarda, Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins, Recursolândia, Rio Sono, Santa Tereza do Tocantins e São Félix do Tocantins.

Alvaro Vallim / Governo do Tocantins

 

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