Vem ai o livro da cerradania

“alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses”

Lançamento previsto em Brasília de 19 a 25 de março de 2018.                                                Durante o FAMA – Fórum Alternativo Mundial das Águas.

 

No sertão de Minas o Urucuia agoniza

Escassez de água deixa situação crítica e coloca em risco nascentes e mananciais, como o palco do primeiro encontro entre Riobaldo e Diadorim da obra de João Guimarães Rosa.

Degraded, low volume or completely empty water sources redesign the scenario described in the Guimarães Rosa masterpiece in the Urucuia region, in the North and Northwest of Minas Gerais.

Arinos, Urucuia – Mananciais degradados e  com volume reduzido ou completamente vazios redesenham o cenário descrito na obra-prima de Guimarães Rosa na região do Urucuia, no Norte e Noroeste de Minas: o sertão até então pouco explorado, com grandes áreas de cerrado e uma infinidade de veredas onde Riobaldo conhece Diadorim.

Rio Urucuia agonisando

Agonia do Rio Urucuia (foto: Solon Queiroz/EM/D.A PRESS)

“Infelizmente, a maior parte das veredas da região está assoreada”, testemunha o técnico em meio ambiente Carlos Aparecido Ferroni, do escritório do Instituto Estadual de Florestas (IEF) em Urucuia, que começou a trabalhar em 1998 no órgão, quando as condições das nascentes da região “ainda eram muito boas”.

De lá para cá, conta, foi só degradação: desmatamento e movimento do solo para a formação de pastagens sem nenhuma medida protetiva, produção de carvão e danos provocados pela abertura de estradas, além do fator mais perverso de todos, o fogo, seguido pela formação de pasto e pisoteio do gado.

Um exemplo da destruição está na vereda da Mutuca, a três quilômetros da sede de Urucuia. Há três anos, um incêndio atingiu a área, transformando a maior parte da paisagem num cenário de buritis queimados ou mortos, sem uma gota d’ água acumulada.
Em outro ponto do município de Urucuia, na comunidade de Barrocação, a vereda do Pulvarim era um verdadeiro reservatório de água, abrangendo uma área de 10 hectares. Também há três anos, a área foi atingida por um incêndio. Trabalhadores da fazenda e vizinhos se esforçaram para controlar as chamas, mas não conseguiram evitar os danos, cujas consequências se sentem até hoje.
O fogo se prolongou por cerca de 15 dias. As chamas provocaram estragos por cerca de quatro dos oito quilômetros de extensão da vereda e devastaram cerca de 10 hectares, atingindo a sua cabeceira, onde estão visíveis os rastros de destruição, com restos de troncos de buritis queimados no chão. Uma parte dela ainda conta com buritis e outras espécies nativas de pé, mas o terreno perdeu a umidade. A lagoa que havia no local secou.

Córrego praticamente seco em Urucuia é exemplo dos efeitos do assoreamento das veredas. Guimarães Rosa descreveu a região como uma área de sucessivos brejo.

baseado na reportagem http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/gerais/2016/10/16/interna_gerais,189966/nascentes-e-rios-em-agonia.shtml

 

Governo do Brasil quer privatizar a água

O problema da privatização da água no Brasil é principalmente silencioso. Primeiro, o Brasil é um país rico em água, problemas relacionados com a privatização da água, não são considerados urgente. Em segundo lugar – e este é o decisivo – o problema nem sequer é mencionado na imprensa brasileira em geral, por causa da “censura”, que emana do poder econômico das empresas que estão envolvidas na privatização da água – a maioria deles são importantes “clientes “e, portanto, têm a palavra final.

The problem of water privatization in Brazil is largely silent.
First, Brazil is a country rich in water, problems related to the privatization of water, are not considered urgent.
Secondly – and this is the decisive one – the problem is not even mentioned in the Brazilian press in general because of the “censorship” that emanates from the economic power of the companies that are involved in the privatization of water – most of them are important ” customers “and therefore have the final say.

Existem dois principais aspectos que devem ser considerados em relação à privatização da água no Brasil: a privatização do abastecimento de água nas cidades – como é o caso, por exemplo, em Manaus – e muito mais perigoso e menos conhecidos fato da privatização dos recursos hídricos.

aquifero

Foto ilustrativa

Durante vários anos, a compra de empresas como a Nestlé e Coca-Cola sobre as áreas do país, que são ricos em fontes de água. Este problema importante foi divulgada primeiramente por um movimento de cidadãos que foi criada para defender os recursos hídricos de uma cidade muito famosa no Brasil -. Parque Hidríco de São Lourenço

São Lourenço é uma pequena comunidade, que pertence a uma área especial que se lpcaliza entre as três principais cidades do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Esta área – conhecida como Circuito das Águas – é famosa em todo o país por sua incrível variedade de fontes de água mineral, que são distribuídas principalmente em quatro pequenas cidades, incluindo São Lourenço. Estas fontes de água mineral são conhecidas desde o século 19 , por suas propriedades medicinais.

O poder de cura das águas, foi responsável pela forma como toda a área se desenvolveu. Cada cidade foi construída em torno do “parque aquático” – o lugar onde a maioria das fontes de água foram encontrados. Os parques aquáticos tornaram-se grandes centros de hidroterapia e no início do século 20, uma agência federal foi criado para incentivar a investigação e desenvolver planos específicos para o uso de água mineral no sistema de saúde pública. A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais criou cursos de tratamento de Hidroterapiae em todo parque aquático havia pelo menos um médico. Nos anos 50, a agência federal para tratamento de água foi fechada para e os cursos de Hidroterapia da Universidade abolidos -. Sob pressão do lobby da indústria farmacêutica e química

Este foi o início do declínio desta região. O parque aquático de São Lourenço caiu em mãos privadas – que foi comprada pela Vittel Grupo Perrier, que até recentemente, tinha a sua água mineral famosa, engarrafada e vendida em todo o Brasil. Em 1996, o controle da Perrier-Vittel passou para Nestlé de, que tornou-se a dona do parque aquático em São Lourenço.

1998 a Nestlé construiu  no interior do parque aquático, uma fábrica para produzir uma garrafa de água especialmente concebidos para o chamado mercado de Terceiro Mundo, a ‘Pure Life’. O conceito desta água é que tudo tem o mesmo gosto, não importa onde ele é produzido – no Brasil ou no Paquistão.

Em muitos países do Terceiro Mundo, a água engarrafada tornou-se um mercado importante, principalmente devido ao mau estado dos sistemas de abastecimento público de águaencanada.

A qualidade da água encanada no Brasil é geralmente considerado boa, mas a propaganda para a água engarrafada é tão forte que o hábito de usar a água da torneira e armazená-lo em filtros cerâmicos – como sempre o caso foi – é cada vez mais substituída pela maneira “prática” para comprar água engarrafada.

Nestlé, em seguida, começou a bombear grandes quantidades de água diretamente do subsolo, fazendo buracos profundos, que foram escavados no interior do parque aquático.

As consequências foram sentidas quase imediatamente nas fontes de água:

Um deles secou, e alguns outros mudaram seus sabores. Pior ainda – os minerais, detalhes finos e raros de água foram desmineralizados, ou seja, foram despojadas de suas qualidades especiais,  para produzir água de mesa ‘Pure Life’.

São Lourenço, uma pequena cidade turística, que depende do parque aquático como sua principal atração turística , perde no decurso cada vez mais e mais turistas, uma vez que a mudança na qualidade das fontes de água foi sentida por todos.

A água leva tempo debaixo da terra. Enriquece lentamente no contato com minerais. Ao ser bombeada, o processo é mais rápido do que a natureza pode substituí-lo, ela perde o seu conteúdo mineral.

Foi fundado o  Movimento de Cidadãos para as nascentes de água mineral, por um grupo de cidadãos que estavam preocupados com esta situação. Depois de várias tentativas frustradas de entrar em diálogo com a empresa, o movimento pediu assistência do governo.

Uma investigação foi iniciada, e em janeiro de 2001, houve um processo contra a empresa perante o Tribunal em São Lourenço. De acordo com a lei federal brasileira não é permitido a desmineralização do mineral pela Nestlê. Além disso, a fábrica, que foi construída no parque aquático, não foi aprovada, de acordo com as normas ambientais, porque o parque aquático é uma área de proteção ambiental altamente ameaçada. Sem esta aprovação a Nestlé fábrica não teria permissão para construir.

Esta fase, o processo está pendente no tribunal em nível federal. O litígio pode se arrastar por muitos anos no Brasil – infelizmente.

” O parque aquático não pode esperar o tempo !”

O Movimento de Cidadãos lançou uma campanha contra a fábrica “Pure Life ‘ na Europa – principalmente na Suíça – fez alguma pressão da opinião pública sobre esta questão, através de documento e artigos relevantes publicados, e também em entrevistas de televisão transmitidas.

Como membro do Movimento de Cidadãos para a água, digo que estamos enfrentando muitos problemas com a imprensa brasileira , que permanece em silêncio em geral, também posso dizer que somos muito fortes e precisamos da ajuda do apoio da opinião pública na Europa e, principalmente, na Suíça.

Apenas com a pressão pública na Suíça teremos uma chance contra a Nestlé. Seus advogados têm seu lobby e suas práticas são irresponsáveis. Devido a esta matéria, também foi possível falar sobre a privatização da água no Brasil, e sobre o fato de que muitas empresas vêm aqui para comprar áreas como o parque aquático em São Lourenço. Até agora, o governo brasileiro não tomou quaisquer medidas decisivas relativas a esta questão.

Esperamos que possamos vencer e também influenciar  a opinião pública na Europa, sobre  as decisões que são tomadas a este respeito no Brasil.

Se a água se transforma em uma mercadoria, uma concorrência crescente irá acontecer entre os poderosos interesses econômicos, para tomar o controle dos restantes recursos hídricos .

Isto irá cada vez mais levar a conflitos e até guerras.

A água como um bem público pode ajudar-nos a trabalhar juntos como nações, e ele pode ajudar a promover a paz, a compreensão e desenvolvimento. Cabe a nós decidir que tipo de futuro que queremos.

Tradução: Tina Plank, Yan Christoph pele
equipe de tradução voluntária, Coorditrad

Edição em português-br Marcos Romão

Água é um direito, não mercadoria!

O Fórum Alternativo Mundial da Água –  FAMA 2018 –  acontecerá entre os dias 17 e 22 de março de 2018, em Brasília – DF.

É um evento internacional, democrático e que pretende reunir mundialmente organizações e movimentos sociais que lutam em defesa da água como direito elementar à vida.

Call to Peoples for the World Alternative Water Forum – FAMA.

The FAMA 2018 will discuss the central themes of public advocacy and social control of water sources, democratic access to water, fight against the privatization of water sources, dams and in defense of the people affected, public water and sanitation services and public policies necessary for social control of water use and environmental preservation, which guarantees the natural cycle of water throughout the planet.

The Forum opposes the so-called “World Water Forum” which is a meeting promoted by the major economic groups that advocate the privatization of natural sources and public water services.

veredas foto de Carla Lopez

Veredas no Grande Sertão de Minas Gerais

Este  Fórum pretende unificar a luta contra a tentativa das grandes corporações em transformar a água em uma mercadoria, privatizando as reservas e fontes naturais de água. tentando transformar este direito em um recurso inalcançável  para  muitas populações, que, com isso, sofrem exclusão social, pobreza e se vêm envolvidas em conflitos e guerras de todo o tipo.

Várias entidades brasileiras e internacionais se reuniram e decidiram impulsionar este evento, como continuidade de Fóruns Alternativos anteriores, como os realizados em Daegu, na  Coreia do Sul, e em Marselha, na França.

O Fórum  se  contrapõe ao  autodenominado “Fórum Mundial da Água” que é um encontro promovido pelos grandes grupos econômicos que defendem a privatização das fontes naturais e dos serviços públicos de água.

Para os organizadores do  “Fórum Alternativo – FAMA2018”,  as políticas públicas de água devem ser debatidas democraticamente com as populações e, em particular, com as comunidades afetadas.

No FAMA 2018 serão debatidos os temas centrais de defesa pública e controle social das fontes de  água, o acesso democrático à água, a luta contra as privatizações dos mananciais, as barragens e em defesa dos povos atingidos, serviços  públicos de água e saneamento e as políticas  públicas necessárias para o controle social do uso da água e preservação ambiental, que garanta o ciclo natural da água em todo o planeta.

Chamamento aos Povos para o Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA

A apropriação da água no contexto global

Resoluções das Nações Unidas reconhecem que a água e o esgotamento sanitário são direitos fundamentais. Não há vida sem água e ela é bem comum que deve ser compartilhado entre toda a humanidade e os demais seres vivos.

A natureza se recria e a água é continuamente renovada em ciclos hidrológicos. Mas nosso planeta sofre uma intensa destruição pelas ações e atividades humanas, decorrentes principalmente do modelo de desenvolvimento impulsionado pelas classes hegemônicas. O sistema econômico global é extremamente predatório, produzindo uma sinergia e cumulatividade de impactos ao meio ambiente, o que provoca alterações climáticas, poluição e a destruição dos ecossistemas essenciais para a renovação da água.

A água como bem comum

A água é um bem comum. Isso nos leva a compreender também que sua gestão precisa considerar os interesses das comunidades locais, em especial os excluídos ou silenciados frente à forte voz do mercado, por meio de um processo democrático de debate e decisão sobre projetos que interferem no uso da água e da terra, especialmente no caso de empreendimentos de infraestrutura hídrica.

É preciso construir uma nova cultura da água, sustentada em valores éticos, ecológicos e culturais que garantam a inclusão e a justiça socioambiental, prezando pela transparência e participação popular ampla e representativa dos diferentes setores da sociedade.

É fundamental a compreensão de que a água é um bem comum que não pode ser gerido por interesses privados e que, mesmo uma gestão do Estado, que em teoria deveria prezar pelo bem comum, sem controle social e participação democrática, poderá priorizar o atendimento aos grandes interesses privados, como ocorre em casos de concessões de uso de fontes para exploração mineral, parcerias público-privadas dos serviços de saneamento público, entre outros.

O descaso que mata

A água contaminada mata mais de meio milhão de pessoas por ano e contribui para a disseminação de enfermidades. Em 80% dos países, o investimento para o abastecimento de água, o esgotamento sanitário e a higiene são insuficientes para alcançar as metas de salubridade pretendidas.

Segundo a ONU, cerca de 663 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a fontes adequadas de água, 946 milhões praticam a defecação ao ar livre e a “água poluída é mortal para crianças severamente desnutridas, assim como falta de comida”.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta que mais de 800 crianças, com menos de 5 anos, morrem todos os dias de diarreia associada à falta de água e de higiene. Aproximadamente 27 milhões de pessoas não têm acesso à água potável em países que enfrentam ou estão em risco de fome – como Iêmen, Nigéria, Somália e Sudão do Sul.

Gênero e acesso à água

A desigualdade de gênero também sofre o impacto da falta de acesso à água. A escassez e má distribuição leva mulheres a percorrerem longas e íngremes distâncias para obter água.

A UNICEF alerta que, globalmente, mulheres e meninas gastam 200 milhões de horas coletando água todos os dias. Sacrificam-se pelo bem dos seus, pela natureza ao redor, pela agricultura familiar e pelos animais que criam. E a feminização da pobreza é crescente. Conforme dados da ONU, 70% das pessoas que vivem em situação de pobreza no mundo são mulheres, atingindo em especial as negras, latinas, indígenas e imigrantes.

As mulheres são as principais responsáveis pelos cuidados familiares e da casa, portanto possuem necessidade premente de acesso à água potável e ao esgotamento sanitário, o que é impedido pela lógica da mercantilização e pela omissão dos poderes públicos.

A gestão da água no Brasil

O esgotamento sanitário guarda profunda relação com a saúde pública, sobretudo com as doenças de veiculação hídrica. É fato que quanto mais se investe, menos se onera o sistema de saúde, promovendo a saúde coletiva.

No entanto, o relatório “Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto” de 2015, elaborado pelo Ministério das Cidades, registra que, no Brasil, os níveis para atendimento de água por meio da rede pública eram de 83,3% e os níveis de coleta de esgoto total de 50,3%. Apenas 42,7% do total de esgoto gerado era, naquele ano, efetivamente tratado. As periferias, as áreas de ocupação irregular, os quilombos, as aldeias indígenas e as comunidades tradicionais concentram os excluídos do acesso ao saneamento básico no País.

No Brasil, as companhias estaduais e as autarquias municipais detêm notória expertise sobre o tema de saneamento básico, especialmente na água e no esgotamento sanitário. Mas a “terceirização” dos serviços, em especial nas atividades de operação e manutenção desses sistemas, apresenta resultados com baixa qualidade, afetando funcionários com a alta rotatividade e a redução ou perdas dos benefícios previstos na legislação trabalhista. Além disso, verificam-se os problemas comuns encontrados na gestão privada da água, como a falta de investimento em infraestrutura, o aumento de tarifas e dos danos ambientais.

A universalização do acesso com qualidade e integralidade só será possível com o fortalecimento do papel do Estado, com investimentos públicos suficientes e com transparência e controle social.

A unidade das forças sociais e populares do campo e da cidade, pela reforma agraria e urbana, a defesa dos territórios e das águas e dos povos e comunidades que os protegem, e a defesa do patrimônio e da soberania nacional, é mais do que fundamental neste catastrófico momento histórico.

CHAMAMENTO AOS POVOS PARA O FÓRUM ALTERNATIVO MUNDIAL DA ÁGUA

Coletivamente rejeitamos o controle das empresas privadas sobre o patrimônio natural que é a água. Como cidadãos, sindicatos, organizações humanitárias e de defesa do meio ambiente, entendemos ser nosso dever e obrigação protestar contra a apropriação do mercado sobre um direito humano fundamental. Assim, deliberamos por conclamar a humanidade à realização do FÓRUM ALTERNATIVO MUNDIAL DA ÁGUA – FAMA 2018.

Essa iniciativa é imprescindível, pois em março de 2018, o Brasil sediará a 8ª edição do Fórum Mundial da Água (FMA), evento organizado pelo Conselho Mundial da Água a cada três anos desde 1997, que conta com orçamento milionário que serve para atrair dezenas de milhares de participantes e validar as políticas de privatizações dos governos e funciona como balcão de negócio das grandes empresas do setor de água. As discussões preparatórias a este evento, apontam para o objetivo, mesmo que não totalmente explicitado, de direcionar e influenciar tomadas de decisão dos governos e influenciar a opinião pública para uma visão e gestão privatista dos recursos hídricos.

Apesar de ser a 8a Edição este Fórum não possui a legitimidade que pretende ter para representar os anseios colocados pela maioria dos povos do planeta em relação ao acesso à água. Muito pelo contrário, este Fórum de empresas representa realmente um perigo.

O Fórum e o Conselho são vinculados às grandes corporações multinacionais, que têm como meta impulsionar a mercantilização da água; a intensificação das práticas de transposição de bacias hidrográficas, que privilegiam o atendimento das demandas do agronegócio intensivo e da indústria pesada, a qualquer preço, em detrimento da sua gestão democrática para o bem comum; a construção de barragens que afetam populações ribeirinhas sem considerar impactos sociais e culturais; a apropriação e controle dos aquíferos subterrâneos; entre outros.

Objetivos do Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA

São objetivos principais do FAMA:

  1. Ser um encontro democrático, transparente, participativo, descentralizado e acessível, cuja realização ocorrerá simultaneamente e em contestação ao Fórum Mundial da Água. Terá a função de discutir problemas relacionados à água e ao saneamento, como direito fundamental, nas suas mais variadas interfaces, em busca de soluções que representem sustentabilidade e segurança hídrica para os seres humanos e a manutenção da vida na Terra.
  2. Sensibilizar e mobilizar a população sobre o tema e a problemática da água e do saneamento, empreendendo amplo debate público em todo o País por meio de seminários, aulas públicas, oficinas, atividades culturais, atos ecumênicos etc.
  3. Desenvolver um processo de sensibilização/mobilização que deverá servir à construção e realização do FAMA, visando ainda colocar o debate de forma permanente na agenda da sociedade em nível mundial.
  4. Denunciar a ilegitimidade do 8º FMA e responsabilizar governos pelo uso de recursos públicos na promoção de interesses privados.
  5. Propor e cobrar ações para os governos, visando políticas públicas de pleno acesso à água e ao saneamento, como direito fundamental e com amplo reconhecimento das Nações Unidas.
  6. Reforçar a luta contra a mercantilização da Água.
  7. Utilizar o lema “ÁGUA É DIREITO E NÃO MERCADORIA”, visando popularizar o tema, intensificar ações e unificar os esforços de ​ cidadãos, coletivos e entidades que atuam nas mais variadas áreas ligadas à água, como abastecimento, saneamento básico, direitos humanos, atingidos por barragens, combate aos agrotóxicos, agricultura, meio ambiente, moradia etc.
  8. Tornar estas ações um processo permanente, na perspectiva inicial de criação de espaços públicos de discussão, como comitês populares, para a construção do Fórum Alternativo Mundial da Água em todos os Estados brasileiros e, em segundo momento,  promover a organização permanente onde os comitês populares formados ​para a construção do Fórum​ venham a se transformar em comitês de mobilização em defesa da água e do saneamento.
  9. Viabilizar esses objetivos com ampla articulação e apoio da cidadania e de organizações, que possam integrar-se ao processo e colaborar com recursos financeiros, materiais e humanos.

Finalmente, o FAMA deve retratar e promover a tomada de consciência política da sociedade para que ela se apodere dos destinos do uso da água em cada lugar no mundo. Deve trazer à luz o que de melhor a humanidade pode almejar, dentro do exercício da ética em relação à vida e seus elementos essenciais de sustentação. Neste sentido, chamamos os povos à preservação ética do ciclo da água para a proteção da vida e dos ecossistemas, em que todas as espécies crescem e se reproduzem.  Água deve estar a serviço dos povos de forma soberana, com distribuição da riqueza e sob controle social legítimo, popular, democrático, comunitário, isento de conflitos de interesses econômicos, garantindo assim justiça e paz para a humanidade.

Água é um direito, não mercadoria!

Mais informações acesse o site:        http://www.fama2018.org

Memorial do Cerrado

Um lugar em destaque de Goiania

Cerradania

Mem_Museu em goiania

Eleito em 2008 como o local mais bonito de Goiânia, O Memorial do Cerrado, complexo científico que funciona no Campus II da PUC Goiás, é um dos projetos do Instituto do Trópico Subúmido que representa as diversas formas de ocupação do bioma e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade. É um museu que retrata desde a origem do planeta Terra à chegada dos portugueses ao Brasil.

O Memorial reúne espaços que representam as diversas formas de ocupação do Cerrado e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade.Museu_corredor

Museu de História Natural

Espaço de exposições em que painéis e cenários narram a história evolutiva da Terra e do ambiente do cerrado. O visitante pode ver fósseis com datação de até 600 milhões de anos.

Vila Cenográfica de Santa Luzia

Reconstrução em tamanho original dos primeiros povoados de origem colonial portuguesa na região central do Brasil. A…

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Estação Ecológica de Sagarana

The State Ecological Station of Sagarana is a Conservation Unit of integral protection created in 2003, with an area of 2,340.12 ha. It is located in the northwest region of Minas Gerais, in the municipality of Sagarana.
It has vegetation composed by Seasonal Deciduous Forest (Cerrado de Mata Seca). Other phytophysiognomies typical of the Cerrado are found, such as Mata de Galeria and Veredas, which are perennial sources of fauna resources, relevant to the biological diversity of the area. The tree species Leucochloron minarum, known as the small leaf of Sagarana and credited as endemic to the region, was found in Ecological.

veredas foto de Carla Lopez

Veredas foto de Carla Lopez

Foi publicado no Diário oficial do Estado de Minas Gerais, decreto da LEI Nº 22.897, DE 11 DE JANEIRO DE 2018, que Estação Ecológica Estadual de Sagarana, criada por decreto de 21 de outubro de 2003 e situada no Município de Arinos, agora passar a ser o Parque Estadual de Sagarana, com área de aproximadamente 2.340,1251ha (dois mil trezentos e quarenta vírgula mil duzentos e cinquenta e um hectares) e perímetro de 50.332,96m (cinquenta mil trezentos e trinta e dois vírgula noventa e seis metros).

O Parque terá como base a preservação de áreas do Cerrado, sendo permitida na área do parque a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Está localizada na região noroeste de Minas Gerais, no distrito de Sagarana, município de Arinos, há 300 km de Brasília e 600 km de Belo Horizonte. Destinada à conservação da biodiversidade, à pesquisa científica e à educação, sendo sua gestão de responsabilidade do Instituto Estadual de Florestas. Inserida no Vale do Rio Urucuia pertencente à bacia hidrográfica do Rio São Francisco, a Estação Ecológica Estadual de Sagarana possui vegetação composta em sua maior área pela Floresta Estacional Decidual (Cerrado de Mata Seca), cuja flora exuberante na estação chuvosa torna-se com aspecto seco e de tonalidade cinza no período de estiagem. Também são encontradas outras fitofisionomias típicas de Cerrado, como Mata de Galeria e Veredas, que são fontes perenes de recursos para a fauna, relevantes para a diversidade biológica da área. Recentemente, foi encontrada na Estação Ecológica Estadual de Sagarana a espécie arbórea Leucochloron minarum, conhecida como folha miúda de Sagarana e creditada como endêmica da região.

A sede administrativa da Estação Ecológica Estadual de Sagarana conta com alojamento para quarenta e seis pessoas, auditório para cento e cinquenta pessoas e sala multimídia com capacidade para cinquenta pessoas. O contato pode ser feito com Tatiane Lima de Jesus gerente da Unidade pelo telefone: (38) 3635 4097.

 

Sagarana marco literário de João Guimarães Rosa e agora, avanço nas políticas de preservação do Bioma Cerrado.

Parque do Sumidouro

O parque está associado às pesquisas pioneiras, feitas na primeira metade do século XIX pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, descobridor do Homem de Lagoa Santa, dos primeiros habitantes do Brasil e da megafauna extinta. Local de grande relevância histórica devido aos achados encontrados pelo pesquisador e às evidências da coexistência do homem com a fauna extinta, fato que contribuiu para o surgimento do pensamento evolucionista por meio de citações de Charles Darwin.

parque sumidouro

O parque tem o relevo marcado pela presença de rochas carbonáticas, surgências, sumidouros e cavernas ricas em espeleotemas.

O clima é tropical úmido, ensolarado e estável, com verões chuvosos e invernos secos.

O PESU possui uma fauna cavernícola que inclui numerosas colônias de morcegos.

A flora é formada por espécies como ipê amarelo, ipê roxo, moreira, aroeirinha, jatobá do campo, gabiroba, manjoba, mutamba, faveiro dentre outros.

Locais interessantes: Gruta da Lapinha, Museu Peter Lund, Escalada,Circuito Lapinha, Trilha Travessia, Trilha Sumidouro,Casa Fernão Dias, Lagoa do Sumidouro, Centro de Difusão do Conhecimento Científico-Tecnológico

Existem duas maneiras diferentes de se chegar ao Parque Estadual do Sumidouro, pela Lapinha (Lagoa Santa) – portaria do Museu Peter Lund/Gruta da Lapinha – ou pela Quinta do Sumidouro (Pedro Leopoldo) – portaria Casa Fernão Dias, que distam 6km uma da outra. No caso do transporte público, é importante escolher as linhas de ônibus corretamente para se chegar pela entrada certa. Tudo isso dependerá do interesse do próprio turista, que escolherá entre as várias atrações que o Parque oferece.

Para chegar, saindo de Belo Horizonte de carro, seguir pela MG 10 sentido Lagoa Santa, caminho para a Serra do Cipó. No bairro Campinho, em Lagoa Santa, entrar à esquerda sentido Lapinha, após o Km 44, e seguir as placas indicativas das duas entradas do Parque. Deste ponto são 6 km até a recepção do Museu Peter Lund/Gruta da Lapinha. Caso siga por aproximadamente mais 6 km, chega-se até a recepção Casa Fernão Dias. Todo o trajeto é sinalizado.

gruta do sumidouro

Gruta do sumidouro

As entradas de acesso distam seis quilômetros uma da outra. No caso do uso de transporte público, é importante escolher corretamente as linhas de ônibus coletivo para se chegar pela entrada certa:

 

Para chegar por transporte público, são poucas as linhas de ônibus que ligam a Quinta do Sumidouro e a Lapinha, portanto, fique atento para evitar imprevistos. Veja abaixo a tabela que direciona o turista para onde ir para realizar as atividades desejadas:

– Museu Peter Lund / Gruta da Lapinha: Pegar o ônibus em direção à Lapinha, parar na Gruta da Lapinha

– Circuito Lapinha: Pegar o ônibus em direção à Lapinha, parar na Gruta da Lapinha

– Trilha Travessia: Pegar o ônibus em direção à Lapinha, parar na Gruta da Lapinha

– Escalada: Pegar o ônibus em direção à Lapinha, parar na Gruta da Lapinha

– Visitação à Casa Fernão Dias: Pegar o ônibus em direção à Quinta do Sumidouro e parar na Casa Fernão Dias

– Trilha Sumidouro: Pegar o ônibus em direção à Quinta do Sumidouro e parar na Casa Fernão Dias.

 

Guavira do cerrado simbolo de Mato Grosso do Sul

Typical fruit of the Cerrado, guavira is a symbol of Mato Grosso do Sul
It is not by chance that she served as inspiration to the violet Helena Meirelles when composing Flor de Guavira. Native to the Cerrado, the delicate, white and small flower appears even in the dry season, announcing that the fruits of guavira – or gabiroba – will soon appear.

Não é por acaso que ela serviu de inspiração à violeira Helena Meirelles ao compor Flor de Guavira. Nativa do Cerrado, a delicada, branca e miúda flor aparece ainda na época de estiagem, anunciando que os frutos da guavira – ou gabiroba – surgirão em breve.

Nome científico: Campomanesia xanthocarpa Berg. Nomes populares: guavira, guabiroba; guabiroba-da- mata.

gabiroba

Em Mato Grosso do Sul as pessoas dizem que a guavira é a fruta da resistência, porque depois da estiagem, começa a chuva e aí, sim, as frutas aparecem nos guavirais nativos. E tem de coletar rápido porque elas amadurecem e duram no máximo duas semanas. Ficam assim. Em cachos. Verde e amarelo: a cor do Brasil.

No laboratório de tecnologia de alimentos foi confirmado que a guavira tem mais vitamina C do que a laranja. Em algumas espécies, foi encontrado quase 20 vezes mais vitamina C do que a laranja.

A cor amarela indica a presença de betacaroteno, que se converte em vitamina A; tem potássio, que ajuda a manter o vigor muscular; cálcio e fósforo, que deixam os ossos e dentes fortes; e magnésio, importante na digestão.

Mas, apesar de nativa, está cada vez mais difícil encontrar guavira por aí, nos quintais e espaços verdes da cidade.

Não é só o apreço popular pela fruta que dá viabilidade à guavira. A versatilidade do alimento também atrai. “Ela tem outras aplicações. É possível fazer mousse, sorvete, licor, além, é claro, do suco. A polpa congelada pode ser vendida.

“Não só do ponto de vista econômico ela é muito promissora, do aspecto nutritivo também. Ela tem alto teor de vitamina C, até mais que a laranja, além de ser uma fonte de energia e minerais”, finaliza. A florada da guavira se estende até, frequentemente, outubro para que, em novembro, inicie a produção dos frutos, que ocorre apenas uma vez por ano.

Rica em vitamina C que excede em quase 20 vezes a vitamina C da laranja, e minerais como o magnésio, ótimo para digestão, o fósforo, cálcio que ajuda fortificar os dentes e ossos e potássio, indicado para os atletas por fortalecer os músculos, zinco e óleos essenciais. São algumas das propriedades da guavira, fruta nativa do Cerrado que a partir desta quarta-feira (8) passa a ser o fruto símbolo de Mato Grosso do Sul.

Conforme a Lei 5.082, de autoria do deputado estadual Renato Câmara (PMDB),  todas as divulgações turísticas do Estado de Mato Grosso do Sul deverá constar a guavira como referência.

“Depois da estiagem, começa a chuva e as frutas aparecem nos guavirais nativos. Por isso, são resistentes. O fruto verde e amarelo representa a cor do nosso país e, agora, se torna símbolo de Mato Grosso do Sul”, comentou o autor da lei.

De acordo com o pesquisador Edmilson Volpe, a guavira é considerada planta invasora em áreas de pastagem.”Faz parte da vegetação do Cerrado, é nativa. Mas quando o produtor vai plantar milho, soja, enfim, o solo é preparado e ela desaparece porque é feita uma limpeza dessas lavouras”, contextualiza.

Segundo ele, há diminuição da oferta da fruta, resultado até mesmo do crescimento das cidades da região, o especialista acredita que a melhor maneira de conservá-la é tornar seu cultivo viável economicamente, tanto para consumo próprio, como para comercialização.

 

Teremos ipê vermelho em Brasília

Finalizo o ano de 2017 com uma publicação, singela e bela, para contextualizar aos amantes dos Ipês, a originalidade de um novo marco para enaltecer ainda mais a nossa capital federal – Brasilia, apresentando o  Ipê vermelho.
Ipe red or purpura (Tabebuia gemmiflora) is a medium-sized slender tree common in the transitional area between the cerrado and caatinga biomes northeast of MG, and in southern Bahia, but non-existent in other regions of the country.
Ipe vermelho ou purpúria é uma árvore esguia, de pequeno a médio porte, bastante comum na região do Vale do Jequitinhonha, nordeste de MG, e no sul da Bahia, porém inexistente em outras regiões do país. Foi introduzida no paisagismo por Roberto Burle Marx, mas muito raramente encontrada em viveiros. Germinação fácil por sementes, desenvolvimento muito lento fora de seu habitat. Resiste bem a sêca e queimadas. Árvore rara e muito adequada para o paisagismo e jardinagem.
Família: Bignoniaceae. Nome científico: Tabebuia gemmiflora Rizzini & A. Mattos. Nomes populares: ipê-púrpura, ipê-vermelho

 

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Ipê vermelho – púrpura. (Tabebuia gemmiflora Rizzini & A. Mattos)

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Tabebuia, conhecido popularmente como ipê, pau-d’arco, peúva, ipé, e ipeúna, é o gênero neotropical mais comum da família Bignoniaceae. Atualmente, a maioria das espécies de ipês brasileiros está incluída no gênero Handroanthus, e não mais no gênero Tabebuia.Com as mudanças botânicas citadas anteriormente, o nosso tradicional ipê ganhou companhia de outras árvores menos famosas no Brasil mas com floração semelhante e de cores mais intensas. Existe a versão do Ipê Vermelho (existem ainda o Verde e o Preto-Tabaco).

O Ipê vermelho chama  a atenção, especialmente por ter uma cor pouco comum e ter identificação como nativo Cerratinga – Cerrado com Caatinga do estado de Minas Gerais. A cor da bandeira de Minas.

mudas de ipe vermelho

Produção do Parque Ecológico Dom Bosco – Brasília DF

Estamos introduzindo o Ipê vermelho em Brasília e iniciamos com uma modesta semeadura e registro de vinte plantas nascidas em nosso experimento de mudas nativas do Parque Ecológico Dom Bosco.

DESCRIÇÃO: Árvore caducifólia, heliófita, xerófita, encontrada na transição entre a caatinga e o cerrado. Sua altura atinge até 10 m e seu diâmetro até 20 cm.

Folhas: compostas palmadas, geralmente com três folíolos, mas pode ocorrer 4 ou 5.                      Flores: púrpura- avermelhada. Fruto: cápsula cilíndrica glabra. Floração: agosto a setembro.               Frutificação: Setembro. Polinização: Provavelmente abelhas e beija-flores. Dispersão: anemocórica (pelo vento).                                                                    Ocorrência: planta, exclusiva da caatinga, do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, com restrita dispersão.

Utilização Paisagístico: arborização urbana.

Bibliografia consultada: LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Vol. 3, 1. Ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009.384 p.

Fauna e flora do cerrado maranhense

The biome of the cerrado of Maranhão, in the south of the state, provides a trip through one of the most beautiful regions of the country, which enchants visitors with a landscape that is both inhospitable and welcoming.

O cerrado maranhense, no sul do Estado, proporciona uma viagem por uma das regiões mais bonitas do país, que encanta os visitantes com uma paisagem ao mesmo tempo inóspita e acolhedora.

cerrado do maranhão

Maranhão – terra das palmeiras

Entre chapadas, cachoeiras e vales deslumbrantes, o mais colorido dos urubus, que sumiu com a devastação das florestas em muitas regiões brasileiras, lá se reproduz em segurança no alto das chapadas e platôs.

A estação das águas deixou o cerrado maranhense ainda mais cheio de vida. E mais exuberante visto do alto. Nos céus do cerrado, e cheio de descobertas.

O cerrado maranhense é uma das regiões mais preservadas do país, onde a mata intocada protege nascentes e penhascos. E uma cadeia de montanhas se estende no infinito.

O verde denso impressiona e surpreende nas trilhas. Cada uma das trilhas leva a um santuário diferente. Um mais bonito que o outro. Esta é uma das regiões com a maior diversidade de plantas e animais do país, bem no encontro entre a Amazônia brasileira e o cerrado nordestino.

A suavidade das cascatas e cachoeiras ameniza o calor no cerrado. No Vale do Farinha há um dos rios mais preservados da região. A Cachoeira da Prata e a Cachoeira de São Romão se revelam em um incrível contraste entre as rochas.

A natureza selvagem do cerrado, em alguns trechos, combina com delicados tons de azul no encanto das cavernas. Uma falha geológica há milhões de anos abriu uma fenda na rocha, e a agua brota suave das arestas do rochedo. O encanto azul permite mergulhos com até sete metros de profundidade. A água é tão transparente, que a visibilidade chega a 40 metros.

poco_azul maranhão

Poço azul

Mergulhar nas cavernas mais profundas e selvagens do Brasil. Encanta com o Lago Azul, em Riachão. “70% a 75% de nosso corpo é água. E o nosso planeta também.

Nas profundezas das cavernas, na suavidade das cascatas ou na imensidão dos vales. As savanas maranhenses seduzem com as cores e os sons de um planeta único.

 

Baseado na reportagem de http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia

 

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Conservation news & stories

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

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Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

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