Archive | outubro 2013

A alquimia de uma paisagem

Um mergulho na obra do artista plástico Luiz Gallina, que retira do cerrado e dos sonhos um farto material de pesquisas, de vivências e de arte

A trajetória de sua arte está intimamente ligada à interação com o cerrado e com o mundo dos sonhos. Em um primeiro momento, em meados da década de 1970, ele ficou fascinado com a paisagem e registrou em xilogravuras a beleza torta, crispada, dramática e expressionista da vegetação do Planalto Central. No entanto, em seguida, na década de 1980, passou a morar em um sítio inóspito, entrou na paisagem, acompanhou a mutação de peles das árvores, sentiu de perto as palpitações do ambiente e começou a entender que o cerrado é arte contemporânea e teatro da vida e da morte, de Eros e Thanatos.

Essas vivências resultaram nas seguintes fases de sua arte: As Paisagens Brasilienses (em xilogravuras), Cascas e Carcaças (em pintura), Assemblages (colagem de desenhos, objetos e vestígios da flora e da fauna do cerrado) e a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegistos (em que o universo simbólico da alquimia é frequentado por animais cerratenses).

A partir do livro, Gallina realizou uma série de gravuras que representam as fases da alquimia, segundo a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegisto: Nigredo (obra negra, a dissolução e putrefação da matéria), Albedo (obra branca, a purificação da matéria pela substância líquida) e Rubedo (obra vermelha, fase em que se fabrica a pedra filosofal). Nos trabalhos dessa última safra, Gallina sintetizou múltiplas técnicas (desenho, gravura, carvão, fotografia e colagem) e símbolos.

O interessante é que no contexto universal dos símbolos alquímicos ele inseriu elementos regionais do Planalto Central. A Fênix vermelha de Gallina é uma seriema. A águia não plana nas alturas, mas está na linha do olho: “É porque moro próximo a uma encosta e não vejo as águias voando no firmamento, e sim na linha do olho. Não é a gente que escolhe a alquimia; é a alquimia que escolhe a gente. Para mim, a conexão da alquimia com Brasília é muito forte. Esse céu aberto nos joga para um mergulho interior, para uma reflexão sobre o sentido da vida e do mundo. A alquimia é um estudo sobre a significação das coisas.”

O que é preciso para conhecer o cerrado? É necessário se debruçar sobre ele, responde Gallina. “Você precisa se abaixar”, diz. “Se ficar de pé, não percebe que ele está florido. Se você se ajoelha, vê tantas flores lindas, cada uma com um desenho, com um matiz ou com um filamento diferente.”
Gallina vê ainda mais: “A consequência do lago foi que a fauna aumentou muito. Era comum vermos pardal antigamente. Hoje, vemos muito mais bem-te-vi, sabiá, alma-de-gato, que tem um rabo de 30 centímetros. Eu e meu filho fotografamos e eu o incentivo para que seja um pesquisador. O cerrado é muito forte. O segredo para entender o cerrado é a paciência”.

destaque do http://sites.correioweb.com.br/app/noticia/encontro/revista/2013/10/29/interna_revista,878/a-alquimia-de-uma-paisagem.shtml

Amianto pode gerar maior processo trabalhista do Brasil

Ações civis públicas pedem indenização bilionária e assistência médica a ex-funcionários contaminados pela exposição ao mineral na antiga fábrica da Eternit em Osasco.

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A briga judicial entre ex-trabalhadores contaminados pela exposição prolongada ao amianto e a maior fabricante de telhas com o mineral do país, a Eternit, pode dar origem ao maior processo trabalhista-ambiental do Brasil. Duas ações civis públicas pedem indenização bilionária por danos morais coletivos e assistência médica a cerca de 10 mil trabalhadores que teriam sido afetados na extinta fábrica da Eternit de Osasco, em São Paulo, fechada nos anos 90.

No dia 7 de outubro, a juíza Raquel Gabbai de Oliveira, da 9ª Vara do Trabalho de São Paulo, admitiu a ação civil pública ajuizada pela Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), entidade na defesa das vítimas, que pede o pagamento de indenizações individuais que variam entre R$ 500 mil e R$ 800 mil reais por trabalhador exposto ou vítima de contaminação.

Na esteira da acolhida, a juíza determinou a reunião desta demanda com a ação civil pública ajuizada em agosto deste ano pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O pleito em questão pede que a Eternit seja multada em R$ 1 bilhão por danos morais coletivos à saúde dos funcionários, além do custeio do tratamento hospitalar.

Caso europeu

A ação civil pública que o MPT move contra a Eternit tem como paradigma o processo de Turim, na Itália. Em fevereiro de 2012, o antigo dono da Eternit na Europa, o suíço Stephan Schmidheiny, e seu ex-dirigente, o barão belga Jean-Louis Marie Ghislain de Cartier de Marchienne, foram condenados a 18 anos de prisão por crime de desastre doloso e culpados pela morte de 3 mil pessoas.

Países devem banir mercúrio até 2020

Representantes de 140 países aprovaram neste mês, no Japão, o texto final da Convenção de Minamata das Nações Unidas. O tratado global foi negociado por quatro anos e estabelece medidas de controle e de diminuição do uso e da produção do mercúrio, substância altamente tóxica para a saúde e o meio ambiente e utilizada, sobretudo, na fabricação de vários produtos e em processos industriais. O nome da Convenção lembra o da cidade de Minamata, no Japão, palco de grave acidente que contaminou centenas de pessoas por mercúrio, na década de 1950.

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Quando for ratificado por pelo menos 50 países, o tratado entrará em vigor, algo que pode levar até quatro anos. Ao assinarem a Convenção, os governos concordam em banir até 2020 uma série de produtos que utilizam o mercúrio, como baterias, relés, pesticidas, lâmpadas fluorescentes, sabonetes e cosméticos, termômetros e equipamentos para medir pressão.

No Brasil, o mercúrio é usado principalmente para a mineração e é uma das maiores fontes de degradação ambiental, em que os danos causados são incalculáveis e de difícil reversão. “A atividade descaracteriza bacias, contamina e altera os cursos d´água, grutas e nascentes, provoca a destruição de florestas primárias e coloca a vida de trabalhadores e comunidades em risco”, explica Timmers

Além disso, a substância é inalada por mineiros e também acaba contaminando peixes que podem ser consumidos pelas pessoas. “Devido à importância do peixe na alimentação, principalmente na Amazônia, esse é um assunto de saúde pública, pois o mercúrio se acumula na cadeia alimentar, chegando a se concentrar em peixes carnívoros maiores, como no atum em Minamata no Japão”, comenta.


Mineração no Brasil
O WWF-Brasil ressalta que, além de ratificar a Convenção, o País deve adotar medidas para eliminar o garimpo ilegal de ouro e outras atividades que têm provocado contaminação ambiental e humana, especialmente na Amazônia, dentro e fora de unidades de conservação.

A aprovação da Convenção coincide com o envio pelo Governo Federal ao Congresso de um conjunto de projetos de lei para estabelecer um novo marco regulatório para a mineração no país. No pacote, uma proposta quer abrir parques nacionais e outras unidades de conservação de proteção integral para a mineração. Os documentos vão de encontro com a finalidade das UCs, criadas para proteger a biodiversidade, as fontes de água e outros serviços ambientais.

mais informações http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?36702

TV Globo é condenada por matéria em Unidade de Conservação

cachoeira da Estação Ecológica Serra Geral do TocantinsA Justiça Federal de Tocantins condenou a TV Globo e a empresa Quatro Elementos Turismo Ltda a reparar o dano causado pela reportagem exibida no programa Esporte Espetacular, que associava à imagem da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins à prática de rafting esportivo, que é a técnica de descida em corredeiras em equipe utilizando botes infláveis e equipamentos de segurança. O esporte é incompatível com os objetivos das estações ecológicas, que são unidades da categorias de proteções integrais.

A emissora havia entrado em contato com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que negou a autorização para a realização da matéria. Mesmo assim, a reportagem foi feita e veiculada . Segundo informações do site da Justiça Federal de Tocantins, a equipe havia sido avisada sobre o impedimento legal de realizar gravações com foco na prática de esportes radicais naquela área, tendo em vista que a Instrução Normativa do IBAMA 05/2002 determina que as matérias jornalísticas realizadas em Estações Ecológicas e Reservas Biológicas não deverão fomentar atividades que não sejam de caráter científico e preservacionista.

A sentença proferida pela titular da 1ª vara, juíza federal Denise Dias Dutra Drumond, julgou procedente a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal. Em sua fundamentação, a magistrada escreveu: “Em outras palavras, a Estação Ecológica tem em seu anonimato um de seus grandes trunfos, pois fica assim protegida da curiosidade leiga e da depredação que a atividade turística em massa e desordenada promove. Logo, a exposição em si mesma da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins como área propícia à prática esportiva, diversa portanto de sua finalidade legal específica, já configura o dano ambiental”.

A sentença determinou que as rés devem indenizar a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins em 500 mil reais por danos patrimoniais e, também, à produção de uma reportagem, previamente autorizada, com o tema “Turismo Sustentável na Região do Jalapão”, que deverá ser exibida em horário semelhante e com a mesma duração da anterior.

Na defesa, as empresas alegaram inexistência de dano ambiental e a Globo Comunicações alegou ofensa a liberdade de imprensa. Para a magistrada, a liberdade de imprensa não é direito absoluto e os danos que causa devem ser indenizados.

Leia a sentença na íntegra.

Teoria das arvores tortas do Cerrado

A vegetação do Cerrado é influenciada pelas características de solo, clima e fogo. O excesso de alumínio e a alta acidez do solo diminuem a disponibilidade de nutrientes às plantas, tornando-o tóxico para plantas não adaptadas.  A baixa fertilidade e a elevada toxicidade do solo são associadas ao nanismo e a tortuosidade da vegetação (hipótese do oligomorfismo distrófico).pequi-arvore-bento-viana-ispn

Após a passagem do fogo, os tecidos vegetais mais tenros, como folhas e gemas (tecidos de crescimento das plantas), sofrem necrose e morrem. As gemas que ficam nas extremidades dos ramos e galhos são substituídas por gemas internas, que nascem em outros locais do galho, quebrando a linearidade do crescimento. Quando a freqüência do fogo é muito elevada, com queimadas freqüentes, a parte aérea da planta pode não se desenvolver, tornando-se uma planta anã.

O clima, marcado por duas estações – uma chuvosa e outra com estiagem prolongada – também influencia a vegetação, determinando ambientes mais e menos favoráveis para a ocorrência de determinadas espécies de plantas. O clima com duas estações bem marcadas (sazonalidade) tem efeito sobre a disponibilidade de nutrientes e a toxicidade do solo. Com baixa umidade, o solo se tornar mais ácido e a disponibilidade de nutrientes diminui, influenciando o crescimento das plantas. Então, a combinação da sazonalidade climática, deficiência nutricional dos solos e ocorrência do fogo determinam as características da vegetação do Cerrado.

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Comitês de bacias pedem enquadramento das aguas do DF

ENQUADRAMENTO DOS CORPOS DE ÁGUA SUPERFICIAIS DO DF

Os Comitês de Bacia dos rios do DF – Paranoá, Preto e Maranhão – realizaram, segunda-feira (21)m Audiência Pública, com o objetivo de obter subsídios e contribuições para a proposta de enquadramento dos corpos de águas superficiais do DF (rios, lagos, córregos, etc).

O enquadramento é um instrumento de Política de Recursos Hídricos que estabelece o nível da qualidade da água a ser alcançado ou mantido no rio ao longo do tempo.  A sua efetivação promove a integração da gestão dos recursos hídricos com a gestão ambiental.

O instrumento representa um mecanismo de controle do uso e ocupação do solo, uma vez que restringe a implantação de empreendimentos cujos usos sejam perniciosos à manutenção da qualidade da água na classe em que o corpo hídrico está enquadrado. O instrumento possui um sentido de proteção da saúde pública quando determina os usos permitidos para cada classe de água, conforme estabelecido pela Resolução Conama 357/2005.

O enquadramento representa a visão futura da bacia e, juntamente com o Plano de Recursos Hídricos, é um elemento garantidor da necessária integração entre os aspectos qualitativos e quantitativos do uso da água. E mais, convergente entre  as Políticas de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, uma vez que sua operacionalização repercute diretamente sobre os órgãos gestores de meio ambiente e de recursos hídricos.

O documento será apresentado, ainda este ano, ao Conselho de Recursos Hídricos do DF, para aprovação. Sua implementação dependerá da elaboração de um plano, com estabelecimento de prazos e metas para sua efetivação.

Participaram da Audiência Pública pela Adasa o diretor Diógenes Mortari, o Superintendente de Recursos Hídricos Rafael Mello e os servidores Mônica Caltalbiano, Camila Campos e Pablo Serradourada.  O evento contou com a presença de representantes do Conselho de Recursos Hídricos, Ministério Público, Polícia Militar Ambiental, Secretaria da Agricultura, Ibram, UNB, ABES, produtores rurais, ANA e organizações não governamentais.

 

Mais informações : http://www.adasa.df.gov.br/

 

Riqueza da Flora do Cerrado

A extensão do Cerrado se traduz em biodiversidade

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Buriti, ingá, quaresmeira, cagaita, guariroba, pequi, mama-cadela, paineira, angico, jatobá, canela de ema, ipê. Estas são apenas algumas das mais conhecidas plantas nativas do Cerrado. Mas a região é pródiga. No Cerrado, existem mais de 10 mil espécies vegetais identificadas pelos cientistas.

Cerca de 4.400 dessas espécies são endêmicas, ou seja, só existem nesta região. Muitas delas servem como base para a alimentação humana, entre elas, o pequi, o baru, a cagaita, o jatobá e tantas outras, e medicamentos, como o velame, a lobeira, a calunga, o barbatimão e uma infinidade de plantas usadas ancestralmente pelas populações do Cerrado.

O conhecimento dessas comunidades associado ao uso e à aplicação das plantas medicinais do Cerrado também se constitui em um patrimônio cultural de grande importância.

Além da utilidade, a vegetação do Cerrado também é de grande beleza. A imagem de um ipê amarelo florido no período da seca é de rara beleza. É uma explosão de cor que fascina mesmo quem já está habituado a ver essas magníficas árvores no auge da florescência no período da seca. Há outras árvores de rara beleza, como as barrigudas – que lembram os baobás da savana africana -,   as quaresmeiras e as diversas palmeiras que embelezam a região e a fazem um dos mais belos cartões postais do Brasil.

Cerrado também oferece grande variedade de cactos, bromélias e orquídeas. As palmeiras também são abundantes no bioma. Babaçu,  brejaúba, buriti, guariroba, jussara e macaúba são as conhecidas. Todas carregam nomes indígenas e têm grande valor na vida das comunidades rurais e tradicionais do Cerrado.

Brasil tem nove meses para fechar lixões. Dará tempo?

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Nove meses, o Brasil será outro país no que diz respeito ao tratamento de lixo. Ou ao menos é o que esperamos. Se os prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos forem cumpridos, em agosto de 2014 todos os lixões estarão desativados, a coleta seletiva será efetiva em todo o país e só chegarão os rejeitos – o lixo que não pode ser reciclado – aos aterros sanitários, que terão infraestrutura para tratar os resíduos, o chorume, e para transformar o metano em energia.

Esse é o panorama estabelecido pela Lei de Resíduos Sólidos de 2010. A realidade, entretanto, não é tão animadora. O tratamento do lixo é responsabilidade das prefeituras e, segundo as entidades que representam municípios, as cidades brasileiras não têm condições técnicas e financeiras para acabar com os lixões.

O caminho do lixo

Segundo uma estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 1.700 cidades sequer concluíram seus planos de resíduos sólidos, etapa necessária para que as prefeituras consigam captar recursos para o tratamento de lixo. Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, diz que as cidades precisam de cerca de R$ 70 bilhões para conseguir fechar os lixões.

Além dos recursos, as organizações criticam a falta de participação do setor privado na destinação dos resíduos. Pela legislação, as empresas têm a responsabilidade de dar uma destinação final dos produtos que colocam no mercado, a chamada logística reversa. Mas há resistência em fazer isso com as embalagens. Se o setor produtivo assumir a responsabilidade pelas embalagens, uma quantidade menor de lixo chegará aos aterros, e as cidades terão espaço para substituir os lixões.

Fechar os lixões, no entanto, não é a única meta a ser cumprida até 2014. A legislação define que a destinação dos resíduos deve ser mais inteligente. Pela lei, a partir de 2014 só poderão chegar rejeitos nos aterros. Os rejeitos são aquela parte do lixo que ainda não existe tecnologia para tratar ou reciclar – como fraudas descartáveis usadas, por exemplo.

Segundo a socióloga Elisabeth Grinberg, do Instituto Pólis, cerca de 10% de todo o lixo é rejeito. Ou seja, só 10% dos resíduos que hoje chegam aos lixões deverão chegar aos aterros sanitários a partir de agosto de 2014. O restante deverá ser reciclado e tratado. Cerca de 30% é lixo seco, como papel e plástico, e 60% são formados por resíduos úmidos, como sobras de comida. “Os resíduos secos devem ser reciclados pelo setor privado, por meio da logística reversa, e os rejeitos podem ir para o aterro. Portanto, o grande problema dos municípios é saber o que fazer com os 60% restantes, os resíduos úmidos”.

 Noticias :  http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/index.html

 

Curiosidade no Cerrado

lianaEsta liana (cipó) nativa do Cerrado brasileiro se enrosca nos gravetos dos arbustos em sua volta, e depois de se florir  dá origem a uma fava (broad bean).

Esta fava  quando seca se abre no formato de um para-quedas fica dependurado por uma haste  brotada do cipó mãe que se desfia em 6 cordas amarrando cada gomo da fava.

Como um cesto repleto de sementes aladas vai soltando paulatinamente estas semente que voam ao vento se dispersando.

Admirável a inteligencia da natureza desenhando coisas que nos impressiona.

Muito curioso esse cipó aqui do cerrado.

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

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Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

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