Archive | 17 de outubro de 2013

Regiões preservadas são alvo do tráfico de animais

aves aprendidasBrasília (DF) – Minas Gerais é o estado que mais contribuiu para a quantidade de multas aplicadas ao tráfico nacional de animais silvestres entre 2005 e 2010, especialmente de pássaros como canário-da-terra-verdadeiro, coleirinho, trinca-ferro-verdadeiro, curió e azulão. As maiores vítimas da ilegalidade são espécies canoras ou de grande beleza que acabam em gaiolas como animais de estimação, e também as mais procuradas por criadores comerciais e amadores.

Pelo alto grau de conservação, com mais de oito em cada dez hectares cobertos por Cerrado no norte de Minas Gerais, o Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas-Peruaçu está na mira dos traficantes. Parte dele toca o sudoeste baiano, onde a venda ilegal acontece principalmente ao longo da BR-116, com sérios impactos para aves nativas. No Mosaico é encontrada a maioria do animais conhecidos do Cerrado, muitos ameaçados de extinção pelo desmatamento e pelo avanço descontrolado da agropecuária e obras de infraestrutura.

No fim de setembro, foram apreendidos 62 papagaios na Serra das Araras, distrito de Chapada Gaúcha (MG). Os animais estavam em situação precária, em caixas de madeira no porta-malas de um carro. Os dois detidos são de Januária (MG), mas venderiam os papagaios em São Paulo, de acordo com a Polícia Militar Ambiental. As aves foram entregues ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade em Chapada Gaúcha. Um dos traficantes é reincidente no crime, mas ambos foram liberados.

Números alarmantes
Cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados todo ano da natureza brasileira, principalmente aves. Apenas quatro milhões são vendidos, principalmente na Região Sudeste, onde se concentra a demanda por animais traficados. O restante acaba em gaiolas, é solto ou morre vítima do tráfico ou maus tratos. Aprisionar ou vender animais silvestres é uma prática ilegal, mas comum em todo o Brasil.

O comércio ilegal de vida silvestre é estimulado pela procura de zoológicos e colecionadores, petshops e indústrias e também para pesquisa e biopirataria. As redes de escoamento de animais silvestres adotam métodos semelhantes aos usados por traficantes de drogas, armas e pedras preciosas para falsificar documentos, subornar, sonegar impostos e definir rotas de transporte nacional e internacional.

Toda ave tem uma função no ambiente natural, por exemplo, dispersando sementes que manterão a saúde das florestas ou controlando populações de insetos, muitos incômodos às pessoas, lembra o especialista em aves e analista de Conservação do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Luiz Coltro. Além disso, ele ressalta que a coleta e o comércio ilegais podem levar espécies à extinção, pela redução ou empobrecimento genético das populações.

por Aldem Bourscheit

Uma pegada sustentável e fashion

Depois de oito anos de seu lançamento na Europa, os calçados da marca eco-friendly Veja Fair Trade finalmente são comercializados no Brasil. Os tênis, que já eram produzidos no Rio Grande do Sul com lona de algodão biológico do Ceará, couro com curtimento ecológico (com extratos de acácia, um tanino natural não poluente) e látex nativo do Acre, serão chamados de Vert.
Dentre as cadeias produtivas florestais, o látex possui a vantagem de ter mercado certo, uma vez que é empregado em inúmeros processos industriais, e hoje a demanda de borracha no Brasil é maior do que a disponibilidade da matéria-prima no mercado nacional. 

Mercado e sustentabilidade
O trabalho com a FDL era realizado apenas com os seringueiros da Reserva Extrativista Chico Mendes em Assis Brasil. Como no Acre há um terreno fértil para a estruturação de cadeias produtivas florestais, foram feitas diversas articulações e, com apoio do Governo do Estado e do WWF, através do projeto Protegendo Florestas (Sky Rainforest Rescue), foi possível consolidar uma nova região produtora no município de Feijó, onde cerca de trinta famílias extrativistas fornecem seis toneladas de borracha para a fabricação dos calçados da Vert.

Hoje, a empresa trabalha diretamente com três associações de seringueiros e a compra de borracha é feita por um preço justo que permite a valorização da floresta e apoia a luta contra o desmatamento, além de levar o látex nativo da Amazônia ao mundo fashion.

Fashion é ser sustentável
Além dos tênis Vert, o látex amazônico também esteve presente em outros produtos trendy. No final de 2012, a atriz e modelo inglesa Lily Cole esteve no Acre para conhecer in loco as atividades do projeto Sky Rainforest Rescue, parceria entre a rede britânica de TV Sky, WWF e Governo do Acre, que vem desenvolvendo ações de apoio a extrativistas, agricultores familiares e escolas rurais na Zona de Atendimento Prioritário da BR-364 e seu entorno. 

mais informações acesse: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?36322/Uma-pegada-sustentvel-e-fashion

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