Archive | dezembro 2013

MENSAGEM DE CERRADANIA

Da produção e consumo sustentável surge a Economia Circular.

flor do Paubrasil

flor do pau brasil.
foto de Augusto Marantoni

A lucratividade dos empreendimentos que sempre foi o mais importante, agora precisa levar em consideração a responsabilidade ambiental e social. Nasce o conceito de “desenvolvimento sustentável” que pode ser dividido em pelo menos duas categorias:   A Produção e o Consumo sustentável.

Na produção sustentável, os empreendedores unem os eixos econômicos, sociais e ambientais, já no consumo sustentável, o consumidor determina que empresas irão sobreviver em um mercado global através da escolha dos produtos que compra.

Surge a Economia Circular, ciência que se preocupa em aplicar na pratica os princípios da produção e consumo sustentável, considerada  bastante abrangente. O objetivo é desenvolver produtos de tal forma que esses, quando se transformarem em resíduos sejam reaproveitados de alguma forma e evite que qualquer tipo de resíduo seja destinado a disposição final, mesmo que esta seja ambientalmente adequada. Para ser ambientalmente correta, a economia circular precisa ter como horizonte o chamado “lixo Zero”. Essa ciência declara “guerra” aos aterros sanitários e lembra que o ser humano é o único animal do planeta que produz “lixo” durante sua vida.

O Brasil entendeu esse conceito no dia 02 de agosto de 2010, o então presidente Luis Inácio Lula da Silva sanciona a Lei que é um verdadeiro marco na historia do país, a Lei 12.305 também conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para a gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos, as responsabilidades dos geradores, do poder público, e dos consumidores, bem como os instrumentos econômicos aplicáveis. Ela consagra um longo processo de amadurecimento de conceitos: princípios como o da prevenção e precaução, do poluidor-pagador, da ecoeficiência, da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto, do reconhecimento do resíduo como bem econômico e de valor social, do direito à informação e ao controle social, entre outros.” (Ministério do Meio Ambiente brasileiro)

Dicas sustentáveis                                                                                                                                                                     Na hora de escolher, ouse escolher roupas que combinem com seu gosto e não necessariamente as que estão em moda, porque, em pouco tempo, poderão ficar inutilizadas. Outra dica é comprar em brechós, reformar e customizar roupas, sapatos e acessórios e sentir-se realmente original. E o que não for usar mais, deve ser doado.

Para o deslocamento, se possível, opte por maneiras alternativas como uma caminhada, ir de bicicleta, utilizar o serviço público de transporte ou até mesmo a carona solidária. Evite o uso de descartáveis e prefira materiais retornáveis. A decoração e os enfeites de Natal podem ser guardados e reutilizados nos anos seguintes.
Economize  luz, água. Evite o desperdício de alimentos. Ao descartar os resíduos, vale checar o que pode ser reutilizado e reciclado, praticando a coleta seletiva. E, para o transporte dos itens, a sugestão é evitar o uso de sacolas plásticas descartáveis e privilegiar as sacolas duráveis e retornáveis. O que sobrou da Ceia de Natal e do Revellion pode ser guardado, evitando o uso de embrulhos descartáveis.

Educação para o consumo
E como tornar o futuro ainda mais sustentável? Investindo no presente e nas crianças. O processo de educar para o consumo deve ser iniciado na infância.
Optar por brinquedos educativos, livros ou aqueles tradicionais que estimulam brincadeiras em cooperação e atividades físicas são ótimas opções. Outra dica é incentivar as crianças a doarem  brinquedos antigos ao ganhar um novo. Pais, educadores e cuidadores debater o assunto de como  lidar com os apelos da sociedade de consumo.

Promover a educação para o consumo sustentável é uma tarefa de todos e, mais do que palavras os atos pode ser o diferencial no processo de ensino dos mais jovens. Faça a sua parte, pode ser que não seja tão pequena como você imagina.

Vamos comemorar  juntos, esse ano vitorioso de 2013. Aproveitamos para agradecer a todos pela enorme pela responsabilidade social. Lembramos que temos um compromisso de trabalho muito grandioso em defesa do meio ambiente , e convidamos a todos a fazer parte desse time vencedor.

Desejamos a todos um natal muito feliz cheio de alegrias e claro, muitos presentes. Sabemos que este é um momento familiar e espiritual muito importante para a humanidade. Aproveite para perdoar, praticar o amor e fazer novos amigos.                                                                                                                                               Feliz Natal

2014 será um ano diferenciado no Brasil. Grandes eventos como a Copa do mundo de futebol aliado a vencimentos de prazos como o fim dos lixões que devem gerar muitos empregos e rendas para muitos dos nossos brasilianos alijados de oportunidades de trabalhos. Aproveite para planejar seu ano de 2014 agora, trace metas e esteja preparado para as oportunidades que surgirão para todos.                                                 Feliz ano novo

A Contribuição Ambiental da Formiga Saúva

Formiga saúva
Cultivo do fungo -  Casa das Saúvas
 
Apenas dois gêneros de animais foram espertos o bastante para fugir às incertezas da vida e garantir a sobrevivência por meio daquilo que semeiam e colhem. O primeiro é definitivamente um novato. Existe há pouco mais de 2 milhões de anos, é o Homo sapiens sapiens. Em comparação, seu formidável concorrente existe há um tempo que se mede na casa dos 100 milhões de anos, trouxe praticamente do berço as técnicas agrícolas e se multiplicou em quarenta espécies sobre a Terra.
São as saúvas, que aprenderam a cultivar um fungo sobre um canteiro de folhas cortadas, para depois usá-lo como alimento. Por isso, muitos entomologistas, estudiosos de insetos, as consideram os mais avançados animais dessa categoria — talvez mais que as abelhas, suas primas.
Não é à toa que saúvas e abelhas têm tanta importância no mundo moderno. Ambas são tataranetas de um inseto genial, que há mais de 200 milhões de anos descobriu um meio de colonizar o subsolo. Este era, então, um vasto e inexplorado ambiente, apenas à espera de um aventureiro que o ocupasse.
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Mas fazer ninho em tal lugar significava nada menos que oferecer a prole à inexorável carnificina de fungos, bactérias e outros microorganismos que ocupavam o lugar desde tempos imemoriais. A menos que se tivesse um bom desinfetante à mão — e foi isso que descobriram os ancestrais de formigas, abelhas e vespas, coletivamente chamados himenópteros.
Contemporâneos dos dinossauros, os antigos himenópteros guardavam remota semelhança com os seus descendentes. Logo após a invenção do anti-séptico do solo, eles começaram a se transformar rapidamente. E quando se toma consciência do resultado é difícil evitar a sensação de que o planeta, em boa parte, pertence a eles, por mais desagradável que isso soe aos ouvidos humanos. É chocante perceber que as formigas não são pragas — como ensina o geneticista americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. “Se elas desaparecessem, centenas de milhares de espécies seriam extintas e muitos ecossistemas ficariam perigosamente desestabilizados.”
Fonte:
Fotos : Prof. Dr. Luiz Carlos Forti – UNESP Botucatu
Revista Super Interessante

Liberação do Chimpanzé Wounda no Congo

Chimpanzé se despede e abraça mulher que a salvou

abraço do chimpanzé

óia o vídeo         http://www.youtube.com/watch?v=AyTd98yTE5I

Wounda é o nome da chimpanzé que foi resgatada, em péssimas condições, da selva do Congo pelo Instituto Jane Goodall – responsável por tratar e reabilitar animais feridos por caçadores. Após cuidar da saúde do animal, a primatóloga britânica Jane Goodall e a veterinária Rebeca Atencia acompanharam o retorno de Wounda para seu habitat natural.

A libertação do animal foi especialmente marcante devido a um gesto que emocionou não só a equipe como a todos que assistiram a cena. Ao se despedir, Wounda abraçou a criadora de forma carinhosa, mostrando a sua gratidão por tudo o que Jane fez.

Por Natália Mito | Yahoo Notícias

Palmeira Gueroba no Cerrado

gueroba-Syagrus-oleracea

Foto arquivo palmeiras do cerrado. Syagrus oleracea

Empadão Goiano, pé de moleque de coco Gueroba, licores, doces, óleo de cozinha. Da palmeira Gueroba (ou Gariroba) se aproveita quase tudo e é essa versatilidade o tema da  publicação do portal Cerratinga “Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável da Gueroba”.

Voltada para produtores agroextrativistas, organizações de base comunitária e instituições de pesquisa, a cartilha tem 88 páginas e traz informações sobre beneficiamento de frutos, gestão de pequenos projetos e ainda sobre normas para a regularização de agroindústrias comunitárias.

Conhecida como a palmeira do Cerrado, a Gueroba pode ser encontrada nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

A palmeira (Syagrus oleracea) chega a atingir até 20 metros de altura. Por estar presente em 16 estados, a gueroba também é conhecida pelos nomes gueiroba, gariroba, gairoba, jaguaroba, catolé, pati, pati-amargosa, coqueiro-amargoso e palmito-amargoso.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: MagnoliophytaGureroba
Classe: Liliopsida
Subclasse: Commelinidae
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Subfamília: Arecoideae
Tribo: Cocoeae
Género: Syagrus
Espécie: S. oleracea
Nome binomial
Syagrus oleracea
(Mart.) Becc. 1916

De acordo com o site Cerratinga, a palmeira produz entre 4 e 8 cachos, sendo que cada cacho possui em média 217 cocos. Cada coco possui, em média, 35 g. É do coco que se retira a amêndoa, utilizada para fazer doce, óleo de cozinha e sabão. O óleo da polpa também é comestível e o palmito é considerado verdura de sabor amargo, o que deu origem ao nome da árvore, vinda da palavra gwarai-rob, que em tupi significa indivíduo amargo. Os frutos da gueroba aparecem entre os meses de julho e janeiro.

“A gueroba possui potencial para o desenvolvimento de vários produtos, por meio do aproveitamento de seu palmito, da polpa, das amêndoas, do óleo da polpa, do óleo das amêndoas, da farinha das amêndoas e do caroço do coco”, afirma a publicação.

Além dessas funções, a gueroba é usada para ornamentar jardins, parques e praças. O principal desafio para a proteção da Gueroba é o desmatamento do Cerrado, associado ao extrativismo predatório para a extração de palmito, que já reduziu drasticamente os guerobais nativos.

O objetivo da publicação é informar sobre o cultivo responsável para a comercialização de produtos a base de gueroba. Ela está disponível de graça para download.

Diversidades de nomes dados a planta: guerobagarirobagairobapalmito-amargosocatolécoco-babãopati-amargosococo-amargoso,coqueiro-amargoso

mais informações    http://www.ispn.org.br/arquivos/Gueroba-web.pdf;  http://www.cerratinga.org.br/gueroba/

Lei torna Chico Mendes patrono do meio ambiente no Brasil

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Foto arquivo Câmara dos Deputados

Sindicalista e líder seringueiro é conhecido por suas lutas ambientais, em especial a favor da floresta amazônica.

O líder seringueiro, Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, agora é patrono do meio ambiente brasileiro. A lei que institui a nomeação foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16).

Nascido no dia 15 de dezembro de 1944, Chico Mendes foi morto a tiros no quintal de sua casa, em Xapuri, no Acre, no dia 22 de dezembro de 1988, aos 44 anos. Dois anos após sua morte, dois fazendeiros foram culpados e condenados a 19 anos de prisão .

Breve histórico                                                                                                                                                                                                                                  Chico Mendes começou como seringueiro ainda criança, aos nove anos, acompanhando seu pai pelas matas. E em 1975, entrou para a luta sindical defendendo a preservação da Floresta Amazônica e lutando para impedir o desmatamento da riqueza verde brasileira.

Em 1981, Chico Mendes se tornou presidente do Sindicato de Xapuri, e assim seguiu até o dia da sua morte. Em 1985, liderou o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, onde foi criado o Conselho Nacional dos Seringueiros que transformou Chico Mendes em uma referência em toda a categoria.

Em 2012, o ambientalista foi eleito um dos 100 maiores brasileiros de todos os tempos.

Ideais                                                                                                                                                                                                                                                      Chico Mendes acreditava que a melhor forma de cuidar e conservar o meio ambiente e a Amazônia era a partir da criação de reservas extrativistas de culturas nativas como o babaçú, ervas medicinais, borracha, guaraná e castanhas.                                             No entanto, suas ideias iam de encontro ao interesses dos grandes fazendeiros e pecuaristas da época que devastam a floresta da região. Mesmo com diversos inimigos, Mendes nunca se intimidou com as ameaças que sofreu.

A força do seu trabalho se vê nas incontáveis reservas, estátuas, bustos, institutos e parques espalhados por todo o Brasil que levam seu nome, além de prêmios internacionais como o Global 500, oferecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), por sua luta em defesa do meio ambiente.

Reserva Extrativista Chico Mendes no Acre                                                                                                                                                                              Na reserva que fica na cidade do herói ambiental ainda é feita a exploração e comercialização de borracha e de óleo de copaíba. Além dessas atividades, a comunidade faz o manejo madeireiro comunitário e familiar.

A população da Reserva acreana stabeleceu uma parceria com a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do Estado do Acre, visando a implantação de uma trilha ecológica na Unidade de Conservação, com foco no turismo.

Instituto Chico Mendes                                                                                                                                                                                                                          O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é uma autarquia em regime especial vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e foi criado no dia 28 de agosto de 2007.

Cabe ao Instituto monitorar o uso público e a exploração econômica dos recursos naturais nas Unidades de Conservação. Na área de pesquisa, a instituição contribui para a geração e disseminação sistemática de informações e conhecimentos relativos à gestão de Unidades de Conservação, da conservação da biodiversidade e do uso dos recursos faunísticos, pesqueiros e florestais.

Fontes:
Diário Oficial da União
ICMBio

Rato-candango (Juscelinomys candango)

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Preciosidade: uma rara imagem de um rato-candango vivo, tirada quando a espécie foi descoberta (foto: João Moojen).

Recebeu este nome em homenagem ao idealizador da nova capital do Brasil.

 Classe: Mammalia

Ordem: Rodentia

Família: Muridae

Nome científico: Juscelinomys candango

Nome vulgar: Rato-candango

Categoria: Baixo risco

Características: Recebeu este nome em homenagem ao idealizador da nova capital do Brasil. Oito exemplares desse gênero monotípico só foram coletados uma única vez, em área pertencente à Fundação Zoobotânica do Distrito Federal. A espécie foi incluída na Lista de Espécies Ameaçadas da Fauna Brasileira devido ao fato de não existirem registros adicionais para qualquer outra região do Cerrado. Além disso, a área onde os exemplares foram obtidos se encontra severamente alterada pelo processo de urbanização de Brasília. A espécie pode ser facilmente diferenciada daquelas pertencentes ao gênero Oxymycterus pela cauda bastante grossa e densamente revestida de pêlos. Espécie de hábitos fossoriais, escavando ninhos subterrâneos nos quais acomoda matéria vegetal fina e gramícias. A localização dos ninhos pode ser revelada pelas trilhas de acesso recobertas com terra compactada proveniente das escavações. Possivelmente, possui semelhanças ecológicas com espécies do gênero Oxymycterus, com o qual apresenta também afinidades taxonômicas. A análise do conteúdo estomacal dos espécimes coletados revelou a presença de material fibroso de origem vegetal e formigas.

Comprimento: Em média, machos adultos medem 140mm da cabeça à base da cauda. A cauda é menor que o comprimento da cabeça e corpo, possuindo, em média, 96mm.

Ocorrência Geográfica: Só existem registros da espécie para a localidade onde os tipos foram coletados em 1960. A região de Brasília é central para o bioma do Cerrado, sendo que o local de coleta (altitude de 1.030m) pode ser caracterizado como campo ralo (campo cerrado, na terminologia utilizada por Moojen), revestido de gramíneas.

Categoria/Critério: Classificada pela IUCN na categoria Baixo Risco.

Cientista que descreveu: Moojen, 1965

Observações adicionais: Distribuição aparentemente restrita ao Distrito Federal. Diversas tentativas de localização de novas populações na região, incluindo os esforços de Cléber Alho e Philip Hershkovitz, não foram bem sucedidas. Devido ao intenso processo de urbanização de Brasília, com conseqüente alteração do hábitat, alguns especialistas sugerem que, já passados 30 anos sem registros adicionais, a espécie deva ser considerada extinta. A UICN adota o prazo de 50 anos como critério para se reconhecer que uma espécie foi extinta.

Fonte: MMA/SINIMA

 

Mamíferos que sobrevivem no Cerrado


O Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado é no mínimo audacioso.

raposa do campo - cerrado goiano

Foto de Adriano Gambarini…Raposa do campo – cerrado goiano

 Ao contrário de muitos projetos de estudo de ecologia e comportamento de fauna silvestre, onde os pesquisadores podem se dar uma relativa tranquilidade por trabalharem em áreas conservadas e protegidas como Parques Nacionais e Estaduais, tal programa trabalha em terras dominadas por pecuária extensiva.

A região do Limoeiro, sudeste de Goiás, é tradicionalmente constituída por fazendas e dominada por campos abertos de braquiária. Apenas aqui e ali se vê pequenos fragmentos da mata nativa, bordeando córregos, teimosos em manter um mínimo de condições para os animais ainda residentes neste típico cerrado goiano.

Desde 2002, Frederico Gemesio Lemos, professor da Universidade Federal de Goiás, pesquisa insistentemente a pequena e simpática raposa-do-campo (Lycalopex vetulus). Ao contrário do que se possa esperar, esta graciosa raposa, muitas vezes confundida com o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), come preferencialmente cupim e tem uma distribuição aparentemente endêmica no Cerrado brasileiro. É aí onde mora a primeira lacuna de informações sobre a espécie: trata-se de um dos menos conhecidos e pouco estudados carnívoros brasileiros.

Foi neste universo de perguntas e possibilidades que Fred, juntamente com Fernanda Cavalcanti, bióloga com experiência em lobos-guará da Serra da Canastra, montaram o Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado, em 2009. Além das usuais perguntas sobre ecologia espacial para conhecer sua área de vida, reprodução, dispersão, comportamento, dieta e saúde, a proposta do casal de biólogos e equipe é entender como esta espécie tem conseguido se manter no atual cenário de antropização do ambiente. Ou seja, como tem sido a relação entre a raposa-do-campo e o homem.

A questão é descobrir como o animal está conseguindo sobreviver numa região com tão poucos recursos naturais, e onde a pressão econômica, desmatamento, implementação de empreendimentos e intolerância são cada vez maiores.

Mas o trabalho não se limita apenas à raposa, mas também ao Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous). Para efetivar esta campanha, que visa a captura, colocação de rádio-colar e retirada de amostras de sangue para estudos genéticos e de doenças, um grupo de pelo menos 10 pesquisadores de doutorado, mestrado e graduação se revezam, com apoio de instituições como o Zoológico de São Paulo, CENAP/ICMbio, Fiocruz, Consórcio Capim Branco de Energia, Smithsonian Institute, Cleveland Metropark Zoo, Neotropical Grassland Conservancy e Idea Wild.

 Destaque do http://www.oeco.org.br/no-rastro-dos-mamiferos-do-cerrado/27102-no-rastro-dos-mamiferos-que-sobrevivem-no-cerrado

Qual é a arvore símbolo do Brasil

Árvores símbolos no Brasil …
O Brasil é o único país do mundo batizado em função de uma árvore ,  a árvore que deu nome ao nosso país, só foi reconhecida como Árvore Nacional cinco séculos após o descobrimento.

foto do pau-brasil

foto de magiadailha.blogspot.com.br

Foi necessária a sua quase extinção para que o pau-brasil fosse reconhecido oficialmente na história brasileira. Em 1961, o presidente Jânio Quadros aprovou um projeto declarando o pau-brasil como árvore símbolo nacional e o ipê como flor símbolo.

Em 1972 é realizado um substituto do projeto que fica no “esquecimento” e somente em 1978 o Pau-brasil foi declarado oficialmente “árvore nacional” pela lei n.º 6.607.                       A mesma lei instituiu o dia 3 de maio como o Dia do Pau-Brasil, e a flor do Ipê-amarelo como “flor nacional”.                                                                                                                                        Após séculos de exploração desenfreada, o Pau-brasil é tão raro que maioria dos brasileiros nunca o viu.

Nome Científico: Caesalpinia echinata.

Sinonímia: Guilandina echinata.

Família: Fabaceae.

Divisão: Angiospermae.

Origem: Brasil.

Ciclo de Vida: Perene.

Nome Popular: Pau-brasil, brasileto, ibirapitanga, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, imirá piranga, orabutã, arabutá, sapão, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta, pau-pernambuco, pau-rosado, pau-vermelho…

fonte  http://magiadailha.blogspot.com.br/2012/04/arvores-simbolos-do-brasil.html

um Ipê que resistiu, pra não virar poste..Porto Velho- RO

Ipê – flor simbolo do Brasil.

 

 

Reino: Plantae .                                              Divisão: Magnoliophyta.                             Classe: Magnoliopsida .                                Subclasse: Asteridae.                              Ordem: Lamiales.                                    Família: Bignoniaceae.                                Gênero: Tabebuia.                                 Espécie Tabebuia vellosoi.

Portanto,  dentre o grande universo de plantas nativas do país, o ipê  foi considerado a árvore nacional brasileira. No dia 7 de dezembro de 1978, porém, a lei nº 6507 veio declarar que o pau-brasil (caesalpinia echinata) seria a Árvore Nacional e, a flor do ipê, a flor do símbolo nacional.

Estabeleceu também, além disso, que o dia 3 de maio seria, dali por diante, o Dia do Pau-Brasil.

O ipê (Ipê, em tupi-guarani, significa “árvore de casca grossa” e tabebuia é “pau” ou “madeira que flutua”).

fonte:  Lorenzi, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 01, 4 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Verde Indesejavel

              Hei de registrar o dia em que todos os FICUS serão dizimados das terras brasilis.

ficus(1)

Foto arquivo OESTADÃO

Um terrível verde, travestido de planta.

Inquestionável mal que se apresenta como planta.

Não se engane olhe ao redor a veia d’água que irá em breve sucumbir

Por sua sede d’água.

Formatado pelo quadrado, arredondado, tudo isso disfarce.

Amanhã será tarde, digo o que sinto, e gostaria que você anotasse

Sem ressentimento, que não desdenho por desejo próprio.

Já vi e constatei em lugares que nunca chove.

Esse mal sempre verde.

Retira das profundezas, suprime de outros vegetais

O néctar da terra das nossas águas.

Anote, nem tudo travestido de verde está ecologicamente correto.

 Nem tudo que é verde, serve como natureza.

Ministério Público suspende atividade das carvoarias no Estado de Goias

 

Meio ambiente. Governo de Goias 

Nos últimos quatro anos, 106,3 milhões de árvores goianas viraram carvão nas siderúrgicas de Minas Gerais

Diariamente, dezenas de caminhões circulam carregados de troncos e carvões pelo pátio de siderúrgica em Sete Lagoas (MG): 15% da produção vem da matéria-prima goiana

Sem ação efetiva, autofornos mineiros consumirão todo o cerrado do noroeste goiano até 2015                                                                     Uma operação de emergência está em curso para impedir a devastação acelerada do cerrado, o segundo maior bioma do país. A Polícia Militar de Goiás deu início essa semana à Operação Carga Limpa, que fecha as fronteiras do Estado para coibir o transporte irregular de carvão produzido com madeira nativa do cerrado.

Flor do Cerrado -
A medida visa impedir principalmente o consumo da madeira pelas siderúrgicas mineiras. Elas são acusadas de, em menos de quatro anos, transformar em carvão 106,3 milhões de árvores do cerrado goiano. A madeira é usada para aquecer os autofornos na produção de ferro-gusa, a matéria-prima do aço, que responde por 10% do total de produtos exportados por Minas Gerais — estado com a segunda maior economia do país.

A legislação florestal de Goiás já proíbe o consumo de produtos de origem florestal nativa para abastecer o mercado. Mas foi reforçada no dia 1º de janeiro, graças a uma portaria da Agência Ambiental, que proíbe a venda, o consumo e o transporte de carvão por tempo indeterminado. O órgão é responsável pelo levantamento dos danos ao cerrado.

O estudo motivou ação civil pública movida pelo Ministério Público de Goiás, protocolada no fim de outubro. O MPGO quer responsabilizar 11 siderúrgicas mineiras e a Associação das Siderúrgicas para Fomento Florestal (Asiflor) pelos prejuízos ambientais decorrentes da exploração predatória do cerrado, sujeitando-as a pagamento de indenização e reparação dos danos.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Pró-Natureza (Funatura) e pela Conservação Internacional também embasa a ação. Ela indica que, diariamente, 440 hectares de mata nativa de cerrado são cortados só no Vale do Paranã, onde estão as nascentes de alguns dos principais rios do país. Os técnicos prenunciam a extinção do cerrado no Nordeste de Goiás — vizinho ao Distrito Federal — até 2015, caso não sejam tomadas medidas para conter o desmatamento. Sete dos 12 promotores que assinam a ação atuam no Nordeste goiano.

O descumprimento da portaria da Agência Ambiental pode provocar multa de até R$ 180 mil por dia. Para vender e transportar o carvão produzido antes de 1º de janeiro, o produtor deve procurar a Agência Ambiental e retirar o selo de comercialização — ele substituirá os demais selos emitidos pelo órgão, permitindo essas atividades. A troca dos selos pode ser feita até 31 de janeiro. A partir da Operação Carga Limpa, quem for flagrado vendendo ou transportando o carvão sem o selo de comercialização terá toda a carga apreendida.
Negociação 
A maior parte da destruição do cerrado goiano é praticada por siderúrgicas instaladas em Sete Lagoas e Divinópolis, na região centro-oeste de Minas Gerais, de acordo com a denúncia do MPGO.

Produção 
Os empresários alegam que os responsáveis pelos desmatamentos em Goiás são os donos dos terrenos onde as árvores foram derrubadas. ‘‘Nós apenas compramos o produto que nos é oferecido”, afirma o secretário executivo do Sindicato das Empresas Siderúrgicas (Sindfer), Luiz Eduardo Furiati.
Para ele, os industriais mineiros ajudam a resolver dois problemas com a compra do carvão goiano: ‘‘Diminuímos a quantidade de carvão extraído em Minas e compramos o material extraído das fazendas goianas na expansão agropecuária.” Para Furiati, o cerrado goiano tem sido devastado para dar lugar a pastos e plantações, como a soja.
Há 15 anos, quando a legislação florestal de Minas passou a vigorar, as siderúrgicas mineiras tiveram que recorrer ao carvão de outros estados para manter os fornos em atividade. A lei estadual dá prazo até 2010 para as indústrias se tornarem auto-sustentáveis. Hoje, 15% do carvão consumido pelas siderúrgicas mineiras vêm de Goiás. O restante é extraído em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e nas fazendas das siderúrgicas em Minas.
Para cada tonelada de ferro-gusa produzida é utilizada 0,7 tonelada de carvão vegetal. As 60 siderúrgicas mineiras em atividade produziram 6,5 milhões de toneladas de ferro-gusa no ano passado, o que gerou US$ 1,5 bilhão. Produção recorde. Metade foi exportada. E a expectativa é de que o quadro se mantenha e talvez até melhore em 2005.
Com a alta do dólar e a abertura do mercado chinês, as siderúrgicas começaram a produzir com capacidade máxima nos últimos dois anos. No período, foram abertas ou reativadas 22 indústrias. O aquecimento também abriu 10 mil postos de trabalho. Hoje as 60 siderúrgicas mineiras empregam 25 mil pessoas diretamente.

Reflorestamento de fachada 
Desde 1998, um inquérito civil público instaurado pela área ambiental do MPGO apura a investida das siderúrgicas mineiras sobre o Cerrado goiano. Segundo a investigação, o reflorestamento alegado por um grupo de 24 siderúrgicas não passava de um engodo. Áreas de muitos hectares, apontadas num relatório técnico de replantio de eucaliptos, tinham apenas poucas dúzias de mudas.
O Ministério Público de Minas e a Assembléia Legislativa investigaram, como ação mafiosa, a forma como as siderúrgicas exploram o Cerrado. Em 2004, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) cancelou ou suspendeu mais de 400 processos para licenciamento de corte. O órgão também apreendeu cargas suspeitas de várias transportadoras que seguiam para 11 siderúrgicas de Sete Lagoas e Divinópolis. (RA)

Editor: Carlos Alexandre // carlos.alexandre@correioweb.com.br 

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