Archive | janeiro 2014

Baru, riqueza do cerrado

baru

O baru é uma árvore leguminosa de grande porte, que pode alcançar até 15 metros de altura. Típica do bioma cerrado ela pode ser encontrada em estados como Minas Gerais, Goiás, Bahia e Piauí, por exemplo.

Seu fruto é pequeno e possui uma semente que depois de torrada tem um sabor semelhante a castanha de caju ou amendoim, e serve para fazer doces típicos como o pé-de-moleque. Essa castanha é conhecida por vários nomes, dentre eles, cumbaru, cumaru, castanha de burro ou castanha de baru.

Depois que os frutos do baru estão maduros e caem no chão alguns animais como bois, porcos e animais silvestres usam a sua polpa como alimento.

Foto: Rede de Sementes do Xingu

Buritis no Distrito Federal

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Foto Veredas Buritizais de Eduardo Zulqueira

Próximo de Planaltina está uma das destacadas Unidades de Conservação do Distrito Federal-DF, Estação Ecológica Águas Emendadas-ESECAE, com a peculariedade de abrigar nascentes de duas grandes bacias hidrográficas brasileira, São Francisco e Tocantins.  E tem como destaque o abrigo e refugio de palmeira do Buritis.

Planta tombada como simbolo e inserida como patrimônio ecológico do DF, pode ser observada  com as outras plantas tombadas no Parque Ecológico Dom Bosco, distribuídas por plantio no Jardim do Patrimônio Ecológico do DF.

Palmeira típica do cerrado, o buriti é uma das plantas mais importantes nas regiões onde ocorre. Dele tudo se aproveita: o caule se transforma em casas e cercas. Sua palha é usada na cobertura de telhados. E da polpa do fruto se faz doces e geléias. Há também quem extraia dela um óleo de cor avermelhada com finalidades medicinais.

É uma linda palmeira com as folhas em forma de leque que enfeita os sertões do Brasil. Essas matas onde se destacam os buritis são indício seguro de que por ali existe um curso d’água, que carrega e espalha as sementes. Em tupi-guarani, buriti quer dizer “aquele que contém água”. Muito comum também em veredas do cerrado, consideradas os oásis no sertão.

Não há nada mais belo que um buritizal ao entardecer de um dia ensolarado. Nesta hora, tudo fica dourado no cerrado brasileiro. As imensas folhas do buriti, como grandes leques, agitam-se ao vento. Os buritizais se espalham também em outros ecossistemas brasileiros, como o amazônico.

 Fonte Plantas no DF.

 

Jalapão e a rica biodiversidade do Cerrado

Na Região do Jalapão, sua biodiversidade é marca por diversos aspetos que condicionam a riqueza de espécies e traços culturais das comunidades que nela situam. Seus patamares geomorfologicos são claros exemplos de como a paisagem isolou (Pato Mergulhão…anfibios, Capim Dourado) ou limitou o desenvolvimento das comunidades e o avanço da fronteira agrícola sobre uma região inserida no bioma Cerrado com ecotónos entre os biomas Caatinga e fragmentos do bioma amazonas, detém uma fitofisionomia que atualmente, pelo seu estado de conservação é raro em sua representatividade.

imagem aerea jalapão

foto de Silvia helena Cardoso

A região do Jalapão abriga provavelmente a maior área contínua de Cerrado conservado, há na região extensas áreas de veredas, fisionomia caracterizada pela monodominância de buritis ( Mauritia flexuosa) e que indica a presença de pequenos mananciais e cursos d’água. Outra fisionomia marcante do Jalapão são as áreas de campos, há os campos sujos, em terrenos secos e os campos úmidos, adjacentes às veredas. Além de formações campestres, ocorrem na região extensas áreas de cerrado sentido restrito, além de áreas de cerradão, caracterizadas pela ocorrência de ipês (Tabebuia spp.), copaíba (Copaifera languisdorffii) e jatobás (Hymenaea spp), além de matas de galeria, ao longo dos rios.

Graças à vasta extensão de áreas naturais, o Jalapão é refúgio para diversas espécies de animais de grande e médio porte, muitos ameaçados de extinção. Entre os mamíferos pode-se citar a ocorrência de lobo guará (Chrysocyon brachyurus), a onça pintada (Panthera onca), o cachorro vinagre (Speothus venaticus) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). Até o presente foram registradas mais de 130 espécies de aves na região, destacando-se três tipos de araras, arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), arara-vermelha-grande (Ara chloroptera)e arara-canindé (Ara ararauna), além da ema (Rhea americana) e o gavião do rabo branco (Buteo albicaudatus).

A flora e a fauna do Jalapão são características do Bioma Cerrado, mas há, na região ocorrência de espécies características da Amazônia e da Caatinga. A biodiversidade da região ainda é muito pouco conhecida, uma prova disto é que, desde 2001 foram encontradas na região espécies até então na descritas.

Conservação e Manejo de Capim Dourado

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O artesanato de capim dourado foi identificado como uma potencialidade econômica da região e é uma atividade extrativista que pode estar associada à conservação do Cerrado no Jalapão. Por isto, em 2002, iniciou-se o Projeto “Conservação e Manejo de capim dourado no Jalapão”,  da Associação Capim dourado do Povoado da Mumbuca, do Parque Estadual do Jalapão e da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, do Naturatins , do Programa de Pequenos Projetos (PPP-GEF/PNUD/ISPN), da Universidade de Brasília e da Embrapa Cenargen. Este projeto tem por objetivos:

•  Caracterizar as formas tradicionais de manejo da espécie e dos campos úmidos em que ela ocorre;

•  Testar efeitos da colheita de hastes e do manejo com o fogo sobre o capim dourado e as plantas dos campos úmidos;

•  Verificar efeitos da retirada do “olho” do buriti (de onde é extraída a seda usada para costurar o artesanato de capim dourado) sobre as populações desta palmeira.

O acompanhamento de mais de 2.000 plantas de capim dourado por mais de um ano, sempre contando com a colaboração de moradores do Povoado da Mumbuca, permitiu a descrição do ciclo de vida da planta, inclusive época de floração (produção das hastes usadas no artesanato), crescimento e produção de sementes.

Os resultados experimentais indicam que a colheita de hastes de capim dourado não tem efeitos de curto prazo sobre a espécie. Mas a colheita de hastes antes de sua maturação prejudica as plantas adultas, podendo matá-las por desenraizamento, não permite a produção e dispersão das sementes, o que pode ser extremamente prejudicial à espécie.

Com base nos resultados obtidos, o Naturatins – Instituto Natureza do Tocantins elaborou regras para a colheita das hastes de capim dourado utilizadas na confecção artesanal. Estas regras estão na Portaria 092/2005 que determina que:
– as hastes apenas podem ser colhidas após 20 de setembro;
– as flores (capítulos, ou frutos) devem ser cortadas e dispersas no solo logo após a colheita;
– As hastes de capim dourado não podem sair da região in natura, apenas em forma de artesanato.
Estas regras visam garantir a produção de sementes (que ocorre apenas a partir do início de setembro) e sua manutenção nos campos úmidos, para a que as populações de capim dourado possam se manter, naturalmente. Além disto, pretende-se garantir que o capim dourado gere renda para artesãos da região do Jalapão, sendo vendido já como artesanato, com valor agregado.

Assim, vemos que o extrativismo de capim dourado no Jalapão pode ser sustentável e gerar renda para os moradores da região. Para garantir isto, as organizações da região atuam com diversas parcerias e divulga os resultados que encontra. Atualmente, são dedicado a estudar os efeitos do fogo, usado no manejo dos campos úmidos, sobre a ecologia do capim dourado e de seu ambiente.

Para saber mais, leia as publicações !

 Cartilha Capim Dourado e Buriti: Práticas para garantir a sustentabilidade do artesanato.

Extrativismo de capim dourado no Jalapão: potencialidades e perigos (artigo publicado pelo Jornal da Ciência on line – SBPC em abril de 2005)

O Solitário Carcará

Medindo cerca de 60 centímetros da cabeça a cauda e 123 centímetros de envergadura, o caracará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que se assemelha à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo “carijó”; patas compridas e de cor amarela; em vôo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas.Imagem

Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista. Onívoro, alimenta-se de quase tudo o que encontra de animais vivos ou mortos até o lixo produzido pelos humanos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças, colhereiros e tuiuiú (Jabiru mycteria); arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas. É muito comum ser avistado ao longo das rodovias para alimentar-se dos animais atropelados. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros carcarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça e é comumente visto voando ou pousado junto a urubus pacificamente, principalmente ao longo de rodovias ou nas proximidades de aterros sanitários e locais de depósito de lixo.

Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem. Pousa em árvores ou cercas, sendo frequentemente observado no chão, junto à queimadas e ao longo de estradas. Passa muito tempo no chão, mas é também um excelente voador e planador, costuma acompanhar as correntes de ar ascendentes. Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas.

Para avisar os outros carcarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui um chamado que origina o seu nome comum, “carcará”. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som (algumas espécies de aves de rapina tem o mesmo habito de dobrar o pescoço para trás quando emitem som).

Possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes. Sua maior população se encontra no sudeste e nordeste do Brasil. Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninhos de outras aves também. Os dois ovos brancos manchados de marrom-avermelhado são incubados durante 28 a 32 dias, com o filhote voando no terceiro mês de vida.

Allopreening: comportamento social onde indivíduos de determinada espécie executam a limpeza em outro indivíduo pertencente ao seu grupo social. Os motivos mais aceitos para este comportamento são: remoção de ectoparasitos, posicionamento hierárquico e reestabelecimento do bom convívio. O Allopreening entre estas duas espécies de famílias diferentes (Cathartidae e Falconidae), uma necrófaga e a outra predadora, torna o entendimento deste comportamento além de difícil, ainda mais belo.

Fonte: http://www.wikiaves.com.br/caracara

Ciclo de vidas dos Produtos e os Desafios da Politica Nacional de Resíduos Sólidos

produto em consumo

arquivo produto em consumo

O ciclo de vida do produto é o roteiro descrito por um produto nas fases de criação, fabricação, comercialização e destinação final. Considerando que nosso planeta tem uma capacidade limitada de produção de recursos naturais, nada mais sensato do que fazer com que os resíduos de nossas atividades cotidianas voltem ao processo de produção. Portanto, o modo como a destinação final é feita é de fundamental importância. Se a destinação final continuar sendo a disposição final, vamos perder a batalha da sustentabilidade.

Mas você sabe qual a diferença entre Destinação e Disposição final de resíduos? Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos, temos as seguintes definições:

  • Destinação final ambientalmente adequada:  inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos;
  • Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros sanitários, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos;

Ciclo de Vida de Produto – aberto ou fechado.

O Ciclo de Vida de Produto é considerado Aberto quando a destinação final é igual a disposição final que normalmente se dá em lixões ou aterros. Neste tipo de sistema, todos os recursos naturais antes utilizados na fabricação de produtos que agora se tornaram resíduos não são aproveitados e acabam sendo lançados na natureza sem nenhuma forma de tratamento.                               Este tipo de sistema é normalmente encontrado em países com extrema falta de consciência ambiental. Infelizmente o Brasil em sua grande maioria ainda se encaixa no perfil desses países.

O Ciclo de Vida de Produto é considerado Fechado quando a destinação final dos resíduos visa o aproveitamento máximo dos resíduos, os transformando em matéria prima secundária.                                                                                                                                             Esse sistema é mais utilizado em países que normalmente não possuem tantos recursos naturais ou que já esgotaram suas fontes sendo obrigados a importar matéria prima de outros países para sua produção local. Diversos países se encaixam nessa categoria, entre eles China, Japão, Alemanha, …

Países como a Alemanha investem fortemente no desenvolvimento de tecnologias que possibilitem cada vez mais o reaproveitamento de todo tipo de material oriundo dos resíduos. Isso porque o alemãs perceberam que através da recuperação de matéria prima do “lixo” podem brevemente se tornar os maiores exportadores de minerais como ouro, prata ferro, alumínio, cobre, …  sem ter sequer uma mina no país além de outros produtos como plásticos, vidros, … seguindo o mesmo princípio.

As chances do Brasil

Apesar de o Brasil ainda se encontrar em uma situação totalmente desprivilegiada neste sentido, a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS foi elaborada com base nas melhores políticas do setor a nível mundial. Se for implementada da maneira como foi elaborada, vai representar um grande salto de qualidade de vida para o povo brasileiro, com geração de emprego e renda distribuída para a população.

A maior barreira no Brasil para implementar a PNRS deixou de ser a falta de recursos e muito menos a inexistência de tecnologias para o setor para se esbarrar na cultura e na educação do povo. A aceitação por parte do povo de que a corrupção de políticos e empresários seja considerada uma atitude normal, portanto não merece ser contestada, pode contribuir que para o setor de resíduos se transforme em uma máquina de extorsão de dinheiro público, com obras super faturadas e contratados de licitação forjados e manipulados por pequenos grupos com interesses próprios.

 Por outro lado temos a oportunidade de um empreendimento bem sucedido e eficiente no segmento de recuperação de sucatas – que faz parte da indústria da reciclagem – é o primeiro passo para o sucesso de todo o processo que culmina com melhores condições de vida em nosso Planeta. A atividade deve ser lucrativa e com novas perspectivas de crescimento estratégico, pois assim o sucesso será assegurado. O empreendedorismo pode salvar o mundo. Entenda e participe do setor que mais cresce, com excelentes perspectivas financeiras e que transformará positivamente o Planeta.

fonte http://www.portalresiduossolidos.com

Povos do Cerrado

O bioma Cerrado abriga uma das maiores biodiversidades do mundo. São milhares de espécies da fauna, flora e outros tipos de organismos. Abriga também diversas fitofisionomias diferentes, além de paisagens de grande beleza cênica. Junto a toda esta riqueza, convivem no Cerrado diferentes populações humanas. Algumas destas populações convivem no bioma há centenas de gerações, outras há poucos anos. Algumas conseguem extrair e produzir no Cerrado o suficiente para seu sustento, sem grandes modificações nos ecossistemas; outras vêm causando enormes impactos negativos, muitas vezes através de uma exploração que só almeja o lucro financeiro a curto prazo.

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Indígenas Xavantes no Mato Grosso (foto: advivo)

As populações mais antigas do Cerrado são os povos indígenas. São Xavantes, Tapuias, Karajás, Avá-Canoeiros, Krahôs, Xerentes, Xacriabás, e muitos outros que foram dizimados antes mesmo de serem conhecidos. A grande maioria destes povos, assim como todos os povos indígenas brasileiros, foram forçados a fazer migrações constantes, devido ao avanço do colonialismo. Muitos já eram nômades, e exploravam o Cerrado através da caça e da coleta; alguns já praticavam a agricultura de coivara, ou uma agricultura itinerante, de corte e queima e posterior pousio. Muitos deles produzem grande quantidade (e com grande qualidade) de artesanato. Atualmente, a maioria destes povos está confinada em Terras Indígenas, e têm de adaptar seus modos de vida à disponibilidade de recursos, aos conflitos locais e à inclusão social. Já são muitas as organizações indígenas, e elas se fortalecem a cada dia, porém constantemente perdem batalhas para grandes fazendeiros e grandes empreendimentos. Valorizar suas culturas tradicionais, ter plenamente reconhecidos e adquiridos seus direitos e ao mesmo tempo se inserir de forma positiva na sociedade brasileira é atualmente o grande desafio destes povos.

 As chamadas populações tradicionais do Cerrado incluem não só os indígenas, mas também povos negros ou miscigenados que, por muito tempo, ficaram em relativo isolamento nas áreas deste bioma, e tiveram que adaptar seus modos de vida aos recursos naturais disponíveis. São quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos, ribeirinhos, que aprenderam, ao longo de séculos, a retirar do Cerrado recursos para alimentação, utensílios e artesanato. Hoje grande parte se vê diante de um mundo no qual o conhecimento sobre a convivência com a natureza não é valorizado, e a lógica do trabalho pelo dinheiro predomina.

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agricultora-familiar no cerrado-peter-caton-ispn

Nas ultimas décadas, o território ocupado pelo bioma Cerrado tem sofrido uma intensa invasão por populações e atividades até então ausentes. O processo de urbanização, principalmente depois da construção de Brasília, e a produção agropecuária, notadamente após o desenvolvimento de tecnologias de produção em larga escala, vêm transformando rapidamente as paisagens do bioma Cerrado. Não somente as paisagens, mas também os modos de vida de suas populações, os ecossistemas, o regime hídrico. A agricultura intensiva de produção de grãos, os “reflorestamentos” de eucalipto para produção de celulose e carvão, a construção de barragens, os desmatamentos para abastecer de carvão as grandes siderúrgicas, tudo isso vem causando enormes impactos sociais e ambientais nos domínios do Cerrado, no entanto seus benefícios econômicos só se fazem sentir para poucos.

A situação do Cerrado e de suas populações mostra-se, portanto, um grande e complicado conjunto de interações, interesses, desafios e possibilidades.  Aliar o conhecimento dos povos que habitam o Cerrado há séculos ao da ciência investigativa voltada para as demandas socioambientais reais sem dúvida representa uma importante ferramenta a ser usada para se atingir estes objetivos.

Os costumes, os valores, os símbolos, a intima relação do Cerradeiro com a terra desenhou no Cerrado uma cultura específica. Como conta um trecho da crônica “Confissões do Cerrado”, de Avelino Fernandes de Miranda, “Sou o povo que me habita: Sou o homem que produz, Sou o homem que usa e consome. As prendas de minha água, De minha fauna , E de minha flora;  Sou o Carajá, E sou o Calunga”.

As tradições fizeram dessa terra uma Região, portanto lugar de constituição da vida. Viveram no Cerrado desde povos pré-históricos até a sociedade atual. E nunca se viu neste tempo, uma destruição tão intensa quanto nas últimas décadas. Por isso a pergunta: que lógica é essa que destrói tanto? Por que esse patrimônio vital é destruído com tanta voracidade?

Fontes:                  http://www.socioambiental.org

Nogueira, Mônica & Fleischer, Soraya. Agroextrativismo no Cerrado: uma aliança possível entre resistência social e sustentabilidade ambiental? ISPN, Trabalho não publicado.

Sons do Cerrado

Retomamos nossas atividades e brindamos a volta

com a poesia da nossa música regional.

Vale a pena conferir a poesia do Mestre Salustiano (Correntina -Bahia)

e a bela interpretação do Grupo Sons do Cerrado.

http://www.youtube.com/watch?v=Ee1Z5bqCTB8

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu do Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

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