Archive | março 2014

Mascote da Copa do Mundo de 2014 pode ajudar na preservação do tatu-bola

 

Quando saiu a decisão de que o tatu-bola seria o mascote da Copa de 2014, defensores da espécie acreditaram que seria o trampolim para mais conscientização e medidas de proteção do mamífero, que corre o risco de desaparecer. Porém apesar de o animal ser protagonista das publicidades do Mundial, poucas ações concretas foram realizadas para preservá-lo. A única, até o momento, foi o anúncio de que deve ser lançado um plano nacional de conservação do tatu-bola, com duração de cinco anos.

tatu bola

Tatu Bola foto arquivo Museu do Cerrado Goiania-GO

Os “Fulecos da vida real”, embora sejam animais só encontrados no Brasil, não são tão populares por aqui. Classificados como em “Perigo” na lista dos animais ameaçados, a espécie vive um momento complicado. De acordo com a Associação Caatinga, não há estimativa de quantos animais ainda estão na natureza, mas já se prevê que, se nada for feito, em 50 anos a espécie poderá ser extinta. A degradação do hábitat é a maior ameaça. “O tatu-bola é um bom indicador para o nível de conservação. Ele é encontrado em áreas que foram pouco perturbadas, porque ele é um dos primeiros a desaparecer quando há desmatamento, movimentação humana”, diz Rodrigo Castro, secretário-executivo da Associação Caatinga, grupo responsável pela campanha da espécie para mascote do Mundial. Rodrigo conta que a intenção de lançar a candidatura surgiu exatamente da necessidade de divulgar mais o tatu-bola e a caatinga, um dos biomas mais degradados do Brasil. O fato do animal se enrolar como uma bola para se proteger foi vista como fator determinante para aliar a imagem dele ao da Copa. Aproveitado a oportunidade dada pela publicidade de Fuleco – o nome é a junção de futebol e ecologia -, a Associação Caatinga criou um projeto que pretende ampliar as pesquisas sobre a espécie, a proteção do hábitat e promover a valorização junto a população. O projeto “Tatu-bola e a Copa do Mundo Fifa 2014 – Juntos marcando um gol pela sustentabilidade” tem a parceria da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e da Nature Conservancy e conta com o apoio dos Ministérios do Meio Ambiente e do Esporte. “A gente acredita que esta visibilidade pode salvar o tatu-bola da extinção”, diz Rodrigo. A espécie, um mamífero que tem cerca de 50 centímetros de comprimento, tem hábitos noturnos e se alimenta de cupins, formigas, frutas, cascas e raízes de plantas. O hábitat dele já compreendeu a região entre o sul do Piauí e o norte de Minas Gerais. Uma das espécies de tatu mais sensíveis às alterações do meio em que vive, a Associação Caatinga estima que nos últimos 10 anos, a espécie perdeu cerca de 30% da sua população. publicação http://www.ecoreserva.com.br/

Uma questão de Cerradania

Uma questão de Cerradania

Quilombo_panor

 

Cerradania

Busquei no norte, o norte para escrever                                  

Algo valoroso pra quem convive com

Amanhecer, entardecer, anoitecer

Sequência de observações

Que vagam, vagueiam em um rumo

Reconhecendo na natureza a sua grandeza

Humanos e não humanos, são fins em si mesmos,

Não apenas coisas, recursos que estão disponíveis para desfrute

Que não se contenta apenas ser cidadão.

È preciso mais, é preciso ser

Aquecido pelo sol, lavado pela chuva, encravado na terra

Neste caminho,

O norte estabeleceu que precisa ser Florestania

E daqui do planalto central reconheço que integramos

Ser, ter, assumir a Cerradania

A piracanjuba está de volta

Piracanjuba (Brycon orbignyanus)

 

piracanjuba2

gemeospescaesportiva.com.br

A piracanjuba, peixe de água doce que tem a carne rosada, parecida com a do salmão, está na lista de animais ameaçados de extinção e há 30 anos não é vista no Estado de São Paulo. Sua espécie é distribuída no Mato Grosso do Sul, em São Paulo, em Minas Gerais, no Paraná e no Sul de Goiás.

Um trabalho realizado nas usinas de Promissão (SP) e Barra Bonita (SP) vem reproduzindo a espécie e soltando exemplares em rios paulistas.

Desaparecido dos rios paulistas há 30 anos e presente na lista de espécies ameaçadas, o peixe vem sendo estudado e reproduzido pela AES Tietê, braço da empresa de geração de energia AES Brasil, dona da Eletropaulo (concessionária elétrica de São Paulo).

Até agora, 1,6 milhão de alevinos de piracanjuba já foram soltos nos rios, afirma o biólogo responsável pelo projeto de repovoamento da empresa, Silvio Carlos Alves dos Santos.

O resultado, diz, abre perspectivas para que surjam novas criações de piracanjuba e para que, no futuro, ela também possa ser pescada diretamente na natureza, o que é proibido

Atualmente, o peixe só pode ser pescado em pesque-pagues, lagos ou tanques particulares onde se paga pela quantidade pescada.

Pesquisa trouxe reprodutores da espécie do Paraná
As pesquisas da AES Tietê foram iniciadas com exemplares trazidos do Paraná há dez anos, e são realizadas em reservatórios construídos nas usinas hidrelétricas de Promissão (a 451 km da capital) e Barra Bonita (a 267 km).

Para estimular a produção de óvulos nas fêmeas e espermatozoides nos machos, é aplicada nos exemplares uma dose de hormônio natural, extraído de peixes que produzem a substância em grande quantidade, como o salmão e a carpa.

Os peixes são colocados em um tanque que simula a piracema, período em que nadam contra a correnteza nos rios, para se reproduzirem. “Eles precisam desse ambiente de correnteza para que aconteça a desova e a fecundação”, diz Santos.

Os ovos fecundados ficam um tanque pequeno, chamado berçário, até se tornarem larvas e, na sequência, peixes. Só então os exemplares são levados a tanques maiores para a fase de crescimento e desenvolvimento.

Os alevinos são soltos nos rios e nos reservatórios da empresa quando atingem entre 12 e 15 cm de comprimento, fase em que já conseguem se defender de predadores, como peixes maiores ou aves, segundo Santos.

De acordo com a bióloga e professora da universidade Anhembi Morumbi (SP) Luciana Camizotti, a piracanjuba tem despertado o interesse de pesquisadores e produtores por ter uma carne de qualidade e crescimento rápido.

“A espécie foi considerada em perigo de extinção, provavelmente em consequência da destruição de matas ciliares [que nascem à beira dos rios], poluição ambiental, pesca predatória e construção de barragens hidrelétricas”, afirma.

Para ela, programas de repovoamento são importantes para o equilíbrio ambiental e preservação da fauna nativa da região.

publicação http://economia.uol.com.br/agronegocio/album/2014/02/04/ameacada-de-extincao-piracanjuba-esta-voltando-a-rios-de-sp-veja-reproducao.htm

Consumo Sustentável

produto em consumo

Produtos de consumo

Na segunda metade do século XX, a ideia de consumir cada vez mais produtos que duravam cada vez menos pareceu-nos quase inevitável, “natural”. Do consumo, deslizamos para o consumismo, que se tornou uma espécie de constante na equação do estilo de vida ocidental. O longo período de prosperidade mundial do final dos anos 1990 até 2008 alimentou fenômenos como o boom internacional da indústria do luxo, o sistema “fast fashion”, que democratizou a moda, a invasão de objetos de “design para todos”, tudo sob o protagonismo do fator China, que transformou o mundo num enorme camelódromo.

Foi no momento em que imensos contingentes de novos consumidores penetravam na antessala do consumo que o mundo se deu conta de que esse ritmo seria impossível de sustentar. Eis, aí, outra contradição do presente, que restabelece, no ilusório “mundo plano” global, linhas divisórias de velocidades de consumo entre países ricos e em crise, prontos para desacelerar, e emergentes pisando fundo no acelerador do consumo, felizes porque, enfim, “chegou a nossa vez”-em que pese a desconstrução em curso da associação entre consumo e felicidade.

REINVENÇÃO

Ainda assim, ou talvez por isso mesmo, o espírito do tempo é inequívoco quanto ao desejo generalizado de repensar e reinventar um estado de coisas que, definitivamente, rejeitamos como herança e como legado.

Do lado dos consumidores, embora a ecosensibilidade se difunda rapidamente por todas as camadas sociais, sua transformação em práticas concretas ocorre com velocidade diretamente proporcional aos interesses cotidianos individuais. Nesse sentido, aquelas ligadas ao lixo e à água são as mais sensíveis.

Frequentemente, o indivíduo se encontra diante de uma negociação consigo mesmo, na posição de ter que abrir mão de hábitos arraigados há décadas, em função de outros valores, legitimados socialmente, e que por isso fazem pressão. Nesse processo, nem tudo lhe parece necessário, justo ou suficientemente atraente para que ele mude sua atitude.

O preço ainda mais alto, a eventual falta de design de produtos ecosensíveis ou a adoção de hábitos que beneficiem o meio ambiente em detrimento do bem-estar individual continuarão representando barreiras para a sua difusão junto à maioria.

A força da lei vai acelerar a mudança em alguns casos, como acaba de ocorrer com o banimento das sacolas plásticas em São Paulo, ainda que paire dúvidas sobre quem vai lucrar mais com a mudança, para uma parcela importante de consumidores críticos.

Do lado das empresas, o que começou para a maioria como “marketing verde” evoluiu para a necessidade de se posicionar firmemente em um território agora percebido como incontornável.

As práticas chamadas de “green washing” (ou maquiagem verde, em tradução livre) passaram a ser inadmissíveis. O consumidor exigente se beneficia, além do mais, das implacáveis ferramentas de transparência, crítica e cobrança em que se transformaram as novas mídias.

Às empresas só resta o caminho do planejamento e do investimento de longo prazo para se adequar às novas exigências, que continuam a se multiplicar, seja no nível técnico da produção e do descarte, no nível social e das condições de trabalho ou no âmbito dos próprios valores expressos por produtos.

Não é demais observar que o consumo sustentável segue agora o mesmo percurso de outras tendências: num primeiro momento, tornou-se chique: depois, difundiu-se mais e virou “cool”; agora, pega a estrada da normalização e da normatização, para alcançar, ali adiante, o status de nada além do que necessário, uma parte integrante da vida de cada um.

artigo de Dario Caldas, Folha de S. Paulo.

MPF/MS combate “ceva” de onça-pintada no Pantanal

Animais estariam sendo alimentados para atrair turistas. Vídeos publicados na internet comprovam a prática ilegal.                                                                   Casal de onças-pintadas é fotografado durante acasalamento em área do Rio Paraguai, em Mato Grosso  

Foto: Divulgação/Douglas Trent/Projeto Bichos do Pantanal                                                                                          (Foto: Divulgação/Douglas Trent/Projeto Bichos do Pantanal)

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul recomendou às Fundações de Turismo e de Meio Ambiente de Corumbá/MS o fim da prática de “ceva” de animais silvestres no Pantanal Sul-Mato-Grossense. Onças-pintadas estariam sendo alimentadas por empresas de turismo para garantir aos visitantes a observação do animal. A prática configura crime ambiental e pode expor turistas a sérios ataques.

A irregularidade foi denunciada pelo Instituto Homem Pantaneiro, que apresentou vídeos que comprovam a “ceva” das onças – situação que estaria acontecendo também com as ariranhas –, no trecho que vai da parte urbana de Corumbá até Porto Jofre, no Pantanal Norte.

Segundo o pesquisador da Embrapa/Pantanal Wlafrido Tomás, dar comida aos animais afeta a organização natural da espécie e aumenta os riscos de ataque. “Quando a onça perde o medo da aproximação humana, pode atacar, culminando em graves acidentes”.

Na recomendação encaminhada, o Ministério Público Federal orienta a realização de trabalho conjunto entre as Fundações de Turismo e de Meio Ambiente para interromper e coibir a ”ceva” de animais silvestres e alertar as empresas de turismo que a conduta pode resultar em responsabilização administrativa e criminal.

Campanha de conscientização também deve ser realizada no município para desestimular a prática ilegal e alertar os turistas dos riscos da atividade.

fonte:
Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul
http://www.prms.mpf.gov.br
ascom@prms.mpf.gov.br
http://www.twitter.com/mpf_ms

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