Archive | abril 2014

Cerrado, mais belo do que imaginamos

O Cerrado abriga cerca de 10 mil espécies de árvores, 195 de mamíferos e 780 de peixes.

 

Maracujá do cerrado (Passiflora cincinnata) Passifloraceae -Henrique Neyffer

Maracujá do cerrado (Passiflora cincinnata) Passifloraceae -Henrique Neyffer

O clima do Cerrado se caracteriza pela presença de duas estações, uma seca e outra chuvosa. Normalmente a seca varia de 3 a 6 meses, entre maio e outubro.

Costuma-se ouvir muito sobre as belezas da Amazônia, do Pantanal e da Mata Atlântica, mas pouco se fala da riqueza do Cerrado.                                         No Cerrado nascem alguns dos maiores rios brasileiros (entre eles o São Francisco), e só isso já justifica que se dedique uma maior atenção a este que é um de nossos mais importantes biomas.

campo no cerrado

Campos de cerrado

O Cerrado se localiza entre 3° e 24° de latitude sul e entre 41° e 63° de longitude oeste, espalhando-se por 25% do território nacional,

O Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal e parte do território dos estados da Bahia , Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

É considerado o segundo maior bioma da América do Sul, concentrado nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Em nosso país, ele ocupa cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados. Distingue-se pela biodiversidade surpreendente e pouco conhecida, apesar de já muito ameaçada.

Flor do Cerrado -

Flor do Parque Ecológico Bernardo Sayão Brasília- DF

Levantamentos feito por pesquisadores e organizações não-governamentais mostram que o cultivo de grãos e a criação de gado tem aumentado descontrolada e continuamente nos últimos anos.

O Cerrado é responsável por 40% do rebanho bovino e 30% da produção de grãos do Brasil. Estão em risco diversas espécies de árvores, de mamíferos, de peixes, de répteis e de anfíbios, muitos só encontrados neste belo e rico bioma. Num futuro muito próximo, pagaremos muito caro por toda essa devastação.
Nas fotos, uma pequena e bela amostra das flores do Cerrado..

 

 

 

Sintese da grandeza do Cerrado: https://cerradania.wordpress.com/

Garrafa PET comestível

Tecnologia a serviço do meio ambiente e a sociedade

Para que jogar fora a garrafa de água, se você pode comê-la? É dessa ideia inusitada que surgiu a Ooho. Com forma de bolha gelatinosa, que lembra uma água-viva, a embalagem é feita a partir de algas marinhas e cloreto de cálcio.

Quando você está com sede, basta perfurar a membrana e beber o líquido de seu interior. Para quem curte novas experiências, também é possível colocar tudo de uma vez na boca, já que o Ooho é comestível e biodegradável.

Criado por um trio de estudantes de design — os espanhóis Rodrigo García González, Guillaume Couche e Pierre Paslier — o projeto aparece como uma alternativa engenhosa ao descarte de embalagens plásticas.

A bolha gelatinosa é formada através de um processo chamado de “esferificação”, um método usado pela primeira vez em 1946 e ainda utilizado por alguns chefs de cozinha.  Garrafa comestível

Primeiro, a água é congelada e, depois, os cubos de gelo são encapsulados na membrana gelatinosa.

A embalagem ecológica também reduz custos. Segundo seu criadores, ela pode ser feita com apenas 2 centavos de dólares.

“A realidade é que cada vez mais, quando bebemos água, jogamos fora uma garrafa de plástico”, disse ao Fast CoExist, o designer Rodrigo García. “E oitenta por cento deles não são reciclados. Esse consumismo reflete a sociedade em que vivemos”.

É bom ter uma toalha por perto

Como todo projeto recém-nascido, o Ooho não está livre de pequenos imprevistos. Por isso, é bom levar a toalha se quiser experimentar esse novo jeito de beber água. Ao moder a membrana, você corre o risco de se molhar.

Mas isso não precisa ser encarado como um problema. Uma aplicação prática para o Ooho seria, como sugere o Huffington Post, o uso em eventos esportivos. Por exemplo, em corridas, onde é comum os atletas beberem vários copos de água e atirarem todas as embalagens ao chão.

O projeto foi o vencedor do segundo concurso anual Lexus Design Award e vai ser exibido durante a Semana de Design de Milão.

Fonte: Info.abril

 

AMDA lança campanha pela ampliação do Parque Estadual Veredas do Peruaçu

Ambientalistas pedem incorporação de 100 mil hectares à unidade de conservação

Foto Projeto

Foto do projeto Crédito: mosaico.cub3.com.br

A Associação Mineira de Meio Ambiente, Amda lançou, dia(10), uma petição online para ampliar o Parque Estadual Veredas do Peruaçu, um dos maiores redutos da biodiversidade de Minas Gerais. Na campanha, a organização solicita que o governador do estado, Antonio Augusto Anastasia, autorize a adoção de 100 mil hectares à unidade de conservação como um de seus últimos atos no governo – ele deixará o cargo em abril. Para os ambientalistas, este seria um grande presente para Minas e para o Brasil.

Há mais de oito anos as entidades ambientalistas mineiras insistem com o governo para ampliação do Peruaçu. Atualmente, o parque possui cerca de 31.000 hectares (ha). Com a aprovação do projeto, a área passará para aproximadamente 130.000 ha, tornando-se a maior unidade de conservação em Minas, garantindo a sobrevivência de animais e veredas. O local também passará a ter importância ainda maior para proteger o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

O projeto técnico de ampliação, elaborado pelo Instituto Estadual de Florestas, está pronto e a área de ampliação conta com baixíssimo índice de ocupação humana, abarcando quase que somente grandes propriedades, muitas com titularidade de terras duvidosa. As audiências públicas já foram realizadas e a ampliação conta com apoio de prefeituras e lideranças locais.

O último obstáculo a ser ultrapassado é a burocracia governamental. No início de abril, Anastasia passará o cargo a seu vice. Essa mudança de governo pode emperrar o processo de ampliação, mas, se houver manifestação da sociedade, há grandes chances disso acontecer antes da saída do governador, que já afirmou que apoia integralmente a ampliação.

Contamos com seu apoio para ampliação do parque Veredas do Peruaçu. Assine agora a petição e compartilhe com seus contatos!

Peruaçu

O parque Veredas do Peruaçu está localizado nos municípios de Januária e Cônego Marinho. A Unidade de Conservação de Proteção Integral é famosa pelas grandes veredas que protege, como a Vereda do Peruaçu, que chega a cerca de 40 quilômetros de extensão. Criado em 1994, o parque abriga ainda um complexo de lagoas – do Jatobá, dos Patos, do Meio, Junco, Carrasco e do Jacaré – em um conjunto paisagístico bastante particular. Em sua área de abrangência, foram catalogadas mais de 250 espécies de aves, além de animais raros como a onça pintada, bandos de queixada, araras azuis e vermelhas, sucuris e o cachorro-do-mato-vinagre.

As veredas do parque e outras que existem na UC são nascentes do rio Peruaçu, último afluente mineiro à esquerda do Velho Chico. O Peruaçu nasce no parque e atravessa o complexo de cavernas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e sua proteção é imprescindível à integridade do mesmo. Pastos, cana-de-açúcar, plantios de eucalipto e incêndios são as maiores ameaças à área.

FONTE         http://www.amda.org.br/?string=interna-noticia&cod=6690

Curiosidades do tatu no cerrado

Simbolo da Copa 2014 no Brasil.

O tatu é um mamífero que possui uma espécie de carapaça (armadura) que cobre e protege seu corpo.

O termo tatu-bola é a designação comum aos tatus do gênero Tolypeutes, representado por apenas duas espécies, encontradas da Bolívia à Argentina. Tais espécies contam com cerca de 30 cm de comprimento, coloração marrom anegrada e geralmente três cintas móveis. Quando se protege de outros predadores, o tatu enrola-se completamente dentro da carapaça , formando uma bola de armadura quase indestrutível. Nem um atropelamento de um veículo consegue perfurar a espessa armadura que o cobre. Também são conhecidas pelos nomes de aparaparatatuapara.
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  • Habitat: Campos, cerrados e bordas de florestas, onde escava túneis para se esconder
  • Alimentação: É onívoro e a dieta consiste de insetos (principalmente larvas) e outros invertebrados, pequenos vertebrados e alguns vegetais, como raízes e frutos (besouro, cobra, minhoca, lagartixa, carniça).
  • Reprodução: De 60 a 65 dias de gestação. Os filhotes atingem a maturidade aos 9 meses.
  • Longevidade: 15 anos. Localidades onde vive: Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai, Suriname e Uruguai.
Vale dizer que no Brasil existem oito gêneros e 21 espécies conhecidas de tatus. Todas são originárias das Américas e pertencentes à mesma família, a Dasypodidae.
tatu quando nasce tem a couraça muito mole mas com os desenhos que o distingue do adulto. Com o tempo, a pele vai engrossando e endurecendo no dorso e nos lados e acaba como uma armadura. A cor da couraça é amarelo-avermelhada, com a pele fina que une as peças de cor enegrecida, porém como está sempre coberta de terra parece de cor parda assim como os pêlos. Os escudos dorsais, anterior e posterior, são compostos de múltiplas peças pequenas soldadas entre si, esses escudos são separados uns dos outros por 5 ou 6 faixas transversais móveis, ou seja, fileiras (cintas) separadas por pele, que se faz de elástico quando é preciso, a pele se estica e as fileiras se mexem, dessa forma consegue virar e dobrar o corpo. Os bordos laterais da couraça são denteados como pontas agudas parecendo serra. A cabeça é triangular e o escudo que a cobre é composto de muitas escamas ósseas, deixando de fora o focinho, os olhos pequenos e as orelhas que não são muito compridas. A cauda é curta, cônica e coberta por fortes escamas. As patas são curtas e armadas com 5 fortes unhas.
Para fazer a sua toca, o tatu cava túneis muito profundos na terra mole da floresta. É na toca que passa a maior parte do dia e ela é tão grande que podem morar lá vários tatus. Dorme em cama de folha, passa o dia na toca, descansando ou caçando bichinhos. As vezes sai da toca para tomar sol, à noite sai à caça de comida. No período reprodutivo, ou quando se excita, expele um odor almiscarado bem desagradável. Pode ter de 2 a 4 filhotes por gestação que dura em média 60 dias. Em cativeiro, porém, o tatu não se reproduz bem. Embora não procrie perto do homem, o tatu peba gosta de humanos, fica manso e “pede carinho”, chegando perto para que lhe cocem as costas. É desprovido de incisivos e caninos, mas defende-se com as unhas e pode morder quando ameaçado. Alimenta-se de besourominhocalagartixacobraraízesfrutosformigaspequenos vertebrados e carniça. Pode ser conhecido como “papa-defunto” porque às vezes alimenta-se no cemitério; também invade roças em busca de raízes. Quando manuseado pode morder para se defender. Pesa em média 5Kg, vive geralmente 15 anos. É um animal solitário. Tem a visão pouco desenvolvida, mas possui um bom olfato que é utilizado para procurar seu alimento. Ocupa campos, cerrados e bordas de floresta onde escava túneis para se esconder.
fonte: http://www.todabiologia.com/zoologia/tatu.htm

Fauna, grandeza ameaçada

Da mesma forma que a vegetação varia na vastidão das paisagens do Cerrado, a fauna local também impressiona pela diversidade de animais que podem ser encontrados dentro do bioma.

Segundo relatório da Conservação Internacional, o Cerrado apresenta uma particularidade quanto à sua distribuição espacial que permite o desenvolvimento e a localização de diferentes espécies. Enquanto a estratificação vertical da Amazônia ou a Mata Atlântica proporciona oportunidades diversas para o estabelecimento das espécies, em uma mesma árvore, por exemplo, no Cerrado a heterogeneidade espacial no sentido horizontal seria fator determinante para a ocorrência de um variado número de exemplares, de acordo com a ocorrência de áreas de campo, floresta ou brejo, em um mesmo macroambiente. 

cachorro_vinagre

Cachorro-vinagre Em extinção


De acordo com o Ibama, no Cerrado brasileiro podem ser encontradas cerca de 837 espécies de aves, 67 gêneros de mamíferos, os quais abrangem 161 espécies e dezenove endêmicas; 150 espécies de anfíbios (45 só encontrados aqui); e 120 espécies de répteis, dos quais 45 também endêmicas. Além disso, o Cerrado abriga 90 mil espécies de insetos, sendo 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos Dentre tantos, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e a ema (Rhea americana) aparecem como animais símbolo do bioma.

lobo guara preto

Lobo guara preto – em extinção

 

No entanto, são famosos também o tamanduá-bandeira(Myrmecophaga tridactyla), o tatu-canastra (Priodontes giganteusso), a seriema (Cariama cristata), o pica-pau-do-campo (Colaptes campestres), o teiu (Tupinambis sp), entre outros.

Uma pegada sustentável e fashion

Depois  de seu lançamento na Europa, os calçados da marca eco-friendly , finalmente passarão a ser comercializados no Brasil.

tênis produzidos no Rio Grande do Sul com lona de algodão biológico do Ceará

Os tênis, que já eram produzidos no Rio Grande do Sul com lona de algodão biológico do Ceará, couro com curtimento ecológico (com extratos de acácia, um tanino natural não poluente) e látex nativo do Acre, serão chamados de Vert.
Dentre as cadeias produtivas florestais, o látex possui a vantagem de ter mercado certo, uma vez que é empregado em inúmeros processos industriais, e hoje a demanda de borracha no Brasil é maior do que a disponibilidade da matéria-prima no mercado nacional.

Mercado e sustentabilidade
O trabalho com a FDL era realizado apenas com os seringueiros da Reserva Extrativista Chico Mendes em Assis Brasil. Como no Acre há um terreno fértil para a estruturação de cadeias produtivas florestais, foram feitas diversas articulações e, com apoio do Governo do Estado e do WWF, através do projeto Protegendo Florestas (Sky Rainforest Rescue), foi possível consolidar uma nova região produtora no município de Feijó, onde cerca de trinta famílias extrativistas fornecem seis toneladas de borracha para a fabricação dos calçados da Vert.

Hoje, a empresa trabalha diretamente com três associações de seringueiros e a compra de borracha é feita por um preço justo que permite a valorização da floresta e apoia a luta contra o desmatamento, além de levar o látex nativo da Amazônia ao mundo fashion.

Fashion é ser sustentável
Além dos tênis Vert, o látex amazônico também esteve presente em outros produtos trendy. No final de 2012, a atriz e modelo inglesa Lily Cole esteve no Acre para conhecer in loco as atividades do projeto Sky Rainforest Rescue, parceria entre a rede britânica de TV Sky, WWF e Governo do Acre, que vem desenvolvendo ações de apoio a extrativistas, agricultores familiares e escolas rurais na Zona de Atendimento Prioritário da BR-364 e seu entorno.

mais informações acesse: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?36322/Uma-pegada-sustentvel-e-fashion

Parque Estadual do Cristalino no Mato Grosso e a árdua tarefa de conservar a natureza

O Parque Estadual do Cristalino é uma das últimas joias de biodiversidade do Estado do Mato Grosso.

rio-cristalino-e-mata-ciliar

Rio-cristalino-e-mata-ciliar

Localizado na divisa com o Pará, entre os Municípios de Alta Floresta e Novo Mundo, com 184 mil hectares, esta Unidade de Conservação abriga mais de 500 espécies de aves, 50 delas endêmicas, 43 de répteis, 16 de peixes, 29 anfíbios e 36 de mamíferos, entre elas o raro macaco-aranha-de-cara-branca, espécie símbolo do Parque e que só ocorre lá.

A criação do PE Cristalino, pela Lei 7.518 de 28 de setembro de 2001, ocorreu em grande parte graças aos esforços de funcionários da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) do Mato Grosso e da participação de empresários locais, que entenderam não apenas tratar-se de uma área de extrema importância para a conservação da biodiversidade, mas também uma das últimas barreiras do avanço do desmatamento sobre aquela região, o limite sul da Floresta Amazônica, conhecida como o Arco de Desmatamento. Aliás, se alguém quiser saber o que esse termo significa na prática recomendo que visite Alta Floresta: de um lado pastagens a perder de vista e do outro a fronteira da floresta.

Para o Parque Estadual do Cristalino, o Plano de Manejo foi discutido por cerca de uma década e teve a participação de várias instituições locais e internacionais que atuam na região. Foi por meio dos estudos conduzidos por essas organizações que descobriu-se a imensa riqueza biológica que a região abriga. Durante esse período a UC sofreu com desmatamento ilegal, invasões e enfrentou uma forte pressão para redução dos seus limites, o que só não aconteceu graças a uma batalha judicial.

Em declaração recente, o atual Superintendente de biodiversidade da SEMA do MT, Cláudio Shida, fala em “atualizar” as regras de uso e ocupação do entorno do parque, para “não travar o desenvolvimento econômico da região” e que “muitas prefeituras e empresas interessadas em investir na região vinham pedindo essa alteração. A mineração, por exemplo, deixará de ser totalmente proibida para se tornar possível, desde que com licenciamento e aprovação do conselho”.

“Nada é mais cansativo do que explicar o obvio”, já dizia Nelson Rodrigues, mas mais difícil ainda é fazer isso quando se trata da árdua tarefa de conservar a natureza, tendo que dispender um tempo precioso para explicar para a autoridade que deveria estar à frente de soluções e iniciativas de preservação do patrimônio natural. Segundo consta, prefeituras e empresas vinham pedindo essa alteração. Então é assim que o Governo do Estado de Mato Grosso define sua política ambiental?

De acordo com Cláudio Shida, “Toda ação gera ganhos e perdas. O que podemos garantir é que a Sema tomará todos os cuidados para que os empreendimentos causem o mínimo impacto”. Desnecessário dizer que o mínimo impacto no caso do Parque Estadual do Cristalino é aproveitar o seu imenso potencial turístico para gerar renda para uma população que vive no limiar da pobreza.

Transformar Alta Floresta na próxima Altamira da Amazônia não resolve a vida de ninguém, nem das pessoas e nem das espécies que dependem daquela região como seu refúgio de sobrevivência.

Matéria veículada por Angela Kuczach é bióloga e diretora executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação

AVE SIMBOLO NACIONAL

AVE NACIONAL Nome científico: Turdos Rufiventris Família: Turdídeios Localização geográfica: regiões Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e mata atlântica.

O sabiá-laranjeira é uma ave brasileira, das mais populares, citada por diversos poetas como o pássaro que canta no tempo do amor, ou seja, na primavera. O seu aspecto é de plumagem com cores que variam entre cinza claro a cinza escuro no dorso, o peito é esbranquiçado e o abdome varia de vermelho-ferrugem a marrom escuro na barriga, sendo que as tonalidades mudam conforme a região. Por exemplo, no nordeste brasileiro a cor do abdome é mais clara, amarelada. Tamanho: 25cm. Longevidade: em torno de 30 anos. Na natureza prefere andar em casais, ao invés de em bando. Preferem as beiradas de matas, pomares, capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie. O canto O sabiá-laranjeira, também conhecido como sabiá amarelo ou de peito roxo, é um dos melhores cantores do mundo. Seu canto é nostálgico e se assemelha ao som de uma flauta. É usado inclusive para conquistar as fêmeas antes do acasalamento. O macho canta para ensinar os filhotes, ou seja, os pequeninos podem ser treinados e, se conviver desde pequeno com outras espécies, pode ser influenciado pelo canto delas e passar a ter um canto impuro. Instalação: viveiros de no mínimo 1m de comprimento x 2m de altura x 2m de profundidade. O ninho é sólido, em forma de tigela, formado de ramos e fibras de raízes, com barro na base. Dentro é constituído de raízes finas e macias. Em cativeiro, pode ser um vaso de xaxim pequeno. A higiene diária do viveiro é fundamental e é bom lembrar que o sabiá-laranjeira gosta de banhar-se com frequência. Alimentação onívora: na natureza come no chão e nos galhos sementes, insetos, larvas, minhocas e frutas maduras, especialmente mamão e abacate. Reprodução: os sabiás atingem a maturidade sexual aos 9 meses e se acasalam na primavera, sendo que a postura, que pode ocorrer até 3 vezes por temporada (de Setembro a Janeiro), é de 2 a 3 ovos. O período de incubação é de 15 dias. Não há dimorfismo sexual, pois, ambos são iguais e a fêmea também canta, mas numa frequência bem menor que o macho. Para o acasalamento, isola-se o macho num viveiro por 2 semanas. Coloca-se a fêmea e ouça o seu cortejo melodioso e nostálgico para atrai-la e incentivá-la à postura dos ovos. Os filhotes devem ser mantidos com os pais por até pelo menos um mês, inclusive para aprender a cantar. No Brasil podem ser encontradas outras espécies de sabiá, tais como: Sabiá-Una;Sabiá-Pardo;Sabiá-Branco;Sabiá-Coleira.                                                                                                       O “Sabiá Laranjeira” é a Ave Nacional do Brasil. Isso foi oficializado por meio de decreto presidencial em 3 de outubro de 2002, que estabeleceu, no artigo 2º: “Art. 2º. O centro de interesse para as festividades do “Dia da Ave” será o Sabiá (Turdus Rufiventris), como símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerada popularmente Ave Nacional do Brasil.

OUTROS SÍMBOLOS Embora não oficiais, o Brasil possui outros bichos que popularmente são considerados como simbólicos.

É o caso do papagaio Ararajuba ( “Aratingagarouba”), que tem o corpo revestido por penas nas cores da Bandeira brasileira.                                           O Tamanduá-bandeira(‘Myrmecophaga tridactyla”) que também é identificado como um dos animais símbolos do Brasil.

TRAJE TÍPICO, Não consegui informações acerca da existência de ato oficial instituindo um “Traje Típico Nacional”. Colaboradoresvoluntários, podempostarinformaçõesseguras a esse respeito, que nos envie, para avaliação, pesquisas e, se for o caso, publicação.                                                         No entanto, historicamente a fantasia “Baiana” estilizada e mundialmente popularizada pela cantora “Carmen Miranda” reinou durante muitos anos com o emblema do traje típico brasileiro.

Links 1. http://www.petbrazil.com.br 2. http://www.terradospassaros.com

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

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Cerratinga

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Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

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