Archive | maio 2014

Seminário discute a castanha como ferramenta de gestão ambiental

Uma movimentação da florestania, A da cerradania será em seguida-BrasiliaDF.

O manejo de produtos florestais não-madeireiros, como a castanha-do-Brasil, tem se revelado uma excelente estratégia na gestão de terras indígenas e extrativistas. Pensando em como fortalecer esse manejo entre povos da floresta, o projeto Pacto das Águas esta promovendo em Ji-Paraná, desde a última quinta-feira (29), o Seminário e intercâmbio de experiências para representantes dos grupos Tupi Mondé, sobre gestão ambiental e alternativas de geração de renda em terras indígenas. Promovido pelo projeto Pacto das Águas, que é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o evento ocorre até sábado (31).A meta é que através de palestras, oficinas e rodadas de discussões, seja possível desenhar um panorama sobre os caminhos para a realização de ações de gestão ambiental em terras indígenas e na única reserva extrativista de Mato Grosso, a Resex Guariba-Roosevelt. “Nosso foco, neste momento, é a consolidação das alternativas de geração de renda, mais especificamente nas ações de cooperação entre os grupos para gestão de mercados”, explica Plácido Costa, coordenador do projeto.
Atualmente, estão envolvidos com o projeto os Cintas Largas das terras indígenas Serra Morena e Parque Indígena Aripuanã, os Zoró da terra indígena Zoró, os Gavião e Arara da terra indígena Igarapé Lourdes, os Rikbaktsa da Terra Indígena Japuíra e os seringueiros da RESEX Guariba Roosevelt. No evento, será discutida a possibilidade de criação de uma “agência de negócios” para os povos que integram essa iniciativa. A ideia é discutir, de forma participativa qual o melhor formato legal para dar maior agilidade na comercialização da castanha do Brasil e outros produtos não madeireiros, como o látex.

PROJETO – O Pacto das Águas, desenvolvido por uma Oscip de mesmo nome, é um projeto apoia povos indígenas e seringueiros em sua organização social, nos processos de capacitação e na estruturação do sistema de coleta, seleção, armazenamento e comercialização de castanha do Brasil. Além disso, fomenta processos de gestão territorial e geração de renda baseados no uso sustentável da floresta e no respeito às formas de organização social destes povos.
O objetivo é articular uma rede de parceiros e agências financiadoras para a constituição de um programa regional de desenvolvimento sustentável, cabendo ao Pacto das Águas o apoio à gestão social e à assistência técnica para a estruturação do sistema de comercialização de 160 a 300 toneladas anuais de castanha e 25 toneladas de borracha, envolvendo diretamente mais de 1.000 pessoas de cinco Terras Indígenas que abrangem em seu conjunto aproximadamente de 1,9 milhão de hectares nos estados de Rondônia e Mato Grosso além da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Mato Grosso.

Noticia veiculada pelo http://www.correiopopular.net
O Encontro mais esperado da CERRADANIA, está sendo organizado.
De 05 a 08 de junho de 2014, a Rede Cerrado realizará no Complexo Cultural Funarte, em Brasília-DF o VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que deve reunir representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares.
O objetivo é aproveitar a semana que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, para chamar a atenção das autoridades para os principais problemas relativos ao direito à terra, áreas protegidas e produção agroextrativista. Para isso, o evento conta com uma rica programação de debates, mesas redondas, seminários, incluindo as atrações culturais, a feira dos produtos da sociobiodiversidade e a praça gastronômica.
Participe, voce será bem vindo. Afinal, voce tambem pode  fazer parte do contexto da CERRADANIA.

Pra não dizer que não falei de flores…

Pra não dizer que não falei de flores – Plágio, Geraldo Vandré, em seguida a reportagem com uma coletânea de recortes pra contemplação da biodiversidade do cerrado:  flores, belas, belíssimas, inenarráveis  sua belezas.                                                                                                                                                     Aprecie, contemple. Pode ser que futuramente os desumanos nos permita apenas, apreciá-las em registros fotográficos.

O cerrado é um tipo de vegetação que compõe a fitogeografia brasileira e que lhe dá a condição de segunda maior cobertura vegetal do país (ocupa 24% do território nacional), superada somente pela floresta Amazônica.

painel de flores do cerrado 1

painel de flores do cerrado


O cerrado está presente em onze Estados do Brasil e também no Distrito Federal e é considerado como o berço das águas do país.
No entanto, sua superficie diminui muito durante os anos (por causa da intervenção humana). 

Flores do Cerrado riquíssima flora,  compostas de múltiplas  cores e formatos,  com muitas espécies ainda desconhecidas  e sem identificação devido a sua grande diversidade.

 

 Os pequenos arbustos e gramíneas nos oferecem farta variedade, muitas delas de grande simplicidade e outras bem exóticas.

 

Kielmeyera rubriflora – Rosa-do-campo. Foto arquivo do Parque Ecológico Bernardo Sayão- Brasilia-DF. Cerrado – Brasil

A região do cerrado tem um clima tropical com duas estações bem definidas (que podem ser alteradas por causa das mudanças climáticas) :

painel de flores do cerrado 4

painel de flores do cerrado


*periodo chuvoso (outubro até abril),           *outro seco de maio até setembro.

Abrange os Estados da região Centro-Oeste (GoiásMato Grosso do NorteMato Grosso do Sul e Distrito Federal) e também ao sul do Pará e Maranhão, no interior do Tocantins, ao oeste da Bahia e de Minas Gerais e ao norte de São Paulo.
Se acha uma vegetação em princípio constituída com espécies que se adaptam às duas estações distintas (como ocorre no Centro Oeste) que são caducifólias e com raízes profundas (e de pequeno porte, com galhos retorcidos e folhas grossas).
O cerrado é constituído por várias características de vegetação, e desse jeito, classificado em subsistemas:
− campocerradocerradãomatasmatas ciliares e veredas e ambientes alagadiços, etc.
Em geral, os solos são muito ácidos. Da rusticidade a beleza plena das flores. O cerrado encanta.

 

 

Aproveite participe conosco ,  maior evento , dos povos de cerrado.

Venha conhecer qual é a natureza da nossa história, nossa vida cotidiana,

com os verdadeiros valores da cerradania

RANCHO VERDE: opção de lazer em Pimenteiras – Rondônia – Amazônia – Brasil.

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RANCHO VERDE: mais uma opção de lazer  em Pimenteiras- Rondonia.

CAPA DO RANCHO11

No domingo, 18 de maio de 2014, inaugurou em Pimenteiras do Oeste – Rondônia- Amazônia – Brasil mais uma opção de lazer, a pousada e restaurante Rancho Verde.

O casal João Marcio Pereira e Cris Souza que é responsável pelo empreendimento informou que o local oferece instalações confortáveis e aconchegantes.

De acordo com João Marcio, a pousada foi construída com cuidados com meio ambiente.“As madeiras usadas na construção da pousada foram reaproveitadas. Além disso, alguns móveis foram feitos a partir de reciclagem, pois nos preocupamos com o meio ambiente”, disse João Marcio.

Já Cris faz questão de ressaltar que o local oferece conforto aliado à simplicidade. “Temos cabanas climatizadas com ar-condicionadol”.

Sobre a culinária João Marcio informa que são oferecidos vários preparados com peixes da região, acompanhados com saladas e arroz, entre outras iguarias da culinária amazônica.

“Estamos oferecendo um local simples onde os clientes se sintam em casa e possam descansar e fugir da correria do dia-a-dia”, disse João Marcio.

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As pessoas que desejam conhecer as belezas da pousada podem entrar em contato pelos telefones (69) 8139-5215 ou 8135-2026.                                                                                                                                                                                          A pousada fica localizada na Linha 11, rumo a Santa Cruz, quilômetro 5 em Pimenteiras do Oeste – Rondônia- Amazônia- Brasil.

 

 

 

 

A propósito o empreendimento está no bioma amazônico, porem, pela representatividade do compromisso ambiental, merece destaque em respeito aos povos da Florestania, inclusive, da Cerradania. Sentimento de que somos um só universo.

Fonte da Reportagem do jornal EXTRA Rondonia.

Novo Código Florestal

A implementação da Lei 12.651 de 2012, o novo Código Florestal – que completou no ultimo domingo  (25) dois anos de sanção pela Presidência da República – ainda está engatinhando, avaliam entidades que compõem o Observatório do Código Florestal.

Foto arquivo – agencia terra

No último dia 5, decreto da Presidência da República que regulamenta o Código Florestal foi publicado, dando aos proprietários rurais prazo de um ano para cadastrar as terras a partir da publicação da regulamentação. O cadastro foi introduzido pelo novo Código Florestal, que estabeleceu a obrigatoriedade de que todos os 5,6 milhões de propriedades e posses rurais do país façam parte do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

Para a regularização, quem tem imóveis rurais já pode se inscrever no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e iniciar o processo em caso de danos em áreas de Preservação Permanente (APP), de Reserva Legal e de uso restrito. De acordo com o Decreto 8.235/2014, os proprietários rurais deverão informar A localização da área a ser recomposta e o prazo para que o dono do imóvel possa atender às propostas de regularização ambiental. Para isso, cada unidade da Federação deve acompanhar, por meio de programas de regularização ambiental, a recuperação, regeneração ou compensação das áreas e a possibilidade de suspender ou extinguir a punição dos passivos ambientais. No entanto, segundo o observatório, os estados não estão preparados para cumprir essa incumbência.                                                                                                                                                                                                                                                      Os estados que serão os maiores responsáveis pela implementação na lei, não estão ainda preparados para isso. A falta de estrutura para a viabilização do cadastro rural poderá afetar a efetivação da lei.

O decreto da Presidência ainda criou o Programa Mais Ambiente Brasil, que apoiará os programas de regularização e desenvolverá ações nas áreas de educação ambiental, assistência técnica, extensão rural e capacitação de gestores públicos. Em até um ano, um ato conjunto interministerial deve disciplinar o programa de aplicação de multas por desmatamento em áreas onde a retirada de vegetação não era vedada. O decreto estabelece também que as áreas com prioridade na regularização são as unidades de domínio público e regiões que abriguem espécies migratórias ou ameaçadas de extinção. O CAR faz parte do processo de implantação do novo Código Florestal. Entre os seus objetivos está a regularização ambiental das propriedades rurais.

MAS, o que é o CAR:

O Cadastro Ambiental Rural – CAR é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente – APP, das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país. Criado pela Lei 12.651/2012 no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente – SINIMA, o CAR se constitui em base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

A inscrição deve ser feita junto ao órgão ambiental estadual ou municipal competente, que disponibilizará na internete programa destinado à inscrição no CAR, bem como à consulta e acompanhamento da situação de regularização ambiental dos imóveis rurais. Estados que não possuem sistemas eletrônicos poderão utilizar o Módulo de Cadastro para fins de atendimento ao que dispõe a Lei 12.651/12 e acesso a seus benefícios.  Para realizar a inscrição, acesse o sítio eletrônico e/ou entre em contato com o órgão ambiental competente do Estado da federação em que se localiza o imóvel rural para obter informações acerca dos procedimentos a serem adotados.

 Benefícios:

Além de possibilitar o planejamento ambiental e econômico do uso e ocupação do imóvel rural, a inscrição no CAR, acompanhada de compromisso de regularização ambiental quando for o caso, é pré-requisito para acesso à emissão das Cotas de Reserva Ambiental e aos benefícios previstos nos Programas de Regularização Ambiental – PRA e de Apoio e Incentivo à Preservação e Recuperação do Meio Ambiente, ambos definidos pela Lei 12.651/12.  Ha casos , em que deverá ser definido um Plano de recuperação de Áreas Degradadas ‐ PRAD.

Os dados do cadastro são de caráter declaratório e de responsabilidade do proprietário rural e têm de ser atualizados sempre que houver alterações de domínio ou das características do imóvel. No formulário de inscrição, o proprietário ou posseiro deve identificar o perímetro do imóvel, as áreas protegidas e as áreas degradadas que precisam ser recuperadas. A identificação e a avaliação das propriedades serão feitas com o uso de imagens de satélite, que permitirão o cruzamento de dados. Após a análise, será gerado um relatório que indicará a situação ambiental do imóvel.  No Distrito Federal, 19 mil imóveis rurais, dos quais 80% são pequenas propriedades, terão de ser inscritos no CAR. 

Dia Internacional da Biodiversidade

E O CERRADO , COMO FICA!

destruição do cerrado

Precisamos urgentemente de ações concretas para minimizar os impactos que efetuamos contra a biodiversidade do cerrado. 

O objetivo do Dia Internacional da Biodiversidade é aumentar a conscientização da população mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da proteção da biodiversidade em todo o mundo.

O Dia Internacional da Biodiversidade foca-se, em 2013, na estreita relação entre a Água e a Biodiversidade. O objetivo é alertar para a necessidade extrema de conservar a Diversidade Biológica e os ecossistemas para garantir a segurança no que diz respeito à água.

O Dia Internacional da Biodiversidade celebra-se anualmente a 22 de maio, desde o ano 2000. A efeméride instituída pelas Nações Unidas para celebrar a Biodiversidade do planeta Terra e para incentivar à sua conservação, foi assinalada pela primeira vez em 1993, no dia 29 de dezembro.

Nesta quinta-feira (22), para celebrar o Dia Internacional da Biodiversidade, ICMBio e Ministério do Meio Ambiente farão um evento no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes em Brasília, a partir das 10h30. Na ocasião, serão anunciadas as medidas de ampliação e incentivos adotados pelo Estado para a conservação das espécies da fauna brasileira.

A Convenção Sobre Diversidade Biológica (CDB) define normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da diversidade biológica em cada país signatário. Em linhas gerais, a CDB propõe regras para assegurar a conservação da biodiversidade e o seu uso sustentável. A Convenção já foi assinada por 175 países, incluindo o Brasil (Decreto Nº 2.519 de 16 de março de 1998).

Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Aproveite e se programe para participar do encontro dos 

Povos do Cerrado debaterão sobre terra, biodiversidade, água e cultura em evento

Quilombolas Mumbuca é atrativo turístico no Jalapão

Maurico e Arnon da dupla Trancando a Tradicao _ Esequias Araujo

Maurico e Arnon da dupla Trancando a Tradicao _ Esequias Araujo

Violinha de vereda, viola de buriti

Quando eu toco essa viola seu menino

É como lembrar de ti…”

A excentricidade do roteiro turístico “Encantos do Jalapão”, com suas belezas diferenciadas e exclusivas, tem no povoado quilombola de Mumbuca, a 35 km de Mateiros, leste do estado, um acervo cultural de intenso culto às tradições sertanejas e à simplicidade dos hábitos ainda preservados na comunidade.

O ecoturista vem ao Tocantins para ver cachoeiras, subir serras, contemplar pássaros, praticar esportes radicais como o rafting e andar em trilhas do cerrado. No Jalapão encontra tudo isto e muito mais se acrescentar Mumbuca em sua viagem: a oportunidade de sentar-se á beira de uma fogueira, à noite, em roda de causos e lendas, com personagens que contam suas aventuras de vida em linguagem que mistura termos indígenas e caboclos, às vezes romanceados, outras vezes intraduzíveis.

A beleza de ouvir a dupla nativa de Mumbuca, Maurício e Arnon, tocando em violas de buriti, sem a sofisticação musical da tecnologia moderna, é um dos momentos especiais que o turista vive no roteiro.  E ser recepcionado pela afinação do coral de mulheres que cantam as maravilhas do capim, adoça o coração.

Restaurante da Tonha no Mumbuca _ Ricardo Brito

O cheiro da galinha caipira recende e chama o paladar do visitante para o “Restaurante da Vila”, onde a Nem cozinha em fogão à lenha central. Ou para a panela de ferro daTonha, que tem o feijão com maxixe mais saboroso das redondezas.

As 45 famílias e os 142 moradores têm como fonte de renda principal o artesanato em capim dourado, cientificamente identificado como Syngonanthus nitens, mas não deixam de lado as plantações de banana, abóbora e mandioca, culturas extrativistas caseiras, cultivadas apenas para o consumo. O forte mesmo é a venda das peças artesanais na lojinha da Associação Comunitária, procuradas pelos turistas como objetos exóticos.

Trancando o Capim Dourado_Thiago Sa

O capim dourado é trabalhado pelos dedos suaves das artesãs jalapoeiras, que costuram as hastes com fibra ou seda do olho do buriti. Para manter a receita durante o ano, homens, mulheres e crianças colhem a sempre-viva nos campos reservados e manejados, respeitando o período de 20 de setembro a 30 de novembro.

Noêmia Ribeiro da Silva, a “Doutora”, é uma destas artesãs cativantes de Mumbuca. Já na quarta geração, filha de dona Miúda a matriarca do povoado, é descendente de seu Firmino, que aprendeu com os índios Xerentes a arte de trançar o artesanato. Usando vocabulário regional e com criatividade de frases próprias, responde ao questionamento sobre os casamentos consangüíneos na comunidade: “Nunca teve problema. Menino nasce sadio igual veado na campina”.

No Brejo do Gavião, um dos pontos de colheita, a paisagem é característica do cerrado do Jalapão onde campos de vegetação rasteira estão ao lado de mata ciliar de buritis e árvores. Em sua profundidade muita água enxarcando o terreno, habitat natural para o crescimento do capim dourado. Cantando enquanto arranca fios de capim, a doutora ensina os jovens a preservar a sustentabilidade do capim apim dourado, vdourado: “deve-se arrancar os raminhos nas veredas e sacudir as sementes para que nasça outro pé”.

Restaurante da Vila (Nem) –(63) 9959.1594. Restaurante da Tonha –(63) 3576.1092 (orelhão do povoado).Condutores do Mumbuca: (63) 3576.1092

 http://encantosdocerrado.com.br/n/4220. Texto: Olga Cavalcante / Adtur

Deputados criam frente para atacar unidades de conservação

Cachoeira no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O parque é um dos poucos no cerrado, um dos ecossistemas mais desprotegidos do país (Foto: Edimilson Sanches/ Wikimedia)

Cachoeira no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O parque é um dos poucos no cerrado, um dos ecossistemas mais desprotegidos do país (Foto: Edimilson Sanches/ Wikimedia)

Por mais que queiramos não conseguimos entender o porquê e o para quê de uma frente parlamentar criada com a assinatura de 240 deputados do nosso legislativo e registrada dia 22 de abril deste ano para:

“Art. 2° A Frente Parlamentar é instituída para o cumprimento das seguintes finalidades:
I – acompanhar, propor e analisar proposições e programas que disciplinem todos os assuntos referentes ao reassentamento involuntário em áreas protegidas;
II – divulgar os problemas causados pela criação de áreas protegidas, notadamente, unidades de conservação e terras indígenas às populações residentes nas áreas a serem desapropriadas antes da criação da Área Protegida;
III – acompanhar as ações a serem empreendidas pelo Poder Público no sentido de proteger os direitos dessas populações;
IV – realizar encontros, simpósios, seminários, debates e outros eventos, com vistas a aventar as medidas legislativas necessárias a uma rápida resolução dos conflitos fundiários;
V – articular e integrar as iniciativas e atividades da Frente Parlamentar com as ações de governo e das entidades da sociedade civil;
VI – promover a divulgação das atividades Frente Parlamentar em Defesa das Populações Atingidas por Áreas Protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas), no âmbito do Parlamento e junto à sociedade.
Art. 3° A Frente será composta por Deputados Federais e representantes de entidades da sociedade civil que subscreverem termo de adesão a este Estatuto.”

Não passa pela nossa cabeça que este fato tenha realmente ocorrido, mais parece um horrível pesadelo.  O requerimento 10.028/2014 foi apresentado pelo deputado Weverton Rocha. É um enorme pesadelo para os ecólogos, cientistas, profissionais e demais técnicos, ou de ambientalistas da área. Nunca um país democrata, considerado relativamente adiantado e desenvolvido, assistiu uma excrecência destas. Mas parece que em nosso país pode tudo.
A começar pelas justificativas da proposta inicial, se é que há justificativas para deter ou extinguir unidades de conservação, ou áreas protegidas, como queira, os erros e enganos, típicos de quem não entende do assunto e da legislação em vigor, são gritantes:

1. É afiançado que o Brasil possui o maior número ( o grifo é nosso) de áreas protegidas, dentre todos. Esta verdade não existe se for bem explicitada: a) reservas indígenas ou áreas indígenas não são unidades de conservação ou áreas protegidas, como querem esses deputados; b) RPPNs são particulares.
2. Além do mais o que realmente interessa é a extensão das mesmas e, em termos relativos, o Brasil possui menos de 10 % de sua extensão territorial em unidades de conservação, ocupando um dos últimos lugares entre os países democratas e mais desenvolvidos;
3. É afiançado que se quer evitar as indesejadas e violentas remoções de populações locais. Provem em qual unidade de conservação ou área protegida este fato ocorreu no Brasil.
3. Leiam a Lei em vigor sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação ( SNUC). É a lei 9985 de 2000, que institui o sistema. Não se consideram legalmente no sistema como categorias de unidades de conservação as reservas indígenas, parques indígenas ou áreas indígenas. As populações indígenas tampouco aceitaram estar no sistema nacional. Com razão, pois essas populações têm uso direto dos recursos naturais, conforme previsto pela Constituição em suas reservas, sem as restrições impostas pelas categorias de manejo previstas no SNUC.

O Brasil já é o campeão de extinção e recategorização de áreas protegidas ou unidades de conservação. Uma recente publicação nos demonstra que nosso país perdeu 5,2 milhões de hectares de unidades de conservação nos últimos anos “igual à extensão de Costa Rica”. Isso graças à extinção ou recategorização de nossas unidades de conservação legalmente estabelecidas.

O que mais desejam os deputados de nosso país? Acabar com todos os parques nacionais? Dar as terras de nossos museus vivos em troca de votos? Não entendem que a agricultura, a pecuária, a medicina, a indústria em geral, precisam desesperadamente de nossa biodiversidade protegida em unidades de conservação, além dos serviços ambientais, em especial os recursos hídricos?

O que vão fazer a classe científica, as universidades afins, as ONGs com esta nova bomba?As últimas políticas públicas mostram claramente um enorme retrocesso da área ambiental, nunca visto em um país sem guerras. O que aconteceu para que falhássemos tanto? Não conseguimos, nós, os profissionais da área, motivar nossos compatriotas para impedir que tudo vá para o ralo. Esta nova ameaça desta frente parlamentar de inquérito do Legislativo, onde estão situados os humanos que nos representam, deverá nos empurrar mais celeremente para o ralo a que me refiro.
Reportagem de Maria Tereza Jorge Pádua é Engenheira agrônoma, presidente da Associação O Eco, membro do Conselho da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e da comissão mundial de Parques Nacionais da UICN.

Povos do Cerrado debaterão sobre terra, biodiversidade, água e cultura em evento

Encontro e Feira dos Povos do Cerrado reunirá cerca de 700 comunitários, de 05 a 08 de junho, no Complexo Cultural Funarte, em Brasília/DF

Aldeia do museu

Aldeia do Museu – Goiania GO

 Embora seja o segundo maior bioma brasileiro, um dos hotspots mundiais da biodiversidade (área prioritária para a conservação do planeta com alto grau de ameaça) e possuir as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo, o Cerrado ainda não foi reconhecido como Patrimônio Nacional. As comunidades tradicionais que vivem no e do bioma, que elas ajudam a conservar, também são marginalizadas por não terem acesso a terra e são vítimas constantes de conflitos socioambientais. Ficam também à mercê de um modelo de desenvolvimento predatório e excludente, bem como longe das políticas públicas que poderiam fazer do uso sustentável do Cerrado uma estratégia de conservação.

Decididas a definir estratégias de ação para a conservação do bioma e justiça social dos povos e comunidades tradicionais, cerca de 700 representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco e agricultores familiares se reunirão entre os dias 05 e 08 de junho no Complexo Cultural Funarte, em Brasília-DF, durante o VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. O evento é organizado pela Rede Cerrado e suas entidades filiadas, que totalizam um campo político de mais de 600 organizações de base comunitária.

O objetivo é aproveitar a semana que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente – 05 de junho -, para chamar a atenção das autoridades para os principais problemas relativos ao direito à terra, áreas protegidas e produção agroextrativista, e se tornarem visíveis para o restante do país. Para isso, o evento conta com uma rica programação de debates, mesas redondas, seminários, incluindo as manifestações culturais, feira dos produtos da sociobiodiversidade e praça gastronômica.

Além de lideranças vindas de vários estados onde há Cerrado no Brasil (DF, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo e Bahia), o Encontro terá a participação de especialistas e gestores públicos, bem como de representantes de organizações da sociedade civil, da academia e institutos de pesquisa. O governo federal será representado por diversos órgãos e Ministérios.  A intenção é encerrar o evento com diretrizes de uma agenda consistente que garanta o fortalecimento da conservação e uso sustentável do Cerrado.

“Os povos do Cerrado querem mudar esse cenário de exclusão e estão chamando os governos e a sociedade para o diálogo. Somente com políticas públicas consistentes, com recursos, pessoal qualificado e força de vontade será possível combater os principais problemas socioambientais, gerando inclusão econômica e social”, ressaltou Altair de Souza, liderança agroextrativista e coordenador geral da organização.

Realizado desde 2001, o Encontro dos Povos do Cerrado se consolidou como um espaço para: troca de experiências que resultem na conservação do Cerrado e na promoção de meios de vida sustentáveis; valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado; discussão e formulação de posições políticas conjuntas; e divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma, como também das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade (acesse o vídeo da última edição).

“Desde a primeira edição até os dias de hoje reconhecemos que tiveram avanços importantes, mas as principais reivindicações estruturantes permanecem e acirram conflitos gerados pelo modelo de desenvolvimento que favorece interesses privados e negligencia as diversas dimensões da sustentabilidade econômica, social, ambiental e cultural”, complementa o agroextrativista.

O evento tem o apoio do MMA, MDA, MDS, CONAB, FUNAI, ICMBio, MPF, Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Funarte, EMATER-DF, ISPN, Central do Cerrado, Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, WWF-Brasil, Fundação Palmares, Anvisa, SlowFood, Rádio Cultura FM, Secretaria de Estado da Cultura, GDF, CONAB, INCRA, IBAMA, CESE  e UnB.

Serviço:

VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado
Data: De 05 a 08 de junho de 2014
Local: Complexo Cultural Funarte, eixo monumental, em frente à Torre de TV

Mais informações:

Letícia Campos – contato@redecerrado.org.br(61) 9949-6926 ou 8201-3536
www.redecerrado.org.br
Facebook: Rede Cerrado Sociobiodiversidade

óia, o baruim ta baruianu até nóis vê

óia, ve se nã se  avexe, pra modi uce  vê , milagre  num ta longe , ta bem perto de nóis, as vezes de dentro de nós.

Ve se nã se avexe e ouve , avista bem aqui no seu terrero do cerrado,  presinto que ucê vai gostar..

Tamus juntos., escuta ai: ” o baruim ta baruianu até nós vê”.

Larissa Malty interpretando a véia do cerrado.

Vê a delicadeza e a profundidade da poesia de Larissa Malty, em sua interpretação épica da VÉIA DO CERRADO.

outra opção

Apresentando a atriz Larissa Malty interpretando a VELHA DO CERRADO e seu poema “A Árvore e a Véia”. Mostra D. Rosa Cachimbo (106 anos) de Correntina-BA. Música Caicó cantada palo Grupo SONS DO CERRADO. Contato: (62)3946-1708 sonsdocerrado@gmail.com http://www.ucg.br/Institutos/its/

Ibama intensifica combate ao desmatamento no Nordeste do Mato Grosso

Como parte da Operação Guardiões do Araguaia, Agentes Ambientais Federais dos estados de GO, MT e RS estão realizando fiscalização de combate ao desmatamento na região nordeste do estado de Mato Grosso, principalmente nos municípios de Confresa, Vila Rica e São Felix do Araguaia, onde polígonos de desmatamentos, identificados por meio de imagens de satélite e pelos programas DETER e INDICAR, estão sendo verificados em campo, além de denúncias recebidas na base operativa montada na cidade de Confresa. Segundo o Chefe da Operação, Stanley Vaz dos Santos, “até o momento, foram vistoriados 60 polígonos de desmatamento e lavrados 20 autos de infração no valor total de R$ 12.813.750,00, referentes a 35 polígonos com dano ambiental. O total de área embargada já chega a 2.171,55 hectares e deve aumentar consideravelmente, uma vez que são apenas treze dias de operações”.

 Dentre as infrações que estão ocasionando a destruição da floresta amazônica na região, o mais freqüente tem sido a derrubada da vegetação seguida de queima da área, ou o incessante e gradativo uso do fogo até a completa destruição para a formação de pastagens.

Dentre as infrações que estão ocasionando a destruição da floresta amazônica na região, o mais freqüente tem sido a derrubada da vegetação seguida de queima da área, ou o incessante e gradativo uso do fogo até a completa destruição para a formação de pastagens.   

Foi verificada também em campo a técnica de anelamento do caule das árvores (retirada da casca e uma fina camada lenhosa), obstruindo o fluxo de seiva elaborada que alimenta toda a planta, na tentativa de confundir a fiscalização que as mesmas foram mortas naturalmente. Uma vez que neste processo as árvores ressecam e não ficam as marcas do corte por motosserra.

Os desmates localizados e fiscalizados no Nordeste do Araguaia tem como base o período de 2010 a 2011e totalizam mais de 200 polígonos para serem fiscalizados. Pelos indicativos do DETER e em polígonos levantados em campo foram lavrados vários autos por desmatamentos recentes, com menos de um mês. Segundo informações recebidas na Base Operativa, os equipamentos foram retirados às presas quando souberam da presença dos Agentes Ambientais do Ibama na região.

 

Mirza Nóbrega..Ascom/GO

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