Archive | junho 2014

Sistema ecológico transforma rios poluídos em jardins flutuantes

rio despoluido

rio despoluido

rio poluido

rio poluido

Despoluir rios é algo caro e inviável a longo prazo, certo? Pelo menos é esse tipo de conversa que quase sempre escutamos de autoridades quando perguntadas sobre esse preocupante tema. Mas um sistema ecológico criado na Inglaterra une a despoluição dos rios à preservação da paisagem natural.

O sistema chama-se Biomatrix e trata-se de uma obra de engenharia flutuante de baixo custo que pode ser instalada em reservatórios, canais e lagos contaminados. Além disso, ainda pode ser adaptada para outros usos, como pontes flutuantes, ilha de habitat de pássaros, passarelas, obras de arte públicas ou sítio de ancoragem de barcos totalmente integrados ao sistema de tratamento.

A cidade de Manila, na Filipinas, tem um Canal Paco, que antes era completamente cheio de esgoto e lixo, deixando o local inviável para caminhar, além do perigo de doenças. Foi então instalado um sistema de ilhas com mais de 110 metros quadrados, acompanhado da revitalização do entorno. E um detalhe importante: a instalação do sistema não prejudica a fauna e flora aquáticas, pelo contrário, proporciona mais qualidade de vida para o habitat de inúmeras espécies.

O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes. Este ano, o Planeta no Parque Rios e Ruas, do Planeta Sustentável, também estava empenhado em reconectar a população da cidade de São Paulo à natureza e ajudá-las a redescobrir os rios que correm debaixo do asfalto.

Reportagem http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/tratamento-recupera-rios-poluidos-e-cria-jardins-flutuantes Todas as fotos do Facebook da Biomatrix

Uma linda chapada no cerrado

CHAPADA DOS GUIMARÃES

Localizado no centro de Mato Grosso, entre a capital Cuiabá e a cidade da Chapada dos Guimarães, o Parque Nacional, que abrange uma área de 32.630 hectares, foi criado em 12 de abril de 1989 com objetivo de preservar os ecossistemas de cerrado, savana, matas de encosta e ciliares, inúmeros sítios arqueológicos, monumentos históricos e ainda cabeceiras de vários rios que compõem as bacias hidrográficas Alto Paraguai e Amazônica.

Paredões da chapada, http://www.mochilerio.tur.br

Cachoeiras de águas cristalinas que deságuam em diversos cenários rochosos. Rios que cortam vales e enormes cânions, serpenteando uma vasta paisagem natural de um amplo cerrado. Pontos de observação onde a vista não alcança fim, como que se demonstrassem que a beleza natural é, na realidade, infinita. O nascer do sol numa explosão de tons vermelhos, amarelos e laranjas, que aos poucos vai colorindo penhascos fazendo com que a fauna local recomece sua rotina diária. O vôo das araras no exato instante em que cruzam o horizonte, de um penhasco para outro, a desafiar as leis da gravidade e tornarem-se símbolo da grandeza regional. O eterno sibilar do vento na flora que situa-se nas encostas de arenito. Assim o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães apresenta-se para quem deseja conhecer uma das Unidades de Conservação mais bonitas do Brasil.

Cachoeira véu das noivas, pt.wikipedia.org

Dentro de uma extensa área de planalto, o relevo da Chapada dos Guimarães caracteriza-se pela presença de grandes encostas e escarpas de arenito vermelho que vão de 600 a 800 metros de altitude. Este complexo rochoso apresenta-se em cânions e ruínas de curiosas formas diferentes. A região, borda do Planalto Central Brasileiro, situa-se sobre uma das mais antigas placas geológicas do planeta. Há cerca de 500 milhões de anos havia uma camada de gelo no local. Há 300 milhões de anos tudo era mar. Há 150 milhões de anos um deserto encobriu a área. Há 64 milhões de anos foi à vez de uma densa vegetação servir de alimentos aos animais pré-históricos até sua extinção. E há 15 milhões de anos temos a modificação mais marcante, ou seja, o surgimento da Cordilheira dos Andes fez com que a planície pantaneira afundasse, criando então a Chapada. Nas paisagens da região é possível observar marcas deixadas no arenito, achar fósseis de conchas do mar, ossos de dinossauros e até ver dunas do antigo deserto. Atualmente, a Universidade Católica de Goiás vem desenvolvendo ampla pesquisa nesses sítios arqueológicos, que incluem pinturas ruprestes, cerâmicas, artefatos de caça e demais utensílios.

Orquídeas, bromélias, ipês, jatobás, babaçus, buritis, perobas e diversas flores de tamanho, cor e forma compõem a rica flora do cerrado brasileiro, que é predominante na Chapada dos Guimarães. Além das flores, árvores frutíferas aparecem em grandes quantidades, tais como o pequizeiro, o cajuzinho e a mangabeira. Sendo possível comprar, em vários restaurantes e lanchonetes, compotas de doces caseiros dessas frutas típicas. As plantas medicinais usadas na fitoterapia também são bem encontradas no cerrado.

Outro fator importante para a composição dessa riqueza natural é o clima da região que é tropical (quente semi-úmido), com duas estações bem definidas. A de chuvas (primavera e verão) e da seca (outono e inverno), quando ocorre a friagem, que é a inversão da massa polar sobre o continente, podendo provocar uma queda na temperatura, que normalmente varia de 12 a 25, para 5 graus. O total pluviométrico anual situa-se entre 1800 a 2000 mm.

A preservação do cerrado está diretamente ligada a elevada variação de espécies da fauna nacional que ocorrem na Chapada dos Guimarães. Onça-pintada, veado-campeiro, macaco bugio, anta, tamanduá-bandeira, tatu-canastra e o lobo-guará são alguns exemplos dessa rica fauna.

É também comum ver emas e seriemas atravessando as estradas que cortam o Parque, que é um corredor natural de migração de aves. Muitas dependem, inclusive, dos altos paredões de arenito para fazerem seus ninhos, como as maritacas, andorinhões e araras-vermelhas.

Devido a grande quantidade de cobras que habitam a região, é aconselhável usar botas de cano longo para caminhar na Chapada dos Guimarães. Protetor solar, chapéu e roupas leves não devem faltar, pois o calor é intenso nas trilhas do Parque. Uma vez que quase todas as caminhadas terminam em lindas cachoeiras, a roupa de banho é obrigatória. Mas lembre-se de levar muita água para beber, porque as águas naturais são extremamente ferruginosas e provocam desinteria em quem as consomem, ainda que moderadamente. Frutas e outros tipos de alimentos leves são essenciais para repor as energias das caminhadas, que normalmente duram mais de três horas. Pelo forte calor, os horários de 11 às 14 horas são desaconselháveis para iniciar qualquer passeio.

Bem em frente ao portão de entrada e posto de controle do IBAMA está o principal cartão postal do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. A Cachoeira do Véu de Noiva. Queda d’água de 86 metros situada no meio de um enorme canyon, repleto de vegetação e com vários mirantes, onde pode-se ver bandos de maritacas voando ao entardecer. E ainda experimentar, no restaurante local, um dos melhores pratos típico do Mato Grosso – a galinhada. Que vem a ser pedaços refogados de frango caipira com muito alho, cebola e açafrão na mesma panela onde depois se cozinha o arroz.

Na mesma trilha do Véu de Noiva encontram-se as demais cachoeiras do Parque. A Cachoeirinha, com 15 metros de queda d’água,é muito freqüentada por turista porque possui uma praiazinha de areia e lanchonete com boa infra-estrutura. Seguindo 50m acima, depara-se com a cachoeira dos Namorados, que fica bem escondida e talvez por isso tenha este nome.

Um pouco mais para dentro do Parque estão as cachoeiras Sete de Setembro, com ótimo poço natural para banho. Descendo mais, vem a cachoeira do Pulo, que o próprio nome já identifica sua principal característica. Não há quem resista a um mergulho em suas águas geladas. Para os mais aventureiros, as cachoeiras dos Malucos e das Andorinhas são de mais difícil acesso, pois suas trilhas têm descidas e subidas que exigem maior vigor físico e cuidado. Não menos interessantes são as cachoeiras do Degrau, Prainha e Piscina Natural.

Mas nem só de cachoeiras vive a Chapada dos Guimarães. Outro local maravilhoso é o Morro São Jerônimo que, com 860 metros de altura, é o ponto mais alto do parque. Do seu topo é possível ver a capital Cuiabá e toda a planície pantaneira. Com aproximadamente nove quilômetros, é a mais longa trilha de dentro da Unidade de Conservação. São trechos tortuosos de rochas, mais uma travessia de um bosque e pequenas escaladas para se atingir o cume. No seu caminho estão as formações rochosas do Jacaré de Pedra, Mesa de Sacrifícios, Altar de Pedra e o Chapéu do Sol.

Ainda na parte inferior do parque está situada a Casa de Pedra. Uma gruta de arenito sitiada dentro da vegetação e cortada pelo pequeno córrego que merece ser registrada fotograficamente.

Na parte superior do parque encontram-se os principais mirantes da Chapada, como a Cidade de Pedra, que é o local predileto das araras-vermelhas, facilmente vistas nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer, quando alçam grandes vôos entre os paredões dos penhascos lá existentes. E o Paredão do Eco, que permite um visual incrível da formação rochosa da Chapada.

O último ponto turístico a ser citado dentro do Parque Nacional é o Curral de Pedras. Formação rochosa por onde os antigos moradores percorriam transportando a boiada. São pedras gigantes elegantemente espalhadas numa das planíces do cerrado.

Para quem pensa que as belezas naturais da região terminam aí, respire fundo para pegar mais fôlego e seguir em frente. Fora do parque há muito que se ver. A começar pela caverna Arue Jari, que na tradição indígena dos Bororós significa Morada das Almas. A enorme abertura dessa caverna dá ampla visão para árvores e cipós, que contrastam com o escuro universo do seu interior. Em uma de suas muitas entradas há um lago de cor azul que é um convite ao banho. Mas vale avisar que o sol entra dentro da gruta por volta das três horas da tarde, o que faz com que a água seja extremamente fria. O mergulho ajuda a recarregar as energias para os longos cinco quilômetros de retorno da trilha. A melhor hora para fazer essa caminhada é pela manhã bem cedo, quando o sol não está muito forte. Vale citar que muitas maritacas residem na entrada da gruta onde o lago se localiza, devendo-se então fazer uma aproximação mais silenciosa para quem gostaria de vê-las e, quem sabe, fotografá-las. A Arue Jari está cadastrada na Sociedade Brasileira de Espeleologia como a segunda maior caverna do país com 1100 m de extensão. Fica a 46 km do centro da cidade da Chapada dos Guimarães.

Na mesma estrada para a caverna encontram-se os mirantes do Centro Geodésico da América do Sul e o Morro dos Ventos. Na direção oposta encontra-se a estrada de terra para o pequeno município de Água Fria. É o sentido obrigatório para quem deseja conhecer a cachoeira do Pingador, que fica dentro da propriedade do senhor hospitaleiro Durvalino da Mata. Ou o Morro do Coelho, que dependendo do ângulo de observação, vê-se nitidamente a figura do roedor na pedra. Na estrada Cuiabá – Chapada há um outro ponto de visitação que não deve ser esquecido. As águas cristalinas do Rio Claro. E se desejar realmente completar o ciclo das belezas naturais, pegue um carro ou ônibus saindo de Cuiabá e viaje 150 km até a cidade de Nobres e depois mais 45 km de barro e vá conhecer a Gruta do Lago Azul. É simplesmente deslumbrante!

A cidade da Chapada dos Guimarães

A história da fundação da Chapada dos Guimarães está estritamente ligada com fundação de Cuiabá, no século XVII. Em 1751, o primeiro Governador Capitão General de Mato Grosso, Dom Antônio Rolim de Moura Tavares, estabeleceu no povoado um aldeamento para congregar os índios de diversas tribos que habitavam o local, na tentativa de impedir um choque com os garimpeiros e a depredação dos estabelecimentos civilizados. Tal povoado recebeu o nome de Chapada Nossa Senhora Sant ‘Ana Aldeia Velha e sua administração ficou por conta do padre jesuíta Estevão de Castro, onde foi erguida uma capela. Então, em 1778 é construída uma igreja maior no atual centro da cidade. A Igreja Nossa Senhora Sant’ Ana, padroeira da cidade. Na época, Dom José Carlos Pereira, Ouvidor-mor de Cuiabá, visitou a capela ainda no povoado de Aldeia Velha e achou suas instalações impróprias para a realização de missas. Assim, imediatamente mandou construir outra. Pintada em dourado, a igreja apresenta-se no estilo barroco e suas imagens sacras e seus azulejos foram trazidos de Portugal.

A principal atividade econômica da cidade da Chapada dos Guimarães é o turismo ecológico. Há uma boa infra-estrutura de pousadas, hotéis e Camping e diversos restaurantes com comida típicas, tais como a mojica de pintado (espécie de ensopado de peixe cortado em cubos, com mandioca cozida na mesma panela), os peixes pacu e dourado fritos, com acompanhamentos de pirão e farofa de banana. As verduras frescas que compõem as saladas de qualquer restaurante.

 

Texto  de  Marcelo de Paula 

Mascote da Copa, tatu-bola poderá ser extinto em 50 anos

Apesar da minha contrariedade ao nome escolhido, fuleko, ao tatu-bola.  Algum fato positivo poderá ser reclassificação da categoria emperigo de extinção. Fica tambem o registro, precisa de tuso isso para ter tomado essa providencia.

Mascote da Copa do Mundo de 2014 classificado como espécie “vulnerável” em uma tabela internacional de animais em risco de extinção, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) será rebaixado para a categoria “em perigo de extinção”, um nível mais próximo da extinção.

A mudança de status do tatu-bola deverá ser anunciada no início do ano que vem, quando o governo brasileiro fará uma atualização da situação de espécies brasileiras na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o tatu-bola foi uma das 1.818 espécies brasileiras analisadas em levantamento concluído em outubro deste ano. A mudança de status do animal aguarda a aprovação do Ministério do Meio Ambiente.
tatu bola

Tatu bola – fauna brasileira

De acordo com a escala usada pela IUCN, o risco de extinção do mamífero, que já era considerado “alto”, passa a ser considerado “muito alto”. A vice-presidente do grupo de pesquisa sobre Xenartros (tatus, tamanduás e preguiças) da IUCN, a brasileira Flávia Miranda, que participou do levantamento do ICMBio, disse à Agência Brasil que a espécie perdeu mais de 50% de seu habitat nos últimos dez anos.
“Na última avaliação do Brasil, esse status caiu. A situação ficou bem mais crítica. Conseguimos sentar com alguns pesquisadores do Nordeste e vimos que está havendo declínio populacional”, disse Flávia.
Organização não-governamental responsável pela campanha em prol da escolha do tatu-bola como mascote da Copa do Mundo de 2014, a Associação Caatinga diz que a espécie é muito sensível à destruição de seu habitat – a caatinga e o cerrado brasileiros – e só consegue sobreviver em ambientes bem conservados.
“É uma espécie que sente as alterações no ambiente. Se há desmatamento, queimada, expansão urbana ou de novas áreas de agricultura, ele desaparece, porque não suporta alterações ambientais”, explica o secretário-executivo da Associação Caatinga, Rodrigo Castro.
Segundo ele, o tatu-bola está em perigo e, se nada for feito de imediato em termos de preservação, a espécie poderá ser extinta em até 50 anos. Castro lembra que o mamífero também sofre ameaça de caçadores, embora a caça venha diminuindo com o passar do tempo, já tem sido mais difícil encontrar a espécie na natureza.
Com a escolha do animal como mascote da Copa de 2014, Castro acredita que os olhos do mundo se voltarão para a espécie e sua situação de ameaça poderá ser revertida. “A Associação Caatinga se aliou à IUCN, em junho deste ano, e construiu um projeto de conservação do tatu-bola, que pretende, em dez anos, reduzir o status de ameça dentro da lista vermelha”, disse.
Além de ações voltadas para a pesquisa, a conservação das áreas onde há tatus-bola e a educação ambiental, pretende-se usar eventos e jogos da Copa do Mundo para divulgar a espécie. “Estamos buscando parceria com a Fifa [Federação Internacional de Futebol, que realiza o mundial], com patrocinadores do evento e outras entidades preocupadas com questões ambientais”, disse.
Apesar disso, de acordo com o coordenador-geral de Manejo para a Conservação ICMBio, Ugo Vercillo, o tatu-bola não receberá nenhum tratamento especial do governo brasileiro por ter sido escolhido mascote da Copa de 2014. “Não existe nenhuma mudança do nosso planejamento em virtude da espécie ser mascote da Copa do Mundo. Está previsto, no próximo ano, elaborarmos o Plano de Ação dos Xenartros, que incluirá o tatu-bola”, informou por e-mail.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Um grande encontro de saberes do Cerrado

Foi muito especial a participação do Blog Cerradania no VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado.  Fica uma certeza temos muitas coisas em comum entre nós e, não devemos hesitar em defender a nossa gente tão discriminada do contexto dos serviços públicos do Estado Brasileiro.

Os povos e comunidades tradicionais do Cerrado encerraram neste domingo em Brasília um encontro que desde o dia 5 de  junho reuniu cerca de 700 líderes representantes dessas populações. Ao final do evento, eles aprovaram uma pauta curta e incisiva com três pontos básicos: acesso à terra e aos territórios, reconhecimento e valorização dos seus modos de vida, usos e costumes e a opção pela produção agroecológica em suas áreas. A lista é o resultado de intensas discussões e manifestações ocorridas durante o encontro. Especialistas, representantes do governo e do Ministério Público também participaram dos debates.

Ao clamar pelo direito à terra e ao território, os povos do Cerrado querem na prática que o governo garanta legalmente a eles o direito de usar os recursos naturais do bioma. Indígenas e quilombolas já gozam desse reconhecimento e têm parte de seus territórios demarcados. A situação não é a mesma para quebradeiras de coco, geraizeiros, raizeiros, vazanteiros, extrativistas, pescadores artesanais, apanhadoras de flores e agricultores familiares.

Eles sequer estão mapeados pelo governo e essa invisibilidade no radar social fez que o Estado abrisse espaço para o agronegócio, a mineração e a grilagem de terras públicas – historicamente ocupadas pelos tradicionais. Além de entrar para o mapa, esses povos querem a autonomia para definir sua própria cartografia, sendo parte da formulação do mapeamento.

Os povos do Cerrado também decidiram se unir contra as emendas constitucionais, portarias e regulamentações que ameaçam o direito aos territórios (PEC 215; ADIN 3.239-9). São estratégias que vêm de setores produtivos que, encampados pelo Estado, investem contra formas já estabelecidas de reconhecimento oficial de suas terras.

“Ao mesmo tempo, queremos a valorização dos  nossos modos de vida, usos, costumes, saberes, que são a nossa característica”, disse a representante da comunidade quilombola de Mumbuca, no Jalapão (TO), que leu a carta com as reivindicações do grupo ao final do evento. Ela citou o exemplo da Convenção 169 da OIT, que trata dos direitos de autodeterminação de povos indígenas e tribais, e o Decreto 6.040, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais. “Não aceitaremos nenhuma afronta aos nossos direitos”, garantiu.

Mais informações acesse

http://www.redecerrado.org.br/index.php/sala-de-imprensa/noticias%5B/embed%5D

VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado em Brasilia

De 05 a 08 de junho de 2014, a Rede Cerrado realizará no Complexo Cultural Funarte, em Brasília-DF o VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que deve reunir cerca de 700 representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares.

Cerrado brasileiro

O Encontro e Feira dos Povos do Cerrado chega a sua oitava edição com uma programação cultural que traz artistas de várias regiões e grandes nomes do circuito de cultura popular. O evento acontecerá de 05 a 08 de junho, na Funarte em Brasília-DF, e é uma realização da Rede Cerrado.

A lista de atividades inclui espetáculos de dança, música, mostra de cinema, feira da sociobiodiversidade e muito mais. Vale lembrar ainda que, neste ano, o Encontro tem parceria com o SlowFood e, pela primeira vez, terá o espaço gastronômico com pratos variados valorizando as espécies nativas do Cerrado. Com isso, a população pode conhecer sobre a rica diversidade cultural e ambiental do bioma, bem como colaborar com a sua conservação e a valorização da cultura local de diversas grupos sociais.

Quebradeiras de coco

Shows e danças

Dia 05/06                                                                                                                                                                                                                                                                                  17h: Corrida de Toras
18h: Mestre Zé do Pife e as Jovelinas-DF
21h30: Pereira da Viola – MG

Dia 06/06                                                                                                                                                                                                                                                                              19h: Fiandeiras do Projeto Veredas-MG                                                                                                                                                                                                                       19h40: Nádia Campos-MG                                                                                                                                                                                                                                                         20h15: Violinha do Jalapão-TO                                                                                                                                                                                                                             20h45: Fabiana Lima e Bruno Andrade-MG                                                                                                                                                                                                           22h: Tambores do Tocantins-TO

Dia 07/06                                                                                                                                                                                                                                                                                19h: Povos do Alto Xingu-MT
19h45: Seresteiros do Luar-MG
20h30: Violeiros Xacriabás e Batuque do Quilombo Brejo dos Crioulos-MG
21h30: Lorota Boa-DF

Dia 08/06                                                                                                                                                                                                                                                                     14h: Fabiana Lima e Bruno Andrade

Intervenções artísticas                                                                                                                                                                                                                                               Mamulengo Mulungu-DF
Fabiana e Bruno Andrade-MG
Mestre Zé do Pife e as Jovelinas

Cine Cerrado                                                                                                                                                                                                                                                                                  Dia 06/06. A partir de 18h, na sala Cássia Eller
Documentário Vida Kalunga (15′, 2012 – GO; Direção: Betania Victor)
Documentário Agroflorestas do Cerrado (2’3, 2014 – GO; Direção: Cesar Leite)
Documentário Raízes da gastronomia brasileira (4’22, 2013 – SP e Itália; Direção: David Giacomelli & Davide Oddone)
Documentário Baru (6′, 2014 – GO; Direção: Diego Mendonça e Farid Abdelnour; Realização: Cerratinga)
Documentário Histórias, causos e prosas (33′, 2011 – MG)
Documentário Caminho das Águas (15′, 2012 – PE; Direção: Eduardo Homem; Realização: ASA)
Documentário Tempo de Kuarup (52′, 2014 – DF; Direção: Neto Borges)

Dia 07/06
A partir de 18h30, na sala Cássia Eller
Índio Cidadão – O Filme  (52′, 2014 – DF; Direção: Rodrigo Siqueira)
Debate sobre o vídeo (40 min) com Álvaro Tukano, outras possíveis lideranças indígenas e o diretor do filme.

A Feira tem como intuito promover os produtos e a troca de experiência entre os empreendimentos ecossociais de base comunitária, assim como divulgar as possibilidades de uso sustentável e a conservação do bioma.  No espaço, as entidades estarão dispostas em 40 stands, para exposição e comercialização de seus produtos. Veja abaixo a relação dos grupos e/ou regiões que estarão representadas na feira da sociobiodiversidade do Cerrado:

– Central do Cerrado:- Oeste Baiano;- Noroeste de Minas Gerais;- Norte de Minhas Gerais;- Quebradeiras de coco;- Feira do Cerrado de Goiás;- Central Veredas e Copabase (MG):Goiás;- Mato Grosso:- Bico do Papagaio (TO);- Vale do Jequitinhonha (MG);- Fórum de economia solidária do Distrito Federal e entorno; – Jalapão (TO);- Mato Grosso do Sul (MS);- Rurart (DF);- Carolina (MA);- Indígenas do Tocantins; – Indígenas do Mato Grosso;- Indígenas do Mata Grosso do Sul;- Indígenas do Maranhão;- Ekip Naturama.

PROGRAMAÇÃO

As atividades de debates, oficinas, seminários e mesas redondas do VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado têm como eixos temáticos questões ligadas à território, biodiversidade, água e cultura. Nesse sentido, cerca de 700 representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares de 12 estados de incidência do Cerrado, se reunirão para discutir os entraves relativos a estes temas e propor diretrizes de uma agenda consistente que garanta o fortalecimento da conservação e uso sustentável do Cerrado.        Confira pelo link a programação de atividades do evento.

publicação da http://www.redecerrado.org.br/

 

Um valoroso patrimônio ecológico “Morro da Pedreira”

identificação morro das pedreira

O Morro da Pedreira está localizado no norte do Distrito Federal, na região administrativa de Sobradinho. O deslocamento até o morro, saindo de Brasília, é feito pela BR 020 (saída norte) até o Posto Colorado-DF onde acessa-se a DF 150 e prossegue-se por 14 Km até o entroncamento com a DF 205 e segue-se na direção oeste por mais 17 Km chegando-se próximo ao morro.

escalada morro da pedreira1

O Distrito Federal situa-se numa área onde afloram rochas de quatro grupos geológicos distintos: grupo Paranoá, grupo Canastra, grupo Araxá e grupo Bambuí. O grupo Paranoá predomina em superfície aflorante e corresponde à unidade onde se formam as cavernas.

 

O Morro da Pedreira localiza-se em região de vales, onde predominam morrotes, serras, morros com escarpas acentuadas delimitando vales profundos (Pinto, 1990). Está à margem direita do ribeirão de mesmo nome, um tributário do rio Maranhão.

O morro se encontra em uma Zona de Preservação do Patrimônio Natural (ZPPN). O Monumento Natural tem como objetivo básico preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica.

 

fosssil morro da pedreira

Queixada de animal fossilizada, encontrada na parte mais profunda do Abismo Fodifica.

Neste morro localiza-se o abismo Fodifica, com cerca de 49 metros, sendo local ideal do DF para a prática de atividades de escalada e treinamentos de técnicas verticais específicas como: passagem de fracionamentos, desvios, nós, passagens confinadas, variações de montagem de ancoragens, espeleoresgate. Possui várias vias de escalada, dentre as quais a Libélula, com cerca de 18 metros, e a Corpos Ardentes, com cerca de 22 metros. Este local é importante para o aprendizado e aprimoramento das técnicas verticais /espeleoverticais.

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

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WWF - Latest

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ISPN

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Cerratinga

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Rede Cerrado

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Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

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