Archive | setembro 2014

Influencia das áreas naturais para a manutenção do ciclo das aguas

Preservação de áreas naturais é fundamental para a conservação de recursos hídricos e, consequentemente, para o bom desempenho da agricultura brasileira.

Segundo a maioria dos cientistas, a agricultura e a própria segurança hídrica do Brasil serão beneficiadas caso o país faça uma importante lição de casa: cuidar das nascentese preservar as florestas.

As florestas têm papel essencial na conservação e na purificação das águas. É na vegetação, e também nos solos e nos organismos, que fica retida boa parte da água quevem com as chuvas. Esse ciclo funciona como um grande filtro natural – e eventuais poluentes que estejam na água vão ficando pelo caminho quando ela transita por aquelecossistema. Quando essa água chegar aos rios, ou quando retornar à atmosfera em forma de chuva, estará de certa maneira purificada.

É exatamente essa água, gerenciada pelo ciclo hidrológico das bacias. “Isso significa que, se a floresta for cortada, a precipitação nessas regiões tende a ser reduzida”, diz Scanavaca. É incorreto atribuir um nexo de causalidade direta entre o desflorestamento amazônico e a queda dos níveis de precipitação do Centro-oeste eSudeste brasileiros, por exemplo. Entretanto, não é errado supor que pode haver uma relação íntima entre tais processos.

De qualquer modo, a preservação de áreas naturais pode trazer não apenas benefícios ambientais, como também econômicos. Scanavaca estima que, para cada hectare dfloresta amazônica preservada, há um potencial de arrecadação de R$100 mil por ano com o desenvolvimento e comércio de fármacos; e de R$20 mil por ano com a extração de sementes e frutos por meio do manejo sustentável da floresta.

imagens de arquivos..

“Abrimos mão disso e ‘ganhamos’ R$250 por hectare ao ano com soja, e R$300 por hectare ao ano com pecuária”, calcula o pesquisador. “Além de ser muitas vezes resultado de um crime ambiental, isso é uma falta de inteligência sem precedentes.”

Agricultura sem desmatamento

Do ponto de vista do produtor agrícola, pode parecer um contrassenso falar em preservação de florestas para o bom desempenho da agricultura. Isso porque não falta quem faça coro ao remoído argumento de que, para suprir nossa demanda alimentar nas próximas décadas, teremos que, inevitavelmente, desflorestar novas áreas para novos cultivos.

Mas um estudo recém-publicado no periódico Global Environmental Change confirma que o Brasil pode atender à sua demanda alimentar, pelo menos até 2040, sem derrubar uma árvore a mais sequer. Basta aproveitar melhor a área destinada à pecuária, que hojcorresponde a 75% das terras agricultáveis brasileiras – enquanto a lavoura ocupa apenas 25%.

“Criamos hoje, em média, uma cabeça dgado por hectare, quando poderíamos criar três”, calcula o autor do estudo, o economista Bernardo Strassburg, do Departamento dGeografia e Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Strassburg garante que, se aproveitássemos apenas metade do potencial dessas terras subutilizadas em prol do plantio, daríamos conta não apenas da demanda alimentar do país para as próximas décadas, mas também das demandas futuras por agrocombustíveis e por recursos madeireiros.

Análises do próprio Ministério da Integração Nacional (MIN) indicam que “75% das necessidades futuras para alimento nas próximas décadas podem ser atendidas pelo aumento do nível de produção das fazendas de baixa produtividade”.

Argumentos não faltam para que a agricultura se concilie com a preservação das florestas.

 

Publicado em

http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/terra-e-agua/terra-e-agua

Especie bandeira do cerrado

Uma espécie bandeira é uma espécie, geralmente um animal , escolhida para representar uma causa ambiental, que pode ser desde a conservação da própria ou até a conservação de seu ecossistema inteiro.  As espécies são escolhidas pela sua vulnerabilidade, de forma a conseguir apoio e conhecimento de grande parte da população, engajando-a na conservação do meio ambiente.

onças pintadas

onças pintadas

Biologia da Conservação é a disciplina que estuda o estado da biodiversidade no planeta com o objetivo de proteger as espécies e ecossistemas da extinção provocadas por atividades humanas.Neste campo há o entendimento de que não é possível arrecadar subsídios suficientes para proteger e criar projetos de conservação para todas as espécies de uma área, muito embora todas as espécies tenham valor e sejam merecedoras de proteção.

cachorro_vinagre

cachorro_vinagre Speothos venaticus

tamandua bandeira

tamandua bandeira-Myrmecophaga tridactyla

A solução que garante uma proteção ao mesmo tempo abrangente e economicamente viável está no conceito de espécie bandeiraflagship species). Surgido nos meados dos anos 80, no âmbito dos debates sobre a forma de priorizar espécies para a conservação, este conceito sustenta que ao elevar o perfil de uma determinada espécie, é possível angariar, com sucesso, mais apoio para a conservação da biodiversidade em geral. Em outras palavras, ao chamar a atenção da população à situação de perigo de determinada espécie mais carismática, todo o ecossistema ao seu redor (incluindo as demais espécies, menos carismáticas) têm mais chances de serem preservados.

Espécies bandeira podem ser selecionadas de acordo com diferentes características, dependendo do que é valorizado pelo público que tentam atingir, engajando-o na conservação do meio ambiente. Em geral, são escolhidas pela sua atratividade (aparência) e carisma junto ao público, o conhecimento prévio pela população da espécie e de sua vulnerabilidade ou importância ecológica.

Embora seja um conceito eficiente, há limitações ao seu uso: ao priorizar as espécies-bandeira corre-se o risco de distorcer prioridades, em que são favorecidas em detrimento de espécies em maior risco e não tão populares; as administrações de diferentes espécies-bandeiras podem entrar em conflito; e o desaparecimento do principal pode ter impactos negativos sobre as atitudes e ânimos dos atores de conservação.

As primeiras espécies alvo do conceito foram os primatas neotropicais e os elefantes e rinocerontes africanos, numa abordagem centrada nos grandes mamíferos, que ainda dominam como o conceito é usado nos dias atuais.

No Brasil, o principal exemplo de espécie bandeira é o mico-leão dourado (Leontopithecus rosalia), que representa a conservação da Mata Atlântica. Outros são a onça-pintada (Panthera onca), representando os diversas biomas brasileiros (Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Pantanal); o tamanduá-bandeira(Myrmecophaga tridactyla) para o Cerrado e as araras-azuis (Anodorhynchus spp.), também do Cerrado e Pantanal.

Espécies ameaçadas como a onça-pintada, o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro-do-mato-vinagre, entre outras, ainda têm populações significativas no Cerrado, reafirmando sua importância como ambiente natural. Todavia, espécies exclusivas do Cerrado, como o tamanduá-bandeira, estão na lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção.  Ao todo, 65 espécies do Cerrado encontram-se em situação semelhante.

No mundo, o mais famoso é o urso-panda (Ailuropoda melanoleuca), da China, que graças ao seu enorme carisma também foi escolhido como marca da WWF (World Wide Fund for Nature). Além pode-se destacar otigre-de-bengala (Panthera tigris tigris), da Índia, o elefante-africano (Loxodonta spp.); os gorilas (Gorilla spp.), na África Central; o urso-polar (Ursus maritimus), no Canadá; o orangotango (Pongo spp.) no sudeste asiático.

No Brasil, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o número de espécies de animais que correm o risco de extinção são de aproximadamente 650, incluindo os animais terrestres e aquáticos; sem mencionar aqueles que já foram extintos, por exemplo, arara-azul-pequena e o minhocuçu.

Além disso, segundo estudos, o Brasil lidera o ranking de espécies de aves em extinção sendo a Indonésia o segundo país. Para isso, a “União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais” (IUCN), criou em 1963 um inventário com o intuito de sistematizar o estado de conservação das espécies biológicas ameaçadas, de animais, plantas, fungos e protistas.

Dessa maneira, a “Lista Vermelha da IUCN” (IUCNRedList), como é conhecida, divide-se em três grandes categorias compostas de subcategorias:

  • Extinto: extinto e extinto da natureza
  • Ameaçada: criticamente em perigo, em perigo, vulnerável
  • Baixo risco: dependente de conservação, quase ameaçada, pouco preocupante

No Brasil, em 2008, o Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Fundação Biodiversitas elaborou o “Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção“, baseado nos critérios da IUCN.

Nesse livro constam que 627 espécies brasileiras estão ameaçadas de extinção sendo que 13% são anfíbios, 10% mamíferos, 17,8% borboletas, 19% plantas e 21% dos peixes do mundo se encontram aqui.

Com efeito, nota-se nos últimos anos, maior preocupação com os temas ambientais e, por isso, a legislação ambiental brasileira tem realizado alguns avanços, mas na prática ainda apresenta problemas de fiscalização.

Curiosidade

  • Outras espécies de animais ameaçados de extinção do Brasil ameaçadas de extinção: anta, ararinha-azul, falcão, flamingo, galito, jabuti, jacaré-de -papo-amarelo, jaguatirica, mico-leão-preto, mono-carvoeiro, mutum do nordeste, peixe-boi, pica-pau de cara amarela, preguiça-de-coleira, pirarucu, surucucu, tatu-bola, tatu-canastra, urubu-rei.

http://www.todamateria.com.br/animais-em-extincao-no-brasil/

Sera que vai chover

To no alto do planalto e é central ,

Parece que ninguém se acostuma, mas o movimento anual, sempre foi assim,

define que é tempo de secura,

Meado de setembro, a chuva teima em não cair,

Caminhos muitos desfolhados, imagens  acinzentadas .

Queimadas pra todo canto,

Arde a vista, dói o zói, óh, a goela ta é seca,

Assim mesmo, avisto algo,

Óio e me arrepio com o ocre da Eugenia,

Tem flor bunita,  folhinha verdinha aparecendo, parece suari,

Certamente posso vou avistar uma das nossas orquídeas,

Tem mandaçaia e tiúba,  se movimentando.

Vou buscar abrigo, to querendo ver chover,

Um novo ciclo, recomeça e provaremos de novo,

Como maltratamos nosso templo, nosso quintal,

A nossa vida segue em curso, as vezes sem recursos

com a divindade natural..

Francisco Maciel

Observação: não gosto de escrever rimado , e de repente surgem, letrinhas que formam palavras , frases, versos ficam assim,,,

 

 

Estudos e incertezas sobre o cerrado

Histórias evolutivas divergentes dão formas distintas às savanas atuais e afetam possíveis respostas a mudanças climáticas

A fauna de grande porte, como estas manadas de zebras  e gnus no Parque Nacional de Ngorongoro, na Tanzânia, reduz  a campo parte da paisagem africana

A fauna de grande porte, como estas manadas de zebras e gnus no Parque Nacional de Ngorongoro, na Tanzânia, reduz a campo parte da paisagem africana

Árvores pequenas e retorcidas, às vezes com a casca dos troncos transformada em carvão pela passagem do fogo, em meio a um tapete de capim. Quem já viu logo reconhece o cerrado, a savana brasileira. Na África e na Austrália, os dois outros continentes em que o bioma é característico, as savanas formam paisagens muito parecidas. Mas a semelhança é superficial, já que o cerrado tem uma biodiversidade maior a ponto de estar na lista de 34 áreas no mundo com maior riqueza de espécies, e sob ameaça de extinção – os hotspots.

A novidade é que as savanas dos três continentes também diferem em como respondem ao fogo, à umidade e à temperatura, conforme um grupo internacional, com a participação de brasileiros, mostrou em janeiro na revista Science a partir de dados compilados em mais de 100 estudos realizados em 2.154 áreas de savana na América do Sul, na África e na Austrália.

Além da importância para compreender o funcionamento desse ambiente, os achados são essenciais para a criação de modelos que prevejam a reação das savanas às mudanças climáticas e estimem a sua capacidade de amenizar essas alterações ao remover carbono do ar.
“Conseguimos ver um papel aparente da história evolutiva na determinação da dinâmica contemporânea do bioma”, diz Caroline Lehmann, da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Essa visão mais abrangente é para ela a conclusão mais empolgante do trabalho que coordenou. As diferenças parecem acontecer porque a savana é relativamente jovem: deve ter surgido entre 3 milhões e 8 milhões de anos atrás. Nessa época, os continentes já estavam separados havia um bom tempo e suas floras e faunas tinham acumulado diferenças marcantes. As espécies de árvores presentes, com uma dominância de mirtáceas (família que inclui a pitanga, a goiaba, a jabuticaba e o eucalipto) na Austrália e de leguminosas na África, são distintas em fenologia – a periodicidade com que produzem flores e frutos –,resistência ao fogo, crescimento e arquitetura. Já o cerrado, a mais diversa das savanas, não tem uma família botânica predominante.

Um olhar mais atento sobre os fatores ambientais que regem esses ecossistemas revelou que eles estão por trás de diferenças funcionais. Na África e na Austrália, as chuvas e a temperatura têm um efeito forte em aumentar a frequência do fogo, já que propiciam o crescimento de capins. Em menor intensidade, esses fatores também afetam o tamanho das árvores. Na América do Sul essas relações são muito fracas, tanto no Brasil como na Venezuela, onde também há vegetação savânica. A variação de um continente para o outro surpreendeu os pesquisadores, que esperavam uma homogeneidade maior. “Em retrospecto, parece bastante óbvio quando se considera a diversidade na arquitetura e na fenologia das árvores nessas regiões”, reflete Caroline.

Com pouca água para agricultura, na Austrália as savanas são mais preservadas

Com pouca água para agricultura, na Austrália as savanas são mais preservadas

O importante é que essa variação significa que não é possível usar um único modelo para prever qual será, por exemplo, a biomassa de árvores em determinadas condições ambientais, ou como a vegetação reagirá a mudanças na temperatura global. Uma particularidade do cerrado é ter evoluído num ambiente mais úmido do que as outras savanas. “Nos outros continentes, sob o mesmo clima em que aqui há cerrado, já haveria floresta”, exemplifica a engenheira florestal Giselda Durigan, do Instituto Florestal do Estado de São Paulo em Assis, interior paulista, coautora do estudo.

As particularidades da África também se devem à grande variedade de herbívoros de tamanho avantajado – como elefantes, antílopes ou zebras, com suas manadas populosas – cuja voracidade vegetariana impede a sobrevivência das mudas de árvores e torna muito mais comum o campo dominado por capins.

“A ausência da megafauna na América do Sul é em grande parte responsável pela diversidade do cerrado”, diz Giselda.

Sem os grandes herbívoros – aqui muitas vezes representados pelo gado –, o que mantém aberta a fisionomia do cerrado é o fogo. Quando não há queimadas, as árvores crescem, se multiplicam e inibem a germinação e o desenvolvimento de espécies endêmicas, que não toleram a sombra. Sem fogo e sem pastejo, o próprio capim pode prejudicar os brotos que precisam de luz. Um exemplo de como a fauna e as queimadas são parte integrante do ecossistema apareceu na pesquisa que Giselda vem realizando na Estação Ecológica de Santa Bárbara, no interior paulista. Ela encontrou uma planta com menos de 10 centímetros de altura que descobriu ser um exemplar de Galium humile, da família do café, uma espécie que não era coletada no estado desde 1918. O curioso é que o achado se deu justamente numa área que nas últimas décadas foi muito sujeita a incêndios e ao uso como pastagem. “A flora e a fauna do cerrado dependem da passagem do fogo”, alerta Giselda. “No Brasil vamos ter que aprender a usá-lo como ferramenta de manejo, agora que a lei prevê a prática para o bem do ecossistema.”

Investigações como a do grupo de Giselda foram a base para o artigo publicado na Science, que reúne dados de muitos outros grupos de pesquisa. “É um tipo de estudo que ganha em abrangência, mas perde em detalhe”, comenta Giselda. Ela foi convidada para a reunião na Austrália que formou o grupo de trabalho em 2009, mas não pôde participar por conflitos de agenda: estava naquele país no mesmo momento, mas em outro evento. A única representante brasileira era, por isso, a engenheira florestal Jeanine Felfili, da Universidade de Brasília (UnB). Mas logo em seguida Jeanine não sobreviveu a um acidente vascular cerebral, e parte de sua contribuição foi concretizada por Ricardo Haidar, à época seu estudante de mestrado. Mesmo assim, em 2013 uma primeira versão do artigo foi recusada pela revista por ter poucos dados sul-americanos. Caroline então procurou Giselda, que nesse momento não só estava disponível como acabara de participar de um extenso levantamento sobre o cerrado e tinha todos os dados necessários na cabeça e no computador. “Muitos dos dados estavam em artigos em português ou mesmo ainda em teses”, conta a brasileira. Por isso, na prática eram invisíveis para os estrangeiros.

De olho no futuro

Com a sua contribuição o estudo se tornou mais representativo, com modelos estatísticos mais robustos para estimar o efeito de cada uma das variáveis sobre a biomassa da savana. Esses modelos também buscam prever o que pode acontecer com o porte das savanas diante das mudanças previstas no clima das próximas décadas. Ao considerar um aumento de quatro graus Celsius (°C) na média anual de temperatura, o estudo mostrou diferenças marcantes entre os modelos globais e regionais de alteração na biomassa das savanas. Na África, por exemplo, o modelo que não distingue continentes prevê uma leve redução na biomassa, enquanto o específico indica que haverá um aumento. Para a América do Sul, o modelo regional prevê, nesse cenário, uma redução de biomassa bem maior do que aquela prevista pela simulação global.

As cascas espessas das árvores do cerrado são essenciais para resistir ao fogo

As cascas espessas das árvores do cerrado são essenciais para resistir ao fogo

 “Os mapas de biomassa prevista derivados de nossos modelos estatísticos são adequados para propósitos ilustrativos”, relativiza Caroline. “Mas, na verdade, as pessoas exercem uma influência enorme nos padrões atuais de biomassa por meio de desmatamento, agricultura, pecuária e derrubada seletiva.” Ela imagina, por isso, que haja bastante descompasso entre as previsões dos modelos e o que realmente acontece. E destaca o cerrado, que tem passado por transformações muito mais extensas do que as outras savanas, devido ao uso para a agropecuária, e já perdeu quase metade de seu território.

Mas antecipar o que as mudanças ambientais causarão nas savanas ainda é impossível, não só pela incerteza quanto ao que acontecerá no clima de cada continente. O problema é especialmente complexo para esses ecossistemas por sua enorme diversidade entre os continentes e dentro de cada um deles. O estudo se concentrou nas savanas mais típicas, que têm uma divisão mais ou menos equilibrada entre árvores e capins. Mas em cada um dos continentes o bioma pode ser desde um capinzal até uma floresta mais densa de árvores altas, com um estrato herbáceo esparso. “O aumento nas concentrações de CO2 atmosférico deve afetar de forma diferente os capins tropicais e as árvores, mudando o equilíbrio competitivo entre essas plantas centrais do sistema”, explica Caroline. Os efeitos serão variáveis conforme a região. “Posso dizer que nossa falta de compreensão de como os sistemas de savana podem responder à mudança climática é uma falha de conhecimento crítica que deveria ser levada a sério.” Para ela as savanas, que cobrem cerca de 20% da superfície terrestre do planeta, devem ser estudadas com tanto afinco quanto a Amazônia e outras florestas tropicais.
Intrigada com a relação fraca entre as variações de temperatura e chuva e a vegetação do cerrado, Giselda acredita que encontrará respostas abaixo da superfície. As características físicas do solo têm forte influência sobre a disponibilidade de água para as plantas, que precisam dessas reservas para enfrentar os períodos de estiagem. “Quando o solo é argiloso, uma seca de quatro meses é sentida pelas plantas como se durasse apenas dois meses”, explica. Isso acontece porque a argila consegue reter água em maior quantidade e por mais tempo do que a areia. “Mas quando há argila demais a água fica retida de tal maneira que as plantas não conseguem captar.” As condições ideais para o desenvolvimento das plantas, portanto, envolvem um equilíbrio sutil dos componentes do solo, que é mais variável de um ponto a outro do cerrado do que nas outras savanas.

Os modelos produzidos no estudo da Science para estudar a relação entre fatores ambientais e a biomassa arbórea levaram em conta os teores de carbono e de areia numa camada de 50 centímetros de profundidade. O carbono serve como medida da matéria orgânica ou do conteúdo em nutrientes do solo, e a areia como estimativa de sua capacidade de retenção de água. Mas esses indicadores são insuficientes, de acordo com Giselda, e foram escolhidos por estarem disponíveis sobre as savanas de todo o planeta.
Ao dar indicações das variáveis ambientais importantes para as savanas, o estudo aponta direções importantes para trabalhos futuros. Giselda imagina o que seria necessário para se ter uma compreensão melhor da complexa relação entre o solo, o clima e o cerrado: uma rede de pesquisa com grupos trabalhando em toda a extensão do bioma, cavando trincheiras em várias profundidades para examinar o solo e relacionar suas propriedades com o porte e outras características da vegetação.

Artigo científico
 
LEHMANN, C. E. R. et al. Savanna vegetation-fire-climate relationships differ among continents. Science. v. 343, n. 6.170, p. 548-52. 31 jan. 201

Ibama/MT produz documento sobre o defeso da piracema no estado

As dificuldades em estabelecer critérios para o período de proteção à reprodução natural dos peixes das bacias e sub-bacias hidrográficas do Mato Grosso foram objeto de estudo do analista ambiental Carlos Fregadolli, do Núcleo de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama/MT. Fregadolli produziu documento que foi apresentado nas reuniões para definição dos defesos nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.

imagens representativa da bacia

O Rio Araguaia é um dos rios que compõem a Bacia do Tocantins-Araguaia

O Rio Araguaia é um dos rios que compõem a Bacia do Tocantins-Araguaia

Para definir os critérios apresentados no documento, foram utilizadas informações do Ibama, Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema), Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat) e Universidade Federal do Mato Grosso (Ufmt), resultantes de discussões locais, estudos de monitoramento da piracema e de pesquisa com a ictiofauna. “É clara a deficiência de informações sobre o ciclo de vida dos peixes nos rios da região amazônica mato-grossense, o que dificulta o estabelecimento do período de defeso”, explica o analista.

Ainda segundo o analista do Ibama, uma forma alternativa de comparar as diferentes sub-bacias hidrográficas no Mato Grosso, para auxiliar na definição do período de defeso, seria por meio da análise de dados de pluviometria e fluviometria, já que o período de defeso é definido em função do ciclo de vida dos peixes migradores, que se reproduzem durante a fase de cheia dos rios. Por isso, o documento inclui uma análise de comparação de dados mensais de chuva e nível do rio de quatro áreas do território mato-grossense, abrangendo três sub-bacias amazônicas e uma sub-bacia do rio Araguaia.

Nos estados estritamente amazônicos, onde a pesca profissional tem contribuição importante na economia e o pescado representa um alimento fundamental para os ribeirinhos, o defeso da piracema é restrito a algumas espécies.

Já em Goiás, que compartilha com o Mato Grosso a Bacia do Araguaia, só será permitida a pesca amadora. No período de defeso, a quantidade permitida para pesca será reduzida de 5 para 3 kg – diferentemente do Mato Grosso, onde é permitida apenas a captura de 3 kg para a subsistência do pescador.

Na bacia do Alto Paraguai, que envolve Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o período será de 03 de novembro a 28 de fevereiro, com regulamentação já publicada no Diário Oficial

destaque do http://www.reporternews.com.br/noticia/374580/ibama_mt_produz_documento_sobre_o_defeso_da_piracema_no_estado

Diversidade de produtos extrativistas de comunidades do Cerrado na Feira no CCBB em Brasilia

Rodapé com frutos do cerrado

arquivo frutos do cerrado

A feira apresentará para o público os produtos da sociobiodiversidade de espécies nativas do bioma e diversas possibilidades de o uso tradicional associado que contribuem para geração de renda, conservação do Cerrado, valorização dos meios de vida sustentáveis e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas.

Comunidades tradicionais participarão da Feira do Cerrado, que acontecerá nos dias 11 a 21 de setembro, no espaço externo do Centro Cultural Banco do Brasil. Esta iniciativa faz parte da programação da exposição “Cerrado uma janela para o planeta”, de curadoria de Jorg Wagenberg.

Serão cerca de 20 empreendimentos comunitários do Cerrado para exposição e comercialização de artesanatos, cosméticos e produtos alimentares nativos de comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e de agricultores agroextrativistas dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.

Na Feira será possível encontrar produtos como castanha de baru, conservas, farinha e óleo de pequi, geleias, licores, doces, farinha de jatobá, farinha e azeite de babaçu, produtos derivados do buriti, macaúba entre outros alimentos de espécies nativas de excelência gastronômica.

De artesanato o destaque será para os produtos de Capim Dourado feitos no Jalapão/TO, os bordados e cerâmicas do Vale Jequinhonha/MG, as cestarias de buriti e bordados do Vale do Urucuia/MG e as cestarias indígenas da etnia Kayapó/PA.

Na tenda gastronômica serão comercializados sanduiches naturais, salgados integrais, tapiocas, bolos, doces e sorvetes e sucos de frutos do Cerrado e diversos outros quitutes feitos a partir dos produtos do Cerrado.

Para Luis Carrazza, da Central do Cerrado, entidade que participará do evento, “essa ação é fundamental para que a população conheça e tenha acesso aos produtos feitos a partir do uso sustentável do Cerrado. Estaremos comercializando artesanatos, conservas, castanhas, méis, cosméticos, frutas secas, bebidas e outros produtos desenvolvidos por comunidades extrativistas. Através do consumo desses produtos as pessoas poderão se abastecer com produtos saudáveis de alta qualidade e ainda contribuir para a conservação do Cerrado em pé, geração de renda para as comunidades locais e consequentemente para manutenção das famílias no campo com dignidade e preservação dos modos vidas tradicionais e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas”.

A feira é uma excelente oportunidade para as pessoas conhecerem as espécies típicas do Cerrado, contribuindo para o fortalecimento da economia das comunidades e geração de renda das populações tradicionais.

Esta ação é uma realização da Rede Cerrado e da Central do Cerrado, com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil, Habitat Socioambiental, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), GEF – Cerrado e Banco Mundial.

Sobre a Rede Cerrado

A Rede Cerrado foi fundada no mesmo ano da Cúpula da Terra, a Rio 92, quando 172 chefes de estado se reuniram no Rio de Janeiro para discutir formas de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação dos ecossistemas. Impulsionadas por isso, organizações da sociedade civil de base comunitária, que atuam pela conservação do Cerrado, perceberam a oportunidade de se criar um coletivo que, antes de tudo, conseguisse garantir voz aos povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.

Hoje a Rede é composta por um braço jurídico que conta com 50 entidades filiadas e congrega cerca de 500 organizações da sociedade civil de base comunitária, representando trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entre outros povos e culturas tradicionais. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio.

Entre as ações da Rede, destaque para sua participação estratégica em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos.

Feira do Cerrado


Data: De 11 a 21 de setembro de 2014
Horário de funcionamento: dias de semana de 12h-21h e finais de semana de 9h-21h; terça-feira não é aberto ao público
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília-DF

Mais informações:  Letícia Campos:
 contato@redecerrado.org.br
(61) 9949-6926 ou 8201-3536    www.redecerrado.org.br

 

Singela homenagem ao nosso cerrado

SER CERRADO..

Ão exuberante  densidade e formas, fechado.

Típico retorcido traço no campo, aberto.

Sujas ilhas de murunduns no campo.

As vezes limpo,que lindo,gramado.

È assim meu alto,  meu planalto.

Um éco que ressoa em minha’lma.

Teima em me manter apaixonado.

Prolatando bem alto .

Tão belo quanto o mais alto do  meu planalto

Se emoldura no distinto azul do céu

Que aprendi a amar como minha fosse

Essa terra  cerrado

Que incendeia a minhalma o meu viver.

Francisco maciel

Veredas de renques buritizais

fontes dagua

encharcada de vida

alimenta a terra

e nos traz a comida.

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Não me perturbe

me deixe assim

com o meu nascedouro

flora riqueza

e te faço  entender

e te faço querer

te permito a viver.

Francisco Maciel

Frutas típicas do cerrado brasileiro ganham espaço em Palestina, SP

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mamica de cadela

Frutas típicas do cerrado brasileiro estão se adaptando bem ao clima na região noroeste paulista. Em Palestina (SP), o dono de um sítio decidiu preservar e cultivar variedades. Mantendo essas plantas ele pretende conservar, para as futuras gerações, um pouco da identidade do homem da roça.

Gabiroba, uvaia, mamica de cadela, araticum de raposa. São frutas com nomes diferentes, poucos conhecidos na região noroeste paulista. Elas são encontradas com facilidade no cerrado brasileiro, mas também em Palestina, com um pomar cheio dessas delícias exóticas. “Antes tinha poucos pés, porque o gado pisoteia, ou então come, as pragas acabavam com os pés também, mas daí comecei a reflorestar para recuperar estas plantas”, afirma o produtor Peter Pasqueto.

Sol intenso, muito calor, clima típico das regiões de cerrado. Solo de baixa fertilidade, terra ácida, comum no noroeste paulista. Uma combinação que faz dessa área em Palestina perfeita para o cultivo de espécies nativas e exóticas. No local existem pelo menos 100 tipos de frutas. Cada árvore que a gente encontra é uma surpresa diferente.

A gabiroba, por exemplo, é rica em vitamina C, um poderoso adstringente, a refeição preferida das maritacas. Elas ficam por perto, só esperando uma oportunidade. Algumas árvores são cobertas com uma tela protetora, é a garantia de que vão restar algumas fruta para as pessoas comerem.

Bem diferente da uvaia, que é azeda. Usada só na produção de sucos e geléias, de tão forte, não dá nem para provar. O araticum que se parece bastante com a pinha é saboroso, mas quando bem maduro. A fruta fica vermelha, quando já é hora de colher. Já a mamica de cadela está no ponto ideal para ser degustada quando ainda é pequena e amarelinha, ela ganhou o apelido de chiclete natural. “Parece um chiclete, mas não é doce, mas tem a consistência de um chiclete”, diz a advogada Gisele Pasqueto.

Devido às propriedades medicinais, a folha da planta é usada como remédio caseiro para doenças de pele, como vitiligo. Embora seja tão importante para a ciência, assim como a maioria dessas árvores, ela pode ser cultivada por qualquer pessoa. “São plantas rústicas e não exigem muitos cuidados, apenas quando acontece alguma praga, aí é preciso intervir para combater a doença”, afirma o agrônomo Paulo Barbosa.

publicado em http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2013/12/frutas-tipicas-do-cerrado-brasileiro-ganham-espaco-em-palestina-sp.html

 

A preservação do Cerrado e as limitações impostas pela Constituição do Brasil.

bioma do cerrado

Biomas do cerrado Imagem de arquivo

O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.

Predomínio de árvores retorcidas, distribuídas esparsamente entre um tapete de gramíneas. Assim pode ser caracterizado o Cerrado, bioma típico predominante no Planalto Central brasileiro. Goiás, Tocantins e Distrito Federal, e ainda integra a paisagem de parte da Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e São Paulo. Ao todo, são 2 milhões de km² – quase quatro vezes o tamanho da Espanha – que recobrem cerca de um quarto do território do Brasil e são encontrados também ao norte do Amapá, Amazonas, Pará e, ao sul, em pequenas ilhas do Paraná.

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O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.  A enorme biodiversidade do Cerrado abriu as portas para a exploração dos recursos vegetais. Plantas são usadas como alimentos, remédios e ornamentos. Entretanto, esse rico ecossistema também dá lugar, de maneira cada vez mais intensa, à pecuária e à agricultura. Há apenas 43% das áreas remanescentes desse bioma, das quais apenas 10% estão em locais de preservação permanente, como parques e reservas e 5% em unidades de conservação. Outras 7% encontram-se em território indígena e 21% em áreas particulares. Nesse contexto, equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental é imprescindível. Por ano, 2,6 milhões de hectares de Cerrado são desmatados. Se o ritmo da devastação se mantiver, em 2030 restará apenas 5% da área total original deste bioma, que caracteriza-se também pela concentração excepcional de espécies endêmicas.

Entretanto, a preservação do Cerrado esbarra nas limitações impostas pela própria Constituição Federal, que, no Capítulo VI Art. 225 tutelou, pela primeira vez, o meio ambiente, instaurando uma nova ordem jurídica de maneira a proteger a relação homem-natureza e, por conseguinte, a relação homem-homem. Porém, o Cerrado não recebeu a mesma atenção dispensada a Mata Atlântica, a Floresta Amazônica, ao Pantanal Matogrossense e a Zona Costeira, considerados patrimônios nacionais. Reconhecer perante a lei, a importância do Cerrado para o Brasil é fundamental para a preservação desse bioma que é a maior fronteira agrícola do país e possui, ainda hoje, fauna, flora e ambiente aquático pouco estudado.

Baseado na publicação de

http://palavrasapenas-palavraspequenas.blogspot.com.br/2011/09/jornalismo-cientifico-cerrado-agua.html

 

Cerrado: Uma Janela para o Planeta

Acontecerá em Brasilia , de 05 a 07 de setembro, mais um importante encontro de cerradania.

Cerrado. Peter Caton/ Flickr

Quando se fala em Cerrado, a primeira imagem que vem à cabeça são árvores retorcidas e uma vegetação agreste, o segundo maior bioma do Brasil possui uma diversidade de paisagens, vegetação e fauna ainda capaz de surpreender o visitante desavisado. A surpresa da descoberta deverá marcar a visita de quem for à exposição CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA, que o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta a partir do dia 5 de setembro. Espalhados pelos pavilhões, Galeria 3 e pela área externa do prédio do CCBB Brasília estarão exemplares, imagens e instalações deste bioma que originalmente ocupava 24% do território brasileiro.

A exposição Cerrado: Uma Janela para o Planeta levará o público a descobrir e conhecer detalhes desse fascinante bioma, presente em 11 estados brasileiros. A iniciativa do Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação, do Museu de Ciência e Tecnologia de Brasília e da Universidade de Brasília reúne acervos naturais, informações e curiosidades. A mostra acompanhada do programa educativo pretende despertar o interesse para a conservação do bioma, que sofre grande pressão de degradação e desmatamento. Haverá também uma feira com produtos ecossociais, palestras e oficinas.

Curadoria de Jorge Wagensberg.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 05/09 – SEXTA FEIRA

10h00 – 11h00 Abertura com falas institucionais:  MCTI, MMA, GDF, UnB, UNESCO

14h00 – Mesa-redonda:

Uma janela para o Planeta – Conversa com os Curadores – Prof. Dr. Jorge Wagensberg

(Prof. da Universidade de Barcelona)

Palestra sobre difusão científica, papel dos museus de ciência e tecnologia – Dr. Douglas Falcão, Diretor do DEPDI/MCTI

Palestra – Profa. Dra. Mercedes Bustamante – Professora Dept. Ecologia da UnB

Dia 06/09 – SÁBADO

Manhã

9h30 – 10:45h Mesa redonda Biodiversidade

Prof. Manoel Claudio (UnB) / Profa. Cássia Munhoz (UnB) – Diversidade vegetal

Prof. Mauro Ribeiro (IBGE) / Profa. Barbara Fonseca (UCB) – Ambientes Aquáticos

Profa. Ivone Diniz (UnB) – Diversidade de Fauna

10h45 – 11h00 Debate

11h15 – 12h00 Fogo – Conhecimento científico e tradicional

Profa. Heloisa Miranda (UnB)

Profa. Isabel Belloni (UnB)

Prof. Christian Berlinck (ICMBio)

12h00-12h15 Debate

Tarde

14h30 – 15h15 Mesa redonda Paisagens / Mudanças de uso da terra

Prof. Laerte Ferreira (UFG)

Mario Barroso (WWF)

Prof. Britaldo Soares (UFMG)

15h15 – 15h30 Debate

16h00 – 16:45h Diversidade Social

Prof. Ricardo Ribeiro (PUC Minas Gerais)

Isabel Benedetti (ISPN)

Representante (Rede Cerrado)

16h45 – 17h00 Debate

Dia 07/09 – DOMINGO – Cine Cerrado – Filmes, Documentários e Curtas sobre o Cerrado. Lançamento do vídeo do WWF

Abrigos, ninhos e tocas de animais do Cerrado serão apresentados em vitrines tridimensionais. O visitante poderá compreender a função ecológica de abrigos como cupinzeiros, abrigos de mariposas, ninhos de vespas e aves e entender os motivos que levam os animais a escolherem os materiais nos quais são confeccionados.

Também em ‘A Trama do Cerrado: Diversidade’ estará representada a diversidade cultural e de ocupação humana. Uma linha do tempo demonstrará como se deu a ocupação do território há milhares de anos, quais foram os principais povos, assim como as características fundamentais das populações. Objetos históricos e naturais utilizados por estas comunidades serão apresentados em vitrines e imagens.

Este módulo ainda se estenderá para a área externa do prédio do CCBB, com os segmentos ‘Restos e Rastros: Vestígios da fauna’, ‘Causos do Cerrado’ ‘Olhar, observar, experimentar e documentar’. Nestes espaços será demonstrado o trabalho dos pesquisadores, que buscam as pegadas, os vestígios dos animais, as câmeras usadas para documentar os hábitos de diferentes espécies da fauna, as vitrines com exemplares de pegadas, e também apresentados vídeos com histórias curiosas e causos contados por habitantes da região.

O terceiro e último módulo de CERRADO – UMA JANELA PARA O PLANETA será dedicado a explorar ‘Os Quatro Elementos: água, fogo, terra e ar ‘. A ideia é fazer o visitante conhecer a história geológica do Cerrado, a diversidade de solos, impactos do fogo e as interações entre vegetação e recursos hídricos. O Cerrado acolhe, por exemplo, cerca de 78% da área da bacia do Araguaia-Tocantins, 47% do São Francisco e 48% do Paraná-Paraguai. Uma maquete apresentará os principais processos hidrológicos, o relevo e a vegetação.

Feira do Cerrado: 11 a 21 de setembro, Jardins – Artesanato e gastronomia que representam a sociobiodiversidade do cerrado.

reportagem de http://envolverde.com.br/noticias

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

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ISPN

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Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

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