Archive | outubro 2014

Ameaças silenciosas aos polinizadores

Polinizadores como abelhas, borboletas, mariposas, besouros, aves e morcegos garantem a produção de um terço dos cultivos mundiais e a reprodução de plantas em ecossistemas inteiros, como as florestas tropicais. Sem polinizadores, a maioria das plantas nativas e das cultivadas que consumimos não sobreviveria.

Entretanto, o número de polinizadores está declinando em todo o mundo e seu declínio implica em uma ameaça à manutenção da biodiversidade e à saúde e alimentação humana.

As principais causas desse declínio são o uso indiscriminado de pesticidas e herbicidas, a existência de espécies invasoras, a perda e fragmentação de ambientes naturais e a degradação ambiental (quando habitats perdem sua qualidade). Esses fatores reduzem tanto o número de espécies de plantas com flor, que são fontes de alimento para os polinizadores, quanto o número de locais disponíveis para reprodução, abrigo e migração dos polinizadores. Mas, há pouco, uma ameaça silenciosa começou a ser observada: as mudanças climáticas.

Em um estudo recente publicado na revista científica PLoS ONE mostramos que as mudanças climáticas deverão diminuir em muito os locais adequados para a sobrevivência de mariposas, um dos grupos de polinizadores mais diversos e importante para a manutenção dos ecossistemas naturais. Pior ainda, nem as Unidades de Conservação serão capazes de conter essa redução. Locais que satisfaziam as necessidades dos polinizadores começam a se tornar inabitáveis à medida que a temperatura aumenta ou varia muito, as chuvas tornam-se imprevisíveis e a vegetação muda.

Na tentativa de acompanhar essas mudanças, as espécies podem fazer uma dessas três coisas: em primeiro lugar, elas podem migrar para outro local que tenha as condições adequadas para sua sobrevivência. Mas isso só é possível caso esse local exista e esteja dentro do alcance dos indivíduos. Porém, hoje, com o ambiente alterado, essa tarefa pode ser bem complicada. Imagine-se uma pequena borboleta, tendo que cruzar um “mar” de 10 km de plantação de soja ou cana-de-açúcar até encontrar abrigo em uma matinha ou floresta. Cansou? Pois é, eu também.

Além disso, elas podem se adaptar localmente. Isso é bem mais fácil de dizer do que fazer. A adaptação é um processo complexo que envolve desde a variabilidade genética encontrada na espécie até a mudança de seus padrões comportamentais. Há pesquisas sobre adaptação de espécies às mudanças climáticas, mas elas ainda são feitas para poucos organismos e os cientistas não conseguem extrapolar seus resultados para todas as espécies;

Finalmente, elas podem se extinguir. Ok, isso não é bem uma opção. Nenhuma espécie opta por desaparecer.

Tudo isso acontece com os polinizadores. O que a maioria das pessoas não entende é que a perda de polinizadores implica em uma perda econômica na agricultura, silvicultura e em um desequilíbrio na natureza.

Diversos estudos já mostraram a importância de se manter porções de habitat nativo dentro de propriedades particulares para garantir e inclusive aumentar a produção agrícola. Antes de tudo, o cumprimento da legislação ambiental sobre a proteção da vegetação nativa é uma questão de segurança alimentar (e hídrica), já que a maioria dos polinizadores, que garante e aumenta nossa produção de alimentos, vive em ambientes remanescentes como as reservas legais, áreas de proteção permanente e Unidades de Conservação.

Mas nem tudo está perdido. Ecólogos e cientistas da conservação têm concentrado esforços para entender melhor como espécies respondem às mudanças climáticas. Esse entendimento pode guiar e antecipar a tomada de decisão para conservação de polinizadores. Melhor ainda, ele permite que mais informação biológica seja incluída em estudos que estimam perdas econômicas advindas da extinção de polinizadores, tanto em áreas cultivadas como em ambientes protegidos, como nos Parques Nacionais.

Em outro estudo recente, a ser publicado na revista Oikos, pesquisadores norte-americanos investigaram como borboletas escolhiam onde colocar seus ovos nas plantas em função da temperatura do ambiente. Por meio de observações feitas em campo, eles chegaram à conclusão de que as borboletas colocam seus ovos próximos ao chão quando estão em locais mais quentes, e na parte mais alta das plantas quando estão em locais mais frios, como no alto de montanhas. Ovos colocados a menos de 50 cm do chão são, em média, 3o C mais frios que aqueles colocados à 1metro do chão. Assim, as borboletas estudadas minimizam os efeitos do aquecimento local e interferem no local onde os ovos serão depositados por meio de uma alteração em seu comportamento. Isso nos dá pistas de que há espécies que poderão ser capazes de minimizar os efeitos de um aquecimento generalizado, pelo menos nos locais onde vivem.

Com tudo isso, espera-se que cientistas, ONGs, governo e atores locais reúnam-se e definam políticas públicas que visem à conservação de polinizadores dentro e fora de Unidades de Conservação. Isso já acontece no Brasil dentro da Iniciativa Brasileira de Polinizadores, uma ação que integra um projeto sobre conservação e uso sustentável de polinizadores liderado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

publicação de

http://www.oeco.org.br/convidados/28720-mudancas-climaticas-ameaca-silenciosa-aos-polinizadores

Protocolo para restauração de matas riparias no cerrado

Pesquisadores da Embrapa trabalham para gerar o primeiro protocolo para a restauração ecológica de matas ripárias do Cerrado, bioma que abriga nascentes de oito das 12 bacias hidrográficas brasileiras e ocupa 24% do território nacional. As matas ripárias são as ciliares e de galeria que margeiam os cursos d’água. Elas mantêm o equilíbrio térmico dos ecossistemas aquático e terrestre, a conservação do solo e da biodiversidade. A restauração da mata ripária permite controlar a erosão nas margens dos cursos d’água, evitando o assoreamento. Também minimiza os efeitos das enchentes e mantém a quantidade e a qualidade das águas. Outra grande vantagem da presença de matas ripárias é que elas auxiliam na proteção e preservação da fauna local.

Rio das Almas na região de Jaraguá – Goiás Foto Caliandra do cerrado

Alguns dos resultados das pesquisas desenvolvidas no Distrito Federal serão úteis em outras regiões. Por exemplo, com os dados sobre comportamento hidrológico, hidrossedimentológico e de fluxo de nutrientes em água nas áreas de vegetação ripária e de pastagem degradada em estudo, os pesquisadores irão definir parâmetros de referência que lhes permitam extrapolar as informações para escala de bacias hidrográficas.

O mesmo acontecerá com os estudos que avaliam o fluxo da matéria orgânica produzida pela vegetação ripária para o solo e águas e a influência da decomposição da matéria orgânica para a diversidade do ecossistema aquático. O professor José Francisco Júnior, da Universidade de Brasília (UnB), informa que uma rede de pesquisa formada por diversas universidades irá avaliar esses dois processos com a perspectiva de modelar o funcionamento da mata ripária das bacias hidrográfica brasileiras visando à recuperação e mitigação de degradações ambientais.

“Este é seguramente o estudo mais amplo sobre este tema no Brasil e na América Latina. Atualmente, a rede está em expansão com a inserção de novos parceiros em um novo protocolo que terá como objetivo a avaliação desses processos em uma escala temporal de cinco anos”, diz Júnior.

As informações geradas pelos projetos, chamados Aquaripária e Ecovolaração, estarão disponíveis para intercâmbio de dados. Para isso está sendo gerado pela Universidade de Brasília um banco de dados. A ideia, segundo o professor Carlos Henke, é partir de uma experiência prévia, chamada Saphira (Sistema de Aquisição, Processamento, Hospedagem de Informações sobre Recursos Naturais), para gerar um segundo banco de dados – o Saphira 2, que permita propiciar avanços científicos e tecnológicos, sem que haja comprometimento dos direitos dos autores dos dados.

Os objetivos deste projeto são caracterizar, monitorar e valorar os serviços ecossistêmicos de matas ripárias do bioma Cerrado, visando subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à remuneração desses serviços e ao estabelecimento da agricultura sustentável.

“Não queremos simplesmente fazer uma restauração florestal. O objetivo é propiciar o retorno, quando possível, do ecossistema anterior. Por exemplo, selecionamos espécies que atraem a fauna, para que esta retorne e exerça funções fundamentais, algumas delas que chamamos de serviços ecossistêmicos”, diz a pesquisadora Lidiamar Albuquerque. Ela explica que são considerados serviços ecossistêmicos os prestados pela natureza que beneficiam, direta ou indiretamente, a vida humana.

A presença desses fragmentos florestais, de acordo com Lidiamar Albuquerque, facilita o retorno dos serviços ecossistêmicos ao longo do processo de restauração. Em alguns casos, pode-se concluir, em virtude do grau da degradação, que a opção seja a reabilitação de áreas isoladas para determinados usos e não a restauração ecológica.

A importância de restaurar

As matas ripárias fornecem serviços ecossistêmicos como a manutenção do equilíbrio térmico dos ecossistemas aquático e terrestre, a conservação do solo e da biodiversidade, o provimento de inimigos naturais para o controle de pragas, o fornecimento de abrigo e alimentos para animais polinizadores e dispersores de sementes, dentre outros.

Ela pode ser recuperada em áreas que foram desmatadas e, com isso é possível retornar a saúde dos ecossistemas aquático e terrestre que existia no ambiente antes de sua degradação. Para que isso ocorra, é necessário que essas áreas, que em grande parte se encontram em propriedades rurais, sejam submetidas a uma série de técnicas de restauração ecológica.

A restauração ecológica pode levar, dependendo do grau de degradação da área, de 20 a 30 anos. Para acelerar esse processo, é preciso utilizar métodos que garantam maior eficiência econômica e ecológica.

Serviços ecossistêmicos

Para saber qual o papel da mata ripária no fornecimento de serviços ecossistêmicos, os pesquisadores comparam as funções ambientais nas áreas de mata natural, em áreas degradadas e em processo de restauração. Alguns resultados preliminares já apresentam indicativos. Esse é o caso das análises da função da vegetação ripária nos ciclos hidrológicos. Segundo o pesquisador Jorge Werneck, há indicativo de que a mata ripária, em comparação com a área de pastagem degradada, tem potencial maior de prestação de serviço ecossistêmico de controle de cheias.

“Um dos fatores para que isso ocorra é a interceptação da água da chuva pelas copas das árvores. No entanto, ainda precisam ser realizados mais estudos para que os dados sejam comprovados cientificamente”, ressalta Werneck. As pesquisas analisam também o fluxo de nutrientes em água e em seus escoamentos, a geração do escoamento superficial e os processos erosivos.

Divulgação:

Liliane Castelões (MTb 16.613/RJ)
Embrapa Cerrados
Cerrados.imprensa@embrapa.br Saiba mais:

 

Geraizeiros Felizes, Cerradeiros tambem e Brasilianos comemoram

Uma noticia a ser comemorada por todos os povos. Temos como destaque das ultimas semanas a criação das Unidades de Conservação em diversas regiões do Brasil, inclusive no cerrado assim todos nós da cerradania, podemos nos inserir ao momento de felicidade dos Geraizeiros, enfim de todos os Brasilianos.

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Serra do Gandarela, enfim preservada. Foto: Danilo Siqueira / Divulgação Movimento Águas do Gandarela.

No ultimo dia 13 de outubro, a presidente Dilma Rousseff oficalizou a criação de Unidades de Conservação criadas.  As novas UCs são: a Resex Marinha Mocapajuba, com 21 mil hectares, a Resex Marinha Mestre Lucindo, com 26,4 mil hectares e a Resex Marinha Cuinarana, com 11 mil hectares, que ficam localizadas nos municípios de São Caetano de Odivelas, Marapanim e Magalhães Barata, respectivamente. Todas fazem parte da região do Salgado Paraense.

Para a nossa alegria , a Presidente Dilma ainda o decreto de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes dos Gerais. A RDS é fruto da luta dos geraizeiros na região norte de Minas Gerais. O decreto visa proteger as nascentes dos córregos, garantir a conservação das áreas de extrativismo e o acesso ao território tradicional pela população local, além de promover o desenvolvimento socioambiental e estudos para conservação e uso sustentável do Cerrado.

Esta vitória, fruto da resistência e persistência das comunidades geraizeiras da região do Alto Rio Pardo, do Movimento Geraizeiro, da Articulação Rosalino de Povos e Comunidades Tradicionais e da Rede Cerrado foi possível pela imensa rede de solidariedade que se formou em torno da luta dos extrativistas brasileiros pelo seu reconhecimento.

Muitas e muitas mãos teceram os caminhos percorridos, laços foram estabelecidos desde a Amazônia, com os extrativistas do CNS. Alianças foram estabelecidas quando se elegeu a luta – tendo a criação da RDS – Nascentes Geraizeiras como um emblema das demandas dos extrativistas brasileiros, do movimento socioambiental.

Nesse contexto a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com o Vídeo Saúde e o Canal Saúde, produziu o documentário “Gerais”. O vídeo é mais uma iniciativa do projeto Curta Agroecologia, e conta a história de luta das comunidades geraizeras em defesa de seu modo de vida e de seu território.                                 Assista ao video muito interessante  http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/noticias-para-o-boletim/727-curta-agroecologia-a-luta-dos-geraizeiros

Os Geraizeiros são povos que se localizam à margem direita do Rio São Francisco no Norte de Minas Gerais. O nome vem da denominação gerais, ou seja, planaltos, encostas e vales das regiões de cerrados. Os gerais constituem um local em que todos têm livre acesso, local comum como um grande quintal, espaço de todos onde é possível a colheita de frutos nativos como: Pequi, Panan, Coquinho azedo dentre outros e que são vendidos pelas ruas ou nas feiras para complementar a renda familiar. Além disso, é um local onde o gado é criado solto; também é possível a extração de lenha para o preparo dos alimentos ou dos produtos que necessitam de fogo para serem preparados e que também são comercializados nas feiras do mercado local. Eles desenvolveram um modo de vida muito peculiar, associando a produção de alimentos e a criação de animais com o extrativismo. Os cultivos guardam uma rica diversidade de espécies e variedades e os Cerrados com suas transições (Caatinga/Carrasco) fazem parte da estratégia produtiva fornecendo, de forma extrativista, alimentação para o gado, caça, madeira, lenha, frutos, folhas, mel e medicamentos.

reportagem e noticias do

http://www.ocarete.org.br/povos-tradicionais/geraizeiros/

http://racismoambiental.net.br/tag/geraizeiros/

 

A prática da Educação Ambiental

                                                                                        

Este ensaio teórico tem como propósito refletir sobre a prática da Educação Ambiental cidadã, construído em um referencial, apoiado nas perspectivas de diversos autores, que embasam as teorias de aplicação docente da Educação Ambiental – E A.

Os professores encontram dificuldades para ter acesso à formação ambiental e aos recursos instrucionais especializados de educação ambiental, nesta modalidade, os recursos didáticos utilizados estão sendo mal aplicados e relegados ao segundo plano.

A pratica da Educação Ambiental – EA na escola não é espaço exclusivo para a sua ocorrência, também, o único espaço onde acontece o aprendizado, é preciso expandi-la na cidadania ativa.

Segundo GUIMARÃES (2007), a prática dos projetos em educação ambiental é instituída inicialmente na interdisciplinaridade; centrada em perspectivas comportamentalistas e individualistas; meramente de conteúdo e informativa na transmissão de conhecimentos; e realizada pontualmente e sem uma abordagem contínua.

Os professores não apresentam dificuldades em trabalhar educação ambiental na escola. Entretanto, outras dificuldades são observadas como a falta de recursos financeiros, falta de capacitação para docentes e falta de maior comprometimento da comunidade escolar na inserção do tema, por sua interdisciplinaridade, fica relegada ao segundo plano, e as vezes somente lembradas em datas comemorativas.

No âmbito dos fatores metodológicos intrínsecos às práticas da educação ambiental formal, de acordo com diversos autores, deve ter como objetivo a compreensão do ambiente, em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, social, econômico e cultural sob o enfoque da sustentabilidade. Esta prática não é simples, uma vez que esse processo esbarra em algumas dificuldades da própria organização das instituições de ensino, onde há a fragmentação dos saberes em disciplinas, o que torna difícil a tomada da consciência destas relações observadas no mundo.

A Educação Ambiental é definida por lei como interdisciplinar e predomina ações comportamentalistas e individualistas que propõem algumas mudanças de atitude e, isso se dá com a transmissão de uma série de conteúdos comportamentais “ecologicamente corretos” que visam mais informar do que pôr em prática a crítica e o pensamento da complexidade que envolve a questão ambiental.

A sensibilização das pessoas não é dispensável, contudo não é o único caminho. Apenas informar as pessoas para as mudanças de atitude traz alguma visibilidade para os problemas ambientais, mas com certeza educação ambiental não é isso, é algo bem maior, mais complexo, mais pedagógico e duradouro.

Por todo o exposto, para uma efetiva Educação Ambiental há necessidade de uma abordagem sobre a necessidade das ações educativas serem orientadas por um projeto político-pedagógico teoricamente fundamentado, devem superar a mera transmissão de conhecimentos ecologicamente corretos e as ações de sensibilização, rompendo as armadilhas padronizadas e propiciando aos educandos e educadores uma cidadania ativa.

Referências:

GUIMARÃES, M. A formação de educadores ambientais. Campinas, SP: Papirus (Coleção Papirus Educação) 2007, 174p.

LOUREIRO, C. F. B Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2004.

Encontro da Rede Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro

O Evento irá discutir a manutenção da agrobiodiversidade utilizada e conservada pelos agricultores/as como estratégia de fortalecimento da segurança e da soberania alimentar.

flor do Paubrasil

flor do Paubrasil

No período de 14 a 16 de outubro, será realizado “Encontro da Rede de Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro e a Feira de Sementes Crioulas”, no Solar dos Sertões, na Praça da Matriz. O evento tem como objetivo fazer uma avaliação das ações realizadas pelas organizações previstas no plano de Agrobiodiversidade e atualização das estratégias de implementação e os lançamentos: da Revista “Agrobiodiversidade: Uso e gestão compartilhada no Semiárido Mineiro” e do vídeo “Sementes da Geração”. Estarão presentes as organizações, pesquisadores, agricultores/as, estudantes que participaram na construção do documento e convidados.

“A expectativa é que a feira de sementes crioulas seja um espaço de troca de sementes e conhecimentos, e ainda alertar para importância da alimentação saudável por meio da Agroecologia, interagindo com o Dia Mundial da Alimentação. Ainda o espaço será para articulação e planejamento de ações estratégicas da Rede de Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro. A expectativa é que a sociedade seja mobilizada sobre a importância da Agroecologia para garantir uma alimentação saudável e para acabar com a fome no mundo. Além de garantir o planejamento das ações da Rede de Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro a luz do Plano de Agrobiodiversidade para o próximo ano”, explica a técnica e agrônoma, Anna Crystina Alvarenga.

Com a construção do plano de Agrobiodiversidade foram criados produtos de comunicação – a Revista “Agrobiodiversidade: Uso e gestão compartilhada no Semiárido Mineiro” e o Vídeo “Sementes da Geração”, esses produtos foram elaborados a partir de um esforço conjunto de agricultores/as, Guardiões e Guardiãs da Agrobiodiversidade, pesquisadores, técnicos e estudantes que se reuniram durante um ano com objetivo de perguntar, ouvir, refletir e sistematizar como a Agrobiodiversidade estava sendo manejada em diferentes contextos: ecológicos, culturais e econômicos pelos agricultores/as familiares, Povos e Comunidades Tradicionais do Semiárido Mineiro. A realização desse trabalho foi possível a partir do apoio do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura – TIRFAA  e pelo Fundo de Distribuição de Benefícios – FAO, que financiou o projeto Uso e gestão compartilhada da (agro)biodiversidade pelos povos e comunidades tradicionais do semiárido de Minas Gerais como estratégia de segurança alimentar e de redução de riscos climáticos.

Programação Cultural

A partir de 20 horas:- 14/10 Bruno e Fabiana- 15/10 Herbert Lincoln

 

Fonte: CAA/NM (14/10/2014)

E agora, José

A temática ambiental não apontam para o otimismo na área.

O dano acumulado feito pela nossa espécie ao planeta já é muito grande e tudo indica que é dificilmente reversível, mais ainda considerando a realidade social e econômica dominante. Na conjuntura social o elemento principal é a ignorância que conduz à indiferença. Nisso, a maioria da população mundial parece-se muito ao gado ou aos frangos que esperam sem preocupação na longa fila para o matadouro. No aspecto econômico predomina a cobiça e a soberba dos que já são ricos e poderosos superando qualquer prudência. Eles acreditam que a mesma ciência que despreciam quando não convém a seus interesses, resolverá todos os problemas. Mas, se esse for o caso, será para poucos, os de sempre.

“Cientistas, falando deste assunto, lembram que não se podem ignorar as más notícias. Elas são fatos, são reais e seria um desserviço à sociedade “dourar a pílula”.”

“O problema da realidade é que os desastres como o do efeito estufa ou a disfunção do ciclo hidrológico e a perda da diversidade biológica não são violentos.”

Então? É muito injusto sugerir otimismos e, pior, se eles não revelam os fatos ou os encobrem estariam descumprindo seu dever. Mas, concordando com os que se debruçaram no tema, sempre é bom apontar as janelas de oportunidades subsistentes.

Lutar por um ideal é viver. Por isso os ambientalistas continuam lutando. O que não deixa de ter um fundo de otimismo.

 

Baseado no artigo publicado em

http://www.oeco.org.br/marc-dourojeanni/

 

 

serviços ambientais

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Foto Vereda Buritis – Arquifotos

A definição de serviços ambientais ou serviços ecossistêmicos : trata-se dos benefícios que as pessoas obtêm da natureza direta ou indiretamente, através dos ecossistemas, a fim de sustentar a vida no planeta.

O valor econômico do meio ambiente revela os preços dos serviços ambientais, prestados pela natureza, que não foram pagos. Este valor é calculado pelo uso dos métodos de valoração ambiental que buscam estimar um valor para o recurso ambiental, fora da forma monetária convencional. Mais especificamente, busca mensurar as preferências individuais das pessoas por um recurso ou serviço ambiental.

Os ecossistemas proveem a purificação da água e do ar, amenizam os fenômenos climáticos violentos (como ciclones, tornados e tufões) e protegem contra desastres naturais (por exemplo, tsunamis e deslizamentos de terra); decompõem o lixo, mantêm os solos férteis e ajudam no controle de erosões. Animais, como as abelhas, vespas e formigas, polinizam as plantas que, enquanto crescem, sequestram carbono da atmosfera. Outros, como a cotia e o mico-leão-dourado, ajudam as florestas e matas dispersando sementes. As fezes animais fertilizam o solo. Por sua vez, as florestas fornecem madeira, alimentos, substâncias medicinais, fibras e produzem recursos genéticos (qualquer material de origem vegetal, animal ou microbiana que contenha unidades funcionais de genes e apresentem valor econômico real ou potencial). Os sistemas fluviais disponibilizam água doce, o mais essencial dos recursos, movem hidrelétricas para produzir energia, quando navegáveis substituem estradas e são usados como áreas de lazer. As zonas úmidas costeiras filtram os resíduos, mitigam as cheias e servem de viveiro para a fauna marinha, o que permite a pesca comercial. Todos estes são exemplos de serviços ambientais.

A Avaliação Ecossistêmica do Milênio da ONU, publicada em 2005, criou uma classificação para os serviços ambientais, dividindo-os da seguinte forma:

(1) Serviços de Provisão: os produtos obtidos dos ecossistemas. Exemplos: alimentos, água doce, fibras, produtos químicos, madeira.

(2) Serviços de Regulação: benefícios obtidos a partir de processos naturais que regulam as condições ambientais. Exemplos: absorção de CO² pela fotossíntese das florestas; controle do clima, polinização de plantas, controle de doenças e pragas.

(3) Serviços Culturais: São os benefícios intangíveis obtidos, de natureza recreativa, educacional, religiosa ou estético-paisagística.

(4) Serviços de Suporte: Contribuem para a produção de outros serviços ecossistêmicos: Ciclagem de nutrientes, formação do solo, dispersão de sementes.

A preservação dos ecossistemas e, consequentemente, dos serviços ambientais por eles prestados é fundamental à existência humana. No entanto, economicamente, a preservação por muito tempo não foi vista como atraente. Em curto prazo, outras atividades, como a pecuária e a produção de grãos, são mais lucrativas, porém degradam o ambiente.

As atividades que destroem recursos ambientais criam problemas até para si mesmas. A agricultura e a pecuária geram florestas e matas ciliares, o que, por exemplo, interfere com o fornecimento de água e indiretamente com o clima. Recuperar áreas degradadas é caro, tal como o caso de despoluir um rio ou recuperar uma floresta queimada.

As técnicas de valoração ambiental são uma ferramenta para mostrar o custo que a degradação gera. Elas atribuem um valor monetário aos serviços prestados pelos ecossistemas. Explicitar esses custos para o resto da economia pode incentivar a conservar os recursos naturais ou a usá-los de maneiras que sejam sustentáveis.

Da valoração ambiental surge o conceito de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), definido como uma transação voluntária, na qual um serviço ambiental bem definido ou um uso da terra que possa assegurar este serviço é adquirido por um comprador de um provedor, sob a condição de que o provedor garanta a provisão deste serviço.

Entre as modalidades de PSA estão o mercado de carbono, o ICMS Ecológico, o REDD e os projetos de proteção de recursos hídricos.

Hoje, a questão do pagamento por serviços ambientais é discutida como forma não apenas proteger ecossistemas, mas também de criar alternativas econômicas para melhorar a renda e a qualidade de vida de povos que vivem na floresta e dela dependem para sobreviver.

Calcular o valor do serviço prestado pelo meio ambiente é uma tarefa de extrema importância quando se trata de decisões públicas, embora seja bastante empírico afirmar que a vegetação implantada poderá oferecer similarmente os mesmos serviços ambientais.

O Brasil destaca-se por sua megabiodiversidade, não totalmente conhecida e muito menos aproveitada. Destaca-se ainda pelo rápido processo que está levando à eliminação dessa riqueza potencial. O caso mais antigo, que ilustra o processo, é o da Mata Atlântica, explorada durante séculos e hoje restrita a menos de 7% de seu tamanho original. O caso mais famoso é o da Amazônia, da qual mais 17% foram desmatados. Emblemático é o caso do Cerrado, com mais de 50% de sua área original completamente ocupada por atividades produtivas, mas para o qual ainda faltam informações e estimativas mais precisas sobre sua destruição.
É emblemático porque, entre outras razões, enquanto para a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal e a Caatinga existem programas governamentais de conservação ambiental em andamento, não há nenhuma estratégia governamental especialmente orientada para a sustentabilidade do Cerrado. A simples existência de programas de conservação não é suficiente para lidar com a complexidade dos fatores envolvidos no empobrecimento ambiental, mas é importante instrumento de política pública. Isso porque evidencia o interesse da sociedade pelo tema, fomenta iniciativas de conservação e uso sustentável e o levantamento de informações e, especialmente, colaboram para a formação de consciência pública e de capital social. Por isto, programas de conservação e uso sustentável da biodiversidade devem constituir-se em políticas mais estruturantes para os Biomas.

Situação crítica do cerrado  com vários problemas associados. Um deles é a própria característica do Cerrado. Ele tem uma grande hetereogenidade, formações vegetais que são mais abertas, até aquelas que são bem fechadas, cerradão, uma savana arbórea bem densa. Porem, isso é ecologicamente é muito interessante, há muita biodiversidade, em termos de conservação existe uma demanda maior. Ou seja, não se pode conservar um outra fisionomia, é preciso preservar o mosaíco das fisionomias. Existe uma dinâmica entre todas elas, pelo uso que se dá, pela ocorrência de queimadas. Estruturalmente são semelhantes, você o reconhece como Cerrado, mas em termos de composição de espécie, são diferentes. Tem algumas poucas espécies vegetais, que chamamos de oligárquicas,  distribuídas por todo o bioma. Mas no geral, tem-se uma grande variação. Isso significa que não se pode tratar a porção central do Cerrado como nas áreas de transição. São características fascinantes, mas que impõem dificuldades à conservação. Vale salientar que estamos falando de 24% do território nacional.

Artigo  do MMA 2008, Pagamentos por serviços ambientais: perspectivas para a Amazônia Legal; Sven Wunder, Jan Börner, Marcos Rügnitz Tito e Lígia Pereira

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

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ISPN

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Cerratinga

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Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

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