Archive | novembro 2014

A verdadeira população do Cerrado

indios-xavantes

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O bioma Cerrado abriga uma das maiores biodiversidades do mundo. São milhares de espécies da fauna, flora e outros tipos de organismos. Abriga também diversas fitofisionomias diferentes, além de paisagens de grande beleza cênica. Junto a toda esta riqueza, convivem no Cerrado diferentes populações humanas. Algumas destas populações convivem no bioma há centenas de gerações, outras há poucos anos. Algumas conseguem extrair e produzir no Cerrado o suficiente para seu sustento, sem grandes modificações nos ecossistemas; outras vêm causando enormes impactos negativos, muitas vezes através de uma exploração que só almeja o lucro financeiro a curto prazo.

 As populações mais antigas do Cerrado são os povos indígenas. São Xavantes, Tapuias, Karajás, Avá-Canoeiros, Krahôs, Xerentes, Xacriabás, e muitos outros que foram dizimados antes mesmo de serem conhecidos. A grande maioria destes povos, assim como todos os povos indígenas brasileiros, foram forçados a fazer migrações constantes, devido ao avanço do colonialismo. Muitos já eram nômades, e exploravam o Cerrado através da caça e da coleta; alguns já praticavam a agricultura de coivara, ou uma agricultura itinerante, de corte e queima e posterior pousio. Muitos deles produzem grande quantidade (e com grande qualidade) de artesanato. Atualmente, a maioria destes povos está confinada em Terras Indígenas, e têm de adaptar seus modos de vida à disponibilidade de recursos, aos conflitos locais e à inclusão social. Já são muitas as organizações indígenas, e elas se fortalecem a cada dia, porém constantemente perdem batalhas para grandes fazendeiros e grandes empreendimentos. Valorizar suas culturas tradicionais, ter plenamente reconhecidos e adquiridos seus direitos e ao mesmo tempo se inserir de forma positiva na sociedade brasileira é atualmente o grande desafio destes povos.

população Cerratinga

 As chamadas populações tradicionais do Cerrado incluem não só os indígenas, mas também povos negros ou miscigenados que, por muito tempo, ficaram em relativo isolamento nas áreas deste bioma, e tiveram que adaptar seus modos de vida aos recursos naturais disponíveis. São quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos, ribeirinhos, que aprenderam, ao longo de séculos, a retirar do Cerrado recursos para alimentação, utensílios e artesanato. Hoje grande parte se vê diante de um mundo no qual o conhecimento sobre a convivência com a natureza não é valorizado, e a lógica do trabalho pelo dinheiro predomina.

Nas ultimas décadas, o território ocupado pelo bioma Cerrado tem sofrido uma intensa invasão por populações e atividades até então ausentes. O processo de urbanização, principalmente depois da construção de Brasília, e a produção agropecuária, notadamente após o desenvolvimento de tecnologias de produção em larga escala, vêm transformando rapidamente as paisagens do bioma Cerrado. Não somente as paisagens, mas também os modos de vida de suas populações, os ecossistemas, o regime hídrico. A agricultura intensiva de produção de grãos, os “reflorestamentos” de eucalipto para produção de celulose e carvão, a construção de barragens, os desmatamentos para abastecer de carvão as grandes siderúrgicas, tudo isso vem causando enormes impactos sociais e ambientais nos domínios do Cerrado, no entanto seus benefícios econômicos só se fazem sentir para poucos.

A situação do Cerrado e de suas populações mostra-se, portanto, um grande e complicado conjunto de interações, interesses, desafios e possibilidades. Recusar a lógica da exploração insustentável e do lucro a curto prazo parece ser essencial para a preservação da biodiversidade, dos recursos naturais e da cultura de seus povos tradicionais. Ao mesmo tempo, estabelecer atividades produtivas consistentes, que visem atender prioritariamente ao consumo local, mas também aos mercados nacional e global, sem prejudicar os processos ecológicos naturais, torna-se estratégico para gerar renda e demonstrar a viabilidade do desenvolvimento sustentável no Cerrado. Aliar o conhecimento dos povos que habitam o Cerrado há séculos ao da ciência investigativa voltada para as demandas socioambientais reais sem dúvida representa uma importante ferramenta a ser usada para se atingir estes objetivos.

Fontes:

http://www.socioambiental.org

Nogueira, Mônica & Fleischer, Soraya. Agroextrativismo no Cerrado: uma aliança possível entre resistência social e sustentabilidade ambiental? ISPN, Trabalho não publicado.

Vale a pena conhecer o Memorial do Cerrado

Eleito em 2008 como o local mais bonito de Goiânia, O Memorial do Cerrado, complexo científico que funciona no Campus II da PUC Goiás, é um dos projetos do Instituto do Trópico Subúmido que representa as diversas formas de ocupação do bioma e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade. É um museu que retrata desde a origem do planeta Terra à chegada dos portugueses ao Brasil.

O Memorial reúne espaços que representam as diversas formas de ocupação do Cerrado e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade. São eles:

Museu de História Natural

 Espaço de exposições em que painéis e cenários narram a história evolutiva da Terra e do ambiente do cerrado. O visitante pode ver fósseis com datação de até 600 milhões de anos.
 Vila Cenográfica de Santa Luzia
Reconstrução em tamanho original dos primeiros povoados de origem colonial portuguesa na região central do Brasil. A vila conta com espaço urbano e rural, com réplicas de fazendas e oficinas rurais, responsáveis pela geração de riqueza daquele tempo. Andar pelo local é uma forma de se inserir na história, já que o visitante fica em contato direto com as antigas moendas, alambiques de barro, oficina de rapadura e açúcar, oficina do ferreiro, seleiro, funilaria do carapina, serraria, além da venda – ponto de comércio da época – a igreja, a prefeitura, a cadeia, o bordel, dentre outras atrações interessantes.
 
Aldeia indígena

Modelo Timbira, que tem o formato circular, na qual cada casa tem um caminho de acesso ao pátio – centro de atividades da tribo.Réplica em tamanho original de uma aldeia indígena m

Quilombo
Sítio geográfico e local de resistência ocupado e organizado por populações africanas ou afro-brasileiras que fugiam da escravidão. No Memorial do Cerrado há uma réplica fidedigna dos modelos de quilombos existentes no cerrado.

 
Espaço de Educação Ambiental Dalila Coelho Barbosa
 
Auditório ao ar livre, com 150 lugares, e local destinado a oficinas educativas, piqueniques e recreação.
Trilhas Ecológicas
Com 2 km de extensão, ela foi aberta no interior da reserva intacta de floresta tropical e de cerrado que existe na Estação Ciência São José. Trata-se de um local ideal para o contato com a natureza e o desenvolvimento do espírito esportivo e de aventura. Como espaço protegido, a “Trilha da Semente Peregrina” propicia ao visitante a oportunidade de realizar a interação de conhecimentos relativos ao meio ambiente, notadamente o conhecimento científico do mundo vegetal e animal.

Prorrogação de prazo para fechamento de lixões

O prazo original determinado pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 2.305), de 2010, encerrou-se em agosto

Movimento de catadores e especialistas criticaram medida provisória aprovada pelo Senado em 29 de outubro e que estende o prazo para que as prefeituras acabem com os lixões até 2018. A medida aguarda sanção presidencial. O prazo original determinado pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 2.305), de 2010, encerrou-se em agosto deste ano. Para um dos articuladores do Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável (MNCR), Alex Cardoso, se aprovada, a medida poderá representar um grande retrocesso para o meio ambiente e para os catadores do país.

 Cardoso disse que, nos quatro anos desde que a lei entrou em vigor, muitos municípios sequer iniciaram o processo de fechamento dos lixões, que devem ser substituídos por aterros sanitários. “Eles deixaram o prazo estourar e agora fizeram lobby na Câmara e no Senado. Se o prazo realmente for ampliado, o Brasil perderá o salto qualitativo na parte da gestão ambiental e na defesa do meio ambiente”, disse e acrescentou que, além do prejuízo ambiental, os lixões representam riscos de contaminações e acidentes para os catadores.

O MNCR enviou em setembro uma carta aberta a senadores e deputados em que narra a morte de um trabalhador que foi soterrado pelo lixo e esmagado por máquinas usadas no Lixão da Estrutural, em Brasília. O caso ocorreu um dia após a morte de uma criança de 6 anos no Lixão Soledade, no Rio Grande do Sul.

O movimento está em contato com o conselho do Ministério Público e outras entidades da sociedade civil para que a medida seja vetada pela Presidência e que apenas os municípios que estejam na estaca zero do processo tenham maior prazo para se readequar à legislação. “Não dá para tratar todos os municípios de forma igual. Precisamos saber de fato quais já não têm lixões e o que pode ser feito para solucionar o problema daqueles que ainda têm lixões”, disse Cardoso. Antes da medida provisória, os municípios que mantiveram lixões após o prazo da Lei 2.305 poderiam sofrer sansões civis e responder por crime ambiental.

No Lixão da Estrutural, o maior da América Latina, são depositadas diariamente 8,7 mil toneladas de lixo. Lá trabalham mais de 2 mil catadores de material reciclável 24 horas por dia. Segundo o Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal, o local deve ser desativado até dezembro, mas, se a medida for sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, os catadores temem que o lixão permaneça aberto até 2018.

Para a coordenadora do Movimento Nacional dos Catadores no Rio de Janeiro, Claudete Costa, a 7ª Feira de Negócios e Encontro de Catadores (ExpoCatadores), que ocorre entre os dias 1º e 3 de dezembro, abrirá oportunidades para que catadores de todo o país se articulem e elaborem um documento contra a extensão do prazo do fechamento dos lixões. Segundo ela, o fechamento do Lixão de Gramacho, na Baixada Fluminense, em março de 2012, que já foi o maior da América Latina, tem sido positivo para os catadores da região. “Foi criada uma central e um polo de reciclagem que conta com o trabalho de cinco cooperativas de catadores e cerca de 60 trabalhadores”. Entretanto, Claudete lamentou que lixões clandestinos ainda operem impunemente na região. “Empresas de alto porte têm destinado seus resíduos a esses locais”, denuncia.

LIXÃO DA ESTRUTURAL – Brasilia- DF . Brasil Foto Correio brasiliense

De acordo com a advogada especialista em Direito Público da Consultoria em Administração Municipal, Isabela Giglio, não basta prorrogar prazos se não houver orientação mais incisiva e repasse de recursos federais para alguns municípios. “A tarefa de investir em saneamento básico é dos municípios e vem desde a Constituição Federal de 1988. Os municípios já deveriam ter condições de resolver esse problema, mas como vemos que, na prática, isso ainda não foi feito, seria recomendável um apoio maior do governo federal”, acredita.

Dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em 2013, dos 5.456 municípios do país, 2,2 mil tinham disposição final de dejetos ambientalmente adequada. A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública aponta que 48% dos resíduos sólidos coletados no país ainda tem os lixões como destino final.

O governo federal havia aplicado até agosto R$ 600 milhões na elaboração dos planos e na implantação dos projetos estaduais e municipais de gestão dos resíduos sólidos. Governo e Ministério Público Federal tentam agora estabelecer uma estratégia de negociação dos prazos de encerramento dos lixões por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com as prefeituras.

Dados

Agencia Brasil

Governador revoga portaria que permitia garimpo em reserva de MT

Parque estadual do Cristalino, no norte de Mato Grosso, é um dos principais redutos protegidos de biodiversidade da Amazônia.

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), revogou na quarta-feira (5) a portaria da Secretaria de estado de Meio Ambiente (Sema) que possibilitava a atividade da mineração na área de entorno do Parque estadual do Cristalino, reserva de 184,9 mil hectares perto da divisa com o estado do Pará e entre os municípios de Alta Floresta e Novo Mundo, no norte do estado.

Dividido em duas reservas (Cristalino 1 e 2), o Parque Estadual é um dos principais redutos protegidos de biodiversidade da Amazônia. Banhada pelo Rio Cristalimo, a unidade de conservação é reconhecida como um dos melhores pontos para observação de aves no mundo e uma das áreas prioritárias de preservação da floresta amazônica, já que se localiza dentro do chamado “arco de desmatamento” – faixa de floresta entre o nordeste do Pará, o norte de Mato Grosso e o estado de Rondônia que tem sido alvo de degradação intensa desde os anos 80.

Editada no dia 31 de outubro, a portaria revogada  pelo governador gerou preocupação por abrir precedente para a liberação de atividade mineradora na chamada “Zona de Amortecimento” do Parque do Cristalino.

Trata-se de uma área de entorno da reserva que, embora não faça parte dela, serve como faixa de transição para assegurar a conservação da parte delimitada por lei estadual em 2001.

Conforme a portaria, seriam permitidas na Zona de Amortecimento “as atividades de mineração de qualquer natureza, inclusive garimpo”. Para tanto, o texto da portaria previa que, no processo de licenciamento ambiental da atividade mineradora, ficasse “comprovado que o desenvolvimento da atividade não causará impacto e/ou dano direto ou indireto às Unidades de Conservação”.

A medida seria institucionalizada por meio de uma alteração em um item do Plano de Manejo da reserva. A mudança foi decidida pelos próprios membros do conselho consultivo dos parques Cristalino 1 e 2 durante uma reunião ordinária em setembro na Câmara Municipal de Novo Mundo, município a 791 km de Cuiabá e próximo da unidade de conservação. A portaria com as alterações foi assinada pelo secretário estadual de Meio Ambiente José Lacerda.

Revogação

Publicada na edição do Diário Oficial do Estado que circulou no último dia 4, a portaria teve repercussão devido aos possíveis impactos à unidade de conservação e foi revogada pelo governador. Em nota, a Secretaria estadual de Comunicação informou que a revogação se deve à necessidade de se “avaliar melhor as consequências e tomar a melhor decisão sobre o assunto”.

De acordo com o coordenador de Defesa Socioambiental do Instituto Centro de Vida (ICV), João Andrade, caso mantida a portaria abriria um precedente para atividades com potencial de degradação do Parque do Cristalino, uma vez que o texto não estabelece com clareza os critérios para utilização da Zona de Amortecimento.

Segundo o ambientalista, a portaria gerava preocupação porque visava atender a um pleito de vários municípios pela permissão da atividade mineradora sem a devida realização da quantidade necessária de estudos qualificados. Para ele, somente estudos específicos sobre cada área poderiam estabelecer critérios sobre a possibilidade ou a impossibilidade de exploração mineradora – mesmo que em áreas de transição como as Zonas de Amortecimento.

“A Zona de Amortecimento afeta o parque, por isso tem de ter uso restrito. O governo tem de saber os impactos antes. A revogação do governador foi uma decisão ponderada porque a portaria poderia ter sido um grande precedente para um impacto irreversível”.

Reportagem

http://www.primeirahora.com.br/noticia

Serra do Cipó é reaberto ao público

 

O Parque Nacional da Serra do Cipó (MG) foi reaberto ao público nesta sexta-feira (31), após ficar 18 dias fechado devido a um incêndio que destruiu 15 mil hectares da Unidade de Conservação (UC).

Cachoeira da farofa – serra do Cipó

Para receber novamente os turistas, os servidores do Parque fizeram a desmobilização das equipes que combateram as queimadas e avaliaram os danos causados à biodiversidade do local.

“Ao todo, 20% da vegetação do Parque foi destruída, mas os turistas podem aproveitar trilhas, cachoeiras e conhecer as nossas duas principais atrações, o Cânion da Banderinha e a Cachoeira da Farofa, que não foram afetados”, explicou Flavio Lucio Braga Cerezo, chefe da UC.

 

Fogo na Serra do Cipó.

O incêndio começou no dia 10 de outubro nas proximidades do entroncamento do Morro do Pilar (rodovia MG-010), se alastrou pela região e adentrou o Parque três dias depois.

Ao todo, foram consumidos pelas chamas cerca de 7,5 mil hectares do Parque Nacional da Serra do Cipó e outros 7,3 mil hectares na Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira, que fica no entorno do Parque.

Durante dez dias, 86 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama contaram com apoio de 25 bombeiros civis e 30 voluntários para conter o incêndio. Na noite do dia 20 de outubro o fogo já estava sob controle e a forte chuva que caiu na região extinguiu o que sobrou das chamas.

Parque Nacional da Serra do Cipó

Criado em 1984, o Parque Nacional da Serra do Cipó (MG) abrange os municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro, com uma área total de 33.800 hectares.

A unidade protege diversas espécies da flora e da fauna brasileiras ameaçadas de extinção, constituindo um ambiente singular que há décadas encanta viajantes, turistas e moradores.

Com altitudes que variam entre 700 e 1.670 metros, a Serra do Cipó localiza-se na porção sul da Serra do Espinhaço, importante divisor de duas grandes bacias hidrográficas brasileiras: a do São Francisco e a do Rio Doce.

A topografia acidentada e a grande quantidade de nascentes formam diversos rios, cachoeiras, cânions e cavernas de exuberante beleza. A diversidade natural do Parque fica evidente em sua flora – uma das mais variadas do planeta, com mais de 1.700 espécies registradas – e riquíssima fauna, com destaque para os insetos, anfíbios, pássaros, mamíferos e répteis.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

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