Archive | fevereiro 2015

Imagem impressionante do cerrado

O ser humano tem a oportunidade de rever o quanto importa respeitar os outros seres, sejam eles de qualquer natureza , alem de resguardar a sua propria sobrevivencia

Cerradania

Imagens de flores que brilham como estrelas no cerrado disputam Sony World Photography Awards, que será anunciado em Londres.

Marcio Cabral clicou com uma paisagem impressionante de flores que brilham como estrelas no Cerrado brasileiro (Foto: Marcelo Cabral. 2015 Sony World Photography Awards ) Foto: Marcelo Cabral. 2015 Sony World Photography Awards

Dois brasileiros estão entre os finalistas. Marcio Cabral clicou com uma paisagem impressionante de flores que brilham como estrelas no Cerrado brasileiro.

Ronaldo Land concorre com a imagem de um skatista fazendo uma manobra radical próximo a policiais distraídos no Rio de Janeiro.

O vencedor da premiação será anunciado no dia 23 de abril. As imagens serão exibidas na Somerset House, em Londres, de 24 de abril a 10 de maio.

Capim dourado é um material muito nobre, originário do Jalapão, no Estado de Tocantins, no interior do Brasil. O nome ‘capim’ é popularmente atribuído a todos os tipos de erva daninha, da família das gramíneas, no entanto o Capim Dourado (syngonanthus nitens) é uma planta da família das sempre-vivas. 

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Imagem impressionante do cerrado

Imagens de flores que brilham como estrelas no cerrado disputam Sony World Photography Awards, que será anunciado em Londres.     Dois brasileiros estão entre os finalistas. Marcio Cabral clicou com uma paisagem impressionante de flores que brilham como estrelas no Cerrado brasileiro. Ronaldo Land concorre com a imagem de um skatista fazendo uma manobra […]

Animais do Cerrado em Extinção

O Cerrado vêm sofrendo constantes alterações devido as queimadas e desmatamentos, e que também vêm apresentando grande aumento no número de espécies de animais em extinção, dentre as especies de animais do Cerrado em extinção pode-se destacar as seguintes: anta, capivara, tatu-canastra, tatu-bola dentre outros.

O Cerrado é um dos principais biomas brasileiro, e o mesmo abrange grande parte do território do país, sua maior concentração encontra-se na região Centro Oeste. O Cerrado é um bioma que apresenta riqueza tanto em sua fauna, quanto na sua flora, além de apresentar um grande potencial hídrico.

Pesquisadores relatam que cerca de aproximadamente 837 espécies de aves, 180 espécies de répteis, 197 espécies de mamíferos, 113 espécies de anfíbios, além de uma grande diversificação de insetos tenham sido identificados no bioma do Cerrado. E os mesmos relatam que várias espécies de plantas e de animais ainda não tenham sido catalogadas.

Algumas ações do ser humano, veem notoriamente ocasionando/contribuindo no aumento do número de espécies ameaçadas de extinçãonão só no Cerrado, más também em outros biomas. Entre essas ações do ser humano que contribuem para o aumento do número de espécies de animais ameaçados de extinção, destacam-se as seguintes: caça ilegal, contrabando de espécies, queimadas e desmatamento ilegais (afetam e destroem o habitat natural dos animais) dentre outros. Veja a seguir um guia contendo informações sobre algumas das espécies de animais típicas do Cerrado que estão em risco de extinção.

Guia de espécies de animais típicas do Cerrado que estão em risco de extinção:

Nome Cientifico: Tapirus terrestris

Nome Popular: Anta
Nome Cientifico: Tapirus terrestris
Família: Tapiridae
Ordem: Perissodactyla
Peso: Cerca de até 250 kg
Comprimento:
Fêmeas até 2,20 m
Machos até 2,00 m
Altura: Pode chegar a atingir até 1,10 m
Gestação: O período gestacional pode chegar a durar cerca de 335 a 439 dias
Alimentação: Frutos, grama, folhas, plantas aquáticas, brotos e cascas de árvore.

 

Nome Cientifico: H. hydrochaeris

Nome Popular: Capivara

Classificação Científica:
Nome Popular: Capivara
Nome Cientifico: H. hydrochaeris
Família: Hydrochoeridae
Ordem: Rodentia
Reino: Animalia
Classe: Mammalia
Filo: Chordata
Subordem: Hystricognathi
Género: Hydrochoerus

 

ClassificaNome científico: Panthera oncação Científica:
Nome Popular: Onça-pintada
Nome científico: Panthera onca
Família: Felidae
Ordem: Carnivora
Reino: Animalia
Classe: Mammalia
Filo: Chordata
Género: Panthera
Coloração da pelagem: Mesclada de amarelo, branco e preto
Altura: Cerca de aproximadamente 80 cm

Nomes Popular: Tatu-canastraNome científico: Priodontes giganteus

Classificação Científica:
Nome científico: Priodontes giganteus
Nomes populares: Tatu-canastra, tatu-carreta ou tatu-açu
Peso: O tatu-canastra adulto pode chegar a pesar cerca de aproximadamente 60kg

Nome Científico: Tolypeutes tricinctus

Nome Científico: Tolypeutes tricinctus
Nome Popular: Tatu-bola
Comprimento: O tatu-bola mede cerca de aproximadamente 50 centímetros
Alimentação: cupins, artrópodes, formigas, frutos, larvas de insetos e ovos de pequenos répteis.

 

 

Nome Vientífico: Lontra longicaudisOrdem: CarnívoraNome Vientífico: Lontra longicaudis
Nome Popular: Lontra
Família: Mustelidae
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Hábitos alimentares: Carnívora
Habitat: Rios e Lagos

 

Nome Científico: Myrmecophaga tridactyla.Nome Popular: Tamanduá-bandeira

Classificação Científica:
Nome Científico: Myrmecophaga tridactyla.
Nome Popular: Tamanduá-bandeira
Família: Myrmecophagidae
Hábitos alimentares: Insetívoro

 

Nome científico: Ozotocerus bezoarticusNome Popular: Veado-campeiro

Classificação Científica:
Nome científico: Ozotocerus bezoarticus
Nome Popular: Veado-campeiro
Classe: Mammalia
Família: Cervidae
Ordem: Artiodactyla

 

Nome Cientifico: Crotalus durissus
Nome Cientifico: Crotalus durissus
Nome Popular: Cobra Cascavel
Família: Viperidae
Filo: Chordata
Reino: Animalia
Ordem: Squamata
Classe: Reptilia

Nome Cientifico: Micrurus corallinusNome Popular: Cobra Coral Verdadeira

Classificação Científica:
Nome cientifico: Micrurus corallinus
Nome Popular: Cobra Coral Verdadeira
Família: Elapidae
Ordem: Serpentes
Filo: Chordata
Reino: Animalia
Classe: Reptilia

Além dessas espécies, algumas outras também correm risco de extinção no Cerrado, sendo elas:

Queixada, Lobo-guará, Paca, Jaguatirica, Cateto, Gambá, Onça-parda, Preá, Teiú, Cachorro-do-mato, Calango, Preguiça, Cobra-cipó, Sauá, Jiboia, Guariba,  Cobra-coral falsa, Jararaca, Urutu , dentre outros.

Fonte: http://www.dicasfree.com/animais-do-cerrado-em-extincao/#ixzz3SVobZmLS

MOVIMENTO CHAPADA ZONA LIVRE DE PCHs

Os Cerrados de altitude da Chapada dos Veadeiros vertem as mais altas cabeceiras do Rio Tocantins. Consideradas, portanto, as Caixas d’água do Planalto Central, uma das grandes fontes geradora de água doce do país. É uma região de nascentes prolíferas e importante dispersor de águas da rede hidrográfica brasileira. Razão pela qual o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) encontra águas limpas e cristalinas no Cerrado na Chapada dos Veadeiros. Proteger esses rios e suas matas ripárias é um fator importante para a conservação da biodiversidade do Cerrado na Chapada dos Veadeiros.

Foto de Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Foto de Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

A região da Chapada é um grande mosaico de Unidades de Conservação. Abrange o Parque Nacional, a Área de Proteção Ambiental (APA) estadual do Pouso Alto, diversas Reservas Privadas do Patrimônio Natural (RPPN) e alguns Parques Municipais. Também abrange o território de diversas comunidades de kalungas (comunidades quilombolas), sendo por isso, essa área reconhecida como Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (Lei Complementar do Estado de Goiás 11.409-91). Além disso, é crescente o número de inciativas agroecológicas, associações de agricultura familiar, associações socioambientalistas e assentamentos humanos sustentáveis.
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é área núcleo da RESBIO Goyáz (Reserva da Biosfera) e Patrimônio Natural Mundial tombado pela UNESCO, seus limites estão dentro da APA do Pouso Alto, declarado pelo estado de Goiás.
A vocação Chapada dos Veadeiros é de conservação ambiental, produção de água, turismo sustentável e busca espiritual pelo contato direto com a natureza. Não é de exploração de energia, mineração e expansão da monocultura em larga escala. Vale ressaltar, que houve um crescimento de aproximadamente 50% de área agrícola cultivada nos últimos anos, o que pode indicar o aumento do uso de agrotóxicos (organoclorados, organofosforados e carbamatos)
A conversão de ambientes de rio (lótico) em lagos/lagoas (lêntico) poderá interferir na sobrevivência de várias espécies, em especial o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) e socó-boi (Tigrisoma fasciatum), duas espécies criticamente ameaçadas de extinção, bem como podem ameaçar e impactar os atrativos turísticos que são os alicerces econômicos da região.
A política nacional energética atual prevê a implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na região da Chapada dos Veadeiros que trarão impactos irreversíveis a sociobiodiversidade local. Os estudos realizados propõe 22 PCH’s, sendo seis em processo de avaliação e neste momento duas delas em fase de pré-aprovação, uma ao sul da Chapada, no Ribeirão da Brancas, no município de São João d’Aliança e Colinas e outra na região Norte, no rio das Almas, no Território quilombola Kalunga.

São Bento

São Bento

Está em trâmite na ANEEL relatório que apresenta a situação dos processos referentes às fases de estudos e projetos de empreendimentos hidrelétricos no estado de Goiás. Neste, são previstas 1.299 PCHs, sendo 614 aceitas, 519 com eixo disponível e 166 com registros ativos. Conforme o resumo deste relatório se pretende implantar uma PCH na região Sul, no rio Tocantinzinho e seus afluentes (Ribeirão Piçarrão, Ribeirão Corrente e Ribeirão das Brancas), nos municípios de São João d’Aliança e Colina, comu status ACEITO. Na parte Norte pretendem implantar a PCH Santa Mônica, no rio das Almas, no município de Cavalcante, sendo o empreendedor Rialma S/A – Centrais Elétricas Rio das Almas, com status ACEITO.
O Rio Tocantinzinho possui atributos relevantes para a Chapada dos Veadeiros, localizado no limite mais ao Sul desta região, é o maior rio Chapada dos Veadeiros e a maior sub-bacia da Bacia do Alto Tocantins. Entretanto, é o rio mais agredido pela expansão desenfreada da fronteira agrícola. Nesse sentido, é legítima a criação do Parque Nacional do Rio Tocantinzinho, configurado em forma de um parque linear (acompanhando o rio). Sua criação é justificada pelo nível de preservação, importância e especialmente pela presença do pato-mergulhão. Ademais apresenta atributos naturais relevantes, tais como imensas piscinas naturais, corredeiras encaixadas em forma de cânions (bocaínas), e considerado um dos rios mais mais bonitos para atividades de canoagem e rafting do país. Sendo um verdadeiro monumento da natureza, e que deveria virar patrimônio da humanidade, por ser de suma importância (aguardando um dia ser creditado assim pela UNESCO). É um intenso corredor faunístico da região Sul da Chapada e apresenta áreas florestadas em excelente estado de conservação.
Isto posto, pedimos a suspensão imediata dos processos de instalação das PCHs no Território da Cidadania da Chapada dos Veadeiros, em todos os municípios abrangido por ela. Entendemos que a região da Chapada dos Veadeiros do Planalto Central é uma área de incidência solar intensa e com alto potencial de implantação de energias alternativas (solar, eólica, biomassa e outras), onde deverão ser elaborados estudos de impacto, viabilidade, de forma a descentralizar e diversificar a matriz energética. A vocação e a base econômica desta região é o turismo sustentável. Vale lembrar que nesse ano de 2014 durante a seca do mês de novembro tivemos bairros inteiros na cidade de Alto Paraíso de Goiás (Novo Horizonte, Cidade Alta, Paraisinho, Estância Paraíso) que ficaram sem abastecimento de água. Isso mostra a fragilidade das nossas bacias hidrográficas e da capacidade delas em captar água em recarregar seu estoque aquífero. O agronegócio com o seu desmatamento de grandes áreas de cerrado para a plantações de soja é uma realidade que já chegou na Chapada e tem contribuído para a diminuição das águas com a instalação de pivôs e possível contaminação por agrotóxicos (pulverização aéreas já é um fato).
Em face da crescente pressão humana sobre o meio ambiente, há que se buscar viver em comunidades sustentáveis, onde a prosperidade requer políticas e comportamentos que mantenham as populações humanas e o desenvolvimento territorial (uso solo, gestão de recursos naturais, proteção ambiental) em harmonia com as paisagens. Isso tudo baseado em uma nova ética ambiental, constituída por seres vivos com direito à existência independente de seu valor de uso, na percepção que os recursos são finitos, na busca por soluções adaptadas a cada situação e finalmente, em estruturas democráticas de participação social.

A restauração ecológica pelas águas do cerrado

A chamada “Restauração Ecológica” é uma das áreas de atuação da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, cujo objetivo final é recuperar as funções ecológicas de um ecossistema ou de uma paisagem.

Projeto recupera biodiversidade próximas a mananciais hídricos no Cerrado Ação visa realizar restauração ecológica de áreas rurais no cerrado Divulgação/Embrapa

 

Esta é a meta do projeto “Águas do Cerrado – O futuro em nossas mãos”, desenvolvido pelo Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente (Ipoema) com apoio financeiro da Petrobras e, agora, cooperação técnica da Embrapa.

O projeto envolve ações de revegetação de áreas associadas a cursos d’água e a promoção do uso racional dos recursos hídricos. O contrato de cooperação com a Embrapa, formalizado no dia 28 de janeiro de 2015 e com duração de 17 meses, prevê a realização de monitoramento dos processos e dos impactos associados às ações de recuperação de áreas degradadas.

Águas do Cerrado

Lançado em abril de 2014 e com estimativa de duração de dois anos, o projeto “Águas do Cerrado” prevê o plantio de 170 mil mudas de árvores nativas do em 76 propriedades rurais localizadas na área da Bacia Hidrográfica do Rio São Bartolomeu, na Estação Ecológica do Jardim Botânico e em Áreas de Proteção de Manancial da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Ao final, a estimativa é recuperar uma área de aproximadamente 90 hectares.

De acordo com Daniel Luís Mascia Vieira, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a Embrapa está em busca do desenvolvimento de técnicas para tornar a restauração ecológica mais eficaz e barata.

“Atualmente, os métodos de restauração ainda são muito caros e nem sempre são eficazes. Então o nosso objetivo é acompanhar de perto o projeto e determinar que fatores influenciam o sucesso da restauração ecológica, do ponto de vista dos ganhos na restauração dos recursos biológicos. Ao final, pretendemos gerar recomendações que poderão resultar no aprimoramento das técnicas de restauração ecológica, atualmente adotadas em diversas pesquisas”, explica o representante da Embrapa no projeto “Águas do Cerrado”, explica Vieira.

Com o início dos trabalhos da Embrapa, o pesquisador Daniel Vieira já está orientando um aluno de mestrado em Ciências Florestais e dois de graduação em Ciências Ambientais que estão realizando pesquisa de campo.

A Pesquisa consiste em recolher dados sobre o sucesso da restauração, informações relativas às atividades de plantio e manejo e sobre o envolvimento dos proprietários com as atividades de restauração, para recomendar melhorias ao programa estabelecido pelo projeto “Águas do Cerrado” e outros programas de restauração em larga escala. De acordo com Daniel, são muitos e complexos os fatores a serem analisados.

Ele cita alguns, como a resiliência do local, a forma como foi feito o plantio, o método de manutenção, e a própria aceitação do projeto pelos proprietários/agricultores locais. Os resultados finais do monitoramento serão disponibilizados à equipe do projeto.

Segundo Daniel, para a área ser considerada restaurada serão utilizados os parâmetros estabelecidos na legislação brasileira sob o ponto de vista da produção e da preservação.

“O Código Florestal, por exemplo, prevê um período de até 20 anos para determinar o estágio final de um projeto de restauração ecológica. Já a legislação de São Paulo, que tem um sistema de monitoramento similar ao que estamos adotando no projeto, diz que se a área tiver mais de 80% de copa de árvores e mais de três mil plântulas ou arvoretas por hectare de mais de 30 espécies nativas, já se pode considerar que a área está restaurada”, explica o pesquisador.

Ele ressalta ainda que é possível conciliar áreas de reserva legal com produção agropecuária, os chamados Sistemas Agroflorestais (SAFs), que integram espécies florestais a culturas alimentares. “O crescimento das espécies nativas do cerrado é lento, então o plantio consorciado permite que o produtor não gaste muito com manutenção do plantio e tenha retorno econômico”, diz.

O projeto é novo, mas o assunto já é bastante familiar ao pesquisador Daniel Vieira, que em novembro do ano passado lançou, juntamente com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e a WWF Brasil, o livro “Agricultores que cultivam árvores no cerrado”. A publicação conta as experiências de dezenas de agricultores no plantio de recursos genéticos nativos do Cerrado para reflorestar áreas desmatadas. Daniel acredita que a valorização do conhecimento tradicional dos proprietários das terras onde será feito o plantio de árvores é um dos fatores determinantes a serem considerados para o sucesso do projeto. “Acredito que entre os diversos fatores que interferem no sucesso da restauração ecológica está a satisfação dos financiadores, clientes, técnicos, pesquisadores e educandos”, conclui.

Vertente educacional

Paralelamente à recuperação de áreas degradadas, o projeto “Águas do Cerrado” possui uma forte vertente educacional. É que se antes a questão da restauração florestal não estava tão associada à preservação dos mananciais hídricos, no atual momento, em que a chamada “crise hídrica” é pauta diária dos meios de comunicação, a educação para o uso racional da água e uso sustentável do solo possui igual importância dentro no projeto. Para tanto, serão executadas ações educativas em escolas públicas nas comunidades atendidas e ainda ações de capacitação, mobilização social e formação de redes de relacionamento e trabalho.

Entre as metas e impactos do projeto, destacam-se alguns números: implantação de viveiro para produção de 4 mil mudas, jardim agroflorestal e minhocário em seis escolas públicas do Distrito Federal; sensibilização de 8 mil alunos; oferta de 540 vagas em cursos; capacitação de 30 professores e 16 membros da comunidade da bacia do São Bartolomeu; formação de 30 jovens empreendedores; e construção do Centro de Referência de Águas do Cerrado, que terá sala de aula, refeitório e parquinho ecológico. O projeto prevê ainda auxilio na elaboração de anteprojeto de lei para a preservação de recursos hídricos no Distrito Federal.

Fonte:
Embrapa

Água: Além do aumento da sede no mundo, a falta de recursos hídricos tem graves implicações.

A  água é o recurso natural mais abundante do planeta. De maneira quase onipresente, ela está no dia a dia dos 7 bilhões de pessoas que habitam o planeta. Além de matar a sede, a água está nos alimentos, nas roupas, nos carros e na revista que está nas suas mãos.  Mas o recurso mais fundamental para a sobrevivência dos seres humanos enfrenta uma crise de abastecimento. Estima-se que cerca de 40% da população global viva hoje sob a situação de estresse hídrico. Essas pessoas habitam regiões onde a oferta anual é inferior a 1 700 metros cúbicos de água por habitante, limite mínimo considerado seguro pela Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse caso, a falta de água é frequente — e, para piorar, a perspectiva para o futuro é de maior escassez. De acordo com estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar, com sede em Washington, até 2050 um total de 4,8 bilhões de pessoas estará em situação de estresse hídrico. Além de problemas para o consumo humano, esse cenário, caso se confirme, colocará em xeque safras agrícolas e a produção industrial, uma vez que a água e o crescimento econômico caminham juntos. A seca que atingiu os Estados Unidos no último verão — a mais severa e mais longa dos últimos 25 anos — é uma espécie de prévia disso. A falta de chuvas engoliu 0,2 ponto do crescimento da economia americana no segundo trimestre deste ano.

A diminuição da água no mundo é constante e, muitas vezes, silenciosa. Seus ruídos tendem a ser percebidos apenas quando é tarde para agir. Das dez bacias hidrográficas mais densa- mente povoadas do mundo, grupo que compreende os arredores de rios como o indiano Ganges e o chinês Yang-tsé, cinco já são exploradas acima dos níveis considerados sustentáveis. Se nada mudar nas próximas décadas, cerca de 45% de toda a riqueza global será produzida em regiões sujeitas ao estresse hídrico. “Esse cenário terá impacto nas decisões de investimento e nos custos operacionais das empresas, afetando a competitividade das regiões”, afirma um estudo da Veolia, empresa francesa de soluções ambientais.

Em muitos países em desenvolvimento e pobres, a situação é mais dramática. Falta acesso a água potável e saneamento para a esmagadora maioria dos cidadãos. Só o tempo perdido por uma pessoa para conseguir água de mínima qualidade pode chegar a 2 horas por dia em várias partes da África. Pela maior suscetibilidade a doenças, como a diarreia, quem vive nessas condições costuma ser menos produtivo. Essas mazelas já são assustadoras do ponto de vista social, mas elas têm implicações igualmente graves para a economia. Um estudo desenvolvido na escola de negócios Cass Business School, ligada à City University, de Londres, indica que um aumento de 10% no número de pessoas com acesso a água potável nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) conseguiria elevar o crescimento do PIB per capita do bloco cerca de 1,6% ao ano. “O avanço econômico depende da disponibilidade de níveis elevados de água potável”, aponta Josephine Fodgen, autora da pesquisa. “Embora não se debata muito o tema, o mundo pode sofrer uma crise de crescimento provocada pela escassez de água nas próximas décadas.”

No total, o Brasil consome 356 bilhões de metros cúbicos por ano — é o quarto maior consumo do mundo, perdendo para a China, a Índia e os Estados Unidos. Estamos tão acostumados com a fartura de recursos que talvez nada disso assuste. Cerca de 12% da água doce do mundo percorre o território brasileiro, onde vivem menos de 3% dos seres humanos. Entre os membros do G20, grupo das 20 maiores economias, o país só perde para o Canadá em disponibilidade de água per capita. Temos 42 000 metros cúbicos anuais por habitante, um luxo para poucos. Boa parte da água do Brasil, porém, está concentrada nas regiões mais remotas e menos habitadas. Nove estados do país já ultrapassaram ou estão no limiar do estresse hídrico. Nessa conta, além dos tradicionais estados áridos do Nordeste, entram os mais urbanizados e desenvolvidos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. “A situação dos lugares onde ficam as capitais mais populosas inspira cuidado, pede planejamento e exige ação”, diz Paulo Varella, diretor da Agência Nacional de Águas. A cidade de São Paulo e sua região metropolitana, com uma população que se aproxima dos 20 milhões, são consideradas áreas propensas a enfrentar problemas de falta de água no futuro. Embora haja bacias de rios no entorno da capital, a água disponível é de péssima qualidade em razão, entre outros motivos, da quantidade de gente que vive — e produz esgoto — na região. “Não dá mais para depender da bacia do Alto Tietê. A situação dela é crítica”, afirma Edson Giriboni, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado de São Paulo. A saída é buscar água cada vez mais longe.

reportagem

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/populacao-falta-agua-recursos-hidricos-graves-problemas-economicos-politicos-723513.shtml

 

Quem são os verdadeiros povos do cerrado

O bioma Cerrado abriga uma das maiores biodiversidades do mundo. São milhares de espécies da fauna, flora e outros tipos de organismos. Abriga também diversas fitofisionomias diferentes, além de paisagens de grande beleza cênica. Junto a toda esta riqueza, convivem no Cerrado diferentes populações humanas. Algumas destas populações convivem no bioma há centenas de gerações, outras há poucos anos. Algumas conseguem extrair e produzir no Cerrado o suficiente para seu sustento, sem grandes modificações nos ecossistemas; outras vêm causando enormes impactos negativos, muitas vezes através de uma exploração que só almeja o lucro financeiro a curto prazo.

As populações mais antigas do Cerrado são os povos indígenas. São Xavantes, Tapuias, Karajás, Avá-Canoeiros, Krahôs, Xerentes, Xacriabás, e muitos outros que foram dizimados antes mesmo de serem conhecidos. A grande maioria destes povos, assim como todos os povos indígenas brasileiros, foram forçados a fazer migrações constantes, devido ao avanço do colonialismo. Muitos já eram nômades, e exploravam o Cerrado através da caça e da coleta; alguns já praticavam a agricultura de coivara, ou uma agricultura itinerante, de corte e queima e posterior pousio. Muitos deles produzem grande quantidade (e com grande qualidade) de artesanato. Atualmente, a maioria destes povos está confinada em Terras Indígenas, e têm de adaptar seus modos de vida à disponibilidade de recursos, aos conflitos locais e à inclusão social. Já são muitas as organizações indígenas, e elas se fortalecem a cada dia, porém constantemente perdem batalhas para grandes fazendeiros e grandes empreendimentos. Valorizar suas culturas tradicionais, ter plenamente reconhecidos e adquiridos seus direitos e ao mesmo tempo se inserir de forma positiva na sociedade brasileira é atualmente o grande desafio destes povos.

fotos ilustração Revista The Best

 

As chamadas populações tradicionais do Cerrado incluem não só os indígenas, mas também povos negros ou miscigenados que, por muito tempo, ficaram em relativo isolamento nas áreas deste bioma, e tiveram que adaptar seus modos de vida aos recursos naturais disponíveis. São quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos, ribeirinhos, que aprenderam, ao longo de séculos, a retirar do Cerrado recursos para alimentação, utensílios e artesanato. Hoje grande parte se vê diante de um mundo no qual o conhecimento sobre a convivência com a natureza não é valorizado, e a lógica do trabalho pelo dinheiro predomina.

foto de Altair Sales Barbosa

Nas ultimas décadas, o território ocupado pelo bioma Cerrado tem sofrido uma intensa invasão por populações e atividades até então ausentes. O processo de urbanização, principalmente depois da construção de Brasília, e a produção agropecuária, notadamente após o desenvolvimento de tecnologias de produção em larga escala, vêm transformando rapidamente as paisagens do bioma Cerrado. Não somente as paisagens, mas também os modos de vida de suas populações, os ecossistemas, o regime hídrico. A agricultura intensiva de produção de grãos, os “reflorestamentos” de eucalipto para produção de celulose e carvão, a construção de barragens, os desmatamentos para abastecer de carvão as grandes siderúrgicas, tudo isso vem causando enormes impactos sociais e ambientais nos domínios do Cerrado, no entanto seus benefícios econômicos só se fazem sentir para poucos.

A situação do Cerrado e de suas populações mostra-se, portanto, um grande e complicado conjunto de interações, interesses, desafios e possibilidades. Recusar a lógica da exploração insustentável e do lucro a curto prazo parece ser essencial para a preservação da biodiversidade, dos recursos naturais e da cultura de seus povos tradicionais. Ao mesmo tempo, estabelecer atividades produtivas consistentes, que visem atender prioritariamente ao consumo local, mas também aos mercados nacional e global, sem prejudicar os processos ecológicos naturais, torna-se estratégico para gerar renda e demonstrar a viabilidade do desenvolvimento sustentável no Cerrado. Aliar o conhecimento dos povos que habitam o Cerrado há séculos ao da ciência investigativa voltada para as demandas socioambientais reais sem dúvida representa uma importante ferramenta a ser usada para se atingir estes objetivos.

Fontes:

http://www.socioambiental.org

Nogueira, Mônica & Fleischer, Soraya. Agroextrativismo no Cerrado: uma aliança possível entre resistência social e sustentabilidade ambiental? ISPN, Trabalho não publicado.

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

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ISPN

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Cerratinga

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Rede Cerrado

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Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

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