Archive | março 2015

Ainda resta esperança:Meio ambiente e riquezas naturais disputam com esporte e cultura o orgulho do brasileiro

Além do futebol, o brasileiro revela que tem outra paixão. Uma pesquisa nacional encomendada pelo WWF-Brasil aponta que a maior parte da população tem um forte sentimento de orgulho pelo meio ambiente e as riquezas naturais do país. A maioria sabe da importância das áreas protegidas para o bem estar humano e acha que a natureza não está sendo tão bem cuidada como deveria. Os resultados foram apresentados  em Sidney, na Austrália, durante o Congresso Mundial de Parques.

Um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) em seu habitat natural

m tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) em seu habitat natural

A pesquisa feita pelo Ibope durante a segunda quinzena de outubro com cerca de duas mil pessoas em todas as regiões buscou entender como a população brasileira se relaciona com as unidades de conservação, como parques, reservas e outras áreas protegidas.
Os dados mostram que 58% dos entrevistados têm no meio ambiente um motivo de orgulho. Esse mesmo sentimento faz bater o coração de 37% da população quando o tema é diversidade cultural, e 30% afirmam que têm no esporte a razão para exaltar sua brasilidade.
O brasileiro também está ciente do papel das áreas protegidas para o bem estar de todos. Entre os entrevistados, 65% afirmaram que a proteção da fauna e da flora é um dos benefícios dessas áreas.
A população também sabe que proteger o meio ambiente significa garantir a proteção das nascentes represas e rios, as principais reservas de água para o consumo humano. Essa relação está clara para 55% dos que responderam à pesquisa.
Para 48% dos pesquisados, as áreas protegidas ajudam a melhorar a qualidade do ar; 34% identificam nesses locais uma oportunidade para o descanso e o lazer e 25% enxergam perspectivas econômicas a partir da conservação do meio ambiente.
“O que a pesquisa deixa claro é que há um descompasso entre as políticas públicas de meio ambiente no Brasil e os anseios da população. Apesar do apreço que o brasileiro tem pelas áreas naturais, da importância delas na vida cotidiana das pessoas, esse tema não é uma prioridade nacional do ponto de vista dos governos”, afirma Maria Cecília Wey de Brito, CEO do WWF-Brasil.
Exemplo disso, diz ela, é o fato de que no recente debate eleitoral, o tema ambiental ficou na escuridão. “E foi isso que nos inspirou a fazer a pesquisa. Achamos que os políticos ainda não percebem o quanto o meio ambiente pode beneficiar o país. E o pior: não são capazes de perceber que a proteção do meio ambiente é uma expectativa nacional.”
Segundo a CEO, as áreas protegidas ajudam a conservar a água que abastece desde a agricultura até o consumo doméstico. As florestas e outros ecossistemas também colaboram no equilíbrio do clima, no regime de chuvas e fornecem uma diversidade enorme de outros serviços, como matérias primas para medicamentos, alimentos e cosméticos. Têm, portanto, um papel econômico que ainda não está sendo considerado.
“Será que vamos ter de sofrer outra crise como a da água em São Paulo para começar a dar valor à conservação do meio ambiente?”, pergunta Wey de Brito. Segundo ela, a resposta dada pelo governo de São Paulo na questão hídrica foram obras que gastarão R$ 3,5 bilhões. “E não vai nada para a conservação dos mananciais. Não está certo”.
A falta de atenção com o meio ambiente é uma preocupação do brasileiro que se reflete na pesquisa encomendada pelo WWF-Brasil. De cada 10 entrevistados, oito consideram que a natureza não está protegida de forma adequada. Apenas 11% acham que sim.
“De fato, nosso sistema nacional de unidades de conservação nunca esteve tão ameaçado quanto agora. E isso está ocorrendo com anuência do Congresso Nacional por meio de projetos de lei e uma avalanche de pedidos de licença para mineração e construção de grandes obras de infraestrutura”, adverte Jean François Timmers, Superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil.
Todas essas são atividades que podem gerar muito desmatamento. E 27% dos entrevistados veem no corte raso das florestas uma das principais ameaças à natureza. A poluição das águas vem em segundo lugar, com 26%. Caçar e pescar em locais proibidos são motivos de preocupação para 19% dos entrevistados. Outras ameaças apontadas na pesquisa são as grandes obras de infraestrutura e as mudanças climáticas.
E para resolver esse problema nacional, 74% dos entrevistados acham que o governo deve agir em primeiro lugar. Em segundo, são os cidadãos que devem tomar a frente (46%). AS ONGs também foram citadas. Para 20% dos brasileiros ouvidos na pesquisa, essas organizações têm papel importante na hora de cuidar das unidades de conservação.
“Precisamos de um pacto amplo, que envolva todos os setores, para mudar o cenário atual e posicionar a conservação da natureza e as áreas protegidas como prioridades reais na agenda do governo nos próximos quatro anos” afirma Timmers. “Não dá mais para esperar, os resultados dessa negligência estão batendo à nossa porta”.

publicado em http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/

SEMEANDO CERRADO

Numa parceria envolvente do projeto Semeando o Bioma Cerrado, IBRAM, Jardim Botanico, Rede Sementes do Cerrado, realizaram uma importante capacitação aos Agentes de Unidades de Conservação, Analistas e Técnicos, Educadores envolvidos com a temática da biodiversidade do cerrado.

O cenário foi o bioma diversificado do Jardim Botânico, nos dia 24 e 25/03.

Os trabalhos foram realizados pelo Engenheiro Florestal Felipe Meirelles Casella com assistência técnica de Arcanjo Daniel S. Fonseca

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Numa abordagem objetiva e técnica com destaques ao Bioma Cerrado e suas fitofisionomias,  Morfologia vegetal e nomenclatura científica,  Coleta de material botânico,  Descrição dendrológica do material botânico coletado,  Ficha dendrológica,  Elaboração de chaves dendrológicas,  Reconhecimento das espécies de árvores do Bioma Cerrado , Aula de campo para testar as chaves dendrológicas e identificação de algumas espécies das matas.

Na peroração fica o roteiro com a sensação de que foi bom, bem, acho que melhor do que o esperado. Não nos resta outra alternativa a não ser: tentar aplicar o aprendizado. O orientador deixou a sua mensagem de que será na prática a verdadeira confirmação do que foi dado… Erros, acertos, a biologia não permite a precisão literária, porem, nos permite  usar a racionalidade de que somos parte integrante do meio e, não podemos abrir mão de nossa racionalidade. E devemos respeito a natureza, ao nosso meio ambiente, enfim ao nosso cerrado.  Bem vindos a nossa causa da verdadeira Cerradania.

Confirmado para o dia 08 de abril, um dia de cerrado, para a aplicação prática da Chave de Identificação de Espécie do Cerrado no Parque Ecológico Dom Bosco, será a retomada do projeto de Educação Ambiental, definido algumas trilhas em uma área de Cerrado rupestre. A participação é livre para todos os interessados, basta confirmar pelo email “parqueecologicodombosco@gmail.com”.

APAs: o elo fraco da proteção

As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) foram criadas para funcionar como zonas de amortecimento – espécie de cinturão – em torno de Unidades de Conservação (UCs) integral, como os parques nacionais, por exemplo. No entanto, a prática fez delas o “elo fraco” quando se fala em proteção dos recursos naturais, opina o biólogo Reuber Brandão, coordenador do Laboratório de Fauna e Unidades de Conservação, da Universidade de Brasília (UnB).

A APA é uma das sete categorias de uso sustentável no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), definido na Lei nº 9.985/2000. O SNUC reúne o conjunto de UCs federais, estaduais e municipais com objetivos específicos e diferenciados quanto à forma de proteção e seus usos permitidos. Pela lei, uma APA pode ser de terras públicas ou privadas.

“Elas são muito permissivas e acabam se tornando apenas uma UC de papel”, disse ao Blog do Observatório de UCs. “A maior parte delas não tem administração eficiente, conselho gestor ou chefe nomeado e não contam com plano de manejo que deve estabelecer o zoneamento. Isso enfraquece seu papel no controle da ocupação do território”, argumenta.

Segundo Brandão, as Áreas de Proteção Ambiental perdem sua funcionalidade por serem ineficientes na hora de conter o avanço de atividades que degradam o meio ambiente. Até indústrias podem ser instaladas, algo que só depende do seu órgão gestor.

As APAs podem ser, de fato, efetivas, quando conseguem estabelecer zonas de vida silvestre e áreas voltadas para a manutenção da paisagem natural. Brandão observa que, quando há um envolvimento da comunidade no Conselho Gestor, é possível que o planejamento da UC seja melhor.

“Mas não conheço bons exemplos. Apenas o Distrito Federal tem, pelo menos, cinco APAs e nenhuma delas conseguiu limitar a criação de novos bairros. Os conselhos gestores acabam sendo loteados entre órgãos governamentais e setores da sociedade que não têm interesse na conservação”, reclama.

Imbróglio na Chapada

Um caso na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, ilustra bem a situação. O imbróglio tem tomado conta da APA do Pouso Alto, uma UC estadual em Goiás. A APA engloba Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Colinas do Sul, Nova Roma, São João da Aliança e Teresina de Goiás.

Criada por meio do Decreto Estadual no 5.419, em 2001, a Área Protegida tem 872 mil hectares e, por estar no bioma Cerrado, é considerada um hotspot. Isto é, uma área prioritária para conservação rica em biodiversidade, porém ameaçada.

O problema é a aprovação do plano de manejo que está em discussão desde 2005. “A versão mais recente sofreu manipulação de um grupo que domina o Conselho Consultivo e é comprometido com interesses da agroindústria. O grupo propõe pontos que podem causar ameaças irreversíveis”, explicou Marcus Saboya, da ONG Rede de Integração Verde ao Blog do Observatório. Saboya integra o Conselho Consultivo como representante da sociedade civil.

O ambientalista define a situação como “uma queda de braço” entre grupos econômicos e segmentos ambientais. As grandes pressões sobre a APA são a agricultura industrial de soja e milho, além do plantio de eucaliptos, cultivo de transgênicos e uso intensivo de agrotóxico.

A versão do plano de manejo que espera ser votada prevê a facilidade de desmatamento de 100 hectares em áreas mais sensíveis sem a necessidade de estudos, “uma licença praticamente automática”, criticou. “A APA ficaria a mercê do código florestal estadual de Goiás que virou um corredor da soja. Será permitida a pulverização aérea de agrotóxicos dentro da APA. Com o tempo, irá contaminar as nascentes”.

Outra preocupação para o ambientalista é proteger os campos de altitude acima de 1.200 metros. “Estamos sem nenhuma proteção dessas regiões de nascentes”, reclamou.

A esperança, anunciou Saboya, é a interferência do Ministério Público, que pediu vistas da documentação para verificar a legitimidade e legalidade do Conselho Consultivo e da Procuradoria Geral da República, que já instaurou inquérito civil público para acompanhar o processo.

Na opinião de Reuber Brandão, o estado de Goiás tem uma “mentalidade ruralista” tendo a Chapada dos Veadeiros como a última fronteira dos grandes empreendimentos agrícolas.

“É um perfil vândalo de degradação e não de desenvolvimentista dessa APA. Este padrão de uso dos recursos naturais já colocou várias UCs de Goiás em estado de calamidade”, denunciou.

Este texto é original do blog Observatório de UCs, republicado em O Eco através de um acordo de conteúdo.

Projeto sobre uso da biodiversidade

Ambientalistas afirmam que texto aprovado privilegia apenas os interesses empresariais e viola o direito de povos tradicionais e seus conhecimentos

No dia 10 de fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7735/2014, que facilita o acesso ao patrimônio genético de plantas e animais do país. O texto do deputado Alceu Moreira (PMDB/RS), substitutivo à proposta do governo federal apresentada em junho passado, regula as formas de exploração da biodiversidade existente no país e modifica procedimentos para que empresas e organizações iniciem os trabalhos de pesquisa. Ambientalistas afirmam que texto aprovado privilegia apenas os interesses empresariais e viola o direito de povos tradicionais e seus conhecimentos.
No documento, patrimônio genético é definido como “informação de origem genética de espécies vegetais, animais, microbianas, ou espécies de outra natureza, incluindo substâncias oriundas do metabolismo destes seres vivos”.
Entre os principais pontos aprovados, estão a retirada de penalidades impostas a empresas que descumpriram regras ligadas à exploração de materiais provenientes de plantas ou animais e a criação de normas de pagamento pelo uso de recursos genéticos naturais por empresas, tanto para o governo, quanto para povos tradicionais, como os indígenas.
A Organização Não Governamental WWF-Brasil assinou, no dia 2 de março, carta elaborada por representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares em que as organizações repudiam o Projeto de Lei. Para estes grupos, o que a lei tem de garantir são princípios como o do consentimento prévio informado para o acesso ao conhecimento tradicional associado aos recursos genéticos, assim como repartição justa e equitativa dos benefícios advindos da utilização do conhecimento tradicional associado.
“No projeto aprovado pela Câmara, a parte da repartição – que interessa aos povos tradicionais – ficou muito aquém do que se esperava. Isso desequilibra e torna o jogo injusto para indígenas, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas e outras populações tradicionais”, afirmou a CEO do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

Veja os principais pontos aprovados no projeto de lei 7.735/2014:
Acesso ao patrimônio genético
Modifica a forma de solicitar autorização para explorar a biodiversidade. Antes, as empresas tinham que submeter uma documentação ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) e aguardar a aprovação para iniciar os trabalhos. Agora, organizações nacionais podem fazer um cadastro simplificado pela internet.

Segundo ambientalistas, esse ponto do projeto de lei permite atividades sem qualquer tipo de fiscalização. Para a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, a medida desburocratiza o acesso ao patrimônio genético.

Pagamento pela exportação
Se um produto foi criado a partir de material existente na biodiversidade brasileira, a empresa terá que repassar de 0,1% a 1% da receita líquida anual obtida com a exploração econômica. O dinheiro será destinado ao Fundo Nacional de Repartição de Benefícios.

Comunidades tradicionais
Segundo o projeto de lei, índios e povos tradicionais, como quilombolas e ribeirinhos, terão direito a participar da tomada de decisões sobre assuntos relacionados à conservação e ao uso sustentável de seus conhecimentos tradicionais.
Além disso, a exploração econômica de seus conhecimentos deverá ser feita com consentimento prévio por meio de assinatura por escrito, registro audiovisual, parecer de órgão oficial competente ou adesão na forma prevista em protocolo comunitário.
Pagamento em ‘dinheiro’ ou ‘ações’

Os benefícios obtidos da exploração do conhecimento tradicional podem ser pagos em dinheiro ou em ações “não monetárias”, como investimentos em projetos de conservação, transferência de tecnologias, capacitação de recursos humanos ou uso sustentável da biodiversidade.

Segundo ambientalistas, a alternativa “não monetária” pode prejudicar arrecadação de investimentos.

Pequenos estão livres de pagamento
Microempresas, empresas de pequeno porte, microempreendedores individuais e cooperativas agrícolas estão isentos do pagamento pela exploração econômica do patrimônio genético de espécies encontradas no Brasil.

Isenção de infratores
O projeto de lei prevê que as empresas assinem um termo de compromisso com a União e consigam a suspensão de notificações e multas aplicadas por irregularidades cometidas até um dia antes da entrada em vigor da nova legislação, que passa a valer quando publicada no Diário Oficial da União, após ser sancionada pela presidente.
Com isso, quem infringiu as regras impostas pela Medida Provisória de 2001 e foi penalizado por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), por exemplo, não terá necessidade de pagar integralmente as multas aplicadas, que terão seus valores reduzidos em 90%.
Segundo a Confederação Nacional das Indústrias, a CNI, o novo marco legal simplifica a regularização e adequa as atividades em andamento.

Lista
A repartição de benefícios deve acontecer apenas sobre os produtos previstos na Lista de Classificação de Repartição de Benefícios, a ser criada e atualizada por seis ministérios, incluindo as pastas do Meio Ambiente, Justiça, Agricultura e Indústria e

Comércio Exterior.
Ainda não há previsão de quando essa relação ficará pronta. Críticos afirmam que as empresas deverão influenciar na escolha dos produtos que vão compor a lista.

Programa nacional
Institui o Programa Nacional de Repartição de Benefícios com o objetivo de promover a conservação da diversidade biológica; proteção, promoção do uso e valorização dos conhecimentos tradicionais associados; e levantamento e inventário do patrimônio genético, considerando a situação e o grau de variação das populações existentes.
Além disso, o programa prevê apoio a populações indígenas, comunidades tradicionais e agricultores tradicionais no manejo sustentável.

Próximos passos
O projeto de lei já foi enviado para o Senado Federal, onde será analisado por um novo relator, ainda a ser definido pela Casa. O texto aprovado na Câmara terá que ser votado no Senado em até 45 dias. Caso contrário, a pauta de projetos ficará trancada.

*Com informações do G1

Então, Mia Couto

Me permito a compartilhar algumas palavras descritas por algum personagem que encontro no meu caminho..

e subitamente me deparo com você que quis me escutar…

Os pedaços de mim…

Fui Sabendo de Mim

Fui sabendo de mim

por aquilo que perdia

pedaços que saíram de mim

com o mistério de serem poucos

e valerem só quando os perdia

fui ficando

por umbrais

aquém do passo

que nunca ousei

eu vi

a árvore morta

e soube que mentia

 Mia Couto em Raiz de Orvalho e Outros Poemas

Arara brasileira é o pássaro em extinção mais raro do mundo

A ave conhecida também como arara-spix está muito perto de ser completamente extinta.

A ave arara-spix ( Cyanopsitta Spixii ) está muito perto de ser completamente extinta.

A Arara Spix tem o tamanho de um papagaio médio e uma cauda longa.  Sua plumagem, azul mais escuro no dorso, asas e cauda, é muito procurada para enfeitar cocares, flechas e outros artigos indígenas. A cabeça apresenta tons acinzentados, os olhos são amarelos, e o bico, a parte nua da cara e os pés são pretos.

Se você assistiu ao filme Rio, da Disney, deve se lembrar das araras-azuis sendo levadas para um cativeiro. Na vida real a coisa não é muito diferente e, ao que tudo indica, apenas as aves em cativeiros estão preservadas e são mantidas por pesquisadores que tentam resgatar a espécie antes que seja tarde demais.

Estima-se que menos de 100 araras-azuis estejam vivas e, como se não bastasse, a falta de diversidade genética parece ser um grande problema para a reprodução desses animais. É por isso que alguns cientistas já tentam trabalhar, inclusive, com técnicas de inseminação artificial.
A Arara-spix De acordo com o diretor Carlos Saldanha, responsável pelo filme Rio, a ideia de contar a história de uma arara-spix, conhecida também como “ararinha-azul”, ocorreu justamente com a intenção de mostrar às pessoas que esse é um pássaro que praticamente não existe mais e que é preciso encontrar uma maneira de salvar a espécie.

Essa linda ave, nativa do Brasil, é um dos animais mais raro de todo o planeta. A arara-spix parece contar agora com apenas um representante, já que um desses pássaros morreu recentemente, conforme informações da Discovery.

destaque do

http://www.correiodaamazonia.com.br/arara-brasileira-e-o-passaro-mais-raro-mundo/

Os gambás se cheiram

Um proposito em despertar em cada um,  todos , exatamente todos nós , temos a nossa relevância estabelecida por nossa relação de vida, sem prejulgamento ou preconceito de alguns valores estabelecidos por nós humanos.

Gambá capturado numa armadilha

gambá ( (Didelphis marsupialis)

Os gambás (Didelphis marsupialis) são animais com quarenta a cinquenta centímetros de comprimento, sem contar com a cauda, que chega a medir quarenta centímetros. Têm um corpo parecido com o rato, incluindo a cabeça alongada, mas com uma dentição poliprotodonte (que têm mais de dois incisivos ). A cauda tem pelos apenas na região proximal, é escamosa na extremidade e é preensil, ou seja, tem a capacidade de enrolar-se a um suporte, como um ramo de árvore.

É justamente devido à presença do marsúpio que os gambás receberam este nome. A origem da palavra é da língua tupi-guarani, onde “gã´bá” ou “guaambá” significa seio oco ou ventre aberto, referindo-se ao marsúpio onde os filhotes ficam até tornarem-se capazes de sobreviver longe dos cuidados da mãe. No Brasil, existem quatro espécies de gambás, sendo que duas delas têm distribuição no Rio Grande do Sul. São elas: a Didelphis aurita, conhecida popularmente como gambá-de-orelha-preta , e a Didelphis albiventris, mais conhecida como gambá-de-orelha-branca .                                                                                                                                                                      As patas são curtas e têm cinco dedos em cada mão, com garras. Têm marsúpio (bolsa externa de alguns mamíferos) como o cangurú e, ao contrário da maioria dos marsupiais, sua cauda é menor que seu corpo. Sua média de vida é de 4 a 5 anos.                                      Ele possui duas glândulas localizadas a cada lado da abertura anal que secretam um líquido malcheiroso,- ferozmente fedorento – um tipo de álcool chamado butilmercaptana que pode ser esguichado em até 4 metros de distância. Ocorre que aquelas glândulas só entram em ação quando o gambá está irritado ou se sente ameaçado. “É uma forma de defesa porque o forte cheiro acaba por afastar os animais que oferecem perigo”, explica a bióloga Fátima Viveiros Valente, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Em situações normais, o gambá apresenta um cheiro característico muito mais fraco, como os outros animais.                                                                    Este mesmo odor é produzido pela fêmea na época da reprodução, para atrair o macho.                                                                             Outra estratégia para escapar dos perigos é o comportamento de fingir-se de morto até que o atacante desista.                                                          Seu hábito de fingir-se de morto é famoso. Com a aproximação do perigo o gambá amolece o corpo, deixa a cabeça pender para um lado, abre a boca e coloca a língua de fora. Embora pareça morto e nem sequer estremece quando gravemente mordido pelo predador, o cérebro do gambá permanece em plena atividade para identificar e aproveitar a menor chance de fuga.

De que forma o animal alcança esse aparente bloqueio total dos sentidos é um mistério insolúvel para os zoólogos.
São solitários, porém, na época do acasalamento, formam casais para reproduzir. Neste período o casal constroi um ninho de galhos e folhas secas.
O gambá tem hábitos noturnos, ou seja, começa a caçar e coletar alimentos durante o período da noite. A alimentação dos gambás consiste em ovos, frutos, vermes, insetos, lagartos, anfíbios e até mesmo filhotes de pássaros. Além de se alimentar de aves e seus ovos, o gambá tem especial predileção por sangue. Por isso, é conhecido como sanguinário.                                                                                      Os gambás podem reproduzir-se três vezes durante o ano, dando dez a vinte filhotes em cada gestação, que dura de doze a catorze dias.

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS GAMBÁS PARA O MEIO AMBIENTE?                                                                                                                     Ao se alimentarem de insetos e roedores, os gambás acabam controlando o tamanho populacional desses animais, evitando o surgimento de grandes pragas urbanas. Além disso, eles também atuam como dispersores de sementes, ao se alimentarem dos frutos de diferentes espécies de plantas.

 

Baseado na publicação:

A importância de todos os animais de Willian Bach

 

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

photography from the ground up

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