Archive | julho 2015

Cerrado terapeutico

Chuva de saúde no Cerrado
As frutas do bioma brasileiro, como a cagaita, o cajuzinho e o ticum, têm bem mais antioxidantes que a maçã. E podem originar novos remédios, até mesmo contra o câncer.
palmeira tucum
Ao analisar o conteúdo de agentes antioxidantes em frutas do Cerrado, pesquisadores brasileiros fizeram uma descoberta interessante: comparadas à fruta mais consumida para fins terapêuticos no Hemisfério Norte, a maçã, as nossas são bem mais saudáveis. Aquela história de que uma maçã ao dia deixa a pessoa sadia vai mudar, pelo menos por aqui. Em termos de terapia antiestresse e antirradicais livres, as frutas do Cerrado deixam a maçã para trás. É o que mostra um estudo da doutora Sandra Arruda e colaboradores da Universidade de Brasília, publicado na Revista PLOS One.
O Cerrado é um bioma de pouca umidade e solo ácido e pobre, parecido com a Savana africana. Mas apresenta uma diversidade de flora impressionante: são mais de 1,1 mil espécies, 40% delas nativas. Esse ambiente hostil à vegetação funcionaria como um filtro, de forma a selecionar as espécies mais resistentes ao estresse oxidativo que causa o envelhecimento e a morte celular em plantas e animais. Esses mecanismos de defesa desenvolvidos pelas plantas podem ser usados em humanos como anti-inflamatórios, anti-hipertensivos e até como drogas anticâncer. A busca de novas moléculas terapêuticas na nossa natureza é um desafio enfrentado pelos cientistas brasileiros, já que recursos da indústria e do governo começaram a brotar nos últimos anos. E a riqueza de nossa flora atrai interesses de toda a comunidade científica mundial.
O estudo comparou 12 espécies nativas de frutas do Cerrado com a maçã: foram o araticum, o baru, a cagaita, o cajuzinho, a guabiroba, o ingá, o jatobá, o jenipapo, a jurubeba, a lobeira, a mangaba e o tucum. Os cientistas colheram 1 quilo desses frutos e extraíram os princípios ativos antioxidantes conhecidos: flavonóis, flavonoides amarelos, antocianinas, vitamina C e carotenos e mediram sua concentração nos extratos dessas frutas. E avaliaram sua capacidade de neutralizar radicais livres em várias reações químicas, comparando cada uma das frutas com a maçã. E concluíram: nove das 12 frutas (araticum, cagaita, cajuzinho, ingá, jenipapo, jurubeba, lobeira, mangaba e tucum) tinham altas concentrações de fenóis, e mais capacidade antioxidante do que a maçã.
Desses, o araticum e o tucum são os mais ricos em flavonoides. Cajuzinho, jatobá, jurubeba e tucum mostraram altos índices de vitamina C. As frutas que contêm mais componentes bioativos (portanto, as mais antioxidantes) são o araticum, a cagaita, o cajuzinho, a jurubeba, a lobeira, a mangaba e o tucum. Segundo os autores, se forem ingeridas porções diárias dessas sete frutas típicas do Cerrado, especialmente o araticum, a cagaita, a lobeira e o tucum, uma ação protetora antioxidante, antienvelhecimento e preventiva contra doenças crônicas poderá ocorrer.
O estudo também fez dois tipos de extrações das substâncias bioativas nas frutas, um com água e outro com álcool. Nas extrações alcoólicas, a quantidade de muitos antioxidantes obtida foi bem maior. Ou seja, uma caipirinha com frutas do Cerrado, pelo menos se ingerida com moderação, pode ser tão saudável quanto e bem melhor que suco de maçã.
Reportagem Revista Ciencia – Terra – Vida

Lobo-Lobô , goma do sertão do cerrado

A utilização do Lobo-lobo-maior, também conhecido como Quilombo, nas comunidades do Alto do Vale do Jequitinhonha, teve início com o ciclo do ouro e diamante na região de Diamantina. O garimpo como atividade principal da época, aproveitava-se dos escravos para garantir êxito da empreita e essa mão de obra barata era alimentada principalmente com os recursos naturais locais. E é aí que entraram para a cozinha ingredientes encontrados com fartura na região para dar sustança aos trabalhadores. Acredito que um dos principais pratos seria o angu, que contracenava com o Ora-pró-nobis, os brotos de Samambaia, o Quiabo-da-lapa e também o Lobo-lobô. Este último tem nome meio afrancesado e penso que alguns dos naturalistas que passaram por aqui, como Saint Hilaire, talvez tenham influenciado na adoção deste nome.
As populações tradicionais, principalmente as comunidades negras, utilizaram e ainda utilizam o Lobo-lobô na culinária quando a demanda é “engrossar o caldo”, seja do feijão, da sopa rala ou do frango ao molho pardo. Adicionado quando o prato está no estágio final de preparação, rapidamente ele mostra sua
capacidade de dar maior consistência a água do cozimento, agindo de maneira muito semelhante a famosa “Maizena”. Este recurso ainda é usado por algumas cozinheiras da região e tem gente que vem de longe só para saborear um “Frango ao Molho Pardo com Lobo-lobô”.
Desde o ano de 2010 tenho participado ativamente de uma iniciativa de produção de incensos naturais a partir dos recursos vegetais dessa região. Uma das primeiras demandas foi a de conseguir identificar uma planta que promovesse a aglutinação dos muitos pós que formam a massa, mas esta planta não poderia interferir no aroma e nem na queima completa da vareta. A lembrança do Lobo-lobô foi imediata. Ele é atóxico, medra em profusão no alto da Serra do Espinhaço, além de regenerar facilmente quando submetido a uma poda drástica. Depois de alguns experimentos para determinar a quantidade a ser utilizada, não tivemos mais dúvida de que ele faria parte da fórmula básica da massa dos incensos.
O ritual de sua coleta e preparo é simples. Basta dar uma chegada ali na serra com um facão afiado, cortar alguns de seus longos e finos galhos, raspando e desprezando a casca de fora, que é bem fina e seca. A entrecasca verdinha que fica logo abaixo se solta facilmente da madeira quando machucada e é ela que vai para o sol até ficar bem sequinha. Em seguida são levadas ao pilão para tomar um bocado de pancada, se transformando num pó bem fino, que deve ser guardado num pote hermeticamente fechado. Daí tá pronto. Pode-se usá-lo no dia a dia da cozinha ou no preparo da massa de seu incenso. Como é que se faz incenso? Ah, isso é uma prosa longa, que na próxima lua cheia conto para vocês. Inté!

Quando floresce o Embiriçu

Imagens que retratam um turbilhão de encamento..
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Foto de Paulo Ernani Ramalho Carvalho

Cores e formas inéditas no Cerrado

Tão discreta quanto a beleza é a destruição do Cerrado, a grande savana brasileira

Exótico, composto por mosaicos e abrigo de plantas com pequenos, ricos e incontáveis detalhes, o Cerrado responde por um terço de todas as espécies de flores brasileiras descobertas por cientistas de 1990 a 2006. Nesses 17 anos, pesquisadores descobriram e catalogaram no bioma 966 espécies de angiospermas, família de plantas capazes de produzir flores, frutos e sementes. A quantidade de flores do Cerrado, que passaram a ser conhecidas pela comunidade científica há pouco tempo, só é inferior ao número de espécies encontradas na Mata Atlântica (veja o quadro). Supera até as espécies da Amazônia, ainda pouco estudada.
A presença das espécies da Mata Atlântica e do Cerrado no topo da lista, elaborada pelos pesquisadores Marcos Sobral e João Renato Stehmann para uma tese de doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem pelo menos duas justificativas. A primeira é a riqueza de fauna e flora dos biomas, com áreas endêmicas para diversas espécies (só se manifestam nessas áreas). Outra razão, apontada no estudo dos pesquisadores da UFMG, é o fato de os 2 biomas pertencerem ao grupo das 26 áreas mais relevantes para conservação no planeta.
Orquídeas, leguminosas, bromélias, ervas e arbustos foram as espécies mais encontradas nos últimos 17 anos nos biomas brasileiros. No Cerrado, um único pesquisador – Tarciso Filgueiras, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – catalogou 15 novas espécies de árvores, arbustos e ervas. O botânico Luciano Bianchetti, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), esteve à frente de 15 descobertas de orquídeas pertencentes a uma mesma família. Em 18 anos, o trabalho de Taciana Cavalcanti, também da Embrapa, resultou na catalogação de 29 novas espécies da família Lythraceae.
As descobertas em todo o território brasileiro dão a proporção de 0,59 espécie por quilômetro quadrado, como mostra o levantamento dos dois pesquisadores da UFMG. O ideal, segundo eles, seriam três espécies por quilômetro quadrado. No Cerrado, pesquisadores chegam a encontrar de 11 a 28 espécies de plantas em um único metro quadrado, algumas delas inéditas.
Ao todo, são mais de 12 mil espécies de plantas do bioma já catalogadas. Há 10 anos, eram 6 mil e, na década de 60, a primeira lista citou apenas 200 espécies. Estudiosos estão correndo para não perder informações sobre uma riqueza ainda pouco explorada.
A exploração econômica predominante – que não condiz com o Cerrado em pé – é responsável por índices de desmatamento fora do controle. Em Goiás, resta apenas um terço da vegetação de Cerrado. Em 132 dos 246 municípios goianos restam menos de 20% da cobertura vegetal. A quantidade de autorizações para desmatar aumentou 467% em seis anos. Muitas espécies ainda não descobertas, diante desse cenário, podem ser dizimadas antes da catalogação.

Essências
As orquídeas do Cerrado catalogadas pelo botânico Luciano Bianchetti estão na relação de 966 novas espécies de flores descobertas no bioma de 1990 a 2006. Boa parte delas pode ser usada em ornamentação. Outras podem render essências aromáticas e para a alimentação, mas isso ainda depende de pesquisa. Luciano explica que a essência de baunilha, por exemplo, é extraída de uma orquídea.
Segundo o pesquisador, as orquídeas do Cerrado – as novas espécies são raras, pouco encontradas – se manifestam em áreas abertas, luminosas e úmidas, propícias à agricultura. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no nordeste goiano, é onde mais se encontram as novas orquídeas, a exemplo do que ocorre com outras espécies. As plantas inéditas, porém, podem ocorrer em reservas legais de fazendas ou, até mesmo, na beira de uma estrada. “É preciso estudar as condições ecológicas das espécies, para que se preservem as áreas”, ressalta Luciano Bianchetti.

Essa foto de Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é cortesia do TripAdvisor
Ciência desconhecia taquaruçu
O taquaruçu, conhecido bambu utilizado por comunidades de Santa Terezinha de Goiás, só foi identificado pela ciência há poucos anos. Ganhou o nome de Guadua magna, e foi objeto de uma dissertação de mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG). A identificação científica, inédita, ficou a cargo do doutor em Botânica Tarciso Filgueiras, pesquisador da reserva ecológica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e professor da Universidade de Brasília (Unb). O conhecimento, porém, já existia nas comunidades que vivem do extrativismo no Cerrado.

bambu_inteiro taquaruçu

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O taquaruçu tem em média 20 metros de altura e diâmetro de 8 a 12 centímetros. Presente em matas de galeria, o bambu cresce dentro da água. Móveis, camas, cadeiras e cercas são fabricados pela população local com ele. Tarciso Filgueiras acredita que o bambu exista também no Cerrado de Tocantins e do Mato Grosso. O pesquisador descobriu outra espécie de grande porte, na Chapada dos Veadeiros. “É uma árvore com três metros de altura e casca grossa.”

baseado na reportagem de Vinicius Jorge Sassin

Quiabo-da-lapa planta do cerrado que não frequenta a mesa do consumidor

Aqui pelos lados do cerrado mineiro, se a gente juntar tudo que choveu no finalzinho do ano passado com mais o tiquinho de água que desceu nesse começo de ano, quase que não dá pra encher uma caneca! Dei de ficar matutando como é que esse mundão de gente morando nos ajuntamentos das grandes cidades vai beber e comer… Muita gente acha que comida brota nas prateleiras dos supermercados. E, quando acaba, é só buscar lá no depósito que tudo se resolve. Será?
Quem vive de plantar, colher, beneficiar e depois vender, sabe que a coisa não é bem assim. Na lavouragem do dia a dia, somente um ou outro produtor rural tem água em quantidade pra tocar seu roçado e garantir alimentação pra essa tanteira de gente urbanoide. A maioria dos produtores depende do regime de chuvas, que anda bem descabeceado nesses últimos tempos.
quiabo da lapa
Sob essa perspectiva, a experimentação de novas plantas para compor o cardápio naturalmente tende a aumentar. Pensando nisso, lembrei-me de uma prosa antiga que travei com meu amigo Ademil, garimpeiro antigo, que em sua mocidade explorou, com força, ouro e diamante nas cabeceiras do Jequitinhonha. De acordo com ele, “naquele tempo, dificuldade é que num faltava, pois as distâncias demasiadas e o transporte só se dava a pé ou em lombo de animal. Pra gente comer, cada qual se virava como podia e, muitas das vezes, a solução era procurar por ali mermo qualquer coisa que desse pra gente tapar o buraco da barriga. E olha que trabalho de garimpo é serviço bruto e, quando dava a volta do dia, a fome montava medonha!”.
Curioso, perguntei-lhe por um exemplo de coisa diferente usada por eles na alimentação e a resposta veio rápida: “Nessas serras, o quiabo-da-lapa (Cipocereus minensis) dá por todo lado e aquilo é gostoso demais. O cozinheiro é que penava pra despelar toda aquela espinharia, pois primeiro tinha de sapecar ele no fogo, segurando com cuidado pra não espetá a mão e, em seguida, raspava a casca com uma faca até desfazer a espinhada. Daí, era só o tempo do toicinho chiar na panela pra gente refogar ele já picadinho. Com angu forrando prato e o quiabo-da-lapa meio babento, derramado por riba, hummm, é uma delícia”.
Como essa planta, existem centenas de espécies vegetais com grande potencial alimentício e que não frequentam a mesa do consumidor, principalmente por falta de informação. O recente lançamento do livro “Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil”, da Editora Plantarum, tenta resolver essa limitação. Com belas imagens, são descritas mais de 300 novas possibilidades alimentares, assim como o quiabo-da-lapa, sempre acompanhadas por três receitas já experimentadas. Para quem gosta de se aventurar na cozinha, essa publicação é uma viagem sem volta a novos sabores.
Bom apetite e até a próxima lua!
reportagem de Marcos Guião – redacao@revistaecologico.com.br

Bromélias no cerrado

BROMÉLIA / GRAVATÁ. (PÓS-FOGO).
Trabalhos taxonômicos com os Cactos, Bromeliáceas, quase sempre são plantas que dividem os mesmos habitat.
Bromélias do Cerrado, onde nos seus diferentes ecossistemas vivem centenas de espécies endêmicas.
Durante esses anos, a regra é a destruição de vários habitat dessa família no Bioma Cerrado e, com o desmatamento indiscriminado, uma prática incontrolável e em acelerado avanço, é certo que dezenas de espécies já foram extintas e outras correm também risco iminente.

Abacaxi-de-tingir Abacaxi de tingir (Aechmea bromeliifolia)
(Aechmea bromeliifolia) Bromeliaceae
Bromélia típica da Mata Atlântica. Folhas rígidas e encartuchadas.
Inflorescência em forma de espiga, na extremidade de uma haste
ereta. Brácteas vermelhas ou róseas.Fornece uma tinta amarela,
empregada em tinturaria.

Cravo-do-mato (Tillandsia Geminiflora)
Bromeliaceae
Planta nativa do Brasil. Folhas maleáveis. Inflorescência em
racemo heterotético globosa, densa. Brácteas primárias verdes
vinosa. Brácteas florais triangulares. Ocorre na Caatinga, Cerrado
e Mata Atlântica. É exclusivamente epífita.
Bromélia-zebra (Aechmea chantinii) (2)
Bromélia vaso prateado
(Aechmea fasciata)
Bromeliaceae
Bromélia de porte médio. Folhas rígidas, com espinhos na borda,
dispostas de forma roseta. Inflorescência formada por pequeninas
flores azuladas e brácteas cor-de-rosa. Os exemplares típicos
apresentam faixas transversais claras em suas folhas.

No Cerrado, as Bromélias remanescentes do desmatamento e do fogo, são sistematicamente destruídas pelos agricultores que não suportam seus espinhos e assim, várias espécies desconhecidas pela ciência, estão sendo extintas antes mesmo de serem conhecidas
BROMÉLIAS (bromeliad)
Plantas tropicais de grande popularidade e muito usadas em decoração de jardins.
Não são plantas parasitas, são epífitas (se apoiam em outro vegetal para sobreviver).
Também podem ser terrestres ou rupícolas.
Suas inflorescências são compostas por lindas brácteas coloridas.

Serra da Canastra – MG O berço do velho Chico

Em uma região calma nasce um dos mais importantes rios brasileiros, o São Francisco. O Velho Chico, rio da integração nacional, surge como um filete e pouco depois despenca em uma cachoeira esplendida de 200m. Aliás, cachoeira é o que não falta neste chapadão em forma de baú, daí o nome canastra. Mas, assim como os outros parques nacionais, a Canastra também sofre com a falta de fiscalização e os incêndios criminosos.parque nacional da serra da canastra
O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 com o intuito de proteger a nascente de um dos rios mais importantes do país, o São Francisco, além de outras nascentes localizadas dentro de seus 71.525 hectares. Seu cenário belíssimo inspirou o pintor francês Jean-Baptiste Debret a pintar a Cachoeira Casca D Anta no século XIX.
Aspectos culturais e históricos
A unidade apresenta na extremidade norte uma cultura arqueológica representativa como as pinturas de caverna, agulhas de osso, machados de pedra e cerâmica. Quanto à cultura contemporânea apresenta lendas da localidade e lugares históricos.
Aspectos naturais
O relevo do Parque é caracterizado por dois chapadões: o da Serra da Canastra e o da Zagaia, tendo ainda um perfil plano. As encostas dos chapadões consistem em descidas íngremes e precipícios.
Com vegetação típica de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, a flora é representada por canela-de-ema, fruta-de-lobo, pequi e pau-de-colher.
A fauna não é muito diversificada e apresenta diversas espécies em extinção: tatu-canastra, lobó-guará e o tamanduá-bandeira. Aves como o tucano-açu, a ema, o canário-da-terra e o curió também são encontradas ali.
Clima
O clima da região é subtropical com temperaturas médias anuais de 17°C no inverno e 23°C no verão. Um bom período para visitar o parque vai de abril a outubro, quando chove menos e as águas das cachoeiras ficam mais cristalinas. Novembro e dezembro são meses de bastante chuva. O mês mais frio é julho e os mais quentes são janeiro e fevereiro. A época ideal para visitação é de abril a outubro.
Atrações
Possui muitas belezas cênicas, algumas de difícil acesso. As mais procuradas são a nascente do rio São Francisco e as partes alta e baixa da cachoeira Casca D’anta. Deve-se visitar também: Cachoeira do Rolinho; Garagem de Pedras (que oferece vista panorâmica do Vale dos Cândidos) e Serra da Babilônia.
Para que a sua visita ao Parque alcance os seus objetivos, siga as seguintes instruções:
1) Para sua segurança, a entrada e o consumo de bebidas alcoólicas não são permitidos;
2) A entrada e o uso de equipamentos coletivos de som não são permitidos, por perturbarem a fauna e visitantes;
3) No Parque, só é permitido trafegar nas estradas abertas à visitação. A velocidade máxima é 40 km/hora;
4) Em sua visita ao Parque não colete nada, principalmente plantas, animais e rochas;
5) Para sua segurança a prática de esportes radicais como: rapel, canyoning, tirolesa, pêndulo, escalada e outros não são permitidos no Parque;
6) É permitido fazer churrasco somente na parte baixa do Parque-Portaria Casca D’anta;
7) Em sua visita ao Parque retorne com o lixo para as Portarias, por gentileza;
8) A entrada de animais domésticos no Parque não é permitida;
9) Em Unidades de Conservação não é permitida a entrada de visitantes portando armas, materiais ou instrumentos destinados a corte, caça e pesca;
10) Para sua segurança é aconselhável o uso de sapato fechado, antiderrapante e confortável. (Em caso de qualquer irregularidade, será aplicada multa prevista em Lei).
Infra-estrutura
É aberto à visitação todos os dias, de 8:00 às 18:00 hs e é cobrado um valor pequeno para entrar no parque. O parque conta com Centro de Visitantes e alojamento para pequenos grupos e pesquisadores. Delfinópolis e São Roque de Minas possuem infra-estrutura simples com pequenos hotéis, pousadas, campings e restaurantes.
Objetivos específicos da unidade
Proteger significativa área que apresenta praticamente todas as fitofisionomias que englobam formações florestais, savânicas e campestres, o que é pouco comum em outras áreas protegidas do Cerrado e ainda área de tensão ecológica entre o Cerrado e a Floresta Atlântica.
Proteger, em estado natural, zonas de recarga e cabeceiras de drenagem inseridas nos Chapadões da Canastra e da Babilônia. Proteger nascentes das bacias dos rios São Francisco, Araguari, Santo Antônio (Norte e Sul), Bateias, Grande e Ribeirão Grande.
Decreto e data de criação
Foi criado pelo Decreto n.º 70.355 de 03.04.1972.
Endereço para correspondência
Rua Tancredo Neves, 498.
37928-000 – São Roque de Minas – MG
Fone: (37) 3433-1840
Fax: (37) 3433-1195

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

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Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

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