Archive | agosto 2015

Rapôsa no cerrado

Rapôsa-do-Campo (Lycalopex vetulus) Canídeo de pequeno porte, mede aproximadamente 60 centímetros e pesa cerca de 4 Kg. A pelagem tem uma coloração marrom acinzentado, com uma linha negra na região mediana dorsal. Uma característica muito importante e que esta espécie possui a base das orelhas e partes das patas amareladas e queixo branco. Apresenta manchas negras na cauda. As vezes pode ser confundida com outros canídeos, como o cachorro do mato, por exemplo.

Raposa do campo, raposinha do campo, cachorro de dentes pequenos ou Jaguapitanga (Pseudalopex Vetulus) e um canideo nativo do Brasil, que habita os campos e cerrados. // Fox field, little fox field, small teeth or dog Jaguapitanga (Pseudalopex vetulus) and canid native Brazil, inhabiting camps and cerrados. Marcos Issa - RJ - 2009

Raposa do campo, raposinha do campo, cachorro de dentes pequenos ou Jaguapitanga (Pseudalopex Vetulus) e um canideo nativo do Brasil, que habita os campos e cerrados. // Fox field, little fox field, small teeth or dog Jaguapitanga (Pseudalopex vetulus) and canid native Brazil, inhabiting camps and cerrados. Marcos Issa – RJ – 2009


A redução e perda de seu habitat e proximidade com fazendas nas regiões urbanas próximas a agricultura, fez com que estes animais fossem caçados pelo homem por serem considerados uma ameaça a criação de galinhas e outros animais domésticos.
Vive nas vegetações do cerrado e caatinga do Brasil, como campos de vegetação aberta e poucas arvores. É um animal que gosta muito de atravessar estradas e por isso e muito comum encontrar vários desses animais atropelados em rodovias. E tímido mas quando ameaçado pode ser bastante agressivo, principalmente defendendo seu território e sua prole. Existem informações de que grupos familiares podem utilizar áreas de pastagem, onde existe criação de gado e/ou áreas utilizadas por outros animais domésticos. Dados obtidos através de monitoramento por meio da radiotelemetria demonstraram uma área de uso de 385 ha.
É uma espécie noturna e aparentemente solitária, exceto quando em unidades familiares, que podem consistir de uma fêmea e seus filhotes ou em pares sexuais. O período de acasalamento ocorre a partir de junho e a gestação dura aproximadamente 50 dias, podendo parir até quatro filhotes por ninhada na primavera. Pode utilizar tocas de tatus abandonadas como abrigo ou ninho para seus filhotes. A longevidade e de 13 anos.
Esta espécie é considerada onívora, com sua dieta constituída predominantemente de insetos (especialmente cupins), mas podendo incluir sementes, frutos, aves, pequenos mamíferos e répteis.
Ocorre desde o Ceara, passando por parte de São Paulo e pelos estados de Minas Gerais,Goiás, Mato grosso e Mato Grosso do Sul.

A Lenda do Urutau

O urutau (Nyctibius griseus), pássaro que em tupi-guarani significa ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco, um galho ou um mourão de cerca. À noite, faz ecoar um canto melancólico, parecido com um lamento humano.
Mede cerca de 37 cm de comprimento, 80 cm de envergadura e pesa entre 160 e 200 g (macho).
Vive em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados e é encontrado da Costa Rica à Argentina.

A Lenda do Urutau encontrado em Barão Geraldo
Em forma de “hu-hu-hu”, que se faz ouvir após o anoitecer, procura, a solidão mais espessa dos bosques, de onde faz desprender a sua voz cheia de lamentos. Para muitos, a sua voz é semelhante ao clamoroso lamento de uma mulher que termina com amortecidos “ais”. O seu canto provoca, portanto, espanto e piedade aos que possam ouvi-lo e é também fantasmagórico. “Meu filho foi, foi, foi” – interpreta o povo.
A par da voz queixosa e plangente, uma quase invisibilidade, confere-lhe o caráter de um ente misterioso. Muitos não o tomam por uma verdadeira ave, mas sim por um ser fantástico, inacessível à mão e aos olhos humanos. Já outros, porém, não duvidam de sua existência, mas consideram-no como um ente enigmático e superior, dotado de muitas qualidades fora das leis naturais, entre elas, o preservar das seduções e a pureza das jovens moças.
Conta-se que antigamente, matavam para esse fim uma dessas aves e tirava-se a pele que era, posteriormente, seca ao sol. Esta servia para os pais sentarem as suas filhas, nos três primeiros dias a partir do início da puberdade. No término desse tempo, as jovens saíam “curadas”, isto é, invulneráveis às tentações das paixões desonestas que as pudessem atrair. As qualidades sobrenaturais deste pássaro destacam-se nas crendices populares. As penas e a pele do urutau são para muitas pessoas bastante milagrosas. Assim, se para muitos o Urutau é, muitas vezes, associado a maus presságios, para outros e, segundo a mitologia Tupi-Guarani, trata-se de uma ave benfeitora (abençoada).
Lenda Guaraní:
Conta a lenda que Nheambiú, uma bela moça, filha do Tuxaua da nação Guarani, se apaixonou profundamente por um bravo guerreiro Tupi chamado Cuimbaé, que havia sido feito prisioneiro pelos Guaranis.
Nheambiú pediu aos seus pais que consentissem no seu casamento com Cuimbaé. Porém, esse e os posteriores pedidos foram terminantemente negados, com a alegação de que Cuimbaé era um Tupi, ou seja, um inimigo mortal dos Guaranis.
Não suportando mais o sofrimento, Nheambiú desapareceu da Taba, causando um enorme alvoroço.
O velho cacique mobilizou então todos os seus guerreiros para que procurassem, por todo o lado, a sua preciosa filha.
Após uma longa busca, a jovem foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, como uma estátua de pedra. Ao vê-la, o pai sacudiu-a, mas ela não deu nenhum sinal de vida.
Então, o seu pai mandou chamar o feiticeiro da tribo, que a examinou dizendo o seguinte ao cacique: – Nheambiú perdeu a fala para sempre; só uma grande dor poderá fazer Nheambiú voltar ao que era.
Então começaram por informar a jovem índia de todas as notícias mais tristes possíveis: a morte do seu pai e a de todos os seus amigos.
No entanto, nada surtiu efeito. A jovem continuou inabalável e intacta.
Então o pajé da tribo aproximou-se e disse: – Cuimbaé acaba de ser morto.
Nesse mesmo instante, o corpo da jovem moça estremeceu todo e ela, soltando repetidos lamentos acabando por desaparecer da mata.
Todos os que ali se encontravam, cheios de dor, acabaram transformados em árvores secas, enquanto Nheambiú se transformou num Urutau ficando a voar, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda do seu grande amor.
Dizem que foi dessa lenda que se originaram algumas superstições populares relativamente ao Urutau.
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Devido à sua existência misteriosa, o Urutau além das lendas era objeto de práticas supersticiosas. Os Guaranis acreditavam que partindo-se as asas e as pernas do pássaro durante a noite, no dia seguinte ele amanhecia perfeito. Segundo algumas crendices indígenas, esta ave noturna revestia-se de atribuições que são inerentes ao Cupido. As penas do Urutau eram eficazes talismãs de amor. Assim sendo, aquele que conduzir uma de suas penas, atrai a simpatia e o desejo do outro sexo; que se consegue qualquer pretensão com a escrita com uma de suas penas. Acreditava-se ainda, que as suas penas e as suas cinzas eram remédios contra doenças.
Há também quem diga que, na Amazônia, há o costume de varrer o chão, sob o véu das noivas, com as penas da cauda do Jurutauí (designação pela qual o Urutau é conhecido nesta região), a fim de se garantir para as futuras esposas todas as virtudes do mundo.
Outra das crenças mais curiosas no poder sobrenatural do Urutau é a que faz referências à sua posição face ao ciclo solar. Quando o sol nasce o pássaro volta a sua cabeça para ele e acompanha-o no seu percurso. Quando o astro caminha para o Poente, começa então a entoar o canto dolorido “U – ru – tau”. Conta-se também que, Couto de Magalhães elevou o Urutau à categoria dos deuses, reservando-lhe o segundo lugar da sua teogonia Tupi. Todas essas considerações, entretanto, levam-nos a classificar o Urutau como um pássaro feérico (mágico), que existe por direito próprio.4

pesquisa em Lendas Brasileiras

Arvores fantásticas do Brasil e do Mundo

Algumas das plantas mais incríveis da Terra
Árvores estão constantemente competindo por comida, lutando para deixar descendentes, escapando de predadores. Elas podem escalar as outras para chegar à luz, enganar animais para dispersar suas sementes, e, em último caso, chegam até a matar.
Assim como os animais, as árvores precisam se alimentar, e fazem de tudo para chegar à sua principal fonte de comida: a luz. Na tentativa de chegar ao topo, algumas espécies foram ao extremo e podem até matar. A figueira mata pau começa a crescer em cima de outras plantas. No processo acaba abraçando sua hospedeira, que não consegue mais transportar água e nutrientes, e acaba morrendo.


Algumas delas estão na Terra há tanto tempo que presenciaram o nascer do sol mais de um milhão de vezes.
As sequoias são as maiores árvores do mundo e podem ter mais de 100 metros de altura. General Sherman, uma sequoia de aproximadamente 2.100 anos possui um peso equivalente a dez baleias-azuis. As bristocne pines têm mais de 4.600 anos, e já estavam aqui quando as pirâmides do Egito foram erguidas ou quando Cristóvão Colombo chegou à América. Outras, como as cerejeiras e os ipês, não vivem tanto, mas possuem flores vistosas que embelezam os campos e as cidades pelo mundo.
Assim como qualquer ser vivo, as árvores precisam se preocupar em obter alimento, escapar de predadores, gerar descendentes, entre outras missões complexas da jornada da vida. Para dispersar suas sementes, por exemplo, elas podem facilmente enganar os animais da fauna local, e para alcançar o topo da floresta em busca de luz – elemento essencial da nutrição vegetal – elas são capazes até de matar.
Ainda que sua maior ameaça ainda seja a ação humana provocando o desmatamento, é incrível perceber as estratégias mais elaboradas que estes seres vivos galhosos desenvolveram ao longo da evolução na luta pela sobrevivência.
Confira algumas espécies de árvores mais curiosas ou inusitadas pelo mundo:
Baobá, um ecossistema em uma única árvore
arvore baobá
O baobá pode sustentar a vida de incontáveis criaturas. Dos minúsculos insetos que perambulam por suas cavidades até o elefante, o maior mamífero terrestre, que procura a água estocada no tronco para sobreviver às duras condições dos desertos da África. Aves fazem seus ninhos nos galhos, babuínos devoram suas frutas, morcegos bebem o néctar de suas flores. É um mundo em forma de planta.
Babuínos devoram suas frutas, morcegos bebem o néctar de suas flores. É um mundo em forma de planta
CEREJEIRAS
Prunus serrulata - (cerejeira-do-japão)

Prunus serrulata – (cerejeira-do-japão)


A floração das cerejeiras anuncia o início da primavera no Japão. Entre março e maio o País é tomado por diferentes tons de branco e rosa que transformam a paisagem de forma deslumbrante. As árvores ficam floridas durante uma semana aproximadamente, e suas flores simbolizam a beleza e a fragilidade da natureza e da própria vida.
Bristocone pine, a árvore mais antiga
Bristocone pine

Bristocone pine


Bristocone pine é uma espécie de pinheiro que vive no limite. Localizados a três mil metros de altitude, nas California’s White Mountains, nos EstadosUnidos, suportam temperaturas congelantes e ventos tão fortes que só conseguem crescer durante seis semanas por ano. São as árvores mais antigas da Terra. O indivíduo mais velho, Methuselah, foi descoberto em 1957 e acredita-se que tenha aproximadamente 4.600 anos. A localização dessa relíquia é mantida em segredo para evitar vandalismo
Ipê, numa explosão de cores.
ipe-amarelo-flores

ipe-amarelo-flores


A floração dos ipês anuncia a primavera no Brasil. No final de agosto ou começo de setembro, as cidades e os campos são tomados por uma sucessão de cores. Primeiro são os roxos, depois os amarelos (foto), brancos e finalmente os rosas. Cada árvore fica florida durante uma semana, aproximadamente. Então as flores caem, dando um colorido especial ao chão
Figueira mata pau, a árvore assassina
FIGUEIRA MATA PAU
Tambem conhecida como: cerejeira, doliária, figueira, figueira-branca, figueira-brava, figueira-grande,gameleira, gameleira-de-cansaço, gameleira-de-pinga, gameleira-de-purga, guaporé, ibapoi, pau-bicho-amarelo, gameleira-branca. A figueira mata pau é dispersa por aves e macacos. Quando eles defecam, as sementes frequentemente caem em um galho de outra árvore e começam a se desenvolver. As folhas procuram a luz enquanto as raízes buscam o solo. Durante o processo a árvore hospedeira é envolvida em um abraço mortal. A pressão exercida pela figueira é tão grande que a outra planta não consegue mais transportar seiva e acaba perecendo.
Ela pode ser encontrada em regiões tropicais pelo mundo.

Sequoia gigante, a maior árvore do mundo
sequoia gigante
General Sherman é o nome da maior árvore do mundo em volume segundo o Guinness, o livro dos recordes. A sequoia de 82,6 metros de altura, 25,9 metros de diâmetro, 1.814 toneladas e aproximadamente 2.100 anos se encontra no Sequoia National Park, California, Estados Unidos. Teria madeira suficiente para a produção de cinco bilhões de fósforos. Mas convenhamos, seria um desperdício cortar esse gigante só para acender o fogão de casa
A arvore mais grossa do mundo
arvore_mais_grossa_do_mundo
A planta mais “gordinha” do planeta é um cipreste mexicano. Com 36 metros de cintura, a Árvore de Santa María del Tule, localizada no estado de Oaxaca- México, ganhou um lugar no Guinness, o livro dos recordes, como a árvore com maior circunferência do mundo
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Castanheira, a prova de que tudo na natureza está conectado

castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa)

castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa)


O fruto da castanheira (do Pará), chamado de ouriço, abriga sementes ricas em gordura e nutrientes em O fruto da castanheira (do Pará), chamado de ouriço, abriga sementes ricas em gordura e nutrientes em seu interior. No entanto, sua casca é tão dura que é impossível de ser aberta pela maioria dos animais. Porém, um pequeno mamífero de dentes fortes é capaz de fazer um buraco nessa armadura impenetrável. A cutia pode encontrar até 30 castanhas lá dentro, o que é muito para comer de uma vez só. As sobras são enterradas na terra, para uma refeição posterior. Mas a memória do pequeno roedor não é perfeita: algumas sementes são esquecidas no solo da floresta amazônica e darão origem a uma nova geração. O ouriço é deixado no chão e, quando começa a temporada de chuvas, se enche de água – a partir do buraco deixado pela cutia – e se transforma em um berçário para sapos e insetos. Nada é desperdiçado
A castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa), também conhecida como castanheira-do-Pará, é uma árvore alta e bela, nativa da Amazônia. Ela pode ser encontrada em florestas às margens de grandes rios, como o Amazonas, o Negro, o Orinoco e o Araguaia, mas está ameaçada de extinção.
Apesar de estar presente em todos os nove países amazônicos (Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa), atualmente só é abundante na Bolívia e no Suriname.
A castanheira é considerada vulnerável pela União Mundial para a Natureza (IUCN) e, no Brasil, aparece na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente.
Cajueiro, o gigante de Piragi
Cajueiro de Pirangi

Cajueiro de Pirangi


CAJUEIRO GIGANTE Registrado no Guiness Book of Records, o maior cajueiro do mundo se encontra em Pirangi, uma praia a 17 km de Natal.
Uma mutação genética faz com que sua copa cresça sem parar. Hoje seu tamanho é equivalente a um campo de futebol. A árvore dá cerca de 70 mil frutos ao ano e é uma atração imperdível em Natal, Rio Grande do Norte

Samaumeira

Samaumeira  (Ceiba Pentandra Gaertn).

Samaumeira (Ceiba Pentandra Gaertn).


A “mão das árvores” ou, simplesmente, samaumeira, é uma das mais emblemáticas árvores de toda a Amazônia. É considerada uma das árvores mais altas da região, em ambiente natural pode atingir até 70 metros de altura e o tronco até 3 metros de diâmetro. As suas grandes raízes de sustentação, chamadas de “sapopemas”, segundo dizem os índios que habitam as matas, ressoa longas distâncias um som grave, quando batidas com pequenos pedaços de pau, sendo por isto mesmo usado pelos povos indígenas em comunicação rudimentar, o “telefone” da floresta. Por causa de seu tamanho e de ser típica das áreas de várzea, precisa de raizes proporcionais a sua copa para que não acabe envergando, por isso é comum observar suas raízes no mesmo cumprimento dos galhos e a parte central atingir até 5 metros de profundidade. Também é conhecida pelos nomes de samauma e barriguda, por causa do acúmulo de água em suas raízes e troncos.
Em Belém, no perímetro urbano, está a majestosa árvore que pode ser apreciada no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, no Museu Paraense Emílio Goeldi, no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, na Praça da República e na Avenida Almirante Barroso.

BASEADO EM PUBLICAÇÃO DA NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

O Cerrado e o monitoramento biológico das águas

O bioma Cerrado e a importância do monitoramento biológico das águas
O Cerrado ocupa em torno de 24% do território nacional e contribui de forma significativa para a produção hídrica superficial de oito das doze grandes bacias hidrográficas brasileiras. Dentre estas oito bacias hidrográficas, três possuem estreita dependência das águas fornecidas pelo Cerrado, devido à elevada quantidade de nascentes. Estas correm para diferentes porções do Brasil, correspondendo a 78% do montante da bacia dos rios Araguaia/Tocantins; 70% da bacia do rio São Francisco e 48% da bacia do rio Paraná.
esponjas
O bioma Cerrado teve uma ocupação desordenada e intensiva; a partir dos anos 1970 vem sofrendo grande pressão para exploração do solo, com a conversão de sua vegetação natural em pastagens e cultivos agrícolas (Felfili; Silva Jr., 2005). Nos últimos anos, a cana-de-açúcar vem concorrendo com as atividades agrícolas tradicionalmente desenvolvidas no local e constitui uma nova preocupação no manejo sustentável do bioma.
Cerca de 80% de sua área natural foi convertida para ocupação urbana ou de atividades agrícolas, implicando em degradação de mananciais (Resende, 2002). O desmatamento da vegetação nativa atinge, na maioria das vezes, as matas ripárias que, neste bioma, ocupam áreas com solo de boa qualidade (Ribeiro et al., 2001). Esta vegetação possui diversas contribuições na manutenção das condições ecológicas dos ambientes aquáticos, tais como a filtragem dos impactos do ambiente terrestre sobre os sistemas aquáticos.
Ações políticas e institucionais foram implantadas visando a manutenção dos recursos naturais, procurando minimizar efeitos advindos com o aumento populacional, como o caso da criação de Unidades de Conservação (Lei Federal n0 9985/2000). Nestes locais, não somente a vegetação é protegida, mas também todos os componentes ambientais ali presentes, abióticos e biológicos; enquadrando-se neste caso, as nascentes com suas águas límpidas e transparentes.
Um dos componentes ambientais mais afetados pela atividade humana é a qualidade e vida útil dos corpos d’água. Para a conservação da integridade desses recursos, diversos fatores são importantes, sendo que alguns interferem com maior severidade na manutenção da saúde desses recursos, principalmente quando o uso múltiplo da água é considerado.
O Cerrado é citado na literatura científica como um dos biomas de maior riqueza taxonômica do planeta e grande parte desta riqueza ainda está por ser conhecida (Oliveira-Filho; Medeiros, 2008), incluindo os invertebrados de água doce (Brasil, 2006); este cenário ilustra a importância da conservação e preservação das condições básicas da qualidade da água no bioma Cerrado.
Há muitos invertebrados macroscópicos que são usados para diagnosticar a saúde do rio por ocuparem os mais diversos hábitats, como o sedimento dos cursos d’água (denominados bentônicos); associados a macrófitas aquáticas; troncos submersos; plantas que acumulam água, como é o caso de bromélias, e outros ambientes.
O amplo uso dos macroinvertebrados bentônicos na avaliação da qualidade biológica da água baseia-se na facilidade de amostragem e identificação, ao fato de terem reduzido movimento de dispersão e apresentarem uma grande diversidade de hábito alimentar, representando vários níveis tróficos (Fontoura, 1985). Os insetos constituem a maior parte da comunidade nos sistemas aquáticos (Ribeiro; Uieda, 2005) e são considerados verdadeiros aquáticos quando passam toda sua vida embaixo da água.

Apesar dos esforços de alguns pesquisadores em conduzir estudos sobre a biologia de insetos aquáticos e seu potencial como indicadores ambientais no Cerrado (Angelini et al., 2008 e Fernandes, 2007 dentre outros), este tipo de pesquisa ainda é incipiente no bioma. Os estados que apresentam informações a respeito da entomofauna aquática são Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Distrito Federal, com menor número de publicações provenientes deste dois últimos.
O conhecimento sobre a biologia e as interações ecológicas destes grupos confere suporte à implantação de programas de monitoramento biológico da qualidade da água, com possibilidade de capacitação da população. Esta participação da comunidade e a divulgação da importância do cuidado do recurso aquático por meio de atividades de educação ambiental visando o manejo do recurso hídrico são modos simples, construtivos e eficientes utilizados em todo o mundo e cuja implantação no bioma Cerrado está em processo.
Kathia C. Sonoda e Eduardo C. Oliveira-Filho
Pesquisadores da Embrapa Cerrados (Planaltina/DF)
Contato: kathia.sonoda@cpac.embrapa.br e cyrino@cpac.embrapa.br

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

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