Archive | setembro 2015

Brilhos do cerrado um espetáculo no Parque Nacional das Emas

Tai um boa opção para o próximo feriadão, o Cerradania aprova e divulga eventos como este:
A bioluminescência já está acontecendo no Parque Nacional das Emas e está fantástica. Permanecerá enquanto o clima estiver quente e úmido por lá. Por isso dos dias 09 á 12 de outubro de 2015 esta marcado mais um evento no Parque Nacional das Emas.

vagalumes_e_cupinzeiros_parque_nacional_das_emas

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A ‘Adventure Services’ surgiu em julho de 2014, com a proposta de proporcionar aos amantes de turismo, uma oportunidade de interação com a natureza por meio dos esportes de aventura, oferecendo ao cliente maior conforto e segurança durante as atividades.
Atuamos no Parque Nacional das Emas tendo como principais atividades o Boia Cross e snorkeling (Flutuação), são esportes que proporcionam ao participante uma forma de interação com um dos mais belos rios da região de Mineiros – GO. O Rio Formoso nasce na parte mais alta do Parque Nacional das Emas e alimenta uma das bacias mais importantes do Brasil.
“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome” – por Mahatma Gandhi.
Programação diária
Alimentação
Lanchonete a partir do dia 10 de outubro
– Das 10:00 as 15:00 horas
OBs: Lanches variados: salgados, pizzas e pão com queijo.
Passeio no veículo safári
Área do Espaço Formoso até o Mirante do Avoador (14:00 as 17:00)
Área do Espaço Formoso a área de bioluminescência) – 18:30 as 20:30)
Duas horas de duração (conforme agendamento) no período da tarde e a noite , a partir de 09 de outubro.
Valor do pacote promocional: ingresso e passeio safári.= R$ 40,00 reais, criança até 12 anos e pessoas acima de 60 anos de idade o valor e R$ 30,00 reais o pacote.
Observação: Estarão disponíveis as atividades:
Ciclismo: R$ 10,00 hora ou R$ 30,00 reais o dia, na área do formoso.
Boia cross: R$40,00
Flutuação: R$50,00
Bote inflável: R$80,00 (píer formoso até lagoa da capivara). Grupos a partir de 05 pessoas podem ser obtidos descontos com o responsável pelo atrativo diretamente.
Observação: Bebidas não alcoólicas estarão disponíveis na lanchonete do parque
Refrigerantes e água mineral
Lata 350ml: R$ 3,00 Refrigerante 2 Litros: R$ 8,00
Água mineral: R$ 2,50 Água com gás: R$ 3,00
Camping: não será cobrada taxa de camping, cabendo a cada usuário da área do camping levar de volta todo o lixo ou resíduos que vier a gerar.
A responsabilidade pelos serviços prestados é
http://adventureservices.com.br/

O curioso Catolé

Catolé é um nome comum no interior de Goias. Muito comum para alguns tipos de palmeira, incluindo a gueroba ou guariroba, que dá o palmito mais famoso do Cerrado. A diferença entre os dois se dá no sabor. Enquanto o palmito da gueroba é amargoso, amargo por ser, só amargo sem saber a nada, o catolé, não. É amargo, mas saboroso.

catolé  Attalea geraensis

catolé
Attalea geraensis


E qual o seu nome científico da palmeira, pois o termo catolé ou catulé se aplica a vários tipos de palmito amargo. No afunilamento da pesquisa, duas espécies afins, Attalea geraensis, originária do Brasil e Attalea exigua, originário do Cerrado, ambos com descrições parecidas e muito de acordo com o tipo de broto que tinha em mãos. E os dois nomes dão como sinônimos populares os mesmos indaiá-do-campo, indaiá-do-cerrado, indaiá, insiá e coquinho-catolé. Mas o segundo, A. exigua, parece mais apropriado, citado em livro sobre cozinha regional que diz ser este originário do Cerrado, encontrado nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins.
A palmeira que tem caule junto ao chão, e de julho a janeiro dá frutos marrons com ótima amêndoa para a extração de óleo parecido com o de babaçu. As folhas são firmes e duráveis, aproveitadas para fazer cobertura de casas ou para a produção de fibras para artesanato.
E o palmito é assim, sem aquela elegância retilínea do açaí, da pupunha, da juçara ou da palmeira real. E descascá-lo pode aliviar a culpa de quem não tem freqüentado a academia. Depois de meia hora, aos golpes, tentando desvendar um miolo cortável o palmito, O rendimento é baixo um bitelo de 2 quilos salva só 200 gramas do cerne amarelo, adocicado e amargo (vem um docinho enganador anunciando um amargo cruel, que parece vir a danar com a glote). Deixe imerso em água enquanto fatia, porque oxida facilmente. Depois uma escaldada em água salgada antes de botar no arroz para, assim, aproveitar também o pequi e cheiro verde. Fica muito bom. Claro, pra quem gosta de guerobas, jurubebas e jilós.
Receita básica:
Arroz com catolé, pequi, cebola branca do cerrado e cúrcuma
1 colher (sopa) de banha de porco
2 dentes de alho socado ou picado finamente
1 xícara de arroz cateto
1/2 colher (chá) de cúrcuma (açafrão-da-terra) em pó
1 colher (chá) de sal
200 g de palmito catolé picado e aferventado
3 caroços de pequi (crus ou em conserva)
10 cebolinhas brancas (chalotas) frescas – com parte da folha verde
3 xícaras de água fervente
2 colheres (sopa) de cebolinha picada – pode usar a cebolinha da chalota
Numa panela, coloque a banha e o alho. Leve ao fogo e deixe dourar. Junte o arroz e a cúrcuma e refogue, mexendo, por cerca de 1 minuto. Junte o sal e mexa. Adicione o catolé, o pequi e as cebolinhas. Por último, despeje a água fervente e não mexa. Abaixe o fogo no mínimo, tampe e deixe cozinhar até não restar mais água e o arroz ficar macio.
Desligue o fogo, deixe a panela tampada por cerca de 10 minutos. Junte a cebolinha e sirva.
saboreie, se tiver com uma boa cachaça de alambique.

‘’The Big Five’’ do Cerrado

A extensão e localização geográfica dizem muito sobre a importância do Cerrado, pois, além de conectar três países da América do Sul (Brasil, Bolívia e Paraguai), ele funciona como um elo entre quatro dos cinco biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, e Pantanal. Por isso, compartilha diversos animais e plantas com essas regiões. E também abriga exemplares únicos da natureza, a ponto de ser considerado a savana mais rica em biodiversidade do planeta. Muitas delas só existem nesta região, que ocupa um quarto do território brasileiro.
Imagine um lugar onde vivem mais de 11 mil espécies vegetais, e fauna é tão diversa quanto a flora. Estima-se que o Cerrado possua 837 espécies de aves, 120 de répteis, 150 de anfíbios, 1.200 de peixes, 90 mil insetos e 199 tipos de mamíferos. Juntando tudo, dá quase 5% de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade do país.
Já foi constatado que no mundo existem 5.487 espécies de mamíferos, sendo o Brasil o segundo país que abriga o maior número de mamíferos, com 700 espécies. O número de mamíferos do Cerrado representa mais de um terço do total conhecido no país.
Das espécies de animais no Brasil, mais de 5 mil vivem apenas nos limites do bioma e estão, principalmente, dentro de áreas protegidas onde encontra-se a maior parte remanescente de Cerrado nativo. Atualmente, menos de 10% do Cerrado está dentro de Unidades de Conservação, sendo somente 3% na categoria de proteção integral, o que coloca em risco a existência de diversos animais.
Além da diminuição das áreas naturais, existe a caça ilegal, os incêndios e as queimadas, como principais ameaças à sobrevivência da fauna.
A lista mundial de espécies ameaçadas aponta que um em cada quatro mamíferos do mundo corre risco de extinção e a população de metade das espécies de mamíferos está em declínio. Isso quer dizer que se nada for feito, esses animais podem desaparecer do planeta em breve.
De acordo com Julio César Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, “o Cerrado está desaparecendo rapidamente, cedendo lugar à agricultura e pecuária extensiva. Esse modelo de exploração dos recursos naturais tem resultado em sérias ameaças à sobrevivência de pelo menos 137 espécies de fauna (22%). Dentre estas, o lobo-guará, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, a anta e o tatu-canastra. Animais que são considerados emblemáticos do bioma e ameaçados de extinção”.

lobo guara preto Chrysocyon brachyurus

lobo guara preto
Chrysocyon brachyurus


Saiba um pouco mais sobre os “Big Five” do Cerrado.
Onça-pintada (Panthera onca)
É o maior felino das Américas e corre risco de extinção no Brasil. A onça-pintada habita ambientes preservados, próximo a fontes permanentes de água e com grande quantidade de presas.
É listada como quase ameaçada na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Uma curiosidade: a onça-preta e a onça-pintada são animais da mesma espécie. Nos animais de coloração negra, conhecidos também como melânicos, as pintas são mais difíceis de notar, mas estão presentes em tom ainda mais escuro que o restante da pelagem.
Tatu-canastra (Priodonte Maximus)
O tatu-canastra, também conhecido como tatuaçu ou tatu gigante, é considerado o maior e mais raro dos tatus existentes no mundo. A espécie pode chegar a 1,5m de comprimento e pesar até 60 kg, sendo que, aparentemente, os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas. O tatu-canastra é considerado pelos pesquisadores o “engenheiro do ecossistema”, ou seja, por meio de suas escavações, altera o ambiente físico e cria novos habitats.  apenas um filhote.
A espécie está ameaçada de extinção e é atualmente

Anta (Tapirus terrestres)
É o maior mamífero terrestre do Brasil e na América do Sul. Mede um metro de altura e dois metros de comprimento e pesa cerca de 300 kg. A característica mais distinta da espécie é sua narina, longa e flexível, que parece uma pequena tromba. A anta alimenta-se de folhas, frutos, vegetação aquática, brotos, gravetos, grama e caules que são digeridos graças à presença de microorganismos em seu aparelho digestivo. É uma espécie tipicamente solitária e de hábitos noturnos, mas também pode realizar atividades durante o dia.
Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é “vulnerável” (VU), mas a anta se encontra “Em Perigo” (EN) no Cerrado. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato das populações estarem isoladas e em declínio.
Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)
Essa espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica, que tem uma faixa diagonal preta com bordas brancas, que se estende do peito até a metade do dorso. É um mamífero que mede cerca de 2,20 metros de comprimento, pesa até 45kg, tem uma cauda grande e com pelos grossos e compridos e um focinho longo.                    A degradação e a redução dos habitats são apontadas como as principais causas da perda populacional da espécie, mas a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais também contribuem para colocar o tamanduá-bandeira na lista de espécies ameaçadas de extinção.
Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)
O lobo-guará é considerado o maior canídeo sul-americano. Pesa de 20 a 30 kg e sua pelagem avermelhada com as pernas longas e finas dão um aspecto único ao animal.
Alimenta-se principalmente de pequenos roedores, aves terrestres e de frutas como, por exemplo, a fruta do lobo (Solanum lycocarpum). A estimativa é que existam pouco menos de 25 mil lobos-guará no mundo, sendo aproximadamente 20 mil deles no Brasil. A espécie aparece como “quase ameaçado” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Isso significa que, mantendo-se as condições atuais, é provável que a espécie passe a ser classificada como ameaçada de extinção no futuro. Já na lista brasileira, o lobo-guará é classificado como ameaçado de extinção na categoria “vulnerável”.
WWF-Brasil no Cerrado
Desde 2010, o WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, desenvolve na região o Projeto Sertões. Em sua primeira fase (2010-2014), as ações do projeto foram focadas, principalmente, no incentivo à adoção de boas práticas de produção agropecuária (BPA´s); à implementação e gestão integrada das unidades de conservação; à comunicação, visando a valorização e o resgate do Cerrado e o planejamento territorial, que busca o planejamento sistemático da conservação no bioma Cerrado. A segunda fase do Projeto Sertões (2014/2018) prevê uma ampliação das linhas de ação, incluindo o fortalecimento do apoio ao extrativismo vegetal sustentável dos frutos do Cerrado.

baseado na publicação do http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado/noticias/?47722/como-estao-os-big-five-do-cerrado#st_refDomain=&st_refQuery=

Frutos do Cerrado geram renda para comunidades locais

O extrativismo vegetal sustentável é uma alternativa viável de agregação de renda para as comunidades locais aliada à segurança alimentar mundial e à conservação e respeito ao meio ambiente. Apesar desses benefícios, iniciativas produtivas encampadas por pequenos produtores e/ou povos e comunidades tradicionais, muitas vezes, não avançam devido à falta de divulgação de seus produtos e à dificuldade de alcançar os mercados regional e nacional.

 produção do extrativismo vegetal no Mosaico vem aumentando a cada ano e na última safra (2014/2015) foram produzidos e comercializados aproximadamente 17 toneladas de frutos nativos do Cerrado

produção do extrativismo vegetal no Mosaico vem aumentando a cada ano e na última safra (2014/2015) foram produzidos e comercializados aproximadamente 17 toneladas de frutos nativos do Cerrado


O WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, desenvolve desde 2010 ações no Mosaico Sertão Veredas Peruaçu (MSVP) com o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do extrativismo na região e conservação de um dos biomas mais ameaçados do país. As ações também buscam aumentar a conscientização e o entendimento com relação aos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiá-los.
A produção do extrativismo vegetal no Mosaico vem aumentando a cada ano e na última safra (2014/2015) foram produzidos e comercializados aproximadamente 17 toneladas de frutos nativos do Cerrado e de quintais (não nativos, mas presentes na região), contribuindo diretamente para uma maior conservação do Cerrado e, ainda, agregação de renda para as comunidades locais.
Segundo Julio Cesar Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal, os números representativos do extrativismo vegetal no Cerrado são resultado de uma maior estruturação na cadeia produtiva. “O potencial produtivo de cada comunidade é reflexo do planejamento das cooperativas e associações comunitárias da região”. As pessoas que estão trabalhando com extrativismo vegetal tem tido um acompanhamento nos últimos anos, o que tem assegurado um produto com maior qualidade, aliado a um aumento na produção, quando comparado a produção atual com à produção de alguns anos atrás.
“O extrativismo na região é uma atividade importante de geração de renda conciliada com a conservação ambiental. Antes os produtos eram processados nas casas das pessoas e hoje muitas comunidades já possuem pequenas unidades de processamento. Um grande desafio que ainda persiste está relacionado com o acesso aos mercados”, afirma Luiz Carraza, secretário geral da Central do Cerrado – Rede de Cooperativas e Organizações Comunitárias do Cerrado.

A Central do Cerrado tem buscado parceiros comerciais para tentar contratos que possam dar alguma segurança para fazer um planejamento de safra. Desta forma as cooperativas agroextrativistas e as associações comunitárias podem mobilizar seus integrantes para obter um bom resultado econômico num fluxo de produção continua e crescente.
Núcleo Pandeiros do Mosaico
Na última safra foram apresentados resultados importantes de produção e comercialização do extrativismo vegetal sustentável. A Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Pandeiros (COOPAE), que atua nesse núcleo, produziu e comercializou 800 kg de cajuí (cajuzinho do Cerrado) e quatro toneladas de polpa de pequi. Tudo isso comercializado com o apoio do Programa Nacional de Alimentação Escolar da Prefeitura de Januária. Também foram produzidos 1,6 tonelada de mel comercializado por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e uma grande quantidade de polpas de frutos do Cerrado, geleias e compotas comercializadas em feiras e eventos.

Núcleo Peruaçu do Mosaico
Apesar de ainda não existir uma cooperativa agroextrativista organizada foram produzidos e comercializados 800 kg de coquinho azedo, 500 kg de pequi, 176 kg de araticum e três toneladas de favela pelas associações comunitárias locais. São cerca de 200 famílias beneficiadas na região e a previsão de produção para a próxima safra é de duas toneladas de buriti em raspa; 12 toneladas de pequi em polpa; três toneladas de cagaita em polpa e três toneladas de cajuí.

Núcleo Grande Sertão do Mosaico
Nesta safra, a Cooperativa Regional Agrissilviextrativista Sertão Veredas produziu 1261 kg de coquinho azedo; 197 kg de acerola; 1664 litros de suco de laranja; 1133 kg de manga; 87 kg de tamarindo; 1660 kg de banana e 16 kg de goiaba. A produção total de frutos foi de 6,18 toneladas, sendo tudo destinado ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Municipal e Estadual, que atende as Escolas Estadual e Municipal de Chapada Gaúcha e a Escola Estadual da Serra das Araras. Também foram produzidos 226 litros de óleo de pequi comercializados para a Empresa de Óleos Beraca, de Belém, no Pará, e 200 kg de coquinho azedo comercializados para o Empório Sitio Belo, de São Paulo.
“Fazendo uma analogia oportuna com uma árvore estamos na fase de tronco firme, raízes bem desenvolvidas e copa frondosa, porém ainda é necessário irrigar e adubar para que futuramente essa árvore busque água e nutrientes por conta própria e dê bons frutos. O extrativismo vegetal no Peruaçu tem um potencial enorme de crescimento. As comunidades estão em um nível de envolvimento surpreendente e os parceiros estão se doando incrivelmente nas ações. Temos um grupo forte que fará grandes transformações positivas”, explica Joel Araújo, da Fundação Pró Natureza, da equipe de assistência técnica e extensão rural Cerrado com apoio do Serviço Florestal.

Toda essa produção nos três núcleos do Mosaico beneficiam aproximadamente 2000 famílias e envolve uma rede de parcerias que conta com 12 prefeituras municipais da região do MSVP, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Estadual de Floresta de Minas Gerais, Central do Cerrado, Cáritas Diocesana, Funatura ATER Cerrado-FNDF, Serviço Florestal Brasileiro, Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, entre outros.
WWF-Brasil no Cerrado
Desde 2010, o WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, desenvolve na região o Projeto Sertões. Em sua primeira fase (2010-2014), as ações do projeto estiveram centralizadas, principalmente, no incentivo à adoção de boas práticas de produção agropecuária (BPAs); à implementação e gestão integrada das unidades de conservação; à comunicação, visando à valorização e o resgate do Cerrado e o planejamento territorial, que busca o planejamento sistemático da conservação no Cerrado. A segunda fase do Projeto Sertões (2014/2018) prevê uma ampliação das linhas de ação, incluindo o fortalecimento do apoio ao extrativismo vegetal sustentável dos frutos do Cerrado.

Os trabalhos no MSVP são realizados em parcerias com as Cooperativas Agroextrativistas e Associações comunitárias do Mosaico, além de outras organizações não governamentais socioambientais e o governo. No último ano, à construção de uma unidade de beneficiamento de frutos do cerrado e frutos de quintais no Núcleo Peruaçu foi uma das ações implementadas mais importantes. Além disso, foi lançado o mapeamento do extrativismo de frutos no MSVP, apoio na contratação de mão de obra técnica para a produção e gestão no Núcleo Grande Sertão e realização de capacitações em Associativismo e Cooperativismo.

Segundo Valdomiro da Mota Brito, agroextrativista, as capacitações realizadas pelo WWF-Brasil e demais parceiros são de suma importância. Elas permitiram mudanças, principalmente, nas posturas das pessoas que passaram a acreditar que é possível agregar valor e fornecer renda para as famílias. “Os parceiros trouxeram experiência, informação e transformação. Por meio da unidade de beneficiamento podemos vender e produzir durante todo o ano”.
Mosaico Sertão Veredas Peruaçu
O Mosaico Sertão Veredas Peruaçu é composto por um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Possui uma área de aproximadamente 1,8 milhão de hectares, representando a porção de Cerrado mais conservada no estado de Minas Gerais, envolvendo unidades de conservação estaduais, federais e particulares, comunidades quilombolas, terras indígenas Xakriabás, populações extrativistas e áreas de produção agropecuária. Região com belezas cênicas e humanas que inspiraram João Guimarães Rosa a escrever uma das maiores obras de nossa literatura, Grande Sertão: Veredas (1956).
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado/noticias/?46862/Frutos-do-Cerrado-geram-renda-para-comunidades-locais

Chapada no cerrado com águas emendadas

O Brasil é um país continente e nada mais representativo do que a unidade de conservação ambiental de Águas Emendadas para simbolizar esta realidade. A estação ecológica de “Águas Emendadas”, localizada no planalto central do país registra bem esta dimensão. Lá estão rios que se dirigem para norte e para sul e integram duas das maiores bacias hidrográficas continentais, a Bacia do Rio da Prata e a Bacia Amazônica.

Recorte de imagem do satélite Landsat demonstrando os efeitos da interferência humana no entorno da Estação Ecológica de Águas Emendadas.

Recorte de imagem do satélite Landsat demonstrando os efeitos da interferência humana no entorno da Estação Ecológica de Águas Emendadas.


Situada próximo a cidade-satélite de Planaltina no Distrito Federal, há cerca de 50km da cidade de Brasília, esta unidade se encontra sob gestão do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), sendo submetida a um regime de visitação controlada. A unidade tem área de 10.547 hectares, sendo destinada a proteção do ambiente natural, realização de pesquisas básicas e aplicadas no campo da ecologia e à educação ambiental com ênfase nos aspectos conservacionistas.
Data do século XIX, dos registros realizados pela então comissão Cruls, as primeiras menções as características da área. Luis Cruls comandou missão exploradora do planalto central e as manifestações datam do ano de 1.892. Um século depois, a UNESCO registra e declara a gleba como área nuclear da Reserva da Biosfera do Cerrado.
A própria denominação da unidade de conservação tem seu nome inspirado no fenômeno hidrográfico de dispersão das águas, que fluem de nascentes em veredas comuns, se dirigindo para lados opostos. Nos chapadões com pouca declividade que caracterizam a região centro-oeste do país, o escoamento das águas em algumas regiões não são claramente determinados pelo relevo ou a geomorfologia local.
Por isto as águas são “emendadas”. Na grande chapada que se instalam as vertentes criadoras dos cursos de água determinam que os fluidos que se dirigem para norte, em direção ao córrego Vereda grande, alimentem posteriormente ao rio Maranhão, que após desaguar na lagoa da barragem de Serra da Mesa, alimenta o rio Tocantins, que após se unir ao rio Araguaia deságua no oceano Atlântico na baía de Marajó, constituindo tributário da margem direita da bacia hidrográfica do rio Amazonas.
As águas que descem na direção sul das “Águas Emendadas”, constituem o córrego Brejinho, que se adiciona ao córrego Fumal, desaguando no denominado rio Pipiripau que conflui na direção da bacia hidrográfica do rio Mestre d’Armas. Depois chega no rio denominado São Bartolomeu, que integra a bacia hidrográfica do Rio Corumbá. As águas seguem deste curso de água em direção ao rio Parnaíba e este forma o rio Paraná, que deságua na bacia definida pelo estuário do rio da Prata, no extremo sul do continente sul-americano.
Não deixa de ser uma sensação indescritível estar pisando sobre uma área que abriga um fenômeno hidrológico tão espetacular que traz a sensação de englobar toda a geografia sul-americana a partir de uma gleba tão específica e tão singular e espetaculosa. Além das maravilhas e do colorido tão peculiar apresentado pelo bioma representativo dos cerrados brasileiros, com suas árvores de troncos retorcidos e raízes profundas, que se estendem também para espécies cactáceas próprias deste ecossistema. Também tão rico em espécies frutíferas e flores de colorido tão intenso e exuberante.
Neste local mais do que em qualquer outro, é sentida a sensação de habitar um país-continente, tamanha é a grandeza transmitida pela estação ecológica das “Águas Emendadas”, mesmo através de um simples fenômeno geográfico de natureza hidrológica, que resgata uma grande sensação de integridade e visão holística. Mais do que um resgate da idéia de preservação ambiental, a unidade ecológica transmite várias sensações integradoras que dominam o imaginário dos visitantes e trazem longos e prolongados efeitos.
Além da promoção informativa sobre esta unidade de conservação, fica aqui expressa e manifestada a grandiosidade da inclusão deste sítio em todo e qualquer roteiro de visitação ou de viagens de turismo ou na porção de lazer de viagens profissionais.
Cada indivíduo deve experimentar e refletir com extrema autonomia sobre as sensações que seu íntimo desperta sobre as realidades cuidadosamente descritas, porque a opinião individual e as sensações causadas sempre serão únicas, permanentes e indescritíveis por mais que se busque conciliar e harmonizar as palavras.
O mais fácil e o mais verdadeiro seria intitular esta pequena dissertação como fenômeno indescritível de manifestação de grandeza e harmonia. Para perceber e vivenciar a questão socioambiental de forma positiva, era necessário que todas as pessoas vivenciassem este momento de grandeza, neste ou em outros lugares, conforme as características e as impressões próprias de cada indivíduo.
Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sintese do trabalho:”Águas Emendadas, artigo de Roberto Naime,” in Portal EcoDebate, 17/09/2015,http://www.ecodebate.com.br/2015/09/17/aguas-emendadas-artigo-de-roberto-naime/.

A Eugenia ta linda no cerrado

To no alto que é plano, ah sim, no Planalto. Que é Central
Estamos em setembro, tempo que muda, recomeço das aguas, numa expectativa de mais chuvas.
Arvinha que tava desnuda, ja se apresenta com seu buque, uma florescencia inigualável branco com leve tom de rosa pra daqui em diante se converte em fruta
Ha, não é apenas bela, é explendida; ma-ra-vi-lho-sa.
Em seguida frutifica globoso,, levemente ácido com um amarelo e polpa bem suculenta.
Os povos do cerrado, sempre repetem fruta dela não cai na poeira.
Assim recomeçamos pela florescencia mais um ciclo da vida no cerrado.
Um desculpa que achei pra falar um pouco da Eugenia.

Cagaiteira Eugenia Dysenterica

Cagaiteira
Eugenia Dysenterica


A cagaiteira é uma árvore sem exsudação ao se destacar a folha. Copa com ramos terminais avermelhados quando jovens e gemas ferrugíneas. Troncos com até 32cm de diâmetro; ritidoma de cor cinza ou castanho, com fissuras e cristas sinuosas e descontínuas, veios castanhos. Folhas simples; opostas, cruzadas; elípticas ou ovadas; 3 a 10cm de comprimento e 1 a 5cm de largura; ápices agudos, acuminados ou obtusos e bases assimétricas, agudas, subcordadas ou obtusas; margens inteiras e onduladas; nervação broquidódroma, nervuras primárias e secundárias amareladas; pecíolos de até 1cm de comprimento; sem estípulas, folhas coriáceas; concolores, com ou sem glândulas laminares que exalam odor agradável ao se amassarem as folhas; glabras. Flores de até 2cm de diâmetro; com quatro pétalas livres de cor branca. Frutos de até 4cm de diâmetro; carnosos; globóides; amarelos; suculentos quando maduros. Sementes de até 1,5cm de diâmetro; ovais; de cor creme; uma a quatro por fruto.
Habitat e distribuição – ocorre no cerrado sentido restrito e cerradão, no DF e nos estados BA, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PI, SP e TO. Fenologia e reprodução – árvore decídua; folhação: agosto-setembro; floração: agosto-setembro; polinização: abelhas; frutificação: o ditado popular: ‘Cagaiteira não cai na poeira’, indica frutos maduros nas primeiras chuvas; dispersão: animais; sementes: 1.300/kg; germinação: taxa de até 97% com escarificação, as sementes perdem a viabilidade rapidamente.
Usos – frutos consumidos in natura e em iguarias regionais. Na medicina popular, os frutos são laxantes e as folhas são antidiarréicas e para o coração, as flores são usadas para os rins. É árvore melífera, tanífera, corticeira e ornamental.
Etimologia – Eugênia: homenagem ao príncipe Eugênio de Sabóia. Dysenterica: propriedade laxante dos frutos. Cagaita: alusão ao efeito laxante dos frutos.

Virada Sustentável no Distrito Federal,

Hoje o Distrito Federal inicia um grande ato de cerradania com o programa de governo muito interessante e petinente: A Virada Sustentável idealizada pela Secretaria de Meio Ambiente com parceirias do IBRAM, ONGS e diversas entidades públicas.
O Jardim Botanico de Brasília terá uma participação importante, confira…evento do Jardim Botanico
Está sendo inauguradoo espaço físico do Jardim Botânico de Brasília, o Cerratenses – Centro de Excelência do Cerrado.
O Centro atuará na promoção e difusão do conhecimento científico e tradicional sobre o Bioma Cerrado, sua valorização, proteção e desenvolvimento, difusão de tecnologia social, educação, na intermediação entre o humano e o ambiental.
O Cerratenses buscará desenvolver atividades que promovam uma coexistência harmoniosa e sustentável, contribuindo para a formulação de políticas de meio ambiente, ciência, tecnologia e inovação adequada à região do Cerrado.
Um destaque será os eventos que traz as mesas dos brasilienses pratos com especiarias típicas do cerrado..Jatobás, barus, araticuns, cajuzinhos, cagaitas, buritis, pequis! Todos prontos para o Festival Gastronômico Cerrado Week! Prepare-se para degustar o Cerrado de 11 a 20 de setembro de 2015.
A safra de cajuzinho do cerrado está chegando e ele não poderia ficar de fora do Festival Gastronômico Cerrado Week!
Os frutos do Cerrado são pedras brutas esperando para serem lapidadas. É verdade que alguns chefs de cozinha da cidade já vêm usando as iguarias de nossa região, mas o potencial gastronômico e econômico desses produtos é enorme e deve ser explorado, não somente para garantir a preservação dessas espécias, como a sobrevivência de milhares de pequenos produtores que os cultivam.
A edição do Cerrado Week, festival gastronômico que vai reunir mais de 50 estabelecimentos do Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso. Nesta sexta-feira em que se comemora o Dia do Carrado, eles começam a servir os pratos especialmente criados para a ocasião. A temporada vai até o dia 20 de setembro.
Em todas as casas, os pratos principais custarão R$ 39, e os petiscos, R$ 29. Já os lanches, sobremesas e drinques saem a R$ 19. Doces, pães, cafés e outros itens valem R$ 9. A taxa de serviço será cobrada a parte.
O festival integra a programação oficial da Virada do Cerrado, evento inspirado na Virada Cultural de São Paulo, que reunir atividades de mobilização e educação voltadas à sustentabilidade e ao bioma, durante três dias.
Acesse a programação completa da Virada: http://www.tonavirada.org
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Caracterização da biodiversidade de Chapada dos Guimarães – MT.

Em Chapada dos Guimarães, a situação natural presente, é o resultado de uma interação de fatores, sendo que o ” status ” da fauna, depende de atributos geomorfológicos, climáticos, hídricos, edafológicos e vegetacionais.
Foto de Chapada dos Guimarães é cortesia do TripAdvisor.

A ocupação desordenada feita por atividades agropastoris e mesmo a crescente visitação turística, estão modificando drasticamente os habitats naturais e provocando um declínio acentuado da diversidade biológica. De acordo com os diferentes ambientes que caracterizam a paisagem das árvores, bem como a composição florística e arranjamento espacial das espécies vegetais, propicia que se estabeleça uma fauna ainda rica e variada; isto se dá porque a mobilidade da fauna permite um deslocamento entre os diferentes ecossistemas onde estejam disponíveis as condições básicas para sua sobrevivência, principalmente aquelas referentes à satisfação das necessidades alimentares e reprodutivas. No entanto, os gradientes vegetacionais na região, do campo limpo ao cerradão, incluindo cordões de mata ciliar, vegetais e paredões rochosos, apresentam também, uma fauna que lhe são próprias, das quais as espécies podem ser apresentar mais ou menos dependentes. Isto torna Chapada dos Guimarães, um ambiente singular, onde o campo de estudo de bioecologia representa um fascínio aos pesquisadores e curiosos.
CARACTERIZAÇÃO DA FAUNA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES
Para uma avaliação faunística dentro do projeto ” caracterização e diretrizes gerais de uso da região de Chapada dos Guimarães -MT”, seriam necessário no mínimo dois anos de observação para uma conclusão aceitável no meio científico.  A fauna da região da Chapada dos Guimarães constitui-se de elementos provenientes da região Amazônica e das áreas abertas que cercam, os cerrados. Essa região é um dos refúgios pleistôcenicos do Brasil segundo Hafer 1967, tendo por isso, importante valor zoogeográfico. A fauna invertebrada (que compõe bem mais de 90% das espécies animais) tem uma grande tendência de acompanhar os vegetais, dos quais ele depende dos seus alimentos muito específicos, na sua riqueza e abundância. Assim, não é de estranhar que a variedade de invertebrados, especialmente insetos na Chapada de Guimarães é mais rico de que em qualquer outra região neotropical. Em certas épocas menos chuvosas do ano a abundância de insetos e especialmente lepdópteros, é tanta, e sua sede é de tal forma, que chegam a formar verdadeiras pilhas acima de qualquer fonte de umidade, como estrume fresco de vaca; algumas espécies de lepdópteros diurnos ou crepusculares, maiores e muito coloridas, são freqüentemente encontradas no chão dentro da floresta, onde pousam durante horas sugar a umidade das fezes humanas ou caninas. Mais interessante ainda é o fato que esta riqueza é composta de mistura da fauna vinda dos quatros lados da Chapada: das bacias do Rio Amazonas e do Rio Paraguai, dos Andes da Bolívia e do Peru, a da Mata Atlântica Brasileira, através da Chapada Goiana. Assim, forma-se uma zona de transição e polimorfismo que participa dos caracteres zoogeográficos das regiões faunísticas adjacentes, constituindo-se um verdadeiro laboratório contemporâneo de mistura e evolução de espécies e formas. Os estudos genéticos que poderiam ser visualizados dentro de populações polimórficas na Chapada, como por exemplo a do lepdóptero Mechanitis Lysemia que já recebeu o nome de connectens, simbolizando a posição intermediária da população), são quase infinitas e de grande significação evolucionária. É provável que especialistas em quase quaisquer campos da zoologia invertebrada achariam na Chapada uma riqueza e variabilidade excepcional das espécies nos seus grupos de estudos. Do mesmo modo, os vertebrados na Chapada são excepcionalmente abundantes e variados, embora talvez menos que a região do Pantanal. Aves de tamanho médio e grande, inclusive emas, seriemas, gaviões, pica-paus grandes, tucanos e garças, são freqüentemente vistos, e espécies, muito perseguidas em outros lugares como perdizes, mutuns, araras, papaguaios-amazonas, jacus e urus, inhanbus, juritis e outras pombas, fringilídeos cantadores como curiós e bicudos, ainda habitam as matas da Chapadas em quantidade. Uma profusão de plantas e de invertebrados certamente contribui para esta abundância de aves insetívoras ou frugívoras; a cadeia natural de alimento e predação estende-se faz inevitavelmente para cima, nos animais mais evoluídos. Entre os mamíferos comuns na Chapada, sente – se uma falta em macacos (apenas mico e macacos pregos são mais freqüentes); jacarés e onças grandes são infreqüentes hoje em dia. Isto seria esperado numa região biogeográfica. Esta riqueza e variedade são mais evidentes nas plantas e nos invertebrados, mais a região também abriga boas quantidades de animais maiores inclusive algumas espécies já quase extintas no território brasileiro. É de interesse acrescentar que tanto a Serra dos Parecis ao Noroeste da Chapada, como a Serra do Roncador ao Noroeste da Chapada, parecem ser muito pobres em animais e plantas com relação á Chapada dos Guimarães. As razões para este contrastes são desconhecidas. Porém é fácil de verificar que nestas serras faltam regiões acidentadas extensas que são principalmente em mata, como a bacia da cabeceira do Rio Coxipó. Das 100 espécies de mamíferos descritos para o cerrado (Fonseca e Redford, 1986), 41 são roedores, 21 de carnívoros, 13 de marsupiais, 06 de primatas 01 de lagomorfos e 01 de perissodáctilos, agrupados em 67 gêneros. Espécies mais representativas de ocorrência comprovada na área de Chapada dos Guimarães. Didelphis abbiventris Gambá – de orelha branca Didelphis marsupialis Gambá – de orelha preta Philander opussum Cuíca verdadeira Agouti paca Paca Dasyprocta sp Cutia Cavia aperea Preá Hidrochaeris hydrochaeris Capivara Coendou prehensilis Ouriço caxeiro Cerdocyon thous Cachorro do mato comum Chrysocon brachyurus Lobo guará Felis pardalis Jaguatirica Felis yagouroudi Gato maurisco Felis sp Gato do mato Eira barbara Irara Gallictis cuja Furão Nasua nasua Quati Procyon cancrívorus Guaxim Felis Weidi Maracajá Priodontes Maximus Tatu Canastra Dasypus Novencinctus Tatu Galinha Euphractus sexcinctus Tatu peludo Tamanduá tetradactyla Tamanduá mirim Mymecophaga tridactyla Tamanduá – Bandeira Tapirus terrestris Anta Mazama gouazoubira Veado – Catingueiro Mazama sp Veado Tayassu tajacu Cateto Alouatta caraya Bugio preto Cebus apelha Macaco – prego Cellithrix argentada Sagui Felis concolor Onça parda Panthera onca Onça pintada Lutra sp Lontra Ozotocerus bezoarticus Veado-Campineiro Duscyon vetulus Rapozinha
AVIFAUNA
Das 24 ordens registradas no território brasileiro, 20 estão presentes na área de influência direta e compreendem 45 famílias e 220 espécies. Listagem das espécies mais representativas na área de Chapada dos Guimarães.
RÉPTEIS – Na região : Chelonia . Testudinidae é frequente nesta família encontrar os jabotis: Geochilona carbonaria.Gekkonidae – é encontrada em casas e taperas abandonadas, muito frequentes á noite.Iguanidae – da fauna herpetológica de cerrados os iguanídeos tem se destacado com altas ocorrências, cabendo a supremacia dos tropidurus. Nas matas de galeria, ou próximo aos cursos de água, o Iguana iguana é o grande representante desta familia, além de Hoplacercus spinosos e Anoles sp. Sincidae – ainda em áreas sombreadas encontra-se os Mabuya sp. 1.5 – Teidae – dos lagartos terrestres, estes interessantes fossadores são vistos com frequência, principalmente em clareiras onde a espécies Ameiva ameiva é bastante encontrada em áreas de transição com vegetação mais densa.
A fauna ofídica está representada por vários exemplares de Crotalus durissum terrificus e, vale afirmar, que a ocupação maciça do cerrado com exploração agricola tem funcionada como agente concentrador destes importantes Crotalídeos;  O gênero Boa é marcado principalmente pela presença de Boa constrictor, sendo observado muito raramente. Boa constrictor amarali, a Salamdra Epicrates cenochria, cobra de grande beleza.
Consequencias
Muitas espécies estão ameaçadas e, inclusive, que restringe e até mesmo proíbe a comercialização e o tráfico de peles e animais vivos. Entre estes animais, podemos comecar citando o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) que ocupa os cerrados, onde há elevadas concentrações de cupins; certamente, as populações encontram-se em decadência, pois apesar de terem hábitos noturnos, raramente são observadas no ambiente de forma direta, mas comprova-se sua ocorrência através de rastos geralmente visualizados. Outro animal da classe edentada ameaçada de extinção, é o tatu-canastra (Priodontes maximus). O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), apesar de ter a população aparentemente maior que a do taundúa-bandeira, é um animal de diícil visualização. Raríssima de ser observada, a lontra (Lutra Longicaudis) é muito exigente em relação ao seu habitat, não tolerando muitos disturbios ambientais. Sua ocorrência poderá ser comprovada na região das cabeceiras do rio Aricá-Açu. Certamente, os grandes felinos são os animais que mais vêm sofrendo com a ação antrópica, seja pela ocupação indevida das áreas de preferência destes animais seja atividade de caça que cada vez mais ameaça essas populações. A onça-parda (Felis concolor) e a pintada (Panthera onca)possuem populações pequenas, seriamente ameaçadas de extinção, ocorrendo em áreas ainda intocadas, protegidas, contendo matas de galeria. A Jaguatirica (Felis pardalis), encontra-se em vias de desaparecimento;muitas peles de pequenes gatos também vêm sendo encontradas, como o morisco ` (Felis yagouaroundi),de hábitos diurnos o maracajá (Felis weidii) de hábitos noturnos, demonstrando que sofrem uma pressão significativa de caça. Ainda em vias de desaparecimento está o veado-campeiro (Ozoteceras bezoaticus)que, vivendo em areas de cerrado aberto e veredas, é ativamente caçado com o auxílio de cães. Nas bordas dos paredões e até mesmo sobrevoando os céus da pequena cidade, um casal de araras vermelhas (Arachoroptera) passa vocalizando sob nossos cabeças. Outras aves de significativa importância , encontradas na região que abrage os monumentos ecológicos propostos para serem caracterizados neste projeto, são: gavião-real (Harpia harpyja), o mutum (Grax fasciolata), a jacutinga (Pipile pipili) e o gavião-de-penhaço (Spizaetus ornatus). Quando a ictiofauna, levantamentos realizados durante o projeto de pesquisa ecolólica na região do Polonoroeste, efetuados por F. Machado, principalmente nas cabeceiras dos rios Claro e Mutuca. Foi observada uma espécie nova de Leporinus dentre as coletadas e também uma ocorrência difícil de explicar do gênero Pseudocetopsis pertencente á familia Cetopsidae.
Baseado no trabalho de CLAUDIA TASSO CALIL Outubro/89 CUIABÁ MT. JÚLIO DALPONTE ( Biologia-FEMA), ROSÂNGELA E JERRY (estagiários da UFMT).

Resíduo orgânico não deve nem sair de casa

Um pouco de informação para cidadania de todos os biomas.
Sem pás, sem enxadas, com pouco espaço. Fácil de manter e de ensinar. Entram sobras de comida, capim e folhas secas e saem flores, temperos, verduras e legumes. Essas são algumas das vantagens do sistema inovador e, ao que tudo indica, único no país, idealizado pelo agrônomo e professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Germano Guttler e batizado de Mini Compostagem Ecológica (MCE).
Implantado com sucesso nas escolas da cidade de Lages (SC) para criação de hortas e cultivo de flores e jardins a partir de 2012, o projeto foi chancelado pelo selo Educare, do Ministério do Meio Ambiente, que indica as ações ambientais mais destacadas no tratamento de resíduos no país.
“A diferença do nosso projeto foi o desenvolvimento de uma técnica simples que permitiu, em apenas dois anos de trabalho, alcançar mais de 80 escolas públicas e também cerca de uma em cada cinco famílias de Lages, de 160 mil habitantes”, conta Guttler.
“Com a Mini Compostagem Ecológica nas hortas, canteiros de flores ou de plantas medicinais não usamos pás ou enxadas, não adubamos e eliminamos no mínimo 80% da necessidade de água”, afirma. “Qualquer cidadão pode participar do projeto”, diz.
Segundo ele, atualmente mais de 30% dos domicílios da cidade fazem algum tipo de compostagem. Em 2012, eram cerca de 12%. O projeto teve verba de desenvolvimento até junho de 2015 e segue agora tocado pela secretaria municipal do meio ambiente de Lages, conta Guttler.
residuo organico domestico
ESCALA
Guttler é radicalmente contra a ideia de coleta seletiva de orgânicos em escala municipal: “Lixo orgânico não pode chegar nem na calçada. Tem que ser resolvido a 20 ou 30 metros da cozinha, no máximo, num jardim ou canteiro”, diz.
“Os sistemas de compostagem coletivos ficam sujeitos à contaminação. Uma bateria descartada incorretamente junto com os resíduos orgânicos dentro de um caminhão pode fazer grande estrago, contaminando todo o lote. Além disso, o custo é muito alto e a logística muito complexa”, diz. “Espero que a nossa experiência se torne uma política pública em outros lugares, como foi feito em Lages”, diz.
Em trabalho escrito para um seminário acadêmico, Guttler indica que análises realizadas no aterro sanitário local depois da adesão das escolas e residências ao programa apontaram que havia de 37% a 41% de resíduos orgânicos na composição do lixo. O percentual é bem abaixo da média nacional de 52% e também abaixo de análises antigas que demonstravam teores entre 55% e 58% no total do lixo da cidade. O professor frisa que não é possível garantir que seja resultado direto do projeto, mas que não há outro programa de orgânicos em vigor na cidade, o que pode indicar essa correlação.
Cada ponto percentual de orgânico naquele aterro específico, em um período de um ano, pode representar uma redução aproximada de 250 toneladas de lixo, ao custo local de R$ 50.000,00, e um aumento de 130 a 170 toneladas de material reciclável, no valor aproximado de R$ 35.000,00 a R$ R$ 50.000,00, devido à descontaminação dos resíduos sólidos pelos orgânicos.
“Portanto, é possível que atualmente a prefeitura de Lages possa estar reduzindo seus custos de coleta e depósito de lixo em mais de R$ 400.000,00 por ano em função deste projeto”, escreve Guttler.
RECEITA DE BOLO
O sistema é realmente simples. Pode ser feito em canteiros e vasos ou no jardim, diretamente sobre a grama. É fundamental a separação correta dos resíduos na cozinha. No local escolhido, deve ser feita uma camada de 8 cm a 20 cm com os resíduos orgânicos. Sobre essa camada, deve ser colocada uma camada de 3 cm a 5 cm de material orgânico de difícil decomposição e granulometria fina, como grama cortada, serragem (de madeira sem resina, sem cola e sem tinta), cinzas e podas de jardim trituradas.
O processo deve ser repetido diariamente, colocando os resíduos orgânicos lado a lado, cobrindo o solo sem deixar espaços entre as porções. Para facilitar a oxigenação, acelerar o processo de decomposição e evitar moscas, é necessário mexer o composto com um garfo de jardim. Os resíduos orgânicos não podem ficar expostos. Se acontecer, cubra novamente com camada de grama, serragem ou palha.
Com esse procedimento, em 30 a 40 dias, garante Guttler, dá para plantar mudas ou sementes de hortaliças, temperos, chás e flores sobre o material já decomposto.
Atualmente afastado do programa para desenvolver seu doutorado sobre compostagem em ambientes urbanos pequenos, Guttler acompanha os relatos de dois estudantes da Udesc que monitoram as escolas.
“O projeto tem tudo para crescer sozinho. A maioria das pessoas quer realizar ações favoráveis ao meio ambiente e quem aprende quer ensinar”, diz.
Com informações da FSP

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