Florestania e Cerradania

Contagem regressiva para mais uma expedição no vale, Vale do Guaporé ou Itenez para os povos Bolivianos.

Barco Hotel Rey na Pousada do Reanato ( Pimenteiras)

Barco Hotel Rey na Pousada do Renato (Pimenteiras)


Uma pausa nos trabalhos com a Cerradania, para mergulhar um pouco na origem da minha vida com a Florestania. Retorno com muita alegria a um dos locais mais fantásticos que pude desfrutar. Sou Matogrossense, legítimo guri das beiras do Rio Santana ( Nortelândia) que contribui com as águas do Rio Paraguai e segue rumo ao Pantanal. Bem próximo da minha casa o nascedouro do Rio Guaporé que segue o rumo da Amazônia, por Rondônia, e por este caminho eu trilhei parte da trajetória de minha carreira profissional. Nem muito distante seguindo algumas léguas e subindo a Chapada dos Guimarães nos deparamos com a exuberante natureza do cerrado. Onde tudo por lá é grandioso… To assim emocionado, pra reviver novamente, mesmo que por pouco tempo, a passagem de contribuição aos três biomas: Floresta Amazônia, Pantanal e Cerrado.
Costumo repetir que os rumos são traçados pelo norte e seguimos o destino reservado para ser vivido na intensidade do possível com as boas recordações do passado e um presente intenso de querer e ser feliz. Afinal, não existe distancia pra quem sabe remar, no remanso da travessia e seguindo o que o remo dá, enfrentando os desafios, mas firme seguindo o que foi reservado pra ser vivido.
Coisas de convivência com Renato da Pousada e do Barco Rey em Pimenteiras, incansável militante da preservação das espécies aquáticas do Rio Guaporé, Renato Pereira destaque na importância da fiscalização permanente na bacia hidrográfica do Rio Guaporé. Entre outras coisas, aprendi que sal e fósforo são suficientes pra sobreviver em uma pescaria dos ribeirinhos; podemos retirar iscas vivas de peixe, apenas usando fígado de peixe e um pedaçinho de linha; assisti ao espetáculo do ataque dos Botos com o Puraquê; apanhação de Açai, só de ver; sonhei com a festa do Boto Cor de Rosa e o Tucuxi; Escrevi algo sobre o canoeiro do Guaporé.
No norte, tudo é intenso sol, chuva, friagem e impressiona a simplicidade de vida dos ribeirinhos do vale. Não é possível descrever o quão belo é o passeio, diante de tanta beleza: pescar é bom, porem, apenas um detalhe para quem pode sintetizar na alma a emoção de estar por lá. Eu vou e volto pra contar um pouquinho mais dessa história, que não findará. Sem me importar se haverá interrupção, afinal a gota d’água do rio segue o seu rumo sem se importar com os obstáculos. E, se ocorrer interrupção, vou me lembrar que percorri muitos caminhos e que lindos caminhos.
Um pouquinho do Rio Guaporé
Nasce no Mato Grosso, na Serra dos Parecis, no Estado de Rondônia o rio Guaporé é um dos locais mais bonitos e piscosos da região Norte do País. Tem cerca de 1400 quilômetros de extensão. Na maior parte de seu percurso funciona como linha divisória entre o Brasil e a Bolívia, e deságua no rio Mamoré.
Zona de transição natural entre as bacias do Prata e Amazônica, com a existência de um ecossistema extremamente rico. Composto por igarapés, matas densas e uma série de baías, que fornecem condições formidáveis para o desenvolvimento da vida nas mais diversas formas.
A pescaria pode ser feita a partir de pousadas ou barcos-hotel que saem desses municípios rumo a cenários espetaculares. É perceptivo a diferença do nível de preservação entre as duas margens do rio. No lado boliviano, a existência do Parque Noel Koempf Mercado que garante paisagens intocadas e afluentes piscosos, como o rio Verde. As cheias, por exemplo, são a época boa para pescar a corvina e o apapá (peixe-novo) é uma das belas espécies de escama dos rios brasileiros. Apesar de demonstrar grande agressividade no ataque a iscas naturais e artificiais, é um desafio mantê-lo fisgado no anzol, devido à dureza de sua boca.
Durante a seca, chama atenção a abundância de tucunarés nas baías e remansos do rio. Sem exagero, quando as águas estão baixas, é possível capturar num único dia centenas de tucunarés-pitanga, chamados de amarelinhos, pinimas ou popócas.
Além disso, o Guaporé é um dos poucos rios brasileiros que ainda abrigam grandes tambaquis e pirapitingas. Uma das iscas mais bem cotadas para atrair esses peixes redondos é o minhocuçú.
Iniciaremos o trajeto no Barco Hotel Rey a partir da pousada do Renato, na histórica região do Santa Cruz (Pimenteiras) com destino a Laranjeiras. Tudo encanta e sopra o pequeno canto de desfrutar da beleza impar do Vale que vale muito mais que um rio um complexo de cultura e beleza natural do Guaporé. Assim, gosto de narrar esse universo:
Oh, luz do luar me leva contigo pra passear. Oh, raio de sol aquece meu corpo e também e o meu coração. Minha rua é meu rio,o meu carro o batelão, o meu boto tucuxi, minha estrela. Minha rua é meu rio,o meu carro o batelão, o meu boto cor-de-rosa, meu amor minha paixão.

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About cerradania

Operário das letras, Comunicador e Idealizador da Cerradania, Palestrante,Professor. Letterman, Communicator and Idealizer of Cerradania, Speakers,Teacher.

One response to “Florestania e Cerradania”

  1. josé says :

    Inventaram a tristeza pra que possamos com alegria ter um verso do que posso e quero pro meu viver…

    Curtir

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