Obras de Guimarães Rosa citam ervas medicinais do sertão brasileiro

Retorno de uma pequena pausa e  busco na sapiencia da maior referencia literaria do Cerrado brasileiro, Um pouquinho de João.                                                                          Escritor mencionou 964 espécies em sete livros, mas evitou revelar efeitos curativos. Estudo mostrou que o autor de Sagarana quis proteger o cerrado.                                         A obra do escritor mineiro Guimarães Rosa é cheia de nomes de plantas. Muitas têm efeitos medicinais. Os repórteres Cristiane Leite e Gláucio Nogueira foram descobrir por que o escritor escondeu o jogo na hora de falar dos efeitos curativos dessas plantas do cerrado.                                                                                                                                           Guimarães Rosa traduziu a linguagem e a alma do sertão. Ele usou e abusou dos nomes das plantas em sua obra. Em “Sagarana”, o mineiro escreveu o trecho:                      “Mangabeiras pedidoras de esmola; barbatimãos de casca rugosa e ramos de ferrugem; e, no raro, um araticum teimoso, que conseguiu enfolhar e engordar.” 

O médico citou, ao todo, 964 espécies em sete livros. Em “Noites do Sertão”, ele disse:  “Dum lado e do outro, os pés de assa-peixe, em rosa e em branco, em flores (…). Ralos, a cagaiteira, pequizeiro, jatobá-do-campo, pau-terra, bate-caixa.”

Um estudo publicado em julho mostrou que as citações eram mais poéticas, mesmo, e menos práticas. E que não havia muitas informações sobre as propriedades das plantas, como se pensava até então. Eram raras as partes em que ele falava sobre a aplicação medicinal, como em um trecho do livro “No Urubuquaquá, no Pinhém”:                         “Quem tiver cabeça-inchada, traz aqui, que eu vou curar; com leite de gameleira, resina de jatobá.”

Botânicos e farmacêuticos que já haviam percorrido os caminhos de Guimarães Rosa se juntaram a profissionais das letras. Eles concluíram que o escritor revelou a utilidade de apenas 40 espécies. Mas, se Guimarães Rosa conhecia como ninguém a sabedoria dos velhos raizeiros, por que, então, ele escondeu as riquezas do cerrado? Segundo a pesquisa, o escritor quis proteger esse patrimônio.

“O Guimarães, ele tinha uma visão enorme, ele era uma pessoa visionária, um grande naturalista. Justamente por valorizar, ele quis proteger esse conhecimento da ganância que existia naquela época e existe, ainda, dos estrangeiros, em relação às nossas plantas. E, naquela época, não havia ainda tanta legislação, tanta proteção para a nossa biodiversidade”, explica Maria das Graças Brandão, professora de fitoterapia da Universidade Federal de Minas Gerais.
Hoje, ninguém mais precisa fazer mistério. Os chamados curandeiros, como Toco Pequi, buscam no mato tudo que é remédio natural. E sabem para que serve cada planta.
“Arnica-do-campo – aqui a gente usa muito essa planta. Coloca no álcool para dores. Quem sente dor, então passa o álcool, faz  massagem com ela para aliviar, é ótimo!  Cavalinha, muito bom para os rins, muito diurético. Salsaparrilha, grande depurativo, ótimo para a menopausa. Tirar aquele “ferverão”, tomou, rapidinho sente o alívio”, garante.
O conhecimento popular é muito rico, mas o cerrado ainda está cheio de plantas que não foram estudadas. O trabalho dos cientistas precisa continuar. Quem sabe esse não era outro desejo secreto de Guimarães Rosa?                                                                                    “A gente precisa do trabalho tanto de botânicos, do trabalho de farmacêuticos, gente que trabalha com a parte de fitoquímica para a gente, mesmo que essas áreas estejam preservadas, a gente conseguir acessar toda essa riqueza que tem”, diz a professora de botânica Juliana de Paula-Souza, da Universidade Federal de São João Del Rei.                     “ Todo caminho da gente é resvaloso. Mas também, cair não prejudica demais A gente levanta, a gente sobe, a gente volta!… O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, Sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria, E ainda mais alegre no meio da tristeza…

publicado em http://www.mensagenscomamor.com/poemas-e-poesias/poemas_de_guimaraes_rosa.htm#ixzz3mWkRTSVK

About cerradania

Operário das letras, Comunicador e Idealizador da Cerradania, Palestrante,Professor. Letterman, Communicator and Idealizer of Cerradania, Speakers,Teacher.

One response to “Obras de Guimarães Rosa citam ervas medicinais do sertão brasileiro”

  1. Maria da Conceição de Morais Viana says :

    Grande Guimarães Rosa quis defender a nossa biodiversidade.

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