Archive | fevereiro 2016

Cadê a Siriema

NOME CIENTÍFICO: Cariama cristata
REINO: Animal
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Cariamidae
TAMANHO: de 82 a 92cm de comprimento, que vai da ponta do bico até a cauda.
PESO: 25 a 30 kg
HABITAT: áreas de Cerrado, pastos e campos
DIFORMISMO SEXUAL: os machos são mais acinzentados que as fêmeas, e estas mais amareladas.
REPRODUÇÃO: os machos lutam para disputar as fêmeas,que botam de 2 a 4 ovos, a incubação é por volta de 26 a 29 dias. Constroi o ninho em cima de uma árvore não muito alta, com barro, capim e outros materias grosseiros.
ALIMENTAÇÃO: caça todo o tipo de insetos (principalmente gafanhotos), sáurios (lagartos), pequenos mamíferos, adoram comer cobras, e aves que venham ao alcance de seu poderoso bico, e não gosta de se alimentar de animais mortos.

A sua principal característica é o canto longo e estridente que pode ser ouvido a um quilômetro de distância, sendo, sem dúvida, a vocalização mais importante e conhecida nos cerrados. A seriema possui a fama de avisar quando vai chover. Dizem no campo que quando a seriema canta é chuva na certa.

Se for apanhada bem pequena a Seriema transforma-se facilmente num animal doméstico. Os fazendeiros costumavam criá-la em galinheiro, pois ela come pequenas cobras e dá um sinal de aviso à chegada de qualquer intruso. Hoje a seriema é protegida pelo IBAMA e é proibida sua criação em cativeiro.

Já as Seriemas adultas não se deixam apanhar facilmente e ficam bem camufladas entre as árvores com sua plumagem cinza-amarelado. Elas voam mal, mas são boas corredoras. A “crista” da seriema é um tufo de penas bem compridas, com cerca de 12 cm, situado na base do bico. Essas aves vivem aos pares ou em pequenos grupos e passam o dia no chão, catando vermes, insetos e pequenos répteis (lagartos, cobras). À noite, empoleiram-se num galho baixo para dormir.

Desdenhar os valores caipira de nossa gente é desconsiderar a nossa verdadeira identidade, e não satisfazer ao nosso saber de natureza comunista, definido pela certeza de que somos, apenas e simplesmente, mais um dos seres que habitam a terra.

 

E se for um lobo…

Localizado na parte central do território brasileiro, o Cerrado funciona como uma ponte entre Amazônia,Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampas. Compartilha animais e plantas com todos esses biomas, além de abrigar espécies endêmicas.

Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

O lobo-guará é um animal muito bem adaptado ao Cerrado, mas também é encontrado no Pantanal e nos Pampas. Sua cor avermelhada confunde-se com a grama seca e o deixa muito bem camuflado, as longas pernas lhe permitem enxergar acima da vegetação alta e as orelhas são responsáveis pela identificação da direção do som de uma possível presa. É uma espécie vulnerável segundo o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.

A vegetação rasteira, recortada por árvores esparsas, de casca grossa e tronco retorcido é a imagem mais retratada do lugar. Mas o bioma é muito mais do que isso. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado ocupa cerca de 22% do território nacional, abriga as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), e é reconhecido como a savana mais rica do mundo em termos de biodiversidade.

Porém, esse patrimônio está ameaçado pela agricultura e a pecuária, além da exploração de madeira para a produção de carvão. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais estão ameaçadas de extinção.

Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. No entanto, é o habitat que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. É preciso ampliar as medidas de proteção ambiental para garantir sustentabilidade ao bioma e garantir a preservação da savana brasileira.

Baseado na publicação do http://viajeaqui.abril.com.br/materias/fotos-de-20-animais-do-cerrado

Povos tradicionais do cerrado terão apoio na preservação ambiental

As comunidades tradicionais, indígenas, geraizeiros, quebradeiras de coco, vazanteiros do cerrado contarão com apoio para projetos que evitem o desmatamento e a degradação do bioma e que promovam a proteção, a conservação dos recursos naturais e a inclusão social. Para isso, está aberto até 25 de abril edital que conta com até R$ 4 milhões para financiar essas iniciativas.

quilombolas

Podem participar as organizações representativas dos povos indígenas, comunidades quilombolas e comunidades tradicionais, inseridas total ou parcialmente no cerrado ou Organizações Não Governamentais (ONG) de assessoria a esses povos.

Serão realizadas oficinas de divulgação do edital em três cidades: Brasília/DF (24 a 26/02), Imperatriz/MA (29/02 a 02/03) e Cuiabá/MT (03 a 05/03). Cada organização poderá indicar um representante, que terá as despesas de viagem custeadas pelo programa.

Participação

A chamada integra o Mecanismo de Doação Dedicado a Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais do Brasil (DGM Brasil) e o DGM Global, que visa a fortalecer a participação desses povos e comunidades na discussão sobre mecanismo da Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD+) e ampliação da conservação, do manejo e aumento dos estoques de carbono florestal em nível local, nacional e global.

Essa estratégia faz parte do Programa de Investimento Florestal (FIP), que compõe o Fundo Estratégico do Clima (Strategic Climate Fund – SCF), iniciativa global em execução no Brasil e em outros sete países.

O objetivo é potencializar a participação dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais na promoção do uso sustentável das suas terras, além de restaurar os ecossistemas, para redução da pressão sobre os recursos naturais e redução dos efeitos das mudanças climáticas. A iniciativa pretende, ainda, beneficiá-los por meio de ações demandadas por eles, fortalecer as organizações representativas e qualificar as políticas de conservação florestal.

Como Participar

Para se inscrever, o proponente deve preencher o formulário de acordo com o tipo de projeto: gestão de recursos naturais (até R$ 195 mil), produtivos orientados para o mercado (até R$ 156 mil) e de resposta a ameaças imediatas (até R$ 78 mil). Ao todo, são 13 linhas temáticas prioritárias. Entre elas, estão o cultivo de espécies florestais, manejo de vegetação nativa, apoio às comunidades agroextrativistas, gestão territorial e ambiental e fomento a inovações de tecnologias sociais de adaptação às mudanças climáticas.

A inscrição é gratuita e deve ser enviada por correio com postagem até 25 de abril. São exigidas cópias simples dos seguintes documentos: Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), estatuto social, ata de constituição e ata de posse da atual diretoria da organização e carta de anuência das comunidades beneficiárias no caso de propostas feitas por entidades de apoio. Também são necessárias cópias simples do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e carteira de identidade do responsável legal do projeto.

Serviço

Edital com linha de apoio para o fortalecimento dos povos tradicionais do cerrado
Inscrições até 25 de abril.
Informações: http://www.dgmbrasil.org.br.
Proposta e documentação devem ser encaminhadas para o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas – CAA/NM – Rua Doutor Veloso, 151, Centro, Montes Claros (MG) CEP: 39400-074.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente

 

Qual é a importância das aves para todos nós?

Fala-se tanto das aves, da beleza delas e tudo mais, mas você sabe qual é a importância delas para o meio ambiente, ou seja, para todos nós? Elas são indicadoras biológicas. Uma situação favorável para as aves indica que a situação está favorável para o meio ambiente. Já pensou nisso? As aves dialogam por todos os biomas.

estrelinha -ametista

Estrelinha-ametista (Jardim Botânico de Brasília DF – Agosto/2015)-                                      Foto de Rogerio Castro

As aves têm um importante papel no meio ambiente rural e urbano: ajudam no controle de pragas, que atacam as plantações e as cidades; polinizam flores e espalham sementes, auxiliando na reprodução das plantas; servem como ótimos indicadores da qualidade dos ambientes, pois indicam rapidamente qualquer impacto ambiental; além de nos encantar com sua beleza e seus sons.

O cerrado é um ecossistema rico em vários aspectos, como o hídrico e a flora, mas não se limita apenas a esses citados, há também as aves do cerrado. Conforme registros de cientistas, no cerrado podem ser encontradas cerca de 935 espécies de aves, dessas, 787 são encontradas também em outros domínios, e 148 espécies são específicas do cerrado. No caso das aves, fica difícil definir uma ave como sendo específica de um único bioma em razão da sua capacidade de voar.

A BirdLife International e a International Union for Conservation of Nature (IUCN) divulgaram a lista de aves globalmente ameaçadas de extinção no ano de 2012. Na última revisão (2008), no Brasil, eram 122 espécies ameaçadas. Em 2012, esse número aumentou para 152.

A notícia não é boa: o Brasil continua sendo o primeiro País no mundo em número de espécies ameaçadas. “Se temos tantas espécies ameaçadas, a situação do meio ambiente no Brasil está muito ruim. É preciso considerar a questão ambiental com muito mais atenção e seriedade nas discussões sobre o crescimento econômico do País. As aves refletem toda a falta de cuidado”, afirmou Pedro Develey.

Desde 2004, no Brasil, com o objetivo de contribuir para a melhoria desse quadro, aSAVE Brasil promove o Programa Áreas Importantes para a Conservação das Aves (Important Bird Area – IBA), que visa identificar, monitorar e proteger uma rede de áreas importantes para as aves e para a biodiversidade em geral. Esse programa faz parte da estratégia mundial da BirdLife International, que já identificou aproximadamente 11 mil IBAs em 200 países.

Em 2006, a SAVE Brasil publicou o livro“Áreas Importantes para a Conservação das Aves no Brasil: Parte 1 – Estados do Domínio da Mata Atlântica”. A segunda e última parte do estudo de mapeamento das IBAs no Brasil foi concluída no final de 2009, com a publicação do livro “Áreas Importantes para a Conservação das Aves no Brasil: Parte 2 – Amazônia, Cerrado e Pantanal”, que identificou 74 IBAs nos estados das regiões Norte e Centro-Oeste e no Maranhão.

A boa notícia  foi dada, o mapeamento das áreas prioritárias contribuiu para que fossem criadas, nos últimos  anos, novas unidades de conservação, protegendo cerca de 50 mil hectares de florestas da Mata Atlântica. Essas áreas estão beneficiando a preservação de, pelo menos, 20 espécies ameaçadas globalmente de extinção. Há muito o que se fazer, mas existem alguns ganhos significativos.

baseado na publicação de http://blog.institutobrookfield.org.br/

Um em cada quatro indígenas latino-americanos vive na pobreza

Um em cada quatro indígenas latino-americanos ainda vive na pobreza, apesar dos enormes progressos na região na última década em matéria de desenvolvimento e combate à pobreza, denuncia um estudo do Banco Mundial (BM).indios-xavantes                         Índios xavantes – mato Grosso ( foto arquivo da secretaria da cultura de MT)

O relatório América Latina Indígena no século XXI, a entidade ressaltou que os indígenas representam cerca de 8% da população total, mas são 14% dos cidadãos que vivem na pobreza, e não menos do que 17% das pessoas em situação de pobreza extrema.

“Pela primeira vez na história da América Latina, há mais pessoas vivendo na classe média do que na pobreza”, mas “os povos indígenas não beneficiaram na mesma medida que o resto da população. Esta situação é inaceitável”, declara Jorge Familiar, vice-presidente do Banco Mundial para a região.

Familiar disse que, de acordo com o estudo do banco, a proporção de famílias indígenas que vivem na pobreza é o dobro das famílias não indígenas na região latino-americana.

“Se quisermos atingir os nossos objetivos de redução da pobreza e impulsionar a prosperidade compartilhada, precisamos combater a discriminação e a exclusão para que todos os latino-americanos tenham as mesmas oportunidades de ter uma vida melhor”, ressalta Familiar.

O estudo do Banco Mundial surpreende ao constatar que quase metade (49%) de toda a população indígena latino-americana vive em áreas urbanas. Desse total, a maioria absoluta é relegada a favelas, onde muitas vezes enfrentam a pobreza extrema e vivem em áreas de risco, insalubres e poluídas.

A especialista Dianna Pizarro, especialista do BM em Desenvolvimento Social, apontou que a presença de comunidades indígenas em áreas urbanas pode ser explicada pela possibilidade de conseguir melhores empregos ou até mesmo pelo acesso à educação, “mas que vem acompanhado de uma grande perda cultural”.

Nessas áreas urbanas, aponta o estudo, os povos indígenas estão envolvidos em trabalhos de baixa qualificação ou no setor informal e, portanto, sem benefícios sociais.

De acordo com Familiar, o Banco Mundial apresentou o estudo para apoiar “a visão de que a preservação da identidade cultural dessas comunidades não precisa ser contrária à criação de oportunidades e desenvolvimento”. Cerca de 80% da população indígena da América Latina está concentrada no México, Peru, Guatemala e Bolívia, de acordo com a BM.

Publicado em

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/um-em-cada-quatro-indigenas-latino-americanos-vive-na-pobreza

Leia mais em AFP

 

O livro que virou parque

 

veredas do parque nacional                Uma das paisagens mais marcantes do cerrado são as veredas, formações vegetais que acompanham riachos e nascentes, e onde predominam as palmeiras do buriti (Mauritia flexuosa). (foto: Thpelin / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0)

Em 1952, o escritor Guimarães Rosa participou de uma aventura no sertão de Minas Gerais que marcaria para sempre sua vida. Ele percorreu 240 quilômetros a cavalo, junto a uma comitiva de vaqueiros que conduzia cerca de 200 cabeças de gado. Durante os dez dias dessa viagem, Rosa vivenciou experiências únicas. Comeu com os vaqueiros, dormiu em acampamentos improvisados, ouviu histórias e se encantou com as paisagens do sertão. De tão marcante, essa viagem influenciou toda a obra do autor, inclusive seu livro mais famoso, chamado Grande Sertão: Veredas.

Décadas mais tarde, para evitar que as paisagens do cerrado descritas por Guimarães Rosa fossem destruídas pelo crescimento desordenado das fazendas, foi criado o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Localizado na divisa entre o noroeste de Minas Gerais e o sudoeste da Bahia, o parque é o maior do país com predominância de cerrado. Mas que paisagem tão especial é essa, que serviu de cenário às aventuras de Riobaldo Tatarana – personagem principal do livro de Rosa?

Trata-se dos “Gerais”, uma grande extensão de terras suavemente onduladas e cobertas por vegetação típica de savana, com campos gramados e bosques de árvores baixas e retorcidas. E o que dá um toque especial à paisagem dessa região são as veredas, verdadeiros oásis do cerrado.

As veredas se formam nas áreas mais baixas, onde uma vegetação própria, marcada principalmente pela presença de uma palmeira chamada buriti, cresce junto a uma nascente ou um pequeno córrego. Além de sua importância em abrigar espécies típicas da flora, as veredas funcionam também como pontos de encontro da fauna. É ali que muitos animais vão para matar a sede, se alimentar e até se reproduzir, como é o caso de muitas espécies de anfíbios e aves aquáticas.

O Parque Nacional Grande Sertão Veredas se destaca por ser refúgio de um grande número de espécies animais raras e em risco de extinção. Cruzando os céus do parque podem ser vistos urubus-reis, araras-vermelhas, araras-canindé e bandos de papagaios-galegos. Nos riachos, podem ser encontrados cervos-do-pantanal, antas, jacarés-coroa e até cobras sucuris. Em seus campos de capim quem desfila são emas, lobos-guarás e tamanduás-bandeiras. E não se espante se, ao caminhar pelas trilhas do parque, se deparar com os enormes buracos cavados pelo tatu-canastra ou com as pegadas gigantes de onças-pardas e pintadas.

Não apenas essas riquezas, mas também as lendas populares, o sabor dos frutos do cerrado (gabiroba, pequi, araçá, araticum, cajuí, baru, cagaita etc.), o jeito simples do povo sertanejo e sua estreita relação com a natureza fizeram Guimarães Rosa se apaixonar pelo sertão. Felizmente, graças a ele, hoje temos parte importante do cerrado preservada em suas histórias e no Parque Nacional Grande Sertão Veredas.

Nos ultimos dias, no município de Chapada Gaúcha (MG), integrantes do Conselho Consultivo do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, estiveram reunidos com a chefia da unidade de conservação, uma das maiores do bioma Cerrado. O objetivo do encontro foi discutir normas e procedimentos para a visitação, o credenciamento e a autorização para exercício da atividade comercial de condução de visitantes no Parque Nacional.

Publicado em http://chc.cienciahoje.uol.com.br/o-livro-que-virou-parque/

O que é isso bicho, caititu

caititu1

caititu (Pecari tajacu)

Também conhecido como caitatu, taititu, cateto, tateto, pecari, patira e porco-do-mato, à primeira vista, o “jeitão” do caititu (Pecari tajacu) pode confundir até o observador mais cauteloso. Descrito pelo biólogo Linnaeus em 1758, o caititu foi inicialmente classificado no gênero Sus, o mesmo do porco-do-mato ou javali (Sus scrofa), em razão da aparente semelhança com este animal. Entretanto, várias características anatômicas o tornam diferente e, assim, o apelido de porco-do-mato não lhe faz justiça.

Como o Sus scrofa, o caititu é um mamífero artiodáctilo, porém as semelhanças param aí e as diferenças são numerosas: ele possui uma glândula odorífera na região dorsal; uma cauda vestigial de 15 a 55 mm; o osso da perna fundido ao do pé, que resulta em três dígitos na pata posterior; o fígado reduzido pela ausência de vesícula biliar e um estômago compartimentalizado, que permite aos caititus se alimentarem de alimentos fibrosos, sobras de legumes, frutos e pequenos vertebrados.

Os caititus são animais de menor porte. Um adulto mede de 75 a 100 cm de comprimento e aproximadamente 45 cm de altura. Seu peso varia de 14 a 30 kg. A pelagem é longa e áspera, geralmente de tonalidade preto acinzentada, com uma faixa de pelos brancos ao redor do pescoço que dá o aspecto de um colar. Na região dorsal possuem uma crina de pelos mais longos e escuros, que eriçam em situações de estresse ou quando demonstram comportamentos de ameaça. Diferentemente dos porcos verdadeiros, seus caninos são relativamente pequenos e com o crescimento reto e para baixo. Machos e fêmeas são muito semelhantes em tamanho e cor, mas os jovens tem uma pelugem marrom amarelada, com uma listra preta nas costas.

A espécie distribui-se desde o sul dos Estados Unidos, passando pela América Central e América do Sul a leste dos Andes, até o norte da Argentina. No Brasil, o Pecari tajacu está amplamente distribuído e resistente a alterações causadas pelo homem e pode ser encontrado nas áreas com cobertura vegetal em todos os biomas.

Esses animais habitam uma grande variedade de ambientes, desde regiões de florestas tropicais úmidas a regiões semiáridas, conseguindo sobreviver mesmo em áreas devastadas. Esta capacidade de sobrevivência da espécie em diferentes condições se faz graças a adaptações fisiológicas e comportamentais, como por exemplo, a aceitação de uma longa lista de itens alimentares como frutas, folhas, raízes, cactáceos e tubérculos.

Em condições naturais, os hábitos alimentares dos caititus são determinados de acordo com a disponibilidade de alimento. Nas florestas tropicais, por exemplo, sua alimentação principal são frutos, folhas, raízes e tubérculos, mas podem, eventualmente, consumir larvas, insetos, anfíbios, répteis, entre outros, como fonte de proteína.

Os bandos de caititus são grupos sociais coesos e estáveis de 5 a 25 membros, indivíduos de diferentes faixas etárias, com um ou mais machos e várias fêmeas. Se comportam assim como uma estratégia para defesa conjunta contra os predadores, já que são presas de grandes carnívoros como os jaguares e coiotes na América do Norte e de onças-pintadas, pardas e, ocasionalmente, de jacarés no Brasil.

A glândula de cheiro é um mecanismo utilizado em contextos sociais e não-sociais: a substância oleaginosa de forte odor produzida, quando esfregada em árvores e outros objetos servem para marcar o território. Socialmente, através dos comportamentos de “esfregamento”, recíproco e não-recíproco, fazem uma marcação importante para a coesão do bando, pois através delas se identificam e reconhecem: caititus têm pouca orientação visual, mas um olfato bastante desenvolvido.

Não há uma época específica para a reprodução, o acasalamento pode ocorrer em qualquer momento do ano. A gestação dura em torno de 144 a 148 dias, nascendo geralmente dois filhotes, que apresentam pelos mais avermelhados que são trocados no terceiro mês de vida e uma faixa marrom dorsal. As grávidas se removem do grupo para evitar que os recém-nascidos sejam comidos por outros membros do grupo, só retornando um dia após o parto. O desmame ocorre em 2 a 3 meses. Os machos atingem a maturidade sexual aos 11 meses e as fêmeas, entre 8 a 14 meses. A espécie pode viver até 24 anos.

O Pecari tajacu, por sua ampla distribuição geográfica, sofre diferentes impactos e está sob diferentes graus de ameaça ao longo de sua distribuição. Enquanto em algumas regiões a caça ou a competição com espécies mais agressiva será o maior risco, em outras será a fragmentação ambiental e/ou as interferências humanas no ambiente (aumento populacional, grandes empreendimentos, agricultura).

Uma avaliação global, como a realizada pela IUCN, classifica a espécie como Pouco Preocupante, um resultado também aplicado ao Brasil. Entretanto, avaliar a espécie como unidades para todo o país pode resultar em excesso de otimismo em relação a seu estado de conservação, baseado em grandes populações remanescentes nos biomas ainda menos degradados. Faz-se necessária uma avaliação regional do estado de conservação para cada um dos principais biomas brasileiros.

*Artigo com a contribuição de nossos  colaboradores.

 

 

No cerrado de Mato Grosso do Sul

Destaque a lugares interessantes do cerrado brasileiro

sitio arqueologio de alcinopolis.

A cidade, a 309 quilômetros de Campo Grande, tem paisagens maravilhosas que só agora estão sendo abertas para o turismo.

Pelos campos e chapadas da região foram encontrados vestígios da presença do homem há mais de 12 mil anos. Eram tribos de caçadores e coletores, que usavam o local como caminho. Os paredões de rocha têm abrigos e foram encontradas pinturas rupestres. São desenhos e impressões dos primeiros moradores do Brasil central.

O local tem o que os estudiosos chamam de “tradição São Francisco”, desenhos coloridos que também são encontrados no Sul do Brasil. Há uma teoria de que esse era um ponto de encontro, de convergência de diferentes grupos.

São tantos sítios de pinturas rupestres que foi criado um parque municipal para proteger esses lugares. É como uma janela para a pré-história do Centro-Oeste. Durante milhares de anos, as rochas de arenito foram esculpidas pelo vento. Os arqueólogos acreditam que o templo dos pilares poderia ser um lugar sagrado de rituais de fertilidade, de celebração da vida. Por isso, há tantas pinturas.

O local é considerado um dos mais importantes para entender o passado da região. “Pode ser a representação do cotidiano, de uma uma caçada boa, segundo o arqueólogo Divaldo Sampaio.

Razões pra consumir o pequi!

Pequi ou Souari Nut (Caryocar brasiliense) é uma fruta brasileira, de cor amarela, e tem um cheiro e sabor forte. Fruto de Pequi é uma refeição muito popular em no cerrado, e pode ser comido sozinho ou com outros alimentos.

ARROZ COM PIQUI

Ácidos graxos monoinsaturados. Pode não haver muitos estudos feitos sobre pequi, mas uma coisa que sabemos com certeza; ele tem um teor muito elevado de ácidos graxos monoinsaturados, que são os mesmos compostos encontrados em nozes, azeitonas e compostos orgânicos benéficos que podem ajudar a diminuir os níveis de colesterol no sangue e proteger o nosso coração. Oléico, linoléico e ácido esteárico são encontrados em pequi, que tudo melhorar os efeitos oxidação no corpo, o que significa que menos colesterol se acumula nas paredes das artérias e vasos sanguíneos, assim, proteger os nossos sistemas cardiovasculares de aterosclerose, ataques cardíacos, derrames e doença cardíaca coronária.

Fonte de Potássio. A mistura de vitaminas e minerais, incluindo potássio, bem como os efeitos anti-inflamatórios dos ácidos naturais encontradas no fruto, pode ajudar a aliviar a pressão sobre os vasos sanguíneos e relaxar eles, aumentando desse modo o fluxo sanguíneo e aliviando a pressão sobre o coração. A inflamação pode causar constrição dos vasos sanguíneos, o que pode agravar ainda mais problemas de coração, como colesterol entupimento.

Compostos anti-inflamatórios.  Um estudo realizado em atletas exclusivamente com a dieta de pequi, constatou-se que a inflamação geral das articulações e músculos foram reduzidas após os treinamentos. Isso é potencialmente explicado pelos altos níveis de compostos anti-inflamatórios encontrado no pequi. Isso poderia ser uma solução natural para as pessoas que sofrem de artrite e outras condições inflamatórias.

Fonte de Vitamina A. pequi é uma boa fonte de vitamina A, e como você deve saber, o beta-caroteno é um dos derivados davitamina A. O teor de carotenóides de pequi é alto, e estes atuam como antioxidantes, especificamente nas células oculares. Isso significa que, ao comer o fruto do pequi e outros alimentos ricos em carotenóides, podemos melhorar a visão, impedindo a degeneração macular e catarata que muitas vezes são causados ​​pelos radicais livres.

Óleo essencial de Pequi. óleo essencial de Pequi pode ser extraído das nozes / sementes dentro do mesocarpo da fruta pequi. Este óleo essencial é frequentemente incluído em xampus e hidratantes tradicionais no Brasil, mas está começando a ganhar terreno no mercado internacional também. Além disso, o elevado teor de tocoferol e de vitamina A em pequi significa que a pele e o cabelo é protegida devido às propriedades antioxidantes destes compostos. Consumir pequi pode manter sua pele de mostrar defeitos, melhorar a cicatrização, adicionar um brilho rico para a sua pele, e prevenir os sinais de envelhecimento prematuro. Ele também tem sido tradicionalmente usado para o tratamento de eczema e lesões cutâneas.

Fonte de Fibras . fibra é uma parte importante de a grande maioria das frutas e legumes, e pequi não é excepção. Os altos níveis de fibra encontrados em pequi ajuda a melhorar a sua saúde digestiva por adicionar volume ao seu banco e reduzir a ocorrência de constipação, flatulência, cólicas e diarreia. Fibra também ajuda a eliminar o excesso de colesterol “ruim” do seu sistema, melhorando ainda mais sua saúde cardíaca.

Remédio natural para asma.

Pequi pode ser uma solução natural para asma, extraia o óleo do fruto de Pequi. Coloque de 3 à 5 gotas sobre as refeições, duas vezes por dia.

Baseado em reportagem do http://formasaudavel.com.br/pequi/

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