Archive | março 2016

Joias utilizam a vegetação do Cerrado como diferencial

joias do cerrado

A vegetação nativa do Cerrado é a matéria-prima das joias folheadas fabricadas pela empresária Tânia Helou, no Distrito Federal. Ela e o marido, Edênio Ribeiro, produzem, na própria loja, anéis, brincos, colares e pingentes com folhas, frutas e sementes da região. A empresa foi aberta há 13 anos.

A folha moeda é a marca registrada do negócio. Os donos da empresa participam do projeto Expoarte Distrito Federal, apoiado pelo Sebrae. O objetivo é fortalecer a identidade cultural da região e incentivar o artesão a transformar arte em negócio. Em parceria com a instituição, os empresários também participam de oficinas de capacitação para melhorar a técnica e a gestão do negócio. Os produtos da empresa agora são expostos em feiras por todo o Brasil. Além disso, fotos das joias também foram incluídas em um catálogo de artesanato da região.

O processo de fabricação das joias envolve diferentes etapas, que vão desde o corte, passando pela impermeabilização, pelo banho de tinta condutora de eletricidade e de cobre, até a etapa final que é o banho de ouro 18 quilates.

Cada item é pesado e possui rigoroso controle de qualidade como forma de dar garantia aos clientes e credibilidade à empresa.

De acordo com a empresária, toda a água utilizada no procedimento é tratada. Os metais pesados são retirados antes de chegar à rede de esgoto.

O casal Tânia Helou e Edênio Ribeiro estará no Pequenas Empresas Grandes Negócios deste domingo (25), às 7h30, na TV Globo. O programa será reprisado às 9h05 na Globo News e volta ao ar na segunda-feira (26), às 16h30, e na terça-feira (27), às 6h e às 13h.

Mais informações: (61) 2107-9300
(61) 2104-2770/2769/2766

Um convite cerratense da cerradania procê.

Assunta e óia, você vai se surpreender. 

cafundó

Reencontro, assim sugere,  distinção que faço do trabalho do ator e produtor Amaury Tangarà.                                                                                                                                                     Um espetáculo teatral que chega  a Brasília, com a distinta singularidade de ser plena em sua absoluta simplicidade. O encontro do eu, talvez esquecido, que permanece transcrito para com a estória dos que se sentem bem do interior pela geografia brasileira e principalmente no coração.

O autor busca recuperar no palco, o sonho, desejos, vida, a fala das personagens do sertão; a poesia presente nas imagens, sons e estruturas de uma linguagem que está à margem da norma estabelecida pelos padrões urbanos.

Dias 08, 09 e 10 de abril (sexta, sábado e domingo).  21 horas, no espaço CENA CLN 205. Ingressos antecipados (61) 81325205

Não digo mais nada, vá divirta-se, você vai gostar…

 

 

Tesouro na rota do garimpo no cerrado mineiro

Em Minas Gerais, região de Diamantina, preserva cachoeiras, lapas, pinturas rupestres e o histórico Caminho dos Escravos. Experimente!

pintura rupestre.jpg  Pinturas rupestres preservadas no sítio de interesse arqueológico, localizados em abrigos sob rocha e a céu aberto – Foto: Luiz Antônio Fontes.
Pinturas rupestres preservadas também se destacam no parque,que tem sítio de interesse arqueológico, localizados em abrigos sob rocha e a céu aberto – Foto: Luiz Antônio Fontes
Biribiri, na língua indígena, significa “buraco grande”. É, também, o nome de um antigo vilarejo surgido no fim do século XIX, quando nele se instalou uma das mais antigas tecelagens de Minas Gerais, e ainda dá nome a um parque estadual, criado em setembro de 1998 e administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). O lugar é Diamantina, terra de garimpeiros, dos buscadores de diamantes e de sonhos, tropeiros e aventureiros que percorriam aEstrada Real e por lá ficaram, inebriados com a riqueza natural e mineral e também com a magia das cachoeiras.
O Parque Estadual do Biribiri também pertence àReserva da Biosfera do Espinhaço, o que significa que seu ecossistema foi reconhecido pela UNESCO pela importância para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. Nele, a história tratou de deixar registros que até hoje perduram, como o Caminho dos Escravos, trilha de 19 quilômetros (saindo do Mercado Velho em Diamantina), construída no século XVIII e que vai até Mendanha, distrito que tinha um dos maiores serviços de extração de diamantes da região. Ao longo dos anos, muitas pedras foram retiradas do caminho por pessoas da região, em busca de tesouros enterrados.
Acorrentados, os escravos quebraram e carregaram enormes lajes de pedra, com as quais esculpiram o caminho que margeia rios, nascentes, cachoeiras e muitas lapas. A trilha tem relevância histórica e foi usada como rota de contrabandistas de diamantes e por mercadores de alimentos. As tropas que ali passavam eram obrigadas a pagar pedágio para atravessar o Rio Jequitinhonha, hoje assoreado, um aperto que sobe ao coração e turva a visão de quem teima imaginá-lo caudaloso, navegável e imponente.
A Revista ECOLÓGICO percorreu um trecho do Caminho dos Escravos ao lado do biólogo e gerente do parque, Gabriel Ávila, que foi descortinando as belezas explícitas e algumas escondidas daquele santuário de Cerrado e Campos Rupestres; e as lendas que, passadas de geração a geração, ainda dão vida à trilha.
Quem percorre o trecho no sentido Diamantina-Mendanha encontra quatro cruzeiros, cada qual com sua história. O primeiro, explica Gabriel, é o “Graças a Deus”, exclamação dos peregrinos que conseguiam vencer uma subida íngreme e exaustiva e ainda sobreviverem ilesos às tocaias. O segundo foi cravado no lugar em que morreu uma grávida, cujo parto se complicou. Ela foi carregada por quilômetros em uma padiola improvisada feita de troncos e lençol e não resistiu às dores. O terceiro cruzeiro está fincado no local em que o garimpeiro Mané Gabriel foi alvejado em uma tocaia, quando levava diamantes para o Arraial do Tijuco(antigo nome da cidade de Diamantina). E o quarto, o maior deles, no local onde ele tombou morto, depois de se arrastar ferido e tentar ajuda.

PESO DA HISTÓRIA
Ao longo desse trajeto, a beleza da natureza inquieta, assim como o peso da história escrita sobre o ciclo dos diamantes, que gerou riqueza, cobiça, morte e destruição da natureza. O Córrego do Palmital corre límpido e se ouve o som das cachoeiras do Limoeiro e Cachoeirão, que escondem poços transparentes e gelados, além de uma beleza quase intocada. Árvores frondosas, como o pau-d’óleo (copaíba) e sucupira branca, conhecida na região como monjolo, se impõem.
No caminho até o balneário, mimetizado entre as rochas, uma surpresa: um mocó (Kerodon rupestris) mamífero roedor, sentinela da entrada do parque. “Arisco, ele tenta se safar dos caçadores que cobiçam os poderes afrodisíacos de sua carne”, comenta Gabriel, ao lembrar que os guarda-parques de hoje foram, em sua maioria, caçadores e garimpeiros no passado. “Hoje, são aliados que sabem reconhecer, pela simples postura, um possível agressor da natureza. Mas é com diplomacia, diálogo e conscientização ambiental que vamos mudando, aos poucos, as atitudes não preservacionistas.”
Logo depois se descortina a Cachoeira Sentinela, quase um cartão-postal de Diamantina, de águas tão puras que se pode beber. Parada obrigatória para se refrescar nas águas menos geladas que as outras. E a 2,5 quilômetros da Vila de Biribiri, está a Cachoeira dos Cristais, cujo acesso por carro é fechado durante a semana. “Dizem os antigos que a cachoeira foi mudada de lugar a fogo e água pelos garimpeiros, que exploraram o metal precioso de seu solo. Eles esquentavam a rocha e jogavam água fria, fragmentando-a através do choque térmico”, relembra Gabriel.
PINTURAS PROTEGIDAS
Mas o parque reserva ainda outras surpresas, como as pinturas rupestres, preservadas por sua localização protegida do Sol e da chuva, e as lapas, sendo as principais as de Henriqueta e Mané Salu. Estudo feito pelos arqueólogos Alenice Baeta e Henrique Pilló, sobre a cultura pré e pós-histórica, catalogou 32 sítios de interesse arqueológico, localizados em abrigos sob rocha e a céu aberto.
Ali foram encontrados testemunhos pré-coloniais, sobretudo figurações rupestres, e também alguns vestígios, como instrumentos líticos, quebra-cocos em blocos fixos, além de possíveis restos de estruturas de combustão. Esses abrigos foram ocupados a partir do século XVII por garimpeiros, quilombolas, tropeiros ou mesmo catadores de sempre-vivas, informa o estudo.
A caminhada revela ainda que todas as nascentes do parque são tributárias da Bacia do Jequitinhonha, que faz divisa com sua porção nordeste. Os afloramentos rochosos que delineiam e esculpem a área e a paisagem de Diamantina são de quartzito. “O deslocamento das placas tectônicas fez aflorar o magma, que solidificou e, posteriormente, foi modificado pela ação da chuva e do vento”, pontua o gerente.
Até onde o olhar alcança pode se ver a ocorrência de diversas espécies de sempre-vivas, orquídeas e bromélias e espécies ameaçadas, como o cactus (Discocactus placentiformis), chuveirinho (Actinocephalus), droseras (plantas carnívoras) e outras nem tão ameaçadas, mas inusitadas, como o cactus-coroa-de-frade, carinhosamente conhecido como “travesseiro de sogra”. É espinho que não acaba mais.
Edmar das Graças Costa, de 46 anos, nascido e criado na Vila de Biribiri, caçador no passado, hoje protege o parque. Aos nove anos, já cozinhava para o pai e, mais tarde, foi funcionário da tecelagem. “Naquela época, criança podia trabalhar. Não é como hoje, não”, provoca.
Com sua fala mansa, vai enumerando uma infinidade de plantas medicinais do Cerrado ali encontradas e preservadas. “Aqui tem douradinha-do-campo, também conhecida com dom Bernardo ou bate-caixa. O chá de suas folhas alivia a dor no corpo. Tem, ainda a pustemeira (Pfaffia spicata) que é anti-inflamatória; a raiz de mangaba, depurativa; e o carapiá (Dorstenia brasiliensis), para distúrbios menstruais. Isso sem falar nos cinco tipos de arnica e no barbatimão, cuja casca tem poderes cicatrizantes e anti-inflamatórios. O povo aqui usa muito o sabonete-de-soldado (Sapindus saponaria L.), que cura gripe”.
Gabriel entra na conversa e mostra um tipo de cactus, conhecido como quiabo-da-lapa, cuja frutinha é usada na culinária local, em pratos típicos, ao lado do ora-pro-nóbis e frutas, como cagaita, araticum, pequi e gabiroba.
No Parque do Biriribi também tem gambá, onça-parda, lobo-guará, jandaia-da-testa-vermelha, codorna-mineira, capacetinho-do-oco-do-pau, pica-pau-da-cabeça-amarela e carcará, a águia do Cerrado. Riquezas que estão sendo preservadas através da persistência e jogo de cintura da equipe do IEF, que zela pela sobrevivência desse ecossistema, tão exuberante e mágico, quanto ameaçado.
FIQUE POR DENTRO
Área do parque: 16.998 hectares
Onde: no município de Diamantina
Distância: 290 quilômetros de Belo Horizonte
Acesso: BR-040 (sentido Brasília), passando por Sete Lagoas e Paraopeba. Depois desta última cidade, aproximadamente cerca de 40 quilômetros, entrar no trevo para Curvelo e, em seguida, pegar a BR-135. Depois de Curvelo, a viagem prossegue pela BR- 259 até Diamantina.
Clima: tropical, com temperatura média anual de 19 graus.
baseado na reportagem de Ana Elizabeth Diniz

baseado na reportagem do                                                              http://www.revistaecologico.com.br

Vazanteiros do cerrado

Categoria de agricultores que ocupam as margens dos rios e cultivam a terra para a subsistência, de forma autônoma ou em regime de economia familiar. Comumente atuam como pescadores artesanais.

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“Chamam-nos de Vazanteiros porque a agricultura está associada aos ciclos de enchente, cheia, vazante e seca dos rios. Povos que vivem em ilhas e barrancas, manejando suas “terras crescentes”, tirando o sustento da pesca, da agricultura, do extrativismo e da criação de animais. ”

Suas atividades assentam-se nas terras dos baixões, cuja maior utilização agrícola se dá nas áreas de vazante, numa agricultura de sequeiro bastante dependente das chuvas. A maioria possui menos de 1 módulo fiscal da região (que corresponde a 75 hectares), para a prática de agricultura de aprovisionamento (MORAES, 2000), associada ao extrativismo, cujas principais atividades produtivas são as culturas de milho, feijão e mandioca, com processamento regular da matéria-prima, cujos principais produtos são: farinha de mandioca, tapioca, azeite (de coco babaçu e de pequi), doces, raspas e doce de buriti e carvão. Parte significativa da produção agrícola destina-se a um mercado informal com deficiente estrutura de armazenagem, certificação, registros e etc.

O baixão corresponde às terras baixas, com solos mais ricos e úmidos que os da chapada, devido à presença de rios, riachos, lagoas e brejos, sendo o local de assentamento, morada e cultivo dos legumes (arroz, feijão, fava, mandioca e milho, que atinge, anualmente, no máximo, dez tarefas), verduras e frutas e pastos. Ali, encontram-se, também, áreas de mata, com madeiras nobres, e dois tipos de terreno extremamente importantes para essa agricultura camponesa: vazantes e brejos. Nestes, florescem os buritizais e, nas imediações, os babaçuais, cujo extrativismo é fundamental nessa economia agrícola (MORAES, 2000).

 

ié nóis cerratenses

nascentes seca                                                                                       nascente seca- foto Globo Rural                                                                                                                                

 isturdia eu via , até bebia dela                                                                                                                                     oje óio,óio, açunto, açunto, vichi cadê o córgo                                                                                                estancô na cabiceira  num dá nem  prá vê                                                                                                              acabô o baruim, baruianu queu gostava

Negras maravilhosas dos quilombos de Mato Grosso

Dedico esse singelo registro em homenagens as mulheres, especialmente, elas negras quilombolas e vitoriosas da nossa cultura…

De acordo com a Fundação Cultural Palmares, existem em Mato Grosso, aproximadamente 160 áreas ou comunidades quilombolas. Dessas, 60 já foram reconhecidas pela fundação.

comunidade quilombolas em Mato Grosso                     foto: tvca

Os quilombos localizam se na cidade e no campo. No espaço urbano são sítios anteriormente isolados, afastados da área central, os quais, com o processo de expansão das cidades, atualmente estão localizados em áreas urbanas. No espaço rural, esses territórios são espaços resultantes de um processo de isolamento territorial e continuam afastados dos centros urbanos com localização estratégica e difícil acesso.

Essas comunidades representam um instrumento vigoroso no processo de
reconhecimento da identidade negra brasileira para uma maior afirmação étnica e nacional. O fato de o quilombo ter existido como uma lacuna onde se construiu uma sociedade paralela ao sistema escravista, projeta uma esperança de que instituições semelhantes possam atuar no presente ao lado de várias outras manifestações de reforço à identidade cultural, saberes e conhecimentos quilombolas.

Desde os primórdios da colonização tem-se notícias de organização quilombola. Dentre outras, pode-se citar o quilombo do Quariterê ou do Piolho, localizado nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso. Esse quilombo, além de servir de refúgio de negros escravizados, também acolhia ameríndios de várias nações, como por exemplo, os cabixis. Entre as várias especificidades, desse espaço de diversidade cultural e étnica, destaca-se a liderança de Tereza de Benguela, a rainha Tereza, como era conhecida pelos aquilombados. Mulher forte e destemida enfrentou seus algozes com tenacidade para ver seu povo livre do jugo da escravidão.

Vale destacar outras: Comunidade Tanque do Padre (Poconé), Comunidade Lagoinha de Cima (Chapada dos Guimarães), Comunidade Jejum (Poconé), Comunidade Jacaré dos Pretos (Nossa Senhora do Livramento), Comunidade Mutuca (Nossa Senhora do Livramento), Comunidade Morro do Candambe (Chapada dos Guimarães).

baseado na reportagem  http://gshow.globo.com/TV-Centro-America/E-Bem-MT/noticia/2015/03/o-trabalho-em-prol-das-comunidades-quilombolas-de-mato-grosso.html

Monumento Natural das Árvores Fossilizadas

monumento_ricardo_martins Monumento Natural das Árvores Fossilizadas no Tocantins                                                  (Foto: Ricardo Martins/Naturatins)                                                                                           Centro de Recepção de Visitantes do Monumento Nacional das Árvores Fossilizadas do Tocantins (MNAFTO), localizado no distrito de Bielândia, município de Filadélfia, a 438 quilômetros de Palmas, o Estado vai contar com estrutura adequada para receber profissionais e acadêmicos que visitam o local. O monumento é a floresta petrificada mais importante do Hemisfério Sul do período Permiano, que vai desde 299 até 250 milhões de anos atrás. Além de ser objeto de pesquisa de diversos segmentos profissionais e acadêmicos, o monumento poderá também gerar renda para a população local com a utilização da atividade turística, garantindo o desenvolvimento do setor, além de favorecer o surgimento de novos postos de trabalho e a qualificação da comunidade local.

Além de promover a atividade turística, a estrutura administrativa do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas vai contribuir para a formação profissional dos estudantes tocantinenses. Para a acadêmica do curso de Biologia da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Araguaína, Ismênia Fenelon Pereira, a nova estrutura vai garantir mais conforto aos estudantes que vierem visitar o afloramento arqueológico.

O acervo natural ocupa uma área de 32 mil hectares do cerrado tocantinense. O monumento é uma unidade de conservação ambiental do Estado que foi criada pela Lei 1.179 de outubro de 2000. De acordo com pesquisas realizadas no local, os fósseis têm mais de 250 milhões de anos, sendo assim, são anteriores aos dinossauros. Entre os principais fósseis encontrados no monumento destacam-se as samambaias arborescentes.

baseado na publicação de http://gesto.to.gov.br/uc/44/

Questão de cerradania

Os povos e comunidades tradicionais cerratenses tem relação direta de representação na manutenção da sociobiodiversidade, como conhecedores e guardiões do patrimônio ecológico e cultural da região. Povos indígenas, Comunidades tradicionais que abrangem quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, a forte e destacada presença da mulher como rezadeiras, benzedeiras e raizeiras, entre outros, convivem com o Cerrado, o conservam e respeitam.

As populações tradicionais foram reconhecidas pelo Decreto Presidencial nº 6.040, assinado em 7 de fevereiro de 2007, nele o governo federal reconhece, pela primeira vez na história, a existência formal de todas as chamadas populações tradicionais.

Quando se fala em povos do Cerrado, prontamente pensa-se em comunidades rurais. No entanto, a região do Cerrado é também composta pelas cidades que abrigam  milhões de relegados dos espaços rurais, expulsos dos seus habitats e não tiveram alternativas a não ser se deslocarem para as cidades, a partir das mudanças ocorridas na produção agrícola com a introdução do monocultura e mecanização do campo. Oriundos do rural cerradeiro tentam acomodar no seu espaço e cotidiano vivido no urbano, as memórias trazidas, solidificando um pedacinho da identidade que ficou.

Me sinto um pouco afastado das minhas origens e busco em minhas atitudes retratar um pouquinho do que aprendi e, compartilho dialogando, escrevendo. Farei uma inserçãocom a apresentação do meu trabalho de mestrado, na próxima segunda feira, sede do Ibram- 511 sul- Brasilia.As 9:30 horas da manhã. Uma síntese da CERRADANIA: A educação ambiental nas unidades de conservação no Distrito Federal.

Tenho motivos de sobre para me alegrar, afinal um dos netos de Zé Pequeno- Chapada do Arroz do sertão da Bahia, efetua um registro acadêmico, que resulta da saga da minha família que foi , como tantas outras, segregadas socialmente no Brasil.

Sejam bem vindos, alumeia e óia pro encantamento dos povos cerratenses.

Bioluminescência no Parque das Emas em destaque

Bioluminescência (palavra híbrida, proveniente do grego bios, que significa “vida”, e do latim lumen, que significa “luz”) é a produção e emissão de luz por um organismo vivo. Trata-se de uma forma de ocorrência natural de quimioluminescência, em que a energia resultante de uma reação química é lançada sob a forma de emissão de luz.                 bioluminescencia no PNE

Cupinzeiros iluminados misteriosos, nas noites quentes e úmidas da primavera e do verão datam desde o século XIII. Existiram diversas teorias ou lendas em razão desse fenômeno destacando-se o evento  fantasmagórico, brilho dos cupinzeiros pelo rodeio de insetos luminosos, bactérias luminescentes fixadas nos ninhos dos cupins, etc. Todos acordam e confirmam que é, sem dúvida, um efeito estético mágico, espetacular e atrativo de milhares de pessoas que podem conhecer pessoalmente essa beleza da natureza. Apenas a partir do século XX os estudos passaram a identificar as causas do fenômeno da Bioluminescência. A bioluminescência é, uma luz fria, não fosforescente, emitida por alguns organismos vivos com finalidades diversas, conforme a espécie e o grupo a que pertencem. Pesquisadores acreditam que os organismos que apresentam essa capacidade de emissão de luz, o fazem para atração de parceiros para a reprodução, captação de alimentos pela atração das presas e até como meio de defesa, entre outros fatores ainda não desvendados pela ciência.

O fenômeno é facilmente observado no Parque das Emas na época do início das chuvas, iniciando-se o entardecer e o início da noite, principalmente quando ocorrem pancadas de chuvas nos dias mais quentes., onde temos a densidade de cupinzeiros de mais de 300 unidades por hectare, os organismos responsáveis pela bioluminescência são larvas de um tipo de vaga-lume, Pyrearinus termitilluminans, cujo nome científico está associado à luz (Pyrearinus: relacionado a fogo, luz).  As condições ideais para visualizar a bioluminescência dos cupinzeiros do PNE são em noites quentes, sem luar e com alta umidade, ou após uma chuva, quando os insetos fazem suas revoadas e as larvas aparecem com intensidade para atraí-los.

Cupinzeiros são vistos em várias regiões do Brasil e em municípios próximos ao PNE, mas o fenômeno da bioluminescência misteriosamente só ocorre naquele parque.

As visitações diurnas ou noturnas ao PNE são autorizadas, mas devem ser agendadas previamente com a direção.

Fonte: Wikipedia/pne

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

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ISPN

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Cerratinga

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Rede Cerrado

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Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

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