Archive | abril 2016

Caminho pros cerratenses

O CAMINHO DO SERTÃO promove um mergulho socioambiental e literário no universo de Guimarães Rosa e no cerrado sertanejo dos gerais, percorrendo parte do caminho realizado por Riobaldo e seu bando, personagens centrais do livro Grande Sertão: Veredas, rumo ao Liso do Sussuarão.

Os interessados podem acessar o Edi-Tao, e se inscreverem impreterivelmente até o dia 28 de abril. (É só clicar AQUI)

caminho do sertão.jpg

A primeira edição fora realizada em 2014, levando 70 participantes para uma jornada de 150km, enveredando-os em um trajeto que envolve areia, cerrado, literatura e tradições dos povos geraizeiros. Os seis dias de processo que começou em Sagarana, distrito de Arinos – MG, terminaram no Encontro dos Povos do Grande Sertão, em Chapada Gaúcha. Tal final brindou cada passo dado pela primeira geração de caminhantes que toparam o desafio, um adentro à Ser-Tão nunca antes visto.

O projeto transcendeu a própria jornada em sua segunda edição, realizada em 2015. Dentre as mudanças, uma alteração na rota, aumentando o percurso em cerca de 10km, e uma diminuição na quantidade de vagas, 50 novos caminhantes foram selecionados. Concomitante, e atrelado ao Caminho do Sertão, caminhantes da primeira edição juntaram-se à produção, e pautaram o projeto “Ecos do Caminho”, que durante a realização do festival promoveu oficinas, debates e atrações nas comunidades pela qual o Caminho do Sertão passa, envolvendo comunidade e caminhantes.

Na edição de 2016, o projeto consolida a jornada de 160km, pelos vales dos rios Urucuia e Carinhanha, a ser percorrida a pé durante 7 dias.Os caminhantes passarão pela Estação Ecológica Sagarana (Arinos); Morrinhos; Vila Bom Jesus; Fazenda Menino; Córrego do Garimpeiro; Ribeirão de Areia; Vão dos Buracos; Chapada Gaúcha e Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Em cada pouso nas comunidades percorridas, a jornada se entrelaça às folias de reis e aos saberes do povo geraizeiro.

A empreitada de produção do Caminho do Sertão encara pela terceira vez o desafio de produzir uma jornada de reencontro com o distante, com o sertão dentro de cada um. Esforço, calor, cerrado e toda uma mítica de relações entre o caminhante e um Ser-Tao de possibilidades permeia essa travessia, que será realizada entre os dias 02 e 10 de julho.

O Caminho do Sertão é realizado pela Agência de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Vale do Rio Urucuia, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, em parceria com o Instituto Cultural e Ambiental Rosa e Sertão, o Centro de Referência em Tecnologias Sociais do Sertão (Cresertão), a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com base na Economia Solidária (Copabase), a Central Veredas e a equipe ECOS do Caminho do Sertão.

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SERVIÇO

Evento: O Caminho do Sertão 2016 – De Sagarana ao Grande Sertão Veredas
Data de realização: de 02 a 10 de julho de 2016
Inscrições: até dia 28 de abril

Informações e inscrição acesse:
https://ocaminhodosertao.wordpress.com/

https://ocaminhodosertao.wordpress.com/edital/

Ameaças em rios do Grande Sertão Veredas

 

O rio Carinhanha é um divisor natural dos estados de Minas Gerais e Bahia, bastante citado na obra de Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas”. Apaixonado por essa região de beleza única no Cerrado brasileiro, o escritor via o sertão como importante fonte de água. Rosa entendia que conservá-lo era um meio de preservar a vida do lugar. E ele estava certo!
O Carinhanha é o quinto maior afluente do rio São Francisco, aumentando em 20% o volume de suas águas. Foi também considerado por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) o segundo rio mais rico em diversidade de peixes dentre os afluentes do Velho Chico. Ao todo, são mais de cem diferentes espécies de peixes que vivem no seu leito.Rio_Carinhanha_1No entanto, o Carinhanha e seus afluentes que correm no oeste baiano podem sofrer com até 23 barramentos para geração de energia. Essa ameaça foi um dos temas discutidos na reunião do conselho do Parque Nacional Grande Sertão Vereda, na cidade de Côcos (BA), no início deste mês.
Nelson Miclos, secretário municipal de Meio Ambiente de Côcos, disse estar preocupado com a qualidade e quantidade das águas na região.  Ele salientou que outro grande impacto é a captação exagerada de água para irrigação de lavouras por pivô central.
“As tubulações que estão sendo instaladas cabem, dentro, um homem em pé”, comparou. Segundo ele, a captação ocorre, principalmente, no rio Itaguari, principal afluente do Carinhanha, mas esse problema é recorrente em outros rios da região.
A intensificação do desmatamento em áreas do Cerrado é também uma ameaça ressaltada pelos conselheiros, entre os quais estão representantes da sociedade civil, de órgãos públicos, de universidades e de organizações de base comunitária.
Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, fez coro ao debate afirmando que, apesar da existência de um mosaico de Unidades de Conservação que incentiva um modelo de desenvolvimento sustentável no território, infelizmente, o desmatamento ilegal no Cerrado não está sendo contido. “É comum, inclusive, ver a destruição no interior de áreas protegidas de uso sustentável, em total desrespeito às leis ambientais”, lamentou.
Para conter esse quadro, Soares aposta no fortalecimento e funcionamento dos conselhos das UCs. “Os conselhos são um instrumento de participação da sociedade na gestão e implementação das áreas protegidas do bioma Cerrado”, explicou.

Reunião do conselho do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu

Nos dias 7 e 8 de Abril, também em Côcos, foi realizada a 24ª reunião do conselho consultivo do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu. Entre as deliberações está a realização de um seminário, em Agosto, sobre o uso do solo e da água no território. O objetivo é encontrar soluções relacionadas aos desmatamentos e uso inadequado dos recursos hídricos.
Na ocasião, também foi criado um Grupo de Trabalho para os gestores das UCs compartilharem informações e ações com vistas ao melhoramento da gestão integrada das UCs do Mosaico, como medida para atender a uma lacuna identificada no estudo do WWF-Brasil sobre a Gestão Integrada de Áreas Protegidas: uma análise da efetividade de mosaicos.
baseado na reportagem do http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?51742/Conselho-do-Parque-Nacional-Grande-Serto-Veredas-discute-situao-dos-rios-da-regio

Extinção de polinizadores e a produção de alimentos

Um relatório apresentado pela Plataforma Intergovernamental de Política e Ciência sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES, por suas siglas em inglês) indica que diferentes espécies de polinizadores enfrentarão a extinção nos próximos anos; mas seu desaparecimento pode afetar globalmente a produção de alimentos, gerando dificuldades maiores para que os homens possam manter políticas efetivas de segurança alimentar. De acordo com o relatório, mais de 40% de espécies de polinizadores invertebrados (como as abelhas) e 16% de espécies de polinizadores vertebrados (como os colibris) estão ameaçados de extinção como consequência de diferentes fatores, entre os quais se destaca o uso de pesticidas, mudanças no uso de terras, práticas de agricultura intensiva que fazem desaparecer as flores silvestres, espécies invasoras, doenças e a mudança climática.beija-flor-tesoura-

Os pesquisadores ressaltam que os polinizadores são importantes para nossa economia, sociedade e cultura, mas, principalmente, deveríamos considerar que os polinizadores estão vinculados a nossa saúde e bem-estar.

Uma equipe de 77 especialistas analisou mais de 3000 estudos relacionados com polinizadores e estudaram-se práticas agrícolas apoiadas em técnicas indígenas ou conhecimentos locais proporcionadas por mais de 60 comunidades em âmbito global.

Animais afetados

De acordo com a informação proporcionada pelo IPBES, existem 20 mil espécies de abelhas silvestres, mas além destas deve-se considerar as borboletas, traças, escaravelhos, colibris, aves e morcegos que contribuem com a polinização.

É necessário desenvolver estratégias para proteger os animais que contribuem com o processo de polinização. Em um comunicado, os pesquisadores destacaram que existem diversas opções para proteger os polinizadores. As estratégias poderiam incluir:

– Promover estratégias de agricultura sustentável, utilizando processos ecológicos para o cultivo de alimentos.

– Manter ou criar ambientes que beneficiem os polinizadores, tanto na área urbana como rural.

– Apoiar o desenvolvimento de práticas ancestrais no manejo de cultivos, como a rotação de cultivos ou combinar técnicas científicas com o conhecimento indígena local.

 Promover o intercâmbio de conhecimento entre cientistas, granjeiros, comunidades, empresários industriais e o público.

 Reduzir a exposição dos polinizadores aos pesticidas, procurando alternativas para o manejo de pragas.

 Melhorar a gestão de doenças em abelhas e regular a comercialização de polinizadores.

Impacto nos cultivos

Graças à ação dos animais nos cultivos, seria possível produzir entre 235 bilhões e 577 bilhões de dólares de alimentos. Alguns cultivos têm maior dependência dos polinizadores, por exemplo, a produção de maçãs, que equivale a 33,5 bilhões por ano e depende de distintas espécies de abelhas; os cultivos de mangas, cuja produção equivale a 14,8 bilhões por ano, depende de abelhas, moscas e formigas. Garantir uma adequada produção de alimentos para as próximas décadas requereria trabalhar para evitar a extinção dos polinizadores.

“A crescente ameaça para os polinizadores, os quais desempenham um papel importante na segurança alimentar, proporciona outro importante exemplo sobre como as pessoas estão conectadas ao ambiente e aos fortes laços que unem nossos destinos com o mundo natural” manifestou Achim Steiner em um comunicado, que é diretor executivo do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP).

 

Fonte: http://fnbr.es/2fb

Universidade do Cerrado em Mato Grosso

 

Existe a previsão de implantação da Universidade Federal do Cerrado (UFCer), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. O projeto da Universidade Federal de Mato Grosso já teve aval do Ministério da Educação (MEC) e deve ser encaminhado ao Congresso Nacional para ser avaliado.

Segundo o reitor do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Rondonópolis, Jarvert Melo, foram mais de 10 anos tentando instalar uma universidade na cidade.

“Já elaboramos vários projetos para criar uma universidade aqui em Rondonópolis. Foram cerca de 10 anos refazendo propostas e, no ano passado, criamos um novo projeto com modificações e enviamos para o MEC”, explicou.

“No caso [se aprovado], Mato Grosso terá duas universidades federais: a UFMT e a UFCer. A UFCer deverá contar com 300 professores, 100 técnicos administrativos e cerca de 5 mil alunos e com orçamento próprio da instituição”, contou ao G1.

Um comitê foi criado na cidade para tratar sobre a criação da universidade. Participam desse comitê professores, alunos e a pessoas interessadas no projeto.

Sobre o projeto, a reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, explicou que a proposta depende de ajustes. “O ministro da Educação, Luís Cláudio Costa, informou que está ultimando o ato, que depende apenas de alguns ajustes legais”, explicou.

Ela também reforçou a importância da universidade na cidade. “A criação dessa universidade representa a democratização do acesso ao ensino superior e a inclusão de milhares de jovens. E o mais importante de tudo é a contribuição para o desenvolvimento da região, mediante a pesquisa e a própria formação profissional”, acrescentou.

Já houve uma audiência, que teve a participação da reitora, do senador Wellington Fagundes (PR), o secretário-executivo do MEC, Luís Cláudio Costa, e o secretário de Ensino Superior, Jesualdo Pereira Farias.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/04/projeto-para-criacao-da-universidade-do-cerrado-e-aprovado-pelo-mec.html

 

Encantos no Piaui

O Parque Nacional (Parna) da Serra da Capivara foi criado através do Decreto de nº 83.548 de 5 de junho de 1979, com área de 100 000 hectares. A proteção ao Parque foi ampliada pelo Decreto de nº 99.143 de 12 de março de 1990 com a criação de Áreas de Preservação Permanentes adjacentes com total de 35 000 hectares. Localizado no semi-árido nordestino, fronteira entre duas formações geológicas, com serras, vales e planície, o parque abriga fauna e flora específicas da Caatinga.

parna serra da capivara

foto Wikiparques

Pelo seu valor histórico e cultural, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi declarado pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em 1991, Patrimônio Cultural da Humanidade.Em qualquer época do ano é possível visitar o Parque Nacional da Serra da Capivara. As paisagens da estação chuvosa (localmente denominada de “inverno”) e seca (localmente denominada “verão”) proporcionam experiências distintas das cores do ambiente e das adaptações da fauna e flora à vida na Caatinga. De janeiro a julho o clima é mais ameno e a vegetação apresenta folhas e flores, proporcionando um ambiente mais sombreado para caminhadas. Imediatamente após as chuvas, é possível observar quedas de água temporárias ao longo das escarpas da serra. Nos meses de maio e junho a vegetação adquire colorações vermelhas, amarelas e marrons, anunciado a perda das folhas. De agosto a novembro a maior parte da vegetação está sem as folhas, e é a época mais quente do ano.

COMO CHEGAR
A Sede da administração do Parque fica na cidade de São Raimundo Nonato/PI, que dista 26 km do acesso à Guarita do Boqueirão da Pedra Furada e 19 km do acesso à Guarita da Serra da Vermelha, ambas no limite do Parque Nacional.                                                                                                                          Acesso:
Via terrestre: Saindo de Teresina pela rodovia BR-316, aproximadamente 90 km toma-se a BR-343 até a cidade de Floriano. Desta, toma-se a rodovia PI-140 até São Raimundo Nonato. São 530 km de asfalto. As estradas estão em boas condições.
Para quem vem por Brasília-DF, o acesso é feito pela BR-020 até a cidade Luis Eduardo Magalhães-BA. Deste ponto segue para Barreira (BR-242) e toma-se a rodovia BR-135, passando por Riachão das Neves-BA, Corrente-PI, Bom Jesus-PI e Eliseu Martins, de onde toma-se a rodovia-PI-248 (BR-324) sentido Canto do Buriti/PI. Nesta cidade, toma-se a rodovia PI-140 sentido São Raimundo Nonato/PI.
Para quem vem por Petrolina/PE, de São Raimundo Nonato, existem duas opções: a primeira via Remanso/BA, distância aproximada de 300 km, porém o trecho Remanso/BA – divisa BA/PI encontra-se em péssimas condições e não recomendável para veículo de passeio. A segunda opção é seguir pela rodovia BR-407, passando por Afrânio/PE, e após chegar no Posto Fiscal de Pipocas no Piauí tomar a estrada para Queimada Nova, até chegar em São João do Piaui/PI. Neste ponto, segue pela rodovia BR-020 sentido São Raimundo Nonato/PI, podendo acessar-se o Parque Nacional também por Coronel José Dias/PI.
Via Aérea: O aeroporto de São Raimundo Nonato está em construção. A pista de pouso já finalizada recebe pequenas aeronaves, particulares ou fretadas.
Recomenda-se tomar voo até Petrolina-PE ou Teresina/PI, sendo esta última com mais opções de transporte rodoviário para São Raimundo Nonato/PI ou Coronel José Dias/PI.                                                 Via ônibus intermunicipal: As empresas Transpiaui e Princesa do Sul fazem o transporte de passageiro de Teresina/São Raimundo Nonato. De Petrolina para São Raimundo Nonato é realizado pela empresa Gontijo.

INGRESSOS                                                                                                                                                                 Os ingressos custam R$ 25,00, com desconto de 50% para os brasileiros – R$ 12,50. O desconto entorno é de 90%, com cobrança de R$ 2,50 para as populações dos municípios do entorno e do Corredor Ecológico Serra da Capivara-Serra das Confusões, assim como para beneficiário de programa de desenvolvimento social voltado para famílias de baixa renda. Idosos acima de 60 anos e crianças abaixo de 12 anos são isentos.
A guiagem (obrigatória) é paga à parte para os condutores locais cadastrados junto ao Parque Nacional da Serra da Capivara. Acesse aqui a relação de condutores credenciados.
Maiores informações pelo telefone/fax (89) 3582-2085 ou (89) 3582-2031. E-mail para esclarecimentos:parnaserradacapivara@icmbio.gov.br

ATRATIVOS
O Principal atrativo do PN Serra da Capivara são as paisagens e os sítios arqueológicos com pinturas rupestres e grafismos gravados sobre os paredões areníticos.
No Parque encontra-se a maior concentração de sítios arqueológicos atualmente conhecida nas Américas, com mais de mil sítios cadastrados. Nos abrigos, além das manifestações gráficas, encontram-se vários vestígios da presença do homem pré-histórico, com datações mais antigas conhecidas no continente americano . A região abriga 173 sítios arqueológicos abertos à visitação.
Além dos sítios arqueológicos com pinturas rupestres, o Parque resguarda também sítios históricos, onde se pode observar casas de antigos maniçobeiros que habitaram o lugar e que viviam da coleta da maniçoba até meados do século XX. Os sítios históricos concentram-se na região da Serra Branca, onde pode ser visitada a Trilha dos Maniçobeiros.
Para quem gosta da natureza, o Parque protege uma parte da vegetação da caatinga onde se pode observar suas diversas variações, desde a caatinga baixa e densa até a caatinga alta. No período das chuvas pode-se apreciar a floração das plantas da Caatinga. Nos boqueirões, locais onde há concentração de maior umidade, as árvores são mais altas e perenifólias, predominando algumas espécies típicas, como a gameleira. Jardins rupestres, formados por cactáceas e bromeliáceas são comuns sobre as formações rochosas.
A fauna também é variada, com presença de tatus verdadeiros, tatus bola, tamanduás, jaguaratiricas, jacus, cotias, veados-catingueiros, porcos-do mato, macacos-prego e até onças. além de variada avifauna, lagartos e serpentes. Alguns desses animais são facilmente visualizados.
A paisagem geológica do Parque também merece destaque, com presença de formações areníticas, cânions ruiniformes, e boqueirões, formando lindas vistas panorâmicas. Por sua importância e singularidade geomorfológica, a região está sendo cotada para receber o título de Geoparque.

O QUE FAZER
1) Visita aos sítios arqueológicos e históricos: No parque, acompanhados pelos condutores, os visitantes podem fazer diversos circuitos, compostos de vários sítios com acesso rápido e fácil e estacionamento próximo, principalmente os acessíveis a cadeirantes.
2) Caminhada: Existem vários treckings, em diversas categorias, desde os mais leves, de 20 minutos, aos mais pesados, de 4 a 6 horas de caminhada e diversos níveis de dificuldade. Recomendamos a visita ao Caldeirão dos Rodrigues, com belas pinturas, caminhada de 4 horas (ida e volta) nível médio de dificuldade, assim como a Trilha Interpretativa Hombu, Trilha dos Maniçobeiros e Veadinhos azuis.
3) Mirantes: O Parque possui diversos pontos que propiciam belas vistas da paisagem, como o Alto da Pedra Furada, Vista Panorâmica da Pedra Furada, Serrinha, Olho-d´-agua da Serra Branca, Toca do Conflito, Mirante da BR-020, entre outros.
4) Cicloturismo: Para quem gosta de pedalar, existem alguns condutores especialistas no esporte, com passeios leves ou pesados, de acordo com o gosto e condição física de cada um. É necessário levar a bicicleta. O parque ainda não dispõe do serviço de aluguel/bicicletário.
5) Baixão das Andorinhas: Para um final de passeio e final de tarde, é possível observar os Andorinhões descendo aos abrigos nos cânions (boqueirões). Se tiver sorte, poderá observar também o planar dos urubus-rei, que gostam de frequentar o cânion. Além das aves, a paisagem do cânion ruiniforme é espetacular, principalmente no variante das Andorinhas.
6) Observação de Pássaros: Para quem gosta de passarinhar, andar pelas trilhas e estradas de terra do parque pode proporcionar belas e coloridas surpresas.
7) Museu do Homem Americano: Mostra as evidências da ocupação humana na região. Possui acervo composto por peças líticas, esqueletos, peças cerâmicas e outros artefatos das escavações arqueológicas na região da Serra da Capivara, além de um painel com exposição das pinturas rupestres dos sítios arqueológicos da região, em slides contínuos, com um belo fundo musical.
8) Cerâmica: No entorno da unidade é possível conhecer a produção de cerâmica com motivos de pinturas rupestres e o trabalho dos artesãos.
9) Iluminação Noturna: No Boqueirão da Pedra Furada o visitante pode experimentar a sensação de observar os paredões iluminados à noite. Deve-se agendar com antecedência no Centro de Visitantes.
10) O Parque possui também um Centro de Visitantes, com banheiros, lanchonete, auditório e lojinha, além de salão de exposição. No auditório o visitante pode assistir a um breve documentário sobre o parque, se desejar.

ORIENTAÇÕES
– Devido ao calor local é imprescindível que o visitante sempre leve uma garrafa com água potável.
– Recomendamos também o uso de roupas leves e folgadas, que facilitem a transpiração e movimentos, assim como o uso de protetor solar, chapéu e tênis.
– O parque dispõe de várias áreas de piquenique, com mesas e banco. Leve lanches leves, como sanduíches e frutas.
– Siga as orientações dos condutores.
– Siga as regras de todos os parques: não dê comida aos animais; não toque nas pinturas; mantenha-se nas trilhas e passarelas; não colete flores, plantas, pedras ou outro qualquer material natural do parque; leve sacolinha para colocar seu lixo ou o deposite nos locais disponíveis para tal; não faça muito barulho; não pratique depredações, como rabiscar sobre rochas e cascas de árvores.
– Divirta-se, aprenda, conheça, tire fotografias, leve boas recordações, deixe apenas pegadas.

ONDE FICAR

– O Parque não dispõe de áreas para pernoite, alojamento ou camping para visitantes.
– Em São Raimundo Nonato existem diversas opções de hospedagem, em hotéis ou pousadas.
– Em Coronel José Dias existem opções de pousadas, além de um Camping no povoado “Sítio do Mocó”.

reportagem  http://www.wikiparques.org/

Parque Nacional da Serra da Canastra e nascente do São Francisco

O Parque Nacional da Serra da Canastra é um dos mais importantes parques nacionais brasileiros, criado em 1972 através do decreto 70.355 de 1972. Aqui se encontra a nascente do rio São Francisco.  Criado pelo Decreto nº 70.355, de 3 de abril de 1972, com 200 mil hectares, preserva as nascentes do rio São Francisco e vários outros monumentos. Teve 70 mil hectares indenizados no chapadão da Canastra e tem 130 mil hectares na região da Babilônia, abrangendo os municípios de Capitólio, Vargem Bonita, São João Batista do Glória e Delfinópolis por regularizar. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A Serra da Canastra tem o formato de um baú, daí a origem do nome, pois canastra é um tipo de baú antigo. A cachoeira Casca d’Anta com aproximadamente 186 metros de altura é um dos principais atrativos do Parque, saindo de um corte natural da Serra de aproximadamente 144 metros, ou seja, a altura da Serra chega a 330 metros. O Rio São Francisco nasce 14 quilômetros antes desta sua queda principal.                                                      O Parque protege um cenário de rara beleza, sua vegetação de transição entre a “borda da Mata Atlântica” e o “início do Cerrado”, com predominância de Campos de Altitude que abrigam inúmeras espécies da fauna e da flora do cerrado, como o lobo guará, o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, diversos gaviõese espécies ameaçadas de extinção como o pato mergulhão e o tatu-canastra.                                                                                                           A água é o fator preponderante no parque, cujas nascentes, que chegam a centenas, surgem em função da umidade que a rocha fria absorve do ar, principalmente no período da noite.

Rio São Francisco                                                                                                                                       O rio São Francisco tem sua nascente histórica na Serra da Canastra, mais precisamente no município de São Roque de Minas e sua primeira grande cachoeira, a Casca d’Anta, com 186 metros de altura, fica no distrito de São José do Barreiro (MG), cujo acesso é feito pela portaria 4 do Parque Nacional, localizada neste distrito.

A Cachoeira Casca d’Anta é a maior queda do rio São Francisco e se forma quando o Rio da Integração Nacional deixa o seu “berço” na serra da Canastra, em Minas Gerais. Localizada em São José do Barreiro (MG), distrito que fica a 38 quilômetros de São Roque de Minas, é formada por 186 metros de queda d’água e está emoldurada em uma parede de rocha de cerda de 340 metros de altura.

Texto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_da_Canastra ehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Cachoeira_Casca_d%27Anta

Fotos: Marco Oliveira.

 

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