Archive | maio 2016

Rolinha-do-planalto é redescoberta depois de 75 anos

A rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), uma das aves mais raras do planeta, era considerada criticamente em perigo e possivelmente extinta na natureza desde 1941. Mas a ave foi novamente avistada por pesquisadores brasileiros numa região do Cerrado do interior de Minas Gerais. Pequena, possui belos olhos azuis, plumagem mesclada em tons de laranja, marrom e cinza, diferenciada pelos pequenos salpicos de azul escuro nas asas.

Identificada também pelos nomes de rolinha-brasileira ou pombinha-de-olho-azul, essa ave, exclusiva do Brasil, era conhecida somente pelos exemplares coletados no século passado, empalhados e expostos em museus, e por relatos descritivos sem comprovação. Vista pela primeira vez em 1823, até então nada se sabia sobre seu comportamento, nem acerca da beleza do seu canto.rolinha do planalto

ALVOROÇO

A sua redescoberta na natureza foi noticiada pelo ornitólogo da Sociedade para Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), Rafael Bessa, o primeiro pesquisador a avistar, fotografar e gravar o canto da ave em junho do ano passado, em expedição pelo Cerrado mineiro. Desde então, ele e outros ornitólogos voltaram várias vezes à região e confirmaram a presença do animal. Foram identificadas 12 dessas rolinhas de olhos azuis.

Essa redescoberta é considerada um fato da maior importância, garante o secretário-substituto da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ugo Vercillo. “Primeiro, quero parabenizar os pesquisadores por reencontrarem a espécie, mas, de posse dessa informação nova, vamos traçar, urgentemente, medidas para evitar que ela desapareça de verdade da natureza”, enfatiza Vercillo.

SITUAÇÃO CRÍTICA

Diante da novidade surpreendente, o secretário-substituto da SFB/MMA avalia que, em função da enorme diversidade do Brasil, do alto grau de endemismo (aquilo que se desenvolve numa região) e da dimensão do país, “não é raro que espécie consideradas extintas sejam redescobertas, a exemplo do que ocorreu com o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), o rato-do-mato-laranja (Rhagomys rufescens) e o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), entre outros, o que denota a necessidade permanente de pesquisa e geração de dados sobre a biodiversidade brasileira”.

A coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Priscilla Prudente do Amaral, explica que o Centro recebeu, em anos anteriores, alguns relatos de observação de indivíduos dessa espécie, mas sem registro de fotos, nem coleta de animal. “Por isso, ficávamos na dúvida, porque essa é uma ave que se parece com outras espécies, e quando não temos certeza, categorizamos como criticamente em perigo e possivelmente extinta, pois existia a possibilidade de ela não existir mais na natureza”.

AGULHA NO PALHEIRO

Priscilla do Amaral conta que o último exemplar da rolinha-do-planalto foi coletado numa fazendo próxima a Rio Verde, Goiás, entre 1940 e 1941. Depois, houve relatos de observação nas décadas de 1980, em Mato Grosso, e 1990, em Mato Grosso do Sul, “mas eram registros duvidosos, porque não havia documentação, como fotos, que comprovasse a presença da ave”, insiste.

A rolinha-do-planalto, agora classificada na categoria criticamente em perigo, está contemplada no Plano de Ação Nacional para Conservação das Aves do Cerrado e Pantanal, que prevê a realização de expedições de busca para encontrar a espécie. “Mas não sabíamos onde procurar, porque sua distribuição ocorre em vários estados, e não tínhamos registro dela em Minas Gerais”, diz a coordenadora do Cemave. Priscilla comemora: “Essa notícia da redescoberta é maravilhosa. É como encontrar uma agulha no palheiro. Não é algo simples. Agora que sabemos da sua localização, podemos pensar em ações mais específicas, porque sabemos por onde começar”.

reportagem

Rolinha-do-planalto é redescoberta depois de 75 anos

Nos caminhos do sertão 2016

Expectativa para a  edição 2016 do inovador evento caminhos do sertão.

percurso caminhos do sertão

Devido ao grande numero de inscritos e a qualidade das mesmas. As comissões de seleção se empenham para conduzir um processo de avaliação condizente, necessitando assim de uma alteração na data.

A equipe de produção do projeto: “O Caminho do Sertão – De Sagarana ao Grande Sertão: Veredas”, comunica alterações nas informações referentes a data de divulgação do resultado do Edi-Tão para o dia 30 de maio.

O projeto se consolida por sua razão histórica, literária e cultural assentadas nos valores sociais de uma região de grande vocação para em breve ser reconhecida por todos como a melhor opção para enaltecer as tradições dos cerratenses – povos geraizeiros.

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem .………….Guimarães Rosa

 

 

Evento: O Caminho do Sertão 2016 – De Sagarana ao Grande Sertão Veredas
Data de realização: de 02 a 10 de julho de 2016
Informações: caminhodosertao@gmail.com                         https://ocaminhodosertao.wordpress.com/

Tingui do Cerrado

O tingui (Mtingui_do_cerrado-2_small_agonia pubescens)tingui é uma espécie arbórea típica do Cerrado, sendo da família Sapindaceae, possui ampla distribuição geográfica e predomina nas regiões centrais do Brasil incluindo Goiás. A árvore é ornamental devido ao seu aspecto rentilhado de folhagem. Retiradas do fruto, suas sementes são utilizadas por alguns moradores do Estado de Minas Gerais que conservam a tradição de preparar sabonete caseiro e também tinturas, e tem grande potencial em sua utilização prevenindo ataque de mosquitos.

Segundo os moradores, esse sabão pode ser antisséptico, pois são usados no banho para curar alguns males da pele como por exemplo: anticaspa, seborreia, rachaduras e também manchas na pele.

O sabão é muito fácil de ser preparado e quem ensina a preparar é dona Teresa e dona Cleide, que moram no Sítio Boa Morte: quando retirada a parte branca que fica no meio da semente, é moída ou bate no pilão, em seguida é levada para uma panela em fogão a lenha mexendo sem parar até ficar consistente, depois deixa esfriar e está pronto o sabão em barra.

É muito facíl abrir o fruto, é só bater um no outro e pronto. As sementes são aéreas e essa planta floresce no mês de agosto e chega a ter 9 metros de comprimento, suas flores são pequenas e se transformam em fruto de casca bem dura, sendo de grande importância para moradores dessa região, pois acredita-se que esse sabão é muito eficaz na cura e na preservação desses males causados na pele.

 

Reportagem de Luciene Silvério Alves, graduanda em Ciências Biológicas em PUC-GO.

Dia Internacional da Biodiversidade

No cerrado será que temos o que comemorar … Comemorado anualmente em 22 de maio. Esta data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), visa conscientizar a população mundial sobre a importância da diversidade biológica, além da necessidade da proteção da biodiversidade em todos os ecossistemadestruição do cerrados do planeta.                                         Origem do Dia Internacional da Biodiversidade  O Dia Internacional da Biodiversidade foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de maio de 1992.

Esta data consiste numa homenagem ao dia em que foi aprovado o texto final da Convenção da Diversidade Biológica, intitulado: “Nairobi Final Act of the Conference for the Adoption of the Agreed Text of the Convention on Biological Diversity”.

Antes, o Dia Internacional da Biodiversidade costumava ser celebrado em 29 de dezembro, data em que entrou em vigor a Convenção da Diversidade Biológica.

Dia Internacional da Biodiversidade 2016

O tema escolhido para o International Day for Biological Diversity em 2016 é“Integração da Biodiversidade: Sustentar Pessoas e seus meios de Subsistência”.

Este assunto prioriza a ideia da biodiversidade como base para a vida na Terra. Preservar a diversidade biológica é primordial para garantir o bem-estar das pessoas e demais seres que habitam o nosso planeta.

A biodiversidade do cerrado

Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Mais de 220 espécies têm uso medicinal e mais 416 podem ser usadas na recuperação de solos degradados, como barreiras contra o vento, proteção contra a erosão, ou para criar habitat de predadores naturais de pragas. Mais de 10 tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como os frutos do Pequi (Caryocar brasiliense), Buriti (Mauritia flexuosa), Mangaba (Hancornia speciosa), Cagaita (Eugenia dysenterica), Bacupari (Salacia crassifolia), Cajuzinho do cerrado (Anacardium humile), Araticum (Annona crassifolia) e as sementes do Barú (Dipteryx alata).

FORMIGAS E O MEIO AMBIENTE

O desaparecimento das formigas no meio ambiente poderia causar rapidamente a degradação do ecossistema, considerando os serviços que esses pequenos animais, registrados em cerca de 12.580 espécies, são capazes de prestar.

FORMIGA

De imediato veríamos o acúmulo de animais mortos no chão, perdendo-se parte da biodiversidade do planeta. Alem disso, as formigas são responsáveis pela dispersão de sementes, processo chamado de mirmecocoria, que leva as plantas a se estenderem pela natureza, o que é essencial para algumas espécies. Outras espécies de plantas necessitam que as formigas sejam atraídas pela sua semente para levar esta semente ao formigueiro, assim as sementes germinam.

Diferente de abelhas, as formigas não voam, mas são também grandes polinizadoras, levando o pólen das plantas e permitindo a fertilização destas.

Se as formigas não existissem, as plantas que fornecem alimento e abrigo como recompensa as formigas  desapareceriam e o efeito do desequilíbrio ecológico seria imediato e ampliado a partir daí.

É importante compreender e termos consciência de que cada ser na face da terra cumpre uma função e sua existência deve ser preservada. “Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante” (Albert Schwweitzer).

Baseado na publicação do http://www.uniprag.com.br/noticias/a-importancia-das-formigas-no-meio-ambiente/

 

somos assim

Descrever o sentimento diante da magia e do espetáculo da natureza, não traduz tudo aquilo que sentimos, óbvio, somos infimamente pequenos e grandiosamente perversos com o seu uso.

natureza

Abelhas sem ferrão em área do cerrado

As plantas oferecem recursos florais como pólen, néctar, óleo, resinas e aromas aos seus visitantes, dentre os quais se destacam as abelhas. Além desses recursos, utilizados na própria alimentação e de suas crias, na construção e defesa do ninho e na atração sexual, as abelhas buscam também, nas plantas, abrigo para a construção de seus ninhos. As plantas também servem de local para o acasalamento, marcação territorial e para repouso.
abelha sem ferrão
O cerrado abriga uma grande variedade de ecossistemas que proporcionam uma diversidade de nichos para as abelhas. Muitas espécies de plantas nestes ambientes servem de abrigo para as abelhas construírem seus ninhos. Ninhos de abelhas sem ferrão, Meliponini, são localizados, principalmente, em cavidades pré-existentes, em galhos e troncos, de árvores vivas ou mortas (Rêgo & Brito, 1996 a, b; Maia, 2004; Rêgo et al, 2007; Rêgo et al, 2008).

No cerrado, com fisionomia de “cerradão”, tem se diagnosticado que 88% dos meliponíneos (abelhas sem ferrão) que aí residem, constroem seus ninhos em “folha larga”, Salvertia convallariodora, uma árvore da família Vochysiaceae, muito abundante nesta localidade. Além de nidificarem, em seus troncos ocados, as abelhas coletam também, neles, a resina que utilizam como material de construção e defesa do ninho, além de visitar suas flores para a coleta de néctar, embora não sejam os polinizadores desta planta.

Também inserido no bioma cerrado, este se apresentando bastante fragmentado (e com um misto de vegetações alteradas, incluindo também matas mesofíticas e ciliares) 60% dos ninhos aí diagnosticados, em substratos arbóreos (Maia, 2004), encontrava-se em Tabebuia alba (Bignoniaceae) na mata mesofítica e 20,6% na mata ciliar. Dentre os ninhos aí localizados destacaram-se os de: Melipona sp., Tetragona dorsalis e Scaptotrigona postica.

Onde as áreas de cerrado típico estão ficando cada vez menores (em função principalmente das monoculturas e queimadas freqüentes), ninhos de abelhas sem ferrão foram localizados, principalmente, em galhos e troncos ocados de sucupira amarela – Pterodono aff. polygalaeflorus (Fabaceae), piqui – Caryocar brasiliensis (Caryocaraceae), folha larga – Salvertia convallariodora, (Vochysiaceae), pau terra – Qualea parviflora (Vochysiaceae), puçá – Mouriri grandiflora (Melastomataceae) e caixamorra – Sclerolobium paniculatum (Caesalpiniaceae) (Fig. 2).

As espécies maiores, como a uruçu e a tiúba, estas já pouco abundantes, em estado natural, no cerrado, abrigam-se em árvores de troncos mais espaçosos, o que está ficando escasso na região de cerrado, em função do freqüente corte de madeira.

Muitos atos predatórios, sobre os substratos de nidificação das abelhas, têm sido observados. Queimadas, a ação de meleiros, areação de solo, derrubada da vegetação natural,etc., são algumas das práticas nocivas à conservação das abelhas que interferem nas interações florísticas e portando, na própria manutenção dos ecossistemas.

Ações como a criação racional de abelhas silvestres , a concepção e realização de trilhas ecológicas para a observação dos ninhos, o cultivo de “jardins de polinizadores” e o repovoamento de espécies raras são algumas atitudes necessárias para conservação das abelhas e dos seus ecossistemas florísticos.

Alguns conceitos básicos: Meliponini é uma tribo de abelhas da família Apidae, mesmo grupo que inclui também as abelhas melíferas mais conhecidas do gênero Apis, as abelhas das orquídeas da tribo Euglossini, as abelhas carpinteiras da sub-família Xylocopinae e as mamangabas da tribo Bombini. As meliponinis são conhecidas popularmente como abelhas sem ferrão, o que não é uma denominação totalmente adequada uma vez que elas na verdade possuem ferrão, embora ele seja atrofiado e não possa ser utilizado como arma defensiva.

Baseado no artigo de Márcia Rêgo & Patrícia Albuquerque
Laboratório de Estudos sobre Abelhas-Lea, Departamento de Biologia, Universidade Federal do Maranhão-UFMA

 

Falta de recursos ameaça Parque Nacional da Serra da Capivara

Patrimônio Mundial da Unesco, o Parque Nacional da Serra da Capivara está ameaçado pela falta de recursos, segundo a diretora-presidente Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), Niède Guidon. “O dinheiro termina em dois meses. É uma situação difícil, que eu não sei mais o que fazer”, disse.

parna serra da capivara

Foto marcelo Casa Jr Agencia Brasil

Criada em 1979, a unidade de conservação arqueológica, localizada ao sudeste do Piauí, reúne em seus mais de 91 mil hectares um dos mais importantes exemplares do patrimônio pré-histórico do país. Em 1991, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) incluiu o parque na lista do Patrimônio Mundial, principalmente devido à importância dos registros rupestres encontrados no local. A administração do local cabe ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) .

“O parque é um parque nacional, quer dizer, é obrigação do governo federal mantê-lo”, diz Niède. “Não tem dinheiro, o problema é esse, o governo está completamente sem dinheiro”. Segundo ela, a Fumdham, que tinha 270 funcionarios, hoje tem 30. Das 28 guaritas de proteção do parque, somente seis têm profissionais.

Niède, diz que a fundação não conta hoje com repasses permanentes. O problema do financiamento começou entre 2012 e 2013. “Para mantermos o parque como o mantivemos até 2012, precisaríamos de R$ 400 mil por mês. Do jeito que está hoje, precisaríamos de R$ 100 mil. O que acontece é que a gente não sabe da onde vamos conseguir dinheiro”. A Fumdham receberá, de acordo com ela, recursos suficientes para se manter até o final do ano da Petrobrás. “Nós já assinamos. Mas esse dinheiro só vai ser liberado depois de agosto. A partir de julho não temos mais recursos”.

A pesquisadora doutorou-se em arqueologia pré-histórica pela Sorbonne. Desde 1973 integra a Missão Arqueológica Franco-Brasileira, concentrando no Piauí seus trabalhos, que culminaram na criação do Parque Nacional Serra da Capivara. Ao falar do aproveitamento do lugar, indigna-se: “Temos patrimônios na África, com milhões de turistas, com hotéis de cinco, seis estrelas, ganhando dinheiro com isso e, aqui, não”.

Falta de verba                                                                                                                                            “O parque está com uma série de possibilidade de cortes e ajustes em função do orçamento, mas está mantendo a gestão”, diz o coordenador em exercício da Regional 5 do ICMBio, unidade responsável pelo local, Daniel Castro. Segundo ele, a falta de recursos atinge principalmente a Fumdham, que não recebe repasses da instituição desde o ano passado. Não há riscos, no entanto, do fechamento da unidade.

Castro explica que uma emenda parlamentar autorizou o repasse de R$ 300 mil para a Fumdham. “Desde o ano passado está tentando implementar, mas o governo não libera. Está no Orçamento, mas não libera o financeiro”. O problema da falta de recursos atinge também os demais parques nacionais, de acordo com Castro.

Em nota, o Escritório da Unesco no Brasil diz que vem trabalhando, junto ao Governo Federal e à Fumdham, “buscando minimizar os efeitos da diminuição de recursos destinados ao Parque Nacional da Serra da Capivara”.

De acordo com a organização, todos os parceiros estão decididos “a procurar soluções sustentáveis, a partir da rápida reformulação do modelo de gestão existente. O Governo Federal, tanto por meio do ICMBio quanto por meio do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], está mobilizado para resolver a situação, mesmo diante das atuais limitações orçamentárias”.

Justiça                                                                                                                                                           O caso corre também na Justiça. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI) propôs Ação Civil Pública objetivando a concessão de liminar para “assegurar bloqueio de recursos financeiros na ordem de R$4.493.145,00 da Câmera de Compensação Ambiental e sua liberação para a Fumdham, a fim de que esta proceda à manutenção e preservação do Parque Nacional Serra da Capivara”.

A Justiça Federal no Piauí decidiu pelo bloqueio de R$ 3,8 milhões em 24 de fevereiro. Nessa semana foi agendada uma audência pública, no dia 31 de maio, para decidir sobre a destinação dessa verba. A Justiça Federal também determinou ao ICMBio que apresente o cumprimento da decisão referente ao plano de manejo do parque, sob pena de adoção de sanções previstas em Lei.

O ICMBio diz que vai recorrer da decisão por haver no processo, entre outras questões, confusão nas competências de cada um dos órgãos e entidades citados. Quanto ao plano de manejo, o ICMBio diz que ele precisa se adequar em relação ao tamanho do território que abrange, mas que está avançado.(Agência Brasil/ #Envolverde)

* Publicado originalmente no site Agência Brasil.

Impressionante e raras grutas de Unaí

Muito antes dos integrantes da Missão Cruls, dos fazendeiros e dos candangos, homens, mulheres e crianças já exploravam o Planalto Central. Essa gente começou a chegar à região há mais de 10 mil anos. Vivia da caça de pequenos animais e da coleta de frutos, como o ainda abundante pequi. Buscava abrigo em grutas, onde também expressava sua arte e deixava seus mortos. As cavernas ocupadas por nossos ancestrais ainda são pouco conhecidas dos homens modernos. Muitas delas, com seus desenhos e até ossadas, ficam em meio a propriedades rurais de Unaí (MG), distante 160km de Brasília.

Os homens das cavernas também deixaram gravuras em paredões e pedras encravadas no cerrado. Museus pré-históricos explorados por poucos cientistas, minguados adeptos de esportes radicais e quase nenhum turista, por falta de informação e infraestrutura para a visitação.

As pinturas das cavernas de Unaí estão bem nítidas, levando-se em conta o desgaste sofrido ao longo de tanto tempo de exposição. As mais expressivas ficam na Gruta do Gentio II, a 30km do centro da cidade. Ela começou a ser ocupada há cerca de 10.250 anos, de acordo com pesquisas realizadas nas décadas de 1970 e 1980. Os arqueólogos levantaram a data a partir dos pingos de tinta no solo original. Vestígios de um ponto cerimonial, com pinturas em vermelho no teto e nas paredes, onde depositaram corpos parcialmente cremados.

A gruta do tamboril é uma das mais famosas grutas de minas gerais.

Com galerias de impressionante volume e possuidora de raras e delicadas ornamentações raras ela proporciona o entusiamo da exploração e da descoberta assim como o prazer da contemplação e da paz.

No seu interior há um belo lago de águas absolutamente cristalinas que dá ao explorador que nelas mergulha a sensação de estar flutuando no ar. Para conhece-la, entretanto, é necessário estar com pessoas experientes e devidamente preparado, pois o ambiente de caverna apresenta riscos e dificuldades muito específicos.

Um lago cristalino também é uma das grandes atrações da Gruta do Tamboril. No entanto, não é fácil chegar até as águas e o acesso à caverna é controlado pelos órgãos de saúde, por causa da suspeita de um foco de histoplasmose no local, nunca comprovado nem estudado. Assim como na maioria das grutas, por causa da ausência de sinalização, iluminação e os riscos do solo acidentado, a visita ao Tamboril só deve ser feita na companhia de guias especializados e equipamento adequado.

Com cerca de 4km de extensão, a caverna tem sete Gruta do lago unaisalões ornamentados por estalactites e estalagmites, sendo o último coberto pelo lago totalmente limpo e transparente. Até lá, porém, gasta-se pelo menos uma hora e meia de caminhada, com descidas e subidas em pedras pontiagudas e escorregadias. Mas se não quer tanta aventura nem correr o risco de adquirir uma doença, a entrada no primeiro dos sete salões é o suficiente para uma prova das maravilhas da gruta.

Mais informações no http://www.limiteverticalunai.blogspot.com

Prioridades de investimentos no cerrado

Importância biológica, serviços ecossistêmicos, contexto socioeconômico, ameaças à biodiversidade, entre outros temas, são o foco do estudo sobre o Cerrado disponibilizado, no último dia 19 de abril, pelo conselho do CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund), em português Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos.

O documento intitulado de “Perfil ecossistêmico do Cerrado” foi elaborado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e pela Conservação Internacional (CI), a partir de consultas públicas realizadas ao longo de 2015 com mais de 170 representantes de 130 instituições do setor privado, governo, universidades, sociedade civil e populações tradicionais e indígenas. O WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, participou das oficinas, contribuindo com propostas práticas e viáveis com vistas a gerar um relatório fiel à realidade da diversidade biológica e social do bioma Cerrado.

O documento apresenta a lista de 1.629 espécies consideradas ameaçadas e servem como base para a definição das 761 Áreas-Chave de Biodiversidade (KBAs em inglês), ou seja, regiões prioritárias para contribuir para a manutenção de funções ecossistêmicas essenciais para a natureza e para a subsistência humana no Cerrado.

O Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas Peruaçu foi uma das quatro áreas selecionadas como prioritárias no Hotspot (região de extrema importância biológica e em alto risco de extinção), além do corredor ecológico Veadeiros-Pouso Alto Kalungas, Central de MATOPIBA e Mirador-Mesas. Estas regiões terão como alvo 62 KBAs prioritários de acordo com critérios de serviços biológicos, socioeconômicos e ambientais.

Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal, considera que “o documento traduz bem a realidade do bioma, uma vez que retrata as diversas ameaças a seu ecossistema, a importância da conservação em áreas estratégicas e a riqueza sociocultural existente”.

O estudo tem o objetivo de orientar o CEPF nos investimentos que serão aplicados no bioma nos próximos quatro anos, além de ser uma base para orientar outros possíveis investimentos na região.

Ao todo está previsto o montante de 8 milhões de dólares para investimentos no Cerrado, nos próximos quatro anos.

Sobre o CEPF

Criado em 2000, o CEPF atua em 23 hotspot – área prioritária para a conservação –, em 89 países. Ao todo o Fundo já investiu 175 milhões de dólares nessas regiões, beneficiando 1,9 mil entidades da sociedade civil.

No Brasil, o CEPF está presente desde 2002, mas inicialmente com foco no bioma Mata Atlântica. Até 2011 foram 300 projetos apoiados à ONGs, comunidades e pequenas empresas, que desenvolvem trabalho com espécies, áreas protegidas e comunidades. Atualmente reúne sete doadores internacionais.

informações do http://www.wwf.org.br/?51882

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu do Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Jim Caffrey Images Photo Blog

photography from the ground up

%d blogueiros gostam disto: