Archive | junho 2016

Arte do Povo Kayapó Mekrãgnoti

centro de excelencia do cerrado

O Cerratenses – Centro de Excelência do Cerrado – em parceria com Instituto Kabu convidam para a exposição A Arte do Povo Kayapó Mekrãgnoti que integrará a programação do XVI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

O Cerratenses, além de ser um centro de pesquisa e conservação, é destinado à promoção e valorização da sociobiodiversidade do bioma Cerrado por meio de exposições artísticas, eventos culturais, feiras, mostras de filmes e registros de divulgações científicas ligadas ao tema Cerrado.

A exposição, promovida pelo Instituto Kabu, será para os Kayapó Mekrãgnoti um importante evento para apresentar os resultados de mais de cinco anos de atividades do projeto de Valorização da Arte Kayapó que foi criado para desenvolver, resgatar e fortalecer a arte e os artesanatos de seu povo. A exposição mostrará um variado número de artefatos ilustrados com informações que pretendem estabelecer um vínculo entre nossas culturas ao aproximar as pessoas do universo mítico, ritual e simbólico de seu povo.

arte do povo kayapó

A solenidade de abertura e o lançamento do Catálogo da Arte do Povo Kayapó contarão com apresentações de danças e cantos dos Kayapó e com a presença de representantes Kayapó, apoiadores, parceiros, amigos e diversas instituições que vêm contribuindo com o fortalecimento da luta Kayapó e dos demais povos indígenas no Brasil.

Local: Salão de exposições do Cerratenses- Centro de Excelência do Cerrado, Jardim Botânico de Brasília.

Solenidade de Abertura: Dia 14 de Julho de 2016, às 19h30 minutos.

Período da exposição: 14 de Julho a 14 de Agosto.

informações de Lorena Lucas Sasaki,  Assessora Técnica  do Cerratenses – Centro de Excelência do Cerrado  –Jardim Botânico de Brasília

choro em rios

rio-cristalino-e-mata-ciliar

As vezes rios, as vezes choros, e tantas vezes choro um rio ….

A exuberância dos ipês no cerrado

ipesCom a queda da umidade relativa do ar do tempo árido e empoeirado é a moldura que acolhe os ipês em suas exuberantes floradas, copas amarelas, rosas, roxas e brancas tomam a paisagem. As cores vibrantes composta pelas variedades da planta, irrompem de junho a setembro. O primeiro a se apresentar é o ipê-roxo, Handroanthus impetiginosus, cujos buquês já enfeitam o Distrito Federal. Eles podem ser vistos salpicados destas pinturas exuberantes.
A árvore do ipê é alta, bem copada e, no período da floração, apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas. Estas dão lugar às flores – amarelas-ouro, brancas ou roxas – que estampam belas manchas coloridas nas paisagens do País.

Sementes aladas, pelo vento que rumo soprar
As floradas costumam durar até 15 dias, em média, e variam conforme a pouca concentração de água na atmosfera. No caso do amarelo, ele pode se estender por até 10 dias e tem duas edições: uma após a do roxo, aproximadamente em julho, e outra em setembro, quando se anuncia a chegada da temporada de chuva.

O fato de ter havido precipitação prolongada — situação pouco comum para a época — pode ter afetado o ciclo dos ipês, de acordo com a professora do curso de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB) Carmen Regina Correia.  A floração é, de acordo com a professora Carmen, uma estratégia de reprodução das plantas. “Os ipês aproveitam o vento para propagar as sementes. Elas possuem uma película, que as permite flutuar. Quando as condições ambientais oferecem essa oportunidade, os cachos florescem”, continuou. No caso do branco, por exemplo, ela explica que o curto de período de floração pode ter a ver com a alta frequência de polinização. “As flores caem mais rapidamente. Uma hipótese é de que sejam muito polinizadas e consigam frutificar rapidamente”, explicou.

A ocorrência da espécie nativa no cerrado é principalmente em regiões com inverno seco e temperaturas entre 18°C e 26 °C, como Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás. É uma árvore de ornamentação e serve de alimento para insetos apícolas, aves e macacos.

» Natureza em festa
Junho e julho: ipê-roxo
Julho e agosto: ipê-amarelo
Fim de agosto: ipê-rosa
Setembro: ipê-branco e ipê amarelo

baseado na reportagem  jornal integração do cerrado – Goiania

Jaguatirica no cerrado

Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Semelhante ao gato maracajá, a jaguatirica é um felino de porte médio, com hábitos noturnos e solitários. Sua alimentação consiste basicamente de roedores e animais de pequeno porte, como peixes, répteis e aves. Quando em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos — o dobro do observado em estado selvagem.

jaguatitica

Foto Brasil Escola

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, a espécie encontra-se em situação de conservação pouco preocupante. Dados atuais revelam que este animal é ainda um dos felinos mais abundantes nos biomas sul-americanos, apesar de sua população estar em decadência.

A jaguatirica já foi, durante muitos anos, caçada para o comércio. A venda ilegal de sua pele e como animal de estimação era comum durante a década de 1920.

Na década de 1990, estimava-se uma população total entre 800.000 e 3 milhões de jaguatiricas, mas as populações estão declinando, principalmente por conta da perda do habitat.

 

– No Brasil, a jaguatirica é encontrada em regiões de cerrado, florestas tropicais, caatinga e até no pantanal. Fora do território brasileiro, podemos encontrar jaguatiricas na região centro-sul dos Estados Unidos, norte da Argentina e Uruguai.

– Uma jaguatirica adulta mede entre 90 centímetros e 1,35 metros de comprimento. Portanto, é considerado um felídeo de porte médio.

– O habitat das jaguatiricas é bem diversificado. Vivem bem em áreas semiáridas, em florestas tropicais e até mesmo em regiões montanhosas.

– Os machos adultos pesam entre 7,5 e 9 quilos. Já as fêmeas, que são maiores, ficam entre 10,5 e 12 quilos.

– O período gestacional da fêmea ocorre entre 72 e 82 dias. Numa gestação, nasce um ou dois filhotes (raramente podem nascer 3 ou 4 filhotes).

– As jaguatiricas são carnívoras e se alimentam, principalmente, de mamíferos de pequeno porte, roedores, aves, répteis e ovos de tartaruga.

– Sua principal característica física é a presença, na sua pelagem, de manchas amarelas cercadas de preto, na posição horizontal. Nas pernas do animal, as manchas são de cor preta e formato arredondado.

– Em seu habitat, uma jaguatirica saudável pode viver entre 18 e 20 anos.

– A jaguatirica é um animal de hábito de vida diurno e noturno.

Ameaça de extinção 

Infelizmente, a jaguatirica é um animal que se encontra em ameaça de extinção. A principal ameaça é a destruição de seu habitat, provocado pelo desflorestamento. A caça, cujo objetivo é a venda da pele, é outra ameaça a esta espécie animal.

pesquisa http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/jaguatirica.htm

 

Cerrado que cura

Anemia, fraqueza sexual, cólicas, prisão de ventre, vermes, inflamações no estômago, no intestino, dor de garganta, de cabeça, micose, fadiga? No Cerrado tem suco, chá, infusão, pomada, óleo e farinha para quase tudo. Até para picada de cobra e escorpião! São muitos os segredos da vegetação no coração do país. Esses conhecimentos são passados de família para família, de benzedeira para benzedeira, entre comunidades indígenas, de quebradeiras de coco, em conversas no campo.

pé de perdiz

Pé de Perdiz “Croton Perdicipes”   foto Articulação Pacari      

Nosso patrimônio natural genético, as propriedades medicinais das plantas, são raramente usadas pela medicina tradicional. “Infelizmente, esse conhecimento é desqualificado como romântico e sem valor, deixando de ser investigado seriamente pelas universidades”, comenta o zootecnista paulista Luís Carrazza, secretário executivo da Central do Cerrado/Rede Cerrado.Organizaram o livro “Farmacopéia Popular do Cerrado“, foi reconhecido pelo Departamento do Patrimônio Genético Secretaria de Biodiversidade e Florestas Ministério do Meio Ambiente como iniciativa de implementação dos objetivos de preservação e conservação.

algodaozinho

Algodãozinho                          “Cochlospermum regium”      (Foto: Articulação Pacari)

O livro, que ganhou o prêmio do PNUD durante a Cúpula dos Povos na Rio+20, traz indicações de raízes, cascas, resinas, óleos, folhas, argilas e água, além de dietas e banhos para tratamento de saúde e cosmético.

Inicialmente, elas levantaram 560 espécies medicinais que são utilizadas atualmente pelas comunidades locais. “Como a gente precisava fazer um registro com profundidade, pedimos para cada comunidade eleger as plantas que eram mais utilizadas e prioritárias”. A região do norte de Minas e Vale do Jequitinhonha selecionou três espécies, no Cerrado de Goiás, Tocantins e Maranhão, outras seis espécies foram selecionadas, duas por área. Com essas nove plantas, comunidades locais podem fazer uma “farmacinha caseira”. Conheça um pouco sobre os poderes delas:

Confira abaixo as nove espécies detalhadas no livro divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e que levou prêmio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento/PNUD. Para saber como usar, consulte o livro disponível para download no site do Ministério.

ALGODÃOZINHO : Coceiras, manchas na pele, inflamações de útero e ovário, menstruação desregulada, reumatismo, gastrite, inchaço das pernas ou como depurativo do sangue. O polvilho é usado como antiinflamatório.                                                                               BARBATIMÃO : Cicatrizante de feridas da pele, gastrite, úlcera, infecção no útero, corrimento vaginal, coceira e sangramento proveniente de extração de dente. Não é indicado para mulheres grávidas e crianças.                                                                                   BATATA DE PURGA : Purgante, má digestão, vermes, anemia, gripe, inflamações, alergia, má digestão, coceira, impetigo, ferida que dá na pele das crianças. Também, para abrir o apetite, para tratar coceira, pereba no corpo, conjuntivite, dor na uretra e cólica menstrual. BURITI : Cicatrizante, antiinflamatório, ferimentos novos ou velhos, inclusive úlcera varicosa, hematomas,  queimaduras de pele, furúnculos, frieiras, coceiras e picada de insetos. Também é usado como protetor solar, hidratante e repelente de insetos.                     IPÊ ROXO) : Inflamações, útero, próstata, infecção dos rins, problemas de pele, doenças do coração, derrame, pressão alta, prisão de ventre, inflamação do fígado e como cicatrizante de ferimentos.                                                                                                                                       PACARI : Cicatrizante de feridas da pele e para o tratamento de gastrite ou úlcera no estômago. Não é indicado para mulheres grávidas e crianças.                                                                   PÉ DE PERDIZ : Antiinflamatório, depurativo do sangue, para tratar infecções, reumatismo, infecção do útero e ovário, estimular gravidez, regular menstruação e limpar o útero, após o parto. Para o homem, é usada para inflamação da próstata.                               RUFÃO : Anemia, fraqueza sexual, inflamações no estômago e intestino, gripe. O óleo do rufão é usado em massagens locais para cólicas intestinais, dores nas articulações, reumatismo e em partes do corpo que perderam o movimento em decorrência de um derrame.                                                                                                                                               VELAME : Má circulação do sangue, massagear os membros que ficaram sem movimento, reumatismo,  dor nas juntas, prevenção da epilepsia, febre, gripe, pneumonia, asma, falta de ar, tosse, constipação, purgante e vermífugo.

Trecho do livro Farmacopéia Popular do Cerrado

 

Piracema antecipada em Mato Grosso

O período da Piracema será antecipado de novembro para outubro nos rios de Mato Grosso neste ano de 2016. O aviso foi feito pela Secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema), atendendo a notificação recomendatória feita pelo Ministério Público em janeiro do ano passado pedindo ampliação do período de defeso.

pesca em mt

foto : Maria Anffe -GCom-MT

Segundo a Sema, o MP recomendou que o período de defeso passasse de quatro para seis meses. Até o momento, a Sema definiu nova data apenas para o início do período proibitivo de pesca e esclareceu que ainda deverá definir se o período se encerrará em fevereiro ou em março, o que atenderia integralmente a notificação.

A ampliação do período de defeso se baseia no fato de que em outubro os peixes iniciam a fase de reprodução nas bacias hidrográficas de Mato Grosso (Paraguai, Amazônica e Araguaia-Tocantins). Entretanto, a definição do término do período proibitivo, segundo esclareceu a Sema, deverá levar em consideração não só fatores ambientais, mas socioeconômicos.

A Sema chamou atenção para o fato de que o seguro-defeso, pago aos pescadores profissionais que têm de suspender as atividades durante o período proibitivo, é pago com recursos do INSS. Por isso, o estado – antes de decidir sobre o término da piracema em Mato Grosso – precisa saber se a União terá condições de pagar por mais tempo de seguro-defeso aos pescadores.

noticia do http://www.primeirahora.com.br/noticia/169373/inicio-da-piracema-sera-antecipado

 

Por que ampliar o parque dos veadeiros

Unidade de Conservação no nordeste de Goiás, o Parque aguarda apenas a assinatura da Casa Civil para ter a área ampliada de 65 mil para 249 mil hectares

parque dos veadeiros
Durante a Semana Nacional de Meio Ambiente, a Fundação MAIS Cerrado pede atenção especial ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, solicitando celeridade na assinatura da proposta de ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, iniciativa fundamental para a conservação do bioma Cerrado.

Aprovada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Governo de Goiás, a proposta é uma iniciativa urgente para fortalecer a conservação do Cerrado, bioma que representa 22% do território brasileiro, é considerado a savana com a maior biodiversidade do planeta e corre sérios riscos de extinção.

Quem propõe a ampliação é o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gestor de todas as unidades de conservação (UC) do Brasil. O Parque foi criado em 1961 com uma área original de 625 mil hectares e chamado de Parque Nacional do Tocantis, mas teve seu tamanho reduzido a 171 mil hectares em 1972, quando mudou de nome, e aos atuais 65 mil hectares em 1981, quando precisou abrir espaço para a construção da rodovia GO-239.

Porque ampliar o Parque ?

Ampliar o Parque foi uma decisão baseada em estudos técnicos e consultas públicas à sociedade, inclusive comunidades locais, concluídos recentemente pelo ICMBio. Com o decreto presidencial assinado, a área atual será multiplicada quatro vezes e retomará seu espaço original, consolidando não só objetivos locais e nacionais de conservação, mas também o reconhecimento internacional, por meio do título de Patrimônio Mundial Natural.‪

A Fundação MAIS Cerrado sabe que ampliar o Parque significa mais compromisso com a conservação do Cerrado e está preocupada com a demora na assinatura da Casa Civil, já que a proposta tem aprovação tanto do Ministério do Meio Ambiente e quanto do Governo de Goiás.

Rica biodiversidade
Integrante da zona mais importante (a zona núcleo) da Reserva da Biosfera do Cerrado e do corredor ecológico Paranã-Pirineus, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros abriga ecossistemas importantes ou singulares, típico de cerrado de altitude, com grande variedade de vegetação, como campos rupestres, matas de galerias, matas ciliares, palmeirais, campos limpos, campos sujos e, com a ampliação, engloba também uma área de mata seca.

O parque nacional é refúgio de espécies ameaçadas (de extinção) ou endêmicas (que só existem no local), como o cervo-do-Pantanal, gato-do-mato, lobo-guará, gato-maracajá, pato-mergulhão, tamanduá-bandeira, codorna-buraqueira, tatu-canastra, águia-cinzenta, socó-jararaca e a onça pintada, maior mamífero carnívoro da América do Sul e incluído na lista de espécies da fauna brasileira em risco de extinção.

Alguns desses animais, como a onça-pintada, necessitam de grandes áreas para a sua sobrevivência. Há uma atenção especial para o pato-mergulhão, severamente ameaçado, que encontra nessa região seu segundo habitat em importância, em termos de nidificação, para garantir sua sobrevivência.
Compartilhe a defesa:
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Cerrado do tocantins em potencial

O Cerrado tocantinense é essencialmente rico por natureza, destaca-se pela pujança de sua biodiversidade, vasta extensão territorial, posição geográfica privilegiada e heterogeneidade vegetal. Os frutos das espécies nativas do cerrado oferecem um elevado valor nutricional, além de atrativos como cor, sabor e aroma peculiares e intensos, mas ainda são pouco explorados comercialmente. capim-dourado-jalapao-ricardo-britoAs possibilidades de aproveitamento dos frutos são várias. Os produtos têm grande aceitação popular e atualmente são comercializados em feiras. As espécies apresentam sabores com elevado teor de açúcar, proteínas, vitaminas e sais minerais. O aproveitamento pode ser em forma de sucos, licores, sorvetes, picolés, geléias, óleos, bolos, bombons, aperitivos. Das sementes são produzidas as biojóias. Existem mais de 58 espécies de frutas nativas conhecidas e consumidas pela população.

As vantagens protéicas dos frutos são inúmeras. Por exemplo, o araticum, o buriti, a cagaita e o pequi, apresentam vitaminas do complexo B, tais como as vitaminas B1, B2 e PP, equivalentes ou superiores aos encontrados em frutas como o abacate, a banana e a goiaba, tradicionalmente consideradas como boas fontes destas vitaminas. Entretanto, grande parte das frutas nativas em regiões típicas de clima tropical é, especialmente, rica em carotenóides. Os frutos de palmeiras, como o buriti, o tucumã, o dendê, a macaúba e a pupunha são fontes potenciais de carotenóides pró-vitamina A. O consumo de carotenóide ajuda no combate de vários tipos de câncer, funciona como antioxidante natural e protege as membranas celulares contra danos oxidativos.

O artesanato de capim dourado confeccionado na região do Jalapão passou a ser divulgado em todo o estado, em grandes cidades brasileiras e também no exterior a partir de meados da década de 1990. O brilho e a peculiaridade das peças artesanais chamam atenção por onde passam e, a comparação com ouro não fica apenas no nome da planta. O artesanato tornou-se importante fonte de renda na região, garantindo melhoria de qualidade de vida a muitas famílias.

Sustentabilidade                                                                                                                                              O aproveitamento destes frutos abre espaço para os produtores rurais no agronegócio. A meta da Seagro é buscar recursos que proporcionem geração de renda aliada à preservação da natureza. Segundo o diretor de Fruticultura e Silvicultura da Seagro, José Elias, o incentivo à produção de frutos nativos no Estado permite a geração de renda para milhares de produtores rurais. O potencial econômico e social dos frutos do cerrado é mais uma oportunidade para o produtor tocantinense, destacou.

Incentivos                                                                                                                                                    Uma outra alternativa é o plantio de árvores nativas para a recuperação das pastagens degradadas. A Seagro implantou no Centro Agrotecnológico de Palmas viveiros de mudas. As principais espécies no Tocantins são: baru, pequi, babaçu, mangaba, cagaita, cupuaçu, buriti, araticum, jatobá-do-cerrado, jenipapo, macaúba, mutamba, murici, entre outras.

baseado na reportagem do http://governo-to.jusbrasil.com.br/noticias/199879/cerrado-tocantinense-oferece-variados-frutos-para-usos-alternativos

Quem são os cerratenses

Cerratenses, viventes nos Cerrados, Cerradões, nos Campos, nas Chapadas, nos Vãos, na Mata Fechada ou em pequenos e grandes aglomerados urbanos, os cerratenses são povos tradicionais e ao mesmo tempo modernos, cabreiros e receptivos, agitados e contemplativos… independente de qual seja o seu rincão ou qual o tom mais alto de sua personalidade, não oferecem resistência ao seu amor pela liberdade, pois sentem, no fundo do peito, que nasceram para trilhar essa terra e portam o pressentimento natural de que, após a seca jornada, encontrarão colo acolhedor para saciar a sede e a alma na Vereda à espreita.

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Geraizeiro. Foto Peter Caton / ISPN

As chamadas populações tradicionais do Cerrado incluem  os indígenas, povos negros ou miscigenados que, por muito tempo, ficaram em relativo isolamento nas áreas deste bioma, e tiveram que adaptar seus modos de vida aos recursos naturais disponíveis. São quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos, ribeirinhos. Hoje grande parte se vê diante de um mundo no qual o conhecimento sobre a convivência com a natureza não é valorizado, e a lógica do trabalho pelo dinheiro predomina.

São cerratenses os nascedouros dos rios, árvores exuberantes como o Ipê-Amarelo, os Timbira, Tapuio e Avá-Canoeiro, os Kalunga, os caboclos sertanejos e caipiras, as curandeiras e parteiras, o chão, a pedra, a lobeira e o Lobo-Guará.

Aqui no Cerrado nascemos, aqui no Cerrado nos assumimos Cerratenses e aqui partilhamos nossas criações no propósito de consolidar a cerradania. “povos cerradeiros”, utilizando o conceito apresentado por Mendonça(2004), mesmo encurralados ou enxotados de sua terra, ainda guardam na memória cultural do seu modo de vida o jeito sertanejo do viver. E este jeito presente e demonstrado, testemunha a existência do Cerrado, mesmo que transfigurado, mutilado e alterado.

[…] se compreende Povos Cerradeiros, enquanto uma construção sócio-cultural, forjada numa nova ação política carregada de sentidos e significados para os camponeses e trabalhadores da terra com o Cerrado, não apenas enquanto Bioma, mas também como cultura (MENDONÇA, 2004. p. 8).

O Brasil tem uma imensurável dívida com os povos tradicionais cerratenses pelas políticas públicas de expansão da produção agropecuária nacional nesta área, que estimulou e estimulam os produtores nacionais, para cada vez mais intensificarem, a produção de grãos no Centro-Oeste, em consequência da dizimação da biodiversidade do Cerrado.

Trecho do livro “Alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses”  do autor

Cerrado,berço das aguas de três importantes bacias hidrográficas brasileiras (…)

O Cerrado abriga as cabeceiras de três importantes bacias hidrográficas brasileiras: Prata, São Francisco e Tocantins-Araguaia, além de porções menores das bacias do Amazonas e do Parnaíba.

A cobertura vegetal do Cerrado também é fundamental para garantir os fluxos hídricos entre as diversas regiões do País, garantindo o transporte de umidade e vapor d’água da bacia amazônica para as regiões sul e sudeste do Brasil, permitindo assim a regularidade do regime de chuvas.

As diversas fisionomias do Cerrado estão intimamente ligadas a sua biodiversidade, como se pode perceber na variedade de espécies encontradas no cerradão, na vereda, no campo limpo e nas demais formações florestais do bioma. As espécies vegetais têm grande importância por seu potencial de uso como alimentos, remédios e matéria-prima para artesanato, permitindo geração de renda de forma sustentável.

berço das aguas

Sob a perspectiva sociocultural, o Cerrado abriga um rico universo de tradições, expressos na relação de seus povos e comunidades tradicionais com seu território, nas festas, nas vestimentas, na alimentação, em suas relações comunitárias. As folias, os reisados, a catira, a sussa, as modas de viola, entre muitas outras, fazem parte do repertório de festas, ritmos e danças dos povos do Cerrado. Já o pequi, o buriti e a mangaba são alimentos garantidos na mesa dos geraizeiros, enquanto o babaçu é a principal fonte de alimento e de matéria prima para cerca de 400 mil quebradeiras de coco, situadas no Maranhão e no norte do Tocantins.

publicação do

http://www.redecerrado.org.br/index.php/relevancia-do-cerrado

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

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photography from the ground up

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