Quem são os cerratenses

Cerratenses, viventes nos Cerrados, Cerradões, nos Campos, nas Chapadas, nos Vãos, na Mata Fechada ou em pequenos e grandes aglomerados urbanos, os cerratenses são povos tradicionais e ao mesmo tempo modernos, cabreiros e receptivos, agitados e contemplativos… independente de qual seja o seu rincão ou qual o tom mais alto de sua personalidade, não oferecem resistência ao seu amor pela liberdade, pois sentem, no fundo do peito, que nasceram para trilhar essa terra e portam o pressentimento natural de que, após a seca jornada, encontrarão colo acolhedor para saciar a sede e a alma na Vereda à espreita.

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Geraizeiro. Foto Peter Caton / ISPN

As chamadas populações tradicionais do Cerrado incluem  os indígenas, povos negros ou miscigenados que, por muito tempo, ficaram em relativo isolamento nas áreas deste bioma, e tiveram que adaptar seus modos de vida aos recursos naturais disponíveis. São quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos, ribeirinhos. Hoje grande parte se vê diante de um mundo no qual o conhecimento sobre a convivência com a natureza não é valorizado, e a lógica do trabalho pelo dinheiro predomina.

São cerratenses os nascedouros dos rios, árvores exuberantes como o Ipê-Amarelo, os Timbira, Tapuio e Avá-Canoeiro, os Kalunga, os caboclos sertanejos e caipiras, as curandeiras e parteiras, o chão, a pedra, a lobeira e o Lobo-Guará.

Aqui no Cerrado nascemos, aqui no Cerrado nos assumimos Cerratenses e aqui partilhamos nossas criações no propósito de consolidar a cerradania. “povos cerradeiros”, utilizando o conceito apresentado por Mendonça(2004), mesmo encurralados ou enxotados de sua terra, ainda guardam na memória cultural do seu modo de vida o jeito sertanejo do viver. E este jeito presente e demonstrado, testemunha a existência do Cerrado, mesmo que transfigurado, mutilado e alterado.

[…] se compreende Povos Cerradeiros, enquanto uma construção sócio-cultural, forjada numa nova ação política carregada de sentidos e significados para os camponeses e trabalhadores da terra com o Cerrado, não apenas enquanto Bioma, mas também como cultura (MENDONÇA, 2004. p. 8).

O Brasil tem uma imensurável dívida com os povos tradicionais cerratenses pelas políticas públicas de expansão da produção agropecuária nacional nesta área, que estimulou e estimulam os produtores nacionais, para cada vez mais intensificarem, a produção de grãos no Centro-Oeste, em consequência da dizimação da biodiversidade do Cerrado.

Trecho do livro “Alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses”  do autor

About cerradania

Operário das letras, Comunicador e Idealizador da Cerradania, Palestrante,Professor. Letterman, Communicator and Idealizer of Cerradania, Speakers,Teacher.

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