Archive | julho 2016

Do cerrado um poquim de causo e conto procê

As narrativas orais são formas de comunicação por excelência. Como parte de uma situação comunicacional maior, elas simbolizam, representam e estetizam a realidade, assim como organizam e veiculam saberes que constituem e são constituidores da cultura a que pertencem.

Quilombo_panor

Memorial do cerrado PUC – Goiania GO

– Ora, ora!…Esses é que são os mais!…Boi fala o tempo todo. Eu até posso contar um caso acontecido que se deu. – Só se eu tiver licença de recontar diferente, enfeitado e acrescentado ponto e pouco… – Feito! Eu acho que assim até fica mais merecido, que não seja. E começou o caso, na encruzilhada da Ibiuva, logo após, a cava do Mata-Quatro… (ROSA, 1984, p.303-304).

Foi sete noite.Ele dava a rede dele pus otu dormi e desaparecia.Chegava de manhã cedo.[…] ninguém via ele não.Desaparecia…ficava pensanu…onde? e…ninguem procurou o nome dele, de onde ele era e nem da onde ele vinha, nem pra onde ele ia.[…] Daí, quando foi a hora que nois chegô, fiza chegada, arrumei tudo, rezemo o terço, aí ele chegô ni mim e falô pra mim assim: – Seu Nêgo, hoje é o derradero poso? – É! […] Quem vai durmi na minha rede hoje é o senhor! […] Aí, me entregou a rede, desapareceu. (autor desconhecido)

O senhor… Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. È o que a vida me ensinou. Isso me alegra, montão. Riobaldo (Guimarães Rosa).

As Garrafas de Ouro

Quem procurou, procurou…

Quando um casarão vai ser demolido, surgem muitos curiosos garimpando os escombros em busca das Garrafas de Ouro. Na época dos antigos, quando a cidade ainda vivia sua glória de mineração aurífera. Faziam os senhores esconder parte do fruto do trabalho das minas para fugir de assaltos e da cobrança dos impostos reais, o famigerado Quinto.

O ouro lavrado era obtido em pó. Segundo as leis vigentes na época (séc. XVIII) era crime comercializar com ouro em pó e todo o ouro minerado deveria ser direcionado para as casas de fundição da Província, que ficava longe, de princípio em São Paulo, só mais tarde instalaram uma na cidade Goiás, para ser fundido e quintado. As largas distâncias e o isolamento também facilitavam o ataque de bandidos e desmandos das autoridades.

Portanto, era tática de sobrevivência, enterrar o ouro excedente acondicionados em garrafas de barro nas paredes das casas, sob o soalho, dentro do fogão a lenha, debaixo de pedras no cerrado e até mesmo dentro de jatobazeiros (faz-se largo furo no tronco do jatobá, coloca-se a garrafa dentro e a seiva abundante da cicatrização cobre e fecha-a em seu interior).

Causos de pessoas que acharam garrafas de ouro em escombros de demolição são muitos. Já chegaram a demolir casarões de ricos elementos da sociedade que morreram sem deixar herdeiros, no intuito de saquear garrafas escondidas nas alvenarias. Como dizem ter acontecido com o Castelo do Frota e a Casa de 365 Janelas do Comendador Joaquim Alves de Oliveira.

Quando uma pessoa enriquece de repente, sem nenhuma explicação, dizem que achou uma garrafa de ouro.

Porém nem tudo é bom nesta história, como toda lenda tem sempre um cunho moral, quem achar uma garrafa não deve nunca utilizar seu ouro para benesses particulares, pois diz a boca popular, que tudo que adquirir lhe será retirado em dobro. Portanto apenas a terça parte deve ser utilizada para si, deixando o restante para caridade.

Esta lenda é ainda viva. Muitos quando andam pelos campos olham por debaixo das pedras e sempre que se demoli uma casa velha, lá está ele, fuçando e revirando, em busca do sonho dourado.

Pra finalizar ouça um contador de causo- verdadeiramente cerratense du góias no http://www.culturacaipira.com/2013/12/06/geraldinho-nogueira-causo-marimbondo/

trecho do livro: CERRADANIA alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses (FM)

 

Plantas do cerrado que curam

 O cerrado é uma farmácia tão rica que quase não acreditamos no seu potencial, a diversidade de plantas com propriedades terapêuticas está longe de ser conhecida pelo homem, a cada dia aparecem novas plantas ou melhor  plantas antiqüíssimas que estão abundando nesta natureza exuberante e frágil.

bioma do cerrado É urgente a criação de políticas e práticas que visem a  preservação dos campos do cerrado, medidas simples, que só precisa não interferir, não mexer, deixar como está. Nada de pastagens, gado, lavouras, reflorestamentos, permitir que os campos, os jardins do cerrado permaneçam  intactos, pois nestes campos encontram-se riquezas naturais, que podem salvar vidas.

A lista das plantas medicinais do cerrado é imensa, cito algumas, várias já se encontram ameaçadas e difíceis de encontrar. São plantas delicadas, que precisam de condições de solo e clima específicos. O cerrado é assim, quanto menos interferir melhor, pois a natureza recupera rápido.

Algumas plantas do cerrado: Indicações e Uso Medicinal:

Carobinha: Chá das folhas é depurativo do sangue e combate diarréia amebiana.

Perobinha: Chá das folhas é diurético.

Perpétua do mato: Infusão da folhas é diurético.

Ponta de lanceta: As folhas fervidas, são depurativas para tratar feridas e úlceras.

Cajuzinho do campo: Chá das folhas é usado no combate a diarréias.

Angico: A casca da madeira é usada em banhos para curar feridas, é cicatrizante.

Sucupira branca: A casca da madeira é empregada em casos de diabete crônica. As sementes são anti-febrifugas e depurativas.

Mamacadela: As raízes fervidas e espremidas são empregadas no combate ao vitiligo. Passa-se sobre a pele com as manchas e proteja-a da luz solar.

Pequi: O mesocarpo do fruto (a casca) é empregado no combate a gripes e resfriados.

Roxinha: As folhas maceradas são usadas como anti-séptico para feridas.

Copaíba (pau dóleo): Óleo usado em pequenas doses, como antiinflamatório e estimulante. Usar 1 gota para cada 10 quilos de peso.

Pé de perdiz: Chá das folhas e raízes para o tratamento de doenças venéreas, erupções e ulceras.

Cipó caboclo: Infusão das folhas, em forma de banhos, para inchaços e ulceras.

Centáurea do brasil: Chá das raízes amargas é tônico e anti-febrífugo. Também é vermífugo.

Faveira: Os frutos possuem rutina, que favorece a circulação, quando associado a vitamina C.

Baru: Óleo das sementes é empregado como anti-reumático.

Cagaiteira: Infusão das folhas é anti-diarréica. O fruto é laxante.

Jurubeba: O fruto e as raízes são usados para distúrbios hepáticos e digestivos, também combate anemia.

Assa-peixe branco: As folhas e os brotos são usado em casos de bronquites e asma.

Autor: Wellington Lee Schetinger

 

O eu no caminho do sertão

Não hesitei em manter um dedinho de prosa sobre o que pude sentir e perceber durante o evento literário  “O CAMINHO DO SERTÃO”  julho de 2016. Um acontecimento histórico-literário no sertão de Mina…

Fonte: O eu no caminho do sertão

O eu no caminho do sertão

Não hesitei em manter um dedinho de prosa sobre o que pude sentir e perceber durante o evento literário  “O CAMINHO DO SERTÃO”  julho de 2016. Um acontecimento histórico-literário no sertão de Minas Gerais.

veredas do vão

Vereda no vão dos buracos

O CAMINHO DO SERTÃO (2016-3ª edição), um mergulho socioambiental e literário no universo de Guimarães Rosa (Grandes Sertões Veredas) e no cerrado sertanejo dos gerais, percorrendo parte do caminho realizado por Riobaldo e seu bando, personagens centrais do livro Grande Sertão: Veredas, rumo ao Liso do Sussuarão. Na edição de 2016, o projeto consolidou a jornada de 180km, pelos vales dos rios Urucuia e Carinhanha, a ser percorrida a pé durante 7 dias. Passagem pela Estação Ecológica Sagarana (Arinos); Morrinhos; Vila Bom Jesus; Fazenda Menino; Córrego do Garimpeiro; Ribeirão de Areia; Vão dos Buracos; Chapada Gaúcha e Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Em cada pouso nas comunidades percorridas, a jornada se entrelaça às folias de reis, causos, histórias e aos saberes do povo geraizeiro. (https://ocaminhodosertao.wordpress.com/)

O cenário e protagonista das obras de Guimarães Rosa, a região noroeste de Minas que abriga um rico patrimônio social, ambiental, cultural e histórico.

Não é possível expressar em palavras, a grandeza dos sentimentos do participar pela sutileza e encantamento do caminho. Vou apenas citar algumas percepções do maravilhoso e grandioso caminhar pelo sertão, ali mora e se estabelece conhecimentos, tradições, culturas e vocações simplificadas da felicidade.

Enveredar foi possível pelo mergulho caprichoso de sua gente, descobrir um pouquinho do que resta da verdadeira natureza dos brasilianos – geraizeiros, acobertados pelo palco espetacular do que resta das nossas grandes veredas e chapadões.

As vezes e subitamente me percebo a retroagir ao espetáculo de sua vegetação, árida e vãos de veredas, entretanto imponente por sua ruptura e contraste com o inconsequente modelo de imposição econômica da monocultura instalada e avançando, cada vez mais e mais.

Gente do sertão – faz e acontece, sobretudo, instiga a arte de viver com pouco e ser feliz.

Inegável, João, que nos proporcionou a sua astúcia de escrita e nos encaminhou no rumo do sertão.

Em breve, outros descobrirão que a vida pode ser vivida em sua plenitude pela simplicidade de ser e caminhar. bem vindos ao inesperado mundo do ser simples e harmonioso convivio com a natureza do bioma do cerrado.

A minha vida não faz sentido, se não for contar contigo pra dizer que o Brasil tem jeito, e o jeito amansa com o dito feito de ser veredas que nasce e jorra a vida pelo leito d’água. Acrescente amor, carinho, gratidão e viva como gente do sertão.

E deu pra perceber que o sertão é o mundo. E muitas vezes o mundo teima em não ser sertão.

Se ser é tão, porque então, não somos todos sertão.

“O senhor tolere: isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a afora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucúia. (…) O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães. O sertão está em toda a parte”. (Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa).

finalizo  transcrevendo o  cântico improvisado que fiz diante da comunidade de vila bom jesus, num gesto de agradecer por aquele momento: óh.. Minas Gerais, óh Minas Gerais, quem te conhece-não esquece jamais, óh …Minas Gerais…

Inspirado no trecho do livro: alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses (FMB)

Animais silvestres resgatados em Mato Grosso

De 1º de janeiro a 29 de junho deste ano, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), resgatou 318 animais silvestres em Mato Grosso. Desse total, 133 estão no centro de triagem na sede do Batalhão, em Várzea Grande e outros 185 foram soltos. A maioria deles é vítima de atropelamento na beira da estrada durante a fuga de seu hábitat natural ou foi encontrado convivendo ilegalmente na propriedade de alguém.

jaguatitica

Foto Gcom – MT / Valdiner

A Sema ainda não possui um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), por isso alguns são encaminhados para instituições com uma metodologia de criadouro conservacionista, em que o animal passa por um processo de reintrodução na natureza. “Muitos bichos não possuem as habilidades de um animal silvestre. São dóceis e precisam desenvolver seu sistema de caça e defesa para viver conforme sua espécie. E o local apropriado para isso são instituições com essa finalidade”.

Este ano, quatro animais foram encaminhados para instituições parceiras: dois gatos mouriscos, uma onça jaguatirica e uma anta. Danny explica que os gatos foram vítimas de contrabando e apropriação indevida. Eles foram resgatados no ano passado e estão com a onça no Instituto Mata Ciliar, em Jundiaí (SP), vão passar por um programa de reintrodução e assim que estiverem prontos voltarão para serem soltos em Mato Grosso. Já a onça, que estava no centro de triagem há dois anos, não enxerga mais e por isso não será reintroduzida na natureza. Ela vai passar pelo processo de reprodução.  

Danny informa ainda que a anta foi o primeiro animal resgatado pela Sema destinado à soltura assistida, ela foi resgatada em agosto do ano passado de uma fazenda localizada no município de Santa Rita do Trivelato (344 km ao norte de Cuiabá) e foi solta em março deste ano em uma área de 5 mil m², situada a cerca de 50 km do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, perto do Rio da Casca.

Criar animal silvestre é crime

A Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, estabelece pena de seis meses de detenção e multa para quem manter em casa animais silvestres sem a devida autorização/licença do órgão competente. A sanção vale também para quem matar, caçar, vender ou transportar estes animais. “Nossa equipe e os parceiros que fiscalizam e trabalham no resgate à fauna no Estado estão empenhados em combater os crimes contra os animais”.

Denúncias ou informações

A Sema orienta que quem presenciar atropelamentos ou outras situações como de abandono, por exemplo, tenha cuidado. Alguns animais silvestres oferecem riscos, especialmente quando machucados. Para outras informações ou mesmo em caso de resgate, a Sema orienta ligar para o número 190, da Polícia Militar. Em caso de dúvida, entre em contato com a Coordenadoria de Fauna: (65) 3613-7291/ faunaepesca@sema.mt.gov.br.

 

http://portalamazonia.com/noticias-detalhe/meio-ambiente/mais-de-300-animais-silvestres-resgatados-este-ano-em-mato-grosso/?cHash=795dccfc57436b87e9756434a1b5ae8e

Fertilizantes e repelentes 100% orgânicos

receita_praga-caseira-500x290Para quem tem desejo de cultivar, não importa se em uma varanda, um jardim ou em uma horta, o importante é fazê-lo! Mas muitas vezes plantar não é fácil e para complicar o trabalho, já duro e cansativo, chegam uma infinidade de insetos e parasitas que, se não forem controlados, podem estragar nossas plantas e frustrar nossos esforços.

Algumas “receitas” para fazer fertilizantes e repelentes 100% orgânicos, que vão ajudar você a manter afastados insetos indesejáveis, respeitando plenamente a natureza.

  1. O estrume

Existe maneira melhor paraenriquecer o solo do seu jardim ou quintal que o bom e velho esterco? Você pode comprá-lo em lugares especializados ou, melhor ainda, produzi-lo, se você tiver animais como galinhas, cabras e coelhos. As fezes deste último são aquelas com a maior taxa de nitrogênio e podem ser usadas espalhando-as diretamente à terra. Aquelas dos outros animais, em geral, devem ser bem curtidas antes (composteiras).

  1. Inseticida spray de alho

alho é um poderoso repelente natural, capaz de desencorajar muitos insetos e espantá-los para outros lugares. Para preparar o nosso inseticida, batemos no liquidificador uma cabeça de alho com alguns cravos da índia, juntamente com dois copos de água até obter um composto bem homogêneo. Deixe-o descansar por um dia para depois ser misturado em 3 litros d’água. A mistura assim obtida pode ser vaporizada com um spray, diretamente sobre as folhas das plantas.

  1. Chá de Urtiga

Quantas vezes você, sem querer, acabou tocando uma folha de urtiga e ficou sentindo aquela coceira irritante? Bem, a urtiga pode não ser tão irritante assim quando se torna uma grande aliada para seus cultivos. Calce um par de luvas grossas e colha um pouco de urtiga. Coloque-as de molho em um balde cobrindo-as com água e deixe-as descansar por pelo menos uma semana e estará pronto o seu novo fertilizante líquido 100% orgânico.

  1. Inseticida spray de tomate

As folhas de tomate são ricas em alcalóides, excelentes repelentes para pulgões,vermes e lagartas. Encha dois copos com folhas de tomate picadas e adicione água. Deixe descansar por pelo menos uma noite e dilua a mistura em outros dois copos d’água. Pronto! pode pulverizar seu spray de tomate sobre as plantas. Mantenha o repelente longe dos animais domésticos pois, pode ser tóxico à eles.

  1. Cascas de ovos

As cascas de ovos são um ingrediente interessante para o nosso jardim. Elas possuem um duplo benefício, podem ser usadas seja como fertilizantes seja como repelentes, em pedaços ou trituradas. Se trituradas, polvilhe o pó sobre a base das suas plantas, ou use pedaços, criando uma espécie de anel na base da planta: esta barreira pode afastar os caracóis e algumas lagartas.

  1. Tabaco macerado

A nicotina presente nas folhas de tabaco não cria dependência apenas em seres humanos, mas também em insetos, agindo como um ótimo repelente. Para preparar o tabaco macerado coloque 3 ou 4 cigarros em meio litro d’água. Deixe macerar por dois dias e depois filtre, ou passe o líquido obtido por uma peneira fina. Coloque-o em um spray e está pronto o seu inseticida natural.

  1. Inseticida spray de pimenta

pimenta é um excelente repelente natural contra pragas. Para preparar o spray, bata no liquidificador em alta velocidade por 2 minutos, cerca de 6 a 10 pimentas (qualquer tipo) com dois copos d’água. Deixe a mistura descansar durante a noite. No dia seguinte, filtre-a e adicione um copo d’água. Despeje o líquido no pulverizador e pronto!

  1. Adubação com ervas

Seu gramado não está tão verde como você gostaria? Não se preocupe, basta apenas um simples cuidado: quando você cortar a grama não a recolha, deixe-a no chão! Será uma valiosa fonte de nitrogênio. A grama recém-cortada, por ser muito curta, decompõe-se rapidamente, enriquecendo o solo de nutrientes e fazendo o seu gramado ficar mais verde do que nunca!

  1. Adubação com a borra do café

Se você adora e bebe muito café, não jogue fora sua borra que é uma excelentefonte de nitrogênio para o solo, além de ser rica em antioxidantes. Adicione a borra à sua compostagem ou polvilhe-a diretamente sobre o solo.

  1. Nematóides Amigos

Eu sei, pode parecer estranho existirem vermes amigos de seu jardim, mas è verdade! Muitas vezes, para controlar a população de pragas são necessárias outras pragas, ou melhor, outros insetos antagonistas. Este tipo de Nematóide bom é capaz de matar muitas de suas pragas do seu jardim, incluindo besouros, gorgulhos e muitos outros. Você pode comprá-los em lojas especializadas.

  1. Façamos compostagens!

compostagem é definitivamente um dos métodos mais simples e eficazes para enriquecer o solo e fazer o seu jardim florescente e produtivo. O que você precisa é de restos de comida e de todas as substâncias ricas em nitrogênio, como grama, folhas ou palha. Você pode fazer a compostagem mesmo vivendo na cidade.

Como vimos, podemos fazer muito para preservar nossas lavouras sem o uso de produtos químicos e poluentes. Mais uma vez é a natureza que nos dá soluções para os problemas. Bom crescimento à todos!

Reportagem

11 fertilizantes e pesticidas orgânicos feitos em casa

Dialogo com a caatinga pela ararinha azul

Após percorrer um longo caminho de volta para casa e conseguir se reproduzir em cativeiro, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) está mais perto da tão aguardada liberdade: o Ministério do Meio Ambiente anunciou nesta terça-feira (12) a construção de um Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-Azul na Bahia. A ave endêmica da caatinga é considerada extinta na natureza desde 2000.

arra-azul

O centro demandará um investimento de 5 milhões de reais e será erguido na Fazenda Concórdia, município de Curaçá, na Bahia, região onde viviam os últimos da espécie em vida livre. A área de 2.380 hectares pertence a uma das cinco instituições parceiras do projeto, a Lubara Breending Cener – Al Wabra (AWWP), do Catar. O projeto também conta com o apoio da Associação para Conservação de Papagaios em Extinção (ACTP), da Alemanha; Parrots International (PI), dos Estados Unidos; criadouro Fazenda Cachoeira, do Brasil; e Jurong Bird Park, de Singapura.

Atualmente existem 120 animais, distribuídos em instituições particulares do Catar, Alemanha e Brasil.

“A dedicação de tantas pessoas, de diferentes origens, para chegarmos até aqui, simboliza a compreensão de nossa responsabilidade comum”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. “A Caatinga, lar das ararinhas-azuis, e o Cerrado, savana mais biodiversa do mundo, precisam urgentemente desse reconhecimento, para reverter o processo de devastação de que têm sido objeto”.

Além da construção do centro, a criação de uma unidade de conservação no município, proposta já anunciada em 2014, segue nos planos do governo. A área, de 40 mil hectares, será utilizada como campo de soltura da ave na natureza.

reportagem http://www.oeco.org

CARVÃO VERDE? verdade ou mentira.

“Nonada. O senhor tolere que isso é sertão. Uns querem que não seja…
É onde pastos carecem de fechos, onde um pode torar dez, e onde um criminoso vive o seu cristo-jesus… O sertão deve estar em toda parte”.   
João Guimarães Rosa

carvão verde

carvão de capim- briquete

Uma projeção da ONG Conservação Internacional, que se tornou unânime entre pesquisadores do assunto, aponta que o Cerrado brasileiro pode desaparecer até o ano de 2030, salvo menos de 3% da região que é área de preservação. Todo dia, cerca de mil caminhões cheios de carvão feito do Cerrado saem do centro do Brasil para indústrias em todo o país. Um sem número deles circula pelas rodovias, carregados do que sobrou de árvores como o Jatobá, a Sucupira e a Aroeira, preferidas tanto pelas madeireiras quanto pelos fornos ilegais. Há indústrias que só compram carvão de Ipê. Perfeitas pela espessura, dureza e formato, as árvores do Cerrado custam pouco para as indústrias, que não pagam por elas. Uma área se esgota, outra é aberta sucessivamente.

Carvão de bucha de coco.

Após o consumo da água de Coco em vários pontos do Pais, tem sua Bucha descartada como lixo, ela é recolhida por cooperativas de trabalhores, sendo destinada para a produção do Carvão.

Ao invés de derrubarmos árvores para a produção do carvão vegetal de eucalipto, nossa matéria prima é o lixo que se acumula nas praias. Utilizamos os resto do Coco para transformarmos no Carvão Brasa Verde.
Sustentabilidade
O carvão de Bucha de Coco é a solução para as desvantagens do carvão feito com madeira.

Não contém nenhuma substância química, oferecendo qualidade excelente na sua utilização.

Característica: Responsável Socialmente; Não derruba nenhuma árvore – 100% Sustentável; Carvão sem chama; Assa em alta temperatura; Limpo e Econômico; Ocupa pouco espaço na churrasqueira; Substitui o carvão de madeira com alto desempenho.

NOVAS ALTERNATIVAS

O Instituto Nacional de Eficiência Energética – INEE está apoiando um projeto para implantar uma unidade de produção de carvão vegetal (CV) utilizando o capim elefante, a ser instalada no Assen- tamento Fazenda Experimental São Domingos, em Conceição de Macabu, no Estado do Rio de Janeiro (unidade industrial na foto). O objetivo é não só produzir o combustível de forma renovável e econômica, como também, criar uma nova atividade para pequenos produtores rurais.

QUESTIONAMENTOS

Um grupo de 27 renomados especialistas em energia, incluindo dois brasileiros, lançou uma declaração conjunta em que nega a existência de um uso de carvão com alta eficiência energética e baixo índice de emissões, o que a indústria vem chamando de ‘carvão verde’.
“Até a usina de carvão mais eficiente [do ponto de vista energético] é inaceitável para se manter o clima a salvo. Mesmo elas são duas vezes mais poluentes que as de gás e 15 vezes mais do que as renováveis”, diz Bert Mertz, ex-vice-diretor do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU) no lançamento do documento, que aconteceu paralelamente à 19ª conferência mundial do clima, que vai até sexta-feira (22) em Varsóvia.

O petróleo, em si, está longe de ser um vilão. Representa uma das matérias-primas mais fantásticas à disposição da humanidade. Seu uso se aplica a quase tudo que nos cerca. É um erro vê-lo sob outro ângulo. O equívoco, na verdade, é empregá-lo de forma irresponsável. O erro, por exemplo, é desperdiçá-lo em motores ineficientes e tecnologicamente jurássicos como os que movem os carros na atualidade. O petróleo é uma riqueza. Logo, deve também ser preservado. Será que um dia poderemos dizer o mesmo do carvão?

A possibilidade foi aventada pelo governo brasileiro por uma questão de segurança energética, em momentos de falta das hidrelétricas por problemas de seca, por exemplo. Hoje termelétricas já são ligadas nessas situações, mas elas funcionam a gás natural, menos poluente que o carvão, mas mais caro.

“Mas o Brasil tem vários outros recursos energéticos, não precisa apelar para o carvão”, afirma o pesquisador Emilio La Rovere, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos autores do trabalho. Fora as próprias hidrelétricas e eólicas, que sofreram um barateamento nos últimos anos, ele cita como alternativa o bagaço da cana, que poderia de forma mais abrangente ser queimado no País.

“Esses resultados são importantes para nos lembrar dos compromissos voluntários que a gente assumiu em reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, alerta.

REPORTAGEM de Giuliana Miranda a convite da Deutsche Welle Akademie

Cerrado ajuda pessoas com vitiligo

A mamacadela é hoje a planta mais utilizada contra o vitiligo, e é receitada por quase todos os profissionais de saúde, tanto alopatas, quanto homeopatas e terapêutas em geral devido a sua grande eficácia no tratamento.

Mamacadela

foto arquivo Cerradania

Conhecida porpulamente por mamica-de-cadela, marjejum ou algodãozinho, a mamacadela é uma planta medicinal típica do cerrado brasileiro utilizada principalmente no tratamento de doenças da pele devido as propriedades medicinais que ela possui. O princípio ativo encontrado na planta é uma furocumarina, o “bergapteno”, presente nas raízes, cascas e frutos verdes. Também pode ser usada para o tratamento de outras doenças que causam despigmentação. Além disso, ela também pode ser usada para úlceras gástricas, resfriado, bronquite e má circulação. É bom salientar que nem todas essas propriedades foram investigadas por pesquisas científicas, mas no caso do vitiligo, muitos pacientes relataram bons resultados com o consumo da planta, combinado a outras formas de tratamento.

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) buscou no cerrado a planta mama-cadela para formular um novo medicamento que promove a repigmentação da pele, pois o vitiligo não tem cura.

O produto, desenvolvido tanto para uso oral quanto para uso tópico, como gel e creme, está na fase final de elaboração, mas ainda não foi testado em humanos. Iniciada há cinco anos, a pesquisa tem o objetivo de validar cientificamente a utilização caseira da mama-cadela e evitar seu uso indiscriminado. Pacientes confessam que, para combater o avanço do vitiligo, já fizeram receitas caseiras com mama-cadela por recomendação de conhecidos.  Outros medicamentos à venda no mercado usam extratos similares ao da mama-cadela, mas são resultantes de síntese química. De acordo com o professor, a diferença é que a nova formulação tem origem natural, à base de extratos retirados da entrecasca da raiz do vegetal.

Além de desenvolver o medicamento, os pesquisadores também se preocupam com a viabilidade agronômica, pois é um trabalho “multidisciplinar”. “O cerrado está sendo destruído de forma indiscriminada e a mama-cadela é uma planta silvestre. Temos que fazer a domesticação com o manejo agronômico para não causar prejuízo ao bioma, explorar o cerrado de forma racional, não destrutiva”, ressaltou Edemilson.

Atualmente, seis pessoas participam da pesquisa farmacêutica da UFG, financiada pelo governo federal. Entre elas está a mestranda Mariana Cristina de Moraes, que também possui vitiligo. “Quando vim fazer o mestrado fui encaminhada para esta pesquisa. Eles não sabiam que eu tinha a doença. É muito gratificante. Trabalho de corpo e alma. Além do título de mestre, tenho a motivação maior de tentar aumentar a qualidade de vida de outros pacientes”, ressalta a farmacêutica.

Síntese da planta

nome científico: “Brosimum guadichaudii”

Descrição : Planta da família das Moraceae, também conhecida como mamica-de-cadela, boloteiro, faveira, pão-de-arara, algodão-doce, algodãozinho, amoreira do mato, conduri, conouru, inhare, ipê-do-sertão, irerê, mama-cachorra, mama-de-cachorro, mururerana, pão de arara.

Parte utilizada: casca das raízes, frutos, folhas.

Princípios Ativos: bergapteno, furanocumarinas, psoraleno.

Propriedades medicinais: Antigripal, antioxidante, cicatrizante, depurativa, estomáquica.

Indicações: bronquites, discromia, gripes, má circulação do sangue, pele despigmentadas pelo vitiligo ou por outras manchas, úlcera gástrica, resfriados.

Modo de usar:

– Decocção ou infusão da casca das raízes e folhas em banhos diários nas regiões da pele despigmentadas pelo vitiligo ou por outras manchas; pode-se associá-la ao cipó-de-são-joão. Usar dia sim, dia não. Evitar sol excessivo nos dias das aplicações;

– Decocção ou maceração no vinho seco dos ramos com as folhas: depurativa, má circulação do sangue.

Read more: http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/mama-cadela.html#.V4OXP7grLIU#ixzz4E6X7ip4U

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

photography from the ground up

%d blogueiros gostam disto: