CARVÃO VERDE? verdade ou mentira.

“Nonada. O senhor tolere que isso é sertão. Uns querem que não seja…
É onde pastos carecem de fechos, onde um pode torar dez, e onde um criminoso vive o seu cristo-jesus… O sertão deve estar em toda parte”.   
João Guimarães Rosa

carvão verde

carvão de capim- briquete

Uma projeção da ONG Conservação Internacional, que se tornou unânime entre pesquisadores do assunto, aponta que o Cerrado brasileiro pode desaparecer até o ano de 2030, salvo menos de 3% da região que é área de preservação. Todo dia, cerca de mil caminhões cheios de carvão feito do Cerrado saem do centro do Brasil para indústrias em todo o país. Um sem número deles circula pelas rodovias, carregados do que sobrou de árvores como o Jatobá, a Sucupira e a Aroeira, preferidas tanto pelas madeireiras quanto pelos fornos ilegais. Há indústrias que só compram carvão de Ipê. Perfeitas pela espessura, dureza e formato, as árvores do Cerrado custam pouco para as indústrias, que não pagam por elas. Uma área se esgota, outra é aberta sucessivamente.

Carvão de bucha de coco.

Após o consumo da água de Coco em vários pontos do Pais, tem sua Bucha descartada como lixo, ela é recolhida por cooperativas de trabalhores, sendo destinada para a produção do Carvão.

Ao invés de derrubarmos árvores para a produção do carvão vegetal de eucalipto, nossa matéria prima é o lixo que se acumula nas praias. Utilizamos os resto do Coco para transformarmos no Carvão Brasa Verde.
Sustentabilidade
O carvão de Bucha de Coco é a solução para as desvantagens do carvão feito com madeira.

Não contém nenhuma substância química, oferecendo qualidade excelente na sua utilização.

Característica: Responsável Socialmente; Não derruba nenhuma árvore – 100% Sustentável; Carvão sem chama; Assa em alta temperatura; Limpo e Econômico; Ocupa pouco espaço na churrasqueira; Substitui o carvão de madeira com alto desempenho.

NOVAS ALTERNATIVAS

O Instituto Nacional de Eficiência Energética – INEE está apoiando um projeto para implantar uma unidade de produção de carvão vegetal (CV) utilizando o capim elefante, a ser instalada no Assen- tamento Fazenda Experimental São Domingos, em Conceição de Macabu, no Estado do Rio de Janeiro (unidade industrial na foto). O objetivo é não só produzir o combustível de forma renovável e econômica, como também, criar uma nova atividade para pequenos produtores rurais.

QUESTIONAMENTOS

Um grupo de 27 renomados especialistas em energia, incluindo dois brasileiros, lançou uma declaração conjunta em que nega a existência de um uso de carvão com alta eficiência energética e baixo índice de emissões, o que a indústria vem chamando de ‘carvão verde’.
“Até a usina de carvão mais eficiente [do ponto de vista energético] é inaceitável para se manter o clima a salvo. Mesmo elas são duas vezes mais poluentes que as de gás e 15 vezes mais do que as renováveis”, diz Bert Mertz, ex-vice-diretor do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU) no lançamento do documento, que aconteceu paralelamente à 19ª conferência mundial do clima, que vai até sexta-feira (22) em Varsóvia.

O petróleo, em si, está longe de ser um vilão. Representa uma das matérias-primas mais fantásticas à disposição da humanidade. Seu uso se aplica a quase tudo que nos cerca. É um erro vê-lo sob outro ângulo. O equívoco, na verdade, é empregá-lo de forma irresponsável. O erro, por exemplo, é desperdiçá-lo em motores ineficientes e tecnologicamente jurássicos como os que movem os carros na atualidade. O petróleo é uma riqueza. Logo, deve também ser preservado. Será que um dia poderemos dizer o mesmo do carvão?

A possibilidade foi aventada pelo governo brasileiro por uma questão de segurança energética, em momentos de falta das hidrelétricas por problemas de seca, por exemplo. Hoje termelétricas já são ligadas nessas situações, mas elas funcionam a gás natural, menos poluente que o carvão, mas mais caro.

“Mas o Brasil tem vários outros recursos energéticos, não precisa apelar para o carvão”, afirma o pesquisador Emilio La Rovere, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos autores do trabalho. Fora as próprias hidrelétricas e eólicas, que sofreram um barateamento nos últimos anos, ele cita como alternativa o bagaço da cana, que poderia de forma mais abrangente ser queimado no País.

“Esses resultados são importantes para nos lembrar dos compromissos voluntários que a gente assumiu em reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, alerta.

REPORTAGEM de Giuliana Miranda a convite da Deutsche Welle Akademie

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