Archive | outubro 2016

Respeito, lição de vida em um click

Uma ocorrência fora do contexto do cerrado, porem, por significância não me contive em compartilhar o fato, que serve de exemplo para todos nós. uma lição em vida que precisamos respeitar as hierarquias provida de vida pela essencia de respeito.

O maior requisito de um artista é a sensibilidade, terreno fértil que lhe permite captar aquilo que permanece alheio às outras pessoas. É dessa sensibilidade à flor da pele que Sebastião Salgado, ao contar como conseguiu fotografar uma tartaruga gigante, pesando cerca de 200 quilos.sebast.

Estava o artista na ilha Isabela, em Galápagos, no Equador, quando se viu diante de uma gigantesca tartaruga. E, como fotógrafo, imediatamente lhe veio a vontade de registrar esse encontro. Mas sempre que se aproximava da musa, ela se afastava, ainda que lentamente, mas o suficiente para não lhe proporcionar um bom clique, pois o artista é sempre perfeccionista.

O fotógrafo intuiu, então, que estava lhe faltando a maneira certa de aproximação. Lembrou-se do respeito e carinho que dedica às pessoas que fotografa, sem nunca se mostrar incógnito, mas se apresentando e interagindo com elas, de modo a formar um elo de empatia. Por que não fazer o mesmo com aquele animal à sua frente, de modo a ganhar sua confiança?

Sebastião Salgado fez-se então tartaruga. Abaixou-se e se pôs a caminhar próximo dela, com as palmas das mãos e os joelhos no chão. A tartaruga, sentindo-se segura, como se tivesse um igual ao lado, não mais se retraiu. Ao contrário, quando o artista movimentou-se para trás, ela caminhou em sua direção, como se dissesse que estava pronta para ser fotografada. Mais uma vez ele recuou, e mais uma vez ela veio em sua direção, permitindo que ele a analisasse calmamente. Após sentir que o artista respeitava-a, assim como prezava seu território, a musa Chelonoidis nigra deixou-se fotografar, sem nenhum chilique de estrelismo.

Curiosidades:
As tartarugas-gigantes-de-Galápagos são as maiores da espécie, existentes nos dias de hoje, podendo chegar a 400 quilos. Antes que o homem descobrisse as Ilhas de Galápagos, no século XVI, cerca de 15 subespécies de tartarugas gigantes habitavam ali. Atualmente, existem apenas 10. Como não poderia deixar de ser, o grande responsável pelo desaparecimento das 5 subespécies é o homem.

Os marinheiros de navios caçadores de baleias e pescadores, quando aportavam naquelas ilhas, faziam das tartarugas estoques de comida. Levavam-nas vivas, uma vez que esses animais podem sobreviver sem comida e água por um longo tempo. Como as fêmeas eram menores do que os machos e podiam ser encontradas mais facilmente junto às costas, no período de desova, elas eram as primeiras a serem levadas, tornando o mal ainda maior, por acabar com as maiores responsáveis pela procriação.

Na tentativa de preservar a espécie, em 1950, foram introduzidas cabras nas Ilhas de Galápagos, para que servissem de alimentos aos marinheiros. Mas o dano foi maior ainda, pois as cabras, que faziam uso do mesmo tipo de alimento usado pelas tartarugas (são herbívoras e se alimentam de ervas, frutas, líquens, folhas e cactos), não apenas acabaram com a vegetação, como levaram a erosão ao solo. Também os ratos, que ali aportavam, vindos nas embarcações dos marinheiros, comiam seus ovos, fazendo decair consideravelmente a taxa de nascimentos. O número de indivíduos, calculado em 250 mil na descoberta das ilhas, chegou a 3 mil na década de 1970.

Fonte de pesquisa:
Sebastião Salgado, da minha terra à Terra/ Editora Paralela
http://www.tartarugas.avph.com.br

Ecoturismo com responsabilidade

DICAS DE CONDUTA RESPONSÁVEL PARA O ECOTURISTA
Planejamento e Informação são Fundamentais
– Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes;
– Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais;
– Se viajar por agências de turismo, escolha empresas sérias que zelem pelo meio ambiente e pelas culturas tradicionais;
– Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto;
– Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência;
– Faça uma consulta prévia aos calendários regionais, dá para saber a época mais apropriada de visitação ao lugar, consultando além das condições climáticas, a temporada de eventos culturais e folclóricos da região;
– Evite viajar para áreas mais populares durante feriados prolongados e férias;
Escolha um condutor (cadastrado) que lhe proporcione orientação, segurança, companhia e informações de boa qualidade;
– Informe-se sobre os projetos socioambientais desenvolvidos na região e torne-se mais responsável;
– Aprecie e procure compreender a complexidade da região;
– Divirta-se, aprecie e aprenda o máximo possível sobre a região;
– Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade;
– Viaje com tranqüilidade, vacine-se contra a febre amarela, no mínimo, dez dias antes de iniciar sua viagem num posto de saúde de sua cidade ou de seu bairro. A Vacina tem validade de 10 anos.
– Divulgue a região da Chapada dos Veadeiros e as informações aprendidas;
Você é Responsável por sua Segurança
– Avise à administração responsável da área onde você está visitando e siga as normas estabelecidas;
– Não se arrisque sem necessidade. O salvamento em ambientes naturais é demorado e complexo;
– Beba água em abundância, pois o vento e o calor desidratam nosso corpo rapidamente;
– Visitantes inexperientes podem correr riscos desnecessários, por isso é importante a escolha e o acompanhamento de condutores de turismo e guias experientes e capacitados;
 
Dicas e Cuidados nas Trilhas e Locais de Acampamento
– Para caminhadas os tecidos mais apropriados são os que absorvem o suor e permitem que o corpo respire. Prefira modelos confortáveis, que não prendam os movimentos. Use roupas claras que refletem o calor. Lembre-se de levar chapéu ou boné e também dê atenção especial ao que irá calçar: tênis ou botas de tecido ou couro para caminhadas são as opções mais indicadas. Prefira sempre transportar sua bagagem em uma mochila. É a forma mais confortável para carregar seus pertences, deixando as mãos livres e o peso distribuído uniformemente;
– Cores fortes, como branco, azul, vermelho ou amarelo, devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito freqüentados.
Lembre-se sempre de levar protetor solar e repelente e em épocas de chuva, não esqueça sua capa;
– Leve sempre um lanche leve para os passeios, pois eles dão energia e enganam a fome. Comidas secas, como biscoitos, grãos e barrinhas de cereais, são perfeitas para este fim, já que são práticas de transportar e fornecem energia rapidamente, ajudando a recompor-se do exercício;
– Leve um cantil ou garrafa de água e mantenha-se hidratado, pois durante o esforço físico a transpiração aumenta, e a necessidade de beber líquidos fica ainda maior;
– Aos Fumantes, segurem as pontas, pois o cigarro além de fazer mal a saúde e poluir, pode causar um incêndio de grandes proporções;
– Mantenha-se nas trilhas pré determinadas – não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão. Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro;
– Evite fazer barulhos, aproveite a sensação de harmonia e tranqüilidade que a natureza oferece. Caminhe em silêncio não levando instrumentos sonoros que possam causar impactos ao ambiente;
– Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água;
– Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar o seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta;
– Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros;
– Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você ou coloque-o em local apropriado;
– Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalação sanitária (banheiro) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 m de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover vegetação;
– Evite utilizar sabão, shampoo e similares em fontes de água;
Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais;
– Resista à tentação de levar “lembranças” para casa. Deixe pedras, artefatos, flores etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los;
– Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias;
– Evite acender fogueiras. Se for cozinhar, faça em fogareiros para acampamento. Para iluminar, utilize lanternas ou lampiões, é muito mais prático e rápido;
– Se você realmente precisa acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos, e somente se as normas da área permitirem. Mantenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada no chão. Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área;
Respeite os Animais e Plantas
– Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves. Denuncie casos de biopirataria e agressões contra o meio ambiente aos órgãos competentes;
– Não alimente os animais em hipótese nenhuma;
– Não retire os animais silvestres do seu habitat natural, muito menos os maltrate;
– Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes;
– Colabore ativamente com a Proteção Ambiental, seja um protetor e fiscal de natureza denunciando as agressões ao meio ambiente;
altoparaiso-de-goias

imagem divulgação youtube

Respeite as Comunidades Locais 

– Respeite as comunidades locais, seus valores, crenças e costumes. Não tenha atitudes que impactem com o modo de vida das mesmas;
– Não visite comunidades tradicionais sem pedir permissão, seja educado e siga as normas estabelecidas, evitando o aculturamento destas populações;
– Combata comportamentos e atitudes inadequados (prostituição, uso de drogas, exploração de menores, compras e preços injustos, corrupção etc.);
– Prestigie as associações, artesanato e eventos culturais locais;
– Contribua para o desenvolvimento econômico sustentável do local visitado, utilizando serviços oferecidos pela comunidade. Deste modo você estará colaborando para que os recursos financeiros permaneçam nas comunidades;
fonte

Unimontes revela história e hábitos dos animais nativos do Cerrado

Público pode conhecer mais sobre as espécies e sua importância para o ecossistema em espaço permanente aberto no Museu Regional do Norte de Minas

Com o objetivo de estudar as espécies nativas, o projeto ‘‘Fauna Conhecida, Fauna Preservada” – www.fcfp.unimontes.br –, do curso de Ciências Biológicas, a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)  associou-se ao Museu Regional do Norte de Minas (MRNM) para levar ao conhecimento do público detalhes sobre a história e os hábitos de animais de pequeno, médio e grande portes na região e a importância de cada um deles na cadeia alimentar e no equilíbrio de ecossistemas como o Cerrado.

tamandua mirim

Tamanduá tetradactyla -Tamanduá mirim                                                                                                    foto: fauna cerrado

 

A técnica aplicada aos exemplares é a da Taxidermia, com animais mortos a partir de doações de organismos oficiais de fiscalização como o Ibama e a Polícia Militar de Meio Ambiente. A exposição está aberta à visitação no Museu Regional da Unimontes, com entrada franca. Para as escolas, é necessário o agendamento prévio para a visita de turmas completas.

“Trabalho com a Taxidermia, que consiste na técnica de empalhar animais, com objetivos científicos, pedagógicos e preservacionistas”, explica o professor Vicente Ferreira de Almeida, responsável pela organização do acervo desde 2009 e coordenador do projeto. Ele quem fez a doação dos animais empalhados ao museu. “Os animais chegam às dependências do Ibama após apreensões da Polícia de Meio Ambiente em flagrante de contrabandistas, pescadores irregulares ou mesmo caçadores”, relata.

Acervo

Neste primeiro momento, o acervo conta com 22 espécies, com proposta de ampliá-lo a partir da adaptação do mobiliário. A de maior porte é o lobo-guará, com cerca de 80 centímetros.

Há, também, exemplares do tamanduá mirim, cachorro-do-mato, caninana e cascavel (espécies de cobras), teiú (lagarto), tucano, paca e os macacos bugio (Guariba) e prego, guaxinim (“Mão Pelada”), jacaré-anão, suindara e mocho (espécies de coruja), raposa do campo, seriema, tatu, mico estrela e veado catingueiro, além dos felinos como o gato-mourisco e o gato-do-mato.

Cerca de 60% destes animais estão seriamente ameaçados de extinção por vários motivos como a caça predatória, incêndios criminosos e, principalmente, pela degradação ambiental. Com a redução das áreas nativas, os animais perdem os seus habitats naturais e se tornam presas fáceis”, diz Almeida.

Segundo o professor, a arara canindé, também exposta no museu, está entre os animais mais ameaçados na área do Cerrado norte-mineiro. “Dificilmente encontramos um ninho de arara, o que comprova a drástica redução do número de espécimes em nossa região”, acrescenta Almeida.

O reitor da Unimontes, professor João dos Reis Canela, destaca a exposição como uma “oportunidade excepcional de disseminar a educação ambiental, a partir de um trabalho acadêmico de grande relevância coordenado pelo professor Vicente Ferreira de Almeida”.

Exemplares do Velho Chico

Nas próximas semanas, o coordenador levará ao museu, também para exposição permanente, exemplares de peixes da Bacia do Rio São Francisco, como surubim, piranha e dourado, dentre outros – todos empalhados.

Em todos os casos, a preparação dos animais até o ponto de exposição é lenta. A preparação demora, em média, 15 dias, com a retirada das vísceras, recomposições de pelo, pele, crânio, escamas e patas diante de algum trauma, além das aplicações e introdução de produtos específicos para a conservação, como o formol e a serragem.

Para a diretora do museu, professora Marina Ribeiro Queiroz, este novo acervo será determinante como instrumento de educação ambiental, ao proporcionar à comunidade a possibilidade de conhecer e estudar espécies nativas do cerrado. “A perspectiva é de desenvolver projetos educativos, com palestras e visitações de estudantes de escolas regionais como forma de reforçar as noções de respeito ao meio ambiente e à vida”, afirma.

O professor Vicente Almeida lembra que o projeto ‘‘Fauna Conhecida, Fauna Preservada” conta, ainda, com mais 30 animais já empalhados de outros biomas como a Mata Atlântica e a Caatinga. Outras 40 espécies, que são conservadas sob congelamento, estão em processo de empalhamento. A cabeça do leão Penedo, que durante anos foi símbolo do Zoológico Municipal de Montes Claros, também faz parte do acervo do projeto.

“Um dos objetivos do projeto é a criação de um centro de estudos da fauna do Norte de Minas Gerais, com um amplo acervo de espécimes, visando a implantação do Museu de Ciências Naturais do Norte de Minas”, finaliza o professor Vicente Almeida.

Serviço/Museu Regional do Norte de Minas

Exposição Animais do Cerrado: 1º piso

Entrada: gratuita  Endereço: Rua Coronel Celestino 75, Centro Histórico de Montes Claros

Informações: (38) 3229-8590 e-mail: museu.regionalnm@gmail.com

Funcionamento: dias úteis e sábado, de 8 às 17h30; segundo domingo de cada mês, de 9 às 13 horas

Observação: as visitas são guiadas com o auxílio de monitores

 

 

 

Por que é primavera

Desde 22 Set 2016 – 11:21 estamos na primavera do Brasil Isso faz diferença?

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foto arquivo blog

O texto é amplamente divulgado por vários blogs e mídias, sem a citação do autor. Por esse motivo repasso em sua estrutura repetida de outros sem a devida citação de autoria. Contudo, vala a pena compartilhar:

Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.

A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.

A primavera só pode ser o que é porque o outono a embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas, que, mais tarde, serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.

São as estações do tempo. São as estações da vida.

Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos fazem abraçar o silêncio das sombras…

Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que, depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras…

A identidade cultural do cerrado

“Quem se lembra? Quem se esquece?”. O Cerrado tem sua identidade cultural, então alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses.

Cito vários autores, pesquisadores que buscam por seus trabalhos a valorização dos conhecimentos de arte e cultura dos povos tradicionais do Cerrado. Vale a pena a leitura com reflexão dos acontecimentos, cada vez mais intenso, no território do bioma do cerrado.

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foto arquivo do blog sons do cerrado

“Enquanto a cultura do Norte, Nordeste e Sudeste foi bastante divulgada no país, a cultura do Cerrado ainda é pouco conhecida. As pessoas acham que no centro do Brasil só se produz música sertaneja”, avalia Veronica Aldè, musicista e pesquisadora do Instituto Trópico Subúmido (ITS) da Universidade Católica de Goiás (UCB). Aldè, que desenvolve projetos com as comunidades indígenas, em especial os Krahô, explica que “cultura, território e conflitos estão relacionados e, ao trabalhar com esses povos, é inevitável pensar sobre o encontro de diferentes culturas e suas conseqüências”.

Carta Aberta dos Povos Indígenas do Cerrado, assinada por representantes dos Karajá, Krahô, Tapuia, Apinajé e Xavante -2008, já apontava que entre os problemas enfrentados por esses povos estão os posseiros, a deficiência no tratamento de saúde, a devastação no entorno dos territórios indígenas demarcados – devido ao avanço do agronegócio – e a falta de diálogo a respeito do impacto das grandes obras governamentais previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Outra forma de divulgação da cultura indígena do Cerrado, da qual Aldè participa, é o grupo musical Sons do Cerrado, que pesquisa sons de comunidades do Cerrado goiano e baiano e recria seus toques e canções regionais numa linguagem contemporânea. Nos espetáculos, destaca-se ainda a participação da atriz Larissa Malty, que representa a Velha do Cerrado. Um personagem arquetípico que quer trazer à tona a identidade das mulheres do Cerrado: benzedeiras, parteiras, índias, matriarcas. Para Aldè, que vive entre os palcos e a universidade, o papel do artista no processo de valorização e proteção das comunidades localizadas no Cerrado brasileiro “é o de uma semente ao vento, que busca sensibilizar e tocar por outros meios a sociedade, diferente de uma palestra, por exemplo”. (https://www.facebook.com/SonsCerrado)
As discussões sobre cultura, território e Cerrado não tocam apenas nos povos indígenas. Iara Monteiro Attuch, em seu mestrado na UnB, explorou os conhecimentos de povos tradicionais associados à biodiversidade do Cerrado brasileiro e das relações interculturais que se estabelecem entre seus detentores e a sociedade, fazendo um estudo etnográfico com Dona Flor, uma raizeira e parteira de povoado de Moinho, em Alto Paraíso, no estado de Goiás Para ela, a preservação da cultura e do bioma do Cerrado está associada às iniciativas que forem capazes de abrir caminhos para “ articular o manejo sustentável, a garantia do território, desde a boa qualidade e acesso aos recursos naturais até a proteção dos conhecimentos tradicionais locais, discutida atualmente, em que prevalece a propriedade e uso coletivo da terra”.

Se, por um lado, emergem importantes discussões sobre cultura e cidadania dos povos do Cerrado, também ganha ainda mais força, nos últimos tempos, a aposta de que, pela produção cultural, seja possível gerar novas sensibilidades com relação ao bioma. É acreditando nessa possibilidade que Dércio Marques, violeiro e cantador mineiro, junto com sua irmã, Doroty Marques, desenvolveram um projeto com os Meninos do Cerrado, na Vila São Jorge, também em Alto do Paraíso. “O desafio é fazer com que os meninos criem músicas sem palavras, somente com sons e sentimentos. Queremos despertar nesses meninos a capacidade de ouvir o silêncio e tirar algo dele. O silêncio nosso, dos sons do Cerrado em movimento: das águas, do vento, etc. Poetas, escritores e cientistas alimentam a fala de Dércio Marques sobre o Cerrado, suas potencialidades e fragilidades. Diante de um cenário pouco animador, ele manifesta sua crença na capacidade de tocar as pessoas pela arte, literatura e poesia.

O caminho encontrado por Carlos Walter Porto-Gonçalves, da Universidade Federal Fluminense, para construir sua argumentação em prol de uma política ambiental mais atenta ao bioma, em sua Carta aberta à invisibilidade do Cerrado na política ambiental, endereçada ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc: “Guimarães Rosa, senhor ministro, por sua refinada criatividade e capacidade de escuta, foi capaz de ouvir a cultura desses povos e nos deu uma obra – Grande Sertão: Veredas – que, no próprio título, mostra a profunda compreensão das paisagens dos cerrados, suas enormes e vastas chapadas onde o ‘coração vive à larga’, como o gado solto, – os Grandes Sertões – e os fundos de vales onde os povos fazem suas ‘agri-culturas’, – as Veredas”. Ainda em outro trecho, diz: “Guimarães Rosa foi quem, melhor do que ninguém, soube transcriar a riqueza cultural desses povos, ao afirmar que os gerais são ‘uma caixa d’água’ e, com isso, mais do que os cientistas, iluminou a leitura de nossa geografia aos nos fazer ver que os nossos rios nascem nos cerrados – o São Francisco, o Jaguaribe, o Parnaíba, o Tocantins, o Araguaia, o Xingu, o Madeira, os formadores do Paraguai (o Pantanal), o Paranaíba, o Grande, o Rio Doce”.

“Quem se lembra? Quem se esquece?”

Assim como na literatura em prosa, pode-se compreender um pouco mais aquele cenário em versos de quem viveu ali. A certa altura de seu poema “Velho sobrado”, Cora Coralina pergunta: “Quem se lembra? Quem se esquece?”. Um cenário de abandono, silêncio, ausência é povoado com memórias que trazem de volta ao casarão a sociedade goiana, os bailes, os saraus, os espelhos emoldurados, as flores e aromas esquecidos. A poetisa clama em sua escrita-memória por aquele que era considerado o futuro de Goiás, sua cidade natal: “O Passado”. Em outro poema, “Ao Leitor”, Cora explicita ainda mais sua crença nas memórias: “Alguém deve rever, escrever e assinar os autos do Passado/ antes que o Tempo passe tudo a raso./É o que procuro fazer, para a geração nova, sempre/ atenta e enlevada nas estórias, lendas, tradições, sociologia/ e folclore de nossa terra./ Para a gente moça, pois, escrevi este livro de estórias. Sei que serei lida e entendida”. Goiás (antiga Vila Boa dos Remédios), poetisa e memórias se confundem, num trabalho incessante que evoca o poder da palavra contra o esquecimento.

Cora Coralina, junto com outros escritores e intelectuais e a Organização Vilaboense de Artes e Tradições (Ovat) contribuíram de forma significativa para a “invenção da cidade de Goiás como berço da cultura goiana”. É o que afirma Andréa Ferreira Delgado, no artigo “Goiás: a invenção da cidade ‘Patrimônio da Humanidade’”. Uma invenção feita de palavras e imagens que deram à cidade, também conhecida como Goiás Velho, o status de cidade histórica e turística, merecedora do título concedido em 2001 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Invenção que aparece no poema escrito em 1976 por Carlos Rodrigues de Brandão, que trabalha com antropologia rural e pesquisou manifestações culturais dos povos que vivem no Cerrado, entre elas a Festa do Divino em Pirenópolis:

Com a expressão “a invenção da cidade”, a historiadora da Universidade Federal de Goiás (UFG), chama a atenção para o trabalho de gestão e enquadramento de determinada memória coletiva: “O investimento para solidificar e dotar de duração e estabilidade uma determinada memória, para representar o conjunto da sociedade, configura operações de seleção, organização e uniformização da multiplicidade de significados atribuídos ao passado”, analisa, expressando a imbricada relação entre memória, cultura e política e uma preocupação com a homogeneização cultural. O processo de tombamento de Goiás Velho gerou várias discussões. Não porque o complexo arquitetônico e as belezas naturais não fossem dignas de serem consideradas patrimônio da humanidade, mas pela exclusão de aspectos relacionados ao passado da região e de grupos, culturas e saberes populares.

Jogo do global e local

Em resposta ao perigo da “globalização cultural” – contra a qual a invenção do passado teria uma papel poderoso –, as memórias são novamente acionadas como meio de fortalecer as identidades locais e garantir a luta contra uma homogeneização cultural. Há uma forte crença na memória popular excluída e em sua expressão pública, como possibilidade de criticar as lógicas das mídias, do Estado excludente, da modernidade urbana. Entretanto, p ensar a cultura como força democratizante não é algo fácil. É o que avaliam Maria Célia Paoli e Marco Antonio de Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), em artigo publicado na revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “A aposta na memória, precisa considerar que ela também pode ser o espaço da indiferenciação, de levar a uma extrema privatização da vida através de uma narrativa interna”, alertam. A intensa investida no resgate das manifestações culturais no Cerrado, e por todo o Brasil, remetem às narrativas de folcloristas e memorialistas da primeira metade do século XX. A pesquisadora estudou essas narrativas no estado de Goiás em seu doutorado em história, realizado na Universidade de Brasília (UnB), e identificou aspectos como a busca por difundir a existência de uma cultura popular local original, genuína, bem como a localização das origens das manifestações folclóricas na tríade indígena (lenda do boto do Araguaia, do caipora, da catira, do caruru), europeu (cavalhadas, festa do divino, folia de reis) e africano (congadas, moçambiques). Em sua análise, destaca que essas noções de folclore explicitam noções de cultura iluministas e românticas. (artigos “História, narrativas e representações na escrita do folclore em Goiás” e “Catolicismo popular na escrita do folclore brasileiro”).

Para Suely Rolnik, psicanalista e crítica de arte e cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), vive-se um falso dilema entre a identidade global e a crítica à sua pulverização em identidades regionais e locais, por um lado, ou, por outro, a defesa de identidades locais contra as identidades globais. Em seus escritos, traz o esforço de Oswald de Andrade em pensar o peculiar modo de produção da cultura no Brasil: a antropofagia. O princípio antropofágico, para Rolnik, não seria uma imagem que representaria “o brasileiro”, mas antes a possibilidade de “engolir o outro, sobretudo o outro admirado, de forma que partículas do universo desse outro se misturem às que já povoam a subjetividade do antropófago e, na invisível química dessa mistura, se produza uma verdadeira transmutação”.

“Quem se lembra? Quem se esquece?”. Um expressão interrogativa que mais do que convocar pessoas, convoca forças políticas e poéticas que redesenham o Cerrado e suas culturas por entre lembranças e esquecimentos.

 

Fonte: SBPC – http://www.comciencia.br/comciencia/…icao=42&id=512

Arte em defesa do cerrado vivo

A situação de degradação do cerrado é tema da exposição “2km do Sol”,  realizada na Galeria Sesc de Artes, em Palmas até dia 30 deste mês. O problema é retratado pela artista Norma Brügger, em 13 obras com a técnica de tecido sobre tecido.

arte-2km-de-sol

Foto da galeria Sesc -2 km do sol( divulgação)

A exposição mostra um bioma rico, mas que se encontra ameaçado. Segundo a artista, as obras são o resultado de sete anos de observação do cerrado.

“Venho observando a indiferença com o belo cerrado. Tento alcançar com ‘meu grito’ através de cores, luzes, traços e de forma figurativa em meus trabalhos, ainda que em processo de construção, o meu repúdio, a minha dor à destruição de sua fauna e flora”.

Serviço
Galeria Sesc de Artes – Exposição 2km do Sol
Visitação: 02 a 30 de setembro das 8h às 18h
Local: Galeria Sesc de Artes – Centro de Atividades de Palmas (502 Norte)
Informações: (63) 3212-9922

informações SESC  Tocantins

 

Animais em extinção no cerrado

Ocupando cerca de 20% do território nacional, o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, e chama a atenção pela riqueza de sua fauna, flora e pelo seu poder hídrico – nas chapadas estão as nascentes dos os principais rios da bacia Amazônica e dos rios da Prata e São Francisco.

O Cerrado está concentrado principalmente na região Centro Oeste e faz fronteira com outros biomas importantes, como Amazônia, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.

Economia x Extinção

Com a descoberta do potencial do Cerrado na década de 1970, a região tornou-se a principal área de produção de grãos no país. A ambição econômica transformou as grandes áreas do bioma em plantações de soja, arroz ou de pastos para criação de gado.

No entanto, a introdução de novas espécies, o uso de agroquímicos e a emissão de gases de efeito estufa, provocaram a intensa modificação no ecossistema e no espaço geográfico da região. Isso porque o Cerrado funciona como uma máquina e até mesmo pequenas explorações no local podem resultar em grandes problemas ecológicos

Estudos realizados pelo Programa Cerrado, da CI-Brasil, indicaram que o bioma corre o risco de desaparecer até 2030, já que o desmatamento chega a 1,5%%, ou seja, três milhões de hectares/ano. Isso equivale a 2,6 campos de futebol/minuto.

Com a ameaça que o bioma sofre, os animais em extinção no Cerrado correm um risco maior. Acontece que algumas das espécies da fauna e da flora são encontradas somente na região e não podem ser vistas em outros biomas. São as chamadas espécies endêmicas, como é o caso, por exemplo, dos animais: Quenquém (Acromyrmex diasi) e Aranha-de-teia-de-solo (Anapistula guyri).

Estima-se que o bioma concentre cerca de 10.000 espécies vegetais e mais de 1300 espécies de animais vertebrados – especialistas afirmam que não é possível dizer exatamente quantas espécies vivem na região, já que nem todas estão catalogadas.

De acordo com o levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, são mais de 130 espécies ameaçadas de extinção no Cerrado, entre anfíbios, aves, invertebrados aquáticos, invertebrados terrestres, mamíferos, peixes e répteis.

Confira alguns exemplos de animais em extinção no Cerrado:

 

Cachorro-do-mato-vinagre (Speothos Venaticus)

Cachorro-do-mato-vinagre (Speothos Venaticus)

• Gato-Maracajá (Leopardus Wiedii)

• Jaguatirica (Leopardus Pardalis)

Tamanduá-Bandeira (Myrmecophaga tridactyla)

Tamanduá-Bandeira(Myrmecophaga tridactyla)

• Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus)

• Besouro (Coarazuphium pains)

baseado na reportagem do http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/plantas-e-animais-do-cerrado-brasileiro/

“Cerrado, berço das águas” em risco: campanha pela valorização deste bioma.

PARQUE NACIONAL CHAPADA DOS VEADEIROS

Parque Nacional dos Veadeiros -Cerrado

Uma campanha pela valorização do Cerrado foi lançada no ultimo mês setembro, em Brasília. Iniciativa de diversas entidades como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e oConselho Indigenista Missionário (Cimi) , o objetivo é alertar a população para a destruição do bioma que é o nascedouro de grandes bacias hidrográficas da América do Sul: a Amazônica, a do Araguaia/Tocantins, do São Francisco e do Prata.

veredas do parque nacional

Foto arquivo blog

Para Isolete Wichinieski, da CPT, o Cerrado precisa ter a mesma visibilidade que o Bioma Amazônico, por exemplo, possui. “É para chamar a atenção mesmo para essa realidade que o Cerrado está vivendo e da sua importância estratégica. Você tem uma visão muito ampla da Amazônia, uma defesa da Amazônia, e o Cerrado é deixado em segundo plano”.

Preservar a biodiversidade Cerrado é cuidar, também, das populações que dele dependem. Há muitas comunidades tradicionais cuja sobrevivência vem do Cerrado. O pequeno agricultor de Campos Lindos do Tocantins, Pedro Alves dos Santos, reforça a importância do Cerrado para a vida das comunidades camponesas e tradicionais.
“Viver bem não é só estar aqui no ar-condicionado não. Viver bem, é você se alimentar bem, você viver bem com sua família, você ter convivência com a natureza e dar valor a ela. Porque é nossa vida. A água é nossa vida, a natureza é nossa vida”, disse ele.

Além de pautar a sociedade em relação à importância do Cerrado, a campanha “Cerrado, Berço das Águas” propõe a aprovação da PEC 504 de 2010 para que o Cerrado seja reconhecido na Constituição Federal como Patrimônio Nacional. A campanha pede ainda um debate sobre uma possível moratória do Cerrado, para que o bioma possa ter um tempo de recuperação sem a ação do agronegócio.
Além disso, as entidades solicitam a paralisação do projeto Matopiba, uma nova fronteira agrícola nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia que, segundo a organização da campanha, tem afetado negativamente o Cerrado e as populações tradicionais.

Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que apenas 3% do bioma estão protegidos em unidades de conservação.

Fonte: https://www.greenme.com.br/informar-se/biodiversidade/4122-cerrado-em-risco

Jalapão maior em benefício do cerrado

Portaria publicada na sexta-feira, ultimo dia 30,  reconhece uma área de quase três milhões de hectares como o Mosaico do Jalapão.

A área abrange nove unidades de conservação (UC) nos Estados da Bahia e de Tocantins. A Portaria 434 do Ministério do Meio Ambiente (MMA) está no Diário Oficial da União .

parque-jalapao

foto divulgação MMA

O mosaico é um instrumento de gestão integrada e participativa. Tem a finalidade de ampliar as ações de conservação para além dos limites das UCs, de forma a compatibilizar a presença da biodiversidade, a valorização da sociodiversidade e o desenvolvimento sustentável no contexto regional.

Um mosaico abrange unidades próximas, justas ou sobrepostas, pertencentes a diferentes esferas de governo ou de gestão particular. No caso do Jalapão, três UCs estão sob a gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), duas do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), duas do Instituto Natureza de Tocantins (Naturatins), uma do município de São Félix do Tocantins e outra sob gestão privada, que é a Reserva Particular do Patrimônio Natural Catedral do Jalapão.

Com o Jalapão, o Brasil passa a ter 15 mosaicos reconhecidos oficialmente. A integração entre as unidades de conservação que compõem cada um deles é feito por meio de um conselho consultivo, formado por representantes do poder público, de organização não governamental, de instituição de ensino e pesquisa e da comunidade, entre outros.

Região estratégica

Inserida no bioma Cerrado, a região abriga as nascentes de afluentes de três importantes bacias hidrográficas brasileiras: Tocantins, Parnaíba e São Francisco, o que transforma o Jalapão numa região estratégica para o País. A presença de animais ameaçados de extinção, como o pato mergulhão (Mergus octosetaceus), desperta o interesse de cientistas de várias partes do mundo.

O extrativismo e o artesanato também representam importantes alternativas de renda e são elementos-chave para o desenvolvimento sustentável das comunidades da região, que mantêm um modo de vida tradicional, utilizando principalmente os frutos, o capim dourado e a palha do buriti para sua produção.

Projeto

O Projeto do Jalapão, responsável pela mobilização que culminou com o reconhecimento, reuniu gestores das UCs, a comunidade e os setores produtivos locais, acompanhados pelo ICMBio e pelo MMA, em parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

reportagem do http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2016/09/mosaico-do-jalapao-soma-tres-milhoes-de-hectares

O grito e a resistência no cerrado

Felizes aquel@s que participaram do encontro o grito e a resistência no cerrado:
saberes e fazeres dos povos deste chão. Na cidade de goiás-go, sexta-feira, 10 de setembro de 2010.
Infelizmente por estar fora do brasil, não pude registrar em tempo e participar desse movimento valoroso ao cerrado. Mas, faço questão do registro para o conhecimento dos seguidores do blog, ato que valoriza a cerradania.

grita_cerrado

Foto pastoral

O encontro em comemoração ao 11 de setembro – dia nacional do cerrado, compartilhou os saberes e fazeres dos povos cerradeiros, possibilitando o contato direto com os sujeitos que constroem essa história, que se configura como exemplo concreto das iniciativas de resistência que devem ser valorizadas e multiplicadas. Reunião de gente, em clima de festa e alegria, a oportunidade das mais variadas trocas: entre gerações, entre campo e cidade, entre comunidades de práticas semelhantes mas tão distantes umas das outras geograficamente.

Com uma intensa programação : Benditas todas as nossas chegadas!

Banda do 6º bpm – convite à participação no encontro.

Mística de abertura – os gritos e a resistência que brotam do cerrado

Fala de boas vindas:

questões ambientais, proteção do cerrado, plantas medicinais, saberes e fazeres das populações tradicionais.

– maria luiza da silva oliveira, coordenadora diocesana da pastoral da saúde

– aguinel lourenço fonseca, coordenador diocesano da pastoral da terra

O fazer memória de nossas raízes

Apresentações culturais nas tendas:

O momento de apreender para compartilhar

Oficina prática:  oficina de balas de gengibre, na casa da agricultura familiar.
A hora de ouvir e falar dos encantos do cerrado

O cerrado e sua biodiversidade – possibilidades de uso sustentável. Dr. Evandro de queiroz

O momento de apreender para compartilhar

Oficinas práticas:

oficina de garrafada ginecológica, na casa da agricultura familiar.

oficina de sabonete de pacari, na casa do migrante.

O fazer memória de nossas raízes

Os nossos valores na ciranda do cerrado

Encerramento:

Ciranda da diversidade                                                                                                                                     Dos segredos das palavras brotam cheiros, sabores e cores

Confraternização: luau

O Encontro contou, além desta programação em horários específicos, com atividades permanentes. Exposição fotográfica (fotos de Marina Moreira),exibição de vídeo sobre o trabalho desenvolvido pela Casa da Agricultura junto às comunidades e Farmacinhas. No espaço de Direitos Humanos, benzedeiras estarão à disposição para receber @s interessad@s.

O Encontro contou, além desta programação em horários específicos, com atividades permanentes. Exposição fotográfica (fotos de Marina Moreira),exibição de vídeo sobre o trabalho desenvolvido pela Casa da Agricultura junto às comunidades e Farmacinhas. No espaço de Direitos Humanos,benzedeiras estarão à disposição para receber @s interessad@s.

Demonstração da produção manual de peças em cerâmica, atividade característica da região.

  • Raizeir@s, apresentando plantas medicinais e compartilhando seu saber.

    Degustaçãode iguarias preparadas com produtos do Cerrado (licores, geléias, sucos, patês vegetais).

    • Mudas e sementes de espécies do Cerrado para distribuição, com orientaçõespara seu plantio e cultivo.

  • Demonstração da produção manual de peças em cerâmica, atividade característica da região.
  • Fiandeiras, compartilhando seus fazeres.
  • Artesanato e produtosdas comunidades.

Parabens aos organizadores, incentivadores e apoiadores.

O Cerrado desaparece, e juntamente com ele perdemos a opção de uso sustentável de recursos como as numerosas espécies de potencial alimentar e farmacológico nele existentes. E é neste contexto de degradação que realizamos este Encontro, buscando apontar caminhos para a reversão deste quadro.

Embora de riqueza inquestionável e de relevância atestada em caráter planetário, ainda é parco o conhecimento sobre o Cerrado e tudo aquilo que ele pode oferecer, numa modalidade de uso que, em vez de acentuar sua degradação, pode contribuir para sua proteção. É preciso, pois, ampliar a divulgação das ações em andamento, evidenciando soluções simples tanto para questões cotidianas da população quanto para a produção com o Cerrado em pé.

Parabens a integração de quatro Pastorais Sociais da Diocese de Goiás – Pastoral da Terra (CPT), Casa dos Migrantes, Direitos Humanos e Pastoral da Saúde –, nasceu a Casa da Agricultura Familiar Dom Tomás Balduíno. Coordenada pela Pastoral da Saúde, propõe-se a ser um espaço permanente de divulgação e valorização da memória e cultura camponesa, atuando ainda no estreitamento das relações entre a população urbana e agricultor@s.

Baseado na reportagem do http://racismoambiental.net.br/2016/09/09/cidade-de-goias-go-recebe-o-encontro-o-grito-e-a-resistencia-no-cerrado/

 

 

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

photography from the ground up

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