Archive | novembro 2016

Um pouquinho sobre a fauna do cerrado

A fauna do Bioma do Cerrado é pouco conhecida, particularmente a dos Invertebrados. Seguramente ela é muito rica, destacando-se naturalmente o grupo dos Insetos. Quanto aos Vertebrados, o que se conhece são, em geral, listas das espécies mais freqüentemente encontradas em áreas de Cerrado, pouco se sabendo da História Natural desses animais, do tamanho de suas populações, de sua dinâmica etc. Só muito recentemente estão surgindo alguns trabalhos científicos, dissertações e teses sobre estes assuntos.

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abelhas jataí – foto Carlos Terrana

Entre os Vertebrados de maior porte encontrados em áreas de Cerrado, citamos a jibóia, a cascavel, várias espécies de jararaca, o lagarto teiú, a ema, a seriema, a curicaca, o urubu comum, o urubu caçador, o urubu-rei, araras, tucanos, papagaios, gaviões, o tatu-peba, o tatu-galinha, o tatu-canastra, o tatu-de-rabo-mole, o tamanduá-bandeira e o tamanduá-mirim, o veado campeiro, o cateto, a anta, o cachorro-do-mato, o cachorro-vinagre, o lobo-guará, a jaritataca, o gato mourisco, e muito raramente a onça-parda e a onça-pintada.

Excetuando-se a maioria das aves, segundo alguns autores a fauna do Cerrado caracteriza-se, em geral, pelos seus hábitos noturnos e fossoriais ou subterrâneos, tidos como formas de escapar aos rigores do tempo reinantes durante as horas do dia. Todavia, há autores que não concordam que isto seja uma característica da fauna do cerrado. Embora consideradas ausentes, espécies umbrófilas talvez ocorram no interior de cerradões mais densos, onde predomina a sombra e certamente sob o estrato herbáceo-subarbustivo. Segundo diversos zoólogos, parece não haver uma fauna de Vertebrados endêmica, restrita ao Bioma do Cerrado. De um modo geral estas espécies ocorrem também em outros tipos de Biomas. Todavia, entre pequenos roedores e pássaros existem diversos endemismos, a nível de espécies pelo menos.

Entre os Invertebrados, pesquisas futuras mostrarão seguramente muitas espécies endêmicas. Neste grupo da fauna merece especial destaque o Phylum Arthropoda e entre estes a Classe Insecta. Os cupins, insetos da Ordem Isoptera, Família Termitidae, são de grande importância seja pela sua riqueza em gêneros e espécies, seja pelo seu papel no fluxo de energia do ecossistema, como herbívoros vorazes que são e servindo de alimento para grande número de predadores (tamanduá, tatu, cobra-de-duas-cabeças, lagartos, etc.). Ordem de grande importância é a dos Hymenoptera, onde se destacam as Famílias Formicidae (formigas), como as saúvas (Gênero Atta) por exemplo, e Apidae (abelhas), esta última pelo seu importante papel na polinização das flores. Os gafanhotos (Ordem Orthoptera, Família Acrididae) também apresentam grande riqueza de espécies e significativa importância como herbívoros.

Fonte: http://eco.ib.usp.br/cerrado/aspectos_fauna.htm

 

 

 

 

Belezas de Mato Grosso

O Mato Grosso é o único estado brasileiro composto por três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia e oferece opções para variados perfis de turistas.

Cuiabá

Localizada no centro da América do Sul é a porta de entrada para quem deseja conhecer o Mato Grosso. Com quase 300 anos de existência, Cuiabá oferece uma combinação de história, modernidade, vida cultural, sabores, diversão e negócios. São igrejas e templos religiosos, museus, praças, monumentos e comunidades tradicionais, tudo isso aliado a uma gastronomia rica em peixes e iguarias regionais, e o agito da vida noturna.

Cerrado

Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado é berço de rios de corredeiras, cachoeiras para a prática de esportes radicais, árvores, montanhas e fauna e flora. Na região, podemos destacar Chapada dos Guimarães, Jaciara e Nobres. Destinos certos para quem deseja cenários paradisíacos, que inspiram a contemplação da natureza.

Chapada dos Guimarães – Palco de uma paisagem fantástica e muito misticismo, Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá) possui vários atrativos turísticos como cachoeiras, cavernas e grutas. Só de paredões são 157 km, como os da Cidade de Pedra, um local com desníveis de até 350 metros com formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva e que lembram ruínas de uma cidade. Do alto se vê uma bela paisagem habitada por aves como a arara vermelha e, em baixo, o vale onde nascem o rio Mutuca e o rio Claro.

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vista aberta Chapada dos Guimarães – Secretaria de Turismo

Dentro do Parque Nacional, um destaque é o Circuito das Cachoeiras. São sete cachoeiras que podem ser contempladas nesta trilha, como a Cachoeira das Andorinhas. O principal cartão-postal é a cachoeira Véu de Noiva, que cai de uma altura de 86 metros, enquadrados por paredões.
Nobres – Em Nobres (150 km de Cuiabá) os visitantes podem nadar ao lado de piaus, pacus, piraputangas, dourados e outras dezenas de espécies de peixes, além de arraias. A paisagem embaixo da água dá a sensação de se estar dentro de um aquário natural desenhado à mão. Além de flutuações em diversos rios e lagoas, a bela cachoeira da Serra Azul é um cenário à parte com sua queda d`água de cerca de 45 metros formando uma lindíssima lagoa de tom azulado. Tirolesas de 150 a 600 metros e descidas com boias por rios que passam por dentro de tuneis e cavernas também fazem parte do roteiro. E para finalizar o dia, há o belo pôr do sol na Lagoa das Araras, onde milhares de araras e pássaros pousam ao entardecer para pernoitarem.

Jaciara – A cidade de Jaciara (140 km de Cuiabá) é conhecida como a capital mato-grossense dos esportes radicais. O rio Tenente Amaral oferece opções que vão desde o rafting e canoagem, para os menos aventureiros, ao cachoeirismo ou rapel e o highline, para aqueles que gostam de um pouco mais de emoção. O percurso do rio é bastante complexo com algumas quedas d`água que chegam a três metros para a descida nos botes infláveis.

De acordo com o instrutor, Rafael Martins Sonsin, da agência Nativão, o rafting não tem nenhuma contraindicação. “Qualquer pessoa pode praticar, independente da idade”, destaca.

Para os mais corajosos, o highline é uma modalidade que começa a ganhar adeptos. Ele tem sido praticado na cachoeira da Fumaça, em um cânion de aproximadamente 45 metros de altura. A modalidade vem sendo praticada há pouco tempo no Estado e já recebe esportistas de várias partes do país em busca de adrenalina. Esse esporte é uma das modalidades do slackline e consiste basicamente em equilibrar-se em uma fita ancorada a mais de 10 metros de altura entre formações rochosas, cânions e prédios.

Pantanal

Maior área alegável do planeta, não há palavra que melhor exemplifique o Pantanal do que diversidade. São cerca de 650 espécies de aves, entre elas a espetacular arara azul, o tuiuiú (símbolo do Pantanal), e a garça-branca; mais de 260 de peixes, 1.100 de borboletas e 80 de mamíferos, sendo a onça-pintada a maior delas (pode atingir 1,2 metro de comprimento, 85 centímetros de altura e pesar até 150 kg).

Saindo de Cuiabá, o município de Poconé (100 km da capital) é tido como a porta de entrada do Pantanal Norte e fica na confluência dos rios Cuiabá e Paraguai. Ao longo dos 147 quilômetros de extensão da Transpantaneira (MT-060), que liga Poconé até a localidade de Porto Jofre, o visitante encontra uma infinidade de pousadas e hotéis e ângulos privilegiados para observar a fauna e a flora locais.
Mas outros municípios como Cáceres (220 km de Cuiabá), Barão de Melgaço (110 km de Cuiabá) e Santo Antônio de Leverger (30 km de Cuiabá) também são boas opções. No município de Cáceres, os amantes da pesca podem alugar barco e descer o rio Paraguai, passando dias e noites pescando ou apenas apreciando a paisagem.

Proprietário da Pousada Piuval, localizada no início da Transpantaneira, Eduardo Campos, comenta que as opções de passeio são variadas, como o safári fotográfico, passeios de barco, a cavalo, bicicleta e tratrem (um trator que puxa uma carreta em formato de um trenzinho), pesca, observação de pássaros, borboletas e animais, entre muitas outras.

“Cada época do ano tem o seu encanto no Pantanal, mas seja na época da cheia ou da seca, o turista encontra uma infinidade de passeios que com certeza farão a visita inesquecível”, comenta Campos.

Araguaia

O Araguaia conta com belas praias, aldeias indígenas, grutas e cachoeiras e abriga a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal. O Rio Araguaia oferece praias de areia fina e branca. A região é conhecida também por seu misticismo, lendas e mistérios que atraem pesquisadores esotéricos e ufólogos do mundo inteiro.

Vale do Araguaia – Berço dos índios Xavantes e Boróros, são 34 municípios que compõem a região turística do Vale do Araguaia, que conta com belas praias de areia branca e águas calmas e cristalinas, espalhadas pelos municípios de Barra do Garças, Cocalinho, São Feliz do Araguaia, Luciara e Santa Terezinha, entre outros.

Barra do Garças – A 510 km de Cuiabá, Barra do Garças forma um dos principais polos turísticos do Vale do Araguaia, juntamente com a cidade vizinha Aragarças, no estado de Goiás. As praias formadas no Rio Araguaia, que separa as duas cidades, têm seu ponto alto durante a Temporada de Praia, que acontece todos os anos no mês de julho, mas são uma boa pedida o ano inteiro.

A Serra do Roncador também é ponto turístico da cidade. Com diversas comunidades esotéricas, ela é conhecida como santuário místico no mundo inteiro.

Outro atrativo da região é o Parque Estadual da Serra Azul, que em dezembro teve dois atrativos reabertos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema): duas rampas de voo livre e visitação monitorada ao parque para instituições de ensino. A proposta para o ano que vem é gradativamente dar acesso a novos pontos de visitação, mediante elaboração e execução de projetos que ofereçam melhor estrutura de segurança aos visitantes.

Amazônia

A maior parte do Norte de Mato Grosso é coberta pela vasta e exuberante Floresta Amazônica. O maior bioma do Brasil conta com 2.500 espécies de árvores e 30 mil espécies de plantas. A densa floresta chega a ter árvores com 50 metros de altura e grandes rios em áreas de preservação como o Parque Estadual do Cristalino e o Parque Nacional do Xingu.

O Parque Estadual do Cristalino está localizado na divisa com o Pará, entre os municípios de Alta Floresta e Novo Mundo e conta com pousadas e hotéis que oferecem a experiência de ficar hospedado no meio da floresta.

Alta Floresta – Banhada pelo rio Teles Pires, é um dos principais pontos de pesca esportiva no estado, atraindo amantes da pesca de todo o Brasil e de outros países. Internacionalmente reconhecida pela riqueza da fauna e da flora amazônica, bem como da diversidade de aves, atraia ecoturistas, pesquisadores e adeptos de birdwatching (observação de aves). Dentre as 1.600 espécies de aves brasileiras, cerca de 600 encontram-se nesta região.

Reportagem de recortes aleatórios.

Matopiba afronta os povos tradicionais e extinção do cerrado

Alguns movimentos e gritos das comunidades precisam de repercurtir com a sociedade urbana, é o futuro de todos que está risco. Comunidades, movimentos sociais e organizações sociais lançaram  em setembro a Campanha Nacional “Cerrado, Berço das Águas: Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida”. O objetivo é alertar a sociedade e denunciar a destruição do Cerrado e as violências contra povos e comunidades que vivem neste espaço.

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A campanha é uma resposta ao Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba, criado via Decreto Nº 8447, em 2015.

O Matopiba abrange as regiões do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, totalizando 143 milhões de hectares e mais de 25 milhões de habitantes. O território abrange três biomas (Cerrado, Amazônia e Caatinga) e possui as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul – Tocantins, São Francisco e Prata – o que resulta em um elevado potencial aquífero.

Paralelo ao discurso propagado de desenvolvimento econômico da região, baseado em investimentos agrícolas, o empreendimento esconde, na verdade, outro projeto de desenvolvimento. “É uma proposta de desenvolvimento destrutivo e que não nos contempla, ao contrário vem pra destruir o cerrado, destruir os territórios quilombolas. Esse é um projeto que não queremos, que temos que lutar contra ele”, alerta Ana Cláudia Mumbuca, quilombola da Comunidade Mumbuca, localizada na região do Jalapão (TO) e coordenadora da Coeqto – Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas no Tocantins, filiada à Conaq.

“A proposta de desenvolvimento do Matopiba é o campo sem gente, sem natureza e contaminado por resíduos químicos. Eliminando as pessoas, desmatam e plantam monoculturas usando adubos químicos e agrotóxicos. A intenção é manter uma lógica de reprodução do capital baseado num sistema concentrador de renda e altamente destruidor das comunidades e do meio ambiente”, afirma Paulo Rogério Gonçalves, engenheiro agrônomo e técnico da Associação Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA/TO).

“O desenvolvimento proposto se baseia na expansão das monoculturas do agronegócio na região. Para isso é preciso transformar a terra em mercadoria, para fortalecer o mercado de terras no Brasil. Território regularizado não é mercadoria, é uma área de bem comum da comunidade tradicional, que não pode ser comercializado. Assim a proposta é regularizar toda a terra como propriedade privada e para isso é necessário expulsar todas as comunidades”, explica.

Interesses multinacionais

Para o assessor da Comissão Pastoral da Terra no Maranhão e professor da Universidade Federal do Maranhão, Saulo Costa, o Matopiba é mais uma estratégia do capital rentável agrícola exportador, presente na geopolítica mundial, que utiliza velhas e novas estratégias de territorialização. Empresas multinacionais são as maiores interessadas na execução do empreendimento, principalmente para a produção de commodities na escala mundial.

Para o assessor da CPT/MA, no século XXI, uma das maiores ameaças é o agronegócio, toda a sua carga colonial e destruidora de territórios. “Os 143 milhões de hectares em questão para o Matopiba é exatamente a assinatura do fim de sociedades, dos saberes, dos povos e comunidades que reproduzem seu bem viver nos cerrados e nos ecótonos, áreas de transição entre os biomas cerrado-caatinga e cerrado-amazônia. O Matopiba é morte sim, por esses e outros fatores, como o uso intencional e permanente dos agrotóxicos. Os territórios são vida, garantem a reprodução dos povos e comunidades tradicionais”.

Conflitos

Dados do Caderno de Conflitos no Campo – 2015, elaborado pela CPT, revelam que no Maranhão, das 123 ocorrências de conflitos no campo em 2014, 82 estão na rota do Matopiba, alcançando 5.552 famílias. Atualizando os dados, entre 2000 e 2015, ocorreram um total de 3.076 conflitos por terra e por água com ações de violência contra os camponeses e os povos tradicionais. Deste total de conflito por terra e água, 1.643 ocorreram dentro da área delimitada pelo Matopiba, ou seja, 53,4% dos conflitos, envolvendo diversos sujeitos.

 

Além da destruição do Cerrado, o Matopiba também empreenderá graves impactos sociais como o agravamento da pobreza e insegurança alimentar.

“Em empreendimentos como o Matopiba o que ocorre é a expulsão de camponeses e povos e comunidades tradicionais, que produzem os alimentos que consumimos no dia-a-dia, para a implantação de grandes fazendas produtoras de commodities destinadas à exportação”, revela o assessor de Direito Humanos da FIAN Brasil, Lucas Prates.

“O que temos visto e comprovado são processos de grilagem de terras, muitas vezes envolvendo pessoas jurídicas internacionais, com aquele objetivo de produzir soja, cana-de-açúcar e outras commodities. Esses processos afetam diretamente a posse da terra daquelas famílias que lá se encontram, o que os impede, por sua vez, de continuar plantando seus alimentos do modo como sempre fizeram. Em síntese, viola-se o Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequada daquelas famílias, violando-se também tal direito humano de toda a população da região”, completa Prates.

Para a representante do Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom), Zilmar Pinto Mendes, o Matopiba representa hoje o extermínio das comunidades. “Quando se fala em Matopiba, pra gente que não conhece, a gente pensa que é uma palavra bonita, mas na verdade é um projeto que vem pra tirar as comunidades da terra, tirar a gente da nossa terra é tirar nossa vida. A gente sobrevive da terra, plantando pra ter nossa alimentação. Se a gente sai da comunidade, vamos morrer nas periferias das cidades, sem trabalho”, sentencia a quilombola.

 

Baseado na reportagem de: José Eduardo Bernardes

 

Perfume no cerrado

O pau-papel (Tibouchina papyrus), também conhecido como árvore-do-papel, é uma planta arbustiva endêmica do cerrado brasileiro.  Caracteriza-se pela textura de seu tronco, escamado em finas lâminas que se assemelham a papel de seda.

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Por sua aparência peculiar, essa espécie da família Melastomataceae apresenta grande potencial de utilização ornamental. É considerada, por lei (Lei Estadual nº 7.610, de 30/11/1972), a planta símbolo do estado de Goiás.

Sua ocorrência natural é restrita, limitando-se a determinadas regiões do cerrado.

O pau-papel é uma espécie cuja distribuição é muito restrita, só podendo ser encontrada em alguns campos rupestres do cerrado. Ela é endêmica na Serra Dourada e na Serra dos Pireneus, ambas em Goiás, e também no município tocantinense de Natividade. Esta espécie também foi registrada na Serra do Roncador, em Nova Xavantina (Mato Grosso).

É um espetáculo ver o dia amanhecer do alto da Serra Dourada, em Goiás, que virou área de proteção ambiental. Um santuário do Cerrado brasileiro e terra de plantas exóticas.

O Cerrado reserva surpresas, como a árvore de papel. Parece de mentira, mas é de verdade e ela dá essa impressão de ser de papel por causa do que acontece nos galhos e no tronco. Com o passar dos dias, a casca sai e parece papel seda. O “pau-papel” chega a atingir três metros de altura e é planta símbolo de Goiás.

No alto da serra, um caminho coberto de areia branca e bem fina lembra muito aqueles acessos para praias. Mas a região está a mais de mil quilômetros do mar. Então de onde vem essa areia toda? Vem de paredões. Venta forte lá. O vento bate e leva de forma fácil a areia.

É neste lugar de ambientes diferentes que pesquisadores da Embrapa têm uma difícil tarefa. Eles querem encontrar a fórmula ideal para um perfume do Cerrado.

O estudo está passando por várias reservas de Cerrado. A Serra Dourada, perto da cidade de Goiás, é uma delas. É muito material para os pesquisadores. Afinal, são mais de 11 mil espécies de plantas. Uma imensidão para ser explorada.

No laboratório montado na reserva são extraídos os óleos das plantas. No óleo pode estar a fragrância que os perfumistas tanto buscam.

A boa notícia é que cinco plantas já foram selecionadas por um perfumista. Que plantas seriam essas? A resposta está guardada a sete chaves porque a pesquisa ainda não acabou.

Os pesquisadores avaliam que o Cerrado tem condições de repetir o que já acontece na Amazônia, grande fornecedora de plantas para indústria da beleza.

 

Baseado na reportagem do http://g1.globo.com/globo-reporter

Belezas e valores do cerrado de de Minas Gerais

Região é adornada de ipês-amarelos, pacaris, buritizeiros, e conta com a presença do lobo-guará, arara-vermelha e outras espécies

tatu bola

tatu bola – Tolypeutes tricinctus

O cenário tão bem descrito por Guimarães Rosa no romance modernista “Grande Sertão Veredas” pode ser conhecido em seus encantos e mistérios no Parque Nacional que atende pelo mesmo nome da obra.

Ao norte de Minas Gerais, o Grande Sertão Veredas da vida real é adornado de ipês-amarelos, pacaris, buritizeiros e espécies típicas do Cerrado. Lá, a suçuarana, lobo-guará, arara-vermelha e outras espécies do centro oeste brasileiro encontram refúgio entre os chapadões do planalto.

Isolado, o Parque Nacional é propício para a prática de trilhas e para o turista que preza por uma postura preservacionista. No Grande Sertão Veredas está localizado o Chapadão Central, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins.

A vida não teme o sertão e pulsa forte e confortável com as características geográficas do Cerrado. Praias formam-se ao longo do rio Carinhanha e nos limites do parque ainda é possível desfrutar de algumas corredeiras e cachoeiras. Uma das mais famosas é a cachoeira do Mato Grande, composta por uma sequência de quedas que se transformam em pequenos poços.

PRINCIPAL UNIDADE DE CONSERVAÇÃO: Parque Nacional Grande Sertão Veredas

BIOMA: Cerrado.      ÁREA: 230.853,4200 hectares

DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Dec nº 97.658 de 12 de abril de 1989/Dec s/nº  de 21 de maio de 2004. COORDENAÇÃO REGIONAL / VINCULAÇÃO: CR11 -Lagoa Santa

ENDEREÇO / CIDADE / UF / CEP: Rua Guimarães Rosa, 149 – Chapada Gaucha –  CEP: 39314-000  . TELEFONE/FAX: 38-3634-1465/VOIP (61) 3103-9977

Lista de espécies ameaçadas protegidas nesta Unidade de Conservação:                            Cervo-do-pantanal – Blastocerus dichotomus,    Rato-de-espinho – Carterodon sulcidens,  Lobo-guará – Chrysocyon brachyurus,  Gato-maracajá – Leopardus pardalis mitis,                 Gato-palheiro – Leopardus colocolo,    Pato Mergulhão – Mergus octosetaceus,               Tamanduá-bandeira – Myrmecophaga tridactyla,    Onça-pintada –Panthera onca,                Tatu-canastra – Priodontes maximus,   Onça-parda – Puma concolor capricornensis,            Tatu-bola – Tolypeutes tricinctus

baseado na reportagem  http://www.redecerrado.org.br/

Plantas que curam dos cerratenses

A partir dos conhecimentos empíricos dos povos tradicionais do cerrado- os cerratenses muitos frutos e plantas poderão ajudar na cura de muitas doenças.

Mamacadela

mamacadela- Brosimum gaudicahaudii

O fruto amarelo do pequi tem um óleo rico em ômega 9, combate os radicais livres e controla o colesterol. A casca do barbatimão transforma-se em uma pomada anti-inflamatória. A pata-de-vaca é capaz de baixar o nível de glicose no sangue de quem é diabético. O bacupari pode se tornar um anticoncepcional masculino.

Essas plantas e dezenas de outras são velhas conhecidas dos povos tradicionais que se aventuram nos campos de mato rasteiro e árvores retorcidas do cerrado em busca de espécies medicinais. Agora, eles têm a companhia de farmacêuticos, agrônomos, biólogos e botânicos, todos pesquisadores interessados em comprovar cientificamente o poder terapêutico de folhas, flores, frutos e cascas da plantação nativa de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Piauí, Bahia e Distrito Federal, centro desse bioma que abriga mais de 10 mil espécies vegetais. De acordo com a Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a região é considerada um celeiro de produtos naturais para a fitoterapia — o uso terapêutico de plantas. Recente pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) comprovou com teste em humanos o poder terapêutico do pequi.

quiabo da lapa

quiabo da lapa- Cipocereus minensis

“Hoje, as empresas farmacêuticas só manipulam princípios ativos importados. Futuramente, poderão também extrair essas substâncias de plantas do cerrado para doenças como malária”, acredita a farmacêutica Laila Salmen Espíndola, pesquisadora-chefe do Laboratório de Farmacognosia da UnB e responsável pela guarda de mais de 2 mil extratos secos de arbustos e árvores medicinais do cerrado.

A COMPROVAÇÃO DA CIÊNCIA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para um medicamento elaborado a partir de uma planta do cerrado. É a pomada Fitoscar, um produto da Apsen Farmacêutica, de São Paulo, composto de Stryphnodendron adstringens, conhecido como barbatimão. O remédio, segundo o registro na Anvisa, tem efeitos cicatrizante, anti-inflamatório e antimicrobiano. A pesquisa clínica foi realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Ribeirão Preto.

Paixão, 54 anos, aprendeu a reconhecer o poder medicinal das plantas do cerrado com os pais, em casa. Nascido em Pirenopólis, criado em Niquelândia, e vivendo em Brasília desde 1978, ele conhece bem os campos de árvores retorcidas. “Quando criança, tive malária e fui curado pelo meu pai com remédio de uma planta da mato. Dizem que a doença volta, mas nunca tive outra crise”, conta. Com o trabalho que realiza, aperfeiçoou os conhecimentos adquiridos com a família. “Só uso remédio do mato e várias pessoas me procuram em busca de conselho. Digo o que sei, mas sempre alerto que tudo em excesso faz mal. Não sou médico.”

FUTURO PROMISSOR

Várias universidades brasileiras vêm confirmando o poder medicinal das ervas do cerrado. Pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ligada à Universidade de São Paulo (USP), demonstrou a ação anti-inflamatória da dedaleira no tratamento da asma. Os cientistas pesquisaram o extrato bruto etanólico e o princípio ativo isolado da casca do caule da planta. O trabalho, publicado na revista científica European Journal of Pharmacology, tem sua origem na tese de doutorado do pesquisador Alexandre de Paula Rogério.

Algumas espécies são indicadas para problemas de pele. É o caso da copaíba, manipulada na forma de sabonete, loções e cremes pela empresa brasiliense Farmacotécnica para o tratamento da acne. “Elaboramos o produto com base em resultados de literatura científica”, diz Leandra Sá de Lima, farmacêutica responsável pela linha de tratamento. Um outro estudo, desenvolvido por um grupo da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, comprovou que a raiz da mamacadela tem a substância Furocumarinas fotossensibilizantes. “O principal uso terapêutico é para tratar o vitiligo. Também avaliamos e podemos dizer que a planta tem baixo poder tóxico”, afirma José Realino de Paula, que liderou a investigação.

O bioma do Planalto Central também poderá ser útil para doenças negligenciadas pelos grandes laboratórios farmacêuticos, como leishmaniose, malária, dengue e doença de Chagas. Um dos resultados das investigações em andamento na UnB é a recente descoberta da capacidade do extrato das folhas de jitó de matar o parasita causador da leishmaniose cutânea — a leishmania amazonense. O princípio ativo obtido a partir da planta é letal ao parasita, sem atacar as células dos tecidos humanos.

Daqui também poderá sair, no futuro, a pílula do homem. Com financiamento do Ministério da Saúde, a farmacêutica Renata Mazaro e Costa, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, estuda o poder anticoncepcional de três plantas do cerrado. Entre elas está o bacupari. “O princípio ativo demonstrou resultados interessantes para o controle da reprodução masculina. Observamos uma redução de 30% na produção espermática dos ratos expostos ao extrato dessa planta”, informa a pesquisadora. Segundo ela, os estudos estão em fase final, falta avaliar as alterações hormonais provocadas nos animais em laboratório.

Enquanto cientistas fazem contato com os raizeiros e depois se trancam nos laboratórios em busca de novos medicamentos, farmacêuticos e pesquisadores ouvidos pelo Correio pedem cautela no uso dessas plantas. “Ainda há poucas pesquisas clínicas em humanos”, alerta a doutora Laila Salmen Espíndola. Porém, há esperanças. O Ministério da Saúde reativou o programa de pesquisas em plantas fitoterápicas e deve aumentar os estudos com vegetação do Planalto Central.

baseado na reportagem da http://www.diabetenet.com.br/

Pra não chorar um rio de lagrimas

E o que nos resta:

Rio_Carinhanha_1

foto arquivo blog

As águas que correm não são apenas águas.

Elas possuem em sua cadeia de movimento, a vida.

Experimente ficar sem o consumo e uso da água.

Ouse dispensar saciar a sua sede.

Intangível viver sem ela.

Estamos em um processo acelerado de consumo.

Estamos em um processo exponencialmente.

E absurdamente intenso de sua destruição.

Incorremos no erro de que no futuro faltará água.

O futuro já chegou escancarado por tragédias.

Falta de água para os nossos povos.

Ontem, hoje e amanhã a imprensa divulga.

Vai faltar, está faltando, continua faltando, o nível está baixo.

Racionamento, seca prolongada, chuva torrencial.

Inundação, etc ,etc e etc…

Òia,

vigia o corgo pra num minguá… Vai iscassiá a água docê bebê, viu

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

photography from the ground up

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