Archive | dezembro 2016

Um ano difícil e de conquistas

Abro um parentese  pra dialogar alem do tema  do blog e reportar um pouco do que observo de 2016.
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Gravatá- Bromelia antiacantha – Cerrado em Brasilia

Ano difícil, talvez seja uma das frases mais ditas e repetidas pela maioria dos brasileiros. Para mim também, um ano difícil, porém, não posso deixar de relatar que recebi e realizei grandes conquistas e alegrias.
Bem, do ano difícil, está a conjuntura política tudo desarranjado e a cada mais denúncias de corrupção, contudo, acredito realmente que temos condições de superar o desmando generalizado dos poderes públicos desde o ano de 1500 até os dias de hoje, anos e anos de corrupções e saques do patrimônio público.
O Brasil tem jeito se:
O Governo estabelecer critérios de produtividade de seus servidores públicos (Federal, Estadual e municipal) e, não permitir somente o cumprimento de horários. Exigir e eficiência e garantir os direitos destes e, dos que buscam o serviço público.
E preciso urgente que os poderes públicos cumpram o teto de remuneração, inclusive, há previsão na Constituição Federal pelo teto do Juiz do Supremo, e que deveria incluir também todas as vantagens recebidas. Agentes públicos e políticos como Vereadores, Prefeitos, Deputados, Secretários de Estados, Governadores, Ministros, Senadores, Juízes, Desembargadores, Alto Comando Militares e demais autoridades. Sem distinção. Sinceramente, seria razoável 20 (vinte salários mínimos). Uma vez que, a maioria dos brasileiros vivem com apenas 01 (hum) salário mínimo e, nenhuma regalia.
Retomar os bens dos corruptos que lesaram o patrimônio público inclusive os incorporados em decorrência dos patrimônios adquiridos ilegalmente.
Aplicar punições aos presos com prestação de serviços públicos, para pelo menos, pagarem às custas de seus delitos ou penas a serem cumpridas. Hoje, há disponibilidade do uso de tornozeleiras e fixação de tarefas. Estabelecer limites para reincidências.
Manter as conquistas sociais aos menos favorecidos. Historicamente sempre tivemos um alto desnível social dos que tem fortunas e os menos favorecidos.
Não privatizar setores essências e básicos (saúde, educação, segurança, meio ambiente).
Evidentemente que esta é uma forma simplicista de abordar o assunto, porém, é um jeito que encontrei de dizer que o Brasil tem jeito.
Bem, agora registro as conquistas e posso escancarar a minha alegria de 2016, tenho que agradecer a família continuada e aumentada (Daniela e Vanda) presenteou a família com dois netos: Caetano e Maria Flor – filhos dos gêmeos Rene e Renan, respectivamente.
Conquistas memoráveis: conclui o Mestrado em Educação Ambiental. Renan (meu filho) concluiu no competitivo mestrado tríplice Internacional Euromine “ França- Espanha e Portugal”, na área de Tecnologia da Educação. A inquestionável conduta e competência do Rene (meu filho) por ter cumprido uma missão no serviço público, como gestor do alto escalão do governo, FNDE/MEC, deixando a marca de probidade, responsabilidade e competência que lhe foi atribuída.
Mantive um blog, compartilhando informações do meio ambiente do cerrado, pela rede mundial da internet, o meu blog: https://cerradania.wordpress.com (Citizenship actions in the Cerrado biome ) com 132 publicações.
Retomei uma atividade física de uso frequente de montain bike. Realizei a Caminhada Grande Sertão Veredas (170 km). Caminhos descritos por Guimarães Rosa. Obs: só perdi uma unha.
Retomei os estudos no Inglês, inclusive de curso intensivo com 4 semanas em Valleta – Ilhas de Malta.
Iniciei a escrever o meu primeiro livro, previsto para ser lançado em 2017 (Cerradania: Alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses).
Encontrei, reencontrei e consolidei uma infinidade de colegas e amigos.
Finalmente , ajustei a idéia de que posso viver dos meus sonhos, nos limites do que possuo, viver na intensidade do presente, atribuindo valores do passado e buscando para que no futuro eu possa contar outros acontecimentos valorosos e conquistas realizadas.
Me permito finalizar sugerindo aos que apreciam uma boa prosa, coisas de cerratenses- povos tradicionais do cerrado-, e deixo uma mensagem de ano novo, do jeitinho bem cativante e singelo do interior, com a fala do Geraldinho, artista que deixou sua marca pela simplicidade de contar causos.
Feliz ano novo pra todxs.

Chapada das Mesas nos cafundós do Maranhão

No fim da tarde, um bando de andorinhas desenha uma coreografia no céu avermelhado, antes de “perfurar” 26 m de queda-d’água. Por incrível que pareça, é atrás de um volume torrencial de água que elas dormem. Antes de o sol raiar, as aves fazem o caminho inverso: saem detrás do véu da cachoeira em debandada para buscar comida na vegetação quase intacta do cerrado.
Portal da Chapada das Mesas

Foto de divulgação=chapada das mesas

Esse é um dos muitos cenários insólitos da chapada. Que fique claro: não se trata de Diamantina (Bahia), Veadeiros (Goiás) ou Guimarães (Mato Grosso), cada uma com sua beleza peculiar. A chapada da vez é a das Mesas, no extremo sul do Maranhão, quase na divisa com o Estado de Tocantins, que ainda preserva trilhas aquáticas pouco navegadas por ecoturistas e aventureiros.

O barulho da água é ensurdecedor. Apoiando-se em pedras escorregadias, o visitante entra por detrás da cachoeira com cerca de 50 m de extensão.

Entre uma chuveirada leve e outra brutal, chega-se a uma espécie de “sala” de aproximadamente três metros de largura, esculpida na rocha molhada. Por onde a luz solar entra, arco-íris se formam no paredão. A corredeira é tão forte que, ao contrário das andorinhas, a vista humana não consegue transpô-la.

A imagem é recorrente: rios cristalinos e nascentes correm por entre vales e despencam em poderosas e exuberantes cachoeiras, muitas (como a de São Romão) de difícil acesso –não raro, é necessário percorrer por horas estradas de terra e de areia, cortando trilhas no meio do mato. Para quem se amarra em natureza, uma aventura e tanto.

O ponto de partida para explorar a chapada das Mesas é a bucólica cidadezinha de Carolina, fundada na metade do século 19, que ainda preserva alguns belos casarões coloniais. De Carolina até a queda de São Romão, por exemplo, são 86 km pelo cerrado.

Não desanime. Entre um solavanco e outro na camionete, pausa para avistar um casal de araras-vermelhas cortando o azul do céu, emas e outras aves. Ou uma casinha de sapé, onde uma família simples resiste contra o tempo sem energia elétrica, no meio da vegetação de árvores baixas e retorcidas.

Aquário natural O mesmo rio Farinha que acolhe as andorinhas na São Romão cria, 16 km abaixo, outra cachoeira, a Prata, formada por um conjunto de três quedas-d’água, cada uma com 25 m.

Dona de curiosas formações rochosas, a chapada das Mesas tem ar de ruínas. Pedras formaram esculturas de diferentes tamanhos e formatos que de fato lembram mesas, como o morro do Chapéu, com 378 m de altitude.

Nessa chapada, vale a máxima “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. É a lei da natureza, generosa com seus recursos. Há cachoeiras para todos os gostos: cobertas por matas, abertas e exuberantes, finas, mas profundas, gêmeas e solitárias como imensas fendas cravadas em cânions, explica o guia João Ribeiro da Silva Filho, 34, acostumado a desbravar os encantos do cerrado desde moleque.

A apenas 35 km do centro de Carolina, estão outras duas grandes corredeiras: Pedra Caída e Pedra Furada.

Após uma trilha de 2 km, encare mais 36 degraus até chegar ao rio Brejão. À primeira vista, a largura do leito, de cerca de 2 m, pode desapontar os mais ansiosos.

Que ninguém tenha pressa. Do outro lado da margem, a cachoeira do Paredão, de 26 m, ajuda a tirar o excesso de suor. Energia renovada, siga à direita, por dentro do rio. Menos de cem metros e a formação de um cânion coberto por mata ciliar e o barulhinho de água jorrando indicam a proximidade da Pedra Furada –com 43 m de altura, tem esse nome porque a correnteza furou de fato a rocha, criando uma fenda na pedra.

Cerca de 2 km dali está outra queda, a Pedra Caída, também conhecida entre os nativos como Santuário. Haja fôlego.

Primeiro para encarar 120 degraus cânion abaixo até se deparar com três “chuveiradas” escorrendo pelos 56 m de paredão. Caminhando ora sobre areia avermelhada, ora dentro do rio, termina-se de cara com uma cachoeira de 46 m de altura, que desemboca num funil de pedra às avessas. A pressão é tão grande que forma ondas.

Tente chegar lá entre 12h30 e 13h15. Uma faixa de sol entra pelo alto do cânion, iluminando a Santuário. Difícil tirar essa imagem da memória.

Talvez ela só perca para o azul deslumbrante do poço Encantado. A viagem é exaustiva. São 105 km de Carolina até o município de Riachão, mais 28 km por estrada de terra. Não dá para imaginar que no meio de um tapetão verde a perder de vista fica um cânion, todo forrado por vegetação nativa.

Apoiando-se em árvores, cipós e raízes, o visitante desce por uma trilha com cerca de 120 m para chegar às margens de um córrego de água límpida. Caminhe um pouco mais dentro da água e, em menos de dez minutos, a visão de um poço azul, rodeado por paredões de arenito, com nascentes ao redor, está lá, intacta. De máscara e snorkel, avistam-se cardumes de peixes deslizando incólumes nesse aquário natural. Ali, ao cair da tarde, fica fácil entender a origem do apelido “paraíso das águas”.

reportagem de ROBERTO DE OLIVEIRA da Revista da Folha

Caminhada pós folia de reis

Uma boa opção pra começar bem o ano de 2017- Acontece em Minas Gerais, Chapada Gaucha, próxima a Brasilia.

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OBJETIVO ESPECIFICO:  Conhecer, através da pratica da caminhada, parte do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, e as comunidades Tradicionais de Buracos e Buraquinhos, essa ultima, uma comunidade quilombola, regiões de grande valor ecológico, cultural e social, citadas na obra de Guimarães Rosa.

DURAÇÃO DA ATIVIDADE: 03 DIAS

PROGRAMAÇÃO

1º DIA: VISITA AO PARQUE NACIONAL GRANDE SERTÃO VEREDAS

SAÍDA: 08 horas da manha  . LOCAL: Praça da prefeitura

O QUE LEVAR: Levar lanche leve para trilha recomenda-se frutas, castanhas, barras de cereal, leve agua à vontade, recomenda-se 1.5 litros por pessoa.

O QUE VESTIR: Vista roupas confortáveis, que protejam o corpo do sol e da vegetação, no local existem córregos e poços onde é possível entrar, então levem roupas de banho. É recomendado o uso de um bom chapéu, pois o sol pode ser forte em algumas horas do dia.

O QUE CALÇAR: É recomendado que se use calçados fechados, para melhor proteger de espinhos, pedras e animais peçonhentos.

RETORNO: Por volta do final da tarde.

2º DIA:   TRAVESSIA DO VÃO: BURACOS / BURAQUINHOS                                                                A travessia do vão, entre Buracos e Buraquinhos, é uma atividade incrível, praticada diariamente por quem vive dentro do vão e precisa se deslocar. Trata-se de uma caminhada de nível leve / intermediário, que passa por lugares lindos e muito peculiares. Nesta caminhada, é possível avistarmos animais diversos, como alguns mamíferos, lagartos e pássaros como tucanos e araras canga.

O nosso objetivo será atravessar o vão, partindo da Chapada Gaúcha, passando pela comunidade de buracos e chegando na comunidade de buraquinhos em 01 dia, o percurso apesar de leve, é longo, tendo ao todo 24 km. Boa parte seguindo o leito do Rio Pardo.

SAIDA: 06 horas da manha. LOCAL: Praça da prefeitura

PREVISÃO DE CHEGADA: Por volta das 18 horas em Buraquinhos.

OBS: Como o caminho é longo neste dia, faremos uma refeição leve ainda na comunidade de Buracos.

OBS II: Ao chegarmos à comunidade de Buraquinhos, haverá uma área de camping, bem como quartos para pouso, lá faremos uma refeição mais forte, para suprir as forças gastas no dia. Bem como participaremos de uma confraternização realizada na própria área de camping.

3º DIA: COMUNIDADE DE BURAQUINHOS

A comunidade de buraquinhos possui vários atrativos interessantes, como diversas praias do rio pardo, poços incríveis no córrego buraquinhos, alguns mirantes lindos. Além da clássica receptividade dos moradores, que estão sempre abertos a conversas e bate papos, é possível visitarmos uma das casas de farinha da comunidade, vermos um projeto agroflorestal que esta sendo implantado em algumas casas e muito mais.

OBS: Dia livre até às 12 horas.

Procure caminhar, conhecer as pessoas, os lugares, as praias os poços, fique a vontade para promover a interação.

ALMOÇO ÀS 12 HORAS

14 HORAS: Roda de conversa sobre a experiência da caminhada, e com membros da comunidade.

Oficina de confecção de esteiras de buriti com o Antônio “o tico”.

17 horas: Finalização / retorna para Chapada Gaúcha.

INFORMAÇÕES E ORÇAMENTO

Olá, você que vai participar conosco da Caminhada Pós – Folia de Reis precisa saber de algumas informações importantes:

Faremos uma atividade física de nível leve a moderado, prepare-se com antecedência.  Estaremos na época das aguas, então é possível que chova, prepare-se levando capas de chuvas, anoraks ou mesmo um guarda chuva para se proteger caso ocorra uma boa chuvarada, mais em todo caso, aproveite a chuva e divirta-se. Faremos uma atividade em meio à natureza, então é melhor nos precavermos em alguns aspectos, por exemplo: tem alergias? Leve seu antialérgico e comunique-nos sobre a gravidade de sua alergia. Não se arrisque desnecessariamente. Sofre com alguma doença que te impeça de fazer exercícios longos? Não se arrisque qualquer acidente em local ermo pode se complicar mais e mais… Passaremos por comunidades tradicionais, que vivem em certo isolamento e possuem seus próprios costumes, vamos respeita-los de todas as formas possíveis. Ficaremos em área de camping, então, leve sua barraca e roupas de cama.  Leve sua câmera fotográfica ou aparelho de telefone para fotografar o caminho, mais se lembre, estamos em épocas de aguas, proteja-os bem. Não nos responsabilizamos por aparelhos eletrônicos danificados.

Estadia e alimentação durante o primeiro dia, na Chapada Gaúcha, são por conta de cada um.   Alimentação, hospedagens (camping), cafés e oficinas durante a travessia dos buracos estão cobertas pelo valor investido por vocês.  Divirtam-se, fotografem, interajam, conversem , caminhem… Façam tudo que o coração pedir.

ORÇAMENTO

Pensando em facilitar o acesso de todos aos nossos roteiros, criamos algumas maneiras diferenciadas para se efetuar o investimento na atividade proposta:

PLANO 01 _ PAGAMENTO INTEGRAL

Este plano cobre todas as despesas operacionais, entre elas:

Alimentação e hospedagens durante a travessia do Vão. Transporte e Serviço de Condutores no Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Transporte de volta após as atividades na comunidade de Buraquinhos. Acompanhamento de condutores capacitados e experientes durante toda a atividade. Toda logística empresarial e técnica.

VALOR DO INVESTIMENTO: 245,00 / PESSOA.

PLANO 02_ PAGAMENTO SOLIDARIO

Este plano cobre todas as despesas operacionais e promove a integração daqueles que não podem arcar com os custos totais da atividade, para este caso, criamos um sistema de bolsas, onde aqueles que podem e acham que devem, tem a oportunidade de ajudar aqueles que não podem. Aqueles que podem contribuir com o Pagamento Solidário são considerados facilitadores, pois proporcionam a oportunidade de conhecimento àqueles que não possuem os meios para isto.

OBS: O valor investido a mais será usado integralmente nas bolsas, não havendo necessidade das bolsas, o valor do investimento será devolvido àqueles que investiram.

OBS II: Para aqueles que investiram no Pagamento Solidário, preparamos um pequeno “mimo”, como uma lembrança do evento.

VALOR DO INVESTIMENTO: 300,00 / PESSOA.

PLANO 03_BOLSISTA PARCIAL

Nesta categoria, o participante apenas arcará com as despesas de alimentação, hospedagem. Sendo que todo o serviço de condução ambiental, transporte e logística operacional de empresa serão custeados pelas próprias empresas envolvidas.

Oferecemos: 03 vagas para Bolsista Parcial.

Valor do investimento: 120,00

PLANO 04_ BOLSISTA INTEGRAL: Oferecemos 02 vagas para bolsista integral.

Valor: Troca de experiências.

OBS: PARA QUE TUDO FUNCIONE, PRECISAMOS DE UM MINIMO DE PESSOAS PARTICIPANTES, NO CASO, UM MINIMO DE 10 PARTICIPANTES COM PAGAMENTO INTEGRAL E/OU SOLIDARIO.

A EQUILÍBRIO NATURAL – ECOTURISMO E TURISMO DE AVENTURA EM PARCERIA COM A TRAVESSIA – ECOTURISMO, ESPERAM POR VOCÊS.

Parceria na Serra da Capivara

Parque Nacional Serra da Capivara  situa-se na transição  morfoclimático da Caatinga, mas possui muitas matas de transição de Cerrado no seu limite norte.é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada nos municípios piauienses de Canto do BuritiCoronel José DiasSão João do Piauí e São Raimundo Nonato.

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Pedra Furada – Parque Nacional Serra da Capivara imagem ICMBio

A administração da unidade está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).

O Parque Nacional Serra da Capivara é uma unidade de conservação arqueológico com uma riqueza de vestígios que se conservaram durante milênios. O patrimônio cultural e os ecossistemas locais estão intimamente ligados, pois a conservação do primeiro depende do equilíbrio desses ecossistemas. O equilíbrio entre os recursos naturais é o condicionante na conservação dos recursos culturais e foi o que orientou o zoneamento, a gestão e o uso do Parque pelo poder público.

É um local com vários atrativos, monumental museu a céu aberto, entre belíssimas formações rochosas, onde encontram sítios arqueológicos e paleontológicos espetaculares, que testemunham a presença de humanos e animais pré-históricos. O parque nacional foi criado graças, em grande parte, ao trabalho da arqueóloga Niéde Guidon, que hoje dirige a Fundação Museu do Homem Americano, instituição responsável pelo manejo do parque.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) renovou, no dia  (19), o termo de parceria com a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) para a manutenção da gestão compartilhada no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.

A parceria prevê o repasse, já em janeiro de 2017, de R$ 970 mil à Fumdham. Os recursos, oriundos de compensação ambiental, deverão ser aplicados em pesquisa, manutenção dos sítios arqueológicos e gestão do parque. O termo de parceria havia sido suspenso no ano passado

“O ICMBio reconhece a importância estratégica da parceria com a Fumdham na cogestão do parque e tem total interesse na manutenção da cooperação histórica”, disse o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski.

A parceria com a Fumdham começou em 2010. Desde então, o Instituto fez repasse de R$ 5,6 milhões à fundação. Em outubro de 2015, no entanto, o contrato teve a vigência encerrada. Tão logo a nova direção do Ministério do Meio Ambiente e ICMBio tomou conhecimento do fato, iniciou as negociações para contornar o impasse, o que ocorre agora.

Fiscalização

O ICMBio mantém quadro de servidores efetivos e terceirizados no parque, que cuidam das ações de proteção, fiscalização, monitoramento, combate a incêndios florestais e outras ações técnico-administrativas.

Para isso, investe, em média, R$ 2,5 milhões por ano de verbas orçamentárias. De 2010 para cá, o Instituto aplicou R$ 11 milhões na unidade, além dos 5,6 milhões repassados à Fundação Museu do Homem Americano nesse mesmo período.

Fonte: Baseado em informações do ICMBio

Pequizeiro símbolo do cerrado em Goias

Projeto que declara o pequizeiro como árvore símbolo do cerrado é aprovado.

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Flor do piqui = arquivo do blog

Matéria, de autoria da deputada Adriana Accorsi, ainda proibe o corte e a derrubada da árvore

Foi aprovado em segunda votação, na última quinta-feira (10), o projeto de Lei 1519/16, que declara o pequizeiro árvore símbolo do cerrado no estado de Goiás, proibindo também o seu corte e derrubada. De autoria da deputada Adriana Accorsi (PT), a matéria agora aguarda a sanção do governador Marconi Perillo (PSDB).

Segundo o projeto, o corte ou a derrubada do pequizeiro só poderão ser efetivados através de plano de manejo florestal ou específica autorização dos órgãos ambientais competentes.

A deputada justifica que a lei tem o objetivo de reconhecer a importância do pequizeiro ao bioma cerrado, enquanto espécie chave para a manutenção da fauna nativa do referido bioma e de essencial valor simbólico cultural ao povo goiano.”O fruto do pequizeiro, o pequi, integra a culinária goiana desde o início do povoamento do Estado, sendo utilizado, à época, na fabricação de sabão de propriedade terapêuticas, sendo apreciado em várias formas, cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes, no leite e na produção de licores, além de doces e sorvetes”, diz o projeto.

Feira de natal cerratenses

Saudações Cerratenses, pela Cerradania!

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Em tempos de fechamento do ano, celebre conosco na Feira de Natal Cerratenses, um convite ao consumo consciente que fortalece a economia local.

DIA 18 DE DEZEMBRO – DOMINGO, das 9h às 17h.

Centro de Excelência do Cerrado – Cerratenses, no Jardim Botânico de Braília.

A Feira apresenta uma variedade de pequenos produtores e empreendedores de Brasília e do Cerrado, maneiras mais personalizadas de presentear, a preços justos e com qualidade.

Conheça a programação detalhada (abaixo) e uma breve lista de expositores locais que fazem parte dessa iniciativa AQUI.

 

Impasse na ampliação do parque nacional dos veadeiros

Na rodovia GO-118, que liga Brasília a Alto Paraíso de Goiás, a paisagem denuncia o avanço do agronegócio sobre o Cerrado, com lavouras de soja que alcançam a linha do horizonte. A região, uma das últimas fronteiras agrícolas de Goiás, abriga uma das mais importante formações do bioma, a Chapada dos Veadeiros, reconhecida em 2001 como Patrimônio Natural da Humanidade.

Criado em 1961 com 625 mil hectares, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros sofreu sucessivas reduções de tamanho, até chegar aos 65 mil hectares atuais, cerca de 10% da área original. Em 2001, a ampliação para 240 mil hectares chegou a ser decretada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por falhas no processo e pela não realização de audiências públicas, previstas na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), que entrou em vigor em 2000.

Agora, uma nova chance de rever a redução da área preservada esbarra em um impasse com o governo de Goiás, que precisa dar o aval para a ampliação da unidade pela União.

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Proposta de ampliação

Após um processo que levou mais de cinco anos, entre a realização de estudos, consultorias,  audiências e negociação política, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – responsável pela gestão das unidades de conservação federais – chegou a uma proposta que aumenta o parque dos Veadeiros de 65 mil hectares para 222 mil hectares, em área contígua, garantindo a implantação de corredores ecológicos e a manutenção do habitat de grandes mamíferos, como a anta e a onça-pintada, que precisam de grandes extensões.

No começo de novembro, a proposta foi repassada a representantes dos governos federal, de Goiás e do município de Alto Paraíso, de entidades ligadas ao agronegócio e da sociedade civil. O texto do decreto de ampliação está inclusive pronto na Casa Civil para ser assinado pelo presidente Michel Temer.

“Sentaram em volta da mesma mesa o governo do estado, produtores, a prefeitura de Alto Paraíso de Goiás, o Ministério do Meio Ambiente e a sociedade civil e acharam essa proposta aceitável do ponto de vista da conservação e do ponto de vista do interesse das pessoas que habitam a região”, conta Tatagiba.

No entanto, no dia 29 de novembro, a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos de Goiás (Secima) divulgou uma contraproposta do governo estadual que exclui da ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros todas as terras que ainda dependem de regularização fundiária, ou seja, onde não há título de propriedade. Sem essas áreas, apenas 90 mil hectares poderiam ser anexados ao parque, em um desenho descontínuo, com buracos na unidade de conservação.

Ambientalistas, no entanto, apontam que interesses de grandes proprietários rurais e até do setor da mineração orientaram a contraproposta estadual para a ampliação dos Veadeiros. O governo goiano nega.

“Nossa proposta desagrada o governo federal, que queria 100% da ampliação, e os grandes produtores da região, que querem manter o seu direito à propriedade privada. Só que ela respalda o pequeno. Essas 230 famílias são pequenos produtores, de subsistência, que vivem dessa terra para existir, não têm essa terra lá pra especular. Diferentemente de grandes produtores, que estão fazendo lobby para que a expansão do parque não aconteça”, rebate o secretário executivo.

“Enquanto se discute mais esse tempo, tem áreas sendo desmatadas agora. Enquanto o parque não existe, há inclusive autorização para desmatamento legal. Qualquer prazo é demais porque deixa a vegetação fragilizada”, fonte do governo federal.

A coalização de organizações ambientalistas que defende a ampliação imediata do parque no formato integral também não concorda com o adiamento e vai fortalecer a mobilização pela proposta original do ICMBio. “A Coalizão Pró-UCs continuará aportando todo o conhecimento disponível para que Goiás tome uma decisão que leve em conta a conservação da biodiversidade e não apenas critérios fundiários. Precisamos de limites que façam sentido do ponto de vista ecológico e de gestão”, ressalta a coordenadora do Programa de Ciências do WWF Brasil, Mariana Napolitano.

O impasse deve durar pelo menos até a volta ao Brasil do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que participa, em Cancún (México), da Conferência das Partes da Biodiversidade, que discute justamente estratégias para proteção do patrimônio natural do planeta. A reunião termina no dia 17 de dezembro.

Segundo o chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Fernando Tatagiba, a demora em devolver ao parque a área considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no reconhecimento da região como Patrimônio Natural da Humanidade pode levar a entidade a colocar o título em risco, expondo o Brasil a um constrangimento internacional.

baseado na reportagem da Agencia Brasil

Temos pêra no cerrado

Nativa nos cerrados, no sentido estrito e no cerrado ralo, no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A pêra-do-campo é uma fruta desconhecida pela maioria da população brasileira. Alguns, mesmo nos meios acadêmicos, chegam a acreditar que ela seja um produto da natureza já extinto, em razão da destruição dos nossos cerrados e, em especial, dos chapadões, onde podia ser encontrada quase que exclusivamente. Felizmente ainda temos vários exemplares da planta na Unidade de Conservação do Distrito Federal , o Parque Ecológico Dom Bosco.

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Pera do campo – arquivo parque ecológico dom bosco – DF

Pêra-do-campo (Eugenia klotzschiana). A planta é um pequeno arbusto, de porte rasteiro, até 1,5 m de altura, com tronco fino, com 5-10 cm de diâmetro, copa com poucos galhos, arqueados, com madeira dura, mas pouco utilizada.

O fruto é uma baga, medindo 7 a 8,5 cm de comprimento, por 4 a 7 cm de diâmetro, com 60 a 90 g de peso e de forma típica, piriforme, de cor amarela, quando maduro, com polpa macia e suculenta, formada pelo meso e endocarpo espesso.

Imortalizada na obra de Guimarães Rosa, a pêra-do-campo, conhecida também como cabacinha-do-campo, é uma fruta grande (variando entre 60g e 90g), com casca fina e polpa suculenta de sabor doce azedinho, muito característico. Sua árvore é, na verdade, um arbusto que varia entre 0,5m e 1,5m de altura, e frutifica no verão, a partir de outubro. É normalmente consumida in natura, em geléias ou na célebre “limonada de pêra-do-campo”. Pode ser plantada em vaso e é essencial em projetos de recuperação do cerrado.

“Eu nem tinha começado a conversar com aquela moça, e a poeira forte que deu no ar ajuntou nós dois, num grosso rojo avermelhado. Então eu entrei, tomei um café coado por mão de mulher, tomei refresco, limonada de pêra-do-campo.” – Trecho do livro Grande Sertão: Veredas.

Reserva da Biosfera do Cerrado

 

Reserva da Biosfera do Cerrado, que teve até o presente definidas três fases que se situam em regiões do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Piauí. O bioma Cerrado, por força das formas de exploração agrícola e pecuária de forte impacto ambiental, e de baixa capacidade de geração de emprego e renda, já apresenta uma grande perda de sua diversidade biológica riquíssima, combinada a um conjunto de paisagens precioso, que precisa ser conservado.

O termo “biosfera” se refere a todos os elementos naturais que fornecem e permitem a vida na Terra, como o solo, a água e a atmosfera. Por “reserva” tem-se uma determinada área de reconhecido valor que se pretende conservar para um uso sustentável. Uma Reserva da Biosfera pode ser entendida, então, como uma área especialmente designada para aliar a conservação ambiental e o desenvolvimento humano sustentável.

O escopo maior de seus trabalhos é a implantação do desenvolvimento sustentável nas regiões da Reserva da Biosfera. Também privilegia a conservação dos remanescentes ainda intocados de Cerrado, a recuperação de áreas alteradas e de corredores ecológicos já fortemente degradados, com perdas importantes de solo e de ricas aguadas, que, em algumas regiões, vêem ameaçadas, já, a sua perenidade.

A declaração da fase I da Reserva, que se circunscrevia ao território do Distrito Federal, data de 1994. Seu Comitê Distrital, depois de um início de poucas iniciativas, vem, nos últimos anos, conduzindo sua implantação, de maneira efetiva. Trabalha em consonância com um plano de ação, por ele elaborado, para a implantação do segmento da Reserva da Biosfera do Cerrado no quadrilátero do Distrito Federal.

A da segunda fase, de outubro de 2000. Seu Comitê Estadual está, já, em atividade, contando com um elenco de temas para desenvolver as primeiras iniciativas para a sua implantação. O Governo do Estado as produziu em trabalho conjunto com os governos dos municípios goianos da Reserva, e de parcelas da sociedade envolvidas com o desenvolvimento da Região Nordeste de Goiás. Com a aprovação da fase III, em setembro de 2001, a COBRAMaB apoiou a formação do Conselho da Reserva da Biosfera, restando que se trabalhe a criação dos Comitês Estaduais do Tocantins, do Maranhão e do Piauí.

Gestão

No DF, o Conselho da Reserva da Biosfera do Cerrado COREB, presidido pelo Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, é o órgão gestor e deliberador das ações e das relações oficiais com os reganismos locais, nacionais e internacionais.

Histórico

Reserva da Biosfera do Cerrado no DF

  setembro e outubro / 1992 – estudos para a implantação da RBC-DF
  27/11/1992 aprovação dos estudos pela COBRAMAB;
  08/10/1993 – aprovação da proposta brasileira pelo Conselho Internacional de Coordenação do Programa MaB, em Paris;

Primeiro ato de reconhecimento internacional da biodiversidade do cerrado brasileiro.

  28/07/1994 – promulgação da Lei Distrital nº742, de 28/07/1994, que define seus limites, funções e o sistema de gestão.

Por meio desta Lei o Distrito Federal reafirma o compromisso de integrar a Rede Mundial das Reservas da Biosfera.

No DF a RBCE conta com 4 Câmaras Técnicas:

  Educação Ambiental e Comunicação;
  Pesquisa, Conservação e Manejo;
  Proteção;
  Uso e Ocupação do Solo, Assuntos Fundiários e Jurídicos.

Em seu plano de ação para 2003/2006 ano DF, a RBCE definiu 3 programas prioritários:

  Programa de Gestão Ambiental
zoneamento ecológico-econômico;
corredores ecológicos;
unidades de conservação na área da RBC-DF.
  Programa de Agricultura Sustentável
realizar inventário do potencial turístico na área da RBC-DF;
articular e definir parâmetro para associação da logomarca da RBC-DF às atividades desenvolvidas nos programas de turismo rural, agroturismo e agricultura orgânica.
  Programa de Divulgação e Intercâmbio Científico
sistematização das informações nas áreas-núcleo;
elaboração do Anuário do Cerrado;
série: Cadernos Técnicos da RBC-DF;
implantação do Centro de Informação da RBC-DF;
elaboração e distribuição dos folders da RBC-DF.

No Distrito Federal a Reserva da Biosfera teve seus limites, funções e sistema de gestão estabelecidos em lei:

LEI Nº 742 DE 28 DE JULHO DE 1994

Define os limites, funções e sistema de gestão da Reserva da Biosfera do Cerrado do Distrito Federal e dá outras providências.

Adaptado da reportagem do jornal de Brasilia

 

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