Archive | janeiro 2017

Lugares deslumbrantes no cerrado de Goiás

Goiás é lindo demais e são tantos lugares incríveis que é difícil reunir tudo em um só lugar, porem, repasso alguns locais do cerrado de Goiás.

Goiás é reconhecida como a terra das cachoeiras, dos lagos artificiais, das praias fluviais, das águas quentes, da pesca. Mais recentemente, também se tem explorado a infraestrutura para eventos, com localização estratégica, de fácil acesso a todas as regiões do Brasil. Neste último caso, as belezas naturais do estado entram como atrativos suplementares, reforçando o apelo do contato com a natureza. Até mesmo o planejamento dos roteiros turísticos principais já indica a deferência aos atrativos naturais. Dos quatro “caminhos” do turismo, três são referências à exploração das paisagens e belezas naturais do estado: o caminho do sol, que leva às praias do rio Araguaia e às cachoeiras e rios do sul e sudoeste; o caminho das águas, em direção às águas termais de Caldas Novas e Rio Quente, e às estâncias balneárias ao longo do rio Paranaíba; e o caminho da biosfera, que remete ao ecoturismo nas áreas mais preservadas de cerrado, no norte-nordeste do estado. Somente o caminho do ouro indica como atrativos aspectos eminentemente culturais, como os roteiros histórico-religiosos de cidades como Goiás e Pirenópolis.

Segue um pouquinho do cerrado de Goiás.

cachoeira-de-santa-barbara-cavalcante

Cachoeira de Santa Barbara em Cavalcante – GO

VALE DA LUA EM ALTO PARAÍSO                                                                                                         A Chapada dos Veadeiros, no Alto Paraíso de Goiás, guarda uma atração um tanto curiosa. Imagine que as formações rochosas do Vale remetem a superfície lunar. Além de uma paisagem espetacular, o Vale da Lua ainda conta com grutas e piscinas naturais e fascinantes.

FENÔMENO DA BIOLUMINESCÊNCIA – PARQUE DAS EMAS                                                   Com 132 mil hectares de vegetação do cerrado, o Parque das Emas fica entre os municípios de Mineiros, Chapadão do Céu, em Goiás; e parte de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul. Recebeu da Unesco o título de Patrimônio Natural da Humanidade por abrigar 1.600 espécies de animais e 500 tipos de plantas nativas. Entre as belezas encontradas no local, cerca de 20 milhões de cupinzeiros transformam-se em esculturas de terras iluminadas com o efeito da bioluminescência. Em períodos de chuvas, logo após o mês de outubro, as larvas de vagalumes se abrigam nos buraquinhos esculpidos nos cupins. À noite, elas emitem luzes esverdeadas, atraem e comem outros insetos. Os ingressos podem ser retirados com 48 horas de antecedência, documento conhecido por voucher, nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs), na cidade de Mineiros, ou em agências de viagem. A entrada e visitação são mais fáceis pelo Chapadão do Céu, a 460 km de Goiânia.

CACHOEIRAS ALMÉCEGAS I E II – EM ALTO PARAÍSO                                                Localizadas na Pousada Fazenda São Bento, a 9 km de Alto Paraíso. O Córrego Almécegas percorre campos de flores e buritizais, sua mais bela cachoeira, Almécegas I, cai em forma de véu de noiva a 45 metros de altura em sua piscina de águas verdes.  O lugar é perfeito para a prática de rapel. A Cachoeira Almécegas II tem uma bela queda de 8 metros e grande poço para banho.

CACHOEIRA SANTA BÁRBARA EM CAVALCANTE                                                                          A Cachoeira de Santa Bárbara, com 35 m de queda, é das mais bonitas da região e forma um poço de água cristalina, com pontos esverdeados e azuis, ótimo para um mergulho. Outra trilha, de 600 m a partir da mesma comunidade, leva até a Cachoeira Capivara, com bom poço para banho. Dica: ao chegar no povoado Engenho II, encomende uma galinhada caseira com um dos moradores (R$ 20 por pessoa). Centro de Atendimento ao Turista, 3494-1507.

 PEDRA CHAPÉU DO SOL EM CRISTALINA                                                                                    Uma obra rara e impressionante da natureza encontra-se a pouco mais de 6 quilômetros do centro de Cristalina, a Pedra Chapéu do Sol é um desses monumentos naturais que faz o ser humano refletir sobre o poder extraordinário que nos cerca. Equilibrada há milhões de anos em uma base de pouco mais de um metro de diâmetro e pesando mais de cem toneladas, a Pedra Chapéu do Sol fascina a todos que visitam o local.

CASA DE CORA CORALINA NA CIDADE DE GOIÁS                                                                           A casa, quase intacta, da maior poetisa goiana de todos os tempos. Cora (de coração) e Coralina (de coral), pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), passou toda a sua vida aqui, ao lado da ponte sobre o Rio Vermelho.                                            A visita guiada do Museu da Casa de Cora Coralina começa na cozinha, onde estão os tachos de cobre que Cora usava para fazer doces. O quarto também está como ela deixou, com vestidos pendurados na parede. Seus livros, fotos, cartas, máquina de escrever e até a bengala que a amparou até os últimos dias também estão expostos. Em duas salas, totens reproduzem vídeos em que ela aparece declamando seus poemas. Durante o tour você também conhece mais sobre as pessoas que fizeram parte da vida da escritora, como Maria Grampinho, andarilha que perambulava pela cidade carregando sua trouxinha (a quem Cora dedicou um poema).                                                                                                                             A personagem, folclórica em Goiás, é vendida em forma de bonecas de pano nas lojas de artesanato.

CENTRO HISTÓRICO DE PIRENÓPOLIS                                                                                                  Um passeio no real cenário da arquitetura colonial em Goiás. Um passeio (à pé, claro) pelas ruas mostra o contraste na história brasileira. Deixe o carro de lado, calce a rasteirinha, vista o bermudão e aproveite Piri, como a cidade é carinhosamente chamada.  O passeio revela ruas estreitas e uma cultura totalmente diferente das grandes cidades. Comece caminhando da Igreja Matriz até a Rua Direita, onde está o Museu das Cavalhadas. Depois vá até a Rodoviária (na rua debaixo) e volte para o centro, passando pela Ponte Pênsil e pela ponte de madeira, acabando na Rua do Bonfim. Pra relaxar, a Rua do Lazer, só para pedestres, é sempre uma boa pedida com ótimas opções de gastronomia e diversão para todos os gostos e bolsos.

GRUTAS DE TERRA RONCA EM SÃO DOMINGOS (Parques Estadual de Terra Ronca)  Localizado nos municípios de Guarani de Goiás e São Domingos, o Parque Estadual de Terra Ronca, criado em julho de 1989, possui uma área de aproximadamente 57 mil hectares, abriga grutas com formações calcárias raras e preservadas, um espetáculo da natureza subterrânea. Sua principal atração é o complexo cavernícola, concentrado em pouco mais de 40km, onde se encontram inúmeras grutas de raríssima beleza, como as grutas de Terra Ronca (que deu nome ao parque), São Mateus e Angélica. A formação desse complexo se deve à ação dos rios que nascem na Serra Geral, ganham volume sobre os maciços de quartzito e acabam formando uma série de cavernas ao encontrarem o maciço de rochas calcárias dentro do Parque. A região possui vários sistemas de grutas, que têm em comum as galerias quilométricas e o grande volume dos cursos d’água. A gruta de Terra Ronca é a mais conhecida do local e se caracteriza principalmente pelo seu enorme pórtico e pela grandiosidade de seus salões.

Trecho do livro Cerradania: alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses

Mel de Brasília o melhor do País

 

Clima seco e vegetação diversificada do Cerrado influenciam a qualidade da apicultura local.

Em 1883, Dom Bosco previu que, entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul, surgiria uma terra prometida onde jorraria leite e mel. O ponto descrito na profecia é Brasília, e o sacerdote é considerado padroeiro da capital. Não se pode dizer que o clérigo errou: a apicultura brasiliense é uma das mais reconhecidas no País e, durante 14 anos, o mel levou os títulos nacionais de mais puro e com o melhor pólen. O produto candango também é bicampeão internacional pela qualidade.

A cor e o sabor são diferenciados. Pelas características da flora do Cerrado, o mel silvestre tem composição que o deixa mais próximo do dourado. De acordo com o professor Osmar Malaspina, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista Rio Claro e especialista da Associação Brasileira das Abelhas, a variabilidade de plantas propicia as características únicas do mel brasiliense.

flor do Paubrasil

“É um bioma muito diversificado, e esse conjunto de plantas permite um mel diferenciado”, afirma. Em Brasília, o alimento é feito, principalmente, a partir do pólen do cipó-uva, do angico, da aroeira e do assa-peixe. Outro fator que favorece a apicultura brasiliense é o clima seco. “A umidade ideal é por volta de 17% e 18%, não pode passar disso porque fermenta. Então, a seca auxilia muito a produção”, explica Malaspina.

Títulos
Brasília sempre esteve em destaque pela produção de mel nas premiações do Congresso Brasileiro de Apicultura, a cada dois anos. De 1996 a 2010, foram sete títulos: cinco de melhor mel do País, um de segundo melhor mel cristalizado e outro de segundo melhor pólen. Em competições internacionais, a cidade foi premiada no 9º Encontro Ibero-Americano de Apicultura em 2011 e recebeu menção elogiosa no Congresso da Apia Mondi, em 2012.

José Carlos Fiuza, de 65 anos, foi o vencedor em 2010 do melhor mel do País no Congresso Brasileiro de Apicultura — anteriormente já havia ficado em segundo lugar na mesma categoria. Ele fabrica cerca de 1,6 tonelada do produto por ano, o que dá cerca de 2 mil potes. Vende cada um por R$ 30. Para fazer a colheita, o apicultor conta com o apoio de um único funcionário, porém, em 30 minutos, consegue retirar 300 quilos de mel.

Fiuza tem aproximadamente 60 mil abelhas, e, em um único dia, a rainha põe até 3 mil larvas. O retorno financeiro é rápido, segundo ele. “Em um ano, o valor investido é recuperado e, nos seguintes, é só lucro”, conta.

Assistência
Os produtores têm apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) em cursos, em técnicas de produção e em domínio da tecnologia. De acordo com o responsável pela apicultura na empresa, o médico veterinário Edson Garcia Cytrangulo, a quantidade de mel produzida na capital, de 24,55 toneladas por ano, é pequena em comparação a outras unidades da Federação. São 1.140 colmeias espalhadas pelo DF.

Abelhas
As abelhas são o grande diferencial do mel brasileiro em relação ao resto do mundo. De acordo com Denise Alves, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, o País passou por três fases da apicultura. Na primeira, durante o século 19, as missões jesuítas sentiram a necessidade de produzir cera para fabricar velas que seriam usadas nas missas. Assim, padres portugueses trouxeram as abelhas-europeias. Esses insetos não se adaptaram ao clima tropical. Eles tinham pouca resistência, e a produção era considerada pequena.

O segundo ciclo começa quando o Brasil resolveu investir na produção comercial de mel. Para isso, os agricultores importaram as abelhas-africanas, acostumadas com a região dos trópicos e, portanto, mais tolerantes a altas temperaturas. Elas também são bastante resistentes a doenças, porém mais agressivas. Segundo a pesquisadora, os apicultores brasileiros não tomaram os devidos cuidados com a segurança pessoal, como o uso de vestimenta apropriada. Desta forma, muitos foram atacados pelas espécies africanas, que fugiram e cruzaram com as europeias que já viviam no País.

Como na origem da formação étnica do povo brasileiro, as abelhas nacionais são mestiças e englobam a mistura europeia com a africana. Por terem características predominantemente africanas, recebem o nome de africanizadas. Elas se espalharam pelo continente americano e, de acordo com Denise, já há relatos dessa espécie em alguns estados do sul dos Estados Unidos.

A produção do mel
As abelhas retiram o néctar das flores e o armazenam em uma bolsa dentro do corpo. Em seguida, esses insetos o levam para a colmeia, onde vive a abelha-rainha. Na colmeia, “abelhas-engenheiras” assumem a função de transformar o néctar em mel com a ajuda de enzimas próprias. Em média, uma colmeia tem 60 mil abelhas para apenas uma rainha, responsável para gerar mais insetos.

Reportagem Agencia Brasilia

 

Fórum Mundial da Água no Brasil

Oitava edição do evento está prevista para ocorrer em março de 2018, na cidade de Brasília. Compartilhamento da água será tema principal.

As contribuições para os debates e organização da 8ª edição do Fórum Mundial da Água, previsto para acontecer em março de 2018, em Brasília, serão aceitas a partir de fevereiro.

Por meio da plataforma Sua Voz, Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do evento, pessoas do mundo todo podem compartilhar ideias, experiências e soluções para o evento, cujo tema principal será “Compartilhando Água”.

veredas do vão 1

foto arquivo do blog – grande sertões veredas- MG

Os debates serão em torno de seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano. Os participantes terão a oportunidade de expressar suas opiniões sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de debates que vão durar oito semanas cada.

A primeira etapa começa em fevereiro, em data a ser divulgada, e vai até abril, seguida por uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões on-line são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA), coorganizadora do 8º Fórum, em coordenação com a Secretaria Executiva e demais instâncias de organização do Fórum.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo.

Fórum

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com o objetivo de aumentar a importância da água na agenda política dos governos, além de promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos.

Tradicionalmente, o evento conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta.

A organização do 8º Fórum é realizada pelo governo federal, pelo governo do Distrito Federal e pelo Conselho Mundial da Água.

As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marrakesh, no Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Fonte: Portal Brasil, com informações da ANA

 

Jalapão, orgulho do cerrado

Criado em de Janeiro de 2001 o PEJ ­ Parque Estadual do Jalapão comemora neste mês 16 anos de criação.A equipe do PEJ realiza a comemoração que tem como objetivo sensibilizar e conscientizar as comunidades do entorno e as instituições parcerias sobre a importância de proteger e preservar toda região do Jalapão. Para a bióloga Cassiana Moreira, que trabalha na Unidade de Conservação desde 2004, uma das principais contribuições na proteção do parque tem sido o apoio e o comprometimento da comunidade. A Unidade de Conservação possui uma rica e exuberante biodiversidade composta por vegetação predominantemente do cerrado e campos limpos com várias veredas. Dentre as suas características, a região é considerada uma das maiores atrações turísticas do Estado com inúmeros atrativos naturais como a Cachoeira da Formiga, Dunas e o Fervedouro. Além disso, a região é conhecida pela produção de artesanato de capim dourado e a seda de buriti, que se tornou principal fonte de renda para as comunidades locais.

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Jalapão- foto Marcio Di Prieto

Completando 16 anos, o Parque Estadual do Jalapão (PEJ) comemora seu aniversário com a ampliação do número de visitantes durante o ano de 2016. Segundo informações da Diretoria de Biodiversidade do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), foram cerca de 15 mil visitantes em 2016, contra 11 mil em 2015. O Jalapão é um dos lugares mais procurados para ecoturismo e turismo de aventura na região Norte do Brasil.

Uma das principais características do PEJ é que em sua área estão belezas naturais que estão protegidas por meio de ações do Naturatins em parceria com os moradores da região. Fazem parte deste rico patrimônio dunas de areias douradas; rios e cachoeiras de águas cristalinas e inúmeras veredas, onde o Buriti e o Babaçu estão protegidos, assim como o Capim Dourado, que enriquece o artesanato e leva sustento a dezenas de famílias das comunidades quilombolas da região.

Para preservar seus mais de 96 mil hectares, o parque dispõe de duas bases de apoio em seu interior, um centro projetado para abrigar pesquisadores e técnicos que visitam o Jalapão, e a sede administrativa localizada no centro do município de Mateiros.

O parque possui uma brigada de combate a incêndios florestais durante o período de estiagem e técnicos que orientam os visitantes quanto à delicadeza dos atrativos locais, como as dunas, Cachoeira da Formiga e fervedouros.

Ações em 2016

Em 2016, a equipe técnica do PEJ desenvolveu diversas ações, como o reforço na divulgação para visitantes sobre as normas de proteção ao Pato Mergulhão, espécie ameaçada de extinção; Programa Voluntariado pela Natureza, com as comunidades de moradores da região; Educação Ambiental em comunidades quilombolas e escolas públicas; acompanhamento da realização de programas de TV e filmes que usaram o PEJ como cenário para locações; blitz educativas nos atrativos; mapeamento das veredas de Capim Dourado; emissão de carteiras para coleta de Capim Dourado; curso para condutores (guias turísticos); e assinaturas de termos de compromisso com membros das comunidades quilombolas.

História

Criado pela Lei Estadual 1.203 de 12 de janeiro de 2001, o Parque Estadual do Jalapão pertence à categoria de Unidades de Conservação de Proteção Integral do Estado do Tocantins e abrange quinze municípios da região, sendo eles: Barra de Ouro, Campos Lindos, Centenário, Goiatins, Itacajá, Itapiratins, Lagoa do Tocantins, Lizarda, Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins, Recursolândia, Rio Sono, Santa Tereza do Tocantins e São Félix do Tocantins.

Alvaro Vallim / Governo do Tocantins

 

ICMBio regulariza 89 hectares do parque Grande Sertão Veredas

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Foto ICMBIO -PNGSV

Uma boa noticia, no contexto de que se queremos ter águas, devemos manter conservado as nossas floras.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recebeu a doação de uma área de 89 hectares no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, situada entre os estados de Minas Gerais e Bahia, a título de compensação de reserva legal (CRL).
A área foi doada por Emerson Vanderlan, que, em setembro, já havia entregue 766 hectares e, em outubro do ano passado, 1.570 hectares. A escritura de recebimento foi assinada pelo presidente do ICMBio, Ricardo Soavinsky.
“Essa é uma das primeiras doações de terra dentro do Grande Sertão Veredas, que historicamente lida com questões fundiárias. Para nós, é um processo bastante simbólico devido à importância da região”, comentou Soavinsky.
A compensação de reserva legal é um dispositivo do Código Florestal, por meio do qual unidades de conservação (UCs) de domínio público com pendência de regularização fundiária podem receber, em doação, imóveis privados localizados em seu interior para fins de compensação de terras fora da UC, localizados no mesmo bioma.
Grande Sertão Veredas
Localizado na divisa entre Minas Gerais e Bahia, a unidade de conservação federal administrada pelo ICMBio abriga áreas de Cerrado, incluindo parte do planalto Chapadão Central, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins.
Entre os objetivos da unidade de conservação estão a preservação do bioma Cerrado, em especial as veredas e o carrasco (transição Cerrado/Caatinga), o desenvolvimento de pesquisas, de atividades de educação e turismo ecológico.
Fonte: Portal Brasil, com informações do ICMBio

Janeiro no cerrado com piqui

Sabor  único do cerrado (assim como o é o do buriti e o do jatobá, entre outros), não há fruta que se possa comparar.

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A deliciosa e suculenta polpa é bem amarelada e com um caroço no meio, cheio de espinhos que fere as gengivas dos desavisados e gulosos que nele cravam os dentes. Lamber chapéu de couro é a única alternativa para retirar seus espinhos da língua daqueles mais descuidados.

“Credite não – em quem diz que o cheiro do pequi é forte, enjoativo; experimente pra sentir o gosto. Bom é deixar e ser convencido, nunca tente se convencer que é bom’.

pequi

É também conhecido como piqui, piquiá, pequerim, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, suarí. A palavra pequi, na língua indígena, significa “casca espinhosa”.

“O Garanço se regalava com os pequís, relando devegar nos dentes aquela

polpa amarela enjoada. Aceitei não, daquilo não provo: por demais distraído que sou,

sempre receei dar nos espinhos, craváveis em língua”

João Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas pg. 184.

As filhas do pequi… Mas o pequi é mais que isso!
Há histórias de crianças “filhas do pequi” – aquelas que nascem exatamente nove meses após a temporada do fruto, pois ele é tido também como afrodisíaco.  Conta-se também que as índias esfregavam o fruto nas partes íntimas para evitar que seus companheiros as procurassem (algo que não devia adiantar muito porque, para quem gosta, o aroma do pequi é irresistível).

Um trechinho da Lenda do Pequi

…-Como se chamará, Cananxiué, esse fruto, cujo coração são os espinhos de minha dor, cuja cor são os cabelos de ouro de Uadi e cujo aroma é inesquecível como o cheiro dessa mata, onde brinquei com meu filhinho?

-Chamar-se-á Tamauó, pequi, minha filha. Quero ver-te alegre de novo, pois te darei muitos filhos, fortes e sadios como Maluá. E teu marido voltará cheio de glória da batalha, pois muitos séculos se passarão até que nasça um guerreiro tão destemido e tão honrado! Ele comerá deste fruto e gostará dele por toda a vida!”

Tainá-racan sorriu. E o pequizeiro começou a brotar…

Sete motivos para consumir o piqui
1. PROTEGE O CORAÇÃO, tem um teor muito elevado de ácidos graxos monoinsaturados, ajudam a diminuir os níveis de colesterol no sangue e protege o nosso coração. Oléico, linoléico e ácido esteárico são encontrados no fruto, que tudo melhorar os efeitos oxidação no corpo, o que significa que menos colesterol se acumula nas paredes das artérias e vasos sanguíneos, assim, proteger os nossos sistemas cardiovasculares de aterosclerose, ataques cardíacos, derrames e doença cardíaca coronária.
2. FONTE DE POTÁSSIO, A mistura de vitaminas e minerais, incluindo potássio, bem como os efeitos anti-inflamatórios dos ácidos naturais encontradas no fruto, pode ajudar a aliviar a pressão sobre os vasos sanguíneos e relaxar eles, aumentando desse modo o fluxo sanguíneo e aliviando a pressão sobre o coração. A inflamação pode causar constrição dos vasos sanguíneos, o que pode agravar ainda mais problemas de coração, como colesterol entupimento.
3. COMPOSTOS ANTI-INFLAMATÓRIOS, Um estudo realizado em atletas exclusivamente com a dieta de pequi, constatou-se que a inflamação geral das articulações e músculos foram reduzidas após os treinamentos. O que é potencialmente explicado pelos altos níveis de compostos anti-inflamatórios encontrado no pequi. Isso poderia ser uma solução natural para as pessoas que sofrem de artrite e outras condições inflamatórias.
4. FONTE DE VITAMINA A,  e como você deve saber, o beta-caroteno é um dos derivados da vitamina A. O teor de carotenóides de pequi é alto, e estes atuam como antioxidantes, especificamente nas células oculares. Isso significa que, ao comer o fruto do pequi e outros alimentos ricos em carotenóides, podemos melhorar a visão, impedindo a degeneração macular e catarata que muitas vezes são causados pelos radicais livres.
5. ÓLEO ESSENCIAL, pode ser extraído das nozes / sementes dentro do mesocarpo da fruta pequi. Este óleo essencial é frequentemente incluído em xampus e hidratantes tradicionais no Brasil, mas está começando a ganhar terreno no mercado internacional também. Além disso, o elevado teor de tocoferol e de vitamina A em pequi significa que a pele e o cabelo é protegida devido às propriedades antioxidantes destes compostos. Consumir pequi pode manter sua pele de mostrar defeitos, melhorar a cicatrização, adicionar um brilho rico para a sua pele, e prevenir os sinais de envelhecimento prematuro. Ele também tem sido tradicionalmente usado para o tratamento de eczema e lesões cutâneas.
6. FONTE DE FIBRAS, uma parte importante de a grande maioria das frutas e legumes, e pequi não é excepção. Os altos níveis de fibra encontrados em pequi ajuda a melhorar a sua saúde digestiva por adicionar volume ao seu banco e reduzir a ocorrência de constipação, flatulência, cólicas e diarreia. Fibra também ajuda a eliminar o excesso de colesterol “ruim” do seu sistema, melhorando ainda mais sua saúde cardíaca.
7. REMÉDIO NATURAL PARA ASMA, pode ser uma solução natural para asma, extraia o óleo do fruto. Coloque de 3 à 5 gotas sobre as refeições, duas vezes por dia.

Folia de Reis no cerrado

De origem portuguesa, a Folia de Reis é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

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Folia de Reis no interior de Goiás

De 06 de janeiro, o grande dia, alguns locais estendem as folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião.

Cantos, catiras e rezas no presépio, para que a festa ocorra é preciso a bandeira, conduzida com todo o respeito e devoção por um folião. Aos violeiros cabe entoar os cantos, as rezas e catiras. Eles são acompanhados pelos caixeiros, que, por meio do som da caixa, chamam os foliões para a festa. O líder é o guia da folia, quem é responsável pela alvorada, giro e entrega da folia. “É o guia que determina quem deverá fazer as obrigações. É uma pessoa de reverência, de respeito, de dignidade que aprendeu a guiar a folia com geração passada e ensina a geração imatura”, afirma Crispim Lopes. Nessa tarefa, ele é ajudado pelo contraguia.

Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Hoje nos sertões brasileiros, especialmente nos gerais de Minas Gerais e Goiás a festa se mantem por tradicionalidade, com Viola, rebeca, cantadores, literatura de cordel e roedores de pequi: a festa é completa

Sem contar,  com outras peculiaridades que transformam cada folia em num grande palco de cultura popular, com a realização das tradicionais corridas de galinha, cachorro, porco, carrinho de mão, jegue e cavalo de pau. Por tudo isso, o banquete é completo e único.

Um sentido único festejar a essência da cultura brasileira.

 

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

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Cerratinga

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Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

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Museu do Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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