Archive | fevereiro 2017

Tamanduá-bandeira: ameaçado

Ele mede cerca de 2,20 metros, pesa até 45kg, tem uma cauda grande e com pelos grossos e compridos e um focinho longo. O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) usa suas garras dianteiras para escavar vários formigueiros e cupinzeiros ao longo do dia para capturar, com sua língua extensível, até 30 mil formigas e cupins.

Essa espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica, que tem uma faixa diagonal preta com bordas brancas, que se estende do peito até a metade do dorso. As patas dianteiras, que têm três garras longas, são mais claras do que as traseiras, que têm cinco garras, mais curtas.

Como se alimenta de formigas e cupins, não possui dentes. Seu olfato é aguçado, já que é a principal ferramenta para localizar suas presas. Quando encontra um formigueiro, o tamanduá-bandeira fica apenas alguns minutos no local, e logo se dirige a outra fonte de comida.

Mamífero ameaçado

O tamanduá-bandeira está adaptado para viver em ambientes variados. Apesar de passar a maior parte do tempo no chão, ele tem habilidade para subir em árvores. Ele também pode caçar durante o dia ou a noite, dependendo da temperatura e da chuva.

A espécie é encontrada em campos limpos, cerrados e florestas. Apesar de ser mais comum em áreas de cerrado, usa ambientes de floresta para repouso e abrigo, durante as horas mais quentes do dia, e utiliza os campos limpos para se alimentar quando as temperaturas estão mais amenas.

Por sua versatilidade, o tamanduá-bandeira pode ser encontrado da América Central até a América do Sul. Originalmente, ocorria em todos os estados brasileiros, mas atualmente está em risco de extinção em todas as regiões do país e já foi extinto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

A degradação e a redução dos habitats são apontadas como as principais causas da perda populacional da espécie, mas a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais também contribuem para colocar o tamanduá-bandeira na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Tamanduá-bandeira no campo / ©: Roger Leguen / WWF

Tamanduá -bandeira                    (Myrmecophaga tridactyla)

O tamanduá-bandeira é facilmente reconhecido por sua pelagem característica.

© Roger Leguen / WWF
ESTRATÉGIAS DE CONSERVAÇÃO

As principais estratégias para a conservação do tamanduá envolvem a realização de estudos sobre o status de suas populações, a criação e manutenção adequada das unidades de conservação, a implantação de corredores ecológicos, a educação ambiental e a promoção de alternativas de desenvolvimento sustentável.

fonte http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/biodiversidade

Bebida nobre canjinjim de Vila Bela

Bebida inspirada no resgate da cultura quilombola, produzida por 80 artesãos da Cooperativa Cooperbela, em Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso, a bebida está ligada às tradições do povo quilombola, afrodisíaca.

Vila Bela da Santíssima Trindade foi a primeira capital do Estado. A população, descendente de quilombos, ainda conserva as tradições culturais de origem africana, nas danças, festas e costumes. Entre as tradições, destacam-se as danças Congo e Chorado e o costume de tomar a bebida Canjinjim durante esses eventos. A bebida, feita à base de gengibre, cravo, canela e cachaça, é apreciada durante as festas do Divino Espírito Santo, São Benedito e das Três Pessoas da Santíssima Trindade. O Canjinjim era consumido pelos dançarinos das festas, como uma forma de repor as energias. A partir de 1994 o consumo foi ampliado. Hoje, é consumida pelos moradores do município como um aperitivo e é servido aos que chegam como forma de saudação.

O Projeto Canjinjim está consolidado por um projeto do governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Trabalho Emprego e Cidadania (Setec), com apoio do Sebrae em MT. O objetivo é preservar a tradição do município, gerando emprego e renda por meio da produção da bebida. A idéia é revitalizar a cultura e a economia da comunidade vilabelense.

canjinjim

 

Ele conta que a bebida Canjinjim estava sendo escrita em diferentes formas. Foi realizado um estudo para padronização do uso do nome. A escrita escolhida foi inspirada nos antigos mapas da região e a coroa, presente no rótulo e no acabamento da tampa, representa a celebração das festas afro-cristãs, como as do Congo e de São Benedito, nas quais o Canjinjim é usado. A cor do rótulo lembra o ouro, que caracteriza os primórdios da história, explica o pesquisador.

Contatos da Cooperativa Cooperbela – (65) 3259-1019 e 9614-1604
 

Baseado em informações da Agência Sebrae de Notícias – Mato Grosso

Encantamentos Rosas no cerrado

Nonada, rosa de Cordisburgo é vaqueiro.

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Gente graúda desprendida de sua intelectualidade poliglota, médico e escritor, porem, cismava em ser reconhecido entre amigos como vaqueiro rosa.

Adiantava idéias e repartia alegria sem se importar donde vinha tanta sabedoria.

Enriqueceu as letras pelas veredas e na dureza do cerrado…

Sugeriu idéias em desenhos e recortes de uma linguagem pura, direta e flexível e filosófica ao citar os personagem, criativos e existenciais.

Tai um instante pra repensar o quanto saber vale mais expressivo do que as palavras editadas em textos complexos.

Sinceramente – tadim de mim – querer falar sobre ele, apenas, cisco e insisto pra reproduzir o quanto foi e sempre será o seu encantamento, irreverente ao se referir a ida permanente, dizia que gente fica encantada..

 

trecho do livro CERRADANIA: alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses

A alquimia de uma paisagem

Um mergulho na obra do artista plástico Luiz Gallina, que retira do cerrado e dos sonhos um farto material de pesquisas, de vivências e de arte

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A trajetória de sua arte está intimamente ligada à interação com o cerrado e com o mundo dos sonhos. Em um primeiro momento, em meados da década de 1970, ele ficou fascinado com a paisagem e registrou em xilogravuras a beleza torta, crispada, dramática e expressionista da vegetação do Planalto Central. No entanto, em seguida, na década de 1980, passou a morar em um sítio inóspito, entrou na paisagem, acompanhou a mutação de peles das árvores, sentiu de perto as palpitações do ambiente e começou a entender que o cerrado é arte contemporânea e teatro da vida e da morte, de Eros e Thanatos.
Essas vivências resultaram nas seguintes fases de sua arte: As Paisagens Brasilienses (em xilogravuras), Cascas e Carcaças (em pintura), Assemblages (colagem de desenhos, objetos e vestígios da flora e da fauna do cerrado) e a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegistos (em que o universo simbólico da alquimia é frequentado por animais cerratenses).

A partir do livro, Gallina realizou uma série de gravuras que representam as fases da alquimia, segundo a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegisto: Nigredo (obra negra, a dissolução e putrefação da matéria), Albedo (obra branca, a purificação da matéria pela substância líquida) e Rubedo (obra vermelha, fase em que se fabrica a pedra filosofal). Nos trabalhos dessa última safra, Gallina sintetizou múltiplas técnicas (desenho, gravura, carvão, fotografia e colagem) e símbolos.
O interessante é que no contexto universal dos símbolos alquímicos ele inseriu elementos regionais do Planalto Central. A Fênix vermelha de Gallina é uma seriema. A águia não plana nas alturas, mas está na linha do olho: “É porque moro próximo a uma encosta e não vejo as águias voando no firmamento, e sim na linha do olho. Não é a gente que escolhe a alquimia; é a alquimia que escolhe a gente. Para mim, a conexão da alquimia com Brasília é muito forte. Esse céu aberto nos joga para um mergulho interior, para uma reflexão sobre o sentido da vida e do mundo. A alquimia é um estudo sobre a significação das coisas.”
O que é preciso para conhecer o cerrado? É necessário se debruçar sobre ele, responde Gallina. “Você precisa se abaixar”, diz. “Se ficar de pé, não percebe que ele está florido. Se você se ajoelha, vê tantas flores lindas, cada uma com um desenho, com um matiz ou com um filamento diferente.”
Gallina vê ainda mais: “A consequência do lago foi que a fauna aumentou muito. Era comum vermos pardal antigamente. Hoje, vemos muito mais bem-te-vi, sabiá, alma-de-gato, que tem um rabo de 30 centímetros. Eu e meu filho fotografamos e eu o incentivo para que seja um pesquisador. O cerrado é muito forte. O segredo para entender o cerrado é a paciência”.

 

 

Cultura da cooperação em Peruaçu – MG

Extrativistas e comunidades tradicionais da região do Peruaçu, no município de Januária-MG, que vivem do beneficiamento de frutos do Cerrado, como o pequi, o coquinho azedo e o jatobá, concluíram que sua convivência e confiança são fundamentais para o sucesso da cooperativa COOPeruaçu. A novidade foi vivenciada nos dias 27 e 28 de janeiro, durante o módulo III da oficina Cultura da cooperação, realizada pelo Sebrae, com apoio do WWF-Brasil.

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Foto  Cooperuaçu

Mas o que os frutos do Cerrado têm a ver com convivência e confiança? O relacionamento entre as pessoas com diferentes potencialidades e um objetivo comum facilita que os empreendimentos alcancem seus resultados, o que não seria possível se atuassem isoladamente.

De acordo com Vicente Naves, consultor do Sebrae e palestrante da oficina, “com o trabalho em conjunto, há ampliação do acesso aos mercados, aumento do poder de compra e venda, redução de custos, entre outros benefícios”.

O extrativismo é uma atividade bastante presente no Peruaçu, gerando renda para as comunidades e ainda ajuda na conservação das espécies nativas do Cerrado e na biodiversidade como um todo, que fica cada vez mais difícil de sobreviver frente a expansão da fronteira agrícola.

Para buscar um maior fortalecimento da cadeia produtiva dos frutos do Cerrado e obter mais representatividade no mercado, além de complementação na renda e contribuição para a segurança alimentar, foi criada a COOPeruaçu, em março de 2016. Mas, a aplicação do primeiro módulo do curso da Cultura da Cooperação se deu somente em agosto.

Aline Magalhães, analista técnica do Sebrae, explicou que para realizar a oficina, que tem três módulos – um com foco na formação de cooperados, o segundo no seu comprometimento e o terceiro na emancipação -, é necessário que tenha um grupo organizado para facilitar o processo de desenvolvimento.

Segundo ela, a intenção é “fazer com que as pessoas se enxerguem enquanto cooperativa, enxerguem o potencial de ser cooperado e reflitam sobre o que depende deles para a cooperativa funcionar. A partir disso, os participantes alcançam a capacidade de agir coletivamente ”.

O programa surgiu em 2004 em Minas Gerais e têm demonstrado bons resultados, por isso ele se tornou nacional. No estado de Minas Gerais, por exemplo, ele já foi aplicado em 12 municípios e foi após sua implementação que surgiu o circuito turístico do Velho Chico, para apresentação dos potenciais da área que compreende os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões.

Para rodar, o Cultura da cooperação precisa de parceiros e aí que entra o WWF-Brasil. Abílio Vinícius, analista de conservação da organização ambientalista, disse que a iniciativa é muito importante para despertar nos cooperados a responsabilidade além de ampliar o conhecimento sobre temas mais administrativos e burocráticos que às vezes são desconhecidos.

“As comunidades são muito unidas. Esses cursos são como portas que se abrem. Com a troca de conhecimento, valorizamos mais nosso ambiente e vislumbramos novas oportunidades”, afirmou.

Maria José Nunes, da comunidade de Pedras, é cooperada e está ansiosa para a próxima safra, que será de araticum (cabeça como ela apelida o fruto), em abril. Ela disse que nunca imaginou trabalhar em grupo, mas que agora percebe o benefício que pode ser gerado quando “um ajuda o outro”. “Acredito que o resultado será muito bom tanto para melhorar a renda quanto para manter o Cerrado em pé”, concluiu.

Reportagem http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado

Amazônia e Cerrado destruídos no Parque Nacional do Xingu

O Parque Indígena do Xingu (PIX) localiza-se na região nordeste do Estado do Mato Grosso, na porção sul da Amazônia brasileira. Em seus 2.642.003 hectares, a paisagem local exibe uma grande biodiversidade, em uma região de transição ecológica, das savanas e florestas semideciduais mais secas ao sul para a floresta ombrófila amazônica ao norte, apresentando cerrados, campos, florestas de várzea, florestas de terra firme e florestas em Terras Pretas Arqueológicas.O Parque Indígena do Xingu é considerado a maior e uma das mais famosas reservas do gênero no mundo. Criado em 1961, durante o governo de Jânio Quadros, foi resultado de vários anos de trabalho e luta política, envolvendo os irmãos Villas-Boas, ao lado de personalidades como o Marechal Rodon, Darcy Ribeiro, Noel Nutels, Café Filho e muitos outros.

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foto divulgação -Ibama

Parque Indígena do Xingu sofre com o desmatamento para expansão do agronegócio e, como resultado direto, assiste ao aumento de incêndios florestais no entorno da reserva.

As queimadas cresceram 58% entre 2008 e 2016, conforme levantamento feito pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O indicador foi calculado a partir da base de dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O órgão ambiental afirma que o desmatamento da vegetação nativa da reserva localizada entre o Mato Grosso e o Pará para criação de pasto e lavoura tem causado o “desequilíbrio de todo o sistema hidrológico” na região. Ou seja, o regime de chuvas foi alterado e, com isso, houve alteração nos padrões de pressão atmosférica.

147 incêndios florestais em 2016, Segundo o Ibama, a mudança causa “o declínio dos ventos carregados de umidade que vêm do oceano para o continente, causando, assim, o aumento da intensidade e do período de épocas de seca em várias regiões do país”.
O resultado direto da secura é o aumento de queimadas no Xingu. Traduzido pelo órgão em números: em 2008, o parque indígena registrou 93 incêndios florestais. O número saltou para 147 no ano passado. Em 2015, foram 185 ocorrências, contra 157 em 2014.

No total, segundo levantamento do INPE, o Mato Grosso teve 29.572 queimadas em 2016, e o Pará, 29.426 queimadas.
A queimada mais cruel foi em 2016, quando 15% da reserva com 26 mil quilômetros quadrados acabou destruída pelo fogo. “O aumento na ocorrência de incêndios florestais parece ser proporcional ao aumento do desmatamento no entorno do Parque Indígena do Xingu”, afirma o Ibama.

Origem da expedição Roncador-Xingu

A histórica luta na área, o sertanista Orlando Villas-Bôas afirmou no livro “A marcha para o Oeste” (Cia. das Letras, 672 págs., R$ 69) que a expedição Roncador-Xingu não começou em Goiás, em 1943, como seria o mais adequado, porque o então governador goiano Pedro Ludovico não queria dar à família Caiado o privilégio de participar da aventura que desbravaria o Brasil central e o sul amazônico. Ludovico articulou para que a aventura partisse de Uberlândia (MG).
Os relatos históricos sobre o poder dos Caiado no Cerrado remontam a meados do século 18, quando a família chegou à região para ocupar terras doadas pelo Império. Somente em 1850 é que a propriedade fundiária privada foi regulamentada no Brasil, com a chamada Lei de Terras. A legislação era resposta à proibição do tráfico negreiro no país naquele ano e ao medo de que os escravos pudessem ocupar as fazendas onde eram explorados a partir do iminente fim da escravidão (1888).
Conta-se que o bisavô do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-senador do Império Felicíssimo do Espírito Santo Cardoso, reclamou do poder dos Caiados após a proclamação da República: “Aqui [em Goiás] agora, como antes, continuam mandando os Caiado”, disse Cardoso, conforme relato publicado por Laurentino Gomes no livro “1889”.

Dados do Ibama

Crise hídrica nas bacias hidrográficas do cerrado

Crescimento populacional com ocupações irregulares e a falta de chuvas são os principais problemas; uso dos recursos hídricos na região passa de 40%, índice considerado crítico.

Pela primeira vez na história de Brasília, a população convive, desde o fim de outubro, com o risco iminente de racionamento e de duras medidas para economia de água.

Conhecido como berço das águas, por abrigar nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (São Francisco, Tocantins e Prata), a força aquífera do cerrado clama por socorro. “O cerrado funciona como um guarda-chuva para as águas brasileiras. A água bate e é distribuída para o Brasil inteiro. Por isso, a escassez no local tem repercussão em todo território nacional e a preservação ganha mais importância”, analisa Jorge Werneck, pesquisador da Embrapa Cerrados e presidente do Comitê da Bacia do Paranoá. O cerrado contribui, em diferentes proporções, para a formação de pelo menos oito bacias hidrográficas brasileiras.

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Grande Vereda – GO

O cerrado sempre foi generoso com quem aposta nele. Foi no cenário de clima quente e solo seco com aspecto de savana que o Brasil expandiu a fronteira agrícola e escreveu a história de interiorização. Recebeu gente de todo o país — atualmente, a região em que o bioma predomina é a casa de mais de 30 milhões de brasileiros. Entretanto, 50 anos depois dessa ocupação maciça, ele começa a apresentar sinais de cansaço. A devastação de quase metade da vegetação nativa, a ocupação desordenada da região e o uso intenso dos recursos naturais ameaçam um de seus bens mais preciosos: a água.

A situação de emergência foi decretada no fim de janeiro: 14 distritos estão no racionamento e cerca de dois milhões de pessoas têm água dois dias sim, um dia não.

O principal reservatório, o Descoberto, de Brasília está com 24% da capacidade. O segundo maior, o de Santa Maria, está com 40%.

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Mario Diniz de Araújo Neto, especialista em assuntos hídricos, disse que a educação é a chave para evitar a crise hídrica no Distrito Federal (DF). “Não adianta multar, aumentar a conta, as pessoas se ajustam. É fundamental começar com a questão da educação na escola, tanto na rede pública quanto privada. A criança tem um poder muito grande de sensibilizar os adultos e será o adulto de amanhã”, acrescentou.

De acordo com Neto, organismos internacionais definem a disponibilidade hídrica segura para o ser humano de 5 mil metros cúbicos por ano. No Distrito Federal, o índice chega a 1,5 mil metros cúbicos por ano. “A própria natureza, o regime das chuvas no DF, já nos coloca esse limite. Essa questão de racionamento está muito ligada à ocupação e ao uso irregular do solo, desmatamento, asfaltamento, degradação de nascentes. Tudo isso aliado a um problema de gestão do governo local”, afirmou.

População

 

A pior crise hídrica do Distrito Federal registrada nos últimos 30 anos está longe de acabar. Apesar das chuvas dos últimos dias, os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, que abastecem 85% da população, estão com níveis muito baixos. Se não controlarem as torneiras, os brasilienses vão pagar até 20% a mais na fatura mensal.

O Lago paranoá poderá ser uma fonte de captação. Em dezembro de 2015, a Caesb recebeu autorização para tirar água do espelho d’água, mas a empresa ainda aguarda a liberação de recursos na Caixa Econômica Federal (CEF) para iniciar as obras. As outras duas apostas para tirar o Distrito Federal da crise são o sistema Corumbá IV, que está com obras em andamento e trará água do manancial goiano para o DF, e o subsistema Bananal, que também não fica pronto antes de 2017.

Não existe, portanto, solução a curto prazo para ampliar a captação de água para o DF. E a crise vinha dando sinais de que uma hora chegaria. É o que destaca o especialista em Economia Ambiental e professor da Universidade de Brasília (UnB) Gustavo Souto Maior. Segundo ele, os dois reservatórios do Rio Descoberto e Santa Maria vêm baixando a capacidade a cada ano.

“Em 2001, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma auditoria operacional no sistema dos recursos hídricos de todo o país e, à época, chegou-se à conclusão de que o DF tinha a terceira pior situação em todo o Brasil, em termos de disponibilidade hídrica por habitante/ano. A capital só estava melhor que Pernambuco e Paraíba”, ressalta. “Essa situação já é de conhecimento dos governantes há muito tempo e nunca fizeram nada para combater essa crise”, acrescenta.

A Agência Reguladora de Águas e Saneamento do DF (Adasa) determinará as novas regras por meio de resolução. “As restrições são importantes para o atual momento de crise hídrica, enquanto esperamos as chuvas”, justifica o diretor-presidente do órgão, Paulo Salles.

Ainda de acordo com o Decreto, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural deve se encarregar de orientar e apoiar os agricultores no cumprimento das medidas. A Agência de Fiscalização do DF (Agefis) verificará a aplicação das normas.

 

Informações da Agência Brasília

 

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