Archive | julho 2017

Intensa destruição do cerrado

Entre julho de 2013 e agosto de 2015, o Cerrado perdeu 18.962,45 kmde vegetação nativa. São mais de três vezes o tamanho do Distrito Federal devastado em um período de dois anos, segundo os dados recém disponibilizados no site do Ministério do Meio Ambiente (link).

veredas que sangram

Vereda contaminada

O desmatamento segue acelerado no bioma e se esse ritmo for mantido até 2050 haverá o maior processo de extinção de espécies de plantas já registrado na história, com três vezes mais perdas de flora do que houve desde 1500, segundo a revista Nature Ecology and Evolution.

No Cerrado, o desmatamento está concentrado na região que é tida como a nova fronteira agrícola, chamada de Matopiba, e engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Isso porque mais da metade do bioma já foi dizimado e esta é uma das poucas regiões que ainda concentra grande quantidade de vegetação preservada.

No período de 2013 a 2015 a taxa média de desmatamento anual foi de 9.481 km², representando um aumento de 33% quando comparado com a análise dos anos anteriores, 2009 a 2011 (7.117 km2 em média cada ano). O que significa também que dos biomas brasileiros, o Cerrado é o que registra o maior ritmo de desmatamento.

Apesar do risco de extinção do bioma, o Cerrado ficou de fora do compromisso brasileiro na COP-21. Sem falar que é pouco protegido pelo Código Florestal (apenas 20% da área privada é protegida) e o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado) prevê metas de redução acima da média de desmatamento apontado pelo monitoramento contínuo do bioma nos últimos anos, ou seja, sem qualquer ambição real para conter o problema”.

“O desmatamento no Cerrado está fora do controle. Não podemos seguir destruindo este bioma que é tão importante para o Brasil, seja em termos de biodiversidade, água e equilíbrio climático” afirma Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

“O Brasil precisa enfrentar esta situação de uma forma ampla, envolvendo a sociedade, o governo e o setor privado. Precisamos de um grande pacto contra a destruição do Cerrado, do contrário, em alguns anos, restará muito pouco deste bioma tão precioso. Está na hora de assumir que a agropecuária só pode se expandir sob pastos degradados e não sob ecossistemas naturais.  Programas de monitoramento periódico do desmatamento, à exemplo do Prodes-Cerrado, são fundamentais para informar a taxa de perda de vegetação anual, ajudando na fiscalização”, conclui Voivodic.

noticia do WWF do Brasil

Cerrado de Mato Grosso do Sul tem a Bodoquena

Serra da Bodoquena, situada na borda sudoeste do Pantanal, Estado de mato Grosso do Sul, é um dos mais interessantes ecossistemas do Pantanal. Formada pelas cidades de BonitoJardim e Bodoquena, conta com o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, criado em novembro de 2000, com 76.400 ha, administrado pelo Instituto Chico mendes de Conservação da Beiodiversidade (ICMBio).

Bonito

Turismo em Bonito – foto de divulgação

Tufas calcárias modernas e antigas, estas últimas situadas em canais de drenagem abandonados, apresentam excelentes moldes de folhas, os quais, juntamente com estudos de isótopos de carbono e oxigênio, possibilitam interpretações paleoclimáticas e paleo-hidrológicas. Além deste interesse científico, as tufas calcárias formam conjuntos paisagísticos de inusitada beleza, muito procurados pelos turistas, motivos estes que implicam na necessidade de preservação deste depósitos e atenção especial para a qualidade das águas de seus rios, do que depende a continuidade do processo de formação destes depósitos

Os rios da região são conhecidos por suas águas muito cristalinas e bicarbonatadas, de gosto salobro. Tal transparência deve-se aos seguintes fatores: a saída da nascente com pouquíssima turbidez, não adquirindo argila em seu movimento, nas nascentes rochas calcárias muito puras evitam a presença de argila. Este calcáreo presente nos rios que vem de tais rochas presentes nas nascentes age como um filtro, depositando as impurezas no fundo, onde rochas encontram-se em permanente dissolução e através de fraturas no solo formam cavernas, abismos e condutos subterrâneos.

Aspectos naturais

Devido ao seu arcabouço, a Serra da Bodoquena apresenta encostas diferentes em suas porções leste e oeste. Na porção leste ocorrem encostas suaves e morros residuais de rochas carbonáticas, enquanto na porção oeste as encostas são mais íngremes e escarpadas. A presença de rochas carbonáticas na região possibilitou a formação de inúmeras feições cársticas, tais como colinas, sumidouros, ressurgências, além da formação das cavernas. Esse relevo cárstico se desenvolve sobre as rochas carbonáticas do Grupo Corumbá, abrangendo a maior parte do relevo montanhoso. Com predominância de rochas carbonáticas, a região é altamente favorável ao desenvolvimento de cavernas e abismos.

A fauna é exuberante. Na Avifauna destacam-se, Arara azul, vermelha e canindé, gavião real; entre os canídeos, raposa, lobinho, lobo guará; felinos, jaguatirica, suçuarana e onça pintada. Existem outros animais como a paca, capivara, cutia, anta, queixada, cateto, além de riquíssima fauna de invertebrados.

Clima

Possui características das savanas tropicais com verão úmido e inverno seco. O período de chuva dá-se entre outubro e abril. No inverno a temperatura varia entre 15º C e 20º C.

Atrações

As atividades ecoturísticas exploradas na região são as atividades de contemplação (observação de flora e fauna), esportes radicais (rapel, parapente, mergulho em cavernas, bóia cross, rafting, mountain bike, trekking, entre outros).

Infra-estrutura

O parque não possui infra-estrutura, mas conta com a cidade de Bonito, que possui ótimos hotéis, pousadas e restaurantes.

O principal atrativo da região é bonito

*Reservar uma Van no trecho Campo Grande – Bonito, que estará esperando-o no Aeroporto de Campo Grande/MS (duração: aproximadamente 4 horas de viagem).

*Se preferir chegar em ônibus: Ir até o Terminal Rodoviário de Campo Grande (Duração: aproximadamente 5 horas de viagem).

*Caso venha em transporte próprio ou alugado, você terá mais disponibilidade de horários para escolher o seu roteiro.

*Se vier sozinho ou sem transporte próprio, você poderá contratar o serviço de transporte compartilhado de vans para levá-lo aos passeios. Esse tipo de transporte possui itinerário semanal. Poderá ainda utilizar serviço de táxi para ir aos passeios.

*No mês de abril, há menos possibilidade de fortes chuvas e o volume d´água das cachoeiras é maior. No mês de setembro é a época das vazantes e há mais possibilidade de se observar a fauna, principalmente aves.

*Todos os passeios são acompanhados por guias de turismo credenciados, cujos honorários já estão incluídos nos preços;

*Ótima opção para dias chuvosos é visitar as cidades de fronteiras do Brasil (Ponta Porã) e Paraguai (Pedro Juan Caballero) e aproveitar para fazer compras.

Cerrado de intensa biodiversidade

O Cerrado abriga uma grande diversidade de fauna e flora, ao contrário do que imaginavam as pessoas por um longo período. Estima-se que o bioma possua 837 espécies de aves, 120 de répteis, 150 de anfíbios, 1,2 mil de peixes, 90 mil insetos, 199 tipos de mamíferos, além das 11 mil espécies vegetais. Juntando tudo, dá quase 5% de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade do país.

vão 2 Grande Sertões veredas

Vão Grande dos Grandes Sertões veredas – MG

O que explica o fato é a localização do Cerrado no coração do Brasil. Ele faz conexão com quatro dos cinco biomas do país – Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal -, por isso compartilha diversos animais e plantas com estas regiões.

A maior ameaça à toda esta riqueza é o desmatamento. Entretanto, apesar do ritmo elevado de perda da vegetação nativa, algumas áreas têm passado por um processo de regeneração e o Cerrado tem voltado a crescer onde antes era pasto ou plantação de eucalipto. Além dos benefícios ambientais desta notícia, um estudo realizado recentemente mostra que espécies ameaçadas de extinção podem estar também em áreas do bioma que estejam em regeneração, demostrando a importância de preservação e recuperação das áreas já degradadas.

A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto Biotrópicos que, por meio de câmeras automáticas, captou imagens de mamíferos transitando nos dois ambientes distintos – vegetação de Cerrado regenerada após desmatamento e vegetação de Cerrado que não sofreu impactos significativos nas últimas quatro décadas.

Entre as espécies registradas, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira foram vistos em uma área em regeneração situada dentro do Parque Estadual Veredas do Peruaçu, no norte do estado de Minas Gerais, onde o WWF-Brasil desenvolve iniciativas de conservação ambiental e apoia a organização em ações para o monitoramento de fauna.

O autor da pesquisa, Guilherme Ferreira, conta que o resultado tem implicações para as extensas áreas que foram desmatadas no passado e hoje encontram-se em estágio inicial de regeneração. “Nas décadas de 70 e 80 tivemos grandes plantações de eucalipto no norte de Minas Gerais, que foram posteriormente abandonadas e, com o passar o tempo, a vegetação nativa foi regenerando em alguns fragmentos. Em condições favoráveis, estas áreas podem se tornar importantes ambientes para os animais ameaçados de extinção, mas isso não quer dizer que todo Cerrado que foi desmatado poderá abrigar espécies raras no futuro. A proteção da vegetação que está em recuperação, o controle de queimadas e a existência de animais silvestres nas proximidades são cruciais para que estas áreas se transformem em habitat favorável à biodiversidade”, ressalta.

Apesar de estar bem estabelecido que áreas regeneradas de floresta desempenham um importante papel na conservação da biodiversidade, até então não haviam estudos conferindo sua importância para fauna do Cerrado.

Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, avalia que esta constatação é muito importante, uma vez que os trabalhos de recuperação de áreas do Cerrado tendem a se intensificar com a implantação do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa – PLANAVEG (Decreto 8972/17).

De acordo com Soares, “os grandes produtores rurais do bioma apresentam um passivo alto de áreas para serem recuperadas, propiciando ambientes que possam formar corredores ecológicos e extensas faixas de Cerrado conectadas, aumentando a diversidade de fauna e flora e, consequentemente, a riqueza da biodiversidade”.

Acesse o link ao lado para ler o artigo na íntegra

A pesquisa contou com a colaboração de pesquisadores da Zoological Society of London, University College London e Conservation International

 

Vem ai: A Expedição Cerradania

Mato Grosso tem Chapada dos Parecis das águas do cerrado

No coração do Brasil o Cerrado cobre uma área de aproximadamente (2,000,000 km2  ) quase o tamanho da Europa ocidental e devido a grande biodiversidade de plantas e endemismo  é considerada a Savana mais rica do mundo. Muitos dos maiores rios brasileiros nascem nesta região de grande importância ecológica e de rara beleza como o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães apenas 55 km do aeroporto de Cuiabá, e ainda as cristalinas águas e grutas de Nobres e a distinta Chapada dos Parecis.

Mato Grosso é um dos lugares com maior volume de água doce no mundo. Considerado a caixa-d’água do Brasil por conta dos seus inúmeros rios, aquíferos e nascentes. O planalto dos Parecis, que ocupa toda porção centro-norte do território, é o principal divisor de águas do estado. Ele reparte as águas das três bacias hidrográficas mais importantes do Brasil: Bacia Amazônica, Bacia Platina e Bacia do Tocantins.

Os rios de Mato Grosso estão divididos nessas três grandes bacias hidrográficas que integram o sistema nacional, no entanto, devido à enorme riqueza hídrica do estado, muito rios possuem características específicas e ligações tão estreitas com os locais que atravessam que representam, por si só, uma unidade geográfica, recebendo o nome de sub-bacias.

As principais sub-bacias do estado são: Sub-bacia do Guaporé, Sub-bacia do Aripuanã, Sub-bacia do Juruena-Arinos, Sub-bacia do Teles Pires e Sub-Bacia do Xingu.

Os rios pertencentes a Bacia Amazônica drenam 2/3 do território mato-grossense.

rio Guaporé

Por do Sol do Rio Guaporé ( Itenez para a Bolivia)

Biomas:

Mato Grosso é um estado privilegiado em termos de biodiversidade. É o único do Brasil a ter, sozinho, três dos principais biomas do país: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Cerrado

Uma vegetação riquíssima com uma biodiversidade gigante, o Cerrado é o principal bioma do Centro-Oeste brasileiro.

A riqueza florística do cerrado só é menor do que a das florestas tropicais úmidas. A vegetação é composta por gramíneas, arbustos e árvores esparsas. As árvores têm caules retorcidos e raízes longas, que permitem a absorção da água mesmo durante a estação seca do inverno.

A Chapada dos Parecis é uma formação do relevo presente nos territórios de Rondônia e Mato Grosso (região noroeste do estado). É uma área de grande importância ecológica em função da grande biodiversidade e presença de belezas naturais. É também uma região de grande importância no cenário do turismo ecológico brasileiro.

Principais características:

– Presença de grandes extensões de terrenos planos e elevados, assim como de montanhas, cachoeiras, rios e vales.

– Clima: tropical e equatorial úmido.

– Elevação: média de 800 metros de altitude.

– Vegetação: Floresta Amazônica (em Rondônia) e Cerrado (em Mato Grosso). Há também áreas de floresta tropical, principalmente no Mato Grosso.

– Hidrografia: a região da Chapada dos Parecis está localizada na Bacia Amazônica. Os principais rios são: rio Ji-Paraná, Juruena, Papagaio, do Sangue e Guaporé.

– Principais atividades econômicas: turismo ecológico e de aventura e extrativismo vegetal. Há também, principalmente em Rondônia, pecuária semiextensiva e agricultura de subsistência.

– Ponto mais elevado: Pico do Tracuá com 1.126 metros.

– Principais serras: Serras de São Francisco, Serras Novas, Serra dos Pacaás Novos, Serra da Vitória, Serra das Queimadas e Serra da Pedra Branca.

– População: cerca de 25 mil habitantes (estimativa 2016).

– Cachoeiras: Dois de Novembro, Quatro de Março, São Francisco e São Vicente.

O rio Paraguai nasce na Chapada dos Parecis, no Mato Grosso. Ao longo do seu percurso rumo ao sul, recebe vários afluentes importantes como o Cuiabá, o São Lourenço, o Taquari, o Miranda e o Negro. Sua bacia hidrográfica abrange uma área de 1.095.000 km², sendo 33% no Brasil – Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – e o restante na Argentina, Bolívia e Paraguai.
A região se divide em duas áreas principais hidrográficas: Planalto (215.963 km²), com terras acima de 200 metros de altitude, e Pantanal (147.629 km²), que são terras abaixo de 200 metros de altitude, com baixa capacidade de drenagem e sujeitas a grandes inundações.

Considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal funciona como um grande reservatório que retém a maior parte da água oriunda do Planalto e regulariza a vazão do rio Paraguai.

A baixa capacidade de drenagem dos rios e lagoas que se formam no Pantanal, juntamente com a influência do clima da região, faz com que cerca de 60% da água proveniente do Planalto seja perdida por evaporação.

Nasce na Chapada dos Parecis, no estado de Mato Grosso e banha também o estado de Mato Grosso do Sul. Suas duas margens são brasileiras. Faz fronteira do Brasil com a Bolívia só num trecho ao sul da Bolívia.

Em seu percurso inicial (cerca de 50 km) tem o nome de rio Paraguaisinho, mas logo passa a ser conhecido como rio Paraguai, percorrendo um trajeto de cerca de 2.621 Km até sua foz, no rio Paraná. Seus principais afluentes são os rios: Sepotuba, Cabaçal, Jaurú, São Lourenço, Paraguai Mirim, Pacú, Velho, Negrinho, Taquari, Abobral, Miranda, Novo, Nabileque, Negro (Bolívia e Paraguai), Branco, Tereré, Aquidaban e Apa, no território brasileiro. Os afluentes Ypané, Monte Lindo, Jejuí, Manduvirá, Piribebuy, Pilcomayo, Tebicuari e Bermejo são afluentes fora do território do Brasil.

O Rio Guaporé nasce na Chapada dos Parecis (MT), a 630 m de altitude e desemboca no rio Mamoré perto de Surpresa (RO). Na sua extensão de aproximadamente 1.400 km, 1.150 km são navegáveis a partir de Vila Bela da Santíssima Trindade. Em todo seu percurso no estado de Rondônia, forma a fronteira do Brasil com a Bolívia. Corre inicialmente em direção sul, faz uma grande curva para o oeste, passando por Pontes e Lacerda e seguindo até Vila Bela da Santíssima Trindade, onde sobe novamente rumo ao norte e finalmente se inclina ao noroeste até sua foz no Mamoré. Atravessa uma região rica em biodiversidade e belezas naturais, constituindo uma zona de transição entre o Pantanal mato-grossense e a Amazônia.

O rio Guaporé é um curso de água no Brasil e na Bolívia. Banha os estados de Mato Grosso e de Rondônia e os departamentos bolivianos de Santa Cruz e Beni, servindo de divisa entre os dois países.

Vem ai: A Expedição Cerradania

 

 

Flores do Ipê roxo em Brasília

Primeiro a florir todos os anos, o ipê roxo já enfeita a capital federal e chama a atenção tanto de moradores quanto de visitantes. A árvore floresce no período de seca porque o vento mais forte e a ausência de chuvas ajudam na dispersão das sementes, explica a engenheira agrônoma Carmem Regina Correia, professora da Universidade de Brasília (UnB). Na sequência do ipê roxo está prevista a floração dos tipos amarelo, rosa e, por último o branco, na altura de setembro.

ipe roxo florindo em Brasilia

O ipê-roxo é uma árvore de 20 a 35 metros de altura, de copa arredondada e flores rosadas, que se destacam pela inexistência de folhagem nos meses de junho e agosto.

A madeira do ipê-roxo é dura, pesada e difícil de serrar.

É usada par fazer postes, pontes, tacos e tábuas para assoalho, tacos de bilhar, bengalas, etc.

A árvore em florescimento é um belo espetáculo da Natureza.

É ótima para plantio junto a outras espécies, em áreas degradadas, de preservação permanente.

O chá da casca do ipê-roxo é um dos medicamentos usados na medicina popular brasileira por sua capacidade de extinguir tumores sólidos. Pensa-se que sua ação tenha a ver com a alteração da capacidade de reparação do DNA das células cancerígenas, levando-as à apoptose (morte programada).

Outros usos medicinais empíricos da casca do ipê-roxo são derivados de ação antifúngica, antiinflamatória, antibacteriana, analgésica e relaxante. Por esses conhecimentos, o chá da casca do ipê-roxo é usado também no alívio das dores musculares, nos problemas menstruais e ginecológicos, no mal de Parkinson, no controle da diabetes e no combate à anemia.

A casca desta árvore, para uso medicinal, deve ser retirada do tronco de árvores saudáveis e bem desenvolvidas, cuidando de manter a condição da planta (isso quer dizer, retirando-se somente o que se vai usar, em porções descontínuas, para permitir o restabelecimento da planta) ou dos galhos próximos ao tronco (retire as folhas e raspe o galho, com uma faca, até atingir a parte verde). A casca recolhida assim deverá ser cortada em pequenos pedaços, seca e moída.

Mas, você também poderá comprar a casca do ipê-roxo, em pacotes ou cápsulas, nas farmácias fitoterápicas.

O chá deve ser preparado assim:

Duas colheres de sopa de casca moída, ferver em 1 litro de água por dez minutos, abafar, coar e tomar 1 xícara até 3 vezes ao dia.

Para a depressão, a indicação é de se usar 1 colher de chá da tintura de ipê-roxo dissolvida em um copo de água. A tintura da casca de ipê-roxo deve ser preparada em álcool de cereais (200 gr de casca de ipê, 1 litro de álcool de cereais, deixar macerando no escuro, por 2 dias).

Outras indicações são para tratamentos de varizes, sífilis, reumatismo e feridas.

 

Dados do https://www.greenme.com.br/usos-beneficios/4523-ipe-roxo-cura-cancer-beneficios

 

 

Sucupira do cerrado: bela, boa e amarga

A Sucupira é uma árvore que produz uma semente, muito conhecida para aliviar as dores, pelos seus efeitos anti-inflamatórios. Os antigos já faziam os chás com essas sementes para tratar o reumatismo, a artrite e as dores crônicas.

Poucas pessoas conhecem essa planta, e vamos apresentar um pouco de sua característica e de sua importância.

sucupira-arvore

Sucupira florando

Sucupira (Pterodon emarginatus) é uma planta brasileira que se origina nos cerrados; há alguns anos, houve um migração para a floresta semidecídua, aparecendo nos Estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins, São Paulo, Goiás, Piauí e Mato Grosso do Sul. A Sucupira está na lista de plantas ameaçadas e há uma ação por conta de estudiosos, biólogos e botânicos de todo o Brasil para a conservação da espécie.
A árvore tem em média de 8 a 16 metros de altura. O tronco é branco-amarelado e tem a casca lisa; suas raízes, geralmente, transformam-se em bulbos, e expandem-se em batatas-de-Sucupira. As folhas são compostas e bipinadas; flores rosadas meio brilhantes e terminais no estilo panículo. Além dessas características a planta produz frutos que se assemelham a legumes indeiscentes, alados.

A Sucupira é usada, geralmente, na construção civil. A espécie fornece madeira maciça e de alta durabilidade, própria para construções e confecção de móveis, estruturas, assoalhos, etc. Esse foi um dos motivos que levou a espécie para a lista de plantas ameaçadas, devido à exploração descontrolada e sem nenhuma fiscalização ou projeto de plantio e manejo.

A medicina popular usa sua casca e sementes, também o óleo, para o tratamento de reumatismo. Outras observações foram feitas a patir de estudos farmacológicos que apontaram, em uma pesquisa, que o óleo da Sucupira também inibe a penetração da cercária da esquistossomose (doença parasitária crônica que mata milhares de pessoas todos os anos pelo mundo), através da pele. Ou seja, o óleo da planta pode ser usado na profilaxia tópica dessa endemia.

Atualmente existem mais estudos que apontam a Sucupira como uma planta de amplo espectro, no tratamento de diversas enfermidades corriqueiras, como infecção de garganta, rouquidão, amigdalites, aftas, gripes e resfriados. Ela deixou de ser a semente preferida da terceira idade, já que era indicada somente para doenças degenerativas e dores!

sucupira-sementes

sementes de sucupira

Muitos ainda reclamam do seu gosto amargo, mas garanto que vale a pena! E quem disse que remédio tem que ser gostoso? Bom mesmo é ter saúde!

Então, da próxima vez que você for usar essa planta, não faça cara feia para ela. Lembre-se que é de sua natureza ser bela, boa e amarga!

 

 

transcrito do http://www.oficinadeervas.com.br/informativo

Resgate cultural no Parque Nacional da Serra da Capivara

O evento será realizado entre os dias 27 e 29 de julho no anfiteatro Pedra Furada.

Música, dança, teatro e cinema reunidos em um dos mais belos cenários naturais do Piauí: anfiteatro Pedra Furada, no Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato. De 27 a 29 de julho, a cidade recebe a primeira edição da Ópera da Serra da Capivara.

serra da capivara

O anfiteatro da Pedra Furada, atração do Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)

“A cidade já sediou grandes eventos internacionais e merecia esse presente. A Ópera é um grande encontro de diversas manifestações culturais e deve se consolidar no calendário de eventos do Piauí”, diz o secretário de Estado da Cultura, Fábio Novo.

O evento é uma realização do Governo do Estado do Piaui, por meio das secretarias de Estado da Cultura (Secult) e do Turismo (Setur), com apoio da Prefeitura de São Raimundo Nonato. A ópera é direcionada a todos os públicos e tem entrada gratuita até o limite da capacidade do local, de mil pessoas por noite.

O objetivo é levar uma programação cultural de boa qualidade para outros lugares longe dos grandes centros produtores de cultura e, ainda, impulsionar e fortalecer o turismo no entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara e incrementar o potencial econômico da região. A programação começa às 19h e se estende até meia-noite.

No anfiteatro, o palco tem como fundo a paisagem da Pedra Furada. Na frente, serão instaladas arquibancadas para o público que vai assistir aos espetáculos. Também serão montados camarins e uma sala de imprensa.

“Cada noite será batizada com um nome característico do lugar que servirá de inspiração para a iluminação da Pedra Furada, por meio do recurso gráfico do vídeo mapping, o que se constituirá como mais uma das atrações do evento, ou melhor, um espetáculo à parte. A ópera terá uma grande estrutura e muitas emoções”, afirmou Sádia Castro.

Mais informações no site do evento: www.operadaserradacapivara.com.

Programação:

As noites da Ópera da Serra da Capivara serão temáticas. Os espetáculos terão denominações de importantes circuitos turísticos e arqueológicos do lugar.

27 de julho – Noite do Baixão das Andorinhas

19h – Ato ancestral, O espetáculo

19h50 – A Opereta da Pedra do Reino do Futuro – crianças das escolas municipais de São Raimundo Nonato

20h50 – Trio que Chora – São Paulo

22h10 – Lenine – Rio de Janeiro

28 julho – Noite da Trilha Hombu

19h – Ato ancestral, O espetáculo

19h50 – Bossa na Pedra: uma homenagem a João Gilberto – Veikko von Furstenrencht – Suécia/Teresina

20h50 – Quartchêto – Rio Grande do Sul

22h10 – Casuarina – Rio de Janeiro

29 de julho – Noite do Desfiladeiro da Capivara

19h – Ato Ancestral – O espetáculo

19h50 – Atração local

21h – Chico Terto – Ópera primitiva – Paris/Teresina

22h – Nikolas Krassik – França/Rio de Janeiro

Encerramento: Orquestra sinfônica de Teresina – Cantata Gonzaguiana

Vem ai: A Expedição Cerradania

Cuiabá, no cerrado de Mato Grosso

Mato Grosso abriga três biomas do Brasil (Pantanal, Floretas Amazônica e Cerrado). mas, é no cerrado que está assentada a capital do Estado.

Cultura

Boa parte das tradições cuiabanas se deveu, em parte, ao isolamento sofrido pelo município com a decadência econômica.  Outro fator que explica parte das características das manifestações culturais é o convívio de várias culturas desde a fundação de Cuiabá, como os índios que ali viviam, os bandeirantes paulistas e os negros levados para lá como escravos. Todos esses fatores se refletem na gastronomia, nas danças, no modo de falar e nos artesanatos.

A base da culinária local são os peixes, pescados nos rios da região (pacupintadocaxaradourado e outros) e consumidos de várias maneiras, acompanhados de farinha de mandiocaabóbora e banana, em pratos como a maria isabel, a farofa de banana e o pirão. Um dos principais pratos típicos é a mujica, prato à base de peixe. A culinária cuiabana assim como a brasileira, tem suas raízes nas cozinhas indígenas, portuguesa, espanhola e africana.

Frutos, como o pequi, são adicionados a pratos a base de arroz e frango, a mandioca, a manga e o caju, o charque, peixes frescos ou secos. Pacu assado, piraputanga na brasa, mojica de pintado, arroz com pacu seco, moqueca cuiabana, caldo de piranha, ventrecha de pacu frita, dourado ou piraputanga na folha de bananeira e caldeirada de bagre, são pratos nascidos nas barrancas do rio Cuiabá e nas baias do Pantanal.[carece de fontes]

A “maria isabel” é o combinado de arroz e charque, popularmente conhecido também como arroz carreteiro, prato exclusivo da culinária local, a paçoca de pilão feita com carne de charque e farinha de mandioca temperada, o furrundum, doce preparado com mamão verde, rapadura e canela, o pixé elaborado com milho torrado e socado com canela e açúcar, o bolo de arroz cuiabano, o francisquito, os doces de caju e manga, o licor de pequi e o guaraná de ralar.

igreja de são benedito em Cuiabá

Vista de Cuiabá a partir do edifício da prefeitura.

À frente, a igreja de Nosso Senhor dos Passos.

Atrás, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito,

Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

 

 

 

 

O artesanato mato-grossense reflete o modo de vida do artesão. Em cada obra, vemos representado o dia-a-dia e os costumes da sociedade. Verdadeiras obras de arte enriquecem a cultura mato-grossense e transformam o cotidiano num encanto de belezas. São objetos de barro, madeira, fibra vegetal, linhas de algodão e sementes.

Dentro do artesanato mato-grossense a cerâmica é a que mais se destaca pelas suas formas e perfeições. Feita de barro cozido em forno próprio, ela é muito utilizada para a fabricação de utensílios domésticos e objetos de ornamentação. Na divulgação da arte, cultura e tradição mato-grossense, a tecelagem também detém grande representatividade, principalmente pela beleza das cores refletidas nas redes tingidas e bordadas, uma a uma, pelas mãos das redeiras. A mistura de cores forma lindas imagens, que vão desde araras e onças até belas flores nativas.

Indígena

A cultura mato-grossense sofre forte influência dos indígenas, através de seus costumes e tradições. O artesanato é forte e expressivo, representando o modo de vida de cada tribo. Eles preservam a arte de confeccionar cocar, colares, brincos e pulseiras, utilizando-se das matérias-primas oriundas da natureza, como sementes, penas e pigmentos.

Mato Grosso preserva manifestações culturais com influências variadas, que ganham expressão em danças, cantos e festivais folclóricos em diferentes localidades e regiões do estado.
As mais conhecidas são o Siriri – dança acompanhada por cantoria, com influências indígena e africanas – e o Cururu – espécie de desafio de rimas, com origem em manifestações religiosas populares. Ambas têm como principal instrumento a viola de cocho. O Cururu é tocado apenas por homens, que fazem versos e toadas para as mulheres. Os maiores festivais de Siriri e Cururu ocorrem em Cuiabá e região.

Duas das mais importantes manifestações culturais da Baixada Cuiabana, o Cururu e o Siriri.
O Siriri é uma dança folclórica mato-grossense em que dançarinos, usando vestimentas coloridas, fazem evoluções ao som de cantos e instrumentos como ganzá, mocho e viola-de-cocho. Hoje amplamente difundida pelo Grupo Flor Ribeirinha.

O Cururu, raiz da cultura popular regional, reúne apenas homens que cantam a vida dos santos em versos e toadas. Numa linguagem bem peculiar e de baixa compreensão para os povos de fora da região.

 

Vem ai: A Expedição Cerradania

Plantas medicinais do cerrado 

       O cerrado é uma farmácia tão rica que quase não acreditamos no seu potencial, a diversidade de plantas com propriedades terapêuticas está longe de ser conhecida pelo homem, a cada dia aparecem novas plantas ou melhor  plantas antiqüíssimas que estão abundando nesta natureza exuberante e frágil.

         É urgente a criação de políticas e práticas que visem a  preservação dos campos do cerrado, medidas simples, que só precisa não interferir, não mexer, deixar como está. Nada de pastagens, gado, lavouras, reflorestamentos, permitir que os campos, os jardins do cerrado permaneçam  intactos, pois nestes campos encontram-se riquezas naturais, que podem salvar vidas.

          A lista das plantas medicinais do cerrado é imensa, escolhi algumas que são características da serra dos Pirineusem Goiás, várias já se encontram ameaçadas e difíceis de encontrar. São plantas delicadas, que precisam de condições de solo e clima específicos. O cerrado é assim, quanto menos interferir melhor, pois a natureza recupera rápido.

Algumas plantas do cerrado: Indicações e Uso Medicinal:

Carobinha: Chá das folhas é depurativo do sangue e combate diarréia amebiana.

Perobinha: Chá das folhas é diurético.

Perpétua do mato: Infusão da folhas é diurético.

Ponta de lanceta: As folhas fervidas, são depurativas para tratar feridas e úlceras.

Cajuzinho do campo: Chá das folhas é usado no combate a diarréias.

cajuzinho do cerrado

Cajuzinho no cerrado

Angico: A casca da madeira é usada em banhos para curar feridas, é cicatrizante.

Sucupira branca: A casca da madeira é empregada em casos de diabete crônica. As sementes são anti-febrifugas e depurativas.

Mamacadela: As raízes fervidas e espremidas são empregadas no combate ao vitiligo. Passa-se sobre a pele com as manchas e proteja-a da luz solar.

Pequi: O mesocarpo do fruto (a casca) é empregado no combate a gripes e resfriados.

Roxinha: As folhas maceradas são usadas como anti-séptico para feridas.

Copaíba (pau dóleo): Óleo usado em pequenas doses, como antiinflamatório e estimulante. Usar 1 gota para cada 10 quilos de peso.

Pé de perdiz: Chá das folhas e raízes para o tratamento de doenças venéreas, erupções e ulceras.

Cipó caboclo: Infusão das folhas, em forma de banhos, para inchaços e ulceras.

Centáurea do brasil: Chá das raízes amargas é tônico e anti-febrífugo. Também é vermífugo.

Faveira: Os frutos possuem rutina, que favorece a circulação, quando associado a vitamina C.

Baru: Óleo das sementes é empregado como anti-reumático.

Cagaiteira: Infusão das folhas é anti-diarréica. O fruto é laxante.

Jurubeba: O fruto e as raízes são usados para distúrbios hepáticos e digestivos, também combate anemia.

Assa-peixe branco: As folhas e os brotos são usado em casos de bronquites e asma.

Autor: Wellington Lee Schetinger.

 

Vem ai: A Expedição Cerradania

 

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia - Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Maravilhas do Cerrado

"O uso da fotografia e cultura digital para fomento da educação ambiental"

Jim Caffrey Images Photo Blog

photography from the ground up

%d blogueiros gostam disto: