Archive | agosto 2017

Abelhas nativas do Brasil

Bees native to Brazil, also known as “melíponas”, has fundamental importance in the preservation of the native vegetation and pollination of the plants.

As abelhas nativas ou abelhas sem ferrão (ASF) já viviam no Brasil muito antes das espécies estrangeiras aportarem por aqui. Também conhecida como “melíponas”, elas povoam diversos biomas do território brasileiro com mais de 300 espécies.

abelha sem ferrão

Jataí da terra (Paratrigona subnuda) – foto de  Kátia Sampaio Malagoli Braga 

Elas se alimentam do pólen que tiram das flores e formam seus ninhos em buracos ocos de troncos das árvores. As abelhas nativas são muito dependentes da preservação da mata em que estão e uma colônia pode até morrer se for retirada da árvore em que está instalada. Por isso, a vida de nossas abelhas está ameaçada pelo desmatamento.

Uma das alternativas para a conservação das espécies nativas está na meliponicultura, que garante a criação racional de abelhas sem ferrão. No Brasil, estados do cerrado brasileiro  possuem polos bem sucedidos de meliponicultura.

Entre as espécies locais exploradas encontramos a tiúba, a jandaíra e a uruçu. A jataí, marmelada, mirim-guaçu, mirim-preguiça, iraí e mandaguari também são comuns em meliponários.

Conheça outros tipos de abelhas nativas e suas especificidades:

Melipona scutellaris – Uruçu, urussu, urussu-boi, irussu, eiruçu, iruçu: são abelhas grandes, famosas por seu porte avantajado. Elas polinizam culturas de abacate, pimentão e pitanga e são encontradas.
Na Bahia é uma espécie bastante explorada devido a facilidade de criação e a excelente produção de mel. Embora seja uma espécie que esteja sendo amplamente distribuída para além de suas áreas limites por meio do tráfego ilegal, é reconhecida como ameaçada de extinção nas suas áreas de distribuição natural (Fragmentos de mata atlântica do Nordeste);

Melipona quadrifasciata – Mandaçaia, mandassaia, mandasái, manassaia, amanassaia: as subespécies se adaptam muito bem às regiões sul e sudeste do país, e têm grande incidência em toda a costa atlântica. É uma abelha robusta e que poliniza culturas de abóbora, pimentão, pimenta-malagueta e tomate;

Melipona fasciculata – Uruçu-cinzenta, tiúba, tiúba-grande, jandaíra-preta-da-Amazônia: São também excelentes produtoras de mel. Há registros de colônias estocarem até 12 litros de mel. Encontrada no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil (Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Tocantins). São importantes na polinização do açaí, berinjela, tomate e urucum;

Melipona rufiventris – Uruçu-Amarela, tujuba, tujuva: é comum nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, São Paulo, Tocantins. Seu mel é muito saboroso, por isso muito procurado. Dependendo do tamanho da colônia, e em uma área de boa florada, conseguem produzir até 10 kg de mel ao ano. É uma espécies reconhecida como ameaçada de extinção porque suas áreas naturais de distribuição (cerradão) estão desaparecendo;

Nannotrigona testaceicornis – Iraí: abelha indígena, pertencente a tribo dos Trigonini, encontrada principalmente em zonas tropicais (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo). Também constrói ninhos em muros de concreto, blocos de cimento e tijolos. Se adaptam bem à áreas urbanas;

Tetragonisca angustula – Maria-seca, virginitas, virgencitas, angelitas, abelhas-ouro, mariita, mariola, jataí, españolita, ingleses, mosquitinha-verdadeira, my-krwàt, jimerito, ramichi-amarilla, moça-branca, jatahy-amarello, trez-portas, jatihy, jatai-piqueno, jatay, jaty, jatahy, mosquito-amarelo: abelha indígena, pertencente a tribo dos Trigonini, amplamente distribuída na América tropical (Brasil, Bolivia, Colombia, Equador, Peru, Venezuela, Guianas, Suriname, Honduras, Nicaragua, Guatemala, Panamá, Costa Rica, México).
É uma espécie que se adapta bem a ambientes urbanos. Talvez seja a espécie mais criada racionalmente pela facilidade de adaptação em caixas e porque requer pouco espaço. Seu mel é denso e muito apreciado. A sabedoria popular indica este mel para o tratamento de visão.

A importância de meliponicultura

Por meio da criação de Abelhas Sem Ferrão (ASF) é possível produzir vários tipos de mel e ainda contribuir para a conservação das diferentes espécies. A atividade auxilia no equilíbrio biológico dos biomas brasileiros e na preservação de espécies vegetais. A meliponicultura também é sustentável e altamente adaptável a comunidades tradicionais, assentamentos e cooperativas agrícolas.

Informações do Programa Nacional de Apicultura Nativa (PNAN).

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O livro da cerradania

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Frutos do cerrado sustentáveis

” We need to know more about the Cerrado biome as a first step to resist its destruction. Extract its fruits in a sustainable manner and preserve its biodiversity”.

Conhecer mais sobre o cerrado é o primeiro passo para resistir efetivamente contra a destruição desse bioma. Esse é o caso, por exemplo, da comunidade local  no interior de Goiás que extrai de maneira sustentável o fruto da faveira e consegue vendê-lo diretamente para a indústria farmacêutica, sem intermediários. Da mesma forma, a produção de picolés de  frutas do cerrado, também no estado de Goiás, contribui para o manejo sustentável de toda uma região para a coleta dos frutos todos os anos.

Conheça você também alguns frutos típicos do cerrado brasileiro. Frutos como…

Bacupari-do-Cerrado (Salacia elliptica). Nativa do Vale do São Francisco, Pantanal, Planalto Central e partes da Mata Atlântica, o bacupari-do-cerrado possui polpa espessa e consistente, mas com sabor adocicado e agradável. Sua árvore pode atingir até 8 metros de altura e amadurece seus frutos nos meses de novembro e dezembro. Costuma-se consumir o bacupari-do-cerrado in natura.

frutas

Pêra-do-campo (Eugenia klotzschiana). Imortalizada na obra de Guimarães Rosa, a pêra-do-campo, conhecida também como cabacinha-do-campo, é uma fruta grande (variando entre 60g e 90g), com casca fina e polpa suculenta de sabor doce azedinho, muito característico. Sua árvore é, na verdade, um arbusto que varia entre 0,5m e 1,5m de altura, e frutifica no verão, a partir de outubro. É normalmente consumida in natura, em geléias ou na célebre “limonada de pêra-do-campo”. Pode ser plantada em vaso e é essencial em projetos de recuperação do cerrado.

Murici (Byrsonima crassifólia). Muito comum em todo o cerrado e em solos arenosos na região Amazônica, o muricizeiro é uma árvore típica do cerrado, de baixa estatura e tronco todo retorcido. Seu fruto, o murici, tem polpa carnosa com uma semente só. Possui sabor e aroma muito apreciados, sendo consumido de uma infinidade de formas – in natura, em sucos, geléias, compotas, doces, picolés e até como farinha. O murici amadurece principalmente entre fevereiro e maio.

Cagaita (Eugenia dysenterica). A cagaita é uma delícia, mas conforme o próprio nome sugere, não a coma muito madura, aquecida pelo sol, ou em grande quantidade se não quiser passar uma temporada no banheiro. Bastante carnuda e suculenta, a cagaita tem sabor azedinho que lembra o araçá e dá em uma árvore de tronco curto de copa frondosa, que chega a no máximo 8 metros de altura. É muito consumida in natura, em sucos, picolés e sorvetes. Pode ser encontrada no pé entre outubro e novembro.

Mama-cadela (Brosimum gaudichaudii). Também conhecida por mamica-de-cadela, algodão-do-campo, amoreira-do-campo, mururerana, apé, conduru e inhoré, a mama-cadela é um arbusto pequeno muito típico em todo o cerrado. O fruto é todo enrugadinho, com a polpa fibrosa e suculenta, com sabor que lembra o de um coquinho de macaúba. Consumido in natura, é também muito usada em chás e outros tipos de preparação caseiras para o tratamento de vitiligo (o que pode ser perigoso, dado que, dependendo da dose, seu uso pode levar à intoxicação hepática e queimaduras). Uma pesquisa está sendo financiada pelo governo federal e um medicamento já está em fase final de desenvolvimento, mas ainda não foi testado em humanos.

Pequi (Caryocar brasiliense). O pequi é conhecido como ouro do cerrado e é um dos frutos mais famosos da região. O pequizeiro é uma árvore bonita e frondosa, que pode chegar até 12 metros de altura e produz seus frutos de novembro a janeiro. Grandinho como uma maçã e de casca verde, o pequi possui caroços revestidos por uma polpa macia riquíssima em vitamina C, que possui pequenos espinhos por baixo. Embaixo dos espinhos encontra-se uma amêndoa, também muito apreciada, que pode ser consumida torrada, in natura, caramelizada, em licores, e até em óleos, como cosmético. O pequi é muito utilizado na culinária regional, sendo comumente cozido no arroz e no feijão. Se deu vontade e tem um pequizeiro perto de casa.

Baru (Dipteryx alata). Espécie ameaçada pela extração predatória de sua madeira, o baruzeiro é uma árvore alta e imponente, que pode chegar até 20m de altura. O seu fruto, o baru, é uma castanha com sabor similar ao do amendoim, com alto teor protéico. O problema é que a casca do baru é tão dura que é difícil abrir o fruto sem quebrar a amêndoa dentro (pense: dá para usar os restos de casca em calçamento, no lugar de brita, de tão resistente que é). Por isso, a técnica utilizada para quebrar o fruto costuma ser de corte transversal ou com pressão mecânica. Como é o caso de castanhas em geral, a amêndoa do baru é muito versátil e pode ser consumida tanto in natura, como torrado, em paçoca, rapadura, pé-de-moleque, farinhas e mais uma infinidade de receitas. Sua polpa também pode ser consumida e costuma ser usada em óleos, manteigas e tortas. Os frutos amadurecem de setembro a outubro.

Araticum (Annona coriacea). Típica de áreas secas e arenosas do cerrado, o araticum é coberto por uma grossa casca marrom e possui no seu interior um monte de semente lisa e preta com uma polpa delícia ao redor. É consumido principalmente in natura, sucos e doces, e pode ser encontrado no pé de janeiro a março.

Buriti (Mauritia flexuosa). O buriti é uma palmeira não cultivada, mas muito comum em boa parte do país. Alto, chegando até 30m de altura, o buritizeiro dá por volta de cinco cachos de buriti todo ano (cada um deles, com cerca de 400 a 500 frutos) entre abril e agosto, que demoram quase um ano para amadurecer. Quando isso acontece, por volta de fevereiro, a polpa saborosa é consumida in natura, em doces, picolé e até fermentada, como vinho. O óleo da polpa também pode ser usado para frituras.

Cereja-do-cerrado  (Eugenia calycina). Para quem gosta de pitangas, a cereja-do-cerrado é considerada o santo graal do gênero. Dando em um arbusto pequeno e muito ornamental, de cerca de 2m de altura, é uma fruta de polpa espessa, muito suculenta, macia e de sabor doce delicioso. Pode ser consumida in natura ou em doces, geléias, gelatinas e sorvetes, e costuma aparecer madura no pé entre os meses de outubro e janeiro.

Mangaba (Hancornia speciosa). Com polpa suculenta e ligeiramente leitosa e azedinha, a mangaba é o fruto da mangabeira, árvore típica da caatinga, mas comum também em diversas regiões do cerrado. Rica em vitamina C, é normalmente consumida tanto in natura, como em geléias, compotas, sorvetes e licores. Sua árvore pode atingir até 10 metros de altura e tem aspecto rústico e retorcido, com tronco e folhas que fornecem um látex conhecido como “leite de mangaba”, com propriedades medicinais. A mangaba pode ser encontrada o ano todo, mas principalmente entre os meses de outubro e abril.

Fonte: cerratinga.org.br – site muito completo sobre a produção sustentável e consumo consciente de frutos do cerrado e da caatinga. Possui também inúmeras receitas.

 

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Turismo do cerrado no Cantão de Tocantins

O parque estadual do Cantão tem várias anuências que vai emocionando as pessoas a cada momento que vai passando, então o parque estadual do Cantão é maravilhoso um privilégio para desfrutar do seu encantamento, pois lá tem tudo que a pessoa pode pensar que o paraíso pode ter.

A riqueza da fauna e da flora supera a desigualdade social, um passeio de barco pelo Cantão, a brisa quente, a atenção das iguanas e jacarés, as revoadas no final de tarde, nada disso tem preço.

Esse cenário único no interior do Brasil atrai visitantes de todo o país, pessoas apaixonadas pela virgindade da natureza ou interessadas em viver uma aventura de pescador, no rio Araguaia que é muito famoso.

Cigana
Cigana ( Opisthocomus hoazin)

O parque estadual do Cantão tem também como morador uma das aves mais estranhas e peculiares de todo o mundo, a cigana.

Outro animal característico da região, o cervo do pantanal também chamado de sussuapara, é o maior veado da América do sul, a principal diferença entre o do parque estadual do Cantão e outros cervídeos brasileiros é a galhada de quatro pontas, que pode chegar a meio metro.

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Cervo do Pantanal (Blastocerus dichotomus)

Turismo de aventura, ecoturismo e observação da fauna e flora. Quem procura essas modalidades não pode deixar de conhecer um dos cenários naturais mais incríveis do País. O Cantão abriga rios, florestas e uma rica biodiversidade, guardando imensas riquezas naturais.

A região, que compreende os municípios de Araguacema, Caseara, Lagoa da Confusão e Pium, tem características singulares, por ser área de transição entre os maiores ecossistemas brasileiros: a Amazônica e o Cerrado.

A fauna é caracterizada por animais típicos do cerrado e da floresta Amazônica, podendo se encontrar jacarés, veados, botos, entre outros. A imensa variedade de espécies de aves – mais de 500 – torna o Cantão um verdadeiro paraíso para os adeptos ao ecoturismo de observação. Isso, aliado às inúmeras espécies de peixes, às praias e lagos que compõem o cenário, atrai turistas e pesquisadores.

A região integra ainda a Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Bananal, o Parque Estadual do Cantão, o Parque Nacional do Araguaia e o Parque Indígena do Araguaia, formado pelas etnias Karajá e Javaés.

As altas temperaturas registradas durante todo o ano, aliadas às características do relevo e hidrografia, também são fatores que favorecem atividades de turismo de aventura e de ecoturismo, além daquelas relacionadas à contemplação da paisagem.

Entre os atrativos, quem visita a região tem a oportunidade de desfrutar de rios, praias, trilhas e igapós. As praias, formadas ao longo do Rio Araguaia, atraem milhares de turistas a cada ano, no período de estiagem, em especial no mês de julho, alta temporada. Os destinos mais procurados nesta modalidade são os municípios de Araguacema e Caseara.

Mas é durante o período de cheias que o rio apresenta maior diversidade de espécies de peixes e pássaros exóticos, além de outros animais da fauna brasileira, propiciando  atividades voltadas à pesca amadora e observação.

Na divisa com o estado do Pará, o Araguaia encontra-se com os rios do Coco e Javaés, formando uma espécie de delta e em toda a região do Parque Estadual do Cantão encontram-se lagos, canais e ilhas. Entre os roteiros mais frequentes estão  as trilhas dos grandes lagos Três Pernas, Benta, Cabana e Cega-Machado. Os aventureiros, praticantes do Arvorismo, também vão se encontrar no Cantão, lugar tão vasto em extensão quanto em opções de diversão e encantamento.

 

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Flores raras do Cerrado na Serra do Cipó de Minas Gerais

Quem muita sorte tiver e pelas montanhas de Minas se aventurar, pode encontrar por esses dias o buquê da foto do alto desta página ao vivo e em alguns dos mais intensos tons de rosa e lilás que a natureza é capaz de inventar. De tão rara, a espécie não tem nome popular. Pouca gente teve o privilégio de vê-la. Batizada por botânicos de Lavoisiera sampaioana, ela integra um pequeno guia que reúne algumas das maiores joias da flora do Brasil. Ao todo, são 82 espécies. Lançado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o livro de bolso tem como meta motivar e ajudar a população encontrar algumas dessas plantas e, assim, contribuir para sua preservação.

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Lavoisieira sampaioana  uma das mais belas e raras flores do Cerrado – Divulgação/Ernesto Lemes

O Cerrado é uma das 35 regiões com maior diversidade biológica da Terra. E o Cerrado mineiro é o mais devastado de todos. Séculos de pecuária, mineração, plantações e ocupação mudaram a face de campos e montanhas. Isso quando não levaram montanhas inteiras. O resultado são índices espantosos de extinção. Das 2.113 espécies da flora brasileira ameaçada de extinção, 700 são do Cerrado.

CAMPOS ALTOS DE MUITOS SEGREDOS

A Lavoisiera sampaioana, por exemplo, sequer integra a lista da extinção. Sua situação é desconhecida porque há muitos anos praticamente ninguém a encontra no único lugar do planeta em que existe: os campos de altitude do Cerrado mineiro, nas vizinhanças dos municípios de Ouro Preto, Jaboticatubas, Santa Luzia, Santana do Riacho e Santo Antônio do Itambé. Fotografadas para integrar o guia de bolso, as flores estão entre as últimas da espécie. Tudo sobre elas é incerto. Sabe-se apenas que desabrocham em campos acima dos 1.300 metros de altitude, de aparência selvagem, com vegetação rasteira e muitas, muitas pedras.

Essas plantas são arbustos que não costumam ultrapassar o metro e meio de altura. Fora da época de floração, que se prolonga até agosto, passam despercebidas com facilidade, quase da cor das rochas das montanhas. Talvez por isso, especulam pesquisadores, a bela espécie não seja avistada. Sua história pode ser também a de tantas outras espécies que já desapareceram ou correm o risco de extinção iminente. Alterações do hábitat podem tê-las condenado, numa região escolhida para estudo pela imensa riqueza e a igualmente grande fragilidade.

O guia integra um projeto maior de Planos de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Flora Ameaçada de Extinção, coordenado pelo Jardim Botânico, com a participação de numerosas instituições científicas, comunidades e representantes dos setores produtivos. A partir de uma espécie de planta, pode-se preservar todo um ecossistema. O que inclui proteger e recuperar nascentes e solos, flora e fauna.

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Lychnophora humillima – foto de William Milliken 

— Na natureza tudo está integrado. Não se salva uma planta se não se preserva o seu habitat — destaca o coordenador do Centro Nacional de Conservação da Flora, Gustavo Martinelli.

E, ao proteger esse habitat, se conserva um ambiente importante para a própria presença humana, que depende da água, do solo e dos serviços ambientais prestados pela flora e a fauna, como a diversidade de sementes e a polinização de espécies de valor comercial.

— Escolhemos para estudo regiões que não só possuem importância biológica, como são factíveis de salvar e de beneficiar a população de entorno — acrescenta Martinelli.

Cada PAN é resultado da combinação de pesquisa de ponta em campo e em bancos de dados no Brasil e no mundo. E também de reuniões de especialistas com representantes de governos, da mineração, da agropecuária, de moradores, pequenos produtores e quaisquer outros grupos que tenham relação com as áreas. Junto com o guia “Flora ameaçada do Cerrado mineiro”, o Jardim Botânico lançou também os PANs do Espinhaço Meridional e da região de Grão Mogol-Francisco Sá, ambos no Cerrado de Minas Gerais. Só no Espinhaço Meridional há 255 espécies de plantas em extinção. No Grão Mogol, existem 74.

— A função do PAN é orientar todos os envolvidos com essas áreas. Pode ser usado, por exemplo, para um agricultor averbar uma reserva legal para fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Também é útil para o Ministério Público — observa Eline.
REFÚGIO NA SERRA DO CIPÓ

A análise dos locais prioritários foi realizada por uma equipe de especialistas liderada por Rafael Loyola, da Universidade Federal de Goiás, que também organizou os dois PANs.

Todos esses cientistas esperam que alguém se depare e dê notícias sobre, por exemplo, as flores exuberantes da foto ao lado. Como a Lavoisiera, essa espécie também não recebeu nome popular. Para os botânicos, a espécie é a Lychnophora humillima. É outra reservada hoje aos olhos de poucos. Está na categoria “criticamente ameaçada”. Só existe na Serra do Cipó e, ainda assim, somente perto dos municípios de Santana do Riacho e de Santana de Pirapama. Outrora, podia ser achada até mesmo sobre cupinzeiros. Hoje, não mais.

A Serra do Cipó, de fato, é um dos maiores refúgios da biodiversidade do Cerrado. Espécies que já desapareceram de outras áreas ainda são encontradas por lá. A esperança dos cientistas é que alguém encontre exemplares. No guia, há instruções de como proceder, caso alguém seja afortunado o suficiente para se deparar com uma das plantas mais raras do mundo.

O guia e os dois PANs podem ser acessados gratuitamente no site.

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Cerrado de histórias na Chapada das mesas do Maranhão

A cidade de Carolina figura como a principal porta de entrada da Chapada das Mesas. A natureza do local é o principal atrativo para o ecoturismo

Carolina consolidou-se como destino de ecoturismo, de eventos, de lazer e de negocios da região. Carolina é o principal e mais próximo ponto de apoio da região turística estadual classificada como “Pólo Chapada das Mesas e o Parque Nacional da Chapada das Mesas”.

O Parque Nacional da Chapada das Mesas é constituido de formações rochosas que formam a Chapada das Mesas, como o Morro do Chapéu, Morro do Dedo, Morro Do Gavião, Portal da Chapada, Morro do Macaco e muitos outros cenários de muita beleza. A Chapada das Mesas recebeu esse nome por possuir morros de grandes alturas que tiveram suas surperfícies planificadas pela erosão, a maioria deles lembrando o formato de mesas, e tem como atração turística o turismo ecológico com suas lindas paisagens naturais como o rio Tocantins, as cachoeiras e os chapadões.

Longe de ser apenas um aquífero, a região conta com vasta história, tendo participação em movimentos políticos significantes para o Brasil. Lá, foi construída a segunda hidrelétrica do país e a primeira da região Norte na década de 1940. Antes da urbanização, o local era habitado por índios Timbira, típicos do Maranhão. Além disso, a história da cidade guarda particularidades da época do coronelismo oligárquico.

Quem visita pode conhecer o mais novo ponto turístico, o Museu Histórico de Carolina, inaugurado há um mês. O turista saberá, entre outras particularidades, que a cidade já foi chamada de São Pedro de Alcântara, e rebatizada, em 1832, em homenagem à Carolina Leopoldina, primeira esposa de Dom Pedro I.

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Chapada das Mesas – maranhão

A criação do Parque Nacional Chapada das Mesas, em dezembro de 2005, colocou os municípios de Carolina, Riachão e Estreito, no centro-sul-maranhense, no roteiro de viagens. As árvores do Cerrado e os paredões de rochas de arenito revelam o santuário de mais de 160 mil hectares. São 89 cachoeiras, mais de 400 nascentes de águas cristalinas, em uma das regiões mais belas do Brasil.

Em quantos tons de azul se faz o paraíso? Em Carolina, provavelmente em centenas. As piscinas naturais chamam a atenção pelas nuances das águas cristalinas.

Chapada
A natureza e as formações rochosas são os principais atrativos para quem visita alguma das chapadas brasileiras. A mais recente é a Chapada das Mesas, criada há uma década em território maranhense. O relevo, característico nessas regiões, é considerado um dos mais antigos de todo o país e foi originado de abalos sísmicos ocorridos há mais de 500 milhões de anos atrás, segundo manuais de geografia. As chapadas mais conhecidas do Brasil são: a Diamantina, no interior da Bahia; a Guimarães, em Mato Grosso; e a Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Para saber mais
Índios maranhenses, os Timbira
Antes da colonização, Carolina era território dos Timbira, que era um conjunto de povos indígenas, como Apanyekrá, Apinayé, Canela, Gavião do Oeste, Krahó, Krinkatí e Pukobyê, tipicamente do Maranhão. Com a urbanização da cidade, a população foi reduzida, e as tribos remanescentes se espalharam pelo norte do país, sobretudo pelo Pará e Tocantins. Estima-se que, hoje, existam 8 mil índios Timbiras. Alguns costumes perpetuaram-se até os dias atuais, como pratos típicos à base de peixes e o artesanato.

Principais atrativos

 

Cachoeira da Pedra Caída

Cachoeira da Caverna

Cachoeira do Capelao

Cachoeira da Prata

Cachoeira do São Romão

Cachoeiras do Itapecuru

Morro das Figuras

Morro do Chapéu

Portal da Chapada

Cachoeira do Dodo

Rio Lajes

Balneário Queda D’agua

Poço Azul

Encanto Azul

​Cachoeira de Santa Bárbara

Cachoeira do Ilía

Rio Tocantins

A base da economia de carolina está no Turismo, Comércio, Agricultura, Pecuária e Extrativismo.

A gastronomia Carolinense é rica e bastante diversificada onde destacam-se os pratos a base de peixe de água doce como: surubim no leite de coco e pirão, pacu, tambaqui e tambacu fritos, assim como a carne de sol com macaxeira frita e a galinha caipira ao molho pardo.

Ingredientes muito utilizados na culinária Carolinense são os derivados da mandioca como a tapioca e a puba.

Os principais pratos típicos carolinenses são: Grolado de puba – Prato feito com “puba”, uma farinha derivada da mandioca; Peixe ao leite de cocoPaçoca de carne seca – Preparado com carne seca e farinha de mandioca que são misturados e batidos em um pilão; Mangulão ou bolo de roda – Caracterizado pelo seu formato redondo, é feito à base de mandioca e leite; Bolo frito de tapiocaAnel de bispo – Bolo salgado com formato de anel feito à base de tapioca; Bolo de arroz; Bolo de Puba e Língua de mulata – Bolo doce preparado à base de farinha de trigo, manteiga e leite de coco e o Vatapá de frango – Prato feito com peito de frango desfiado, leite de coco, fubá de arroz, azeite de dende e pimenta a gosto. É muito consumido nas festas tradicionais da cidade.

Em Carolina são várias as manifestações do imaginário popular quanto a seres lendários ou mitológicos, que mantêm acesa a chama da herança cultural Carolinense, passada de geração em geração. Os mais conhecidos são as lendas de antigas aldeias indigenas que habitavam o local, o Bumba meu Boi, a Matita Pereira e das ondas ufológicas que supostamente foram vistas por populares de carolina.

trecho do livro Alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses.

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O cerrado tem Arnica, um santo remédio

Dizem que em caso de “tucunté” dor, arnica cura. Muito utilizada pelos cerratenses, a arnica-do-campo, também conhecida como candeia, é um arbusto típico de cerrado rochoso de altitude, os campos rupestres. Em Pirenópolis, em certas áreas, ainda é possível ver campos infestados desta planta. O ainda é porquê em outras tantas áreas esta espécie foi extinta por raizeiros inconsequentes.

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A arnica, (Lychnophora ericoides) é uma planta no mínimo curiosa. Exala um perfume de cânfora de uma resina que exuda nas folhas da ponta dos ramos. Por ser um arbusto baixo, ao passar ao lado de um pé de arnica, não há como deixar de esfregar as mãos em suas folhas e ficar com seu perfume por vários minutos, mesmo horas, após. Sua textura aveludada transmite às mãos uma sensação gostosa e cativante que dá vontade de ficar ali parado, olhando o visual dos campos altos onde se encontra e sentindo seu aroma.

A arnica-do-campo é uma planta medicinal. Possui substâncias de comprovado poder terapêutico, anti-inflamatório e analgésico. Popularmente costuma-se colocar suas folhas, ainda presas nos ramos, dentro de garrafas com álcool. Usado principalmente contra dores musculares através da fricção da titura alcoólica com as mãos no local contundido. Mas também produz-se cremes e pomadas. Existe também difundido o uso em cachaça para ingestão oral. O que não é recomendado por pesquisadores por ser extremamente tóxico. Aliás, a função na planta destas substâncias aromáticas é justamente afastar os herbívoros, dada a sua toxidade.

A arnica pode deixar de existir. “Essa planta está na lista das que são suscetíveis a extinção. Das arnicas, é a única que pode ser feito uso interno. Na medicina popular ela é usada para problemas de infecções renais”.

O agrônomo Diogo Murilo Costa destaca que já é difícil achar algumas espécies. “[É uma] planta endêmica do cerrado que ocorre em poucas áreas e a extração tem tornado cada vez mais difícil encontrar essa planta no ambiente natural dela”, afirmou.

Segundo a pesquisadora Luciana Queiroz Melo, em seu trabalho citado ao final da matéria, as substâncias anti-inflamatórias estão nas folhas enquanto as analgésicas na raiz. O caule não possui nenhuma substância terapêutica. São diversas as substâncias de poder terapêutico, como flavanoides, lactonas, triterpenos e lignanas que possuem ação anti-inflamatória e analgésica.

Por ser um remédio eficaz contra contusões, hematomas, dores musculares e varizes, a maior preocupação com esta planta é devida a extração indiscriminada e de forma irracional pelos comerciantes de ervas medicinais, os chamados raizeiros. Vários campos que outrora eram dominados pela arnica, hoje não se vê um sequer exemplar. Os campos de arnica remanescentes estão dentro de propriedades privadas e em áreas protegidas.

O nome arnica foi dado pelos imigrantes europeus que viram enorme semelhança desta planta com a Arnica montana européia, também da família Asteraceae e que possui as mesmas propriedades. Por isso também é chamada de falsa-arnica ou arnica-brasileira. Existem dezenas de espécies de arnicas, a maioria do gênero Lychnophora.

Veja também em nosso Herbário Digital mais um pouco mais de sua botânica.

Fonte: Análise da variabilidade genética de arnica (Lychnophora ericoides Less. – Asteraceae) usando marcadores RAPDs de Luciana Queiroz Melo, Ana Yamagushi Ciampi e Roberto Fontes Vieira.

 

 

 

 

 

 

Cerrado meridional no sul do Brasil

A região de Campo do Mourão no Parana representa a extremidade sul do cerrado brasileiro. O cerrado que existiu no Brasil no passado era muito vasto. Á medida que o clima foi mudando para mais úmido, as florestas foram avançando. A vegetação de cerrado ficou restrita a manchas em pontos onde o solo lhe dava condição de manutenção”, conta o doutor em ciências ambientais Mauro Parolin.

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Exemplar do Pequi ( Cariocar brasiliense) cerrado em Campo do Mourão -Paraná

No espaço todo cercado, uma amostra da paisagem que não existe mais. A estação é um museu vivo do cerrado paranaense. Por enquanto, sem visitação. Só pesquisadores podem entrar para estudar a mata. Um acervo pequeno, mas valioso.
Em apenas uma quarteirão, quanta diversidade! Pesquisadores já identificaram 240 espécies de plantas. Algumas delas são bem raras, como um tipo de capim que, no Paraná, só existe na estação.

“Em Campo Mourão, uma gramínea do cerrado só conseguiu ficar preservada dentro da estação. Nas áreas de entorno, o avanço da cidade fez com que ela desaparecesse”, explica o professor Mauro Parolin.

Estação Ecológica do Cerrado: é uma área de preservação, pois estão espécies remanescentes do Quaternário Antigo. Parque do Lago: é um dos cartões de visita da cidade, possui pista de cooper que adentra a mata, cancha de areia e estufas. Parque Estadual Lago Azul: possui uma biodiversidade exuberante, um lago com 70 milhões de metros cúbicos de água aberto às práticas de esportes náuticos, como jet-ski, esqui aquático, passeios de lancha, canoagem e pesca amadora. Além disso, possui uma grande área florestal com casas de veraneio.

Entre as principais atrações de Campo Mourão está o Parque Estadual Lago Azul, localizado a dez quilômetros do centro, cortado pela BR-487 (Campo Mourão-Guarapuava). Os apreciadores de esportes náuticos e da pescaria dispõem de um lago de 11,3 quilômetros quadrados. Lanchas, jet-ski, caiaques e a prática de esqui aquático, além da presença de pescadores, completam o cenário.

O local oferece ainda muitas outras atrações. Numa reserva florestal de 530 hectares, que também faz parte do parque, existem várias cachoeiras e os visitantes podem fazer caminhadas monitoradas em duas trilhas em meio à mata, onde existem diversas espécies de árvores em extinção, além de animais. A trilha Peroba tem 3.850 metros e possibilita a observação dos vários estágios da floresta, passando por uma pequena cascata e terminando em um lago. Já a trilha Aventura tem 3,2 mil metros e passa por várias cachoeiras, pelas ruínas de uma antiga hidrelétrica e diversos obstáculos. Na área também funciona o Centro Regional de Educação Ambiental.

Abaixo da atual represa estão a pequena barragem e ruínas da primeira hidrelétrica de Campo Mourão, construída no início da década de cinqüenta. Foi uma das primeiras hidrelétricas instaladas pela Copel (Companhia Paranaense de Energia) no interior do Estado e as ruínas, pelo seu valor histórico, poderiam ser melhor exploradas. O Parque Estadual Lago Azul foi criado em 1997 e abrangeu toda a Usina Mourão I, que pertence à Copel.

Estação Ecológica

Outra atração de Campo Mourão para os interessados em meio ambiente é a Estação Ecológica do Cerrado, que tem cerca de um hectare e está localizada dentro da cidade. Segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo, Campo Mourão tem uma das mais meridionais manifestações da vegetação do Cerrado no planeta. O local foi transformado pela prefeitura em área de preservação e estudos há alguns anos e é considerado uma verdadeira relíquia pelos especialistas.

O Cerrado de Campo Mourão é uma relíquia histórica de um passado que remete ao período quaternário e, devido ao grau de degradação sob o qual este ecossistema se encontra, acredita-se que criação de uma unidade de conservação na área de estudo é uma ação importante para a conservação desse bioma na região. Dadas as evidências concretas de perda dessa última área remanescente do Cerrado de Campo Mourão e considerando que a única área protegida desse ecossistema se restringe a uma pequena Estação Ecológica Municipal de apenas 1,0 (um) hectare, conclui-se que, se não for criada essa área protegida em caráter emergencial, o ecossistema Cerrado de Campo Mourão será definitivamente extinto.

trecho do livro Alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses.

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Pedra do Bisnau: mistérios arqueológico no cerrado de Goiás

Um verdadeiro achado arqueológico e turístico às margens da BR-20, estrategicamente escondido no município de Formosa (GO), a 300 km de Goiânia e apenas 120 km de Brasília. O povoado de Bisnau é um pequeno e incrível destino para quem busca aventura e história. A região é formada por cachoeiras, montanhas, cerrado de mata aberta e fechada, além de um incrível sítio arqueológico. Ponto de encontro de praticantes de esporte de aventura, ambientalistas, o local, apesar de incrível, ainda carece de orientação turística e quem quiser se aventurar pela riqueza de detalhes, precisa pedir ajuda aos nativos.

pedra do bisnau

Bisnau é um povoado, muito espalhado, situado junto à BR-020, a cerca de 42 km de Formosa, Goiás, no sentido da Bahia. Esse nome advém da denominação do pequeno rio que corre nas redondezas. O local do sítio acha-se distante alguns quilômetros da margem direita da rodovia federal (sentido Bahia), nos terrenos de uma fazenda. A região conta com indescritíveis figuras em suas formações rochosas – são mais de 29 sítios nas imediações. Neles encontram-se sinais gráficos em pedras que vão desde escavações rupestres de baixo-relevo a pinturas monocrômicas. O local esconde grandes segredos dos nossos antepassados, garantem os guias. Essas inscrições lembram certas pinturas rupestres encontradas em outras paragens de Goiás, assim como no norte de Minas.

Destaque para os misteriosos petroglifos (gravações em pedras) da Pedra do Bisnau, um sítio arqueológico, localizado na Fazenda Taquari, pouco depois do povoado do Bezerra , formado por um espaço natural de 2.600 m2 de petroglifos – misteriosas formações geológicas com datação estimada entre 4,5 e 11 mil anos.

A pedra causa fascínio entre estudantes, cientistas e pessoas curiosas sobre o significado das inscrições, cujas interpretações variam desde orientações astronômicas até sinais de possíveis contatos com extraterrestres.

Os desenhos trazem várias figuras em baixo-relevo concentradas em uma única grande pedra. Infelizmente as figuras estão completamente expostas à intempérie do tempo e já foram depredadas por pessoas com giz ou tinta. Apesar de estar cadastrada no Iphan, a região não conta com nenhum tipo de vigilância e a preservação vai da consciência de cada visitante.

Além do passeio (pré) histórico, o visitante pode aproveitar o clima geralmente quente e seco para tomar um banho de cachoeira. Bem perto do sítio arqueológico, a Cachoeira do Bisnau – também conhecida como Cachoeira da Capetinga – é um convite irrecusável. Para chegar até ela, é preciso caminhar cerca de 500 metros com acesso relativamente difícil entre pedras. Apesar da infraestrutura precária, a visão e o contato com a natureza exuberante do local valem cada gota de suor.

Como chegar: Localizado a cerca de 300 km de Goiânia e 120 km de Brasília – cerca de hora e meia de carro, e 40 km de Formosa, o acesso se dá pela BR-020 até o Bezerra, e de lá por estrada de terra até o Sítio Arqueológico. De Brasília a Formosa, a BR-020 é duplicada.

http://www.curtamais.com.br/goiania/pedra-do-bisnau-um-achado-milenar-de-misterios-entre-cachoeiras-e-sitio-arqueologico-em-goias?=wz

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