Archive | setembro 2017

Mucuíba, árvore do cerrado do Piaui

The Mucuiba tree has great medicinal power, common tree in the Brazilian cerrado that can reach up to six meters of height. According to popular culture Mucuíba has anti-inflammatory properties.

Of the knowledge of Cerratenses for the scientific technical verification.

Dos saberes dos cerratenses para a comprovação técnica cientifica.

A mata fechada dos cerrados guarda segredos que apenas os povos tradicionais (cerratenses) sabem desvendar. A Mucuiba tem grande  poder medicinal, árvore comum no cerrado brasileiro que pode alcançar até seis metros de altura. Segundo a cultura popular  a Mucuíba tem propriedades anti-inflamatórias.

Ajuda no tratamento da gastrite, câncer, inflamação e até dor de dente. Com a casca, a dona de casa faz um chá com as lascas do caule da árvore.

Para fazer o xarope,  a casca deve ser lavada e, em seguida, esmagada com um pilão. Depois, o material é colocado de molho e deixado por 24 horas até ser coado. O líquido é armazenado em garrafas de vidro. O líquido é deixado três dias em descanso.

“Esse ponto é o principal, onde o líquido fica descansando. O processo não pode ter erros. Um copo do liquido pela manhã serve para aliviar dores renais, má digestão e inflamação”, revelação e costumes dos tradicionais do cerrado do Piaui.

mucuiba

Mucuiba ( Virola sebifera )

Para consolidar as informações há estudos que comprovam a eficiência da Mucuíba

A Virola sebifera é uma planta nativa do cerrado conhecida popularmente como ucuúba-do-cerrado ou mucuíba, pertencente à família Myristicaceae possui ampla distribuição em regiões tropicais. (Rodrigues, 1982). Estudo sobre atividade antimicrobiana de extratos de plantas tem sido relatados em vários países que possuem flora diversificada e pouco ou nada se conhece sobre a ação antimicrobiana de espécies desse gênero (Ahmad & Beg 2001), é esperado descobrir alternativas para desenvolver novos antibióticos. Partindo dessa premissa foi desenvolvido este trabalho, com objetivo de avaliar e comparar a ação antimicrobiana do óleo, seiva e frações da Virola sebífera utilizando as seguintes cepas de microorganismos: S.aureus, P. aeruginosa e E. faecalis.

sementes de ucuuba

Sementes de Ucuuba

Foi observado no teste de difusão em poços que a ação antimicrobiana da seiva foi significativa (p <0,0204) contra P.aeruginosa quando comparado com o óleo. O crescimento das demais cepas utilizadas não foram inibidas pela seiva e óleo testados pelo mesmo método. Já no teste de difusão em disco utilizando o óleo e a seiva não apresentou atividade antimicrobiana relevante.
No método de difusão teve eficácia na ação antimicrobiana das frações da seiva, que se deve ao isolamento de compostos obtidos da semi-purificação da seiva bruta, ou seja, a semi-purificação com clorofórmio isolou compostos que inibem o crescimento de E.faecalis, e o mesmo acontece com a semi-purificação com Acetato de Etila que inibe o crescimento de P. aeruginosa.

Considerando os resultados obtidos, a seiva de mucuíba teve ação antimicrobiana no método de difusão em poços. Portanto, dentre os produtos avaliados oriundos da espécie Virola sebifera, a seiva se destacou com ótima atividade antimicrobiana contra as espécies de Enteroccus faecalis e Pseudomonas aeruginosa, sendo promissor para futuros testes in vivo o qual pode comprovar sua eficácia contra infecções em ensaios experimentais.

 FonteSBPC NET

 

Descobrindo o Jalapão

Jalapão State Park, in the middle of the cerrado, there are gardens of golden grass, while distant dirt roads lead to true oases surrounded by waterfalls, emerald green water holes, giant dunes …

Pouco conhecido e selvagem, o Parque Estadual do Jalapão no estado do Tocantins é afastado e de difícil acesso. Apesar do isolamento, a região está entre as mais bonitas do país graças à vida e às cores que emanam da natureza. No meio do cerrado surgem jardins de capim dourado, enquanto longínquas estradas de muita terra levam a verdadeiros oásis cercados por cachoeiras, poços de águas verde-esmeralda, dunas gigantescas…

cachoeira da formiga jalapão

Cachoeira do Formiga: Cores e cenários alucinantes! Foto Marcelo

O melhor lugar para curtir o pôr do sol é do alto das gigantescas dunas alaranjadas

A incomunicabilidade – celulares não pegam em boa parte dos roteiros -, reforça o contato total e exclusivo com natureza e seus encantos. A infraestrutura para explorar cada recanto, porém, existe.

Por conta das grandes distâncias e das poucas opções de hospedagem e alimentação, diversas agências de viagens oferecem roteiros para conhecer o Jalapão – e contratar uma é a maneira mais indicada para encarar a “expedição”.

Os serviços costumam incluir traslado em veículos 4×4 a partir de Palmas – a 152 quilômetros de Ponte Alta do Tocantins, considerada a porta de entrada do parque e acessível por estrada asfaltada – além de passeios rumo aos principais atrativos, como a cachoeira da Velha, o Fervedouro, as Dunas e o Mirante da Serra do Espírito Santo, todos distantes entre si e próximos do município de Mateiros. Os pacotes também incluem pernoites em acampamentos com direito a banho quente e refeições.

Calor, sacolejo e cansaço andam de mãos dadas na região. A trinca, porém, perde força quando o visitante aprecia o pôr do sol do alto dos montes de areia alaranjada, mergulha nas águas cristalinasdas quedas d’água e das prainhas ou curte um rafting no Rio Novo.

Quem não abre mão de fazer compras, mesmo estando em um lugar como o Jalapão, encontra uma agradável surpresa: o artesanato em capim dourado, produzido na comunidade quilombola de Mumbuca. As belas peças também são encontrados em um mercadinho de artesanato em Mateiros e também nos acampamentos.

 

 

CEPF Cerrado lança edital para projetos

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF lança a Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação para o Hotspot do Cerrado. Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

vão 2 Grande Sertões veredas

Cerrado dos gerais – água que corre , vida que segue

Esta chamada está aberta a grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas a este edital devem contemplar somente as seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email, cepfcerrado@iieb.org.br .

Cadastre-se para receber a newsletter do CEPF Cerrado.

Orquídeas que desabrocham em Alto Paraíso

Alto Paraíso in the cerrado biome of Goias brings to the regional market endemic species of a rock area of fascinating aroma and beauty. There, they are cultivating orchids and generating income for the people of the region.

A orquidocultura encontra em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros, um berço para desabrochar seus encantos. Alto Paraíso  traz ao mercado regional espécies endêmicas de um Cerrado rupestre de aroma e beleza fascinantes. Ali, estão cultivando orquídeas e gerando  renda para as pessoas da região.

orquideas do cerrado

Em duas estufas e 280 metros quadrados, o Orquidário Jardim de Belas Flores apresenta belíssimos exemplares. A multiplicação de orquidáceas vindas de um rigoroso sistema de cultivo possibilita exemplares de formas e medidas admiráveis. O resultado tem sido muito bom, dizem os criativos idealizadores do projeto.

Praticamente toda produção é comercializada na Feira do Produtor Rural, fato este que não impede a venda no local. Quase um atrativo turístico da cidade, o orquidário costuma receber a visita tanto de moradores, como de turistas que passam pela região.

Situado na Chapada dos Veadeiros, desenvolve em união com o laboratório de Atibaia- São Paulo, uma produção de orquídeas peculiar. Mescla as técnicas do meristema, a cultura de tecidos em tubos de ensaio e a semeadura, que por meio de enxertos em troncos, perpetua e enobrece a espécie.

Para além das estufas e da intenção comercial sugere um convite para a terapia através das plantas, um ritmo de vida tranquilo e equilibrado. “Por isso a atividade realizada aqui neste lugar, Alto Paraíso de Goiás, Chapada dos Veadeiros”, afirma o proprietário Gilmar Nagel, que junto com sua família gerencia o empreendimento.

orquidea

A aromoterapia, tratamento baseado no efeito que os aromas são capazes de provocar no indivíduo, alia o bem estar da troca de energia com os cuidados com a planta,  traz para dentro de casa  um ornamento de  beleza que alia a saúde e a qualidade de vida no ambiente.

O empreendimento familiar gera renda e sustentabilidade, ação local para problemas globais. Desenvolver o potencial cidadão, entre a economia e a ecologia,  é a soberania da consciência do novo milênio.

ANOTE AÍ!  + INFO:

Orquidário Jardim de Belas Flores – Alto Paraíso de Goiás –  Chapada dos Veadeiros

Telefone:  (62) 99601-1227 e 3446-1441

Email: gilmarorquideas.nagel@yahoo.com.br

Facebook: www.facebook.com/orquidariojardimdebelasflores

 

Atrações no cerrado do Maranhão

Activity in the cerrado of Maranhão. Rio Tocantins is the gateway to discover and explore an ecological treasure of Brazil, the National Park of the Chapada das Mesas.
The Chapada das Mesas has hills of great heights that had their surfaces planned by erosion, most of them suggest the format of tables.
There are many waterfalls, among the main ones of the Sanctuary, the Prata, Itapecuru, São Romão in Carolina and the Poço Azul and Encanto attractions in the neighboring municipality of Riachão.

Localizada no sul do Estado do Maranhão, a cidade de Carolina está a margem direita do rio Tocantins é o portal de entrada para conhecer e explorar um tesouro ecológico do Brasil, o Parque Nacional da Chapada das Mesas, onde encontramos diversas cachoeiras, corredeiras, riachos, morros e montanhas de arenito. A cidade fica na divisa com o Tocantins, ao Sul do estado, em uma altitude média de 148 metros, do outro lado encontramos a cidade de Filadélfia que também é cortada e banhada pelo rio Tocantins, oferecendo praias belíssimas. Carolina é banhada por 22 rios perenes, entre eles está o Rio Tocantins, Rio Lajes, Rio Farinha, Rio Itapecuru, Rio Manoel Alves, Rio Sereno, além de diversos riachos e córregos que cortam a sede e o interior do município.

O clima  é tropical com duas estações bem distintas: uma seca e outra chuvosa. A pluviosidade média anual é de aproximadamente 1.600mm, concentrada entre novembro e abril, trata-se de um clima tropical quente e seco, as temperaturas oscilam entre 23 a 30 graus na maioria do ano. Mas na época da seca o turista pode pegar até 40 graus.

cachoeira-da-caverna

Cachoeira das cavernas – Maranhão- Cerrado- Brasil

A maioria das áreas do município é considerada plana com leves acentuações, possui também áreas com declives elevados. O solo é Arenoso e argiloso. Dispõe ainda de cânions, cavernas e formações rochosas (Platôs – bloco de rocha arenítica) que lembram esculturas.

O pico mais alto do município é o Morro do Chapéu (365 metros). Com predominância de cerrado, o município ainda concentra matas de Caatingas, Chapadas, Várzeas e Brejos. Os campos são encontrados em menor número. Há também nos baixões existência de madeira de lei como: aroeira, pau d’arco, tamburi, angelim, jatobá, cedro, sucupira, etc.

Camaçari e Canjirana são encontradas nas matas ciliares. São plantas extrativas: piqui, bacuri, buriti, bacaba, caju, açaí, cajá, etc.

Carolina consolidou-se como destino de ecoturismo há menos de duas décadas. O Parque Nacional da Chapada das Mesas é constituído de formações rochosas como o Morro do Chapéu, Morro do Dedo, Morro Do Gavião, Portal da Chapada, Morro do Macaco e muitos outros cenários de muita beleza.

A Chapada das Mesas recebeu esse nome por possuir morros de grandes alturas que tiveram suas superfícies planificadas pela erosão, a maioria deles lembrando o formato de mesas, e tem como atração turística o turismo ecológico com suas lindas paisagens naturais. São muitas cachoeiras, entre as principais a do Santuário, a da Prata, Itapecuru, São Romão em Carolina e as atrações Poço Azul e Encanto no município vizinho de Riachão.

A culinária local é rica e bem diversificada onde destacam-se os pratos a base de peixe de água doce como: surubim no leite de coco e pirão, pacu, tambaqui e tambacu fritos, assim como a carne de sol com macaxeira frita e a galinha caipira ao molho pardo. Entre as frutas regionais encontramos o cupuaçu, araçá, cajá, maracujá, manga, cajú, bacuri, buriti, pitomba, murici, coco entre outros, além dos famosos doces caseiros, de casca de laranja, tijolo de jaca, manga, buriti, bacuri e banana passa.

Experimente o Grolado de puba – Prato feito com “puba”, uma farinha derivada da mandioca; Peixe ao leite de coco; Paçoca de carne seca – Preparado com carne seca e farinha de mandioca que são misturados e batidos em um pilão; Mangulão ou bolo de roda – Caracterizado pelo seu formato redondo, é feito à base de mandioca e leite; Bolo frito de tapioca; Anel de bispo – Bolo salgado com formato de anel feito à base de tapioca; Bolo de arroz; Bolo de Puba e Língua de mulata.

Em Carolina são várias as manifestações do imaginário popular mantêm acesa a chama da herança cultural local, passada de geração em geração. Os mais conhecidos são as lendas de antigas aldeias indígenas que habitavam o local, o Bumba meu Boi, a Matita Pereira e mais atual o aparecimento de objetos não identificados,  um prato cheio para os admiradores da ufologia.

A qual Viagem entrevistou uma das principais operadoras turísticas da região. A Cia do Cerrado tem uma equipe direta e indireta de mais de 10 colaboradores. O empresário Vilmar Dilberti Leiber é o Diretor executivo da empresa que apostou no turismo local e hoje tem atua em três segmentos diretamente ligadas ao turismo, hotel, restaurante e operadora.

A Cia do Cerrado começou há mais de 25 anos e opera roteiros de 4 a 10 dias;  Dentre os roteiros oferecidos, o mais indicado é o Três Encantos que inclui o Mirante da Chapada das Mesas, passeio de barco pelo Rio Tocantins com o pôr-do-sol.  São mais de 25 anos trabalhando para divulgar e consolidar o destino.

Segundo Vilmar, falta ainda uma maior visibilidade para a região e uma melhor logística para o setor aéreo. Faltam opções de mais voos regionais, para melhorar a chegada e o deslocamento de turistas de vários destinos brasileiros.

“Temos de começar a operar urgentemente o aeroporto de Carolina e iniciar a divulgação de Araguaina como outra porta de entrada pra nossa região turística. Não podemos depender exclusivamente dos voos de Imperatriz, que já tem ótima ocupação para os passageiros executivos”, afirma.

Ele comenta ainda que é importante realizar um trabalho mais coletivo, Regionalizar o turismo e fortalecer as parcerias entre os principais destinos regionais.

Vilmar também chama a atenção para o grande potencial do lago formado pelo represamento do Rio Tocantins. Segundo ele, ainda faltam bons projetos para diversificar ainda mais as opções turísticas que o lago pode oferecer. Turismo náutico, praias, esportes aquáticos podem ampliar ainda mais as opções para os visitantes.

Saiba mais: ciadocerrado.com.br

Texto por: Cláudio Lacerda Oliva .

 

Qual é o futuro do cerrado?

The Cerrado biome loses almost 1 million hectares of native vegetation per year. Thus, by 2050, we will have the largest species extinction process ever recorded in the history of global science. One of every four species of fauna that are threatened with extinction lives in the Cerrado

O Cerrado é o bioma brasileiro mais desmatado no Brasil, superando em duas vezes o índice de desmatamento da Amazônia. Segundo dados recém-lançados pelo Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado perde quase 1 milhão de hectares de vegetação nativa por ano. Se esse ritmo alarmante se mantiver, haverá, até 2050, o maior processo de extinção de espécies já registrado na história da ciência global, com perdas três vezes maiores do que as já registradas desde 1500.

chapada-das-mesas-1024x514

Parque Nacional da Chapada das mesas – cerrado do maranhão – Brasil

Uma de cada quatro espécies de fauna que estão ameaçadas de extinção vive no Cerrado, o que significa que um total de 137 espécies estão em risco de desaparecer. Mesmo que paremos o desmatamento hoje, mais de 50% do bioma já foi dizimado e o que resta está comprometido pela expansão da nova fronteira agrícola nos estados do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia. Conhecida como Matopiba, essa é uma das poucas regiões que ainda concentram grande quantidade de vegetação nativa preservada.

A degradação do bioma não significa apenas extinção de espécies, pela fragmentação e falta de conectividade entre as áreas de remanescentes florestais – tanto espécies vegetais quanto animais dependem dessas conexões e das trocas genéticas que a conectividade possibilita para garantir a viabilidade de importantes populações na região –, significa também aumento nas emissões de gases de efeito estufa do país, o exaurimento de um modelo produtivo insustentável e ameaças a comunidades tradicionais e indígenas associadas.

Os impactos dessa devastação já estão evidentes na falta de água em Brasília, nas estiagens e secas mais severas como no caso da região do Matopiba, que apresentou queda de 30% na safra de grãos de 2015-2016, na escassez hídrica desde 2013 na região do São Francisco, fazendo com que os reservatórios das hidrelétricas chegassem aos menores índices da história, afetando a vida de nove em cada dez brasileiros que consomem eletricidade produzida com águas do Cerrado.

Nem parece que estamos falando do Cerrado, berço das águas, considerado a caixa-d’água do Brasil. No bioma nascem as principais bacias do país, que vertem as águas que alimentam as bacias do São Francisco, do Tocantins-Araguaia, do Paraná e Paraguai – esta última, tão importante para a vida no Pantanal.

Diante dessa situação, é urgente buscar uma série de soluções que precisam ser adotadas por toda a sociedade, pelos governos e pelo setor privado. Ações como o uso de pastagens degradadas para expansão dos plantios de oleaginosas e eucalipto, adoção da rastreabilidade das cadeias produtivas do agronegócio e acordos setoriais evitando o consumo de produtos advindos do desmatamento no Cerrado.

Mais do que isso, é fundamental criar programas de monitoramento periódico do desmatamento, a exemplo do Prodes-Cerrado, a fim de informar a taxa de perda de vegetação anual, ajudando na prevenção e combate do desmatamento e no fortalecimento de políticas de financiamento para recuperação de áreas de Cerrado em propriedades privadas, buscando atender aos passivos ambientais em conformidade com o Novo Código Florestal.

Faz-se necessário, ainda, o cumprimento das metas de Aichi da Convenção da Diversidade Biológica, em que o Brasil é signatário e prevê que 17% das zonas terrestres e de águas continentais devem estar protegidas por lei, já que no Cerrado o percentual de áreas protegidas é de apenas 7,73%, sendo que na categoria de proteção integral o índice é de míseros 2,89%. É urgente, também, aprovar um marco legal de proteção do bioma, caso da aprovação da PEC 504/2010, que trata de incluir na Constituição Federal o Cerrado e a Caatinga como patrimônio nacional, e do PL 25/2015, que dispõe sobre a conservação e a utilização sustentável da vegetação nativa do bioma.

Precisamos de um grande pacto contra a destruição do Cerrado, do contrário, em alguns anos, restará muito pouco desse bioma tão precioso. Está na hora de assumir que a agropecuária só pode se expandir sob pastos degradados e não sob ecossistemas naturais, ou seja, estabelecer um pacto pelo desmatamento zero no bioma, de modo que possamos salvar o Cerrado e fazer algo de concreto em prol do uso inteligente e sustentável. É o momento de a sociedade brasileira fazer uma escolha. Estamos atrasados.
texto de  Julio César Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF

Glamour do cerrado mineiro

To the north of Minas Gerais, the Grande Sertão Veredas of the real life is adorned with ipês-amarelos, pacaris, buritizeiros and species typical of the Cerrado Biome.
There are the suçuarana, maned wolf, red macaw and other species of the center west of Brazil find refuge between the plateau chapadões.

As diferentes formas de relevo em Minas Gerais, somadas às especificidades de solo e clima, propiciaram paisagens muito variadas, recobertas por vegetações características, adaptadas a cada um dos inúmeros ambientes particulares inseridos no domínio de três biomas brasileiros: o Cerrado, a Mata Atlântica e a Caatinga.

veredas do parque nacional

Veredas do cerrado de Minas Gerais

O domínio do Cerrado, localizado na porção centro-ocidental, ocupa cerca de 57% da extensão territorial do Estado, o domínio da Mata Atlântica, localizado na porção oriental, é de cerca de 41% da área do Estado. O domínio na caatinga, restrito ao norte do Estado, ocupa cerca de 2% do território mineiro.

O cenário tão bem descrito por Guimarães Rosa no romance modernista “Grande Sertão Veredas” pode ser conhecido em seus encantos e mistérios no Parque Nacional que atende pelo mesmo nome da obra.

Ao norte de Minas Gerais, o Grande Sertão Veredas da vida real é adornado de ipês-amarelos, pacaris, buritizeiros e espécies típicas do Cerrado. Lá, a suçuarana, lobo-guará, arara-vermelha e outras espécies do centro oeste brasileiro encontram refúgio entre os chapadões do planalto.

Isolado, o Parque Nacional é propício para a prática de trilhas e para o turista que preza por uma postura preservacionista. No Grande Sertão Veredas está localizado o Chapadão Central, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins.

A vida não teme o sertão e pulsa forte e confortável com as características geográficas do Cerrado. Praias formam-se ao longo do rio Carinhanha e nos limites do parque ainda é possível desfrutar de algumas corredeiras e cachoeiras. Uma das mais famosas é a cachoeira do Mato Grande, composta por uma sequência de quedas que se transformam em pequenos poços.

De modo geral, a paisagem transita para o cerrado ao sul e a oeste, para a região dos campos rupestres ao centro e para a floresta atlântica a leste, exibindo fases de transição de difícil caracterização, ou como manchas inclusas em outras formas de vegetação. As veredas e os campos de várzeas, aparecem em menor escala, incluídos nos biomas.

O cerrado, maior bioma do Estado, aparece especialmente nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha. Nesse bioma, as estações seca e chuvosa são bem definidas. A vegetação é composta por gramíneas, arbustos e árvores.

A Mata Atlântica é o segundo maior bioma em Minas. A vegetação é densa e permanentemente verde, e é grande o índice pluviométrico nessas regiões. As árvores têm folhas grandes e lisas. Encontram-se nesse ecossistema muitas bromélias, cipós, samambaias, orquídeas e liquens.

Os Campos de Altitude ou Rupestres se caracterizam por uma cobertura vegetal de menor porte com uma grande variedade de espécies, com predomínio da vegetação herbácea em que os arbustos são escassos e as árvores raras e isoladas. É encontrado nos pontos mais elevados das serras da Mantiqueira, Espinhaço e Canastra.

A Mata Seca aparece no Norte do Estado, no vale do rio São Francisco. As formações vegetais desse bioma se caracterizam pela presença de plantas espinhosas, galhos secos e poucas folhas na estação seca. No período de chuvas, a mata floresce intensamente apresentando grandes folhagens. A vegetação desse bioma é muito rica. As imponentes Barrigudas, ou Embarés, são as principais árvores do bioma. Também aparecem Pau Ferro, Ipês e Angicos.

A caatinga está localizada no Norte do Estado e ocupa cerca de 3,48 do território mineiro. É um bioma único no mundo, ou seja, grande parte das espécies de animais e plantas dessa região não é encontrada em nenhum outro lugar do planeta. Este patrimônio biológico ainda é pouco estudado e corre grande risco de não ser identificado, devido ao avanço do desmatamento descontrolado.

Segundo o Mapa da Flora Nativa e dos Reflorestamentos de Minas Gerais (estudo elaborado pelo Instituto Estadual de Florestas em parceria com a Universidade Federal de Lavras), em 2005, cerca de 33,8% do território de Minas Gerais mantinham cobertura vegetal nativa. Esse percentual está assim dividido entre os principais biomas e sua principais tipologias:

• Cerrado: 19,94%
– Campo: 6,60%
– Campo cerrado: 2,56%
– Cerrado Stricto Sensu: 9,48%
– Cerradão: 0,61%
– Veredas: 0,69%

• Mata Atlântica: 10,33%
– Campo Rupestre: 1,05%
– Floresta Estacional Semidecidual: 8,90%
– Floresta Ombrófila: 0,38%

• Caatinga (Floresta Estacional Decidual): 3,48%

dados do Instituto Estadual de Floresta-ief.mg

 

11 de setembro, salve o cerrado

Save the cerrado biome.                                                                                           The cerrado biome is the richest savannah on the planet.
Home to more than 20 million Brazilians, the Cerrado has suffered the consequences of agribusiness expansion.
The Cerrado must be recognized as an integrated patrimony of life.

O cerrado é a savana mais rica do planeta quando analisada do aspecto de diversidade biológica. É analisada do aspecto de diversidade biológica. É um sistema natural em 13 estados brasileiros,  com sua maior porção no Planalto Central do país, com sua maior porção no Planalto Central do país, apresentando integrado a vários outros biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal.

por do sol foto MP 1

Pôr do sol no cerrado – sunset in the cerrado. (Foto de Marcus Paredes – Ecólogo)

Em uma análise reducionista do agronegócio o destaque é que o cerrado é apenas um conjunto de plantas retorcidas sem valor comercial, uma analise mais completa considerando da fauna, em especial de espécies  ameaçadas como a onça pintada e o lobo-guará ,ameaçadas como a onça pintada e o lobo-guará, considerando ainda a estrutura morfológica de vegetação que tem a maior parte de sua biomassa abaixo do solo contribuindo para o sequestro e estocagem de carbono atmosférico, ainda o fato de que cerca de três milhões de hectares por ano são são substituídos por atividades agrosilvipastoris. Intensificado na área considerada pelo agronegócio como avança a destruição do Matopiba. ( Maranhão-Tocantins- Piaui e Bahia).

Em 11 de setembro comemora-se o Dia Nacional do Cerrado. Segundo maior bioma brasileiro, localizado entre o Planalto Central,o cerrado chama atenção pela sua diversidade – a estimativa é de que abrigue cerca 10 mil espécies vegetais, mais de 800 espécies de aves e 160 de mamíferos – 5% de toda a biodiversidade mundial. Importante reservatório hídrico, o bioma contém três das principais bacias hidrográficas sul-americanas – a do Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata.

Lar de pelo por mais de 20 milhões de brasileiros, o Cerrado tem sofrido as conseqüências da expansão do agronegócio. Atualmente, as estimativas são de que o bioma tenha uma área de aproximadamente 800 mil km² – quase a metade do que ocupava originalmente. Em 2010, a estiagem e os ventos contribuíram para o aumento das queimadas e da destruição do cerrado brasileiro.

O processo territorial do Cerrado vai além dos sentidos difundidos por meio de discursos e imagens nada neutros, que integram diversos setores, tais como as econômicas, ideológicas, políticas, de poder, midiáticas, jornalísticas . Temos urgência em considerar que o Cerrado envolve situações de vida, de produção de água – vida do nosso planeta – interligados ao seu verdadeiro valor da biodiversidade que o compõe. O Cerrado precisa ser reconhecido como um patrimônio integrado de vida em que participam as classes de vegetação, as bacias hidrográficas, o relevo, o solo, o seu espaço, a sua cultura, os seus símbolos, a sua gente, a sua arte, os diferentes modos de vida dos povos cerratenses que aqui se constituiu.

O Cerrado é considerado um hotspot, termo que se refere ao conjunto de áreas do planeta com alta biodiversidade e que se encontram ameaçadas, carecendo de maiores atenções a fim de manter a sua preservação.

 

Tamanduá-bandeira pode sumir do Cerrado paulista em 20 anos

Tamandua Bandeira (Myrmecophaga tridactyla) may disappear from the Cerrado of São Paulo in 20 years. It is estimated that population has been reduced by more than 30%.

Dentro de apenas 20 anos, o tamanduá-bandeira poderá desaparecer do Cerrado paulista, de acordo com um estudo realizado por uma pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

tamandua bandeira

Tamandua Bandeira (Myrmecophaga tridactyla)

A alteração do habitat por humanos, os atropelamentos, a caça, as queimadas, o uso de agrotóxicos e os conflitos com cães são as principais razões para o declínio do tamanduá-bandeira na região, de acordo com a autora do estudo, a bióloga Alessandra Bertassoni. Segundo ela, caso as queimadas sejam suprimidas, a espécie ainda será viável por 30 anos.

“O cerrado paulista é extremamente fragmentado e impactos da ação humana aumentam a vulnerabilidade da espécie, elevando o nível de ameaça.  Temos um cenário de no máximo 30 anos para o tamanduá-bandeira na região”, disse Alessandra.

A pesquisa foi realizada na Estação Ecológica de Santa Bárbara (EESB), na região de Avaré (SP), ao longo de dois anos para o doutorado de Alessandra, que já estuda a espécie há uma década.

Para descobrir por onde os tamanduás-bandeira se movimentam e qual a abrangência de seus territórios, a bióloga precisou capturar oito indivíduos e monitorá-los por GPS ao longo de três meses. A pesquisadora recebia o sinal do GPS por e-mail e conseguia, assim, saber onde cada um dos animais estava em intervalos de uma hora.

Além de estudar os indivíduos espacialmente, a bióloga também tinha o objetivo de descobrir se era possível identificá-los a partir da pelagem. A identificação, que foi feita com a ajuda de armadilhas fotográficas, foi o que possibilitou avaliar o grau de vulnerabilidade da população, segundo ela.

Alessandra conta que muita gente acreditava ser impossível fazer a distinção entre os indivíduos, já que eles são praticamente idênticos. Mas sua longa experiência com o tamanduá-bandeira indicava ser possível desenvolver um método para diferenciá-los. E foi o que ela fez, estabelecendo um conjunto de características relacionadas a certos padrões da pelagem.

Ela se concentrou em um conjunto de características para identificação, que se baseavam nas medidas e formato do triângulo escuro que existe na lateral do tamanduá-bandeira, a marca em forma de linha que eles possuem em torno do pulso e na marca circular que aparece no cotovelo do animal.

“Para observar todas as características, eu posicionei em trilhas da EESB pares de câmeras, uma de frente para outra. Quando o animal passava, o infravermelho acusava o movimento e fazia diversas fotos dos dois flancos.”

Desde sua graduação em Biologia, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Alessandra trabalha com o tamanduá-bandeira, comparando o comportamento do animal em cativeiro e na natureza, em Curitiba e na Serra da Canastra. No mestrado, ela passou a estudar o tamanho das áreas onde vive a espécie, no Pantanal, na Serra da Canastra e em Roraima.

“Até o doutorado, trabalhando em regiões com estado de preservação melhor que o do interior paulista. Vim para São Paulo justamente porque queria investigar como essa espécie está lidando com os impactos causados por humanos, quando vivem em uma área menos preservada”, explicou.

Depois de uma longa busca, Alessandra decidiu realizar a pesquisa na EESB, onde a área de Cerrado é cercada por atividades humanas como a agricultura de cana-de-açúcar, o plantio de eucalipto e pinus e pastagens.

“Essa estação ecológica é muito recortada, dividida em quatro blocos cortados por estradas. Uma das divisões é feita pela rodovia Castelo Branco e a velocidade máxima ali é de 120 quilômetros por hora. Isso tem um impacto enorme na fauna”, disse.

Segundo ela, as áreas onde há monoculturas perdem qualidade ambiental, por conta do ambiente excessivamente homogêneo. Algumas espécies, como a capivara e a onça parda, adaptam-se bem a essas áreas transformadas pelo homem, mas não é o caso do tamanduá-bandeira.

“Acompanhando os animais por GPS, vimos que eles quase nunca ficavam nas áreas de monocultura ou de pasto. Eles passavam quase todo o tempo nas unidades de conservação, ou nas áreas de reserva legal. Provavelmente eles são incapazes de persistir em hábitats excessivamente alterados pelo homem”, disse Alessandra.

Segundo a bióloga, as fêmeas monitoradas por GPS apresentaram um comportamento mais restrito, movendo-se por área menores que os machos. Eles, por sua vez, aventuravam-se nas áreas de cultivo e pastagens – um comportamento que traz vantagens do ponto de vista genético, mas aumenta a chance de atropelamento e conflitos com humanos e cães.

Só uma das fêmeas monitoradas saiu das áreas protegidas, mas, depois de 10 dias de acompanhamento, ela desapareceu – o que indica que foi caçada, de acordo com a pesquisadora.

 

Publicação do site

http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,tamandua-bandeira-pode-sumir-do-cerrado-paulista-em-20-anos,70001962206

 

Macacos no cerrado

One in three primates that populate the planet runs the risk of being extinct in a few decades. Found in the cerrado The monkey Bugio (Alouatta Fusca) is among the largest primates in the Americas.

Um em cada três primatas que povoam o planeta corre o risco de ser extinto em poucas décadas. Encontrados No cerrado o bugio (Alouatta Fusca) está entre entre os maiores primatas das Américas.

bugio

Bugio (Alouatta Fusca).                             Foto: Germano Woehl Junior

As mudanças ambientais promovidas pela ação do homem, nas últimas décadas, afetaram a distribuição de habitats e formações vegetais, resultando em fragmentação. Neste contexto, o desconhecimento da maioria das relações ecológicas entre frutos e frugívoros, principalmente em termos da utilização de espécies vegetais de importância para guilda de frugívoros, proporciona um quadro preocupante sob a óptica conservacionista, principalmente, quando se analisa a situação atual das florestas tropicais, onde a comunidade conservacionista internacional tem centralizado sua atenção nas últimas décadas, principalmente, sobre a má conservação desses biomas.

No Cerrado do Centro-Oeste as populações de Cebus (Sapajus) cay e Alouatta caraya que habitam áreas de Matas de Galeria e ambientes de Cerrado, algumas delas dentro do meio urbano, permanecem ainda pouco estudadas. As informações acerca da ecologia e do comportamento dos primatas do Cerrado, obtidas até o momento, são relativamente recentes. No entanto, apesar destes estudos serem escassos e bastantes recentes, são extremamente importantes, pois começam a revelar um panorama sobre a situação atual destes animais.
Levando em consideração o contexto da fragmentação de habitat e a existência de vários fragmentos de cerrado, de diversos tamanhos, esse projeto visa realizar o estudo detalhado da ecologia e do comportamento de duas espécies de primatas [Alouatta caraya e Cebus (Sapajus) cay] e sua relação com a qualidade e o tamanho do fragmento utilizado, na cidade de Dois Irmãos do Buriti -MS, e principalmente qual a relação do conteúdo nutricional da composição da dieta e sua influência nos comportamentos dessas espécies. Desta forma, espera-se obter subsídios para o desenvolvimento de estratégias conservacionistas e de manejo dessas espécies e dos últimos fragmentos de Cerrado no Centro-Oeste do Brasil.
O entendimento sobre o papel ecológico desses primatas e, principalmente, sobre quais seriam os custos para a sobrevivência dessas espécies no contexto da fragmentação de habitat, permanecem como uma grande incógnita. Uma vez que, até o momento, não temos informações relevantes sobre as populações de Cebus (Sapajus) cay e Alouatta caraya que habitam áreas de Matas de Galeria e ambientes de Cerrado, o conhecimento de suas características ecológicas, principalmente em termos dos fragmentos florestais remanescentes, torna-se especialmente importante para o planejamento de estratégias de conservação e manejo, não somente das espécies em si como também dos ecossistemas que habitam.
Informações sobre variáveis como a densidade populacional, tamanho da área de vida e dieta serão de grande importância para a formulação de programas eficazes de conservação, uma vez que podem delimitar as necessidades básicas de sobrevivência das espécies. Os estudos que abordarem relações ecológicas intra e interespecíficas estarão fornecendo subsídios para o entendimento da estrutura e do funcionamento dessas comunidades. Desta forma, o estudo de Cebus (Sapajus) cay e Alouatta caraya membros da guilda de frugívoros arborícolas dos biomas Cerrado e Pantanal, torna-se especialmente importante frente à devastação dos ecossistemas que habitam nesses biomas e, da necessidade urgente de serem formuladas estratégias eficazes de conservação e manejo para as espécies de primatas no cerrado.

Na condição de espécies-bandeira, os primatas são fundamentais para a saúde dos ecossistemas onde vivem. Ao dispersarem sementes de frutas e outros alimentos por eles consumidos, atuam na reprodução de uma série de plantas e animais que compõem as florestas. O declínio dos primatas está diretamente ligado à crise de extinção global.

Encontrados no cerrado o bugio está entre entre os maiores primatas das Américas,  É um primata do gênero Alouatta. O animal pesa em média 9 kg, sua cauda chega a medir 80 cm e seu corpo chega a 70 cm de comprimento. Possui uma vasta barba e por isso também é conhecido como “macaco barbado”. Existem 8 espécies desse animal desde o México até a Argentina. Seu habitat pode variar de florestas úmidas a cerrados e caatingas. Vive principalmente nas árovres a 10 ou 20 mts de altura onde se equilibra com auxílio de sua grande cauda. A espécie que habita o Brasil é conhecida como Alouatta Fusca, cujo macho possui uma coloração marron avermelhada na parte superior, marron dourada nas costas e barba vermelha ou negra. As fêmeas, normalmente são mais pálidas, podendo variar de amarelo claro a marron escuro.
Os bugios andam em bandos de até 15 macacos, sem distinção de sexo ou idade e seus hábitos são diurnos. Alimentam-se de folhas, frutos, brotos, flores, caules e trepadeiras. A gestação dura de 185 a 195 dias, nascendo 1 filhote a cada vez, que pesa mais ou menos 130 g. A fêmea carrega o filhote até 20 meses, quando ele é desmamado e integrado ao grupo para sair em busca de alimento.

Baseado no artigo de José Rímoli – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Vem ai: A Expedição Cerradania

 

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu do Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

Jim Caffrey Images Photo Blog

photography from the ground up

%d blogueiros gostam disto: