Archive | outubro 2017

Chapada dos Parecis no cerrado de Mato Grosso

In the heart of Brazil the Cerrado with area of approximately (2,000,000 km2) almost the size of Western Europe and due to great biodiversity.

Many of the largest Brazilian rivers are born in this region of great ecological and beauty importance such as the Chapada dos Guimarães National Park, such as the crystalline waters of Nobres and a distinct Chapada.

No coração do Brasil o Cerrado cobre uma área de aproximadamente (2,000,000km2  ) quase o tamanho da Europa ocidental e devido a grande biodiversidade de plantas e endemismo  é considerada a Savana mais rica do mundo. Muitos dos maiores rios brasileiros nascem nesta região de grande importância ecológica e de rara beleza como o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães apenas 55km do aeroporto de Cuiaba, e ainda as cristalinas águas e grutas de Nobres e a distinta Chapada. A Chapada dos Parecis é uma formação do relevo presente nos territórios de Rondônia e Mato Grosso (região noroeste do estado). É uma área de grande importância ecológica em função da grande biodiversidade e presença de belezas naturais. É também uma região de grande importância no cenário do turismo ecológico brasileiro.
chapada dos parecis

Principais características:

– Presença de grandes extensões de terrenos planos e elevados, assim como de montanhas, cachoeiras, rios e vales.

– Clima: tropical e equatorial úmido.

– Elevação: média de 800 metros de altitude.

– Vegetação: Floresta Amazônica (em Rondônia) e Cerrado (em Mato Grosso). Há também áreas de floresta tropical, principalmente no Mato Grosso.

– Hidrografia: a região da Chapada dos Parecis está localizada na Bacia Amazônica. Os principais rios são: rio Ji-Paraná, Juruena, Papagaio, do Sangue e Guaporé.

– Principais atividades econômicas: turismo ecológico e de aventura e extrativismo vegetal. Há também, principalmente em Rondônia, pecuária semiextensiva e agricultura de subsistência.

– Ponto mais elevado: Pico do Tracuá com 1.126 metros.

– Principais serras: Serras de São Francisco, Serras Novas, Serra dos Pacaás Novos, Serra da Vitória, Serra das Queimadas e Serra da Pedra Branca.

– População: cerca de 25 mil habitantes (estimativa 2016).

– Cachoeiras: Dois de Novembro, Quatro de Março, São Francisco e São Vicente.

O rio Paraguai nasce na Chapada dos Parecis, no Mato Grosso. Ao longo do seu percurso rumo ao sul, recebe vários afluentes importantes como o Cuiabá, o São Lourenço, o Taquari, o Miranda e o Negro. Sua bacia hidrográfica abrange uma área de 1.095.000 km², sendo 33% no Brasil – Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – e o restante na Argentina, Bolívia e Paraguai.
A região se divide em duas áreas principais hidrográficas: Planalto (215.963 km²), com terras acima de 200 metros de altitude, e Pantanal (147.629 km²), que são terras abaixo de 200 metros de altitude, com baixa capacidade de drenagem e sujeitas a grandes inundações.

Considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal funciona como um grande reservatório que retém a maior parte da água oriunda do Planalto e regulariza a vazão do rio Paraguai.

A baixa capacidade de drenagem dos rios e lagoas que se formam no Pantanal, juntamente com a influência do clima da região, faz com que cerca de 60% da água proveniente do Planalto seja perdida por evaporação.

Nasce na Chapada dos Parecis, no estado de Mato Grosso e banha também o estado de Mato Grosso do Sul. Suas duas margens são brasileiras. Faz fronteira do Brasil com a Bolívia só num trecho ao sul da Bolívia.

Em seu percurso inicial (cerca de 50 km) tem o nome de rio Paraguaisinho, mas logo passa a ser conhecido como rio Paraguai, percorrendo um trajeto de cerca de 2.621 Km até sua foz, no rio Paraná.

Principais Afluentes

Seus principais afluentes são os rios: Sepotuba, Cabaçal, Jaurú, São Lourenço, Paraguai Mirim, Pacú, Velho, Negrinho, Taquari, Abobral, Miranda, Novo, Nabileque, Negro (Bolívia e Paraguai), Branco, Tereré, Aquidaban e Apa, no território brasileiro. Os afluentes Ypané, Monte Lindo, Jejuí, Manduvirá, Piribebuy, Pilcomayo, Tebicuari e Bermejo são afluentes fora do território do Brasil.

O Rio Guaporé nasce na Chapada dos Parecis (MT), a 630 m de altitude e desemboca no rio Mamoré perto de Surpresa (RO). Na sua extensão de aproximadamente 1.400 km, 1.150 km são navegáveis a partir de Vila Bela da Santíssima Trindade. Em todo seu percurso no estado de Rondônia, forma a fronteira do Brasil com a Bolívia. Corre inicialmente em direção sul, faz uma grande curva para o oeste, passando por Pontes e Lacerda e seguindo até Vila Bela da Santissima Trindade, onde sobe novamente rumo ao norte e finalmente se inclina ao noroeste até sua foz no Mamoré. Atravessa uma região rica em biodiversidade e belezas naturais, constituindo uma zona de transição entre o Pantanal mato-grossense e a Amazônia.

Cerradania: alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses

 

Fogo devasta o cerrado da Chapada dos Veadeiros

Fire devastates the cerrado of the Chapada dos Veadeiros National Park.

The park is a natural sanctuary. It houses more than 10 thousand types of plants. One thousand five hundred species of animals that live there are trapped by the fires. “In the park live wolves guarás, jaguars, deer and many others.

incendio na chapada

O incêndio iniciado há uma semana , terça-feira (17/10) e já atingiu mais de 20% da área do parque, entre campos, veredas, cerrados e florestas.

Depois mil hectares queimados, surgem novos focos de incêndios criminosos na região. de mais de 65

O parque é um santuário natural. Abriga mais de 10 mil tipos de plantas. Mil e quinhentas espécies de animais que vivem lá estão acuadas pelas queimadas. “No parque vivem lobos guarás, onças pintadas, veados, entre outros, certamente há uma mortandade grande de animais”, disse o chefe do parque, Fernando Tatagiba.

Duas cidades, Alto Paraíso e Cavalcante, no entorno da reserva, decretaram situação de emergência. O parque, que recebe 65 mil turistas por ano, está com a visitação suspensa. A visibilidade nas rodovias está prejudicada. O trabalho para tentar conter a devastação também é feito à noite.

“Todo mundo está preocupado com o dano, com o impacto negativo que esse incêndio pode causar, por isso que todo mundo está aqui, que nós trabalhamos 24 horas incessantemente”, disse o coordenador de combate a incêndios da ICMbio, Christian Berlinck.

 

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbrio) a operação de combate conta com mais de 110 brigadistas e bombeiros.

 

O Parque Nacional Chapada dos Veadeiros possuem inúmeras nascentes que abastecem rios brasileiros em um momento de crise hídrica em Brasília e outros pontos do país. “Nós estamos falando de um dos parques mais importantes do bioma Cerrado, responsável por 70% das águas que abastecem as bacias do Paraná, de Tocantins e do São Francisco.

 

No combate ao fogo

Moradores de Alto Paraíso e entidades de defesa ambiental criaram a Rede Contra Fogo. Os voluntários montaram um site em uma plataforma de financiamento coletivo para arrecadar fundos destinados à preparação de lanches, ao transporte de voluntários, à logística de equipamentos e a operações de combate ao fogo. Para saber mais, acesse: catarse.me/redecontrafogoveadeiros

 

 

No resgate a animais

Voluntários do DF e da Chapada dos Veadeiros se reuniram para arrecadar materiais hospitalares para os cuidados com animais afetados pelo fogo. O grupo aceita medicamentos, soro, gazes, luvas, gaiolas, além de alimentos para voluntários e equipamentos de combate a incêndio. As doações serão recebidas hoje, na portaria do Zoológico de Brasília, das 8h às 17h. Mais informações: 9 8271-7029 (Fernanda) e 9 8366-6997 (Ingrid).

 

Enquanto isso, a Prefeitura de Alto Paraiso, principal município na área do parque, extinguiu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

 

Existe uma campanha na rede social para a contribuição voluntária da sociedade, acesse: Catarse.me/redecontrafogoveadeiros

 

Cerratinga que encanta no Piaui

Located in the state of Piauí, National Park of the Seven Cities, the former territory of the Tabajaras Indians awakens the imagination of visitors and spend hours playing to find shapes on the rocks of the region. These curious rock formations are approximately 190 million years old. And they are inserted in the biomes of the cerrado and the caatinga (cerratinga)

Cerratinga ( cerrado e caatinga) que encanta no Piaui no Parque Nacional de Sete Cidades.

parque sete cidades

A “biblioteca” Parque Nacional das Setes Cidades – Piaui

Localizado no estado do Piauí, o antigo território dos índios tabajaras desperta a imaginação de todos que o visitam e passam horas brincando de encontrar formas nas rochas da região. Essas curiosas formações rochosas, monumentos com aproximadamente 190 milhões de anos, foram divididas em sete conjuntos nomeados de “Sete Cidades”.

O Parque nacional de Sete Cidades possui uma área de 6221 hectares e foi criado em 1961. Esta área protege um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil, além de monumentos geológicos e diversas nascentes que brotam no Piauí semiárido.

Fauna

Nota-se no Parque a presença da onça-parda, vários gatos-do-mato, cachorro-do-mato, veado-mateiro, tucano, falcão tropical e paca, com destaque para uma espécie que marca fortemente sua presença, o Mocó, roedor habitante das tocas existentes nas rochas areníticas dos monumentos geológicos do local.

O Currupião e o xexéu são aves que chamam atenção pela sua beleza. Apesar de tanta riqueza na fauna e na flora, é preciso cuidado quando estiver nas formações rochosas pois, apesar de encontrar o curioso camaleão, é nesses locais também que se localizam as serpentes peçonhentas, jararaca e cascavel.

Flora

A vegetação característica é de transição entre o cerrado e a caatinga, onde se encontram espécies como o murici, o pau-terra, as palmeiras, o buriti, a carnaúba e o tucum.

A flora do Parque Nacional de Sete Cidades possui numerosas plantas importantes para a alimentação da fauna local. Algumas são indispensáveis para a existência e permanência de certos animais no Parque, tais como a mangabeira, a guabiroba, o piquizeiro e o bacurizeiro. Do ponto de vista florístico ocorrem, entre muitas outras, as juremas e o xique-xique. Perto de algumas cachoeiras podem ser encontrados exemplares do pau-d’arco.

parque sete cidades 1

Monumentos do Parque Nacional das Setes Cidades – Piaui

Clima

O clima quente semiárido da região contra com seis meses de seca. A temperatura média anual fica em torno de 25 °C, com máxima e mínima absoluta em torno de 39 e 12 ºC, respectivamente. A pluviosidade fica entre 1000 e 1250 mm anuais.

Acesso

A melhor opção para quem vai a “Sete Cidades” é ultilizar a cidade de Piripiri como apoio. O acesso é feito pela BR 343, partindo de Teresina até Piripiri. Do centro da cidade até a entrada do parque são 26 km de asfalto pela rodovia BR 222.

Visitação

O parque abre diariamente das 8h às 17h. A entrada é gratuita. A taxa de guia varia de R$ 20,00 a R$ 50,00.

A melhor época para visitar o Parque é entre dezembro e junho, quando as cachoeiras estão mais cheias e o clima mais ameno.

O parque possui área para camping, alojamento, lanchonete e restaurante. E seus atrativos principais são bem sinalizados com placas explicativas.

Publicado no http://www.caravanadaaventura.com.br

 

Cerrado destaque pela imagem de tamanduá atacando cupinzeiro

The photographer brasiliense Marcio Cabral was one of the winners of the edition with the record won in the category ‘Animals in their environments’ make ‘Wildlife Photographer of the Year’.   Organized by the London Natural History Museum, it is considered one of the leading nature photography competitions.

Registro venceu na categoria ‘Animais em seus ambientes’ do ‘Wildlife Photographer of the Year’. Organizado pelo Museu de História Natural de Londres, concurso é considerado um dos principais de fotografia de natureza.

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Tamanduá-bandeira devorando cupins bioluminescentes durante a noite no Parque Nacional das Emas – foto vencedora de Marcio Cabral

O fotógrafo brasiliense Marcio Cabral foi um dos vencedores da edição deste ano do “Wildlife Photographer of the Year” – um dos principais concursos internacionais de fotografia de natureza – com a foto de um tamanduá-bandeira devorando cupins bioluminescentes durante a noite no Parque Nacional das Emas (GO). O anúncio ocorreu na noite de terça-feira (18), no Museu de História Natural de Londres, organizador da competição.

O registro foi batizado de “The Night Raider”. A categoria em que ele venceu foi “Animais em seus ambientes”. Antes, a mesma imagem ganhou outros quatro prêmios.

De acordo com a descrição da imagem divulgada pelo site do concurso, Cabral passou três anos visitando o parque à espera das condições adequadas para fazer a foto. Depois de dias de chuva, um tamanduá atacou o cupinzeiro por tempo suficiente para que o fotógrafo fizesse uma única imagem de longa exposição.

Cabral, formado em geografia, começou a fotografar profissionalmente há 20 anos. O trabalho dele já foi publicado em várias revistas de turismo e livros. Ele também realiza workshops e organiza expedições fotográficas no Brasil e em países vizinhos.

Ao todo, 15 categorias integram o “Wildlife Photographer of the Year”. Neste ano, houve cerca de 50 mil inscrições de fotógrafos profissionais e amadores de 92 países. Os vencedores foram selecionados com base em critérios como criatividade, originalidade e excelência técnica.

O grande vencedor do concurso foi o sul-africano Bremt Stirtom, que fotografou um rinoceronte negro morto com o chifre arrancado. A fotografia foi feita na reserva florestal Hluhluwe Imfolozi, a mais antiga do país. O animal foi morto por caçadores com armas com silenciadores durante a noite. O registro faz parte de uma investigação sobre o comércio ilegal de chifres de rinocerontes.

Baseado na reportagem, https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/fotografo-do-df-ganha-premio-em-concurso-internacional-com-imagem-de-tamandua-atacando-cupinzeiro.ghtml

 

 

Variedades de cores em Ipês

The tree of the Ipe has flowers of varieties colors: white, yellow, pink, purple, green, black.  Many native Brazilians have been planted in many cities in Brazil and Latin America, as they are beautiful, resistant trees with deep roots.

Quando  florescem, os ipês produzem os frutos e as sementes que são espalhadas com o vento, por pássaros e insetos, a fim de garantir a perpetuidade da espécie na natureza. Muitos ipês naturais do Brasil, porém, de outros biomas, têm sido plantados em muitas cidades brasileira de norte ao sul, já que são árvores belas e resistentes. Há mais de cem espécies de ipês espalhados pelo País.

Numerosa é a família do ipê. A Dra. Lúcia Lohman é uma das autoridades mundiais em ipê. Professora de biologia da USP, a Universidade de São Paulo, já participou de várias expedições para estudar a árvore, que arrebata tantos admiradores.
“O ipê tem flores na cor branca, amarela, rosa, roxo, e temos inclusive o ipê verde o, ”, conta Lúcia. Vale salientar que existe também o distinto Ipê Preto ( Zeyheria tuberculosa)

O ipê faz parte das “bignoniaceae”, o grupo de plantas que tem a flor em forma de funil, uma cornetinha, como o jacarandá, a flor de São João, a cuia, parentes do ipê.

tons de ipes

Ipes: rosa, roxo, amarelo, branco.

Já até propuseram que o ipê seja a flor nacional, sendo que o pau-brasil é a árvore nacional. O projeto que trata do assunto se arrasta há décadas, em Brasília.

Ao todo, são mais de cem espécies esparramadas pelas Américas.

ipe verde

Ipe verde (Cybistax antisyphilitica)

O mundo dos ipês é um mundo muito grande – encantador. Começando por sua família botânica – Bignoniaceae –, que abraça 110 gêneros e cerca de 840 espécies de árvores, arbustos e lianas (cipós).

ipe preto

Ipê preto (Zeyheria tuberculosa)

O Brasil em particular é considerado o maior centro de diversidade dessa família botânica, pois em todo território nacional, de norte ao sul do país, são encontrados 33 gêneros e 412 espécies. Destas, um total de 199 espécies são endêmicas, ou seja, ocorrem somente aqui e em nenhum outro local do mundo, estabelecendo, assim, uma relação altamente complexa de interação com todos os seres e sistemas do seu ambiente de ocorrência natural.

As lindas flores desta família – facilmente identificadas devido a seu formato de pequenas trombetas – são muito atrativas para grande parte da fauna, como por exemplo: vespas, abelhas, aves, morcegos, borboletas e mariposas. Algumas flores têm, até mesmo, finalidades alimentícias, como o ipê-amarelo, que pode ser saboreado em saladas.

No litoral sul de São Paulo e Paraná cresce o ipê conhecido como pau de viola, de onde vem o som do fandango, um ritmo caiçara. A madeira é usada em lápis, um tamanco, uma colher de pau, brinquedos, feitos com a madeira largamente aproveitada em caixotaria, por isso conhecida também como caxeta.

Segundo Lúcia, entre a maioria dos ipês, predomina as flores em cacho chegando a formar uma graciosa bolinha. As flores externas se abrem primeiro. Depois, os botões de dentro, cada um a seu tempo. A guia de néctar tem umas estrias pavimentadas com pelinhos. É uma pista que orienta e facilita o pouso do inseto polinizador. Depois de polinizado, o cacho de flores vira um cacho de frutos. Vagens de variados formatos de tamanhos.

A semente é delicada com levíssima membrana, tipo papel de seda, envolve a semente, serve de asa. O ipê-mãe conta com o vento para semear seus filhotes. “O fato de o ipê sobreviver a condições de frio, seca e também o fato de o ipê apresentar raízes muito profundas, permitem que eles extraíam água mesmo em condições de seca extrema. Favorece que as espécies tenham ampla distribuição ocorrendo em biomas variados”, fala Lúcia.

 Assista a reportagem Ipê tem 100 espécies  é a árvore ornamental mais plantada no Brasil, no vídeo do Globo Natureza  :                                      https://globoplay.globo.com/v/5592453/

 

Memorial do cerrado um local a ser visitado em Goiânia

Cerrado Memorial is the living memory of our past, our civilization.      The visit starts at the Museum of Natural History, with a lecture about the fauna and flora of the cerrado biome, about our soil and its minerals and about civilizations and traditional populations.

Magníficamente instalado em uma enorme área arborizada, com um lindo lago, o Memorial do Cerrado é a memória viva de nosso passado, de nossa civilização. A visita tem início no Museu de História Natural, onde encontramos uma verdadeira aula sobre nossa fauna e flora, sobre nosso solo e seus minerais e sobre as civilizações que já habitaram nesta região, o acervo é riquíssimo e inclúi, até, fósseis, animais empalhados e uma floresta petrificada.

museu do cerrado cidade

Representação cidade no museu do cerrado

Passeio cultural em Goiânia: o Memorial do Cerrado. Eleito como o local mais bonito da cidade, é um complexo científico que funciona no Campus II da PUC Goiás e representa as diversas formas de ocupação do bioma e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade. Lá eles retratam desde a origem do planeta Terra à chegada dos portugueses ao Brasil, além de dar um alerta sobre a preservação do Cerrado brasileiro, bioma de suma importância nas questões ecológica de nosso país.

No Memorial do Cerrado, você encontra diversas atrações culturais dentro de um ambiente natural e agradável que lembra o interior. Você pode voltar no tempo em uma cidade cenográfica com arquitetura colonial. Quem quiser, pode tomar um cafezinho e experimentar a rapadura caseira feita na hora na fazendinha. E em toda parte você vai se deparar com interações de personagens de época e folclóricos, encenados por grupo de teatro.

Instalado em uma enorme área arborizada e com um lindo lago, o Memorial do Cerrado é ideal pra quem quer ter uma ideia de como eram as cidades históricas goianas do século XVII e XVIII. A visita tem início no Museu de História Natural, onde você encontra uma verdadeira aula da nossa flora e fauna, sobre o solo e seus minerais e sobre as civilizações que já habitaram nossa região. O acervo é riquíssimo e inclui fósseis com datação de até 600 milhões de anos, animais empalhados e uma floresta petrificada. O espaço de exposições do Museu tem painéis e cenários que narram a história evolutiva da Terra e do cerrado.

Ao sair do Museu, o visitante se depara com a Vila Cenográfica de Santa Luzia. É uma pequena vila onde estão representadas as principais atividades de uma cidade do interior na época do ciclo de ouro. Ao lado da Vila encontra-se uma fazenda, onde estão objetos que representam as atividades rurais de antigamente, como carros de bois, moenda de cana de açúcar e monjolos. E é interessante perceber como a casa foi perfeitamente reconstituída, com móveis e decoração da época, com tudo muito limpinho e bem conservado. Andar por aqui te permite ser inserido na história colonial e reviver aqueles tempos, por meio do contato com a serraria, a venda, oficinas e até mesmo um bordel!

A partir da fazenda, o visitante passará por uma trilha que chegará ao Quilombo, onde foi reconstruído o local de resistência ocupado e organizado pelos africanos e descendentes que fugiam do trabalho escravo. É uma réplica fidedigna dos modelos de quilombos existentes no Brasil, inclusive com móveis como os que eram feitos pelos antigos escravos.

museu do cerrado quilombo

Representação moradia quilombola – Museu do Cerrado

Ainda seguindo a trilha, o visitante chega até a Aldeia Timbira, réplica em tamanho original de uma aldeia indígena da Tribo, com formato circular, na qual cada casa tem um caminho que dá acesso ao pátio – o centro de atividades da tribo.

Sobre as trilhas que dão acesso ao Quilombo e à Aldeia, foram abertas no interior da reserva intacta de floresta tropical e cerrado que existe na Estação Ciência São José. Em uma área de 2km de extensão, incentivam o contato com a natureza e o desenvolvimento do espírito esportivo e de aventura.

Por ser de cunho cultural e educativo, o Memorial do Cerrado recebe, diariamente, grupos de estudos e pesquisa. Para isso, conta com o Espaço de Educação Ambiental Dalila Coelho Barbosa, um auditório ao ar livre com 150 lugares, destinado à oficinas educativas, piqueniques e recreação.

E por fazer parte de um projeto universitário tem como objetivo fomentar o conhecimento sobre história, natureza e cultura de cerrado goiano, funciona de terça a sábadodas 9h às 17h visitas agendadas.

 

 

 

No berço das aguas do Continente, falta agua

Lake Paranoá gathers the waters of the extensive basin that gives it its name. It is formed by dozens of streams that came before the construction of Brasilia, to the river Paranoá that descended by the crater formed millennia ago.

Removing water from Lake Paranoá to feed our taps does not mean increasing the volume of water in the Paranoá Basin. What can increase the water volume, next to the capture of the waters of the periodic rains, is to protect the springs and to increase the ciliary margins of the waterways.

Absurdo, Brasilia aos 57 anos, está comprometido seriamente uma das maiores riquezas do cerrado no Planalto Central e do Brasil: nascentes de suas maiores bacias hidrográficas. Aqui nascem rios que correm para o norte e o sul formando parte da Bacia Amazônica e da Bacia Platina.
lago do paranoá

Lago do Paranoá – Brasília – DF – Cerrado – Brasil

O Lago Paranoá recolhe as águas da extensa bacia que lhe dá o nome. É formado por dezenas de córregos que vinham dar, antes da construção de Brasília, ao rio Paranoá que descia pela cratera formada há milênios. O Ribeirão Santa Maria, os córregos Vargem Grande, Milho Cozido e Três Barras formam o lago Santa Maria, inserido no Parque Nacional de Brasília, com 58 milhões de m3 e vazão de 1,2 m3/s. Esse conjunto de águas se une aos córregos Bananal, Torto, Riacho Fundo, Gama, Urubu-Sagui, Palha, Jerivá, Taquari, Vicente Pires, Guará, Águas Claras, Cabeça de Veado, tributários do Rio Paranoá e constituem o Lago Paranoá, com 48 milhões de m2.
Um dos principais tributários do Lago, com chuva ou sem chuva, são as torneiras de nossas casas que, de todos os quadrantes, despejam nele mais de 1 bilhão de litros/dia de água suja. Tirar água do Lago Paranoá para alimentar nossas torneiras não significa aumentar o volume de água da Bacia do Paranoá.
O que pode aumentar o volume de água, ao lado da captação das águas das chuvas periódicas, é proteger as nascentes e aumentar as margens ciliares dos cursos de água, acima mencionados, que contribuem para a formação do Lago Paranoá. Quase todos esses córregos estão agonizando e despejam águas poluídas no Lago.
A ocupação desrespeitosa das margens de recarga, a urbanização impiedosa, a impermeabilização desastrosa, as queimadas mortíferas, o lixo disseminado ao longo de rodovias, a poluição do ar provocada pelo tráfego de milhões de automóveis é a receita eficaz da escassez de água do Distrito Federal. Desprezam-se os princípios básicos da gestão das águas. Há que se conhecer e acompanhar os índices de vazão de cada nascente e de cada córrego para tomar as medidas oportunas que garantam a saúde do bioma e de seus habitantes.
As nascentes do meu Sítio das Neves, DF, mantêm vazão de 30 m3/dia durante o período seco graças à preservação da extensa vegetação nativa e original com 60 milhões de anos de experiência e sabedoria. Antes de Brasília, todos esses cursos d’água eram saudáveis.
A bacia do Paranoá foi a inspiradora da construção da nova capital do país.
Texto de Eugenio Giovenardi, publicado no facebook Nação Cerratense
Nascente Água Azul, Sítio das Neves, Engenho das Lajes, DF

O cerrado tem cajuzinho

The cajuzinho-do-cerrado, cajuí or cashew (Anacardium húmile and Anacardium nanum) of the Anacardiaceae family, is a typical fruit of dirty field and closed sensu strito. Tortuous and typical arvoreta of cerrado.

O cajuzinho-do-cerrado, caju-do-cerrado, cajuí ou cajueiro-do-campo, Anacardium húmile e Anacardium nanum  da família das Anacardiaceae, é um fruto típico de campo sujo e de cerrado “sensu strito“. Arvoreta tortuosa e típica de cerrado.

O pseudofruto é conhecido possui cores que variam entre amarelo e vermelho. É pequeno, de sabor ácido e suculento. Pode ser consumido ao natural ou em sucos, bebidas, doces. Porém, seu fruto verdadeiro é a castanha. O óleo da castanha contém cardol e ácido anacárdico. É utilizado para fins medicinais, em virtude de sua ação antisséptica e cicatrizante. Carregam uma grande quantidade de líquidos que saciam a sede com eficiência devido a sua característica isotônica. Apesar da grande quantidade de cajueiros no campo, sua produção é limitada e se restringe às coletas manuais com objetivos pouco comerciais, destinadas a subsistência, degustação e lazer, colher cajuzinho no campo é uma atividade prazerosa.

cajuzinho do cerrado

Do fruto do caju-do-cerrado, além de consumi-lo ao natural, faz-se doces, sucos, geléias, sorvetes, licores etc. Existem diversos modos de se conservar o cajuzinho, o mais comum é sob forma de compotas ou passa. Utiliza-se também para a alimentação humana a castanha do caju torrada, que é o fruto verdadeiro, já que a polpa comestível é pseudofruto. O caju é rico em vitamina C, e seu suco, pelo alto teor de sica, é adstringente e causa a prisão de ventre.

A planta floresce entre os meses de setembro e outubro, dando frutos em novembro. Alguns animais se alimentam do cajuí, como é o caso da raposa do campo. O animal ajuda, dessa forma, a dispersar as sementes.

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variedades de Cajui do Parque Ecológico Dom Bosco -Brasilia -DF – Cerrado – Brasil

O uso medicinal popular do cajuí abrange praticamente toda as partes da planta. O chá da raiz é purgativo; mas também é usado para tratar diabetes e reumatismo quando macerado em vinho. A casca é estimulante e usada também como gargarejo para inflamação da garganta. As folhas e a casca são empregadas no combate à diarréia e como expectorante. Como tintorial, a casca fornece tinta e ainda é usada em curtumes devido à grande quantidade de tanino.

O pseudofruto tem a mesma utilização do cajueiro, sendo empregado na confecção de sucos, sorvetes, geléias, doces ou podendo ser consumido ao natural. Apresenta bons teores de vitamina C. A castanha produz óleo cáustico e após torrada fornece amêndoa comestível, muito saborosa.

As folhas segregam líquido viscoso e perfumado. Com a fermentação da polpa, obtém-se uma espécie de vinho ou aguardente, muito apreciado na região.

A propagação é feita por sementes e raízes germiníferas, e a viabilidade da semente diminui em cerca de um mês. Cada quilograma contém cerca de 770 sementes.

Cerradania: alumeia e óia pros encantamentos dos cerratenses

 

 

Força da natureza e fé no cerrado

Traditional knowledge, secrets of the medicinal plants of the sertões, belief and a lot of will to take care of the neighbor. The benzendeiras,  healers, seamstresses of bruise have supplied the lack of medical attention in the sertões of the cerrado.
For the traditional people of the cerrado has been one of the alternatives of pain relief and helped overcome some diseases.

A sabedoria ancestral, em chás de ervas, banhos e benzimentos, com rezas e cantos, e com essas práticas conseguem minorar muitos dos males que atingem os que as consultam. Assim, são essas pessoas, que conhecem as folhas, as cascas, os cipós, as luas mais propícias e também, as rezas que orientam sua fé na cura.

As benzedeiras,  rezadeiras, curandeiros, costureiras de machucadura têm suprido a falta de atendimento médico em localidades remotas dos sertões junto aos povos tradicionais do cerrado e tem sido uma das alternativas de alivio a dor e ajudado superar muitas doenças. São líderes naturais nas comunidades onde vivem. São respeitadas, principalmente pelas mães que, na maioria das vezes, optam por suas rezas para curar os filhos das doenças. Comum recorrer à flora do sertão  para fazer lambedores, purgantes, emplastros, pomadas e garrafadas, acompanhadas de gestos e orações, rezas, benditos, novenas, ofícios, terços, rosários, entre outros recursos de cunho religioso.

Nos sertões do Brasil, ainda é possível encontrar mulheres conhecidas por livrar muita gente de males que às vezes a medicina desconhece. O que mais elas rezam é “espinhela caída”. Segundo as rezadeiras, trata-se de uma dor provocada pelo deslocamento de uma cartilagem localizada na “boca do estômago” (saída do esôfago para o estômago). Outros males mais comuns curados pelas rezadeiras são o mau olhado, cobreiro, íngua, quebranto e erisipela. Em alguns casos, o “paciente” tem de voltar mais vezes para que a reza fique completa. Os chás e banhos de ervas medicinais também são receitados.

O conhecimento é repassado, principalmente, de mãe pra filha.   Geralmente, senhoras de fala mansa e andar compassado que adoram uma boa conversa e isso fez com que ela fosse uma das escolhidas para protagonizar os segmentos de rezadeiras, benzedeiras, curandeiras.

As legislações nacionais e internacionais precisam proteger os conhecimentos tradicionais e garantir às comunidades tradicionais alguma forma de repartição dos benefícios oriundos da biodiversidade.

Há também quem, mesmo nas cidades, prefira procurar uma benzedeira para casos em que a cultura popular identifica como sendo de trato das benzedeiras – empacho, espinhela caída, quebrante, bucho virado, e tantos outros nomes que o povo usa para designar sensações físicas muito incômodas.

Registramos o trabalho de uma guerreira Rufina – Benzedeira da região dos Grandes Sertões Veredas na Fazenda Pripiri, município de Januária , e com seus 95 Anos de Idade, continua a dar a sua contribuição de grande sabedoria para ajudar o próximo e que Deus lhe Dê muitos anos de vida e Saúde.

dona rufina

Dona Rufina em companhia do Guia Elson Barbosa (Grande Sertão Veredas)

Conhecimentos tradicionais, segredos das plantas medicinais dos sertões, crença e muita vontade de cuidar do próximo.

Texto com a colaboração do Guia Turístico e Cultural do Grande Sertão Veredas, Elson Barbosa.

 

Época dourada de um capim no cerrado

The golden grass is harvested between September 20 and November 20 so it does not go extinct.
The law prohibits the exit of “in natura” material from the region only in pieces already produced by the local community, aiming at the environmental, social and economic sustainability of the place.

O capim dourado só pode ser colhido entre 20 de setembro e 20 de novembro para que não entre em extinção. A colheita é regulamentada por lei que proíbe a saída do material “in natura” da região, somente em peças já produzidas pela comunidade local, visando assim a sustentabilidade ambiental, social e econômica do local.

colheita capim dourado

colheita do capim dourado – foto de Ezequias Araujo SECOM TO

 

A partir do dia 20 de setembro, as comunidades tradicionais da região do Jalapão  estão autorizadas a realizar a coleta do capim dourado, matéria-prima tradicional da região. A data para início da colheita é regulamentada para garantir o manejo sustentável do capim dourado, como forma de preservação e controle de sua retirada, prevenindo a ação de atravessadores e a comercialização ilegal.

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Arte do capim dourado foto de Marcio Vieira / ATN

Anualmente, o período é celebrado pela comunidade com a já tradicional Festa da Colheita do Capim Dourado, que este ano chega a sua 7ª edição. O evento, que acontece anualmente, entre os dias 18 e 20 de setembro, é promovido pela Associação dos Artesãos do Povoado Mumbuca, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), e outros parceiros. Neste período, os visitantes terão a oportunidade de conhecer a cultura, tradições e, em especial, de verificar, in loco, como se dá o processo de produção do artesanato de capim dourado desde o momento de colheita da matéria-prima até a confecção das peças.

Membro da equipe organizadora do evento, Ilana Ribeiro Cardoso apontou que a festa tem grande significado para as comunidades. “Representa o início de uma colheita, época que vai garantir a produção de artesanato ao longo de todo o ano. É um marco que estamos registrando com uma festa. Isso vai divulgar não só o capim dourado, mas o povo do Jalapão, que precisa ser valorizado”, considerou.

De acordo com a secretária do Desenvolvimento Econômico e Turismo,  o incentivo ao evento é parte da política de desenvolvimento da região do Jalapão, uma das prioridades do Governo. “O capim dourado já se tornou a base de sustento dessa comunidade e o Estado tem o dever de apoiar e fazer com que tenham, a cada dia, mais oportunidade de levar seus produtos a outros mercados. Paralelo à questão econômica, temos que lembrar que este evento fortalece a identidade cultural de um povo, tornando-se um momento de difusão da história e cultura do Povoado Mumbuca; assim como, integra as demais comunidades remanescentes de quilombos estabelecidas na região”, pontuou.

 

Atividades

Ao longo dos três dias, atividades como rodas de conversa, apresentações musicais, cantigas de roda, entre outras, vão movimentar o Povoado Mumbuca, localizado no município de Mateiros. Uma das principais atividades programadas para quem participa do evento é o roteiro de base comunitária – com visita à vereda para demonstração da colheita do capim dourado, com condutor de turismo local, café com prosa com as famílias tradicionais quilombolas e oficina demonstrativa de artesanato em capim dourado.

Tradição

Como os demais municípios que integram a região do Jalapão, Mateiros tem na agricultura de subsistência sua principal atividade econômica. A utilização do capim nativo de hastes douradas (nome científico: Syngonanthus nitens), predominante nos campos e veredas ao redor do povoado Mumbuca, onde estão localizadas comunidades quilombolas, teria se dado há cerca de oito décadas, em decorrência da necessidade de utensílios domésticos, com uso da técnica de trançagem, assimilada dos índios da etnia Xerente.

A partir da década de 1990, por iniciativa de lideranças comunitárias como Dona Guilhermina Ribeiro da Silva (Dona Miúda), Inocência Nepomuceno e Silvéria Gonçalves (Dona Severa), surgiram as primeiras peças destinadas à comercialização. Com incentivo do Governo do Estado e outras instituições, pessoas das comunidades foram inseridas em programas de treinamento e capacitação, que deram uma nova identidade à produção e a vasta divulgação levou os produtos a atravessar as fronteiras do Tocantins, alcançando o mercado internacional e vitrines de grandes lojas de artigos de luxo.

Preservação

Para garantir a preservação da matéria-prima, são estabelecidos critérios de coleta. Além da data para início, o capim só pode ser colhido por artesãos credenciados em associações comunitárias e extrativistas. “A comunidade percebeu que se não cuidar, vai acabar. Então, temos uma preocupação muito grande com a questão da preservação”, finalizou Ilana Cardoso.

Texto: Maria José Batista e Patrícia Saturno / Governo do Tocantins

 

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