Archive | março 2018

Voluntariado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Com um grupo de condutores ambientais locais treinados e credenciados para garantir uma experiência segura, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (MG) oferece diversas opções de trilhas interpretativas, mirantes e infraestrutura de passarelas, deques e centro de apoio ao visitante. Mas, em razão da recente abertura da unidade para visitação, a demanda de recursos humanos aumentou e por isso o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) inaugurou o Programa de Voluntariado do Parque.

With a group of local environmental drivers trained and accredited to guarantee a safe experience, the Cavernas do Peruaçu National Park (MG) offers several options of interpretive trails, gazebos and infrastructure of walkways, decks and visitor support center.
But due to the recent opening of the unit for visitation, the demand for human resources increased and so the Chico Mendes Institute for Biodiversity Conservation (ICMBio) inaugurated the Park Volunteer Program.

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Foto: Bruno Rega de Oliveira

Parque Nacioanal do Peruaçu – MG

O Programa de voluntariado do Parque – e também da Área de Proteção Ambiental Cavernas do Peruaçu (MG) – oferece oportunidade para diversas áreas, desde gestão socioambiental, passando por apoio administrativo, até o uso público, tudo de acordo com experiência, disponibilidade e interesse do voluntário. Os interessados podem se inscrever pessoalmente de segunda a sexta-feira, das 10hoo às 17h00, na sede administrativa da unidade de conservação, no Fabião I, ou pela internet, através do e-mail cavernas.peruacu@icmbio.gov.br. Os documentos exigidos no ato da inscrição são cópia do RG e CPF.

Para o processo de formalização é necessário que seja preenchido um Plano de Trabalho, em que os voluntários e a equipe gestora pactuem a carga horária, período, dias de atividade e ações que serão realizadas, bem como preenchimento e assinatura do Termo de Conhecimento de Normas e Riscos e Ficha Médica. Ao final, é emitido um certificado de participação com carga horária e atividades desenvolvidas.

Com apenas 03 meses de implantação do programa, as unidades já receberam 10 voluntários, advindos dos estados do ES, MG, SP, além de voluntários do município de Januária e da comunidade do Fabião I. Para os voluntários que moram distante, o ICMBio pode disponibilizar alojamento.

Mais informações sobre o programa de voluntariado do ICMBio podem ser obtidas através do site

http://www.icmbio.gov.br/portal/sejaumvoluntario.

Turismo ecológico no cerrado

Praticar o turismo sustentável é levar na bagagem, além da máquina fotográfica, é claro, para registrar os melhores momentos e vivências, levamos também o respeito à cultura e ao meio ambiente do local visitado. Por isso, ele não é feito apenas quando o roteiro esta envolvendo trilhas ou esportes de aventura.

veredas do vão

Veredas do Grandes Sertões Veredas – MG

Practicing tourism is also to take in the luggage, after the camera, of course, to record the best moments and experiences, we also carry the respect to the culture and the environment of the place visited.

For this reason, it is not done when the script is embedded in trails or adventure sports.

Descrevemos uma breve explicação sobre a diferença entre alguns conceitos que envolvem os seguimentos do turismo que mais crescem e claro como agir, para ser um turista sustentável. Desde o inicio do desenvolvimento deste projeto (Maravilhas do Cerrado) o turismo tem papel fundamental.

São realizadas diversas expedições para gerar conteúdos, viagens, passeios, acampamentos, etc. Agora além dos conteúdos sobre a fauna e a flora pretendo postar, dicas para pessoas que como eu, “curte muito” estar em meio à natureza ou estar em outro lugar, vivenciando outras culturas e tradições, são dicas para fortalecer o turismo sustentável e a admiração pela natureza.

Turismo de  aventura

Entende-se como turismo de aventura a modalidade na qual o turista protagoniza atividades de aventura (entendidas como “experiências físicas e sensoriais recreativas que envolvem desafios e que podem proporcionar sensações diversas como liberdade, prazer e superação”) como canoagem, ciclismo, arborismo e mergulho. As práticas podem ocorrer em diversos espaços (natural, construído, urbano, rural) e são de caráter recreativo e não competitivo – quando há competição, é considerado Turismo de Esportes.

 Ecoturismo (ou turismo ecológico)

Segmento que considera viagens a áreas naturais como uma atividade responsável, que incentiva a conservação do patrimônio natural e cultural e promove o bem-estar das populações locais e a consciência ambiental nos turistas. Por isso, o ecoturismo pressupõe atividades que promovem a reflexão e a integração entre homem e ambiente, com envolvimento do turista nas questões relacionadas à conservação dos recursos do destino escolhido, que deve ser aproveitado de forma “ecologicamente suportável em longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente equitativo para as comunidades locais”, segundo a OMT (Organização Mundial do Turismo).

 Turismo sustentável

É mais que um segmento do turismo – representa, na verdade, um conceito dentro do qual se encaixam todos os “tipos”, como ecoturismo e de aventura. Segundo a Organização Mundial de Turismo e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os princípios do Turismo Sustentável “são aplicáveis e devem servir de premissa para todos os tipos de turismo em quaisquer destinos”. Um turismo que se desenvolve de forma sustentável envolve questões como a gestão dos recursos econômicos, sociais e estéticos, e mantém a diversidade biológica e particularidades culturais.

Desde os tempos mais remotos, o homem encontrou na natureza a sua maior fonte de sabedoria, foi dela que ele retirou todas as suas façanhas, observou, descobriu, recriou, criou.  As antigas civilizações veneravam ainda mais, enxergavam seus Deuses presente nessa mesma natureza, que hoje por sua vez, perdeu todo este valor.  Como futuro biólogo, acredito que minha maior missão seja despertar novamente nas pessoas, o respeito pelo local onde vivem ou visitam. Através da educação ambiental e turismo ecológico, procuro transmitir para todas as pessoas a ideia de que precisamos ter uma visão globalizadora, sobre o meio ambiente. Visão esta que nos insere como parte de um todo, parte deste planeta, repleto de vida, das mais diferentes e variadas formas. E que assim como todos os outros seres biótico e abiótico temos nosso papel fundamental. E ao contrario do que muitos pensam não somos uma espécie dominante, superior a todas as outras, somos parte de uma grande teia e é nosso dever zelar pela nossa terra, cuidar do nosso planeta.

 

Fonte: Publicado por felipe baraldi.    Ministério do Turismo

 

Destruição do cerrado afeta as águas

The destruction of the Cerrado also affects the three main aquifers in South America: the Guarani, Bambuí and Urucuia, since all rainwater penetrates the soil and is stored in the porous rock, making the Cerrado 12 hydrographic regions of the country with its subsoil accounting for about 90% of the flow of the biome rivers.

Uma ampla reportagem publicada na revista Época revela que a destruição do Cerrado brasileiro está provocando a escassez de água em Estados e regiões que antes, apesar do clima seco, eram abastecidos por verdadeiros mananciais. Um dos exemplos citados na matéria jornalística é o Rio Descoberto, que marca a divisa do estado de Goiás com o Distrito Federal, que foi transformado em um lago para abastecer com água cerca de 1,8 milhão de pessoas que vivem na região, mas que fica totalmente seco no período de estiagem e, no ano passado, secou de vez, causando uma das maiores secas já registradas em Brasília e seu entorno. Detalhe: o Cerrado que margeia o Rio Descoberto, considerado o segundo maior bioma do Brasil com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados espraiados por 12 Estados, está sendo destruído não apenas para dar espaço à agricultura e pecuária, mas, também, para produção de carvão vegetal em grande escala por carvoarias clandestinas instaladas em milhares de propriedades rurais. Com isso, toda diversidade do Cerrado, formada por mais de 13 mil espécies de plantas, 850 de aves e 250 de mamíferos, está sendo ameaçada aos olhos do governo federal.

Rio Urucuia agonisando

Mais grave é que a destruição do Cerrado também atinge os três dos principais aquíferos da América do Sul: o Guarani, o Bambuí e o Urucuia, uma vez que toda água da chuva penetra o solo e fica armazenada na rocha porosa, fazendo com que o Cerrado abasteça oito das 12 regiões hidrográficas do país com seu subsolo respondendo por cerca de 90% da vazão dos rios do bioma. Toda vez que destrói o Cerrado para plantar, criar gado ou produzir carvão, o homem acaba destruindo parte do futuro da humanidade, já que estudos da Universidade de Brasília (UnB) revelam que os níveis da água nos aquíferos Guarani, o Bambuí e o Urucuia está diminuindo ano após ano, a ponto de córregos que costumavam ser abundantes em água estarem secando em todas as regiões do país. O desmatamento no Cerrado ganhou começou na década de 1970 com a expansão das áreas de agricultura e pecuária, o que fez com que o bioma passasse a concentrar o maior rebanho bovino do país, respondendo por cerca de 36% de todo o gado criado, e fosse, também, o maior produtor de soja do Brasil, com 63% de todo o grão colhido.

Num período de 50 anos, quase 50% da vegetação original do Cerrado foi erradicada e 30% desse total virou área de pastagem, ou seja, enquanto o volume de desmatamento na Floresta Amazônica foi reduzido, a vegetação de Cerrado está sendo banida, a ponto desse bioma ter perdido 50 mil quilômetros quadrados em duas décadas. Somente a região conhecida como Matopiba, localizada em partes dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e da Bahia, perdeu mais de 2.000 quilômetros quadrados de Cerrado entre 2015 e 2016. Sabendo que o Cerrado é um biomas mais ameaçados do país e que já perdeu 48,5% da cobertura original, ou seja, quase 1 milhão de quilômetros quadrados já foram destruíudos, o governo federal deveria endurecer o jogo contra aqueles que derrubam a vegetação, independente da justificativa que o desmatador apresentar. Sabendo que a devastação no Cerrado está concentrada nos Estados do Maranhão, Tocantins, Piaui e na Bahia, o Ministério do Meio Ambiente deveria direcionar mais fiscais do Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para essas áreas, afinal de contas somente o Maranhão acabou com 1.587 quilômetros quadrados de cerrados em apenas dois anos.

O vizinho Piauí, Estado que é tido como um dos mais pobres do país, conseguiu destruir 979 quilômetros quadrados de vegetação nativa, enquanto o Tocantins acabou com 970 quilômetros quadrados de Cerrado. Mesmo diante do desmatamento de 6,4 mil quilômetros quadrados de destruição do Cerrado em pouco mais de dois anos, o governo comemora o que chama de redução no ritmo de desmatamento e atribui a conquista ao que ele próprio classificando como aperfeiçoamento da fiscalização ambiental. Ora, como pode haver melhoria num setor onde a taxa de perda anual de vegetação está em 0,32% da área do total do bioma? O Ministério do Meio Ambiente deveria entender que nesse ritmo não demora duas décadas para que o Cerrado Brasileiro esteja sem vegetação natural e, quando isso ocorrer, essa que é reconhecida como a segunda savana mais rica do mundo em biodiversidade. Os tecnocratas do governo federal bem que podem aproveitar as revelações contidas na reportagem da revista Época para adotar medidas capazes de salvar o Cerrado brasileiro.

Água é direito, não mercadoria

Tudo pronto para a maior mobilização social sobre a água no Brasil.

aquifero

O FAMA – Fórum Alternativo Mundial da Água , tive o privilégio de participar da organização e agora chegou o momento de dizer não a privatização dos nossos aquíferos.

FAMA – World Water Alternative Forum, I had the privilege of participating in the organization and now is the time to say no to the privatization of our aquifers.

Segue a programação:

Programacao_Cultural_Fama_Completa

Em defesa da água, combater a privatização

Por Neudicléia de Oliveira/ MAB

A água está no centro de uma grande disputa mundial. Grandes grupos empresariais orquestram um plano de privatização completa da água. O Brasil possui em seu território uma das maiores reservas do planeta, com cerca de 12% de toda água doce disponível. E as empresas internacionais querem se tornar donas deste bem natural.

Com a crise do capitalismo e o golpe, que colocou o ilegítimo Michel Temer no comando do país, a agenda da privatização da água vem se acelerando. O governo está abrindo as portas para entregar esse bem ao capital.

FAMA

Neste mês de março, Brasília será palco de dois grandes eventos para tratar do tema, porém com objetivos totalmente contrários. De um lado, as empresas transnacionais, fundos de investimentos, paraísos fiscais e bancos que veem na água um grande negócio, estão promovendo o “Fórum Mundial da Água”, também conhecido como “Fórum das Transnacionais”. Entre os patrocinadores do evento estão a Nestle, Ambev, o governo de São Paulo (PSDB), além do governo de Temer.

Do outro lado, estão os povos de várias partes do mundo, do campo e cidade, que lutam contra qualquer forma de privatização da água. Os trabalhadores e trabalhadoras promoverão o FAMA – Fórum Alternativo Mundial da Água, que possui como mensagem principal “água é um direito, não mercadoria”. A luta é em defesa e contra o estabelecimento da propriedade privada sobre a água. A privatização só prejudica a população. Centenas de cidades estão se vendo obrigadas a reestatizar seus serviços de saneamento, em função do caos deixado pelas empresas privadas.

No entanto, o plano não se restringe ao saneamento. A ideia é estabelecer um grande mercado mundial de água. Ou seja, as transnacionais pretendem se apropriar dos rios, nascentes, barragens, aquíferos e serviços públicos para gerar lucro e acumulação de riqueza ao capital.

O objetivo das empresas transnacionais é tornar a água uma mercadoria, impondo preços altíssimos ao povo para gerar muito lucro. Concomitantemente a esse movimento, a população se verá sem esse direito fundamental à sobrevivência.

A água não pode ter dono. A água deve ser controlada pelo povo e estar à serviço do povo. Não devemos admitir nenhuma forma de privatização. E é por este objetivo que devemos lutar juntos. Missão que só os lutadores e lutadoras do povo podem realizar.

Neudicléia De Oliveira é jornalista e integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

 

Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama) vai debater ações concretas que possam evitar a crise hídrica.

O Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama) vai debater ações concretas que possam evitar a crise hídrica e democratizar tecnologias de consumo e aproveitamento consciente.

agua direitoThe World Alternative Water Forum (FAMA) will discuss concrete actions that can avoid the water crisis and democratize consumer technologies and conscious use.

Regardless of the economic standard, color, age or sexuality, water is a necessary and common good for all human beings. With the scarcity of resources, the government is not alone in mobilizing to tackle the problem and debate it.

The topic is also a theme in civil society at the World Alternative Water Forum, March 17-22, 2018 at the University of Brasilia (UnB) and Pavilion of the Free City Park. Registration and programming: http://www.fama2018.org

Independentemente do padrão econômico, cor, idade ou sexualidade, a água é um bem necessário e comum a todos seres humanos. Com a escassez do recurso, o governo não é o único a se mobilizar para enfrentar o problema e debatê-lo. O tema também é pauta na sociedade civil, que, além de diminuir o consumo —  dados da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) divulgados nesta semana mostram que, no último ano, o consumo por pessoa caiu em 12,2% —, criou o próprio evento, a nível mundial, para reivindicar o lugar do povo na discussão sobre o uso da água.

Em paralelo ao Fórum Mundial da Água, evento global que ocorre há cada três anos desde 1997, a sociedade civil prepara o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama), que tem como objetivo se opor ao governo e às grandes corporações, trazendo o debate sobre o uso de recursos hídricos para a mão da população. Na próxima semana, os dois eventos chegam a Brasília, a primeira cidade do Hemisfério Sul a abrigar esses encontros.

O Fama apoia iniciativas que tragam um consumo consciente e um melhor aproveitamento dos recursos hídricos. É isso que o advogado Flávio Santos, 38 anos, fez na residência onde mora, no Lago Norte. No começo do racionamento de água, ele contratou a engenheira civil Ellen Carvalho, que desenvolveu um projeto de aproveitamento de água pluvial. A calha de uma estrutura de 29 metros quadrados leva a água da chuva para reservatórios espalhados pelo lote. São 10 caixas d’água que, juntas, armazenam mais de 23 mil litros, que, antes, escorriam pelos bueiros e não eram utilizados para consumo.

O investimento na obra foi de R$ 6 mil, mas o retorno veio em cerca de um ano. “Três pessoas moram aqui, mas temos um jardim grande, que consome muita água. Antes do projeto, a nossa conta era de cerca de R$ 600 por mês, agora, fica na casa dos R$ 80”, afirma Flávio. A engenheira Ellen observa que a água da chuva captada não é indicada para consumo ou banho. “No projeto, existe apenas um filtro que impede que galhos ou impurezas sigam para os reservatórios, mas o recurso não é tratado; por isso, deve ser utilizado para atividades como regar jardins e lavar áreas externas, por exemplo”, ressalta.

O sistema tem um formato simples, não conta com bomba, e a água corre de uma caixa para a outra por todas serem posicionadas na mesma altura. “Como o Flávio e a família queriam ter água para o jardim mesmo no período de seca, eles investiram em um reservatório grande. Mas o tamanho vem do tanto que o morador está disposto a investir”, garante Ellen.

Mobilização popular

Devido à crise hídrica, o interesse popular pelo uso da água aumentou, segundo a engenheira. “Passamos muito tempo no conforto das nossas casas, só esperando a água chegar à torneira, sem saber de onde ela vem e até quando estará disponível. Hoje, vejo que a crise criou uma abertura nos brasilienses para falar sobre recursos hídricos, adquirindo conhecimentos e reconhecendo seus direitos como cidadãos”, garante.

A opinião também é compartilhada por Bruno Pilon, um dos membros da coordenação do Fama. “É muito mais fácil falar sobre um problema quando você o entende e o vivencia. Brasília está cheia de gente sofrendo com a falta de água, e quer saber e entender sobre o assunto”, afirma.

Bruno conta que o Fama nasceu como contraponto a uma visão mercadológica do fórum oficial. “Aparecemos, de fato, como a voz da população”, conta. Para o especialista, o racionamento de água no DF exemplificou essa questão. “Quem tinha condições, comprava mais caixas d’água, e o mais pobre era quem realmente acabava racionando”, alerta Bruno.

Os debates do Fama ocorrerão em diversos pontos do DF, como a Universidade de Brasília e o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Estão marcados debates em relação à espiritualidade em torno da água, alternativas para resolver problemas de escassez, agricultura, gênero e questões étnicas. “O nosso objetivo com o Fama é não ser um ponto final de debate, mas, sim, o início de uma mobilização em defesa da água. No Brasil, somos muito abençoados geograficamente, temos bastante água. Mas somos castigados socialmente por problemas políticos, agrários e urbanísticos que fazem com que o recurso não esteja disponível a todos. Queremos mudar isso”, afirma.

Fórum Alternativo Mundial da Água. Quando: 17 a 22 de março de 2018 . Onde: Universidade de Brasília (UnB) e Pavilhão do Parque da Cidade Gratuito. 

Inscrições e programação: www.fama2018.org

baseado na reportagem http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/03/11

Fórum Alternativo Mundial da Água

De 19 a 22 de março, ocorrerá em Brasília, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA). O evento vai debater temas como o controle social das fontes de água, o acesso democrático à água, a luta contra as privatizações dos mananciais e barragens, a defesa dos povos atingidos, os serviços públicos de água e saneamento e as políticas públicas necessárias para o controle social do uso da água e preservação ambiental.  O FAMA será realizado no mesmo período do 8º Fórum Mundial da Água.

agua direito

Foto de publicação do FAMA

From March 19 to 22, the World Alternative Water Forum (FAMA) will take place in Brasilia, in the Pavilion of Exhibitions of the City Park.
The event will discuss topics such as social control of water sources, democratic access to water, fight against privatizations of springs and dams, defense of affected peoples, public water and sanitation services and public policies necessary for the social control of water use and environmental preservation.
FAMA will be held during the same period of the 8th World Water Forum.

É a primeira vez que o Fórum Alternativo Mundial da Água é realizado no Brasil, assim como o Fórum Mundial da Água. A estimativa é de que 6 mil a 7 mil pessoas participem dos cinco dias do FAMA, que reunirá cerca de 4 mil dos inscritos em um acampamento no Pavilhão do Parque da Cidade.

A principal bandeira do Fórum Alternativo é mostrar que a água é um bem natural e está a serviço da humanidade, não podendo ser mercantilizada. Além disso, servir aos povos, a produção de alimentos, ao acesso das pessoas e não servir a interesses financeiros. O ato termina no dia 22, com uma marcha em defesa da água para alertar, em especial a população de Brasília, do problema da crise hídrica.

Para o representante do Movimento dos Pequenos Agricultores, Bruno Pilon, que também é um dos coordenadores do FAMA, a maior preocupação é com o grande número de privatizações dos sistemas públicos de distribuição de água e energia. “Por que fazer o Fórum Mundial aqui no Brasil, neste momento em que está aumentando tanto a questão das privatizações no nosso país?, questiona. Para Pilon, a água é um bem público e ela não deve ser mercantilizada. “A gente sabe que esse processo aumenta os custos para os consumidores, além de você colocar diversas barreiras ao acesso”, alerta.

Bruno Pilon lembra que o que se tem verificado é que as punições aplicadas às multinacionais por conta dos desastres ambientais não têm sido rigorosas. E cita como exemplos a tragédia do município de Mariana, em Minas Gerais, onde o Rio Doce não foi até agora recuperado, e o caso de Barcarena, no nordeste do Pará, em que a mineradora Hydro se nega a assumir responsabilidade pelas contaminações.

O representante do Movimento dos Pequenos Agricultores destaca que a organização não participará do Fórum Mundial por entender que “não estão representadas as vontades e as necessidades do povo, existindo ali uma batalha de ideias e por estar a serviço das grandes corporações e dos grandes impérios”.

Já o representante da Frente Povo Sem Medo, Thiago Dávila, declarou que a ideia é fazer do Fórum Alternativo Mundial da Água um evento dos povos. Por isso, não considera nada razoável o cidadão ter que pagar para participar do Fórum Mundial da Água, o que o impede de ser mais participativo. “O Brasil é o país que tem a maior reserva de água doce no mundo. Antes nos vangloriávamos de ter o maior aquífero do mundo, o aquífero Guarani, e logo depois descobrimos que o Aquífero Alter do Chão é quatro vezes maior. O Brasil assume um papel estratégico nesse processo. E nós precisamos organizar uma resistência mundial, defendendo a necessidade de ser feito um processo participativo, politizado, democrático”, cobra Dávila.

O representante da Frente Povo Sem Medo também questiona o financiamento para a realização do Fórum Mundial. “A gente sabe que é o governo estadual, municipal, federal, quem paga e financia o Fórum das Corporações e nós não temos acesso a isso. Nós acreditamos que a falta de transparência, priorização e a perspectiva, inclusive de utilizar a força física, a força bélica para impedir o debate democrático do Fórum Alternativo é muito grave”, lamenta Thiago Dávila.

Ele explica que a coordenação nacional do FAMA é composta por diversos movimentos, onde os projetos devem ser pautados pelos interesses do povo. Cita como exemplo a questão da transposição do Rio São Francisco. “O processo de escassez de água sempre atinge a população mais pobre. O desastre ambiental planetário, o aquecimento global sempre atinge a população mais pobre. E essa é a nossa preocupação principal”, argumentou o representante da Frente.

Sobre o agronegócio, Thiago Dávila revelou apreensão, pois segundo ele os governos não levam em conta que cerca de 70% da água distribuída no país vai para o setor e o governo culpa a sociedade das grandes cidades pela escassez de água.

reportagem de http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia

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