Archive | junho 2018

Destruição do Cerrado afeta aquiferos

Uma ampla reportagem publicada na revista Época revela que a destruição do Cerrado brasileiro está provocando a escassez de água em Estados e regiões que antes, apesar do clima seco, eram abastecidos por verdadeiros mananciais.

One of the examples cited in the newspaper is the Rio Descoberto, which marks the border between the state of Goiás and the Federal District, which has been transformed into a lake to supply with water about 1.8 million people living in the region, but who is completely dry during the dry season, and last year it has dried up, causing one of the biggest droughts ever recorded in Brasília and its surroundings. Detail: the Cerrado that borders the Rio Descoberto, considered the second largest biome in Brazil with more than 2 million square kilometers spread by 12 States, is being destroyed not only to give space to agriculture and livestock, but also for the production of charcoal on a large scale by clandestine charcoal workers installed in thousands of rural properties. With this, all the diversity of the Cerrado, made up of more than 13 thousand species of plants, 850 of birds and 250 of mammals, is being threatened in the eyes of the federal government.

Um dos exemplos citados na matéria jornalística é o Rio Descoberto, que marca a divisa do estado de Goiás com o Distrito Federal, que foi transformado em um lago para abastecer com água cerca de 1,8 milhão de pessoas que vivem na região, mas que fica totalmente seco no período de estiagem e, no ano passado, secou de vez, causando uma das maiores secas já registradas em Brasília e seu entorno. Detalhe: o Cerrado que margeia o Rio Descoberto, considerado o segundo maior bioma do Brasil com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados espraiados por 12 Estados, está sendo destruído não apenas para dar espaço à agricultura e pecuária, mas, também, para produção de carvão vegetal em grande escala por carvoarias clandestinas instaladas em milhares de propriedades rurais. Com isso, toda diversidade do Cerrado, formada por mais de 13 mil espécies de plantas, 850 de aves e 250 de mamíferos, está sendo ameaçada aos olhos do governo federal.

Mais grave é que a destruição do Cerrado também atinge os três dos principais aquíferos da América do Sul: o Guarani, o Bambuí e o Urucuia, uma vez que toda água da chuva penetra o solo e fica armazenada na rocha porosa, fazendo com que o Cerrado abasteça oito das 12 regiões hidrográficas do país com seu subsolo respondendo por cerca de 90% da vazão dos rios do bioma. Toda vez que destrói o Cerrado para plantar, criar gado ou produzir carvão, o homem acaba destruindo parte do futuro da humanidade, já que estudos da Universidade de Brasília (UnB) revelam que os níveis da água nos aquíferos Guarani, o Bambuí e o Urucuia está diminuindo ano após ano, a ponto de córregos que costumavam ser abundantes em água estarem secando em todas as regiões do país. O desmatamento no Cerrado ganhou começou na década de 1970 com a expansão das áreas de agricultura e pecuária, o que fez com que o bioma passasse a concentrar o maior rebanho bovino do país, respondendo por cerca de 36% de todo o gado criado, e fosse, também, o maior produtor de soja do Brasil, com 63% de todo o grão colhido.

 

Num período de 50 anos, quase 50% da vegetação original do Cerrado foi erradicada e 30% desse total virou área de pastagem, ou seja, enquanto o volume de desmatamento na Floresta Amazônica foi reduzido, a vegetação de Cerrado está sendo banida, a ponto desse bioma ter perdido 50 mil quilômetros quadrados em duas décadas. Somente a região conhecida como Matopiba, localizada em partes dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e da Bahia, perdeu mais de 2.000 quilômetros quadrados de Cerrado entre 2015 e 2016. Sabendo que o Cerrado é um biomas mais ameaçados do país e que já perdeu 48,5% da cobertura original, ou seja, quase 1 milhão de quilômetros quadrados já foram destruíudos, o governo federal deveria endurecer o jogo contra aqueles que derrubam a vegetação, independente da justificativa que o desmatador apresentar. Sabendo que a devastação no Cerrado está concentrada nos Estados do Maranhão, Tocantins, Piaui e na Bahia, o Ministério do Meio Ambiente deveria direcionar mais fiscais do Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para essas áreas, afinal de contas somente o Maranhão acabou com 1.587 quilômetros quadrados de cerrados em apenas dois anos.

O vizinho Piauí, Estado que é tido como um dos mais pobres do país, conseguiu destruir 979 quilômetros quadrados de vegetação nativa, enquanto o Tocantins acabou com 970 quilômetros quadrados de Cerrado. Mesmo diante do desmatamento de 6,4 mil quilômetros quadrados de destruição do Cerrado em pouco mais de dois anos, o governo comemora o que chama de redução no ritmo de desmatamento e atribui a conquista ao que ele próprio classificando como aperfeiçoamento da fiscalização ambiental. Ora, como pode haver melhoria num setor onde a taxa de perda anual de vegetação está em 0,32% da área do total do bioma? O Ministério do Meio Ambiente deveria entender que nesse ritmo não demora duas décadas para que o Cerrado Brasileiro esteja sem vegetação natural e, quando isso ocorrer, essa que é reconhecida como a segunda savana mais rica do mundo em biodiversidade. Os tecnocratas do governo federal bem que podem aproveitar as revelações contidas na reportagem da revista Época para adotar medidas capazes de salvar o Cerrado brasileiro.

publicado no http://www.progresso.com.br/editorial/destruicao-do-cerrado

Tocantins e o maior monumento fossilizado do mundo.

Monumento Natural das Árvores Fossilizadas ocupa área de 32 mil ha. Os fósseis têm mais de 250 milhões de ano

The Tocantins has many natural beauties, such as mountains, waterfalls and rivers that are attractive to the state. One of these beauties is the forest that today is considered the largest natural fossilized monument in the world through research carried out by the University of Brasilia (UNB): the Natural Monument of Fossilized Trees. Located in the municipality of Filadelfia, to 330 km of the capital, the natural collection occupies an area of 32 thousand hectares of the cerrado tocantinense.

O Tocantins possui muitas belezas naturais, como serras, cachoeiras e rios que são atrativos do estado. Uma dessas belezas é a floresta que hoje é considerada o maior monumento natural fossilizado do mundo através de pesquisas realizadas pela Universidade de Brasília (UNB): o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas. Localizado no município de Filadelfia, a 330 km da capital, o acervo natural ocupa uma área de 32 mil hectares do cerrado tocantinense.

arvores fossilizadas_ricardo_martins

Arvores fossilizadas – foto de Ricardo martins

O monumento é uma unidade de conservação ambiental do estado que foi criada pela lei 1.179 de outubro de 2000. De acordo com pesquisas realizadas no local, os fósseis têm mais de 250 milhões de anos, sendo assim, são anteriores aos dinossauros. Entre os principais fósseis encontrados no monumento destacam-se as samambaias arborescentes.

A pesquisadora e professora do curso de biologia da Universidade Federal do Tocantins, Etiene Fabbrin, desenvolve pesquisas no local e afirma que este é um indício de que a região central do Tocantins era uma planície costeira com um sistema hídrico durante o período Permiano (quando o mundo era formada por apenas um supercontinente). O clima era tropical e os chapadões indicam que a região já foi um deserto e as dunas se transformaram em rochas.
Chamados de “paus de pedra” pelos moradores da região, os fósseis são caules de árvores que foram se decompondo e, com o tempo, foram preenchidos com minerais e assim se tornaram pedras. Antes do monumento se tornar uma unidade de conservação e ser protegido pelo estado, os moradores não faziam ideia do valor dessas pedras diferentes. “Antes os moradores não sabiam que eram fósseis, chamavam pedras de pau. E como as pessoas ofereciam a preço de banana uma pedra, eles levavam para vender”, disse o gerente do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas, Vicente Faustino.

O monumento que ainda não tem o título de patrimônio histórico cultural federal, atualmente é protegido e gerenciado pelo Instituto Natureza do Tocantins – Naturatins. Mas de acordo com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (IPHAN), no Tocantins, Antônio Miranda, um processo licitatório vai ser aberto ainda este ano para que seja selecionada uma empresa para realizar os estudos que vão determinar o nível de proteção e de gestão na área. “A expectativa é que  monumento seja considerado um patrimônio histórico cultural protegido e gerido pelo IPHAN”, disse o superintendente.

A assessoria de comunicação da Naturatins informou que os interessados em visitar o monumento devem ligar na sede do local, pelo telefone (63) 3391-1034 ou na Coordenadoria de Unidade de Conservação do órgão em Palmas, no número (63) 3218-1034.

 

Uma questão de cerradania

Cerradania

Busquei no norte, o norte para escrever                                  

Algo valoroso pra quem convive com

Amanhecer, entardecer, anoitecer

Sequência de observações

Que vagam, vagueiam em um rumo

Reconhecendo na natureza a sua grandeza

Humanos e não humanos, são fins em si mesmos,

Não apenas coisas, recursos que estão disponíveis para desfrute

Que não se contenta apenas ser cidadão.

È preciso mais, é preciso ser

Aquecido pelo sol, lavado pela chuva, encravado na terra

Neste caminho,

O norte estabeleceu que precisa ser Florestania

E daqui do planalto central reconheço que integramos

Ser, ter, assumir a Cerradania

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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