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Folia de Reis no cerrado

De origem portuguesa, a Folia de Reis é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

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Folia de Reis no interior de Goiás

De 06 de janeiro, o grande dia, alguns locais estendem as folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião.

Cantos, catiras e rezas no presépio, para que a festa ocorra é preciso a bandeira, conduzida com todo o respeito e devoção por um folião. Aos violeiros cabe entoar os cantos, as rezas e catiras. Eles são acompanhados pelos caixeiros, que, por meio do som da caixa, chamam os foliões para a festa. O líder é o guia da folia, quem é responsável pela alvorada, giro e entrega da folia. “É o guia que determina quem deverá fazer as obrigações. É uma pessoa de reverência, de respeito, de dignidade que aprendeu a guiar a folia com geração passada e ensina a geração imatura”, afirma Crispim Lopes. Nessa tarefa, ele é ajudado pelo contraguia.

Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Hoje nos sertões brasileiros, especialmente nos gerais de Minas Gerais e Goiás a festa se mantem por tradicionalidade, com Viola, rebeca, cantadores, literatura de cordel e roedores de pequi: a festa é completa

Sem contar,  com outras peculiaridades que transformam cada folia em num grande palco de cultura popular, com a realização das tradicionais corridas de galinha, cachorro, porco, carrinho de mão, jegue e cavalo de pau. Por tudo isso, o banquete é completo e único.

Um sentido único festejar a essência da cultura brasileira.

 

Então, Mia Couto

Me permito a compartilhar algumas palavras descritas por algum personagem que encontro no meu caminho..

e subitamente me deparo com você que quis me escutar…

Os pedaços de mim…

Fui Sabendo de Mim

Fui sabendo de mim

por aquilo que perdia

pedaços que saíram de mim

com o mistério de serem poucos

e valerem só quando os perdia

fui ficando

por umbrais

aquém do passo

que nunca ousei

eu vi

a árvore morta

e soube que mentia

 Mia Couto em Raiz de Orvalho e Outros Poemas

Imagem impressionante do cerrado

Imagens de flores que brilham como estrelas no cerrado disputam Sony World Photography Awards, que será anunciado em Londres.     Dois brasileiros estão entre os finalistas. Marcio Cabral clicou com uma paisagem impressionante de flores que brilham como estrelas no Cerrado brasileiro. Ronaldo Land concorre com a imagem de um skatista fazendo uma manobra […]

FELIZ ANO NOVO CERRADEIROS

O ciclo continua, final de ano, votos de felicidades. Expectativas, lamentações…opa, é preciso manter acessa a chama e o desejo de sonhar.

painel de flores do cerrado 4

Arquivo painel de flores do cerrado

Não tenha receio em saber que mudou de opinião em relação aos anos anteriores, precisamos, repensar nossos atos.  recusar determinado modo de  agir,  reduzir a intensidade de uso de produtos e serviços, reutilizar algo que nos permite ser útil, e ainda reciclar agregar um valor diferente ao produto ou serviço do que foi criado. Tive a oportunidade e o orgulho de trabalhar no meio ambiente amazônico e, desde 1998, estou no planalto central, coração do cerrado. Bioma extraordinário que paga um preço altíssimo pelo consequente avanço na exploração da fronteira agrícola estabelecida em sua área. Não sou contrário à produção agrícola, não compactuo e não aceito o desordenamento das atividades sem o respeito aos limiares da lei do homem e, principalmente, da natureza. Avante, mas um ano do blog cerradania, em que compartilhamos noticias boas, ruins, alegres , tristes, enfim, espero que tenham gostado e continuem conosco… Foi bom, muito bom a experiência de compartilhar informação, sem a pretensão de ensinar, ser educação ambiental, porem, inserindo um pouco do que todos conhecem  que a cidadania.  compactuar no cerrado a Cerradania. Foram muitos assuntos, e conseguimos neste ano de 2014: 3.478. Obrigado á todos os seguidores e eventuais colaboradores. Dentre tantos assuntos, relembrem dos: Conheça um pouco do Baru,   Meio ambiente e riquezas naturais disputam com esporte e cultura o orgulho do brasileiro Frutas nativas comercializadas no Brasil, um tiquinho de Ceciliaum tiquinho de Cecilia Flor do pau santoVale a pena conhecer o Memorial do Cerrado, Prorrogação de prazo para fechamento de lixõesGovernador revoga portaria que permitia garimpo em reserva de MT,  Serra do Cipó é reaberto ao públicoAmeaças silenciosas aos polinizadores,   Protocolo para restauração de matas riparias no cerrado,  Geraizeiros Felizes, Cerradeiros tambem e Brasilianos comemoram,   A prática da Educação AmbientalEncontro da Rede Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro,   E agora, Joséserviços ambientais,   Influencia das áreas naturais para a manutenção do ciclo das aguas,  Especie bandeira do cerrado,   Sera que vai chover,  Ibama/MT produz documento sobre o defeso da piracema no estado,   Diversidade de produtos extrativistas de comunidades do Cerrado na Feira no CCBB em Brasilia,   Singela homenagem ao nosso cerrado,  Frutas típicas do cerrado brasileiro ganham espaço em Palestina, SP,  A preservação do Cerrado e as limitações impostas pela Constituição do Brasil.,   Cerrado: Uma Janela para o PlanetaPinturas rupestres no Cerrado: “entre as mais exuberantes do mundo”  Ilha das Flores não é ficção: vivemos essa realidadeParque Estadual do CristalinoAbraço de tamanduá mataEncontro de CERRADANIA,   Cagaita ajuda centenas de famílias a aumentarem a rendaMascote da Copa, tatu-bola poderá ser extinto em 50 anos

 Pra finalizar algumas afirmações, que valem a pena ser repetidas…

Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come. Só jogue no rio o que o peixe pode comer. Feliz ano novo

um tiquinho de Cecilia

CANÇÃO MÍNIMA

No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta.
Cecília Meireles

A verdadeira população do Cerrado

indios-xavantes

indios-xavantes

O bioma Cerrado abriga uma das maiores biodiversidades do mundo. São milhares de espécies da fauna, flora e outros tipos de organismos. Abriga também diversas fitofisionomias diferentes, além de paisagens de grande beleza cênica. Junto a toda esta riqueza, convivem no Cerrado diferentes populações humanas. Algumas destas populações convivem no bioma há centenas de gerações, outras há poucos anos. Algumas conseguem extrair e produzir no Cerrado o suficiente para seu sustento, sem grandes modificações nos ecossistemas; outras vêm causando enormes impactos negativos, muitas vezes através de uma exploração que só almeja o lucro financeiro a curto prazo.

 As populações mais antigas do Cerrado são os povos indígenas. São Xavantes, Tapuias, Karajás, Avá-Canoeiros, Krahôs, Xerentes, Xacriabás, e muitos outros que foram dizimados antes mesmo de serem conhecidos. A grande maioria destes povos, assim como todos os povos indígenas brasileiros, foram forçados a fazer migrações constantes, devido ao avanço do colonialismo. Muitos já eram nômades, e exploravam o Cerrado através da caça e da coleta; alguns já praticavam a agricultura de coivara, ou uma agricultura itinerante, de corte e queima e posterior pousio. Muitos deles produzem grande quantidade (e com grande qualidade) de artesanato. Atualmente, a maioria destes povos está confinada em Terras Indígenas, e têm de adaptar seus modos de vida à disponibilidade de recursos, aos conflitos locais e à inclusão social. Já são muitas as organizações indígenas, e elas se fortalecem a cada dia, porém constantemente perdem batalhas para grandes fazendeiros e grandes empreendimentos. Valorizar suas culturas tradicionais, ter plenamente reconhecidos e adquiridos seus direitos e ao mesmo tempo se inserir de forma positiva na sociedade brasileira é atualmente o grande desafio destes povos.

população Cerratinga

 As chamadas populações tradicionais do Cerrado incluem não só os indígenas, mas também povos negros ou miscigenados que, por muito tempo, ficaram em relativo isolamento nas áreas deste bioma, e tiveram que adaptar seus modos de vida aos recursos naturais disponíveis. São quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos, ribeirinhos, que aprenderam, ao longo de séculos, a retirar do Cerrado recursos para alimentação, utensílios e artesanato. Hoje grande parte se vê diante de um mundo no qual o conhecimento sobre a convivência com a natureza não é valorizado, e a lógica do trabalho pelo dinheiro predomina.

Nas ultimas décadas, o território ocupado pelo bioma Cerrado tem sofrido uma intensa invasão por populações e atividades até então ausentes. O processo de urbanização, principalmente depois da construção de Brasília, e a produção agropecuária, notadamente após o desenvolvimento de tecnologias de produção em larga escala, vêm transformando rapidamente as paisagens do bioma Cerrado. Não somente as paisagens, mas também os modos de vida de suas populações, os ecossistemas, o regime hídrico. A agricultura intensiva de produção de grãos, os “reflorestamentos” de eucalipto para produção de celulose e carvão, a construção de barragens, os desmatamentos para abastecer de carvão as grandes siderúrgicas, tudo isso vem causando enormes impactos sociais e ambientais nos domínios do Cerrado, no entanto seus benefícios econômicos só se fazem sentir para poucos.

A situação do Cerrado e de suas populações mostra-se, portanto, um grande e complicado conjunto de interações, interesses, desafios e possibilidades. Recusar a lógica da exploração insustentável e do lucro a curto prazo parece ser essencial para a preservação da biodiversidade, dos recursos naturais e da cultura de seus povos tradicionais. Ao mesmo tempo, estabelecer atividades produtivas consistentes, que visem atender prioritariamente ao consumo local, mas também aos mercados nacional e global, sem prejudicar os processos ecológicos naturais, torna-se estratégico para gerar renda e demonstrar a viabilidade do desenvolvimento sustentável no Cerrado. Aliar o conhecimento dos povos que habitam o Cerrado há séculos ao da ciência investigativa voltada para as demandas socioambientais reais sem dúvida representa uma importante ferramenta a ser usada para se atingir estes objetivos.

Fontes:

http://www.socioambiental.org

Nogueira, Mônica & Fleischer, Soraya. Agroextrativismo no Cerrado: uma aliança possível entre resistência social e sustentabilidade ambiental? ISPN, Trabalho não publicado.

Geraizeiros Felizes, Cerradeiros tambem e Brasilianos comemoram

Uma noticia a ser comemorada por todos os povos. Temos como destaque das ultimas semanas a criação das Unidades de Conservação em diversas regiões do Brasil, inclusive no cerrado assim todos nós da cerradania, podemos nos inserir ao momento de felicidade dos Geraizeiros, enfim de todos os Brasilianos.

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Serra do Gandarela, enfim preservada. Foto: Danilo Siqueira / Divulgação Movimento Águas do Gandarela.

No ultimo dia 13 de outubro, a presidente Dilma Rousseff oficalizou a criação de Unidades de Conservação criadas.  As novas UCs são: a Resex Marinha Mocapajuba, com 21 mil hectares, a Resex Marinha Mestre Lucindo, com 26,4 mil hectares e a Resex Marinha Cuinarana, com 11 mil hectares, que ficam localizadas nos municípios de São Caetano de Odivelas, Marapanim e Magalhães Barata, respectivamente. Todas fazem parte da região do Salgado Paraense.

Para a nossa alegria , a Presidente Dilma ainda o decreto de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes dos Gerais. A RDS é fruto da luta dos geraizeiros na região norte de Minas Gerais. O decreto visa proteger as nascentes dos córregos, garantir a conservação das áreas de extrativismo e o acesso ao território tradicional pela população local, além de promover o desenvolvimento socioambiental e estudos para conservação e uso sustentável do Cerrado.

Esta vitória, fruto da resistência e persistência das comunidades geraizeiras da região do Alto Rio Pardo, do Movimento Geraizeiro, da Articulação Rosalino de Povos e Comunidades Tradicionais e da Rede Cerrado foi possível pela imensa rede de solidariedade que se formou em torno da luta dos extrativistas brasileiros pelo seu reconhecimento.

Muitas e muitas mãos teceram os caminhos percorridos, laços foram estabelecidos desde a Amazônia, com os extrativistas do CNS. Alianças foram estabelecidas quando se elegeu a luta – tendo a criação da RDS – Nascentes Geraizeiras como um emblema das demandas dos extrativistas brasileiros, do movimento socioambiental.

Nesse contexto a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com o Vídeo Saúde e o Canal Saúde, produziu o documentário “Gerais”. O vídeo é mais uma iniciativa do projeto Curta Agroecologia, e conta a história de luta das comunidades geraizeras em defesa de seu modo de vida e de seu território.                                 Assista ao video muito interessante  http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/noticias-para-o-boletim/727-curta-agroecologia-a-luta-dos-geraizeiros

Os Geraizeiros são povos que se localizam à margem direita do Rio São Francisco no Norte de Minas Gerais. O nome vem da denominação gerais, ou seja, planaltos, encostas e vales das regiões de cerrados. Os gerais constituem um local em que todos têm livre acesso, local comum como um grande quintal, espaço de todos onde é possível a colheita de frutos nativos como: Pequi, Panan, Coquinho azedo dentre outros e que são vendidos pelas ruas ou nas feiras para complementar a renda familiar. Além disso, é um local onde o gado é criado solto; também é possível a extração de lenha para o preparo dos alimentos ou dos produtos que necessitam de fogo para serem preparados e que também são comercializados nas feiras do mercado local. Eles desenvolveram um modo de vida muito peculiar, associando a produção de alimentos e a criação de animais com o extrativismo. Os cultivos guardam uma rica diversidade de espécies e variedades e os Cerrados com suas transições (Caatinga/Carrasco) fazem parte da estratégia produtiva fornecendo, de forma extrativista, alimentação para o gado, caça, madeira, lenha, frutos, folhas, mel e medicamentos.

reportagem e noticias do

http://www.ocarete.org.br/povos-tradicionais/geraizeiros/

http://racismoambiental.net.br/tag/geraizeiros/

 

A prática da Educação Ambiental

                                                                                        

Este ensaio teórico tem como propósito refletir sobre a prática da Educação Ambiental cidadã, construído em um referencial, apoiado nas perspectivas de diversos autores, que embasam as teorias de aplicação docente da Educação Ambiental – E A.

Os professores encontram dificuldades para ter acesso à formação ambiental e aos recursos instrucionais especializados de educação ambiental, nesta modalidade, os recursos didáticos utilizados estão sendo mal aplicados e relegados ao segundo plano.

A pratica da Educação Ambiental – EA na escola não é espaço exclusivo para a sua ocorrência, também, o único espaço onde acontece o aprendizado, é preciso expandi-la na cidadania ativa.

Segundo GUIMARÃES (2007), a prática dos projetos em educação ambiental é instituída inicialmente na interdisciplinaridade; centrada em perspectivas comportamentalistas e individualistas; meramente de conteúdo e informativa na transmissão de conhecimentos; e realizada pontualmente e sem uma abordagem contínua.

Os professores não apresentam dificuldades em trabalhar educação ambiental na escola. Entretanto, outras dificuldades são observadas como a falta de recursos financeiros, falta de capacitação para docentes e falta de maior comprometimento da comunidade escolar na inserção do tema, por sua interdisciplinaridade, fica relegada ao segundo plano, e as vezes somente lembradas em datas comemorativas.

No âmbito dos fatores metodológicos intrínsecos às práticas da educação ambiental formal, de acordo com diversos autores, deve ter como objetivo a compreensão do ambiente, em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, social, econômico e cultural sob o enfoque da sustentabilidade. Esta prática não é simples, uma vez que esse processo esbarra em algumas dificuldades da própria organização das instituições de ensino, onde há a fragmentação dos saberes em disciplinas, o que torna difícil a tomada da consciência destas relações observadas no mundo.

A Educação Ambiental é definida por lei como interdisciplinar e predomina ações comportamentalistas e individualistas que propõem algumas mudanças de atitude e, isso se dá com a transmissão de uma série de conteúdos comportamentais “ecologicamente corretos” que visam mais informar do que pôr em prática a crítica e o pensamento da complexidade que envolve a questão ambiental.

A sensibilização das pessoas não é dispensável, contudo não é o único caminho. Apenas informar as pessoas para as mudanças de atitude traz alguma visibilidade para os problemas ambientais, mas com certeza educação ambiental não é isso, é algo bem maior, mais complexo, mais pedagógico e duradouro.

Por todo o exposto, para uma efetiva Educação Ambiental há necessidade de uma abordagem sobre a necessidade das ações educativas serem orientadas por um projeto político-pedagógico teoricamente fundamentado, devem superar a mera transmissão de conhecimentos ecologicamente corretos e as ações de sensibilização, rompendo as armadilhas padronizadas e propiciando aos educandos e educadores uma cidadania ativa.

Referências:

GUIMARÃES, M. A formação de educadores ambientais. Campinas, SP: Papirus (Coleção Papirus Educação) 2007, 174p.

LOUREIRO, C. F. B Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2004.

Diversidade de produtos extrativistas de comunidades do Cerrado na Feira no CCBB em Brasilia

Rodapé com frutos do cerrado

arquivo frutos do cerrado

A feira apresentará para o público os produtos da sociobiodiversidade de espécies nativas do bioma e diversas possibilidades de o uso tradicional associado que contribuem para geração de renda, conservação do Cerrado, valorização dos meios de vida sustentáveis e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas.

Comunidades tradicionais participarão da Feira do Cerrado, que acontecerá nos dias 11 a 21 de setembro, no espaço externo do Centro Cultural Banco do Brasil. Esta iniciativa faz parte da programação da exposição “Cerrado uma janela para o planeta”, de curadoria de Jorg Wagenberg.

Serão cerca de 20 empreendimentos comunitários do Cerrado para exposição e comercialização de artesanatos, cosméticos e produtos alimentares nativos de comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e de agricultores agroextrativistas dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.

Na Feira será possível encontrar produtos como castanha de baru, conservas, farinha e óleo de pequi, geleias, licores, doces, farinha de jatobá, farinha e azeite de babaçu, produtos derivados do buriti, macaúba entre outros alimentos de espécies nativas de excelência gastronômica.

De artesanato o destaque será para os produtos de Capim Dourado feitos no Jalapão/TO, os bordados e cerâmicas do Vale Jequinhonha/MG, as cestarias de buriti e bordados do Vale do Urucuia/MG e as cestarias indígenas da etnia Kayapó/PA.

Na tenda gastronômica serão comercializados sanduiches naturais, salgados integrais, tapiocas, bolos, doces e sorvetes e sucos de frutos do Cerrado e diversos outros quitutes feitos a partir dos produtos do Cerrado.

Para Luis Carrazza, da Central do Cerrado, entidade que participará do evento, “essa ação é fundamental para que a população conheça e tenha acesso aos produtos feitos a partir do uso sustentável do Cerrado. Estaremos comercializando artesanatos, conservas, castanhas, méis, cosméticos, frutas secas, bebidas e outros produtos desenvolvidos por comunidades extrativistas. Através do consumo desses produtos as pessoas poderão se abastecer com produtos saudáveis de alta qualidade e ainda contribuir para a conservação do Cerrado em pé, geração de renda para as comunidades locais e consequentemente para manutenção das famílias no campo com dignidade e preservação dos modos vidas tradicionais e da cultura local de diversas comunidades agroextrativistas”.

A feira é uma excelente oportunidade para as pessoas conhecerem as espécies típicas do Cerrado, contribuindo para o fortalecimento da economia das comunidades e geração de renda das populações tradicionais.

Esta ação é uma realização da Rede Cerrado e da Central do Cerrado, com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil, Habitat Socioambiental, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), GEF – Cerrado e Banco Mundial.

Sobre a Rede Cerrado

A Rede Cerrado foi fundada no mesmo ano da Cúpula da Terra, a Rio 92, quando 172 chefes de estado se reuniram no Rio de Janeiro para discutir formas de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação dos ecossistemas. Impulsionadas por isso, organizações da sociedade civil de base comunitária, que atuam pela conservação do Cerrado, perceberam a oportunidade de se criar um coletivo que, antes de tudo, conseguisse garantir voz aos povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.

Hoje a Rede é composta por um braço jurídico que conta com 50 entidades filiadas e congrega cerca de 500 organizações da sociedade civil de base comunitária, representando trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entre outros povos e culturas tradicionais. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio.

Entre as ações da Rede, destaque para sua participação estratégica em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos.

Feira do Cerrado


Data: De 11 a 21 de setembro de 2014
Horário de funcionamento: dias de semana de 12h-21h e finais de semana de 9h-21h; terça-feira não é aberto ao público
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília-DF

Mais informações:  Letícia Campos:
 contato@redecerrado.org.br
(61) 9949-6926 ou 8201-3536    www.redecerrado.org.br

 

Singela homenagem ao nosso cerrado

SER CERRADO..

Ão exuberante  densidade e formas, fechado.

Típico retorcido traço no campo, aberto.

Sujas ilhas de murunduns no campo.

As vezes limpo,que lindo,gramado.

È assim meu alto,  meu planalto.

Um éco que ressoa em minha’lma.

Teima em me manter apaixonado.

Prolatando bem alto .

Tão belo quanto o mais alto do  meu planalto

Se emoldura no distinto azul do céu

Que aprendi a amar como minha fosse

Essa terra  cerrado

Que incendeia a minhalma o meu viver.

Francisco maciel

Veredas de renques buritizais

fontes dagua

encharcada de vida

alimenta a terra

e nos traz a comida.

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Não me perturbe

me deixe assim

com o meu nascedouro

flora riqueza

e te faço  entender

e te faço querer

te permito a viver.

Francisco Maciel

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu Virtual de Ciência e Tecnologia – Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

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