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A alquimia de uma paisagem

Um mergulho na obra do artista plástico Luiz Gallina, que retira do cerrado e dos sonhos um farto material de pesquisas, de vivências e de arte

fenix-josis

A trajetória de sua arte está intimamente ligada à interação com o cerrado e com o mundo dos sonhos. Em um primeiro momento, em meados da década de 1970, ele ficou fascinado com a paisagem e registrou em xilogravuras a beleza torta, crispada, dramática e expressionista da vegetação do Planalto Central. No entanto, em seguida, na década de 1980, passou a morar em um sítio inóspito, entrou na paisagem, acompanhou a mutação de peles das árvores, sentiu de perto as palpitações do ambiente e começou a entender que o cerrado é arte contemporânea e teatro da vida e da morte, de Eros e Thanatos.
Essas vivências resultaram nas seguintes fases de sua arte: As Paisagens Brasilienses (em xilogravuras), Cascas e Carcaças (em pintura), Assemblages (colagem de desenhos, objetos e vestígios da flora e da fauna do cerrado) e a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegistos (em que o universo simbólico da alquimia é frequentado por animais cerratenses).

A partir do livro, Gallina realizou uma série de gravuras que representam as fases da alquimia, segundo a Tábua Esmeralda de Hermes Trimegisto: Nigredo (obra negra, a dissolução e putrefação da matéria), Albedo (obra branca, a purificação da matéria pela substância líquida) e Rubedo (obra vermelha, fase em que se fabrica a pedra filosofal). Nos trabalhos dessa última safra, Gallina sintetizou múltiplas técnicas (desenho, gravura, carvão, fotografia e colagem) e símbolos.
O interessante é que no contexto universal dos símbolos alquímicos ele inseriu elementos regionais do Planalto Central. A Fênix vermelha de Gallina é uma seriema. A águia não plana nas alturas, mas está na linha do olho: “É porque moro próximo a uma encosta e não vejo as águias voando no firmamento, e sim na linha do olho. Não é a gente que escolhe a alquimia; é a alquimia que escolhe a gente. Para mim, a conexão da alquimia com Brasília é muito forte. Esse céu aberto nos joga para um mergulho interior, para uma reflexão sobre o sentido da vida e do mundo. A alquimia é um estudo sobre a significação das coisas.”
O que é preciso para conhecer o cerrado? É necessário se debruçar sobre ele, responde Gallina. “Você precisa se abaixar”, diz. “Se ficar de pé, não percebe que ele está florido. Se você se ajoelha, vê tantas flores lindas, cada uma com um desenho, com um matiz ou com um filamento diferente.”
Gallina vê ainda mais: “A consequência do lago foi que a fauna aumentou muito. Era comum vermos pardal antigamente. Hoje, vemos muito mais bem-te-vi, sabiá, alma-de-gato, que tem um rabo de 30 centímetros. Eu e meu filho fotografamos e eu o incentivo para que seja um pesquisador. O cerrado é muito forte. O segredo para entender o cerrado é a paciência”.

 

 

Fragmentação do cerrado

Se somos o reflexo do que comemos, a Terra é a expressão de nossos hábitos alimentares. Ao longo dos últimos 10 mil anos, o homem vem transformando as paisagens naturais com as atividades de agricultura e pastoreio, moldando os ecossistemas. Digitais dessa dinâmica insustentável, as alterações feitas apenas nas últimas cinco décadas no Cerrado brasileiro impressionam e preocupam.bd8cc-capimdourado

Uma das áreas mais importantes para a conservação da biodiversidade do planeta, os cerrados cobriam originalmente cerca de 24% do território nacional. Mas isso mudou bastante. Segundo o Terraclass – sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que mapeia o uso da terra e da cobertura vegetal no bioma – cerca de metade desse território havia sido alterado até 2013, sendo que mais de 90% dessa transformação ocorrera em função da produção de alimentos, sobretudo carne e soja.

O avanço sobre as áreas naturais do Cerrado resultou num excepcional crescimento da produção agrícola no Brasil, a ponto de possibilitar que o país se torne em pouco tempo o maior produtor de alimentos do mundo, se continuar o mesmo ritmo. Os impactos positivos são bastante evidenciados, principalmente pelo setor que se orgulha de “puxar a economia nacional”.

Pouco se fala, porém, dos impactos negativos da expansão sobre o Cerrado. E não só para o Brasil. Uma das maiores estudiosas do bioma, a pesquisadora da Universidade de Brasília Mercedes Bustamante alerta que o Cerrado passa por um intenso processo de fragmentação que compromete importantes funções ecológicas.

Pense no ambiente natural como um grande organismo, sendo o bioma Cerrado um dos seus “órgãos vitais”. Uma das funções que o Cerrado desempenha no equilíbrio ecológico é justamente a manutenção do sistema hídrico do país. O Cerrado abriga as nascentes de três grandes bacias do continente sul-americano (Tocantins-Araguaia, Paraná-Prata e São Francisco).

Parece razoável, em termos econômicos, que o Brasil continue com o caminho de expansão da produção agrícola. Mas é preciso fugir da lógica da expansão territorial da agropecuária e passarmos para a intensificação ecológica. Para isso, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuárias (Embrapa) vem trabalhado com novos pacotes tecnológicos, como a integração lavoura-pecuária-floresta. O desafio é reverter a baixa produtividade das áreas consideradas degradadas – um pasto abandonado, por exemplo – e incorporá-las novamente à produção.

Com esse caminho, passaremos a viabilizar os compromissos de desmatamento zero por parte das cadeias de produção agropecuária, e poderemos cada vez mais desenvolver mecanismos de rastreabilidade e transparência para o meio rural.

Mas podemos ir além. Nós, consumidores, temos um poder de transformação que muitos sequer suspeitam. Nossos hábitos de consumo podem mudar as indústrias e influenciar o desenvolvimento de novas tecnologias. Foi por pressão do mercado que conseguimos banir o clorofluorcarbono (CFC), por muito tempo utilizado nas indústrias de refrigeração e ar condicionado, espumas, aerossóis, extintores de incêndio. E com isso, recuperamos nada menos do que a Camada de Ozônio, antes depauperada pela emissão desses gases.

Por que, então, não fazemos o mesmo em relação aos alimentos? Informações corretas sobre procedência, qualidade e forma de produção permitem melhor escolhas, ou pelo menos uma maior consciência de nosso impacto. Os grandes compradores internacionais de commodities agrícolas já se movimentam para cobrar que os produtos venham livres de desmatamento ao longo de suas cadeias produtivas. Isso é resultado da pressão dos consumidores.

Assim como existe uma rotulagem para os valores nutricionais, já há padrões estabelecidos para a rotulagem ambiental, só que isso ainda é pouco utilizado. Precisamos ser mais exigentes em relação a transparência quanto a produção e origem dos alimentos. E isso se faz cobrando de quem compra e vende os produtos agrícolas e pecuários. Com essa chave na mão, poderemos abrir as portas de um cenário em que a produção de alimentos seja aliada da conservação do meio ambiente. E não mais um fator de degradação da natureza.

Baseado na reportagem de http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado/noticias

Joias utilizam a vegetação do Cerrado como diferencial

joias do cerrado

A vegetação nativa do Cerrado é a matéria-prima das joias folheadas fabricadas pela empresária Tânia Helou, no Distrito Federal. Ela e o marido, Edênio Ribeiro, produzem, na própria loja, anéis, brincos, colares e pingentes com folhas, frutas e sementes da região. A empresa foi aberta há 13 anos.

A folha moeda é a marca registrada do negócio. Os donos da empresa participam do projeto Expoarte Distrito Federal, apoiado pelo Sebrae. O objetivo é fortalecer a identidade cultural da região e incentivar o artesão a transformar arte em negócio. Em parceria com a instituição, os empresários também participam de oficinas de capacitação para melhorar a técnica e a gestão do negócio. Os produtos da empresa agora são expostos em feiras por todo o Brasil. Além disso, fotos das joias também foram incluídas em um catálogo de artesanato da região.

O processo de fabricação das joias envolve diferentes etapas, que vão desde o corte, passando pela impermeabilização, pelo banho de tinta condutora de eletricidade e de cobre, até a etapa final que é o banho de ouro 18 quilates.

Cada item é pesado e possui rigoroso controle de qualidade como forma de dar garantia aos clientes e credibilidade à empresa.

De acordo com a empresária, toda a água utilizada no procedimento é tratada. Os metais pesados são retirados antes de chegar à rede de esgoto.

O casal Tânia Helou e Edênio Ribeiro estará no Pequenas Empresas Grandes Negócios deste domingo (25), às 7h30, na TV Globo. O programa será reprisado às 9h05 na Globo News e volta ao ar na segunda-feira (26), às 16h30, e na terça-feira (27), às 6h e às 13h.

Mais informações: (61) 2107-9300
(61) 2104-2770/2769/2766

Seminário discute a castanha como ferramenta de gestão ambiental

Uma movimentação da florestania, A da cerradania será em seguida-BrasiliaDF.

O manejo de produtos florestais não-madeireiros, como a castanha-do-Brasil, tem se revelado uma excelente estratégia na gestão de terras indígenas e extrativistas. Pensando em como fortalecer esse manejo entre povos da floresta, o projeto Pacto das Águas esta promovendo em Ji-Paraná, desde a última quinta-feira (29), o Seminário e intercâmbio de experiências para representantes dos grupos Tupi Mondé, sobre gestão ambiental e alternativas de geração de renda em terras indígenas. Promovido pelo projeto Pacto das Águas, que é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o evento ocorre até sábado (31).A meta é que através de palestras, oficinas e rodadas de discussões, seja possível desenhar um panorama sobre os caminhos para a realização de ações de gestão ambiental em terras indígenas e na única reserva extrativista de Mato Grosso, a Resex Guariba-Roosevelt. “Nosso foco, neste momento, é a consolidação das alternativas de geração de renda, mais especificamente nas ações de cooperação entre os grupos para gestão de mercados”, explica Plácido Costa, coordenador do projeto.
Atualmente, estão envolvidos com o projeto os Cintas Largas das terras indígenas Serra Morena e Parque Indígena Aripuanã, os Zoró da terra indígena Zoró, os Gavião e Arara da terra indígena Igarapé Lourdes, os Rikbaktsa da Terra Indígena Japuíra e os seringueiros da RESEX Guariba Roosevelt. No evento, será discutida a possibilidade de criação de uma “agência de negócios” para os povos que integram essa iniciativa. A ideia é discutir, de forma participativa qual o melhor formato legal para dar maior agilidade na comercialização da castanha do Brasil e outros produtos não madeireiros, como o látex.

PROJETO – O Pacto das Águas, desenvolvido por uma Oscip de mesmo nome, é um projeto apoia povos indígenas e seringueiros em sua organização social, nos processos de capacitação e na estruturação do sistema de coleta, seleção, armazenamento e comercialização de castanha do Brasil. Além disso, fomenta processos de gestão territorial e geração de renda baseados no uso sustentável da floresta e no respeito às formas de organização social destes povos.
O objetivo é articular uma rede de parceiros e agências financiadoras para a constituição de um programa regional de desenvolvimento sustentável, cabendo ao Pacto das Águas o apoio à gestão social e à assistência técnica para a estruturação do sistema de comercialização de 160 a 300 toneladas anuais de castanha e 25 toneladas de borracha, envolvendo diretamente mais de 1.000 pessoas de cinco Terras Indígenas que abrangem em seu conjunto aproximadamente de 1,9 milhão de hectares nos estados de Rondônia e Mato Grosso além da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Mato Grosso.

Noticia veiculada pelo http://www.correiopopular.net
O Encontro mais esperado da CERRADANIA, está sendo organizado.
De 05 a 08 de junho de 2014, a Rede Cerrado realizará no Complexo Cultural Funarte, em Brasília-DF o VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que deve reunir representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares.
O objetivo é aproveitar a semana que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, para chamar a atenção das autoridades para os principais problemas relativos ao direito à terra, áreas protegidas e produção agroextrativista. Para isso, o evento conta com uma rica programação de debates, mesas redondas, seminários, incluindo as atrações culturais, a feira dos produtos da sociobiodiversidade e a praça gastronômica.
Participe, voce será bem vindo. Afinal, voce tambem pode  fazer parte do contexto da CERRADANIA.

Mamíferos que sobrevivem no Cerrado


O Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado é no mínimo audacioso.

raposa do campo - cerrado goiano

Foto de Adriano Gambarini…Raposa do campo – cerrado goiano

 Ao contrário de muitos projetos de estudo de ecologia e comportamento de fauna silvestre, onde os pesquisadores podem se dar uma relativa tranquilidade por trabalharem em áreas conservadas e protegidas como Parques Nacionais e Estaduais, tal programa trabalha em terras dominadas por pecuária extensiva.

A região do Limoeiro, sudeste de Goiás, é tradicionalmente constituída por fazendas e dominada por campos abertos de braquiária. Apenas aqui e ali se vê pequenos fragmentos da mata nativa, bordeando córregos, teimosos em manter um mínimo de condições para os animais ainda residentes neste típico cerrado goiano.

Desde 2002, Frederico Gemesio Lemos, professor da Universidade Federal de Goiás, pesquisa insistentemente a pequena e simpática raposa-do-campo (Lycalopex vetulus). Ao contrário do que se possa esperar, esta graciosa raposa, muitas vezes confundida com o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), come preferencialmente cupim e tem uma distribuição aparentemente endêmica no Cerrado brasileiro. É aí onde mora a primeira lacuna de informações sobre a espécie: trata-se de um dos menos conhecidos e pouco estudados carnívoros brasileiros.

Foi neste universo de perguntas e possibilidades que Fred, juntamente com Fernanda Cavalcanti, bióloga com experiência em lobos-guará da Serra da Canastra, montaram o Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado, em 2009. Além das usuais perguntas sobre ecologia espacial para conhecer sua área de vida, reprodução, dispersão, comportamento, dieta e saúde, a proposta do casal de biólogos e equipe é entender como esta espécie tem conseguido se manter no atual cenário de antropização do ambiente. Ou seja, como tem sido a relação entre a raposa-do-campo e o homem.

A questão é descobrir como o animal está conseguindo sobreviver numa região com tão poucos recursos naturais, e onde a pressão econômica, desmatamento, implementação de empreendimentos e intolerância são cada vez maiores.

Mas o trabalho não se limita apenas à raposa, mas também ao Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous). Para efetivar esta campanha, que visa a captura, colocação de rádio-colar e retirada de amostras de sangue para estudos genéticos e de doenças, um grupo de pelo menos 10 pesquisadores de doutorado, mestrado e graduação se revezam, com apoio de instituições como o Zoológico de São Paulo, CENAP/ICMbio, Fiocruz, Consórcio Capim Branco de Energia, Smithsonian Institute, Cleveland Metropark Zoo, Neotropical Grassland Conservancy e Idea Wild.

 Destaque do http://www.oeco.org.br/no-rastro-dos-mamiferos-do-cerrado/27102-no-rastro-dos-mamiferos-que-sobrevivem-no-cerrado

Qual é a arvore símbolo do Brasil

Árvores símbolos no Brasil …
O Brasil é o único país do mundo batizado em função de uma árvore ,  a árvore que deu nome ao nosso país, só foi reconhecida como Árvore Nacional cinco séculos após o descobrimento.

foto do pau-brasil

foto de magiadailha.blogspot.com.br

Foi necessária a sua quase extinção para que o pau-brasil fosse reconhecido oficialmente na história brasileira. Em 1961, o presidente Jânio Quadros aprovou um projeto declarando o pau-brasil como árvore símbolo nacional e o ipê como flor símbolo.

Em 1972 é realizado um substituto do projeto que fica no “esquecimento” e somente em 1978 o Pau-brasil foi declarado oficialmente “árvore nacional” pela lei n.º 6.607.                       A mesma lei instituiu o dia 3 de maio como o Dia do Pau-Brasil, e a flor do Ipê-amarelo como “flor nacional”.                                                                                                                                        Após séculos de exploração desenfreada, o Pau-brasil é tão raro que maioria dos brasileiros nunca o viu.

Nome Científico: Caesalpinia echinata.

Sinonímia: Guilandina echinata.

Família: Fabaceae.

Divisão: Angiospermae.

Origem: Brasil.

Ciclo de Vida: Perene.

Nome Popular: Pau-brasil, brasileto, ibirapitanga, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, imirá piranga, orabutã, arabutá, sapão, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta, pau-pernambuco, pau-rosado, pau-vermelho…

fonte  http://magiadailha.blogspot.com.br/2012/04/arvores-simbolos-do-brasil.html

um Ipê que resistiu, pra não virar poste..Porto Velho- RO

Ipê – flor simbolo do Brasil.

 

 

Reino: Plantae .                                              Divisão: Magnoliophyta.                             Classe: Magnoliopsida .                                Subclasse: Asteridae.                              Ordem: Lamiales.                                    Família: Bignoniaceae.                                Gênero: Tabebuia.                                 Espécie Tabebuia vellosoi.

Portanto,  dentre o grande universo de plantas nativas do país, o ipê  foi considerado a árvore nacional brasileira. No dia 7 de dezembro de 1978, porém, a lei nº 6507 veio declarar que o pau-brasil (caesalpinia echinata) seria a Árvore Nacional e, a flor do ipê, a flor do símbolo nacional.

Estabeleceu também, além disso, que o dia 3 de maio seria, dali por diante, o Dia do Pau-Brasil.

O ipê (Ipê, em tupi-guarani, significa “árvore de casca grossa” e tabebuia é “pau” ou “madeira que flutua”).

fonte:  Lorenzi, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 01, 4 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Verde Indesejavel

              Hei de registrar o dia em que todos os FICUS serão dizimados das terras brasilis.

ficus(1)

Foto arquivo OESTADÃO

Um terrível verde, travestido de planta.

Inquestionável mal que se apresenta como planta.

Não se engane olhe ao redor a veia d’água que irá em breve sucumbir

Por sua sede d’água.

Formatado pelo quadrado, arredondado, tudo isso disfarce.

Amanhã será tarde, digo o que sinto, e gostaria que você anotasse

Sem ressentimento, que não desdenho por desejo próprio.

Já vi e constatei em lugares que nunca chove.

Esse mal sempre verde.

Retira das profundezas, suprime de outros vegetais

O néctar da terra das nossas águas.

Anote, nem tudo travestido de verde está ecologicamente correto.

 Nem tudo que é verde, serve como natureza.

PROJETO LIBERA MINERAÇÃO EM PARQUES E DE QUEBRA MUDA SNUC

NÃO ao Projeto de Lei 3.682/2012 defendida pela bancada da mineração no congresso.

Campo Gandarela - fev 2009

Projeto de Lei 3.682/2012 está pronto para ser votado na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Seu objetivo é abrir 10% das Unidades de Conservação de proteção integral à mineração. Em troca, os mineradores seriam obrigados a doar áreas com o dobro do tamanho das abertas à exploração comercial e com as mesmas características ecológicas e biológicas.
Durante a tramitação, o relatório de Gurgel sofreu modificações que transcendem a permissão de minerar em área protegida. Entre elas, o texto transfere o poder de criação de UCs de Proteção Integral para o Congresso Nacional. Dessa forma, altera a lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), que dá base a todo o sistema de áreas protegidas do país.
O acréscimo que mexe no SNUC foi inserido e modifica o artigo 22 do SNUC, o qual determina o Poder Executivo como responsável por criar Unidades de Conservação.
Santana é ligado à indústria de mineração. Ele já foi diretor da empresa RIMA Industrial S.A, entre agosto de 1998 a dezembro de 2010, e teve 70% da sua campanha para Deputado Federal paga por empresas mineradoras.

Santana também alterou o artigo 23 do SNUC, que trata da posse e do uso das áreas ocupadas pelas populações tradicionais nas Reservas Extrativistas e Reservas de Desenvolvimento Sustentável. Foi retirado os parágrafos que regulavam as atividades permitidas às populações tradicionais dentro das UCs de Uso Sustentável. A proibição à caça de animal ameaçado de extinção, por exemplo, desaparece.
Outra modificação importante foi dispensar lei específica para alterar — aumentar ou reduzir — o tamanho ou limites das Unidades de Conservação, contra o que dispõe o Inciso III do artigo 225 da Constituição Federal. Pelo relatório, desafetação de UC poderia ser feito por decreto presidencial.

parque da gandeleira

RETROCESSO TOTAL
Se for realmente aprovado estas alterações no SNUC, segundo especialistas será quase impossível criar um Parque Nacional no Brasil. Além de dizimar milhares de hectares de florestas nas áreas protegidas.

“LEIA COMPLETO:
http://www.oeco.org.br/reportagens/27801-projeto-libera-mineracao-em-parques-e-de-quebra-muda-snuc

Bacias Hidrográficas no Cerrado

A área ocupada pelo Cerrado é cortada por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul, que têm suas nascentes: Bacia do Araguaia-TocantinsBacia do Prata e Bacia do Rio São Francisco.

De acordo com a Embrapa, todos os outros domínios brasileiros — o Pantanal, os Pampas, a Mata Atlântica, a Caatinga e a Floresta Amazônica — recebem uma parcela das águas provenientes dos Cerradosnascente RioCanastra

A presença dessa grande quantidade de cursos d’água deve-se às altitudes relativamente elevadas dos relevos das áreas de Cerrados e ao fato dessas regiões altas serem entrecortadas por vales, ocupados pelos rios. Trata-se, além disso, de uma região de divisão entre bacias hidrográficas.

Alguns estudos apontam, inclusive, que a abundância de nascentes e rios pode ter contribuído para a compor a imensa biodiversidade da região. De acordo com eles, espécies animais e vegetais de outros biomas podem ter migrado para o Cerrados devido às águas dos rios. No entanto, estudos recentes indicam que muitas dasespécies de mamíferos do Cerrado são originárias da suas próprias áreas abertas.

foto de Tomé Mauro Schmidt

 

E como uma região tão cheia de nascentes pode abrigar uma fisionomia savânica, com vastas paisagens de árvores retorcidas, arbustos e gramíneas?

Ocorre que os solos arenosos do Cerrado facilitam a infiltração rápida da água, e a distribuição irregular das chuvas que caem nesses locais faz com que o domínio passe por até cinco meses de seca por ano.

A saúde das nascentes dos Cerrados, que fornecem água para boa parte da população do Brasil e da América Latina, depende da interação com a sua vegetação típica.

Assim, a falta de vegetação original preservada, principalmente nas áreas ciliares, nas margens dos rios, pode comprometer a saúde da água e causar o assoreamento dos cursos d’água, diminuindo a profundidade do rio. Por isso, a preservação das matas é tão importante para o equilíbrio do ambiente.

Cerrado biodiversidade rica e ameaçada

Ilhas de preservação

Dunas do Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins

As árvores baixas, esparsas e retorcidas são características marcantes das paisagens que nos remetem ao Cerrado, mas elas não espelham esse domínio como um todo.                                                                                                                                                            O Cerrado é formado por paisagens múltiplas, vegetação diversificada e espalhada de forma desigual, com vários tipos de solo e variações naturais de muitos tipos, como clima, relevo, relação com o fogo e umidade.                                                     Os ecossistemas de Cerrado representam o segundo maior conjunto biológico do território brasileiro: só a Amazônia é maior. Suas áreas ocupam — ou melhor, ocupavam, originalmente — quase um quarto do território brasileiro (23,9%).

O Cerrado é considerados um hotspot para a conservação ambiental, ou seja, é uma das regiões biologicamente mais ricas e mais ameaçadas do mundo. O conceito de hotspot foi criado para definir as áreas que concentram o maior número de espécies, e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. No mundo, são 34 regiões naturais classificadas dessa forma, duas no Brasil: o Cerrado e a Mata Atlântica.

O descaso com a preservação da savana brasileira foi selado oficialmente na constituição de 1988, mais especificamente no artigo 225, que classificou como Patrimônio Nacional a Mata Amazonica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira, deixando de fora os ecossistemas de Cerrado, Caatinga e os Pampas.

Em 95 foram propostas as primeiras emendas constituintes para incluir o Cerrado na classificação de Patrimônio Nacional. Desde então, muitas outras tentativas legislativas foram feitas para corrigir o erro, mas até agora nenhuma foi aprovada. A medida, que estimularia a criação de novas unidades de conservação, esbarra no descaso e no conflito de interesses  no Congresso Nacional.

Bando de emas no Parque das Emas, em GoiásDe acordo com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), existem 43 unidades de conservação nos domínios de cerrado, entre áreas de proteção ambiental (APAs), parques nacionais (Parnas), florestas nacionais (Flonas), reservas biológicas e outras áreas de proteção integral ou de uso sustentável.

As principais unidades de conservação em que o Cerrado é predominante são o Parque Estadual do Jalapão (foto à esquerda), com 150 mil hectares, o Parque Nacional das Emas (132 mil ha; foto à direita), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (84 mil ha), o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (33 mil ha), o Parque Nacional da Serra da Canastra (71 mil ha), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60 mil há) e o Parque Nacional de Brasília (28 mil ha).

Parece muito, mas isso corresponde a apenas 2,2% do total das áreas de Cerrado. Além disso, as reservas que existem sofrem por problemas de gerenciamento, causados pela falta de recursos e a carência de pessoal, seja para fiscalizar as áreas ou para coordenar a implantação de políticas de conservação.

No Parque Nacional da Serra da Canastra (foto abaixo) houve, ainda, um processo contrário, de restrição da área de reserva. O plano original previa a preservação de uma área de 200 mil hectares, dos quais apenas 71 mil foram implantados na prática.

Isso ocorre porque até hoje tramita um projeto de lei que propõe a redução de 70% da área que seria reservada ao parque. A área excedente, de acordo com o projeto de lei, seria classificado como “monumento natural”, o que permitiria a existência de propriedades particulares no local.

Cachoeira na Serra da Canastra, em Minas Gerais

Artigo de Luciana Noronha é jornalista, formada pela Unesp-Bauru.

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