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Perfil ecossistêmico para a conservação do Cerrado

Após realizar consultas públicas com diversos atores do setor empresarial, governo, academia e sociedade civil, ao longo do ano, o diagnóstico de perfil ecossistêmico do Cerrado e as diretrizes estratégicas para manter a diversidade biológica e social da região foram apresentados no ultimo dia 15, durante oficina em Brasília-DF.
A intenção, segundo os organizadores do evento, foi mostrar a versão preliminar do documento em construção e recolher propostas e contribuições dos participantes.

Cerrado- foto arquivo

Cerrado- foto arquivo


Esta é a primeira fase de um projeto que visa investir em ações de conservação do Cerrado, com ênfase no fortalecimento da sociedade civil nos próximos cinco anos. Esta etapa está sendo conduzida pelas instituições Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), sob o financiamento do Fundo de Parceria de Ecossistemas Críticos (CEPF, a sigla em inglês).
Para Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal que representou o WWF-Brasil no evento, “o diagnóstico construído em conjunto com as organizações trouxe informações bastante relevantes em relação à identificação de áreas prioritárias no bioma para investimentos que serão proporcionados pelo CEPF nos próximos quatro anos”. Além disso, Kolbe considera que “os investimentos na conservação do Cerrado proporcionados pelo Fundo, poderão alavancar outros tipos de apoio e chamar a atenção da sociedade brasileira para a realidade preocupante que se encontra o Cerrado”.
O documento levou em consideração três critérios – grau de ameaça, existência de Planos de Ação Nacionais (PAN) e importância relativa do hotspot para a conservação da espécie – e com base nisso identificou que o bioma tem 1.270 áreas-chaves para a conservação, sendo que 218 são criticamente ameaçadas e, destas, apenas 12 tem PANs.
Para chegar a este resultado as consultas públicas analisaram aspectos políticos, socioeconômicos, de mudanças climáticas, importância biológica, serviços ecossistêmicos e conservação. Estas temáticas foram consolidadas com base na compilação de dados disponíveis para o bioma, tais como estudos, artigos, teses, livros, dentre outros. Uma das dificuldades encontradas diz respeito à falta de dados atuais sobre o monitoramento do desmatamento no Cerrado, já que as últimas informações são de 2009.
De acordo com Ana Cristina Fialho de Barros, secretária de biodiversidade e florestas do Ministério do Meio Ambiente (SBF/MMA), “a iniciativa é muito bem-vinda pelo órgão, até mesmo porque considerou planejamentos e estudos que tiveram nossa contribuição. A proposta que está sendo apresentada dá um contexto amplo, que dialoga muito com o que está sendo feito pela secretaria”.
O estudo deve ser finalizado e aprovado pelo conselho de doadores do CEPF até o final de 2015, em seguida abre-se a possibilidade de apoio para projetos de conservação no bioma no período de 2016 a 2020.
Sobre o CEPF
Criado em 2000, o CEPF atua em 23 hotspot – área prioritária para a conservação –, em 89 países. Ao todo o Fundo já investiu 175 milhões de dólares nessas regiões, beneficiando 1,9 mil entidades da sociedade civil.
No Brasil, o CEPF está presente desde 2002, mas inicialmente com foco no bioma Mata Atlântica. Até 2011 foram 300 projetos apoiados à ONGs, comunidades e pequenas empresas, que desenvolvem trabalho com espécies, áreas protegidas e paisagens (conjuntos de corredores de conservação). Atualmente reúne sete doadores internacionais e pelos próximos cinco anos deverá aprovar um montante para investimento no Cerrado para garantir a proteção social e biológica do bioma.
noticia veiculada em http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado/noticias

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Frutos do Cerrado geram renda para comunidades locais

O extrativismo vegetal sustentável é uma alternativa viável de agregação de renda para as comunidades locais aliada à segurança alimentar mundial e à conservação e respeito ao meio ambiente. Apesar desses benefícios, iniciativas produtivas encampadas por pequenos produtores e/ou povos e comunidades tradicionais, muitas vezes, não avançam devido à falta de divulgação de seus produtos e à dificuldade de alcançar os mercados regional e nacional.

 produção do extrativismo vegetal no Mosaico vem aumentando a cada ano e na última safra (2014/2015) foram produzidos e comercializados aproximadamente 17 toneladas de frutos nativos do Cerrado

produção do extrativismo vegetal no Mosaico vem aumentando a cada ano e na última safra (2014/2015) foram produzidos e comercializados aproximadamente 17 toneladas de frutos nativos do Cerrado


O WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, desenvolve desde 2010 ações no Mosaico Sertão Veredas Peruaçu (MSVP) com o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas do extrativismo na região e conservação de um dos biomas mais ameaçados do país. As ações também buscam aumentar a conscientização e o entendimento com relação aos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiá-los.
A produção do extrativismo vegetal no Mosaico vem aumentando a cada ano e na última safra (2014/2015) foram produzidos e comercializados aproximadamente 17 toneladas de frutos nativos do Cerrado e de quintais (não nativos, mas presentes na região), contribuindo diretamente para uma maior conservação do Cerrado e, ainda, agregação de renda para as comunidades locais.
Segundo Julio Cesar Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal, os números representativos do extrativismo vegetal no Cerrado são resultado de uma maior estruturação na cadeia produtiva. “O potencial produtivo de cada comunidade é reflexo do planejamento das cooperativas e associações comunitárias da região”. As pessoas que estão trabalhando com extrativismo vegetal tem tido um acompanhamento nos últimos anos, o que tem assegurado um produto com maior qualidade, aliado a um aumento na produção, quando comparado a produção atual com à produção de alguns anos atrás.
“O extrativismo na região é uma atividade importante de geração de renda conciliada com a conservação ambiental. Antes os produtos eram processados nas casas das pessoas e hoje muitas comunidades já possuem pequenas unidades de processamento. Um grande desafio que ainda persiste está relacionado com o acesso aos mercados”, afirma Luiz Carraza, secretário geral da Central do Cerrado – Rede de Cooperativas e Organizações Comunitárias do Cerrado.

A Central do Cerrado tem buscado parceiros comerciais para tentar contratos que possam dar alguma segurança para fazer um planejamento de safra. Desta forma as cooperativas agroextrativistas e as associações comunitárias podem mobilizar seus integrantes para obter um bom resultado econômico num fluxo de produção continua e crescente.
Núcleo Pandeiros do Mosaico
Na última safra foram apresentados resultados importantes de produção e comercialização do extrativismo vegetal sustentável. A Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Pandeiros (COOPAE), que atua nesse núcleo, produziu e comercializou 800 kg de cajuí (cajuzinho do Cerrado) e quatro toneladas de polpa de pequi. Tudo isso comercializado com o apoio do Programa Nacional de Alimentação Escolar da Prefeitura de Januária. Também foram produzidos 1,6 tonelada de mel comercializado por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e uma grande quantidade de polpas de frutos do Cerrado, geleias e compotas comercializadas em feiras e eventos.

Núcleo Peruaçu do Mosaico
Apesar de ainda não existir uma cooperativa agroextrativista organizada foram produzidos e comercializados 800 kg de coquinho azedo, 500 kg de pequi, 176 kg de araticum e três toneladas de favela pelas associações comunitárias locais. São cerca de 200 famílias beneficiadas na região e a previsão de produção para a próxima safra é de duas toneladas de buriti em raspa; 12 toneladas de pequi em polpa; três toneladas de cagaita em polpa e três toneladas de cajuí.

Núcleo Grande Sertão do Mosaico
Nesta safra, a Cooperativa Regional Agrissilviextrativista Sertão Veredas produziu 1261 kg de coquinho azedo; 197 kg de acerola; 1664 litros de suco de laranja; 1133 kg de manga; 87 kg de tamarindo; 1660 kg de banana e 16 kg de goiaba. A produção total de frutos foi de 6,18 toneladas, sendo tudo destinado ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Municipal e Estadual, que atende as Escolas Estadual e Municipal de Chapada Gaúcha e a Escola Estadual da Serra das Araras. Também foram produzidos 226 litros de óleo de pequi comercializados para a Empresa de Óleos Beraca, de Belém, no Pará, e 200 kg de coquinho azedo comercializados para o Empório Sitio Belo, de São Paulo.
“Fazendo uma analogia oportuna com uma árvore estamos na fase de tronco firme, raízes bem desenvolvidas e copa frondosa, porém ainda é necessário irrigar e adubar para que futuramente essa árvore busque água e nutrientes por conta própria e dê bons frutos. O extrativismo vegetal no Peruaçu tem um potencial enorme de crescimento. As comunidades estão em um nível de envolvimento surpreendente e os parceiros estão se doando incrivelmente nas ações. Temos um grupo forte que fará grandes transformações positivas”, explica Joel Araújo, da Fundação Pró Natureza, da equipe de assistência técnica e extensão rural Cerrado com apoio do Serviço Florestal.

Toda essa produção nos três núcleos do Mosaico beneficiam aproximadamente 2000 famílias e envolve uma rede de parcerias que conta com 12 prefeituras municipais da região do MSVP, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Estadual de Floresta de Minas Gerais, Central do Cerrado, Cáritas Diocesana, Funatura ATER Cerrado-FNDF, Serviço Florestal Brasileiro, Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, entre outros.
WWF-Brasil no Cerrado
Desde 2010, o WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, desenvolve na região o Projeto Sertões. Em sua primeira fase (2010-2014), as ações do projeto estiveram centralizadas, principalmente, no incentivo à adoção de boas práticas de produção agropecuária (BPAs); à implementação e gestão integrada das unidades de conservação; à comunicação, visando à valorização e o resgate do Cerrado e o planejamento territorial, que busca o planejamento sistemático da conservação no Cerrado. A segunda fase do Projeto Sertões (2014/2018) prevê uma ampliação das linhas de ação, incluindo o fortalecimento do apoio ao extrativismo vegetal sustentável dos frutos do Cerrado.

Os trabalhos no MSVP são realizados em parcerias com as Cooperativas Agroextrativistas e Associações comunitárias do Mosaico, além de outras organizações não governamentais socioambientais e o governo. No último ano, à construção de uma unidade de beneficiamento de frutos do cerrado e frutos de quintais no Núcleo Peruaçu foi uma das ações implementadas mais importantes. Além disso, foi lançado o mapeamento do extrativismo de frutos no MSVP, apoio na contratação de mão de obra técnica para a produção e gestão no Núcleo Grande Sertão e realização de capacitações em Associativismo e Cooperativismo.

Segundo Valdomiro da Mota Brito, agroextrativista, as capacitações realizadas pelo WWF-Brasil e demais parceiros são de suma importância. Elas permitiram mudanças, principalmente, nas posturas das pessoas que passaram a acreditar que é possível agregar valor e fornecer renda para as famílias. “Os parceiros trouxeram experiência, informação e transformação. Por meio da unidade de beneficiamento podemos vender e produzir durante todo o ano”.
Mosaico Sertão Veredas Peruaçu
O Mosaico Sertão Veredas Peruaçu é composto por um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Possui uma área de aproximadamente 1,8 milhão de hectares, representando a porção de Cerrado mais conservada no estado de Minas Gerais, envolvendo unidades de conservação estaduais, federais e particulares, comunidades quilombolas, terras indígenas Xakriabás, populações extrativistas e áreas de produção agropecuária. Região com belezas cênicas e humanas que inspiraram João Guimarães Rosa a escrever uma das maiores obras de nossa literatura, Grande Sertão: Veredas (1956).
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado/noticias/?46862/Frutos-do-Cerrado-geram-renda-para-comunidades-locais

A Eugenia ta linda no cerrado

To no alto que é plano, ah sim, no Planalto. Que é Central
Estamos em setembro, tempo que muda, recomeço das aguas, numa expectativa de mais chuvas.
Arvinha que tava desnuda, ja se apresenta com seu buque, uma florescencia inigualável branco com leve tom de rosa pra daqui em diante se converte em fruta
Ha, não é apenas bela, é explendida; ma-ra-vi-lho-sa.
Em seguida frutifica globoso,, levemente ácido com um amarelo e polpa bem suculenta.
Os povos do cerrado, sempre repetem fruta dela não cai na poeira.
Assim recomeçamos pela florescencia mais um ciclo da vida no cerrado.
Um desculpa que achei pra falar um pouco da Eugenia.

Cagaiteira Eugenia Dysenterica

Cagaiteira
Eugenia Dysenterica


A cagaiteira é uma árvore sem exsudação ao se destacar a folha. Copa com ramos terminais avermelhados quando jovens e gemas ferrugíneas. Troncos com até 32cm de diâmetro; ritidoma de cor cinza ou castanho, com fissuras e cristas sinuosas e descontínuas, veios castanhos. Folhas simples; opostas, cruzadas; elípticas ou ovadas; 3 a 10cm de comprimento e 1 a 5cm de largura; ápices agudos, acuminados ou obtusos e bases assimétricas, agudas, subcordadas ou obtusas; margens inteiras e onduladas; nervação broquidódroma, nervuras primárias e secundárias amareladas; pecíolos de até 1cm de comprimento; sem estípulas, folhas coriáceas; concolores, com ou sem glândulas laminares que exalam odor agradável ao se amassarem as folhas; glabras. Flores de até 2cm de diâmetro; com quatro pétalas livres de cor branca. Frutos de até 4cm de diâmetro; carnosos; globóides; amarelos; suculentos quando maduros. Sementes de até 1,5cm de diâmetro; ovais; de cor creme; uma a quatro por fruto.
Habitat e distribuição – ocorre no cerrado sentido restrito e cerradão, no DF e nos estados BA, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PI, SP e TO. Fenologia e reprodução – árvore decídua; folhação: agosto-setembro; floração: agosto-setembro; polinização: abelhas; frutificação: o ditado popular: ‘Cagaiteira não cai na poeira’, indica frutos maduros nas primeiras chuvas; dispersão: animais; sementes: 1.300/kg; germinação: taxa de até 97% com escarificação, as sementes perdem a viabilidade rapidamente.
Usos – frutos consumidos in natura e em iguarias regionais. Na medicina popular, os frutos são laxantes e as folhas são antidiarréicas e para o coração, as flores são usadas para os rins. É árvore melífera, tanífera, corticeira e ornamental.
Etimologia – Eugênia: homenagem ao príncipe Eugênio de Sabóia. Dysenterica: propriedade laxante dos frutos. Cagaita: alusão ao efeito laxante dos frutos.

Abelhas sem ferrão em área do cerrado

As plantas oferecem recursos florais como pólen, néctar, óleo, resinas e aromas aos seus visitantes, dentre os quais se destacam as abelhas. Além desses recursos, utilizados na própria alimentação e de suas crias, na construção e defesa do ninho e na atração sexual, as abelhas buscam também, nas plantas, abrigo para a construção de seus ninhos. As plantas também servem de local para o acasalamento, marcação territorial e para repouso.

Melipona rufiventris uma abelha social brasileira, meliponíneos. É conhecida popularmente como Uruçu-Amarela, Tujuba, Tujuva, Tiúba, Tiúva e Teúba

O cerrado abriga uma grande variedade de ecossistemas que proporcionam uma diversidade de nichos para as abelhas. Muitas espécies de plantas nestes ambientes servem de abrigo para as abelhas construírem seus ninhos. Ninhos de abelhas sem ferrão, Meliponini, são localizados, principalmente, em cavidades pré-existentes, em galhos e troncos, de árvores vivas ou mortas (Rêgo & Brito, 1996 a, b; Maia, 2004; Rêgo et al, 2007; Rêgo et al, 2008).

No cerrado, com fisionomia de “cerradão”, tem se diagnosticado que 88% dos meliponíneos (abelhas sem ferrão) que aí residem, constroem seus ninhos em “folha larga”, Salvertia convallariodora, uma árvore da família Vochysiaceae, muito abundante nesta localidade. Além de nidificarem, em seus troncos ocados, as abelhas coletam também, neles, a resina que utilizam como material de construção e defesa do ninho, além de visitar suas flores para a coleta de néctar, embora não sejam os polinizadores desta planta.

Também inserido no bioma cerrado, este se apresentando bastante fragmentado (e com um misto de vegetações alteradas, incluindo também matas mesofíticas e ciliares) 60% dos ninhos aí diagnosticados, em substratos arbóreos (Maia, 2004), encontrava-se em Tabebuia alba (Bignoniaceae) na mata mesofítica e 20,6% na mata ciliar. Dentre os ninhos aí localizados destacaram-se os de: Melipona sp., Tetragona dorsalis e Scaptotrigona postica.
Onde as áreas de cerrado típico estão ficando cada vez menores (em função principalmente das monoculturas e queimadas freqüentes), ninhos de abelhas sem ferrão foram localizados, principalmente, em galhos e troncos ocados de sucupira amarela – Pterodono aff. polygalaeflorus (Fabaceae), piqui – Caryocar brasiliensis (Caryocaraceae), folha larga – Salvertia convallariodora, (Vochysiaceae), pau terra – Qualea parviflora (Vochysiaceae), puçá – Mouriri grandiflora (Melastomataceae) e caixamorra – Sclerolobium paniculatum (Caesalpiniaceae) (Fig. 2).
Dentre os ninhos de abelhas nestas e em outras árvores, destacam-se os de “tubi” (Scaptotrigona postica e Scaptotrigona sp.), boca de vidro (Tetragona dorsalis), limão (Lestrimellita sp.), tiúba (Melipona fasciculata), jataí (Tetragonisca angustula) e uruçu (Melipona sp.)
As espécies maiores, como a uruçu e a tiúba, estas já pouco abundantes, em estado natural, no cerrado, abrigam-se em árvores de troncos mais espaçosos, o que está ficando escasso na região de cerrado, em função do freqüente corte de madeira.
Muitos atos predatórios, sobre os substratos de nidificação das abelhas, têm sido observados. Queimadas, a ação de meleiros, areação de solo, derrubada da vegetação natural,etc., são algumas das práticas nocivas à conservação das abelhas que interferem nas interações florísticas e portando, na própria manutenção dos ecossistemas.
Ações como a criação racional de abelhas silvestres , a concepção e realização de trilhas ecológicas para a observação dos ninhos, o cultivo de “jardins de polinizadores” e o repovoamento de espécies raras são algumas atitudes necessárias para conservação das abelhas e dos seus ecossistemas florísticos.

Alguns conceitos básicos: Meliponini é uma tribo de abelhas da família Apidae, mesmo grupo que inclui também as abelhas melíferas mais conhecidas do gênero Apis, as abelhas das orquídeas da tribo Euglossini, as abelhas carpinteiras da sub-família Xylocopinae e as mamangabas da tribo Bombini. As meliponinis são conhecidas popularmente como abelhas sem ferrão, o que não é uma denominação totalmente adequada uma vez que elas na verdade possuem ferrão, embora ele seja atrofiado e não possa ser utilizado como arma defensiva.

baseado na reportagem de http://asfdaniel.blogspot.com.br/

Ainda resta esperança:Meio ambiente e riquezas naturais disputam com esporte e cultura o orgulho do brasileiro

Além do futebol, o brasileiro revela que tem outra paixão. Uma pesquisa nacional encomendada pelo WWF-Brasil aponta que a maior parte da população tem um forte sentimento de orgulho pelo meio ambiente e as riquezas naturais do país. A maioria sabe da importância das áreas protegidas para o bem estar humano e acha que a natureza não está sendo tão bem cuidada como deveria. Os resultados foram apresentados  em Sidney, na Austrália, durante o Congresso Mundial de Parques.

Um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) em seu habitat natural

m tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) em seu habitat natural

A pesquisa feita pelo Ibope durante a segunda quinzena de outubro com cerca de duas mil pessoas em todas as regiões buscou entender como a população brasileira se relaciona com as unidades de conservação, como parques, reservas e outras áreas protegidas.
Os dados mostram que 58% dos entrevistados têm no meio ambiente um motivo de orgulho. Esse mesmo sentimento faz bater o coração de 37% da população quando o tema é diversidade cultural, e 30% afirmam que têm no esporte a razão para exaltar sua brasilidade.
O brasileiro também está ciente do papel das áreas protegidas para o bem estar de todos. Entre os entrevistados, 65% afirmaram que a proteção da fauna e da flora é um dos benefícios dessas áreas.
A população também sabe que proteger o meio ambiente significa garantir a proteção das nascentes represas e rios, as principais reservas de água para o consumo humano. Essa relação está clara para 55% dos que responderam à pesquisa.
Para 48% dos pesquisados, as áreas protegidas ajudam a melhorar a qualidade do ar; 34% identificam nesses locais uma oportunidade para o descanso e o lazer e 25% enxergam perspectivas econômicas a partir da conservação do meio ambiente.
“O que a pesquisa deixa claro é que há um descompasso entre as políticas públicas de meio ambiente no Brasil e os anseios da população. Apesar do apreço que o brasileiro tem pelas áreas naturais, da importância delas na vida cotidiana das pessoas, esse tema não é uma prioridade nacional do ponto de vista dos governos”, afirma Maria Cecília Wey de Brito, CEO do WWF-Brasil.
Exemplo disso, diz ela, é o fato de que no recente debate eleitoral, o tema ambiental ficou na escuridão. “E foi isso que nos inspirou a fazer a pesquisa. Achamos que os políticos ainda não percebem o quanto o meio ambiente pode beneficiar o país. E o pior: não são capazes de perceber que a proteção do meio ambiente é uma expectativa nacional.”
Segundo a CEO, as áreas protegidas ajudam a conservar a água que abastece desde a agricultura até o consumo doméstico. As florestas e outros ecossistemas também colaboram no equilíbrio do clima, no regime de chuvas e fornecem uma diversidade enorme de outros serviços, como matérias primas para medicamentos, alimentos e cosméticos. Têm, portanto, um papel econômico que ainda não está sendo considerado.
“Será que vamos ter de sofrer outra crise como a da água em São Paulo para começar a dar valor à conservação do meio ambiente?”, pergunta Wey de Brito. Segundo ela, a resposta dada pelo governo de São Paulo na questão hídrica foram obras que gastarão R$ 3,5 bilhões. “E não vai nada para a conservação dos mananciais. Não está certo”.
A falta de atenção com o meio ambiente é uma preocupação do brasileiro que se reflete na pesquisa encomendada pelo WWF-Brasil. De cada 10 entrevistados, oito consideram que a natureza não está protegida de forma adequada. Apenas 11% acham que sim.
“De fato, nosso sistema nacional de unidades de conservação nunca esteve tão ameaçado quanto agora. E isso está ocorrendo com anuência do Congresso Nacional por meio de projetos de lei e uma avalanche de pedidos de licença para mineração e construção de grandes obras de infraestrutura”, adverte Jean François Timmers, Superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil.
Todas essas são atividades que podem gerar muito desmatamento. E 27% dos entrevistados veem no corte raso das florestas uma das principais ameaças à natureza. A poluição das águas vem em segundo lugar, com 26%. Caçar e pescar em locais proibidos são motivos de preocupação para 19% dos entrevistados. Outras ameaças apontadas na pesquisa são as grandes obras de infraestrutura e as mudanças climáticas.
E para resolver esse problema nacional, 74% dos entrevistados acham que o governo deve agir em primeiro lugar. Em segundo, são os cidadãos que devem tomar a frente (46%). AS ONGs também foram citadas. Para 20% dos brasileiros ouvidos na pesquisa, essas organizações têm papel importante na hora de cuidar das unidades de conservação.
“Precisamos de um pacto amplo, que envolva todos os setores, para mudar o cenário atual e posicionar a conservação da natureza e as áreas protegidas como prioridades reais na agenda do governo nos próximos quatro anos” afirma Timmers. “Não dá mais para esperar, os resultados dessa negligência estão batendo à nossa porta”.

publicado em http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/

Serra do Cipó é reaberto ao público

 

O Parque Nacional da Serra do Cipó (MG) foi reaberto ao público nesta sexta-feira (31), após ficar 18 dias fechado devido a um incêndio que destruiu 15 mil hectares da Unidade de Conservação (UC).

Cachoeira da farofa – serra do Cipó

Para receber novamente os turistas, os servidores do Parque fizeram a desmobilização das equipes que combateram as queimadas e avaliaram os danos causados à biodiversidade do local.

“Ao todo, 20% da vegetação do Parque foi destruída, mas os turistas podem aproveitar trilhas, cachoeiras e conhecer as nossas duas principais atrações, o Cânion da Banderinha e a Cachoeira da Farofa, que não foram afetados”, explicou Flavio Lucio Braga Cerezo, chefe da UC.

 

Fogo na Serra do Cipó.

O incêndio começou no dia 10 de outubro nas proximidades do entroncamento do Morro do Pilar (rodovia MG-010), se alastrou pela região e adentrou o Parque três dias depois.

Ao todo, foram consumidos pelas chamas cerca de 7,5 mil hectares do Parque Nacional da Serra do Cipó e outros 7,3 mil hectares na Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira, que fica no entorno do Parque.

Durante dez dias, 86 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama contaram com apoio de 25 bombeiros civis e 30 voluntários para conter o incêndio. Na noite do dia 20 de outubro o fogo já estava sob controle e a forte chuva que caiu na região extinguiu o que sobrou das chamas.

Parque Nacional da Serra do Cipó

Criado em 1984, o Parque Nacional da Serra do Cipó (MG) abrange os municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro, com uma área total de 33.800 hectares.

A unidade protege diversas espécies da flora e da fauna brasileiras ameaçadas de extinção, constituindo um ambiente singular que há décadas encanta viajantes, turistas e moradores.

Com altitudes que variam entre 700 e 1.670 metros, a Serra do Cipó localiza-se na porção sul da Serra do Espinhaço, importante divisor de duas grandes bacias hidrográficas brasileiras: a do São Francisco e a do Rio Doce.

A topografia acidentada e a grande quantidade de nascentes formam diversos rios, cachoeiras, cânions e cavernas de exuberante beleza. A diversidade natural do Parque fica evidente em sua flora – uma das mais variadas do planeta, com mais de 1.700 espécies registradas – e riquíssima fauna, com destaque para os insetos, anfíbios, pássaros, mamíferos e répteis.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

A preservação do Cerrado e as limitações impostas pela Constituição do Brasil.

bioma do cerrado

Biomas do cerrado Imagem de arquivo

O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.

Predomínio de árvores retorcidas, distribuídas esparsamente entre um tapete de gramíneas. Assim pode ser caracterizado o Cerrado, bioma típico predominante no Planalto Central brasileiro. Goiás, Tocantins e Distrito Federal, e ainda integra a paisagem de parte da Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e São Paulo. Ao todo, são 2 milhões de km² – quase quatro vezes o tamanho da Espanha – que recobrem cerca de um quarto do território do Brasil e são encontrados também ao norte do Amapá, Amazonas, Pará e, ao sul, em pequenas ilhas do Paraná.

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arquivo da arquifotos

O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos.  A enorme biodiversidade do Cerrado abriu as portas para a exploração dos recursos vegetais. Plantas são usadas como alimentos, remédios e ornamentos. Entretanto, esse rico ecossistema também dá lugar, de maneira cada vez mais intensa, à pecuária e à agricultura. Há apenas 43% das áreas remanescentes desse bioma, das quais apenas 10% estão em locais de preservação permanente, como parques e reservas e 5% em unidades de conservação. Outras 7% encontram-se em território indígena e 21% em áreas particulares. Nesse contexto, equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental é imprescindível. Por ano, 2,6 milhões de hectares de Cerrado são desmatados. Se o ritmo da devastação se mantiver, em 2030 restará apenas 5% da área total original deste bioma, que caracteriza-se também pela concentração excepcional de espécies endêmicas.

Entretanto, a preservação do Cerrado esbarra nas limitações impostas pela própria Constituição Federal, que, no Capítulo VI Art. 225 tutelou, pela primeira vez, o meio ambiente, instaurando uma nova ordem jurídica de maneira a proteger a relação homem-natureza e, por conseguinte, a relação homem-homem. Porém, o Cerrado não recebeu a mesma atenção dispensada a Mata Atlântica, a Floresta Amazônica, ao Pantanal Matogrossense e a Zona Costeira, considerados patrimônios nacionais. Reconhecer perante a lei, a importância do Cerrado para o Brasil é fundamental para a preservação desse bioma que é a maior fronteira agrícola do país e possui, ainda hoje, fauna, flora e ambiente aquático pouco estudado.

Baseado na publicação de

http://palavrasapenas-palavraspequenas.blogspot.com.br/2011/09/jornalismo-cientifico-cerrado-agua.html

 

Dia Internacional da Biodiversidade

E O CERRADO , COMO FICA!

destruição do cerrado

Precisamos urgentemente de ações concretas para minimizar os impactos que efetuamos contra a biodiversidade do cerrado. 

O objetivo do Dia Internacional da Biodiversidade é aumentar a conscientização da população mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da proteção da biodiversidade em todo o mundo.

O Dia Internacional da Biodiversidade foca-se, em 2013, na estreita relação entre a Água e a Biodiversidade. O objetivo é alertar para a necessidade extrema de conservar a Diversidade Biológica e os ecossistemas para garantir a segurança no que diz respeito à água.

O Dia Internacional da Biodiversidade celebra-se anualmente a 22 de maio, desde o ano 2000. A efeméride instituída pelas Nações Unidas para celebrar a Biodiversidade do planeta Terra e para incentivar à sua conservação, foi assinalada pela primeira vez em 1993, no dia 29 de dezembro.

Nesta quinta-feira (22), para celebrar o Dia Internacional da Biodiversidade, ICMBio e Ministério do Meio Ambiente farão um evento no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes em Brasília, a partir das 10h30. Na ocasião, serão anunciadas as medidas de ampliação e incentivos adotados pelo Estado para a conservação das espécies da fauna brasileira.

A Convenção Sobre Diversidade Biológica (CDB) define normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da diversidade biológica em cada país signatário. Em linhas gerais, a CDB propõe regras para assegurar a conservação da biodiversidade e o seu uso sustentável. A Convenção já foi assinada por 175 países, incluindo o Brasil (Decreto Nº 2.519 de 16 de março de 1998).

Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Aproveite e se programe para participar do encontro dos 

Povos do Cerrado debaterão sobre terra, biodiversidade, água e cultura em evento

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Rede Cerrado

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