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Perfil ecossistêmico para a conservação do Cerrado

Após realizar consultas públicas com diversos atores do setor empresarial, governo, academia e sociedade civil, ao longo do ano, o diagnóstico de perfil ecossistêmico do Cerrado e as diretrizes estratégicas para manter a diversidade biológica e social da região foram apresentados no ultimo dia 15, durante oficina em Brasília-DF.
A intenção, segundo os organizadores do evento, foi mostrar a versão preliminar do documento em construção e recolher propostas e contribuições dos participantes.

Cerrado- foto arquivo

Cerrado- foto arquivo


Esta é a primeira fase de um projeto que visa investir em ações de conservação do Cerrado, com ênfase no fortalecimento da sociedade civil nos próximos cinco anos. Esta etapa está sendo conduzida pelas instituições Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), sob o financiamento do Fundo de Parceria de Ecossistemas Críticos (CEPF, a sigla em inglês).
Para Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal que representou o WWF-Brasil no evento, “o diagnóstico construído em conjunto com as organizações trouxe informações bastante relevantes em relação à identificação de áreas prioritárias no bioma para investimentos que serão proporcionados pelo CEPF nos próximos quatro anos”. Além disso, Kolbe considera que “os investimentos na conservação do Cerrado proporcionados pelo Fundo, poderão alavancar outros tipos de apoio e chamar a atenção da sociedade brasileira para a realidade preocupante que se encontra o Cerrado”.
O documento levou em consideração três critérios – grau de ameaça, existência de Planos de Ação Nacionais (PAN) e importância relativa do hotspot para a conservação da espécie – e com base nisso identificou que o bioma tem 1.270 áreas-chaves para a conservação, sendo que 218 são criticamente ameaçadas e, destas, apenas 12 tem PANs.
Para chegar a este resultado as consultas públicas analisaram aspectos políticos, socioeconômicos, de mudanças climáticas, importância biológica, serviços ecossistêmicos e conservação. Estas temáticas foram consolidadas com base na compilação de dados disponíveis para o bioma, tais como estudos, artigos, teses, livros, dentre outros. Uma das dificuldades encontradas diz respeito à falta de dados atuais sobre o monitoramento do desmatamento no Cerrado, já que as últimas informações são de 2009.
De acordo com Ana Cristina Fialho de Barros, secretária de biodiversidade e florestas do Ministério do Meio Ambiente (SBF/MMA), “a iniciativa é muito bem-vinda pelo órgão, até mesmo porque considerou planejamentos e estudos que tiveram nossa contribuição. A proposta que está sendo apresentada dá um contexto amplo, que dialoga muito com o que está sendo feito pela secretaria”.
O estudo deve ser finalizado e aprovado pelo conselho de doadores do CEPF até o final de 2015, em seguida abre-se a possibilidade de apoio para projetos de conservação no bioma no período de 2016 a 2020.
Sobre o CEPF
Criado em 2000, o CEPF atua em 23 hotspot – área prioritária para a conservação –, em 89 países. Ao todo o Fundo já investiu 175 milhões de dólares nessas regiões, beneficiando 1,9 mil entidades da sociedade civil.
No Brasil, o CEPF está presente desde 2002, mas inicialmente com foco no bioma Mata Atlântica. Até 2011 foram 300 projetos apoiados à ONGs, comunidades e pequenas empresas, que desenvolvem trabalho com espécies, áreas protegidas e paisagens (conjuntos de corredores de conservação). Atualmente reúne sete doadores internacionais e pelos próximos cinco anos deverá aprovar um montante para investimento no Cerrado para garantir a proteção social e biológica do bioma.
noticia veiculada em http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado/noticias

A Eugenia ta linda no cerrado

To no alto que é plano, ah sim, no Planalto. Que é Central
Estamos em setembro, tempo que muda, recomeço das aguas, numa expectativa de mais chuvas.
Arvinha que tava desnuda, ja se apresenta com seu buque, uma florescencia inigualável branco com leve tom de rosa pra daqui em diante se converte em fruta
Ha, não é apenas bela, é explendida; ma-ra-vi-lho-sa.
Em seguida frutifica globoso,, levemente ácido com um amarelo e polpa bem suculenta.
Os povos do cerrado, sempre repetem fruta dela não cai na poeira.
Assim recomeçamos pela florescencia mais um ciclo da vida no cerrado.
Um desculpa que achei pra falar um pouco da Eugenia.

Cagaiteira Eugenia Dysenterica

Cagaiteira
Eugenia Dysenterica


A cagaiteira é uma árvore sem exsudação ao se destacar a folha. Copa com ramos terminais avermelhados quando jovens e gemas ferrugíneas. Troncos com até 32cm de diâmetro; ritidoma de cor cinza ou castanho, com fissuras e cristas sinuosas e descontínuas, veios castanhos. Folhas simples; opostas, cruzadas; elípticas ou ovadas; 3 a 10cm de comprimento e 1 a 5cm de largura; ápices agudos, acuminados ou obtusos e bases assimétricas, agudas, subcordadas ou obtusas; margens inteiras e onduladas; nervação broquidódroma, nervuras primárias e secundárias amareladas; pecíolos de até 1cm de comprimento; sem estípulas, folhas coriáceas; concolores, com ou sem glândulas laminares que exalam odor agradável ao se amassarem as folhas; glabras. Flores de até 2cm de diâmetro; com quatro pétalas livres de cor branca. Frutos de até 4cm de diâmetro; carnosos; globóides; amarelos; suculentos quando maduros. Sementes de até 1,5cm de diâmetro; ovais; de cor creme; uma a quatro por fruto.
Habitat e distribuição – ocorre no cerrado sentido restrito e cerradão, no DF e nos estados BA, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PI, SP e TO. Fenologia e reprodução – árvore decídua; folhação: agosto-setembro; floração: agosto-setembro; polinização: abelhas; frutificação: o ditado popular: ‘Cagaiteira não cai na poeira’, indica frutos maduros nas primeiras chuvas; dispersão: animais; sementes: 1.300/kg; germinação: taxa de até 97% com escarificação, as sementes perdem a viabilidade rapidamente.
Usos – frutos consumidos in natura e em iguarias regionais. Na medicina popular, os frutos são laxantes e as folhas são antidiarréicas e para o coração, as flores são usadas para os rins. É árvore melífera, tanífera, corticeira e ornamental.
Etimologia – Eugênia: homenagem ao príncipe Eugênio de Sabóia. Dysenterica: propriedade laxante dos frutos. Cagaita: alusão ao efeito laxante dos frutos.

Abelhas sem ferrão em área do cerrado

As plantas oferecem recursos florais como pólen, néctar, óleo, resinas e aromas aos seus visitantes, dentre os quais se destacam as abelhas. Além desses recursos, utilizados na própria alimentação e de suas crias, na construção e defesa do ninho e na atração sexual, as abelhas buscam também, nas plantas, abrigo para a construção de seus ninhos. As plantas também servem de local para o acasalamento, marcação territorial e para repouso.

Melipona rufiventris uma abelha social brasileira, meliponíneos. É conhecida popularmente como Uruçu-Amarela, Tujuba, Tujuva, Tiúba, Tiúva e Teúba

O cerrado abriga uma grande variedade de ecossistemas que proporcionam uma diversidade de nichos para as abelhas. Muitas espécies de plantas nestes ambientes servem de abrigo para as abelhas construírem seus ninhos. Ninhos de abelhas sem ferrão, Meliponini, são localizados, principalmente, em cavidades pré-existentes, em galhos e troncos, de árvores vivas ou mortas (Rêgo & Brito, 1996 a, b; Maia, 2004; Rêgo et al, 2007; Rêgo et al, 2008).

No cerrado, com fisionomia de “cerradão”, tem se diagnosticado que 88% dos meliponíneos (abelhas sem ferrão) que aí residem, constroem seus ninhos em “folha larga”, Salvertia convallariodora, uma árvore da família Vochysiaceae, muito abundante nesta localidade. Além de nidificarem, em seus troncos ocados, as abelhas coletam também, neles, a resina que utilizam como material de construção e defesa do ninho, além de visitar suas flores para a coleta de néctar, embora não sejam os polinizadores desta planta.

Também inserido no bioma cerrado, este se apresentando bastante fragmentado (e com um misto de vegetações alteradas, incluindo também matas mesofíticas e ciliares) 60% dos ninhos aí diagnosticados, em substratos arbóreos (Maia, 2004), encontrava-se em Tabebuia alba (Bignoniaceae) na mata mesofítica e 20,6% na mata ciliar. Dentre os ninhos aí localizados destacaram-se os de: Melipona sp., Tetragona dorsalis e Scaptotrigona postica.
Onde as áreas de cerrado típico estão ficando cada vez menores (em função principalmente das monoculturas e queimadas freqüentes), ninhos de abelhas sem ferrão foram localizados, principalmente, em galhos e troncos ocados de sucupira amarela – Pterodono aff. polygalaeflorus (Fabaceae), piqui – Caryocar brasiliensis (Caryocaraceae), folha larga – Salvertia convallariodora, (Vochysiaceae), pau terra – Qualea parviflora (Vochysiaceae), puçá – Mouriri grandiflora (Melastomataceae) e caixamorra – Sclerolobium paniculatum (Caesalpiniaceae) (Fig. 2).
Dentre os ninhos de abelhas nestas e em outras árvores, destacam-se os de “tubi” (Scaptotrigona postica e Scaptotrigona sp.), boca de vidro (Tetragona dorsalis), limão (Lestrimellita sp.), tiúba (Melipona fasciculata), jataí (Tetragonisca angustula) e uruçu (Melipona sp.)
As espécies maiores, como a uruçu e a tiúba, estas já pouco abundantes, em estado natural, no cerrado, abrigam-se em árvores de troncos mais espaçosos, o que está ficando escasso na região de cerrado, em função do freqüente corte de madeira.
Muitos atos predatórios, sobre os substratos de nidificação das abelhas, têm sido observados. Queimadas, a ação de meleiros, areação de solo, derrubada da vegetação natural,etc., são algumas das práticas nocivas à conservação das abelhas que interferem nas interações florísticas e portando, na própria manutenção dos ecossistemas.
Ações como a criação racional de abelhas silvestres , a concepção e realização de trilhas ecológicas para a observação dos ninhos, o cultivo de “jardins de polinizadores” e o repovoamento de espécies raras são algumas atitudes necessárias para conservação das abelhas e dos seus ecossistemas florísticos.

Alguns conceitos básicos: Meliponini é uma tribo de abelhas da família Apidae, mesmo grupo que inclui também as abelhas melíferas mais conhecidas do gênero Apis, as abelhas das orquídeas da tribo Euglossini, as abelhas carpinteiras da sub-família Xylocopinae e as mamangabas da tribo Bombini. As meliponinis são conhecidas popularmente como abelhas sem ferrão, o que não é uma denominação totalmente adequada uma vez que elas na verdade possuem ferrão, embora ele seja atrofiado e não possa ser utilizado como arma defensiva.

baseado na reportagem de http://asfdaniel.blogspot.com.br/

Biologia da Conservação: O que é uma espécie bandeira

Biologia da Conservação  estuda o estado da biodiversidade no planeta com o objetivo de proteger as espécies e ecossistemas da extinção provocadas por atividades humanas. Neste campo há o entendimento de que não é possível arrecadar subsídios suficientes para proteger e criar projetos de conservação para todas as espécies de uma área, muito embora todas as espécies tenham valor e sejam merecedoras de proteção.

A solução que garante uma proteção ao mesmo tempo abrangente e economicamente viável está no conceito de espécie bandeira (ou flagship species, em inglês). Surgido nos meados dos anos 80, no âmbito dos debates sobre a forma de priorizar espécies para a conservação, este conceito sustenta que ao elevar o perfil de uma determinada espécie, é possível angariar, com sucesso, mais apoio para a conservação da biodiversidade em geral. Em outras palavras, ao chamar a atenção da população à situação de perigo de determinada espécie mais carismática, todo o ecossistema ao seu redor (incluindo as demais espécies, menos carismáticas) têm mais chances de serem preservados.

Espécies bandeira podem ser selecionadas de acordo com diferentes características, dependendo do que é valorizado pelo público que tentam atingir, engajando-o na conservação do meio ambiente. Em geral, são escolhidas pela sua atratividade (aparência) e carisma junto ao público, o conhecimento prévio pela população da espécie e de sua vulnerabilidade ou importância ecológica.

Embora seja um conceito eficiente, há limitações ao seu uso: ao priorizar as espécies-bandeira corre-se o risco de distorcer prioridades, em que são favorecidas em detrimento de espécies em maior risco e não tão populares; as administrações de diferentes espécies-bandeiras podem entrar em conflito; e o desaparecimento do principal pode ter impactos negativos sobre as atitudes e ânimos dos atores de conservação.

As primeiras espécies alvo do conceito foram os primatas neotropicais e os elefantes e rinocerontes africanos, numa abordagem centrada nos grandes mamíferos, que ainda dominam como o conceito é usado nos dias atuais.

No Brasil, o principal exemplo de espécie bandeira é o mico-leão dourado (Leontopithecus rosalia), que representa a conservação da Mata Atlântica. Outros são a onça-pintada (Panthera onca), representando os diversas biomas brasileiros (Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Pantanal); o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) para oCerrado e as araras-azuis (Anodorhynchus spp.), também do Cerrado e Pantanal.

No mundo, o mais famoso é o urso-panda (Ailuropoda melanoleuca), da China, que graças ao seu enorme carisma também foi escolhido como marca da WWF (World Wide Fund for Nature). Além pode-se destacar o tigre-de-bengala (Panthera tigris tigris), da Índia, o elefante-africano (Loxodonta spp.); os gorilas (Gorilla spp.), na África Central; o urso-polar (Ursus maritimus), no Canadá; o orangotango (Pongo spp.) no sudeste asiático.

Cerrado abriga um grande número de espécies animais. Mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes fazem parte das cerca de 2.500 espécies de vertebrados identificados e que vivem no bioma. Isso sem contar os insetos, que têm papel fundamental na ecologia, mas que ainda são pouco conhecidos pela ciência.

Espécies ameaçadas como a onça-pintada, o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro-do-mato-vinagre, entre outras, ainda têm populações significativas no Cerrado, reafirmando sua importância como ambiente natural. Todavia, espécies exclusivas do Cerrado, como o tamanduá-bandeira, estão na lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção. Ao todo, 65 espécies do Cerrado encontram-se em situação semelhante.

fontes :

http://www.oeco.org.br

http://www.ispn.org.br/o-cerrado/biodiversidade/fauna-do-cerrado/

 

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN – Instituto Sociedade, População e Natureza

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu do Cerrado

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Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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