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Um cerradense chamado João

Foi lendo, relendo, apreciando, citando, enaltecendo – o joão – que pude compreender um pouquinho do ser cerradense que descreveu em suas obras o valor do cerrado em sua estrutura nativa, que o ser cidadão insiste em desprezar, por isso a repetição de que temos que viver a cerradania. O Brasil tem a maior biodiversidade do mundo, e poucos autores nacionais mostram maior orgulho disto do que João Guimarães Rosa. Em toda sua obra, espaços se abrem para devaneios do autor perante a exuberância ilimitada da Natureza à sua volta, no caso a flora e a fauna do Cerrado brasileiro, onde se desdobram seus escritos.

João

João


Além da paixão pelos seus habitantes, o autor mostra um profundo conhecimento da biodiversidade do Cerrado, citando em seus textos uma quantidade inacreditável de animais, pássaros, árvores e frutos típicos daquele bioma.
A diversidade deixa com inveja profissionais ligados às ciências agrárias. No reino vegetal são citadas as seguintes árvores e frutas: murici, pau-santo, embaúba, marmelinho, camboatã, braúna, açoita-cavalo, mulungu, jequitibá, pau-doce, pacari, maria-preta, tingui, gameleira, pau-d’alho, assa-peixe, tamboril, jacarandá, cambuí, paineira, cagaiteira, jenipapo, cumaru, gabiroba, etc.
A lista é espantosa, principalmente para brasileiros residentes em grandes cidades, acostumados a conviver com palmeiras-imperiais caribenhas em suas ruas, praças e jardins.
No reino animal, a lista é ainda mais rica, e os personagens de J. Guimarães Rosa convivem rotineiramente com capivaras, jararacas-verdes, sucuris, jacarés, jacaré-de-cabeça-azulada, tatus-bola, tatus-canastra, queixadas, cágados, onças, onças-pardas, iraras, tamanduás, jararacuçu, caxinguelês, lobos-guará. O elenco de pássaros é também enorme: aparecem socós, socós-boi, saracuras, nhambus, garças-rosa, urutaus, guaxos, frangos-d’agua, garrixas, juritis, pássaros-preto, bem-te-vis, sabiás-pardos, almas-de-gato, patos-bravos, irerês, marrecos de gravata, tiês-pitanga, suindaras, jacus, codornas, perdizes, patativos-borrageiros, pica-paus-de-cabeça-vermelha, gaturanos, tico-ticos, etc.
O gaturano, tão podido miúdo, azulzinho no sol, tirintintim, com brilhamentos, mel de melhor-maquinazinha de ser de bem-cantar…
Em Sagarana, pág. 282, o autor descreve em um parágrafo, quatro tipos de formigas, e na pág. 301, ele apresenta sete tipos de cogumelos.
No caudaloso rio de vida animal e vegetal trazido à baila pelo autor em sua obra, as palmeiras ocupam lugar de destaque, e entre elas a favorita do autor parece ser o buriti, citado mais de 30 vezes em “Grande sertão: veredas”. Eis algumas delas:
“…de repente chegamos numa baixada toda avistada, felizinha de aprazível, com uma lagoa muito correta, rodeada de buritizal dos mais altos: buriti-verde que afina e esveste, belimbeleza.”(GRANDE SERTÃO: VEREDAS, pag. 42).
“Buritis, altas corbelhas. Aí os buritis iam em filas, coroados de embaralhados ângulos.”(NOITES DO SERTÃO, pag. 112).
“O buriti-grande, um pau real, na campina, represando os azuis e verdes.” (NOITES DO SERTÃO, pag. 117).
“O buriti ia para os céus, inventando um abismo.” (NOITES DO SERTÃO, pag. 126).
“E o buritizal: renques, aleias, arruados de buritis que avançam pelo atoleiro, frondosos, flexuosos, abanando flabelos, espontando espiques; de todas as alturas e de todas as idades, famílias inteiras, muito unidas: buritis velhuscos, de palmas contorcionadas, buritis senhoras, e tocando ventarolas, buritis-meninos.” (SAGARANA, pag. 278).
Apesar da profunda veneração de Guimarães Rosa pelos buritis, em Cordisburgo, MG, a prefeitura local houve por bem plantar várias palmeiras-imperiais caribenhas nas cercanias da casa onde o autor nasceu em 27 de junho de 1908. Trata-se de um exemplo típico do que o dramaturgo Nelson Rodrigues chamava de “narcisismo às avessas”, mal este que, segundo o mesmo autor, aflige boa parte dos brasileiros.
A buritirana ( Mauritiella armata ) é citada em “Grande sertão: veredas” à página 29:
“Com medo de mãe-cobra, se vê muito bicho retardar ponderado, paz de hora de poder água beber, esses escondidos atrás das touceiras de buritiranas”.
A macaúba ( Acrocomia aculeata ) aparece na mesma obra, na página 138:
“Em horas, andávamos pelos matos, vendo o fim do sol nas palmas dos tantos coqueiros macaúbas, e caçando, cortando palmito e tirando mel da abelha-de-poucas-flores, que arma sua cera cor-de-rosa”.
Em “Grande sertão: veredas”, pag. 57, o autor cita uma palmeira sem lhe dar o nome, conforme o texto abaixo:
“Era por esconso por uma palmeira – duma de nome que não sei, de certa altura, mas regrossa, e com cheias palmas, reviradas para cima e depois para baixo, até pousar no chão com as pontas. Todas as palmas tão lisas, tão juntas, fechavam um coberto, remedando choupã de índio”.
Pela descrição da planta, e sua ocorrência geográfica, trata-se da palmeira “Syagrus Flexuosa”, que tem vários nomes populares, como acumã, coqueiro do campo, etc.
Ainda em “Grande sertão: veredas”, o autor cita à página 74, a carnaúba (Copernicia prunifera), palmeira típica do Nordeste do Brasil, caracterizada pela cera que produz, usada na fabricação de velas, cosméticos, ceras para polimento de veículos, etc.
Em Sagarana, num pequeno verso na página 110, o autor introduz o coqueiro ouricuri, ou licuri (Syagrus coronata):
Eu vou ralando o coco
Ralando até aqui
Eu vou ralando o coco
Morena,
O coco, do Ouricuri.
Ouricuri (Syagrus coronata)

Ouricuri (Syagrus coronata)


Na mesma obra, à página 188, Guimarães Rosa apresenta a palmeira catolé:
“Ei, e Cassiano rastejou, recuando, e, dando três vezes o lanço, transpôs as abertas entre a criciúma e a guaxima, entre a guaxima e o rancho, e entre o rancho e o gordo coqueiro catolé”.
Pelo nome popular e a ocorrência geográfica, a palmácea descrita é a Attalea Compta, cuja ocorrência se estende por quase todo o Cerrado mineiro.
Mais na frente, no mesmo livro, à pagina 193, aparece mais uma espécie de palmeira:“Indaiás nanicas, quase sem caules, abrindo as verdes palmas …”
Pela ocorrência geográfica e a descrição da planta, trata-se de uma Attalea geraensis, conhecida como “indaiá-do-cerrado” ,muito comum naquele ambiente.
Finalmente em “Primeiras Estórias”, o conto “Darandina” descreve a confusão gerada em uma cidade não identificada quando um gatuno acuado por várias pessoas resolve subir numa palmeira-real da praça, instalando-se em seu topo por várias horas. Lá de cima, atira suas roupas e, após ameaçar se matar se fossem tirá-lo lá do alto, resolve se entregar e desce, nu, com os bombeiros, gritando ”viva a luta”, “viva a liberdade”. No chão, ovacionado, a multidão levou-o carregado, em festa, pela cidade.
BIBLIOGRAFIA
Manuelzão e Miguilim. 11ª edição. Editora Nova Fronteira.
Primeiras estórias. 1ª edição especial. Editora Nova Fronteira.
Sagarana. 71ª edição. Editora Nova Fronteira.
Grande sertão: veredas. 17ª edição. Editora Nova Fronteira.
Noites do Sertão. 6ª edição. Livraria José Olympio.

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Virada Sustentável no Distrito Federal,

Hoje o Distrito Federal inicia um grande ato de cerradania com o programa de governo muito interessante e petinente: A Virada Sustentável idealizada pela Secretaria de Meio Ambiente com parceirias do IBRAM, ONGS e diversas entidades públicas.
O Jardim Botanico de Brasília terá uma participação importante, confira…evento do Jardim Botanico
Está sendo inauguradoo espaço físico do Jardim Botânico de Brasília, o Cerratenses – Centro de Excelência do Cerrado.
O Centro atuará na promoção e difusão do conhecimento científico e tradicional sobre o Bioma Cerrado, sua valorização, proteção e desenvolvimento, difusão de tecnologia social, educação, na intermediação entre o humano e o ambiental.
O Cerratenses buscará desenvolver atividades que promovam uma coexistência harmoniosa e sustentável, contribuindo para a formulação de políticas de meio ambiente, ciência, tecnologia e inovação adequada à região do Cerrado.
Um destaque será os eventos que traz as mesas dos brasilienses pratos com especiarias típicas do cerrado..Jatobás, barus, araticuns, cajuzinhos, cagaitas, buritis, pequis! Todos prontos para o Festival Gastronômico Cerrado Week! Prepare-se para degustar o Cerrado de 11 a 20 de setembro de 2015.
A safra de cajuzinho do cerrado está chegando e ele não poderia ficar de fora do Festival Gastronômico Cerrado Week!
Os frutos do Cerrado são pedras brutas esperando para serem lapidadas. É verdade que alguns chefs de cozinha da cidade já vêm usando as iguarias de nossa região, mas o potencial gastronômico e econômico desses produtos é enorme e deve ser explorado, não somente para garantir a preservação dessas espécias, como a sobrevivência de milhares de pequenos produtores que os cultivam.
A edição do Cerrado Week, festival gastronômico que vai reunir mais de 50 estabelecimentos do Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso. Nesta sexta-feira em que se comemora o Dia do Carrado, eles começam a servir os pratos especialmente criados para a ocasião. A temporada vai até o dia 20 de setembro.
Em todas as casas, os pratos principais custarão R$ 39, e os petiscos, R$ 29. Já os lanches, sobremesas e drinques saem a R$ 19. Doces, pães, cafés e outros itens valem R$ 9. A taxa de serviço será cobrada a parte.
O festival integra a programação oficial da Virada do Cerrado, evento inspirado na Virada Cultural de São Paulo, que reunir atividades de mobilização e educação voltadas à sustentabilidade e ao bioma, durante três dias.
Acesse a programação completa da Virada: http://www.tonavirada.org
Evento no Facebook na Funarte: http://www.facebook.com/events/901713269904220/
Virada do Cerrado no Facebook:www.facebook.com/tonavirada
Twitter: https://twitter.com/hashtag/tonavirada
Instagram: @tonavirada

IBGE divulga relatório sobre desenvolvimento sustentável

O IBGE lançou na ultima sexta-feira (19) um relatório com 63 indicadores, incluindo várias séries históricas, que traçam um panorama da sustentabilidade da forma de desenvolvimento do Brasil.
A 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015 mostra que o país está avançando em diversas áreas ambientais, sociais e econômicas, mas tem muito por avançar em outras.
Mata Atlântica e Cerrado.
O relatório apresenta ainda a quantidade de áreas remanescentes de vegetação nos demais biomas brasileiros. A partir de informações do Ibama, o documento mostra que, até 2012, restavam 14,5% da vegetação original de Mata Atlântica (189,5 mil km² de 1,3 milhão de km²).
Do Pampa, presente na Região Sul, até 2009 restavam 36%, o equivalente a 63,7 mil km². Até 2010, o Cerrado teve desmatado 49,1% de sua vegetação original, restando 1,03 milhão de km².
Do Pantanal, ainda há 84,6% de área preservada, o que totaliza 127,2 mil km². Ainda de acordo com o relatório do IBGE, 46,6% da Caatinga foram desmatados até 2009, restando 441,2 mil km² do bioma.
Entre 2008 e 2013, o Cerrado foi o bioma que mais registrou focos de queimada, de acordo com os dados do IBGE, a partir do monitoramento de focos de calor do Inpe.
No período, o Brasil registrou 937,7 pontos de calor, sendo que 373,7 mil (39,8%) ocorreram nos oito estados que compõem o Cerrado.
Os dados do relatório do IBGE mostram que 1.152 espécies da flora e da fauna brasileira são consideradas ameaçadas de extinção. Os números apresentados são de 2008, portanto o número desde então pode ter aumentado.
A Mata Atlântica é o bioma brasileiro com a maior quantidade de espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção. São 544 espécies (275 da flora e 269 da fauna) em risco de desaparecer.
A quantidade de agrotóxico entregue ao consumidor final mais que dobrou entre 2000 e 2012, segundo o IBGE. Em 2012, esse número chegou a 6,9 kg/ha.
O relatório apontou que os produtos considerados perigosos foram os mais representativos, respondendo por 64,1% dos itens comercializado entre 2009 e 2012. Segundo o especialista do IBGE, esse resultado foi puxado por um herbicida denominado glifosato.
“É um produto medianamente perigoso e muito usado na cultura da soja. Está-se usando muito no país, principalmente na área do Cerrado e do Centro-Oeste. Glifosato é o componente mais comercializado”, disse Rodrigo Pereira, gerente de estudos ambientais da coordenação de recursos naturais e estudos ambientais do IBGE.
Doenças por falta de saneamento diminuíram
De 2000 a 2013, diminuíram as internações por doenças relacionadas a falta de saneamento ambiental no Brasil. Se, em 2000, havia 326,1 internações por esse tipo de doença a cada 100 mil habitantes, em 2013, o número caiu para 202,6 a cada 100 mil.
Nesse período, diminuíram os casos de doenças de transmissão feco-oral, de transmissão pela água e relacionadas com a higiene, aponta o IBGE. As doenças transmitidas por insetos, porém, aumentaram. Em 2000, foram 22 casos por 100 mil habitantes, número que subiu para 34,9 casos por 100 mil habitantes em 2013.
A região com maior incidência desse tipo de doença em 2013 foi o Norte. Já o Sudeste foi a região com a menor incidência do problema.
Menos energia renovável
A energia renovável – hidrelétrica, gerada com lenha e carvão vegetal, derivados da cana-de-açúcar, entre outras fontes primárias renováveis – perdeu participação na matriz energética brasileira em 2012, mostra o IDS. Naquele ano, ela registrou sua menor participação em uma década: 42,4%.
“Houve queda forte na cana de açúcar e derivados, queda na hidráulica, em função principalmente de fatores climáticos. Estamos passando por uma certa seca. Isso já vem de algum tempo. A lenha também: na medida que diminuiu o desmatamento, diminui a lenha”, explica o pesquisador de Recursos Naturais do IBGE, Júlio Gonçalves.
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Mais energia não-renovável
A participação de energia não-renovável na matriz energética brasileira cresceu de 56,1%, em 2003, para 57,6%, em 2012, “principalmente na oferta de petróleo e derivados, que passou de 36,7% para 39,2%, entre 2008 e 2012. “Isso se deve à descoberta das reservas de pré-sal e ao crescimento das vendas dos automóveis”, ressaltou o IBGE. “ A produção de petróleo e gás começa a subir a partir de 2008.O que está crescendo são as outras fontes de energia não-renováveis”, completou Gonçalves.
De acordo com ele, no entanto, as participações totais das não-renováveis estão caindo.
“Petróleo e gás são os que puxam a não-renovável para ampliar a sua participação na matriz energética”, completou o pesquisador.
Consumo energético
O estudo mostrou também “A população cresceu 1,2% ao ano em média, enquanto o consumo de energia exibiu crescimento de 3,3% ao ano”, avaliou o IBGE.

A publicação completa pode ser acessada pelo link http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/default_2015.shtm.

FELIZ ANO NOVO CERRADEIROS

O ciclo continua, final de ano, votos de felicidades. Expectativas, lamentações…opa, é preciso manter acessa a chama e o desejo de sonhar.

painel de flores do cerrado 4

Arquivo painel de flores do cerrado

Não tenha receio em saber que mudou de opinião em relação aos anos anteriores, precisamos, repensar nossos atos.  recusar determinado modo de  agir,  reduzir a intensidade de uso de produtos e serviços, reutilizar algo que nos permite ser útil, e ainda reciclar agregar um valor diferente ao produto ou serviço do que foi criado. Tive a oportunidade e o orgulho de trabalhar no meio ambiente amazônico e, desde 1998, estou no planalto central, coração do cerrado. Bioma extraordinário que paga um preço altíssimo pelo consequente avanço na exploração da fronteira agrícola estabelecida em sua área. Não sou contrário à produção agrícola, não compactuo e não aceito o desordenamento das atividades sem o respeito aos limiares da lei do homem e, principalmente, da natureza. Avante, mas um ano do blog cerradania, em que compartilhamos noticias boas, ruins, alegres , tristes, enfim, espero que tenham gostado e continuem conosco… Foi bom, muito bom a experiência de compartilhar informação, sem a pretensão de ensinar, ser educação ambiental, porem, inserindo um pouco do que todos conhecem  que a cidadania.  compactuar no cerrado a Cerradania. Foram muitos assuntos, e conseguimos neste ano de 2014: 3.478. Obrigado á todos os seguidores e eventuais colaboradores. Dentre tantos assuntos, relembrem dos: Conheça um pouco do Baru,   Meio ambiente e riquezas naturais disputam com esporte e cultura o orgulho do brasileiro Frutas nativas comercializadas no Brasil, um tiquinho de Ceciliaum tiquinho de Cecilia Flor do pau santoVale a pena conhecer o Memorial do Cerrado, Prorrogação de prazo para fechamento de lixõesGovernador revoga portaria que permitia garimpo em reserva de MT,  Serra do Cipó é reaberto ao públicoAmeaças silenciosas aos polinizadores,   Protocolo para restauração de matas riparias no cerrado,  Geraizeiros Felizes, Cerradeiros tambem e Brasilianos comemoram,   A prática da Educação AmbientalEncontro da Rede Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro,   E agora, Joséserviços ambientais,   Influencia das áreas naturais para a manutenção do ciclo das aguas,  Especie bandeira do cerrado,   Sera que vai chover,  Ibama/MT produz documento sobre o defeso da piracema no estado,   Diversidade de produtos extrativistas de comunidades do Cerrado na Feira no CCBB em Brasilia,   Singela homenagem ao nosso cerrado,  Frutas típicas do cerrado brasileiro ganham espaço em Palestina, SP,  A preservação do Cerrado e as limitações impostas pela Constituição do Brasil.,   Cerrado: Uma Janela para o PlanetaPinturas rupestres no Cerrado: “entre as mais exuberantes do mundo”  Ilha das Flores não é ficção: vivemos essa realidadeParque Estadual do CristalinoAbraço de tamanduá mataEncontro de CERRADANIA,   Cagaita ajuda centenas de famílias a aumentarem a rendaMascote da Copa, tatu-bola poderá ser extinto em 50 anos

 Pra finalizar algumas afirmações, que valem a pena ser repetidas…

Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come. Só jogue no rio o que o peixe pode comer. Feliz ano novo

Seminário discute a castanha como ferramenta de gestão ambiental

Uma movimentação da florestania, A da cerradania será em seguida-BrasiliaDF.

O manejo de produtos florestais não-madeireiros, como a castanha-do-Brasil, tem se revelado uma excelente estratégia na gestão de terras indígenas e extrativistas. Pensando em como fortalecer esse manejo entre povos da floresta, o projeto Pacto das Águas esta promovendo em Ji-Paraná, desde a última quinta-feira (29), o Seminário e intercâmbio de experiências para representantes dos grupos Tupi Mondé, sobre gestão ambiental e alternativas de geração de renda em terras indígenas. Promovido pelo projeto Pacto das Águas, que é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o evento ocorre até sábado (31).A meta é que através de palestras, oficinas e rodadas de discussões, seja possível desenhar um panorama sobre os caminhos para a realização de ações de gestão ambiental em terras indígenas e na única reserva extrativista de Mato Grosso, a Resex Guariba-Roosevelt. “Nosso foco, neste momento, é a consolidação das alternativas de geração de renda, mais especificamente nas ações de cooperação entre os grupos para gestão de mercados”, explica Plácido Costa, coordenador do projeto.
Atualmente, estão envolvidos com o projeto os Cintas Largas das terras indígenas Serra Morena e Parque Indígena Aripuanã, os Zoró da terra indígena Zoró, os Gavião e Arara da terra indígena Igarapé Lourdes, os Rikbaktsa da Terra Indígena Japuíra e os seringueiros da RESEX Guariba Roosevelt. No evento, será discutida a possibilidade de criação de uma “agência de negócios” para os povos que integram essa iniciativa. A ideia é discutir, de forma participativa qual o melhor formato legal para dar maior agilidade na comercialização da castanha do Brasil e outros produtos não madeireiros, como o látex.

PROJETO – O Pacto das Águas, desenvolvido por uma Oscip de mesmo nome, é um projeto apoia povos indígenas e seringueiros em sua organização social, nos processos de capacitação e na estruturação do sistema de coleta, seleção, armazenamento e comercialização de castanha do Brasil. Além disso, fomenta processos de gestão territorial e geração de renda baseados no uso sustentável da floresta e no respeito às formas de organização social destes povos.
O objetivo é articular uma rede de parceiros e agências financiadoras para a constituição de um programa regional de desenvolvimento sustentável, cabendo ao Pacto das Águas o apoio à gestão social e à assistência técnica para a estruturação do sistema de comercialização de 160 a 300 toneladas anuais de castanha e 25 toneladas de borracha, envolvendo diretamente mais de 1.000 pessoas de cinco Terras Indígenas que abrangem em seu conjunto aproximadamente de 1,9 milhão de hectares nos estados de Rondônia e Mato Grosso além da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Mato Grosso.

Noticia veiculada pelo http://www.correiopopular.net
O Encontro mais esperado da CERRADANIA, está sendo organizado.
De 05 a 08 de junho de 2014, a Rede Cerrado realizará no Complexo Cultural Funarte, em Brasília-DF o VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que deve reunir representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares.
O objetivo é aproveitar a semana que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, para chamar a atenção das autoridades para os principais problemas relativos ao direito à terra, áreas protegidas e produção agroextrativista. Para isso, o evento conta com uma rica programação de debates, mesas redondas, seminários, incluindo as atrações culturais, a feira dos produtos da sociobiodiversidade e a praça gastronômica.
Participe, voce será bem vindo. Afinal, voce tambem pode  fazer parte do contexto da CERRADANIA.

Dia Internacional da Biodiversidade

E O CERRADO , COMO FICA!

destruição do cerrado

Precisamos urgentemente de ações concretas para minimizar os impactos que efetuamos contra a biodiversidade do cerrado. 

O objetivo do Dia Internacional da Biodiversidade é aumentar a conscientização da população mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da proteção da biodiversidade em todo o mundo.

O Dia Internacional da Biodiversidade foca-se, em 2013, na estreita relação entre a Água e a Biodiversidade. O objetivo é alertar para a necessidade extrema de conservar a Diversidade Biológica e os ecossistemas para garantir a segurança no que diz respeito à água.

O Dia Internacional da Biodiversidade celebra-se anualmente a 22 de maio, desde o ano 2000. A efeméride instituída pelas Nações Unidas para celebrar a Biodiversidade do planeta Terra e para incentivar à sua conservação, foi assinalada pela primeira vez em 1993, no dia 29 de dezembro.

Nesta quinta-feira (22), para celebrar o Dia Internacional da Biodiversidade, ICMBio e Ministério do Meio Ambiente farão um evento no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes em Brasília, a partir das 10h30. Na ocasião, serão anunciadas as medidas de ampliação e incentivos adotados pelo Estado para a conservação das espécies da fauna brasileira.

A Convenção Sobre Diversidade Biológica (CDB) define normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da diversidade biológica em cada país signatário. Em linhas gerais, a CDB propõe regras para assegurar a conservação da biodiversidade e o seu uso sustentável. A Convenção já foi assinada por 175 países, incluindo o Brasil (Decreto Nº 2.519 de 16 de março de 1998).

Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Aproveite e se programe para participar do encontro dos 

Povos do Cerrado debaterão sobre terra, biodiversidade, água e cultura em evento

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN – Instituto Sociedade, População e Natureza

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

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Rede Cerrado

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Museu do Cerrado

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Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

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