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Florestania e Cerradania

Contagem regressiva para mais uma expedição no vale, Vale do Guaporé ou Itenez para os povos Bolivianos.

Barco Hotel Rey na Pousada do Reanato ( Pimenteiras)

Barco Hotel Rey na Pousada do Renato (Pimenteiras)


Uma pausa nos trabalhos com a Cerradania, para mergulhar um pouco na origem da minha vida com a Florestania. Retorno com muita alegria a um dos locais mais fantásticos que pude desfrutar. Sou Matogrossense, legítimo guri das beiras do Rio Santana ( Nortelândia) que contribui com as águas do Rio Paraguai e segue rumo ao Pantanal. Bem próximo da minha casa o nascedouro do Rio Guaporé que segue o rumo da Amazônia, por Rondônia, e por este caminho eu trilhei parte da trajetória de minha carreira profissional. Nem muito distante seguindo algumas léguas e subindo a Chapada dos Guimarães nos deparamos com a exuberante natureza do cerrado. Onde tudo por lá é grandioso… To assim emocionado, pra reviver novamente, mesmo que por pouco tempo, a passagem de contribuição aos três biomas: Floresta Amazônia, Pantanal e Cerrado.
Costumo repetir que os rumos são traçados pelo norte e seguimos o destino reservado para ser vivido na intensidade do possível com as boas recordações do passado e um presente intenso de querer e ser feliz. Afinal, não existe distancia pra quem sabe remar, no remanso da travessia e seguindo o que o remo dá, enfrentando os desafios, mas firme seguindo o que foi reservado pra ser vivido.
Coisas de convivência com Renato da Pousada e do Barco Rey em Pimenteiras, incansável militante da preservação das espécies aquáticas do Rio Guaporé, Renato Pereira destaque na importância da fiscalização permanente na bacia hidrográfica do Rio Guaporé. Entre outras coisas, aprendi que sal e fósforo são suficientes pra sobreviver em uma pescaria dos ribeirinhos; podemos retirar iscas vivas de peixe, apenas usando fígado de peixe e um pedaçinho de linha; assisti ao espetáculo do ataque dos Botos com o Puraquê; apanhação de Açai, só de ver; sonhei com a festa do Boto Cor de Rosa e o Tucuxi; Escrevi algo sobre o canoeiro do Guaporé.
No norte, tudo é intenso sol, chuva, friagem e impressiona a simplicidade de vida dos ribeirinhos do vale. Não é possível descrever o quão belo é o passeio, diante de tanta beleza: pescar é bom, porem, apenas um detalhe para quem pode sintetizar na alma a emoção de estar por lá. Eu vou e volto pra contar um pouquinho mais dessa história, que não findará. Sem me importar se haverá interrupção, afinal a gota d’água do rio segue o seu rumo sem se importar com os obstáculos. E, se ocorrer interrupção, vou me lembrar que percorri muitos caminhos e que lindos caminhos.
Um pouquinho do Rio Guaporé
Nasce no Mato Grosso, na Serra dos Parecis, no Estado de Rondônia o rio Guaporé é um dos locais mais bonitos e piscosos da região Norte do País. Tem cerca de 1400 quilômetros de extensão. Na maior parte de seu percurso funciona como linha divisória entre o Brasil e a Bolívia, e deságua no rio Mamoré.
Zona de transição natural entre as bacias do Prata e Amazônica, com a existência de um ecossistema extremamente rico. Composto por igarapés, matas densas e uma série de baías, que fornecem condições formidáveis para o desenvolvimento da vida nas mais diversas formas.
A pescaria pode ser feita a partir de pousadas ou barcos-hotel que saem desses municípios rumo a cenários espetaculares. É perceptivo a diferença do nível de preservação entre as duas margens do rio. No lado boliviano, a existência do Parque Noel Koempf Mercado que garante paisagens intocadas e afluentes piscosos, como o rio Verde. As cheias, por exemplo, são a época boa para pescar a corvina e o apapá (peixe-novo) é uma das belas espécies de escama dos rios brasileiros. Apesar de demonstrar grande agressividade no ataque a iscas naturais e artificiais, é um desafio mantê-lo fisgado no anzol, devido à dureza de sua boca.
Durante a seca, chama atenção a abundância de tucunarés nas baías e remansos do rio. Sem exagero, quando as águas estão baixas, é possível capturar num único dia centenas de tucunarés-pitanga, chamados de amarelinhos, pinimas ou popócas.
Além disso, o Guaporé é um dos poucos rios brasileiros que ainda abrigam grandes tambaquis e pirapitingas. Uma das iscas mais bem cotadas para atrair esses peixes redondos é o minhocuçú.
Iniciaremos o trajeto no Barco Hotel Rey a partir da pousada do Renato, na histórica região do Santa Cruz (Pimenteiras) com destino a Laranjeiras. Tudo encanta e sopra o pequeno canto de desfrutar da beleza impar do Vale que vale muito mais que um rio um complexo de cultura e beleza natural do Guaporé. Assim, gosto de narrar esse universo:
Oh, luz do luar me leva contigo pra passear. Oh, raio de sol aquece meu corpo e também e o meu coração. Minha rua é meu rio,o meu carro o batelão, o meu boto tucuxi, minha estrela. Minha rua é meu rio,o meu carro o batelão, o meu boto cor-de-rosa, meu amor minha paixão.

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Os monumentos ecológicos na Chapada dos Guimarães

Um registro muito interessante da riqueza da nossa biodiversdidade.
Em Chapada dos Guimarães, a situação natural presente, é o resultado de uma interação de fatores, sendo que o ” status ” da fauna, depende de atributos geomorfológicos, climáticos, hídricos, edafológicos e vegetacionais.
chapada dos guimarães
A ocupação desordenada feita por atividades agropastoris e mesmo a crescente visitação turística, estão modificando drasticamente os habitats naturais e provocando um declínio acentuado da diversidade biológica.
No entanto,é de fundamental importância que somente em condições ecológicas, com a aplicação de técnicas de ocupação racional adequada à cada tipo característico de ambiente será possível entender o significado evolutivo e adaptativo da fauna silvestre e do ambiente que lhe dá suporte.
METODOLOGIA
A equipe de fauna visitou 13 dos 23 pontos denominados como ” Monumentos Ecológicos” entre eles: Córrego dos Médicos, Cachoeiras do Córrego Independência, Casa de Pedra, Atmã, Buriti, Monjolo dos Padres, Salgadeira, Aricá-Açu, Refúgio de Fauna, Aroê-Jari, Cambambe, Jamacá.
Devido ao curto tempo de permanência em cada um destes pontos, foi necessário adotar uma metodologia adequada e que fosse a mais eficiente possível para obter informações sobre a fauna de cada um dos pontos. Foi elaborado um questionário para ser aplicado aos moradores residentes nas proximidades dos locais a serem caracterizados, com a finalidade de levantar o máximo de informações possíveis.
Adotou-se como metodologia formas diretas e indiretas de observações feitas pela equipe. Para isso, foram traçados transectos aleatórios que procuraram cobrir a maior parte possível das áreas em estudo, seguindo as mais diversas direções. Durante o percurso, a avifauna foi observada e identificada ” in loco ” segundo FRISH (1981) e DUNNING (1882). Para mamíferos as observações tornaram-se mais difíceis, uma vez que a maioria deles possuem hábitos discretos, tendo atividades crepusculares e noturnos, no entanto, os rastros, pegadas e fezes podem fornecer uma identificação muitas vezes até mesmo a nível de espécie. Para auxiliar a identificação dos mamíferos em campo utilizou-se um guia de pegadas BECKER & DALPONTE.
Após os trabalhos efetuados em campo, foram elaboradas as tabelas quais contém informações sobre a fauna de Chapada dos Guimarães, agrupadas por monumentos ecológicos (áreas especificamente caracterizadas) e também por influências fitosionomicas.
RESULTADOS
Os resultados gerais estão apresentados, onde as espécies observadas são descritas por Monumentos Ecológicos e tipos de ambientes.
Muitas espécies existentes na região da Chapada dos Guimarães estão ameaçadas, inclusive, que restringe e até mesmo proíbe a comercialização e limita o tráfico de peles e animais vivos. Entre estes animais, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) que ocupa os cerrados onde contém áreas com elevadas concentrações de cupins; certamente, as populações encontram-se em decadência, pois apesar de terem hábitos noturnos, raramente são observados no ambiente de forma direta, mas com comprovação de sua ocorrência, pois seus rastros geralmente são visualizados. Outro animal da classe Edentata, ameaçado de extinção, é o tatu-canastra (Priodontes maximus), que habita áreas florestadas e de mata ciliar, sua presença não é comprovada de forma direta mas há indícios de ocorrência ao sul de Chapada dos Guimarães em direção às florestas de transição na morraria de São Vicente.
O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), apesar de ter a população aparentemente maior que a do tamanduá-bandeira, é um animal de difícil visualização, mas de ocorrência comprovada em áreas de significativa importância, tal como a fazenda Buriti. É um animal considerado de topo de cadeia alimentar, necessitando de extensas áreas de cerrado para a alimentação, e mata de galeria para abrigar-se durante o dia, uma vez que possuem hábitos predominantemente crepusculares e noturnos. Raríssima de ser observada, a lontra (Luta Longicaldis) é muito exigente em relação ao seu habitat, não tolerando muitos distúrbios ambientais. Sua ocorrência poderá ser comprovada na região das cabeceiras do rio Aricá-Açu.
Certamente, os grandes felinos, são os animais que mais vem sofrendo com ação antrópica, seja pela ocupação indevida das áreas de preferência destes animais, ou pela atividade de caça que cada vez mais ameaça às devidas populações. A onça parda (Felis concolor) e a pintada (Pantera onça) possuem populações pequenas, seriamente ameaçadas de extinção, ocorrendo em áreas ainda intocadas, protegidas, contendo matas de galeria. A jaguatirica ( Felis pardalis), de hábito predominantemente noturno, encontra-se em vias de desaparecimento; muitas peles de pequenos gatos também vem sendo encontradas, como o mourisco (Felis yaguarundi), de hábitos diurnos, o maracajá (Felis weidii) de hábitos noturnos, demonstrando que sofrem uma pressão significativa de caça.
Ainda em vias de desaparecimento, em Chapada dos Guimarães, está o veado campeiro, (Ozotecerus bezoaticus) que, vivendo em áreas de cerrado aberto e veredas, são ativamente caçados com o auxílio de cães.
Quando a avifauna, não há quem não fique extasiado quando, apreciando a cachoeira Véu de Noiva, nas bordas dos paredões, um casal de araras vermelhas (Ara clorotera) passa vocalizando sob nossas cabeças. Para uma melhor preservação desta espécie, devem ser efetuados estudos para definir o local de forrageamento e uma racionalização quanto ao processo de ocupação das matas. Outras aves, encontradas na região: são o gavião-real (Harpia harpyjia), o Mutum (Crapias fasciolata), a jacutinga (pipili) e o gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus).
Os principais representantes do grupo de Répteis existentes na Chapada dos Guimarães, não foram feitos por levantamentos específicos para répteis, as informações obtidas baseou-se em referências bibliográficas e comunicações pessoais.
Quanto a ictiofauna, levantamentos efetuados por MACHADO, principalmente nas cabeceiras do Rio Claro e Mutuca. Foi observado uma espécie nova de Leporinus dentre as coletadas e também, uma ocorrência difícil de explicar do gênero, Pseudo cetopsis, pertencente à família cetopsidal.
FAUNA
CARACTERIZAÇÃO DA FAUNA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES. Tornou-se inviável um levantamento fidedígno, já que esta área de pesquisa diferencia-se das demais pelo fato destes espécimes possuírem grande deslocamentos. Para uma avaliação faunística dentro do projeto, seriam necessário no mínimo dois anos de observação para uma conclusão aceitável no meio científico.
Diante destes fatos, tornou-se mais coerente uma revisão, Bibliográfica, e foi possível compilar informações a respeito da fauna local. Corroborando estes dados estão as informações dos moradores e freqüentadores locais.
FAUNA DA CHAPADA DOS GUIMARÃES
A fauna da região da Chapada dos Guimarães constitui-se de elementos provenientes da região Amazônica e das áreas abertas que cercam, os cerrados. Essa região é um dos refúgios pleistôcenicos do Brasil segundo Hafer 1967, tendo por isso, importante valor zoogeográfico.
A fauna invertebrada (que compõe bem mais de 90% das espécies animais) tem uma grande tendência de acompanhar os vegetais, dos quais ele depende dos seus alimentos muito específicos, na sua riqueza e abundância. Assim, não é de estranhar que a variedade de invertebrados, especialmente insetos na Chapada de Guimarães é mais rico de que em qualquer outra região neotropical. Em certas épocas menos chuvosas do ano a abundância de insetos e especialmente lepdópteros, é tanta, e sua sede é de tal forma, que chegam a formar verdadeiras pilhas acima de qualquer fonte de umidade, como estrume fresco de vaca; algumas espécies de lepdópteros diurnos ou crepusculares, maiores e muito coloridas, são freqüentemente encontradas no chão dentro da floresta, onde pousam durante horas sugar a umidade das fezes humanas ou caninas.
Mais interessante ainda é o fato que esta riqueza é composta de mistura da fauna vinda dos quatros lados da Chapada: das bacias do Rio Amazonas e do Rio Paraguai, dos Andes da Bolívia e do Peru, a da Mata Atlântica Brasileira, através da Chapada Goiana. Assim, forma-se uma zona de transição e polimorfismo que participa dos caracteres zoogeográficos das regiões faunísticas adjacentes, constituindo-se um verdadeiro laboratório contemporâneo de mistura e evolução de espécies e formas. Os estudos genéticos que poderiam ser visualizados dentro de populações polimórficas na Chapada, como por exemplo a do lepdóptero Mechanitis Lysemia que já recebeu o nome de connectens, simbolizando a posição intermediária da população), são quase infinitas e de grande significação evolucionária.
Do mesmo modo, os vertebrados na Chapada são excepcionalmente abundantes e variados. Aves de tamanho médio e grande, inclusive emas, seriemas, gaviões, pica-paus grandes, tucanos e garças, são freqüentemente vistos, e espécies, muito perseguidas em outros lugares como perdizes, mutuns, araras, papaguaios-amazonas, jacus e urus, inhanbus, juritis e outras pombas, fringilídeos cantadores como curiós e bicudos, ainda habitam as matas da Chapadas em quantidade. Uma profusão de plantas e de invertebrados certamente contribui para esta abundância de aves insetívoras ou frugívoras; a cadeia natural de alimento e predação estende-se faz inevitavelmente para cima, nos animais mais evoluídos.
Entre os mamíferos comuns na Chapada, sente – se uma falta em macacos (apenas mico e macacos pregos são mais freqüentes); jacarés e onças grandes são infreqüentes hoje em dia. Isto seria esperado numa região biogeográfica.
É de interesse acrescentar que tanto a Serra dos Parecis ao Noroeste da Chapada, como a Serra do Roncador, parecem ser muito pobres em animais e plantas com relação á Chapada dos Guimarães. As razões para este contrastes são desconhecidas. Porém é fácil de verificar que nestas serras faltam regiões acidentadas extensas que são principalmente em mata, como a bacia da cabeceira do Rio Coxipó. Das 100 espécies de mamíferos descritos para o cerrado (Fonseca e Redford, 1986), 41 são roedores, 21 de carnívoros, 13 de marsupiais, 06 de primatas 01 de lagomorfos e 01 de perissodáctilos, agrupados em 67 gêneros.
Espécies mais representativas de ocorrência comprovada na área de Chapada dos Guimarães.
ESPÉCIES NOME VULGAR
Didelphis abbiventris Gambá – de orelha branca Didelphis marsupialis Gambá – de orelha preta Philander opussum Cuíca verdadeira Agouti paca Paca Dasyprocta sp Cutia Cavia aperea Preá Hidrochaeris hydrochaeris Capivara Coendou prehensilis Ouriço caxeiro Cerdocyon thous Cachorro do mato comum Chrysocon brachyurus Lobo guará Felis pardalis Jaguatirica Felis yagouroudi Gato maurisco Felis sp Gato do mato Eira barbara Irara Gallictis cuja Furão Nasua nasua Quati Procyon cancrívorus Guaxim Felis Weidi Maracajá Priodontes Maximus Tatu Canastra Dasypus Novencinctus Tatu Galinha Euphractus sexcinctus Tatu peludo Tamanduá tetradactyla Tamanduá mirim Mymecophaga tridactyla Tamanduá – Bandeira Tapirus terrestris Anta Mazama gouazoubira Veado – Catingueiro Mazama sp Veado Tayassu tajacu Cateto Alouatta caraya Bugio preto Cebus apelha Macaco – prego Cellithrix argentada Sagui Felis concolor Onça parda Panthera onca Onça pintada Lutra sp Lontra Ozotocerus bezoarticus Veado-Campineiro Duscyon vetulus Rapozinha
AVIFAUNA
Das 24 ordens registradas no território brasileiro, 20 estão presentes na área de influência direta e compreendem 45 famílias e 220 espécies. Listagem das espécies mais representativas na área de Chapada dos Guimarães. ESPÉCIES NOME VULGAR
Rhea americana Ema Pipile pipile Jacutinga Tinamus major Inhambu Crypturellus undulatus Jaó Rhnchotus rufescens Perdiz Nothura marculosa Codorna Podilymbus podiceps Mergulhão Phalacrocorar olivacens Biguá Ardea alba Garça branca grande Egretta thula Garça branca pequena Bulbulcus íbis Garça vaqueira Pipheroiéis pileatus Garça real Tigrisoma lineatum Saco boi Euxenura maguari Maguari Cairina moschata Pato do mato Coragyps atratus Urubu comum Cathartes aura Urubu de cabeça vermelha Buteo albicaudatus Gavião de rabo branco Buteo swainsoni Gavião para gafanhoto Buteo magnirostris Gavião carijó Aeterospizias meridionalis Gavião cabloco Harpia haryja Gavião real Milvago chimachima Carrapateiro Polyborus plancus Caracará Crax fasciolata Mutum de penacho Aramus guarauna Carão Carima cristata Seriema Columba spp Pomba Columbina spp Rolinha Scardafella squammata Fogo apagou Ara ararauna Arara canindé Ara macão Arara vermelha amarela Ara chloroptera Arara vermelha verde Ara maracana Maracanã Brotogeris versicolorus Periquito Pionus maximiliani Maritaca Amazona aestiva Papagaio verdadeiro Amazona amazonica Papagaio Crotophaga ani Anu preto Athene cunicularia Coruja buraqueira Otus spp Corujinha Ceryle torquata Martin pescador grande Chloroceryle amazona Martins pescador verde Ramphastos toco Tucano Furnaruis rufus João de barro Cynocorax cyanomelas Gralha Spizaetus oornatus Gavião de penacho
PEIXE – Sendo o especialista Dr. Garavelho, Júlio Cesar os peixes da região são todos Osteichthyes, podem ser agrupados em quatro ordens Characiformes, Siluriformes, Perciformes e Symbranchiformes. A maioria dos Characiformes são Characidal, com mais de 70 % das espécies de difícil indentificação. Os Siluriformes estão representados, basicamente por 04 famílias com 01 a 03 espécies de genêros distintos, Devendo ressaltar a familia Cetopsidae, onde o Pseudocetopsis representado deve ser nova, além de uma ocorrência difícil de explicar, perciformes é representada por uma única espécie de Cichlidae do gênero Crenicichla, bastante próxiam a C. Vittata, Symbranchiforme é representado Symbranchidae Symbranchus, bastante diferente de S.marmoratus.
Dentre as espécies de importância econômica destacam -se o Pacu (Colossoma mitrei) Surubins (Pseudoplatystoma corruscans e P.fasciatum) Dourado ( Salminus maxillosus) Curimbatá (Prochilodus lineatus), Barbado (Pinirampus pirinanpu) e a Piava (Leoporinus sp).
RÉPTEIS – Na região de Chapada concorrem principalmente:
Chelonia
Testudinidae é frequente nesta família encontrar os jabotis: Geochilona carbonaria.
Gekkonidae – é encontrada em casas e taperas abandonadas, muito frequentes á noite.
Iguanidae – da fauna herpetológica de cerrados os iguanídeos tem se destacado com altas ocorrências, cabendo a supremacia dos tropidurus.
Nas matas de galeria, ou próximo aos cursos de água, o Iguana iguana é o grande representante desta familia, além de Hoplacercus spinosos e Anoles sp.
Sincidae – ainda em áreas sombreadas encontra-se os Mabuya sp. 1.5 – Teidae – dos lagartos terrestres, estes interessantes fossadores são vistos com frequência, principalmente em clareiras onde a espécies Ameiva ameiva é bastante encontrada em áreas de transição com vegetação mais densa. Representantes de Cnemidophorus sp ai também são encontrados. Há ainda, possibilidades de encontrar os Kentropyx em clareiras abertas nas matas ciliares. Os grandes teídos fazem – se presentes com Tupinambis teguxins e Tupinanbis nigropunctatus.
OFÍDIOS:
A fauna ofídica está representada por vários exemplares de Crotalus durissum terrificus e, vale afirmar, que a ocupação maciça do cerrado com exploração agricola tem funcionada como agente concentrador destes importantes Crotalídeos; no que diz respeito a herpetofauna botópica como: Brotops jararacussu, B. neuwiedi matogrossense, B.Atrox já os boideos são representados pelas Eunectes nolarces com grande ocorrência, e mais esporadicamento, E.Murrinus. O gênero Boa é marcado principalmente pela presença de Boa constrictor, sendo observado muito raramente. Boa constrictor amarali, a Salamdra Epicrates cenochria, cobra de grande beleza.
RESULTADOS
Os resultados gerais são classificadas por monumentos ecológicos e tipos de ambientes, sendo consideradas as características fitofisionômicas de casa área visitada, acompanhando assim o levantamento florístico executado por outra equipe, neste mesmo projeto.
Pede-se observar, de modo geral, que a variedade de animais se encontra diretamente ligada á diversidade de ambientes que existe em cada localidade estudada, e à ação antrópica que as áreas vêm sofrendo.
Muitas espécies existentes na região da Chapada dos Guimarães estão ameaçadas e, inclusive, citadas nos apêndices do Cites, que restringe e até mesmo proíbe a comercialização e o tráfico de peles e animais vivos. Entre estes animais, podemos comecar citando o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) que ocupa os cerrados, onde há elevadas concentrações de cupins; certamente, as populações encontram-se em decadência, pois apesar de terem hábitos noturnos, raramente são observadas no ambiente de forma direta, mas comprova-se sua ocorrência através de rastos geralmente visualizados. Outro animal da classe edentada ameaçada de extinção, é o tatu-canastra (Priodontes maximus), que habita áreas florestadas e de mata ciliar; sua presença é deduzida por indícios encontrados ao sul de Chapada dos Guimarães em direção às florestas de transição na morraria de São Vicente.
O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), apesar de ter a população aparentemente maior que a do taundúa-bandeira, é um animal de diícil visualização, mas de ocorrência comprovada em áreas de significativa importância ,tal como a fazenda Buriti. É um animal considerado de topo de cadeia alimentar, necessitando extensas áreas de cerrado para a alimentação, e mata de galeria para abrigar-se durante o dia, uma vez que possui hábitos predominantemente crepusculares e noturnos.
Raríssima de ser observada, a lontra (Lutra Longicaudis) é muito exigente em relação ao seu habitat, não tolerando muitos disturbios ambientais. Sua ocorrência poderá ser comprovada na região das cabeceiras do rio Aricá-Açu.
Certamente, os grandes felinos são os animais que mais vêm sofrendo com a ação antrópica, seja pela ocupação indevida das áreas de preferência destes animais seja atividade de caça que cada vez mais ameaça essas populações. A onça-parda (Felis concolor) e a pintada (Panthera onca)possuem populações pequenas, seriamente ameaçadas de extinção, ocorrendo em áreas ainda intocadas, protegidas, contendo matas de galeria. A Jaguatirica (Felis pardalis), de hábito predominantemente noturno, encontra-se em vias de desaparecimento;muitas peles de pequenes gatos também vêm sendo encontradas, como o morisco ` (Felis yagouaroundi),de hábitos diurnos o maracajá (Felis weidii) de hábitos noturnos, demonstrando que sofrem uma pressão significativa de caça.
Ainda p em vias de desaparecimento está o veado-campeiro (Ozoteceras bezoaticus)que, vivendo em areas de cerrado aberto e veredas, é ativamente caçado com o auxílio de cães. Quando à avifauna, não há quem não fique extasiado quando, apreciando a cachoeira Véu de Noiva, um dos pontos turísticos mais procurados em Chapada dos Guimarães, ou ainda nas bordas dos paredões e até mesmo sobrevoando os céus da pequena cidade, um casal de araras vermelhas (Arachoroptera) passa vocalizando sob nossos cabeças. Estas aves apesar de utilizarem frestas que são praticamente inacessíveis a predadores nas encostas dos paredões, para fazerem suas posturas, utilizam as florestas para obterem alimento. Para uma melhor preservação desta espécie, deem ser efetuados estudos para definir os locais de forrageamento e uma racionalização quanto ao processo de ocupação das matas. Outras aves de significativa importância , encontradas na região que abrage os monumentos ecológicos propostos para serem caracterizados neste projeto, são: gavião-real (Harpia harpyja), o mutum (Grax fasciolata), a jacutinga (Pipile pipili) e o gavião-de-penhaço (Spizaetus ornatus).
Os principais representantes do grupo de répteis existentes na Chapada dos Guimarães, são apresentados na Tabela 4. Como não forão feitos levantamento específicos para répteis, as informações obtidas basearam-se em referências bibliográficas e comunicações pessoais
Quando a ictiofauna, levantamentos realizados durante o projeto de pesquisa ecolólica na região do Polonoroeste, efetuados por F. Machado, principalmente nas cabeceiras dos rios Claro e Mutuca. Foi observada uma espécie nova de Leporinus dentre as coletadas e também uma ocorrência difícil de explicar do gênero Pseudocetopsis pertencente á familia Cetopsidae.
baseado no trabalho de CLAUDIA TASSO CALIL – CUIABÁ MT.
Relatório que contou com a colaboração de JÚLIO DALPONTE ( Biologia-FEMA), ROSÂNGELA E JERRY (estagiários da UFMT).

‘’The Big Five’’ do Cerrado

A extensão e localização geográfica dizem muito sobre a importância do Cerrado, pois, além de conectar três países da América do Sul (Brasil, Bolívia e Paraguai), ele funciona como um elo entre quatro dos cinco biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, e Pantanal. Por isso, compartilha diversos animais e plantas com essas regiões. E também abriga exemplares únicos da natureza, a ponto de ser considerado a savana mais rica em biodiversidade do planeta. Muitas delas só existem nesta região, que ocupa um quarto do território brasileiro.
Imagine um lugar onde vivem mais de 11 mil espécies vegetais, e fauna é tão diversa quanto a flora. Estima-se que o Cerrado possua 837 espécies de aves, 120 de répteis, 150 de anfíbios, 1.200 de peixes, 90 mil insetos e 199 tipos de mamíferos. Juntando tudo, dá quase 5% de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade do país.
Já foi constatado que no mundo existem 5.487 espécies de mamíferos, sendo o Brasil o segundo país que abriga o maior número de mamíferos, com 700 espécies. O número de mamíferos do Cerrado representa mais de um terço do total conhecido no país.
Das espécies de animais no Brasil, mais de 5 mil vivem apenas nos limites do bioma e estão, principalmente, dentro de áreas protegidas onde encontra-se a maior parte remanescente de Cerrado nativo. Atualmente, menos de 10% do Cerrado está dentro de Unidades de Conservação, sendo somente 3% na categoria de proteção integral, o que coloca em risco a existência de diversos animais.
Além da diminuição das áreas naturais, existe a caça ilegal, os incêndios e as queimadas, como principais ameaças à sobrevivência da fauna.
A lista mundial de espécies ameaçadas aponta que um em cada quatro mamíferos do mundo corre risco de extinção e a população de metade das espécies de mamíferos está em declínio. Isso quer dizer que se nada for feito, esses animais podem desaparecer do planeta em breve.
De acordo com Julio César Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, “o Cerrado está desaparecendo rapidamente, cedendo lugar à agricultura e pecuária extensiva. Esse modelo de exploração dos recursos naturais tem resultado em sérias ameaças à sobrevivência de pelo menos 137 espécies de fauna (22%). Dentre estas, o lobo-guará, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, a anta e o tatu-canastra. Animais que são considerados emblemáticos do bioma e ameaçados de extinção”.

lobo guara preto Chrysocyon brachyurus

lobo guara preto
Chrysocyon brachyurus


Saiba um pouco mais sobre os “Big Five” do Cerrado.
Onça-pintada (Panthera onca)
É o maior felino das Américas e corre risco de extinção no Brasil. A onça-pintada habita ambientes preservados, próximo a fontes permanentes de água e com grande quantidade de presas.
É listada como quase ameaçada na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Uma curiosidade: a onça-preta e a onça-pintada são animais da mesma espécie. Nos animais de coloração negra, conhecidos também como melânicos, as pintas são mais difíceis de notar, mas estão presentes em tom ainda mais escuro que o restante da pelagem.
Tatu-canastra (Priodonte Maximus)
O tatu-canastra, também conhecido como tatuaçu ou tatu gigante, é considerado o maior e mais raro dos tatus existentes no mundo. A espécie pode chegar a 1,5m de comprimento e pesar até 60 kg, sendo que, aparentemente, os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas. O tatu-canastra é considerado pelos pesquisadores o “engenheiro do ecossistema”, ou seja, por meio de suas escavações, altera o ambiente físico e cria novos habitats.  apenas um filhote.
A espécie está ameaçada de extinção e é atualmente

Anta (Tapirus terrestres)
É o maior mamífero terrestre do Brasil e na América do Sul. Mede um metro de altura e dois metros de comprimento e pesa cerca de 300 kg. A característica mais distinta da espécie é sua narina, longa e flexível, que parece uma pequena tromba. A anta alimenta-se de folhas, frutos, vegetação aquática, brotos, gravetos, grama e caules que são digeridos graças à presença de microorganismos em seu aparelho digestivo. É uma espécie tipicamente solitária e de hábitos noturnos, mas também pode realizar atividades durante o dia.
Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é “vulnerável” (VU), mas a anta se encontra “Em Perigo” (EN) no Cerrado. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato das populações estarem isoladas e em declínio.
Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)
Essa espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica, que tem uma faixa diagonal preta com bordas brancas, que se estende do peito até a metade do dorso. É um mamífero que mede cerca de 2,20 metros de comprimento, pesa até 45kg, tem uma cauda grande e com pelos grossos e compridos e um focinho longo.                    A degradação e a redução dos habitats são apontadas como as principais causas da perda populacional da espécie, mas a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais também contribuem para colocar o tamanduá-bandeira na lista de espécies ameaçadas de extinção.
Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)
O lobo-guará é considerado o maior canídeo sul-americano. Pesa de 20 a 30 kg e sua pelagem avermelhada com as pernas longas e finas dão um aspecto único ao animal.
Alimenta-se principalmente de pequenos roedores, aves terrestres e de frutas como, por exemplo, a fruta do lobo (Solanum lycocarpum). A estimativa é que existam pouco menos de 25 mil lobos-guará no mundo, sendo aproximadamente 20 mil deles no Brasil. A espécie aparece como “quase ameaçado” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Isso significa que, mantendo-se as condições atuais, é provável que a espécie passe a ser classificada como ameaçada de extinção no futuro. Já na lista brasileira, o lobo-guará é classificado como ameaçado de extinção na categoria “vulnerável”.
WWF-Brasil no Cerrado
Desde 2010, o WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, desenvolve na região o Projeto Sertões. Em sua primeira fase (2010-2014), as ações do projeto foram focadas, principalmente, no incentivo à adoção de boas práticas de produção agropecuária (BPA´s); à implementação e gestão integrada das unidades de conservação; à comunicação, visando a valorização e o resgate do Cerrado e o planejamento territorial, que busca o planejamento sistemático da conservação no bioma Cerrado. A segunda fase do Projeto Sertões (2014/2018) prevê uma ampliação das linhas de ação, incluindo o fortalecimento do apoio ao extrativismo vegetal sustentável dos frutos do Cerrado.

baseado na publicação do http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/cerrado/noticias/?47722/como-estao-os-big-five-do-cerrado#st_refDomain=&st_refQuery=

Caracterização da biodiversidade de Chapada dos Guimarães – MT.

Em Chapada dos Guimarães, a situação natural presente, é o resultado de uma interação de fatores, sendo que o ” status ” da fauna, depende de atributos geomorfológicos, climáticos, hídricos, edafológicos e vegetacionais.
Foto de Chapada dos Guimarães é cortesia do TripAdvisor.

A ocupação desordenada feita por atividades agropastoris e mesmo a crescente visitação turística, estão modificando drasticamente os habitats naturais e provocando um declínio acentuado da diversidade biológica. De acordo com os diferentes ambientes que caracterizam a paisagem das árvores, bem como a composição florística e arranjamento espacial das espécies vegetais, propicia que se estabeleça uma fauna ainda rica e variada; isto se dá porque a mobilidade da fauna permite um deslocamento entre os diferentes ecossistemas onde estejam disponíveis as condições básicas para sua sobrevivência, principalmente aquelas referentes à satisfação das necessidades alimentares e reprodutivas. No entanto, os gradientes vegetacionais na região, do campo limpo ao cerradão, incluindo cordões de mata ciliar, vegetais e paredões rochosos, apresentam também, uma fauna que lhe são próprias, das quais as espécies podem ser apresentar mais ou menos dependentes. Isto torna Chapada dos Guimarães, um ambiente singular, onde o campo de estudo de bioecologia representa um fascínio aos pesquisadores e curiosos.
CARACTERIZAÇÃO DA FAUNA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES
Para uma avaliação faunística dentro do projeto ” caracterização e diretrizes gerais de uso da região de Chapada dos Guimarães -MT”, seriam necessário no mínimo dois anos de observação para uma conclusão aceitável no meio científico.  A fauna da região da Chapada dos Guimarães constitui-se de elementos provenientes da região Amazônica e das áreas abertas que cercam, os cerrados. Essa região é um dos refúgios pleistôcenicos do Brasil segundo Hafer 1967, tendo por isso, importante valor zoogeográfico. A fauna invertebrada (que compõe bem mais de 90% das espécies animais) tem uma grande tendência de acompanhar os vegetais, dos quais ele depende dos seus alimentos muito específicos, na sua riqueza e abundância. Assim, não é de estranhar que a variedade de invertebrados, especialmente insetos na Chapada de Guimarães é mais rico de que em qualquer outra região neotropical. Em certas épocas menos chuvosas do ano a abundância de insetos e especialmente lepdópteros, é tanta, e sua sede é de tal forma, que chegam a formar verdadeiras pilhas acima de qualquer fonte de umidade, como estrume fresco de vaca; algumas espécies de lepdópteros diurnos ou crepusculares, maiores e muito coloridas, são freqüentemente encontradas no chão dentro da floresta, onde pousam durante horas sugar a umidade das fezes humanas ou caninas. Mais interessante ainda é o fato que esta riqueza é composta de mistura da fauna vinda dos quatros lados da Chapada: das bacias do Rio Amazonas e do Rio Paraguai, dos Andes da Bolívia e do Peru, a da Mata Atlântica Brasileira, através da Chapada Goiana. Assim, forma-se uma zona de transição e polimorfismo que participa dos caracteres zoogeográficos das regiões faunísticas adjacentes, constituindo-se um verdadeiro laboratório contemporâneo de mistura e evolução de espécies e formas. Os estudos genéticos que poderiam ser visualizados dentro de populações polimórficas na Chapada, como por exemplo a do lepdóptero Mechanitis Lysemia que já recebeu o nome de connectens, simbolizando a posição intermediária da população), são quase infinitas e de grande significação evolucionária. É provável que especialistas em quase quaisquer campos da zoologia invertebrada achariam na Chapada uma riqueza e variabilidade excepcional das espécies nos seus grupos de estudos. Do mesmo modo, os vertebrados na Chapada são excepcionalmente abundantes e variados, embora talvez menos que a região do Pantanal. Aves de tamanho médio e grande, inclusive emas, seriemas, gaviões, pica-paus grandes, tucanos e garças, são freqüentemente vistos, e espécies, muito perseguidas em outros lugares como perdizes, mutuns, araras, papaguaios-amazonas, jacus e urus, inhanbus, juritis e outras pombas, fringilídeos cantadores como curiós e bicudos, ainda habitam as matas da Chapadas em quantidade. Uma profusão de plantas e de invertebrados certamente contribui para esta abundância de aves insetívoras ou frugívoras; a cadeia natural de alimento e predação estende-se faz inevitavelmente para cima, nos animais mais evoluídos. Entre os mamíferos comuns na Chapada, sente – se uma falta em macacos (apenas mico e macacos pregos são mais freqüentes); jacarés e onças grandes são infreqüentes hoje em dia. Isto seria esperado numa região biogeográfica. Esta riqueza e variedade são mais evidentes nas plantas e nos invertebrados, mais a região também abriga boas quantidades de animais maiores inclusive algumas espécies já quase extintas no território brasileiro. É de interesse acrescentar que tanto a Serra dos Parecis ao Noroeste da Chapada, como a Serra do Roncador ao Noroeste da Chapada, parecem ser muito pobres em animais e plantas com relação á Chapada dos Guimarães. As razões para este contrastes são desconhecidas. Porém é fácil de verificar que nestas serras faltam regiões acidentadas extensas que são principalmente em mata, como a bacia da cabeceira do Rio Coxipó. Das 100 espécies de mamíferos descritos para o cerrado (Fonseca e Redford, 1986), 41 são roedores, 21 de carnívoros, 13 de marsupiais, 06 de primatas 01 de lagomorfos e 01 de perissodáctilos, agrupados em 67 gêneros. Espécies mais representativas de ocorrência comprovada na área de Chapada dos Guimarães. Didelphis abbiventris Gambá – de orelha branca Didelphis marsupialis Gambá – de orelha preta Philander opussum Cuíca verdadeira Agouti paca Paca Dasyprocta sp Cutia Cavia aperea Preá Hidrochaeris hydrochaeris Capivara Coendou prehensilis Ouriço caxeiro Cerdocyon thous Cachorro do mato comum Chrysocon brachyurus Lobo guará Felis pardalis Jaguatirica Felis yagouroudi Gato maurisco Felis sp Gato do mato Eira barbara Irara Gallictis cuja Furão Nasua nasua Quati Procyon cancrívorus Guaxim Felis Weidi Maracajá Priodontes Maximus Tatu Canastra Dasypus Novencinctus Tatu Galinha Euphractus sexcinctus Tatu peludo Tamanduá tetradactyla Tamanduá mirim Mymecophaga tridactyla Tamanduá – Bandeira Tapirus terrestris Anta Mazama gouazoubira Veado – Catingueiro Mazama sp Veado Tayassu tajacu Cateto Alouatta caraya Bugio preto Cebus apelha Macaco – prego Cellithrix argentada Sagui Felis concolor Onça parda Panthera onca Onça pintada Lutra sp Lontra Ozotocerus bezoarticus Veado-Campineiro Duscyon vetulus Rapozinha
AVIFAUNA
Das 24 ordens registradas no território brasileiro, 20 estão presentes na área de influência direta e compreendem 45 famílias e 220 espécies. Listagem das espécies mais representativas na área de Chapada dos Guimarães.
RÉPTEIS – Na região : Chelonia . Testudinidae é frequente nesta família encontrar os jabotis: Geochilona carbonaria.Gekkonidae – é encontrada em casas e taperas abandonadas, muito frequentes á noite.Iguanidae – da fauna herpetológica de cerrados os iguanídeos tem se destacado com altas ocorrências, cabendo a supremacia dos tropidurus. Nas matas de galeria, ou próximo aos cursos de água, o Iguana iguana é o grande representante desta familia, além de Hoplacercus spinosos e Anoles sp. Sincidae – ainda em áreas sombreadas encontra-se os Mabuya sp. 1.5 – Teidae – dos lagartos terrestres, estes interessantes fossadores são vistos com frequência, principalmente em clareiras onde a espécies Ameiva ameiva é bastante encontrada em áreas de transição com vegetação mais densa.
A fauna ofídica está representada por vários exemplares de Crotalus durissum terrificus e, vale afirmar, que a ocupação maciça do cerrado com exploração agricola tem funcionada como agente concentrador destes importantes Crotalídeos;  O gênero Boa é marcado principalmente pela presença de Boa constrictor, sendo observado muito raramente. Boa constrictor amarali, a Salamdra Epicrates cenochria, cobra de grande beleza.
Consequencias
Muitas espécies estão ameaçadas e, inclusive, que restringe e até mesmo proíbe a comercialização e o tráfico de peles e animais vivos. Entre estes animais, podemos comecar citando o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) que ocupa os cerrados, onde há elevadas concentrações de cupins; certamente, as populações encontram-se em decadência, pois apesar de terem hábitos noturnos, raramente são observadas no ambiente de forma direta, mas comprova-se sua ocorrência através de rastos geralmente visualizados. Outro animal da classe edentada ameaçada de extinção, é o tatu-canastra (Priodontes maximus). O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), apesar de ter a população aparentemente maior que a do taundúa-bandeira, é um animal de diícil visualização. Raríssima de ser observada, a lontra (Lutra Longicaudis) é muito exigente em relação ao seu habitat, não tolerando muitos disturbios ambientais. Sua ocorrência poderá ser comprovada na região das cabeceiras do rio Aricá-Açu. Certamente, os grandes felinos são os animais que mais vêm sofrendo com a ação antrópica, seja pela ocupação indevida das áreas de preferência destes animais seja atividade de caça que cada vez mais ameaça essas populações. A onça-parda (Felis concolor) e a pintada (Panthera onca)possuem populações pequenas, seriamente ameaçadas de extinção, ocorrendo em áreas ainda intocadas, protegidas, contendo matas de galeria. A Jaguatirica (Felis pardalis), encontra-se em vias de desaparecimento;muitas peles de pequenes gatos também vêm sendo encontradas, como o morisco ` (Felis yagouaroundi),de hábitos diurnos o maracajá (Felis weidii) de hábitos noturnos, demonstrando que sofrem uma pressão significativa de caça. Ainda em vias de desaparecimento está o veado-campeiro (Ozoteceras bezoaticus)que, vivendo em areas de cerrado aberto e veredas, é ativamente caçado com o auxílio de cães. Nas bordas dos paredões e até mesmo sobrevoando os céus da pequena cidade, um casal de araras vermelhas (Arachoroptera) passa vocalizando sob nossos cabeças. Outras aves de significativa importância , encontradas na região que abrage os monumentos ecológicos propostos para serem caracterizados neste projeto, são: gavião-real (Harpia harpyja), o mutum (Grax fasciolata), a jacutinga (Pipile pipili) e o gavião-de-penhaço (Spizaetus ornatus). Quando a ictiofauna, levantamentos realizados durante o projeto de pesquisa ecolólica na região do Polonoroeste, efetuados por F. Machado, principalmente nas cabeceiras dos rios Claro e Mutuca. Foi observada uma espécie nova de Leporinus dentre as coletadas e também uma ocorrência difícil de explicar do gênero Pseudocetopsis pertencente á familia Cetopsidae.
Baseado no trabalho de CLAUDIA TASSO CALIL Outubro/89 CUIABÁ MT. JÚLIO DALPONTE ( Biologia-FEMA), ROSÂNGELA E JERRY (estagiários da UFMT).

A Lenda do Urutau

O urutau (Nyctibius griseus), pássaro que em tupi-guarani significa ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco, um galho ou um mourão de cerca. À noite, faz ecoar um canto melancólico, parecido com um lamento humano.
Mede cerca de 37 cm de comprimento, 80 cm de envergadura e pesa entre 160 e 200 g (macho).
Vive em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados e é encontrado da Costa Rica à Argentina.

A Lenda do Urutau encontrado em Barão Geraldo
Em forma de “hu-hu-hu”, que se faz ouvir após o anoitecer, procura, a solidão mais espessa dos bosques, de onde faz desprender a sua voz cheia de lamentos. Para muitos, a sua voz é semelhante ao clamoroso lamento de uma mulher que termina com amortecidos “ais”. O seu canto provoca, portanto, espanto e piedade aos que possam ouvi-lo e é também fantasmagórico. “Meu filho foi, foi, foi” – interpreta o povo.
A par da voz queixosa e plangente, uma quase invisibilidade, confere-lhe o caráter de um ente misterioso. Muitos não o tomam por uma verdadeira ave, mas sim por um ser fantástico, inacessível à mão e aos olhos humanos. Já outros, porém, não duvidam de sua existência, mas consideram-no como um ente enigmático e superior, dotado de muitas qualidades fora das leis naturais, entre elas, o preservar das seduções e a pureza das jovens moças.
Conta-se que antigamente, matavam para esse fim uma dessas aves e tirava-se a pele que era, posteriormente, seca ao sol. Esta servia para os pais sentarem as suas filhas, nos três primeiros dias a partir do início da puberdade. No término desse tempo, as jovens saíam “curadas”, isto é, invulneráveis às tentações das paixões desonestas que as pudessem atrair. As qualidades sobrenaturais deste pássaro destacam-se nas crendices populares. As penas e a pele do urutau são para muitas pessoas bastante milagrosas. Assim, se para muitos o Urutau é, muitas vezes, associado a maus presságios, para outros e, segundo a mitologia Tupi-Guarani, trata-se de uma ave benfeitora (abençoada).
Lenda Guaraní:
Conta a lenda que Nheambiú, uma bela moça, filha do Tuxaua da nação Guarani, se apaixonou profundamente por um bravo guerreiro Tupi chamado Cuimbaé, que havia sido feito prisioneiro pelos Guaranis.
Nheambiú pediu aos seus pais que consentissem no seu casamento com Cuimbaé. Porém, esse e os posteriores pedidos foram terminantemente negados, com a alegação de que Cuimbaé era um Tupi, ou seja, um inimigo mortal dos Guaranis.
Não suportando mais o sofrimento, Nheambiú desapareceu da Taba, causando um enorme alvoroço.
O velho cacique mobilizou então todos os seus guerreiros para que procurassem, por todo o lado, a sua preciosa filha.
Após uma longa busca, a jovem foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, como uma estátua de pedra. Ao vê-la, o pai sacudiu-a, mas ela não deu nenhum sinal de vida.
Então, o seu pai mandou chamar o feiticeiro da tribo, que a examinou dizendo o seguinte ao cacique: – Nheambiú perdeu a fala para sempre; só uma grande dor poderá fazer Nheambiú voltar ao que era.
Então começaram por informar a jovem índia de todas as notícias mais tristes possíveis: a morte do seu pai e a de todos os seus amigos.
No entanto, nada surtiu efeito. A jovem continuou inabalável e intacta.
Então o pajé da tribo aproximou-se e disse: – Cuimbaé acaba de ser morto.
Nesse mesmo instante, o corpo da jovem moça estremeceu todo e ela, soltando repetidos lamentos acabando por desaparecer da mata.
Todos os que ali se encontravam, cheios de dor, acabaram transformados em árvores secas, enquanto Nheambiú se transformou num Urutau ficando a voar, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda do seu grande amor.
Dizem que foi dessa lenda que se originaram algumas superstições populares relativamente ao Urutau.
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Devido à sua existência misteriosa, o Urutau além das lendas era objeto de práticas supersticiosas. Os Guaranis acreditavam que partindo-se as asas e as pernas do pássaro durante a noite, no dia seguinte ele amanhecia perfeito. Segundo algumas crendices indígenas, esta ave noturna revestia-se de atribuições que são inerentes ao Cupido. As penas do Urutau eram eficazes talismãs de amor. Assim sendo, aquele que conduzir uma de suas penas, atrai a simpatia e o desejo do outro sexo; que se consegue qualquer pretensão com a escrita com uma de suas penas. Acreditava-se ainda, que as suas penas e as suas cinzas eram remédios contra doenças.
Há também quem diga que, na Amazônia, há o costume de varrer o chão, sob o véu das noivas, com as penas da cauda do Jurutauí (designação pela qual o Urutau é conhecido nesta região), a fim de se garantir para as futuras esposas todas as virtudes do mundo.
Outra das crenças mais curiosas no poder sobrenatural do Urutau é a que faz referências à sua posição face ao ciclo solar. Quando o sol nasce o pássaro volta a sua cabeça para ele e acompanha-o no seu percurso. Quando o astro caminha para o Poente, começa então a entoar o canto dolorido “U – ru – tau”. Conta-se também que, Couto de Magalhães elevou o Urutau à categoria dos deuses, reservando-lhe o segundo lugar da sua teogonia Tupi. Todas essas considerações, entretanto, levam-nos a classificar o Urutau como um pássaro feérico (mágico), que existe por direito próprio.4

pesquisa em Lendas Brasileiras

Algumas aves do bioma Cerrado

Aves do Cerrado

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Seriema ( arquivo brasil Escola)

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Ema (Rhea americana)

Ema (Rhea americanaAve com peso de aproximadamente 30 kg, sua carne pode ser utilizada como alimento. Essa ave é constantemente encontrada no sistema de campo. Porém, considerando a sua distribuição em outras regiões do mundo, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) atribui a ela o status de espécie quase ameaçada (NT, Near Threatened). Seriema (Cariama cristata). Essa ave possui peso relativo de 2 a 3 kg, transita com maior frequência no subsistema de campo de cerrado. Segundo a IUCN, tal espécie apresenta risco mínimo de extinção (LC, Least Concern). Pavãozinho-do-pará (Eurypyga helias) Possui peso quando adulto de até 500 g e é comum transitar no subsistema de matas ciliares. Segundo a IUCN, também apresenta risco mínimo.

Jaó (Crypturellus undulatus)

Jaó (Crypturellus undulatus) Ave com peso aproximado em fase adulta de 800g, ocorre com maior frequência nos subsistemas de mata e mata ciliar.  Essa espécie apresenta risco mínimo de extinção, segundo a IUCN. Inhambu-xintã (Crypturellus tataupa) Na fase adulta, atinge até 100g, transita com maior frequência nos subsistemas de cerradão, mata e mata ciliar. Também está em risco mínimo de extinção. Inhambu-chororó (Crypturellus parvirostrisAve que possui na fase adulta peso de até 150g, é mais comum encontrá-la nos subsistemas de cerrado, cerradão e mata. Risco mínimo de extinção. Codorna-do-nordeste (Nothura boraquira) Possui peso de aproximadamente 250g quando adulto, transita com mais frequência no subsistema de campo. Status de conservação: risco mínimo de extinção.

Coruja-orelhuda (Asio clamator) unicentro

Coruja-da-igreja, ou suindara (Tyto alba).

Coruja-buraqueira (Athene cunicularia) Ave que pesa na fase adulta 150g, é mais encontrada no subsistema de campo.  Risco mínimo. Caburé (Glaucidium brasilianum)   Na fase adulta, chega a pesar 100g, transita com maior frequência nos subsistemas de cerrado, cerradão e mata.  Risco mínimo.                                                                 Coruja-da-igreja, ou suindara (Tyto alba).     Quando adulta, pesa aproximadamente 400g, é mais encontrada nos subsistemas de campo e cerrado. Risco mínimo. Coruja-orelhuda (Asio clamator)   Quando adulto, chega a pesar até 500g, ocorre nos subsistemas de cerrado, cerradão e mata.  Risco mínimo de extinção. Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) Ave que pesa em sua fase adulta cerca de 1 kg, é mais encontrada nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços, porém pode transitar em todos outros subsistemas do cerrado. Apresenta-se em perigo de extinção. (EN, Endangered) Arara-canindé (Ara ararauna). Peso na idade adulta: 1 kg. Risco mínimo. Arara-vermelha-grande (Ara chloropterusAve que atinge em sua fase adulta peso de aproximadamente 1 kg, transita em todos os subsistemas. Risco mínimo.

Arara-canindé (Ara ararauna)

Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus)

Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva). Pesa, quando adulto, aproximadamente de 300g. Risco mínimo de extinção. Periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma).Ave que possui peso em sua fase adulta de 300g, ocorre nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços e campo. Risco mínimo. Mutum-de-penacho (Crax fasciolata). Peso adulto de cerca de 2 a 3 kg, transita com maior frequência no subsistema de matas ciliares. Risco mínimo.

Jacucaca (Penelope jacucaca)

Jacucaca (Penelope jacucaca). Ave que pesa na fase adulta cerca de 500g, transita com maior frequência nos subsistemas de cerradão e mata.  Encontra-se vulnerável (VU, Vulnerable) Aracuã-do-pantanal (Ortalis canicollis) Peso adulto de 500g, transita principalmente nos subsistemas de matas ciliares, veredas e ambientes alagadiços. Risco mínimo. Pomba-galega (Patagioenas cayennensis) Peso de aproximadamente 200g, ocorre com mais frequência nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços.  Risco mínimo. Pomba-trocal (Patagioenas speciosa).Peso adulto de 200g, ocorre nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços. Risco mínimo. Juriti-pupu (Leptotila verreauxi). Ave que pesa na fase adulta aproximadamente 200g, transita com maior frequência no subsistema de cerrado. Risco mínimo. Pomba-de-bando (Zenaida auriculata) Na fase adulta, pesa 300g, ocorre nos subsistemas de campo, cerrado e cerradão.  Risco mínimo. Tucanuçu (Ramphastos toco). O peso adulto da ave é de aproximadamente 250g, transita com maior frequência no subsistema de campo. Risco mínimo.

Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus)

Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus). Ave com peso, quando adulto, de aproximadamente 250g, é mais encontrado no subsistema de campo. Risco mínimo. Araçari-castanho (Pteroglossus castanotis) Quando adulto, pesa aproximadamente 200g, transita com maior frequência nos subsistemas de cerrado, cerradão, mata e matas ciliares. Risco mínimo. Marreca-de-coleira (Callonetta leucophrys) Ave com peso quando adulto de aproximadamente 1,5 kg, ocorre com maior frequência nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços. Risco mínimo. Asa-branca (Dendrocygna autumnalis). Ave com peso adulto de aproximadamente 1kg, ocorre com maior frequência nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços.  Risco mínimo. Pé-vermelho (Amazonetta brasiliensis) Quando adulto, pesa aproximadamente 1kg, transita com maior frequência nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços. Risco mínimo. Anhuma-poca, ou tachã (Chauna torquata). Ave com peso na fase adulta de aproximadamente 3 a 4 kg, ambos ocorrem nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços.  Risco mínimo.

Curicaca (Theristicus caudatus)

Garça-moura (Ardea cocoi). Pode atingir na fase adulta aproximadamente 3 kg, é mais encontrada nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços.  Risco mínimo. Curicaca (Theristicus caudatus). Ave que pesa na fase adulta aproximadamente 1 kg, transita com maior frequência nos subsistemas de matas ciliares e campo. Risco mínimo.

Edição baseada no trabalho de Eduardo de Freitas. Graduado em Geografia. Equipe Brasil Escola

Animais do Cerrado em Extinção

O Cerrado vêm sofrendo constantes alterações devido as queimadas e desmatamentos, e que também vêm apresentando grande aumento no número de espécies de animais em extinção, dentre as especies de animais do Cerrado em extinção pode-se destacar as seguintes: anta, capivara, tatu-canastra, tatu-bola dentre outros.

O Cerrado é um dos principais biomas brasileiro, e o mesmo abrange grande parte do território do país, sua maior concentração encontra-se na região Centro Oeste. O Cerrado é um bioma que apresenta riqueza tanto em sua fauna, quanto na sua flora, além de apresentar um grande potencial hídrico.

Pesquisadores relatam que cerca de aproximadamente 837 espécies de aves, 180 espécies de répteis, 197 espécies de mamíferos, 113 espécies de anfíbios, além de uma grande diversificação de insetos tenham sido identificados no bioma do Cerrado. E os mesmos relatam que várias espécies de plantas e de animais ainda não tenham sido catalogadas.

Algumas ações do ser humano, veem notoriamente ocasionando/contribuindo no aumento do número de espécies ameaçadas de extinçãonão só no Cerrado, más também em outros biomas. Entre essas ações do ser humano que contribuem para o aumento do número de espécies de animais ameaçados de extinção, destacam-se as seguintes: caça ilegal, contrabando de espécies, queimadas e desmatamento ilegais (afetam e destroem o habitat natural dos animais) dentre outros. Veja a seguir um guia contendo informações sobre algumas das espécies de animais típicas do Cerrado que estão em risco de extinção.

Guia de espécies de animais típicas do Cerrado que estão em risco de extinção:

Nome Cientifico: Tapirus terrestris

Nome Popular: Anta
Nome Cientifico: Tapirus terrestris
Família: Tapiridae
Ordem: Perissodactyla
Peso: Cerca de até 250 kg
Comprimento:
Fêmeas até 2,20 m
Machos até 2,00 m
Altura: Pode chegar a atingir até 1,10 m
Gestação: O período gestacional pode chegar a durar cerca de 335 a 439 dias
Alimentação: Frutos, grama, folhas, plantas aquáticas, brotos e cascas de árvore.

 

Nome Cientifico: H. hydrochaeris

Nome Popular: Capivara

Classificação Científica:
Nome Popular: Capivara
Nome Cientifico: H. hydrochaeris
Família: Hydrochoeridae
Ordem: Rodentia
Reino: Animalia
Classe: Mammalia
Filo: Chordata
Subordem: Hystricognathi
Género: Hydrochoerus

 

ClassificaNome científico: Panthera oncação Científica:
Nome Popular: Onça-pintada
Nome científico: Panthera onca
Família: Felidae
Ordem: Carnivora
Reino: Animalia
Classe: Mammalia
Filo: Chordata
Género: Panthera
Coloração da pelagem: Mesclada de amarelo, branco e preto
Altura: Cerca de aproximadamente 80 cm

Nomes Popular: Tatu-canastraNome científico: Priodontes giganteus

Classificação Científica:
Nome científico: Priodontes giganteus
Nomes populares: Tatu-canastra, tatu-carreta ou tatu-açu
Peso: O tatu-canastra adulto pode chegar a pesar cerca de aproximadamente 60kg

Nome Científico: Tolypeutes tricinctus

Nome Científico: Tolypeutes tricinctus
Nome Popular: Tatu-bola
Comprimento: O tatu-bola mede cerca de aproximadamente 50 centímetros
Alimentação: cupins, artrópodes, formigas, frutos, larvas de insetos e ovos de pequenos répteis.

 

 

Nome Vientífico: Lontra longicaudisOrdem: CarnívoraNome Vientífico: Lontra longicaudis
Nome Popular: Lontra
Família: Mustelidae
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Hábitos alimentares: Carnívora
Habitat: Rios e Lagos

 

Nome Científico: Myrmecophaga tridactyla.Nome Popular: Tamanduá-bandeira

Classificação Científica:
Nome Científico: Myrmecophaga tridactyla.
Nome Popular: Tamanduá-bandeira
Família: Myrmecophagidae
Hábitos alimentares: Insetívoro

 

Nome científico: Ozotocerus bezoarticusNome Popular: Veado-campeiro

Classificação Científica:
Nome científico: Ozotocerus bezoarticus
Nome Popular: Veado-campeiro
Classe: Mammalia
Família: Cervidae
Ordem: Artiodactyla

 

Nome Cientifico: Crotalus durissus
Nome Cientifico: Crotalus durissus
Nome Popular: Cobra Cascavel
Família: Viperidae
Filo: Chordata
Reino: Animalia
Ordem: Squamata
Classe: Reptilia

Nome Cientifico: Micrurus corallinusNome Popular: Cobra Coral Verdadeira

Classificação Científica:
Nome cientifico: Micrurus corallinus
Nome Popular: Cobra Coral Verdadeira
Família: Elapidae
Ordem: Serpentes
Filo: Chordata
Reino: Animalia
Classe: Reptilia

Além dessas espécies, algumas outras também correm risco de extinção no Cerrado, sendo elas:

Queixada, Lobo-guará, Paca, Jaguatirica, Cateto, Gambá, Onça-parda, Preá, Teiú, Cachorro-do-mato, Calango, Preguiça, Cobra-cipó, Sauá, Jiboia, Guariba,  Cobra-coral falsa, Jararaca, Urutu , dentre outros.

Fonte: http://www.dicasfree.com/animais-do-cerrado-em-extincao/#ixzz3SVobZmLS

Estudos e incertezas sobre o cerrado

Histórias evolutivas divergentes dão formas distintas às savanas atuais e afetam possíveis respostas a mudanças climáticas

A fauna de grande porte, como estas manadas de zebras  e gnus no Parque Nacional de Ngorongoro, na Tanzânia, reduz  a campo parte da paisagem africana

A fauna de grande porte, como estas manadas de zebras e gnus no Parque Nacional de Ngorongoro, na Tanzânia, reduz a campo parte da paisagem africana

Árvores pequenas e retorcidas, às vezes com a casca dos troncos transformada em carvão pela passagem do fogo, em meio a um tapete de capim. Quem já viu logo reconhece o cerrado, a savana brasileira. Na África e na Austrália, os dois outros continentes em que o bioma é característico, as savanas formam paisagens muito parecidas. Mas a semelhança é superficial, já que o cerrado tem uma biodiversidade maior a ponto de estar na lista de 34 áreas no mundo com maior riqueza de espécies, e sob ameaça de extinção – os hotspots.

A novidade é que as savanas dos três continentes também diferem em como respondem ao fogo, à umidade e à temperatura, conforme um grupo internacional, com a participação de brasileiros, mostrou em janeiro na revista Science a partir de dados compilados em mais de 100 estudos realizados em 2.154 áreas de savana na América do Sul, na África e na Austrália.

Além da importância para compreender o funcionamento desse ambiente, os achados são essenciais para a criação de modelos que prevejam a reação das savanas às mudanças climáticas e estimem a sua capacidade de amenizar essas alterações ao remover carbono do ar.
“Conseguimos ver um papel aparente da história evolutiva na determinação da dinâmica contemporânea do bioma”, diz Caroline Lehmann, da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Essa visão mais abrangente é para ela a conclusão mais empolgante do trabalho que coordenou. As diferenças parecem acontecer porque a savana é relativamente jovem: deve ter surgido entre 3 milhões e 8 milhões de anos atrás. Nessa época, os continentes já estavam separados havia um bom tempo e suas floras e faunas tinham acumulado diferenças marcantes. As espécies de árvores presentes, com uma dominância de mirtáceas (família que inclui a pitanga, a goiaba, a jabuticaba e o eucalipto) na Austrália e de leguminosas na África, são distintas em fenologia – a periodicidade com que produzem flores e frutos –,resistência ao fogo, crescimento e arquitetura. Já o cerrado, a mais diversa das savanas, não tem uma família botânica predominante.

Um olhar mais atento sobre os fatores ambientais que regem esses ecossistemas revelou que eles estão por trás de diferenças funcionais. Na África e na Austrália, as chuvas e a temperatura têm um efeito forte em aumentar a frequência do fogo, já que propiciam o crescimento de capins. Em menor intensidade, esses fatores também afetam o tamanho das árvores. Na América do Sul essas relações são muito fracas, tanto no Brasil como na Venezuela, onde também há vegetação savânica. A variação de um continente para o outro surpreendeu os pesquisadores, que esperavam uma homogeneidade maior. “Em retrospecto, parece bastante óbvio quando se considera a diversidade na arquitetura e na fenologia das árvores nessas regiões”, reflete Caroline.

Com pouca água para agricultura, na Austrália as savanas são mais preservadas

Com pouca água para agricultura, na Austrália as savanas são mais preservadas

O importante é que essa variação significa que não é possível usar um único modelo para prever qual será, por exemplo, a biomassa de árvores em determinadas condições ambientais, ou como a vegetação reagirá a mudanças na temperatura global. Uma particularidade do cerrado é ter evoluído num ambiente mais úmido do que as outras savanas. “Nos outros continentes, sob o mesmo clima em que aqui há cerrado, já haveria floresta”, exemplifica a engenheira florestal Giselda Durigan, do Instituto Florestal do Estado de São Paulo em Assis, interior paulista, coautora do estudo.

As particularidades da África também se devem à grande variedade de herbívoros de tamanho avantajado – como elefantes, antílopes ou zebras, com suas manadas populosas – cuja voracidade vegetariana impede a sobrevivência das mudas de árvores e torna muito mais comum o campo dominado por capins.

“A ausência da megafauna na América do Sul é em grande parte responsável pela diversidade do cerrado”, diz Giselda.

Sem os grandes herbívoros – aqui muitas vezes representados pelo gado –, o que mantém aberta a fisionomia do cerrado é o fogo. Quando não há queimadas, as árvores crescem, se multiplicam e inibem a germinação e o desenvolvimento de espécies endêmicas, que não toleram a sombra. Sem fogo e sem pastejo, o próprio capim pode prejudicar os brotos que precisam de luz. Um exemplo de como a fauna e as queimadas são parte integrante do ecossistema apareceu na pesquisa que Giselda vem realizando na Estação Ecológica de Santa Bárbara, no interior paulista. Ela encontrou uma planta com menos de 10 centímetros de altura que descobriu ser um exemplar de Galium humile, da família do café, uma espécie que não era coletada no estado desde 1918. O curioso é que o achado se deu justamente numa área que nas últimas décadas foi muito sujeita a incêndios e ao uso como pastagem. “A flora e a fauna do cerrado dependem da passagem do fogo”, alerta Giselda. “No Brasil vamos ter que aprender a usá-lo como ferramenta de manejo, agora que a lei prevê a prática para o bem do ecossistema.”

Investigações como a do grupo de Giselda foram a base para o artigo publicado na Science, que reúne dados de muitos outros grupos de pesquisa. “É um tipo de estudo que ganha em abrangência, mas perde em detalhe”, comenta Giselda. Ela foi convidada para a reunião na Austrália que formou o grupo de trabalho em 2009, mas não pôde participar por conflitos de agenda: estava naquele país no mesmo momento, mas em outro evento. A única representante brasileira era, por isso, a engenheira florestal Jeanine Felfili, da Universidade de Brasília (UnB). Mas logo em seguida Jeanine não sobreviveu a um acidente vascular cerebral, e parte de sua contribuição foi concretizada por Ricardo Haidar, à época seu estudante de mestrado. Mesmo assim, em 2013 uma primeira versão do artigo foi recusada pela revista por ter poucos dados sul-americanos. Caroline então procurou Giselda, que nesse momento não só estava disponível como acabara de participar de um extenso levantamento sobre o cerrado e tinha todos os dados necessários na cabeça e no computador. “Muitos dos dados estavam em artigos em português ou mesmo ainda em teses”, conta a brasileira. Por isso, na prática eram invisíveis para os estrangeiros.

De olho no futuro

Com a sua contribuição o estudo se tornou mais representativo, com modelos estatísticos mais robustos para estimar o efeito de cada uma das variáveis sobre a biomassa da savana. Esses modelos também buscam prever o que pode acontecer com o porte das savanas diante das mudanças previstas no clima das próximas décadas. Ao considerar um aumento de quatro graus Celsius (°C) na média anual de temperatura, o estudo mostrou diferenças marcantes entre os modelos globais e regionais de alteração na biomassa das savanas. Na África, por exemplo, o modelo que não distingue continentes prevê uma leve redução na biomassa, enquanto o específico indica que haverá um aumento. Para a América do Sul, o modelo regional prevê, nesse cenário, uma redução de biomassa bem maior do que aquela prevista pela simulação global.

As cascas espessas das árvores do cerrado são essenciais para resistir ao fogo

As cascas espessas das árvores do cerrado são essenciais para resistir ao fogo

 “Os mapas de biomassa prevista derivados de nossos modelos estatísticos são adequados para propósitos ilustrativos”, relativiza Caroline. “Mas, na verdade, as pessoas exercem uma influência enorme nos padrões atuais de biomassa por meio de desmatamento, agricultura, pecuária e derrubada seletiva.” Ela imagina, por isso, que haja bastante descompasso entre as previsões dos modelos e o que realmente acontece. E destaca o cerrado, que tem passado por transformações muito mais extensas do que as outras savanas, devido ao uso para a agropecuária, e já perdeu quase metade de seu território.

Mas antecipar o que as mudanças ambientais causarão nas savanas ainda é impossível, não só pela incerteza quanto ao que acontecerá no clima de cada continente. O problema é especialmente complexo para esses ecossistemas por sua enorme diversidade entre os continentes e dentro de cada um deles. O estudo se concentrou nas savanas mais típicas, que têm uma divisão mais ou menos equilibrada entre árvores e capins. Mas em cada um dos continentes o bioma pode ser desde um capinzal até uma floresta mais densa de árvores altas, com um estrato herbáceo esparso. “O aumento nas concentrações de CO2 atmosférico deve afetar de forma diferente os capins tropicais e as árvores, mudando o equilíbrio competitivo entre essas plantas centrais do sistema”, explica Caroline. Os efeitos serão variáveis conforme a região. “Posso dizer que nossa falta de compreensão de como os sistemas de savana podem responder à mudança climática é uma falha de conhecimento crítica que deveria ser levada a sério.” Para ela as savanas, que cobrem cerca de 20% da superfície terrestre do planeta, devem ser estudadas com tanto afinco quanto a Amazônia e outras florestas tropicais.
Intrigada com a relação fraca entre as variações de temperatura e chuva e a vegetação do cerrado, Giselda acredita que encontrará respostas abaixo da superfície. As características físicas do solo têm forte influência sobre a disponibilidade de água para as plantas, que precisam dessas reservas para enfrentar os períodos de estiagem. “Quando o solo é argiloso, uma seca de quatro meses é sentida pelas plantas como se durasse apenas dois meses”, explica. Isso acontece porque a argila consegue reter água em maior quantidade e por mais tempo do que a areia. “Mas quando há argila demais a água fica retida de tal maneira que as plantas não conseguem captar.” As condições ideais para o desenvolvimento das plantas, portanto, envolvem um equilíbrio sutil dos componentes do solo, que é mais variável de um ponto a outro do cerrado do que nas outras savanas.

Os modelos produzidos no estudo da Science para estudar a relação entre fatores ambientais e a biomassa arbórea levaram em conta os teores de carbono e de areia numa camada de 50 centímetros de profundidade. O carbono serve como medida da matéria orgânica ou do conteúdo em nutrientes do solo, e a areia como estimativa de sua capacidade de retenção de água. Mas esses indicadores são insuficientes, de acordo com Giselda, e foram escolhidos por estarem disponíveis sobre as savanas de todo o planeta.
Ao dar indicações das variáveis ambientais importantes para as savanas, o estudo aponta direções importantes para trabalhos futuros. Giselda imagina o que seria necessário para se ter uma compreensão melhor da complexa relação entre o solo, o clima e o cerrado: uma rede de pesquisa com grupos trabalhando em toda a extensão do bioma, cavando trincheiras em várias profundidades para examinar o solo e relacionar suas propriedades com o porte e outras características da vegetação.

Artigo científico
 
LEHMANN, C. E. R. et al. Savanna vegetation-fire-climate relationships differ among continents. Science. v. 343, n. 6.170, p. 548-52. 31 jan. 201

Pequeno ensaio dos mamiferos do cerrado

O Cerrado é uma vegetação predominante em grande parte do território brasileiro. Já chegou a ocupar um quarto da área do país, cobrindo dez estados, mas hoje resta menos de 20% dessa totalidade. A presença das três bacias hidrográficas, que são as maiores da América do Sul, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata, favorecem a biodiversidade da fauna e flora. A partir desses dados, vamos restringir o foco de observação e análise na zoogeografia do Cerrado, ou seja, o potencial faunístico desse domínio fantástico. A seguir veremos uma série de animais mamíferos que transitam nos variados subsistemas do Cerrado:

 

Anta (Tapirus terrestris) Peso adulto entre 140 a 250 kg, está presente em todos os subsistemas do Cerrado, embora se encontre com maior frequência em subsistemas de veredas e ambientes alagadiços e matas ciliares. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), essa espécie encontra-se vulnerável (VU,Vulnerable).

Ariranha (Pteronura brasiliensis) Peso adulto de 20 kg, transita em mata ciliar. Segundo a IUCN, encontra-se em perigo (EM, Endangered).

Bugio-preto ou guariba (Alouatta caraya) Peso adulto: 8 a 10 kg. Apresenta-se no subsistema de mata ciliar. Segundo a IUCN, está em risco mínimo de extinção (LC, Least Concern).

 

 

 

 

 

 

 

 

Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous)Cachorro-do-matoPeso adulto: 8 kg. Transita no subsistema de campo e cerrado. Segundo a IUCN, também está em risco mínimo de extinção.

 

Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris). Peso adulto: 60 a 70 kg. Apresenta-se nos subsistemas de veredas e ambientes alagadiços, bem como em matas ciliares. Risco mínimo de extinção.

Cangambám ou Jaratataca (Conepatus semistriatus) Peso adulto: 1 kg. Transita nos subsistemas de campo e cerrado. Risco mínimo de extinção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cervo (Blastocerus dichotomus) Peso adulto: 100 kg. Apresenta-se com maior frequência nos subsistemas de campo, veredas e ambientes alagadiços, mata e mata ciliar. Segundo a IUCN, vulnerável (VU, Vulnerable).

Cuíca (Philander opossum) Peso adulto: 4 kg. Transita em todos os subsistemas. Risco mínimo de extinção.

 

 

Gambá (Didelphis albiventris) Peso adulto: 1 kg. Transita nos subsistemas cerradão e mata. Risco mínimo de extinção.

Gato-maracajá (Leopardus wiedii) Peso adulto: 6 kg. Transita na mata. Segundo a IUCN, é uma espécie quase ameaçada (NT, Near Threatened).

 

 

Gato-mourisco (Puma yagouaroundi) Peso adulto: 10 kg. Transita nas veredas e em ambientes alagadiços. Risco mínimo de extinção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gato-palheiro (Leopardus colocolo) Peso adulto: 3 kg. Transita no subsistema de cerrado. Espécie quase ameaçada (NT, Near Threatened).

 

 

Irara (Eira barbara) Peso adulto: 8 kg. Transita nos subsistemas de mata e mata ciliar. Risco mínimo de extinção.

 

 

 

 

 

Jaguatirica (Leopardus pardalis) Peso adulto: 15 kg. Apresenta-se no cerrado, cerradão, mata e mata ciliar. Risco mínimo de extinção.

 

 

 

Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) Peso adulto: 20 kg. Transita nos subsistemas de campo, cerrado e mata ciliar. Espécie quase ameaçada (NT, Near Threatened).

 

 

 

 

 

 

 

 

Lontra (Lontra longicaudis) Peso adulto: 10 kg. Transita na mata ciliar. Dados insuficientes relativos ao seu status de conservação (DD, Data Deficient).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mão-pelada (Procyon cancrivorus) Peso adulto: 15 kg. Transita no subsistema de mata ciliar. Risco mínimo de extinção.

Onça-pintada (Panthera onca) Peso adulto: 80 a 100 kg. Transita nos subsistemas de cerradão, mata e mata ciliar. Espécie quase ameaçada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ouriço-cacheiro (Coendou prehensilis) Peso adulto: 6 a 8 kg. Transita no cerradão, mata, mata ciliar, veredas e ambientes alagadiços. Risco mínimo de extinção.

 

Ouriço-cacheiro (Coendou prehensilis) Peso adulto: 6 a 8 kg. Transita no cerradão, mata, mata ciliar, veredas e ambientes alagadiços. Risco mínimo de extinção.

 

 

Porco-do-mato, ou queixada (Tayassu pecari) Peso adulto: 35 a 40 kg. Transita pelos subsistemas do cerrado, cerradão, mata e mata ciliar. Espécie quase ameaçada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quati (Nasua nasua) Peso adulto: 5 kg. Transita nos subsistemas de cerradão e mata. Risco mínimo de extinção.

 

 

 

 

 

 

Raposa-do-campo (Pseudalopex vetulus) Peso adulto: 8 kg. Transita no subsistema de campo. Risco mínimo de extinção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Suçuarana (Puma concolor) Peso adulto: 60 kg. Apresenta-se nos subsistemas de campo, cerrado, cerradão, mata e mata ciliar. Risco mínimo de extinção.

 

 

Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) Peso adulto: 25 a 30 kg. Transita em subsistema de campo e cerrado. Situação da espécie: vulnerável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) Peso adulto: 5 a 8 kg. Transita em todos os subsistemas, mas apresenta-se com maior frequência no campo. Risco mínimo de extinção.

 

Tatu-canastra (Priodontes maximus) Peso adulto: 30 kg. É encontrado nos subsistemas de campo, cerrado, cerradão e mata ciliar. Situação da espécie: vulnerável.

 

Tatupeba (Euphractus sexcinctus) Peso adulto: 3 a 4 kg. Transita em campo e cerrado. Risco mínimo de extinção.

 

Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) Peso adulto: 2 a 3 kg. Transita nos subsistemas de campo e cerrado. Situação da espécie: vulnerável.

 

Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) Peso adulto: 6 a 8 kg. Transita no subsistema de campo, cerrado, cerradão e mata ciliar. Risco mínimo de extinção.

Tatu-rabo-mole (Cabassous unicinctus) Peso adulto: 3 kg. Apresenta-se em subsistemas de campo e cerrado. Risco mínimo de extinção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veado-catingueiro (Mazama gouazoubira) Peso adulto: 20 kg. Transita no subsistema do cerradão, mata e mata ciliar. Risco mínimo de extinção.

Veado-mateiro (Mazama americana) Peso adulto: 25 a 30 kg. Transita no subsistema de cerradão, mata e mata ciliar. Não possui dados suficientes para avaliar seu status de conservação.

 

Elaborado por Eduardo de Freitas Graduado em Geografia

A Contribuição Ambiental da Formiga Saúva

Formiga saúva
Cultivo do fungo -  Casa das Saúvas
 
Apenas dois gêneros de animais foram espertos o bastante para fugir às incertezas da vida e garantir a sobrevivência por meio daquilo que semeiam e colhem. O primeiro é definitivamente um novato. Existe há pouco mais de 2 milhões de anos, é o Homo sapiens sapiens. Em comparação, seu formidável concorrente existe há um tempo que se mede na casa dos 100 milhões de anos, trouxe praticamente do berço as técnicas agrícolas e se multiplicou em quarenta espécies sobre a Terra.
São as saúvas, que aprenderam a cultivar um fungo sobre um canteiro de folhas cortadas, para depois usá-lo como alimento. Por isso, muitos entomologistas, estudiosos de insetos, as consideram os mais avançados animais dessa categoria — talvez mais que as abelhas, suas primas.
Não é à toa que saúvas e abelhas têm tanta importância no mundo moderno. Ambas são tataranetas de um inseto genial, que há mais de 200 milhões de anos descobriu um meio de colonizar o subsolo. Este era, então, um vasto e inexplorado ambiente, apenas à espera de um aventureiro que o ocupasse.
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Mas fazer ninho em tal lugar significava nada menos que oferecer a prole à inexorável carnificina de fungos, bactérias e outros microorganismos que ocupavam o lugar desde tempos imemoriais. A menos que se tivesse um bom desinfetante à mão — e foi isso que descobriram os ancestrais de formigas, abelhas e vespas, coletivamente chamados himenópteros.
Contemporâneos dos dinossauros, os antigos himenópteros guardavam remota semelhança com os seus descendentes. Logo após a invenção do anti-séptico do solo, eles começaram a se transformar rapidamente. E quando se toma consciência do resultado é difícil evitar a sensação de que o planeta, em boa parte, pertence a eles, por mais desagradável que isso soe aos ouvidos humanos. É chocante perceber que as formigas não são pragas — como ensina o geneticista americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. “Se elas desaparecessem, centenas de milhares de espécies seriam extintas e muitos ecossistemas ficariam perigosamente desestabilizados.”
Fonte:
Fotos : Prof. Dr. Luiz Carlos Forti – UNESP Botucatu
Revista Super Interessante
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O berço das águas corre perigo

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