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Florestania e Cerradania

Contagem regressiva para mais uma expedição no vale, Vale do Guaporé ou Itenez para os povos Bolivianos.

Barco Hotel Rey na Pousada do Reanato ( Pimenteiras)

Barco Hotel Rey na Pousada do Renato (Pimenteiras)


Uma pausa nos trabalhos com a Cerradania, para mergulhar um pouco na origem da minha vida com a Florestania. Retorno com muita alegria a um dos locais mais fantásticos que pude desfrutar. Sou Matogrossense, legítimo guri das beiras do Rio Santana ( Nortelândia) que contribui com as águas do Rio Paraguai e segue rumo ao Pantanal. Bem próximo da minha casa o nascedouro do Rio Guaporé que segue o rumo da Amazônia, por Rondônia, e por este caminho eu trilhei parte da trajetória de minha carreira profissional. Nem muito distante seguindo algumas léguas e subindo a Chapada dos Guimarães nos deparamos com a exuberante natureza do cerrado. Onde tudo por lá é grandioso… To assim emocionado, pra reviver novamente, mesmo que por pouco tempo, a passagem de contribuição aos três biomas: Floresta Amazônia, Pantanal e Cerrado.
Costumo repetir que os rumos são traçados pelo norte e seguimos o destino reservado para ser vivido na intensidade do possível com as boas recordações do passado e um presente intenso de querer e ser feliz. Afinal, não existe distancia pra quem sabe remar, no remanso da travessia e seguindo o que o remo dá, enfrentando os desafios, mas firme seguindo o que foi reservado pra ser vivido.
Coisas de convivência com Renato da Pousada e do Barco Rey em Pimenteiras, incansável militante da preservação das espécies aquáticas do Rio Guaporé, Renato Pereira destaque na importância da fiscalização permanente na bacia hidrográfica do Rio Guaporé. Entre outras coisas, aprendi que sal e fósforo são suficientes pra sobreviver em uma pescaria dos ribeirinhos; podemos retirar iscas vivas de peixe, apenas usando fígado de peixe e um pedaçinho de linha; assisti ao espetáculo do ataque dos Botos com o Puraquê; apanhação de Açai, só de ver; sonhei com a festa do Boto Cor de Rosa e o Tucuxi; Escrevi algo sobre o canoeiro do Guaporé.
No norte, tudo é intenso sol, chuva, friagem e impressiona a simplicidade de vida dos ribeirinhos do vale. Não é possível descrever o quão belo é o passeio, diante de tanta beleza: pescar é bom, porem, apenas um detalhe para quem pode sintetizar na alma a emoção de estar por lá. Eu vou e volto pra contar um pouquinho mais dessa história, que não findará. Sem me importar se haverá interrupção, afinal a gota d’água do rio segue o seu rumo sem se importar com os obstáculos. E, se ocorrer interrupção, vou me lembrar que percorri muitos caminhos e que lindos caminhos.
Um pouquinho do Rio Guaporé
Nasce no Mato Grosso, na Serra dos Parecis, no Estado de Rondônia o rio Guaporé é um dos locais mais bonitos e piscosos da região Norte do País. Tem cerca de 1400 quilômetros de extensão. Na maior parte de seu percurso funciona como linha divisória entre o Brasil e a Bolívia, e deságua no rio Mamoré.
Zona de transição natural entre as bacias do Prata e Amazônica, com a existência de um ecossistema extremamente rico. Composto por igarapés, matas densas e uma série de baías, que fornecem condições formidáveis para o desenvolvimento da vida nas mais diversas formas.
A pescaria pode ser feita a partir de pousadas ou barcos-hotel que saem desses municípios rumo a cenários espetaculares. É perceptivo a diferença do nível de preservação entre as duas margens do rio. No lado boliviano, a existência do Parque Noel Koempf Mercado que garante paisagens intocadas e afluentes piscosos, como o rio Verde. As cheias, por exemplo, são a época boa para pescar a corvina e o apapá (peixe-novo) é uma das belas espécies de escama dos rios brasileiros. Apesar de demonstrar grande agressividade no ataque a iscas naturais e artificiais, é um desafio mantê-lo fisgado no anzol, devido à dureza de sua boca.
Durante a seca, chama atenção a abundância de tucunarés nas baías e remansos do rio. Sem exagero, quando as águas estão baixas, é possível capturar num único dia centenas de tucunarés-pitanga, chamados de amarelinhos, pinimas ou popócas.
Além disso, o Guaporé é um dos poucos rios brasileiros que ainda abrigam grandes tambaquis e pirapitingas. Uma das iscas mais bem cotadas para atrair esses peixes redondos é o minhocuçú.
Iniciaremos o trajeto no Barco Hotel Rey a partir da pousada do Renato, na histórica região do Santa Cruz (Pimenteiras) com destino a Laranjeiras. Tudo encanta e sopra o pequeno canto de desfrutar da beleza impar do Vale que vale muito mais que um rio um complexo de cultura e beleza natural do Guaporé. Assim, gosto de narrar esse universo:
Oh, luz do luar me leva contigo pra passear. Oh, raio de sol aquece meu corpo e também e o meu coração. Minha rua é meu rio,o meu carro o batelão, o meu boto tucuxi, minha estrela. Minha rua é meu rio,o meu carro o batelão, o meu boto cor-de-rosa, meu amor minha paixão.

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Os monumentos ecológicos na Chapada dos Guimarães

Um registro muito interessante da riqueza da nossa biodiversdidade.
Em Chapada dos Guimarães, a situação natural presente, é o resultado de uma interação de fatores, sendo que o ” status ” da fauna, depende de atributos geomorfológicos, climáticos, hídricos, edafológicos e vegetacionais.
chapada dos guimarães
A ocupação desordenada feita por atividades agropastoris e mesmo a crescente visitação turística, estão modificando drasticamente os habitats naturais e provocando um declínio acentuado da diversidade biológica.
No entanto,é de fundamental importância que somente em condições ecológicas, com a aplicação de técnicas de ocupação racional adequada à cada tipo característico de ambiente será possível entender o significado evolutivo e adaptativo da fauna silvestre e do ambiente que lhe dá suporte.
METODOLOGIA
A equipe de fauna visitou 13 dos 23 pontos denominados como ” Monumentos Ecológicos” entre eles: Córrego dos Médicos, Cachoeiras do Córrego Independência, Casa de Pedra, Atmã, Buriti, Monjolo dos Padres, Salgadeira, Aricá-Açu, Refúgio de Fauna, Aroê-Jari, Cambambe, Jamacá.
Devido ao curto tempo de permanência em cada um destes pontos, foi necessário adotar uma metodologia adequada e que fosse a mais eficiente possível para obter informações sobre a fauna de cada um dos pontos. Foi elaborado um questionário para ser aplicado aos moradores residentes nas proximidades dos locais a serem caracterizados, com a finalidade de levantar o máximo de informações possíveis.
Adotou-se como metodologia formas diretas e indiretas de observações feitas pela equipe. Para isso, foram traçados transectos aleatórios que procuraram cobrir a maior parte possível das áreas em estudo, seguindo as mais diversas direções. Durante o percurso, a avifauna foi observada e identificada ” in loco ” segundo FRISH (1981) e DUNNING (1882). Para mamíferos as observações tornaram-se mais difíceis, uma vez que a maioria deles possuem hábitos discretos, tendo atividades crepusculares e noturnos, no entanto, os rastros, pegadas e fezes podem fornecer uma identificação muitas vezes até mesmo a nível de espécie. Para auxiliar a identificação dos mamíferos em campo utilizou-se um guia de pegadas BECKER & DALPONTE.
Após os trabalhos efetuados em campo, foram elaboradas as tabelas quais contém informações sobre a fauna de Chapada dos Guimarães, agrupadas por monumentos ecológicos (áreas especificamente caracterizadas) e também por influências fitosionomicas.
RESULTADOS
Os resultados gerais estão apresentados, onde as espécies observadas são descritas por Monumentos Ecológicos e tipos de ambientes.
Muitas espécies existentes na região da Chapada dos Guimarães estão ameaçadas, inclusive, que restringe e até mesmo proíbe a comercialização e limita o tráfico de peles e animais vivos. Entre estes animais, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) que ocupa os cerrados onde contém áreas com elevadas concentrações de cupins; certamente, as populações encontram-se em decadência, pois apesar de terem hábitos noturnos, raramente são observados no ambiente de forma direta, mas com comprovação de sua ocorrência, pois seus rastros geralmente são visualizados. Outro animal da classe Edentata, ameaçado de extinção, é o tatu-canastra (Priodontes maximus), que habita áreas florestadas e de mata ciliar, sua presença não é comprovada de forma direta mas há indícios de ocorrência ao sul de Chapada dos Guimarães em direção às florestas de transição na morraria de São Vicente.
O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), apesar de ter a população aparentemente maior que a do tamanduá-bandeira, é um animal de difícil visualização, mas de ocorrência comprovada em áreas de significativa importância, tal como a fazenda Buriti. É um animal considerado de topo de cadeia alimentar, necessitando de extensas áreas de cerrado para a alimentação, e mata de galeria para abrigar-se durante o dia, uma vez que possuem hábitos predominantemente crepusculares e noturnos. Raríssima de ser observada, a lontra (Luta Longicaldis) é muito exigente em relação ao seu habitat, não tolerando muitos distúrbios ambientais. Sua ocorrência poderá ser comprovada na região das cabeceiras do rio Aricá-Açu.
Certamente, os grandes felinos, são os animais que mais vem sofrendo com ação antrópica, seja pela ocupação indevida das áreas de preferência destes animais, ou pela atividade de caça que cada vez mais ameaça às devidas populações. A onça parda (Felis concolor) e a pintada (Pantera onça) possuem populações pequenas, seriamente ameaçadas de extinção, ocorrendo em áreas ainda intocadas, protegidas, contendo matas de galeria. A jaguatirica ( Felis pardalis), de hábito predominantemente noturno, encontra-se em vias de desaparecimento; muitas peles de pequenos gatos também vem sendo encontradas, como o mourisco (Felis yaguarundi), de hábitos diurnos, o maracajá (Felis weidii) de hábitos noturnos, demonstrando que sofrem uma pressão significativa de caça.
Ainda em vias de desaparecimento, em Chapada dos Guimarães, está o veado campeiro, (Ozotecerus bezoaticus) que, vivendo em áreas de cerrado aberto e veredas, são ativamente caçados com o auxílio de cães.
Quando a avifauna, não há quem não fique extasiado quando, apreciando a cachoeira Véu de Noiva, nas bordas dos paredões, um casal de araras vermelhas (Ara clorotera) passa vocalizando sob nossas cabeças. Para uma melhor preservação desta espécie, devem ser efetuados estudos para definir o local de forrageamento e uma racionalização quanto ao processo de ocupação das matas. Outras aves, encontradas na região: são o gavião-real (Harpia harpyjia), o Mutum (Crapias fasciolata), a jacutinga (pipili) e o gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus).
Os principais representantes do grupo de Répteis existentes na Chapada dos Guimarães, não foram feitos por levantamentos específicos para répteis, as informações obtidas baseou-se em referências bibliográficas e comunicações pessoais.
Quanto a ictiofauna, levantamentos efetuados por MACHADO, principalmente nas cabeceiras do Rio Claro e Mutuca. Foi observado uma espécie nova de Leporinus dentre as coletadas e também, uma ocorrência difícil de explicar do gênero, Pseudo cetopsis, pertencente à família cetopsidal.
FAUNA
CARACTERIZAÇÃO DA FAUNA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES. Tornou-se inviável um levantamento fidedígno, já que esta área de pesquisa diferencia-se das demais pelo fato destes espécimes possuírem grande deslocamentos. Para uma avaliação faunística dentro do projeto, seriam necessário no mínimo dois anos de observação para uma conclusão aceitável no meio científico.
Diante destes fatos, tornou-se mais coerente uma revisão, Bibliográfica, e foi possível compilar informações a respeito da fauna local. Corroborando estes dados estão as informações dos moradores e freqüentadores locais.
FAUNA DA CHAPADA DOS GUIMARÃES
A fauna da região da Chapada dos Guimarães constitui-se de elementos provenientes da região Amazônica e das áreas abertas que cercam, os cerrados. Essa região é um dos refúgios pleistôcenicos do Brasil segundo Hafer 1967, tendo por isso, importante valor zoogeográfico.
A fauna invertebrada (que compõe bem mais de 90% das espécies animais) tem uma grande tendência de acompanhar os vegetais, dos quais ele depende dos seus alimentos muito específicos, na sua riqueza e abundância. Assim, não é de estranhar que a variedade de invertebrados, especialmente insetos na Chapada de Guimarães é mais rico de que em qualquer outra região neotropical. Em certas épocas menos chuvosas do ano a abundância de insetos e especialmente lepdópteros, é tanta, e sua sede é de tal forma, que chegam a formar verdadeiras pilhas acima de qualquer fonte de umidade, como estrume fresco de vaca; algumas espécies de lepdópteros diurnos ou crepusculares, maiores e muito coloridas, são freqüentemente encontradas no chão dentro da floresta, onde pousam durante horas sugar a umidade das fezes humanas ou caninas.
Mais interessante ainda é o fato que esta riqueza é composta de mistura da fauna vinda dos quatros lados da Chapada: das bacias do Rio Amazonas e do Rio Paraguai, dos Andes da Bolívia e do Peru, a da Mata Atlântica Brasileira, através da Chapada Goiana. Assim, forma-se uma zona de transição e polimorfismo que participa dos caracteres zoogeográficos das regiões faunísticas adjacentes, constituindo-se um verdadeiro laboratório contemporâneo de mistura e evolução de espécies e formas. Os estudos genéticos que poderiam ser visualizados dentro de populações polimórficas na Chapada, como por exemplo a do lepdóptero Mechanitis Lysemia que já recebeu o nome de connectens, simbolizando a posição intermediária da população), são quase infinitas e de grande significação evolucionária.
Do mesmo modo, os vertebrados na Chapada são excepcionalmente abundantes e variados. Aves de tamanho médio e grande, inclusive emas, seriemas, gaviões, pica-paus grandes, tucanos e garças, são freqüentemente vistos, e espécies, muito perseguidas em outros lugares como perdizes, mutuns, araras, papaguaios-amazonas, jacus e urus, inhanbus, juritis e outras pombas, fringilídeos cantadores como curiós e bicudos, ainda habitam as matas da Chapadas em quantidade. Uma profusão de plantas e de invertebrados certamente contribui para esta abundância de aves insetívoras ou frugívoras; a cadeia natural de alimento e predação estende-se faz inevitavelmente para cima, nos animais mais evoluídos.
Entre os mamíferos comuns na Chapada, sente – se uma falta em macacos (apenas mico e macacos pregos são mais freqüentes); jacarés e onças grandes são infreqüentes hoje em dia. Isto seria esperado numa região biogeográfica.
É de interesse acrescentar que tanto a Serra dos Parecis ao Noroeste da Chapada, como a Serra do Roncador, parecem ser muito pobres em animais e plantas com relação á Chapada dos Guimarães. As razões para este contrastes são desconhecidas. Porém é fácil de verificar que nestas serras faltam regiões acidentadas extensas que são principalmente em mata, como a bacia da cabeceira do Rio Coxipó. Das 100 espécies de mamíferos descritos para o cerrado (Fonseca e Redford, 1986), 41 são roedores, 21 de carnívoros, 13 de marsupiais, 06 de primatas 01 de lagomorfos e 01 de perissodáctilos, agrupados em 67 gêneros.
Espécies mais representativas de ocorrência comprovada na área de Chapada dos Guimarães.
ESPÉCIES NOME VULGAR
Didelphis abbiventris Gambá – de orelha branca Didelphis marsupialis Gambá – de orelha preta Philander opussum Cuíca verdadeira Agouti paca Paca Dasyprocta sp Cutia Cavia aperea Preá Hidrochaeris hydrochaeris Capivara Coendou prehensilis Ouriço caxeiro Cerdocyon thous Cachorro do mato comum Chrysocon brachyurus Lobo guará Felis pardalis Jaguatirica Felis yagouroudi Gato maurisco Felis sp Gato do mato Eira barbara Irara Gallictis cuja Furão Nasua nasua Quati Procyon cancrívorus Guaxim Felis Weidi Maracajá Priodontes Maximus Tatu Canastra Dasypus Novencinctus Tatu Galinha Euphractus sexcinctus Tatu peludo Tamanduá tetradactyla Tamanduá mirim Mymecophaga tridactyla Tamanduá – Bandeira Tapirus terrestris Anta Mazama gouazoubira Veado – Catingueiro Mazama sp Veado Tayassu tajacu Cateto Alouatta caraya Bugio preto Cebus apelha Macaco – prego Cellithrix argentada Sagui Felis concolor Onça parda Panthera onca Onça pintada Lutra sp Lontra Ozotocerus bezoarticus Veado-Campineiro Duscyon vetulus Rapozinha
AVIFAUNA
Das 24 ordens registradas no território brasileiro, 20 estão presentes na área de influência direta e compreendem 45 famílias e 220 espécies. Listagem das espécies mais representativas na área de Chapada dos Guimarães. ESPÉCIES NOME VULGAR
Rhea americana Ema Pipile pipile Jacutinga Tinamus major Inhambu Crypturellus undulatus Jaó Rhnchotus rufescens Perdiz Nothura marculosa Codorna Podilymbus podiceps Mergulhão Phalacrocorar olivacens Biguá Ardea alba Garça branca grande Egretta thula Garça branca pequena Bulbulcus íbis Garça vaqueira Pipheroiéis pileatus Garça real Tigrisoma lineatum Saco boi Euxenura maguari Maguari Cairina moschata Pato do mato Coragyps atratus Urubu comum Cathartes aura Urubu de cabeça vermelha Buteo albicaudatus Gavião de rabo branco Buteo swainsoni Gavião para gafanhoto Buteo magnirostris Gavião carijó Aeterospizias meridionalis Gavião cabloco Harpia haryja Gavião real Milvago chimachima Carrapateiro Polyborus plancus Caracará Crax fasciolata Mutum de penacho Aramus guarauna Carão Carima cristata Seriema Columba spp Pomba Columbina spp Rolinha Scardafella squammata Fogo apagou Ara ararauna Arara canindé Ara macão Arara vermelha amarela Ara chloroptera Arara vermelha verde Ara maracana Maracanã Brotogeris versicolorus Periquito Pionus maximiliani Maritaca Amazona aestiva Papagaio verdadeiro Amazona amazonica Papagaio Crotophaga ani Anu preto Athene cunicularia Coruja buraqueira Otus spp Corujinha Ceryle torquata Martin pescador grande Chloroceryle amazona Martins pescador verde Ramphastos toco Tucano Furnaruis rufus João de barro Cynocorax cyanomelas Gralha Spizaetus oornatus Gavião de penacho
PEIXE – Sendo o especialista Dr. Garavelho, Júlio Cesar os peixes da região são todos Osteichthyes, podem ser agrupados em quatro ordens Characiformes, Siluriformes, Perciformes e Symbranchiformes. A maioria dos Characiformes são Characidal, com mais de 70 % das espécies de difícil indentificação. Os Siluriformes estão representados, basicamente por 04 famílias com 01 a 03 espécies de genêros distintos, Devendo ressaltar a familia Cetopsidae, onde o Pseudocetopsis representado deve ser nova, além de uma ocorrência difícil de explicar, perciformes é representada por uma única espécie de Cichlidae do gênero Crenicichla, bastante próxiam a C. Vittata, Symbranchiforme é representado Symbranchidae Symbranchus, bastante diferente de S.marmoratus.
Dentre as espécies de importância econômica destacam -se o Pacu (Colossoma mitrei) Surubins (Pseudoplatystoma corruscans e P.fasciatum) Dourado ( Salminus maxillosus) Curimbatá (Prochilodus lineatus), Barbado (Pinirampus pirinanpu) e a Piava (Leoporinus sp).
RÉPTEIS – Na região de Chapada concorrem principalmente:
Chelonia
Testudinidae é frequente nesta família encontrar os jabotis: Geochilona carbonaria.
Gekkonidae – é encontrada em casas e taperas abandonadas, muito frequentes á noite.
Iguanidae – da fauna herpetológica de cerrados os iguanídeos tem se destacado com altas ocorrências, cabendo a supremacia dos tropidurus.
Nas matas de galeria, ou próximo aos cursos de água, o Iguana iguana é o grande representante desta familia, além de Hoplacercus spinosos e Anoles sp.
Sincidae – ainda em áreas sombreadas encontra-se os Mabuya sp. 1.5 – Teidae – dos lagartos terrestres, estes interessantes fossadores são vistos com frequência, principalmente em clareiras onde a espécies Ameiva ameiva é bastante encontrada em áreas de transição com vegetação mais densa. Representantes de Cnemidophorus sp ai também são encontrados. Há ainda, possibilidades de encontrar os Kentropyx em clareiras abertas nas matas ciliares. Os grandes teídos fazem – se presentes com Tupinambis teguxins e Tupinanbis nigropunctatus.
OFÍDIOS:
A fauna ofídica está representada por vários exemplares de Crotalus durissum terrificus e, vale afirmar, que a ocupação maciça do cerrado com exploração agricola tem funcionada como agente concentrador destes importantes Crotalídeos; no que diz respeito a herpetofauna botópica como: Brotops jararacussu, B. neuwiedi matogrossense, B.Atrox já os boideos são representados pelas Eunectes nolarces com grande ocorrência, e mais esporadicamento, E.Murrinus. O gênero Boa é marcado principalmente pela presença de Boa constrictor, sendo observado muito raramente. Boa constrictor amarali, a Salamdra Epicrates cenochria, cobra de grande beleza.
RESULTADOS
Os resultados gerais são classificadas por monumentos ecológicos e tipos de ambientes, sendo consideradas as características fitofisionômicas de casa área visitada, acompanhando assim o levantamento florístico executado por outra equipe, neste mesmo projeto.
Pede-se observar, de modo geral, que a variedade de animais se encontra diretamente ligada á diversidade de ambientes que existe em cada localidade estudada, e à ação antrópica que as áreas vêm sofrendo.
Muitas espécies existentes na região da Chapada dos Guimarães estão ameaçadas e, inclusive, citadas nos apêndices do Cites, que restringe e até mesmo proíbe a comercialização e o tráfico de peles e animais vivos. Entre estes animais, podemos comecar citando o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) que ocupa os cerrados, onde há elevadas concentrações de cupins; certamente, as populações encontram-se em decadência, pois apesar de terem hábitos noturnos, raramente são observadas no ambiente de forma direta, mas comprova-se sua ocorrência através de rastos geralmente visualizados. Outro animal da classe edentada ameaçada de extinção, é o tatu-canastra (Priodontes maximus), que habita áreas florestadas e de mata ciliar; sua presença é deduzida por indícios encontrados ao sul de Chapada dos Guimarães em direção às florestas de transição na morraria de São Vicente.
O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), apesar de ter a população aparentemente maior que a do taundúa-bandeira, é um animal de diícil visualização, mas de ocorrência comprovada em áreas de significativa importância ,tal como a fazenda Buriti. É um animal considerado de topo de cadeia alimentar, necessitando extensas áreas de cerrado para a alimentação, e mata de galeria para abrigar-se durante o dia, uma vez que possui hábitos predominantemente crepusculares e noturnos.
Raríssima de ser observada, a lontra (Lutra Longicaudis) é muito exigente em relação ao seu habitat, não tolerando muitos disturbios ambientais. Sua ocorrência poderá ser comprovada na região das cabeceiras do rio Aricá-Açu.
Certamente, os grandes felinos são os animais que mais vêm sofrendo com a ação antrópica, seja pela ocupação indevida das áreas de preferência destes animais seja atividade de caça que cada vez mais ameaça essas populações. A onça-parda (Felis concolor) e a pintada (Panthera onca)possuem populações pequenas, seriamente ameaçadas de extinção, ocorrendo em áreas ainda intocadas, protegidas, contendo matas de galeria. A Jaguatirica (Felis pardalis), de hábito predominantemente noturno, encontra-se em vias de desaparecimento;muitas peles de pequenes gatos também vêm sendo encontradas, como o morisco ` (Felis yagouaroundi),de hábitos diurnos o maracajá (Felis weidii) de hábitos noturnos, demonstrando que sofrem uma pressão significativa de caça.
Ainda p em vias de desaparecimento está o veado-campeiro (Ozoteceras bezoaticus)que, vivendo em areas de cerrado aberto e veredas, é ativamente caçado com o auxílio de cães. Quando à avifauna, não há quem não fique extasiado quando, apreciando a cachoeira Véu de Noiva, um dos pontos turísticos mais procurados em Chapada dos Guimarães, ou ainda nas bordas dos paredões e até mesmo sobrevoando os céus da pequena cidade, um casal de araras vermelhas (Arachoroptera) passa vocalizando sob nossos cabeças. Estas aves apesar de utilizarem frestas que são praticamente inacessíveis a predadores nas encostas dos paredões, para fazerem suas posturas, utilizam as florestas para obterem alimento. Para uma melhor preservação desta espécie, deem ser efetuados estudos para definir os locais de forrageamento e uma racionalização quanto ao processo de ocupação das matas. Outras aves de significativa importância , encontradas na região que abrage os monumentos ecológicos propostos para serem caracterizados neste projeto, são: gavião-real (Harpia harpyja), o mutum (Grax fasciolata), a jacutinga (Pipile pipili) e o gavião-de-penhaço (Spizaetus ornatus).
Os principais representantes do grupo de répteis existentes na Chapada dos Guimarães, são apresentados na Tabela 4. Como não forão feitos levantamento específicos para répteis, as informações obtidas basearam-se em referências bibliográficas e comunicações pessoais
Quando a ictiofauna, levantamentos realizados durante o projeto de pesquisa ecolólica na região do Polonoroeste, efetuados por F. Machado, principalmente nas cabeceiras dos rios Claro e Mutuca. Foi observada uma espécie nova de Leporinus dentre as coletadas e também uma ocorrência difícil de explicar do gênero Pseudocetopsis pertencente á familia Cetopsidae.
baseado no trabalho de CLAUDIA TASSO CALIL – CUIABÁ MT.
Relatório que contou com a colaboração de JÚLIO DALPONTE ( Biologia-FEMA), ROSÂNGELA E JERRY (estagiários da UFMT).

Gosto, gostoso da mangaba

A mangabeira é uma árvore de porte médio, com altura variando de 4 a 7 m, podendo chegar até 15 m, de crescimento lento, copa ampla, às vezes mais ramificada que alta. O tronco é geralmente único, tortuoso ou reto, com 0,2 a 0,3 m de diâmetro. Os ramos são inclinados, numerosos, separados e bem formados. Os ramos jovens são de coloração violácea, lisos até um ano de idade, meio angulosos, curtos, com poucas folhas, floríferos no ápice. Caule rugoso e áspero com duas a três bifurcações na altura média de 40 a 50 cm da base. Toda a planta exsuda látex de cor branca ou róseo-pálida. Em território nacional é possível encontrar, além de uma rica fauna cheia de espécies, uma flora extremamente diversificada. Uma árvore chamada mangabeira dá um fruto muito delicioso e benéfico para a saúde: a mangaba. Mas é a própria planta que é excelente nos casos de doenças mais graves, sendo muito conhecida pela sua enorme ajuda no combate à pressão alta, quando administrada corretamente e acompanhada por um médico.

Mangaba (Hancornia speciosa)

Mangaba (Hancornia speciosa)


A mangaba e suas curiosidades
• É também chamada de mangaba-ovo;
• Pode ser matéria prima na fabricação de sucos, sorvetes, doces e bebida vinosa;
• Sergipe é o maior produtor de mangaba no Brasil;
• Os índios nomearam a planta de “mangabeira” e consequentemente as frutas de mangaba;
• O látex da árvore é utilizado para confeccionar uma borracha rosada;
• Mesmo sendo nativa do Brasil, a mangaba pode ser encontrada em boas condições no Paraguai e leste do Peru;
• Quando o interesse é para tratamentos medicinais, é a casca da árvore da mangaba quem é vendida em pedaços nas lojinhas de produtos naturais;
• É mais fácil a ocorrência da planta no cerrado, caatinga e litoral do Nordeste.
O fruto do tipo baga é elipsoidal ou arredondado de 2,5 a 6,0 cm, podendo ocorrer vários tamanhos na mesma planta, exocarpo amarelo com manchas ou estrias avermelhadas, polpa de sabor bastante suave, doce, carnoso-viscosa, ácida, contendo geralmente de duas a 15 ou até 30 sementes chatas de 7 a 8 mm de diâmetro, castanho-claras e rugosas.
Na região do Cerrado, observa-se, de uma maneira geral, uma safra de frutos por ano, que ocorre de outubro a dezembro e apenas alguns frutos temporões fora dessa época. Em Minas Gerais, a mangabeira floresce de setembro a novembro e frutifica de dezembro a janeiro.

Caracterização da biodiversidade de Chapada dos Guimarães – MT.

Em Chapada dos Guimarães, a situação natural presente, é o resultado de uma interação de fatores, sendo que o ” status ” da fauna, depende de atributos geomorfológicos, climáticos, hídricos, edafológicos e vegetacionais.
Foto de Chapada dos Guimarães é cortesia do TripAdvisor.

A ocupação desordenada feita por atividades agropastoris e mesmo a crescente visitação turística, estão modificando drasticamente os habitats naturais e provocando um declínio acentuado da diversidade biológica. De acordo com os diferentes ambientes que caracterizam a paisagem das árvores, bem como a composição florística e arranjamento espacial das espécies vegetais, propicia que se estabeleça uma fauna ainda rica e variada; isto se dá porque a mobilidade da fauna permite um deslocamento entre os diferentes ecossistemas onde estejam disponíveis as condições básicas para sua sobrevivência, principalmente aquelas referentes à satisfação das necessidades alimentares e reprodutivas. No entanto, os gradientes vegetacionais na região, do campo limpo ao cerradão, incluindo cordões de mata ciliar, vegetais e paredões rochosos, apresentam também, uma fauna que lhe são próprias, das quais as espécies podem ser apresentar mais ou menos dependentes. Isto torna Chapada dos Guimarães, um ambiente singular, onde o campo de estudo de bioecologia representa um fascínio aos pesquisadores e curiosos.
CARACTERIZAÇÃO DA FAUNA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES
Para uma avaliação faunística dentro do projeto ” caracterização e diretrizes gerais de uso da região de Chapada dos Guimarães -MT”, seriam necessário no mínimo dois anos de observação para uma conclusão aceitável no meio científico.  A fauna da região da Chapada dos Guimarães constitui-se de elementos provenientes da região Amazônica e das áreas abertas que cercam, os cerrados. Essa região é um dos refúgios pleistôcenicos do Brasil segundo Hafer 1967, tendo por isso, importante valor zoogeográfico. A fauna invertebrada (que compõe bem mais de 90% das espécies animais) tem uma grande tendência de acompanhar os vegetais, dos quais ele depende dos seus alimentos muito específicos, na sua riqueza e abundância. Assim, não é de estranhar que a variedade de invertebrados, especialmente insetos na Chapada de Guimarães é mais rico de que em qualquer outra região neotropical. Em certas épocas menos chuvosas do ano a abundância de insetos e especialmente lepdópteros, é tanta, e sua sede é de tal forma, que chegam a formar verdadeiras pilhas acima de qualquer fonte de umidade, como estrume fresco de vaca; algumas espécies de lepdópteros diurnos ou crepusculares, maiores e muito coloridas, são freqüentemente encontradas no chão dentro da floresta, onde pousam durante horas sugar a umidade das fezes humanas ou caninas. Mais interessante ainda é o fato que esta riqueza é composta de mistura da fauna vinda dos quatros lados da Chapada: das bacias do Rio Amazonas e do Rio Paraguai, dos Andes da Bolívia e do Peru, a da Mata Atlântica Brasileira, através da Chapada Goiana. Assim, forma-se uma zona de transição e polimorfismo que participa dos caracteres zoogeográficos das regiões faunísticas adjacentes, constituindo-se um verdadeiro laboratório contemporâneo de mistura e evolução de espécies e formas. Os estudos genéticos que poderiam ser visualizados dentro de populações polimórficas na Chapada, como por exemplo a do lepdóptero Mechanitis Lysemia que já recebeu o nome de connectens, simbolizando a posição intermediária da população), são quase infinitas e de grande significação evolucionária. É provável que especialistas em quase quaisquer campos da zoologia invertebrada achariam na Chapada uma riqueza e variabilidade excepcional das espécies nos seus grupos de estudos. Do mesmo modo, os vertebrados na Chapada são excepcionalmente abundantes e variados, embora talvez menos que a região do Pantanal. Aves de tamanho médio e grande, inclusive emas, seriemas, gaviões, pica-paus grandes, tucanos e garças, são freqüentemente vistos, e espécies, muito perseguidas em outros lugares como perdizes, mutuns, araras, papaguaios-amazonas, jacus e urus, inhanbus, juritis e outras pombas, fringilídeos cantadores como curiós e bicudos, ainda habitam as matas da Chapadas em quantidade. Uma profusão de plantas e de invertebrados certamente contribui para esta abundância de aves insetívoras ou frugívoras; a cadeia natural de alimento e predação estende-se faz inevitavelmente para cima, nos animais mais evoluídos. Entre os mamíferos comuns na Chapada, sente – se uma falta em macacos (apenas mico e macacos pregos são mais freqüentes); jacarés e onças grandes são infreqüentes hoje em dia. Isto seria esperado numa região biogeográfica. Esta riqueza e variedade são mais evidentes nas plantas e nos invertebrados, mais a região também abriga boas quantidades de animais maiores inclusive algumas espécies já quase extintas no território brasileiro. É de interesse acrescentar que tanto a Serra dos Parecis ao Noroeste da Chapada, como a Serra do Roncador ao Noroeste da Chapada, parecem ser muito pobres em animais e plantas com relação á Chapada dos Guimarães. As razões para este contrastes são desconhecidas. Porém é fácil de verificar que nestas serras faltam regiões acidentadas extensas que são principalmente em mata, como a bacia da cabeceira do Rio Coxipó. Das 100 espécies de mamíferos descritos para o cerrado (Fonseca e Redford, 1986), 41 são roedores, 21 de carnívoros, 13 de marsupiais, 06 de primatas 01 de lagomorfos e 01 de perissodáctilos, agrupados em 67 gêneros. Espécies mais representativas de ocorrência comprovada na área de Chapada dos Guimarães. Didelphis abbiventris Gambá – de orelha branca Didelphis marsupialis Gambá – de orelha preta Philander opussum Cuíca verdadeira Agouti paca Paca Dasyprocta sp Cutia Cavia aperea Preá Hidrochaeris hydrochaeris Capivara Coendou prehensilis Ouriço caxeiro Cerdocyon thous Cachorro do mato comum Chrysocon brachyurus Lobo guará Felis pardalis Jaguatirica Felis yagouroudi Gato maurisco Felis sp Gato do mato Eira barbara Irara Gallictis cuja Furão Nasua nasua Quati Procyon cancrívorus Guaxim Felis Weidi Maracajá Priodontes Maximus Tatu Canastra Dasypus Novencinctus Tatu Galinha Euphractus sexcinctus Tatu peludo Tamanduá tetradactyla Tamanduá mirim Mymecophaga tridactyla Tamanduá – Bandeira Tapirus terrestris Anta Mazama gouazoubira Veado – Catingueiro Mazama sp Veado Tayassu tajacu Cateto Alouatta caraya Bugio preto Cebus apelha Macaco – prego Cellithrix argentada Sagui Felis concolor Onça parda Panthera onca Onça pintada Lutra sp Lontra Ozotocerus bezoarticus Veado-Campineiro Duscyon vetulus Rapozinha
AVIFAUNA
Das 24 ordens registradas no território brasileiro, 20 estão presentes na área de influência direta e compreendem 45 famílias e 220 espécies. Listagem das espécies mais representativas na área de Chapada dos Guimarães.
RÉPTEIS – Na região : Chelonia . Testudinidae é frequente nesta família encontrar os jabotis: Geochilona carbonaria.Gekkonidae – é encontrada em casas e taperas abandonadas, muito frequentes á noite.Iguanidae – da fauna herpetológica de cerrados os iguanídeos tem se destacado com altas ocorrências, cabendo a supremacia dos tropidurus. Nas matas de galeria, ou próximo aos cursos de água, o Iguana iguana é o grande representante desta familia, além de Hoplacercus spinosos e Anoles sp. Sincidae – ainda em áreas sombreadas encontra-se os Mabuya sp. 1.5 – Teidae – dos lagartos terrestres, estes interessantes fossadores são vistos com frequência, principalmente em clareiras onde a espécies Ameiva ameiva é bastante encontrada em áreas de transição com vegetação mais densa.
A fauna ofídica está representada por vários exemplares de Crotalus durissum terrificus e, vale afirmar, que a ocupação maciça do cerrado com exploração agricola tem funcionada como agente concentrador destes importantes Crotalídeos;  O gênero Boa é marcado principalmente pela presença de Boa constrictor, sendo observado muito raramente. Boa constrictor amarali, a Salamdra Epicrates cenochria, cobra de grande beleza.
Consequencias
Muitas espécies estão ameaçadas e, inclusive, que restringe e até mesmo proíbe a comercialização e o tráfico de peles e animais vivos. Entre estes animais, podemos comecar citando o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) que ocupa os cerrados, onde há elevadas concentrações de cupins; certamente, as populações encontram-se em decadência, pois apesar de terem hábitos noturnos, raramente são observadas no ambiente de forma direta, mas comprova-se sua ocorrência através de rastos geralmente visualizados. Outro animal da classe edentada ameaçada de extinção, é o tatu-canastra (Priodontes maximus). O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), apesar de ter a população aparentemente maior que a do taundúa-bandeira, é um animal de diícil visualização. Raríssima de ser observada, a lontra (Lutra Longicaudis) é muito exigente em relação ao seu habitat, não tolerando muitos disturbios ambientais. Sua ocorrência poderá ser comprovada na região das cabeceiras do rio Aricá-Açu. Certamente, os grandes felinos são os animais que mais vêm sofrendo com a ação antrópica, seja pela ocupação indevida das áreas de preferência destes animais seja atividade de caça que cada vez mais ameaça essas populações. A onça-parda (Felis concolor) e a pintada (Panthera onca)possuem populações pequenas, seriamente ameaçadas de extinção, ocorrendo em áreas ainda intocadas, protegidas, contendo matas de galeria. A Jaguatirica (Felis pardalis), encontra-se em vias de desaparecimento;muitas peles de pequenes gatos também vêm sendo encontradas, como o morisco ` (Felis yagouaroundi),de hábitos diurnos o maracajá (Felis weidii) de hábitos noturnos, demonstrando que sofrem uma pressão significativa de caça. Ainda em vias de desaparecimento está o veado-campeiro (Ozoteceras bezoaticus)que, vivendo em areas de cerrado aberto e veredas, é ativamente caçado com o auxílio de cães. Nas bordas dos paredões e até mesmo sobrevoando os céus da pequena cidade, um casal de araras vermelhas (Arachoroptera) passa vocalizando sob nossos cabeças. Outras aves de significativa importância , encontradas na região que abrage os monumentos ecológicos propostos para serem caracterizados neste projeto, são: gavião-real (Harpia harpyja), o mutum (Grax fasciolata), a jacutinga (Pipile pipili) e o gavião-de-penhaço (Spizaetus ornatus). Quando a ictiofauna, levantamentos realizados durante o projeto de pesquisa ecolólica na região do Polonoroeste, efetuados por F. Machado, principalmente nas cabeceiras dos rios Claro e Mutuca. Foi observada uma espécie nova de Leporinus dentre as coletadas e também uma ocorrência difícil de explicar do gênero Pseudocetopsis pertencente á familia Cetopsidae.
Baseado no trabalho de CLAUDIA TASSO CALIL Outubro/89 CUIABÁ MT. JÚLIO DALPONTE ( Biologia-FEMA), ROSÂNGELA E JERRY (estagiários da UFMT).

Como são as nossas flores do cerrado

De acordo com a Embrapa, existem por volta de sete mil espécies de plantas com flores nos Cerrados, mas, como muitas espécies continuam sendo catalogadas, acredita-se que possam existir até dez mil. Boa parte dessas plantas (44%) só existem nos domínios de Cerrado. ( fotos de Felipe Noronha)

painel de flores do cerrado 1

painel de flores do cerrado 4

Tags: belezas do Cerrado, flora, flores do Cerrado, plantas com flores, vegetação

Estudos e incertezas sobre o cerrado

Histórias evolutivas divergentes dão formas distintas às savanas atuais e afetam possíveis respostas a mudanças climáticas

A fauna de grande porte, como estas manadas de zebras  e gnus no Parque Nacional de Ngorongoro, na Tanzânia, reduz  a campo parte da paisagem africana

A fauna de grande porte, como estas manadas de zebras e gnus no Parque Nacional de Ngorongoro, na Tanzânia, reduz a campo parte da paisagem africana

Árvores pequenas e retorcidas, às vezes com a casca dos troncos transformada em carvão pela passagem do fogo, em meio a um tapete de capim. Quem já viu logo reconhece o cerrado, a savana brasileira. Na África e na Austrália, os dois outros continentes em que o bioma é característico, as savanas formam paisagens muito parecidas. Mas a semelhança é superficial, já que o cerrado tem uma biodiversidade maior a ponto de estar na lista de 34 áreas no mundo com maior riqueza de espécies, e sob ameaça de extinção – os hotspots.

A novidade é que as savanas dos três continentes também diferem em como respondem ao fogo, à umidade e à temperatura, conforme um grupo internacional, com a participação de brasileiros, mostrou em janeiro na revista Science a partir de dados compilados em mais de 100 estudos realizados em 2.154 áreas de savana na América do Sul, na África e na Austrália.

Além da importância para compreender o funcionamento desse ambiente, os achados são essenciais para a criação de modelos que prevejam a reação das savanas às mudanças climáticas e estimem a sua capacidade de amenizar essas alterações ao remover carbono do ar.
“Conseguimos ver um papel aparente da história evolutiva na determinação da dinâmica contemporânea do bioma”, diz Caroline Lehmann, da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Essa visão mais abrangente é para ela a conclusão mais empolgante do trabalho que coordenou. As diferenças parecem acontecer porque a savana é relativamente jovem: deve ter surgido entre 3 milhões e 8 milhões de anos atrás. Nessa época, os continentes já estavam separados havia um bom tempo e suas floras e faunas tinham acumulado diferenças marcantes. As espécies de árvores presentes, com uma dominância de mirtáceas (família que inclui a pitanga, a goiaba, a jabuticaba e o eucalipto) na Austrália e de leguminosas na África, são distintas em fenologia – a periodicidade com que produzem flores e frutos –,resistência ao fogo, crescimento e arquitetura. Já o cerrado, a mais diversa das savanas, não tem uma família botânica predominante.

Um olhar mais atento sobre os fatores ambientais que regem esses ecossistemas revelou que eles estão por trás de diferenças funcionais. Na África e na Austrália, as chuvas e a temperatura têm um efeito forte em aumentar a frequência do fogo, já que propiciam o crescimento de capins. Em menor intensidade, esses fatores também afetam o tamanho das árvores. Na América do Sul essas relações são muito fracas, tanto no Brasil como na Venezuela, onde também há vegetação savânica. A variação de um continente para o outro surpreendeu os pesquisadores, que esperavam uma homogeneidade maior. “Em retrospecto, parece bastante óbvio quando se considera a diversidade na arquitetura e na fenologia das árvores nessas regiões”, reflete Caroline.

Com pouca água para agricultura, na Austrália as savanas são mais preservadas

Com pouca água para agricultura, na Austrália as savanas são mais preservadas

O importante é que essa variação significa que não é possível usar um único modelo para prever qual será, por exemplo, a biomassa de árvores em determinadas condições ambientais, ou como a vegetação reagirá a mudanças na temperatura global. Uma particularidade do cerrado é ter evoluído num ambiente mais úmido do que as outras savanas. “Nos outros continentes, sob o mesmo clima em que aqui há cerrado, já haveria floresta”, exemplifica a engenheira florestal Giselda Durigan, do Instituto Florestal do Estado de São Paulo em Assis, interior paulista, coautora do estudo.

As particularidades da África também se devem à grande variedade de herbívoros de tamanho avantajado – como elefantes, antílopes ou zebras, com suas manadas populosas – cuja voracidade vegetariana impede a sobrevivência das mudas de árvores e torna muito mais comum o campo dominado por capins.

“A ausência da megafauna na América do Sul é em grande parte responsável pela diversidade do cerrado”, diz Giselda.

Sem os grandes herbívoros – aqui muitas vezes representados pelo gado –, o que mantém aberta a fisionomia do cerrado é o fogo. Quando não há queimadas, as árvores crescem, se multiplicam e inibem a germinação e o desenvolvimento de espécies endêmicas, que não toleram a sombra. Sem fogo e sem pastejo, o próprio capim pode prejudicar os brotos que precisam de luz. Um exemplo de como a fauna e as queimadas são parte integrante do ecossistema apareceu na pesquisa que Giselda vem realizando na Estação Ecológica de Santa Bárbara, no interior paulista. Ela encontrou uma planta com menos de 10 centímetros de altura que descobriu ser um exemplar de Galium humile, da família do café, uma espécie que não era coletada no estado desde 1918. O curioso é que o achado se deu justamente numa área que nas últimas décadas foi muito sujeita a incêndios e ao uso como pastagem. “A flora e a fauna do cerrado dependem da passagem do fogo”, alerta Giselda. “No Brasil vamos ter que aprender a usá-lo como ferramenta de manejo, agora que a lei prevê a prática para o bem do ecossistema.”

Investigações como a do grupo de Giselda foram a base para o artigo publicado na Science, que reúne dados de muitos outros grupos de pesquisa. “É um tipo de estudo que ganha em abrangência, mas perde em detalhe”, comenta Giselda. Ela foi convidada para a reunião na Austrália que formou o grupo de trabalho em 2009, mas não pôde participar por conflitos de agenda: estava naquele país no mesmo momento, mas em outro evento. A única representante brasileira era, por isso, a engenheira florestal Jeanine Felfili, da Universidade de Brasília (UnB). Mas logo em seguida Jeanine não sobreviveu a um acidente vascular cerebral, e parte de sua contribuição foi concretizada por Ricardo Haidar, à época seu estudante de mestrado. Mesmo assim, em 2013 uma primeira versão do artigo foi recusada pela revista por ter poucos dados sul-americanos. Caroline então procurou Giselda, que nesse momento não só estava disponível como acabara de participar de um extenso levantamento sobre o cerrado e tinha todos os dados necessários na cabeça e no computador. “Muitos dos dados estavam em artigos em português ou mesmo ainda em teses”, conta a brasileira. Por isso, na prática eram invisíveis para os estrangeiros.

De olho no futuro

Com a sua contribuição o estudo se tornou mais representativo, com modelos estatísticos mais robustos para estimar o efeito de cada uma das variáveis sobre a biomassa da savana. Esses modelos também buscam prever o que pode acontecer com o porte das savanas diante das mudanças previstas no clima das próximas décadas. Ao considerar um aumento de quatro graus Celsius (°C) na média anual de temperatura, o estudo mostrou diferenças marcantes entre os modelos globais e regionais de alteração na biomassa das savanas. Na África, por exemplo, o modelo que não distingue continentes prevê uma leve redução na biomassa, enquanto o específico indica que haverá um aumento. Para a América do Sul, o modelo regional prevê, nesse cenário, uma redução de biomassa bem maior do que aquela prevista pela simulação global.

As cascas espessas das árvores do cerrado são essenciais para resistir ao fogo

As cascas espessas das árvores do cerrado são essenciais para resistir ao fogo

 “Os mapas de biomassa prevista derivados de nossos modelos estatísticos são adequados para propósitos ilustrativos”, relativiza Caroline. “Mas, na verdade, as pessoas exercem uma influência enorme nos padrões atuais de biomassa por meio de desmatamento, agricultura, pecuária e derrubada seletiva.” Ela imagina, por isso, que haja bastante descompasso entre as previsões dos modelos e o que realmente acontece. E destaca o cerrado, que tem passado por transformações muito mais extensas do que as outras savanas, devido ao uso para a agropecuária, e já perdeu quase metade de seu território.

Mas antecipar o que as mudanças ambientais causarão nas savanas ainda é impossível, não só pela incerteza quanto ao que acontecerá no clima de cada continente. O problema é especialmente complexo para esses ecossistemas por sua enorme diversidade entre os continentes e dentro de cada um deles. O estudo se concentrou nas savanas mais típicas, que têm uma divisão mais ou menos equilibrada entre árvores e capins. Mas em cada um dos continentes o bioma pode ser desde um capinzal até uma floresta mais densa de árvores altas, com um estrato herbáceo esparso. “O aumento nas concentrações de CO2 atmosférico deve afetar de forma diferente os capins tropicais e as árvores, mudando o equilíbrio competitivo entre essas plantas centrais do sistema”, explica Caroline. Os efeitos serão variáveis conforme a região. “Posso dizer que nossa falta de compreensão de como os sistemas de savana podem responder à mudança climática é uma falha de conhecimento crítica que deveria ser levada a sério.” Para ela as savanas, que cobrem cerca de 20% da superfície terrestre do planeta, devem ser estudadas com tanto afinco quanto a Amazônia e outras florestas tropicais.
Intrigada com a relação fraca entre as variações de temperatura e chuva e a vegetação do cerrado, Giselda acredita que encontrará respostas abaixo da superfície. As características físicas do solo têm forte influência sobre a disponibilidade de água para as plantas, que precisam dessas reservas para enfrentar os períodos de estiagem. “Quando o solo é argiloso, uma seca de quatro meses é sentida pelas plantas como se durasse apenas dois meses”, explica. Isso acontece porque a argila consegue reter água em maior quantidade e por mais tempo do que a areia. “Mas quando há argila demais a água fica retida de tal maneira que as plantas não conseguem captar.” As condições ideais para o desenvolvimento das plantas, portanto, envolvem um equilíbrio sutil dos componentes do solo, que é mais variável de um ponto a outro do cerrado do que nas outras savanas.

Os modelos produzidos no estudo da Science para estudar a relação entre fatores ambientais e a biomassa arbórea levaram em conta os teores de carbono e de areia numa camada de 50 centímetros de profundidade. O carbono serve como medida da matéria orgânica ou do conteúdo em nutrientes do solo, e a areia como estimativa de sua capacidade de retenção de água. Mas esses indicadores são insuficientes, de acordo com Giselda, e foram escolhidos por estarem disponíveis sobre as savanas de todo o planeta.
Ao dar indicações das variáveis ambientais importantes para as savanas, o estudo aponta direções importantes para trabalhos futuros. Giselda imagina o que seria necessário para se ter uma compreensão melhor da complexa relação entre o solo, o clima e o cerrado: uma rede de pesquisa com grupos trabalhando em toda a extensão do bioma, cavando trincheiras em várias profundidades para examinar o solo e relacionar suas propriedades com o porte e outras características da vegetação.

Artigo científico
 
LEHMANN, C. E. R. et al. Savanna vegetation-fire-climate relationships differ among continents. Science. v. 343, n. 6.170, p. 548-52. 31 jan. 201

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