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CARVÃO VERDE? verdade ou mentira.

“Nonada. O senhor tolere que isso é sertão. Uns querem que não seja…
É onde pastos carecem de fechos, onde um pode torar dez, e onde um criminoso vive o seu cristo-jesus… O sertão deve estar em toda parte”.   
João Guimarães Rosa

carvão verde

carvão de capim- briquete

Uma projeção da ONG Conservação Internacional, que se tornou unânime entre pesquisadores do assunto, aponta que o Cerrado brasileiro pode desaparecer até o ano de 2030, salvo menos de 3% da região que é área de preservação. Todo dia, cerca de mil caminhões cheios de carvão feito do Cerrado saem do centro do Brasil para indústrias em todo o país. Um sem número deles circula pelas rodovias, carregados do que sobrou de árvores como o Jatobá, a Sucupira e a Aroeira, preferidas tanto pelas madeireiras quanto pelos fornos ilegais. Há indústrias que só compram carvão de Ipê. Perfeitas pela espessura, dureza e formato, as árvores do Cerrado custam pouco para as indústrias, que não pagam por elas. Uma área se esgota, outra é aberta sucessivamente.

Carvão de bucha de coco.

Após o consumo da água de Coco em vários pontos do Pais, tem sua Bucha descartada como lixo, ela é recolhida por cooperativas de trabalhores, sendo destinada para a produção do Carvão.

Ao invés de derrubarmos árvores para a produção do carvão vegetal de eucalipto, nossa matéria prima é o lixo que se acumula nas praias. Utilizamos os resto do Coco para transformarmos no Carvão Brasa Verde.
Sustentabilidade
O carvão de Bucha de Coco é a solução para as desvantagens do carvão feito com madeira.

Não contém nenhuma substância química, oferecendo qualidade excelente na sua utilização.

Característica: Responsável Socialmente; Não derruba nenhuma árvore – 100% Sustentável; Carvão sem chama; Assa em alta temperatura; Limpo e Econômico; Ocupa pouco espaço na churrasqueira; Substitui o carvão de madeira com alto desempenho.

NOVAS ALTERNATIVAS

O Instituto Nacional de Eficiência Energética – INEE está apoiando um projeto para implantar uma unidade de produção de carvão vegetal (CV) utilizando o capim elefante, a ser instalada no Assen- tamento Fazenda Experimental São Domingos, em Conceição de Macabu, no Estado do Rio de Janeiro (unidade industrial na foto). O objetivo é não só produzir o combustível de forma renovável e econômica, como também, criar uma nova atividade para pequenos produtores rurais.

QUESTIONAMENTOS

Um grupo de 27 renomados especialistas em energia, incluindo dois brasileiros, lançou uma declaração conjunta em que nega a existência de um uso de carvão com alta eficiência energética e baixo índice de emissões, o que a indústria vem chamando de ‘carvão verde’.
“Até a usina de carvão mais eficiente [do ponto de vista energético] é inaceitável para se manter o clima a salvo. Mesmo elas são duas vezes mais poluentes que as de gás e 15 vezes mais do que as renováveis”, diz Bert Mertz, ex-vice-diretor do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU) no lançamento do documento, que aconteceu paralelamente à 19ª conferência mundial do clima, que vai até sexta-feira (22) em Varsóvia.

O petróleo, em si, está longe de ser um vilão. Representa uma das matérias-primas mais fantásticas à disposição da humanidade. Seu uso se aplica a quase tudo que nos cerca. É um erro vê-lo sob outro ângulo. O equívoco, na verdade, é empregá-lo de forma irresponsável. O erro, por exemplo, é desperdiçá-lo em motores ineficientes e tecnologicamente jurássicos como os que movem os carros na atualidade. O petróleo é uma riqueza. Logo, deve também ser preservado. Será que um dia poderemos dizer o mesmo do carvão?

A possibilidade foi aventada pelo governo brasileiro por uma questão de segurança energética, em momentos de falta das hidrelétricas por problemas de seca, por exemplo. Hoje termelétricas já são ligadas nessas situações, mas elas funcionam a gás natural, menos poluente que o carvão, mas mais caro.

“Mas o Brasil tem vários outros recursos energéticos, não precisa apelar para o carvão”, afirma o pesquisador Emilio La Rovere, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos autores do trabalho. Fora as próprias hidrelétricas e eólicas, que sofreram um barateamento nos últimos anos, ele cita como alternativa o bagaço da cana, que poderia de forma mais abrangente ser queimado no País.

“Esses resultados são importantes para nos lembrar dos compromissos voluntários que a gente assumiu em reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, alerta.

REPORTAGEM de Giuliana Miranda a convite da Deutsche Welle Akademie

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Ecoturismo no Cerrado

bd8cc-capimdouradoO Cerrado, também chamado de savana brasileira, possui uma vegetação variada ao longo de 2.045.064 km² de área que abrange os oito estados do Brasil central: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Distrito Federal.

O Cerrado possui alta biodiversidade, constantemente ameaçada por conta do crescimento populacional, das monoculturas, agropecuária, construção de rodovias e queimadas provocadas tanto pelas altas temperaturas e baixa umidade, quando pela ação do homem. A vegetação, em sua maior parte, assemelha-se à savana. A árvore símbolo do Cerrado é o ipê-amarelo, que floresce durante o período de seca da região.

No Cerrado encontram-se os rios que abastecem as bacias dos rios Paraná, São Francisco e Tocantins, o que faz com que a região tenha um grande potencial hidrelétrico a ser desenvolvido, assim como o ecoturismo nas belas cachoeiras pouco conhecidas no país.

O ecoturismo atualmente proporciona o desenvolvimento da região, entretanto, é ainda necessário em muitos locais a melhoria da infraestrutura aliada à proteção dos recursos naturais e da cultura local, com o propósito de desenvolver a atividade de maneira sustentável.

Dentre outros locais para se praticar atividades de ecoturismo, pode-se citar: a Chapada dos Veadeiros, Chapada Diamantina, Chapada dos Guimarães, Parque Nacional Grande Sertão Veredas, Cantão, Emas e Jalapão.

A Chapada dos Veadeiros, em Goiás, apresenta atividades para os períodos de seca e de chuvas, atraindo pessoas pelo misticismo e ecoturismo, devido a energia mística que muitos acreditam que o local possui, e a suas cachoeiras e trilhas. Os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Vila de São Jorge e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros são os locais que oferecem maior número de opções de atrativos naturais propícios a prática de ecoturismo.

A Chapada Diamantina, localizada no estado da Bahia, apresenta atrações naturais como a Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Buracão e o Poço Encantado, além de inúmeras atividades como trekking, mergulho, passeios a cavalo, banhos em cachoeiras etc. O Parque Nacional da Chapada Diamantina é rico em espécies de plantas e animais vivendo livremente pelo parque.

Localizada no Mato Grosso, a Chapada dos Guimarães possui vários pontos turísticos como, por exemplo, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com cachoeiras, cavernas, lagoas e trilhas em meio a natureza típica de cerrado.

O Parque Estadual do Cantão e o Jalapão, ambos localizados no estado de Tocantins, também aliam preservação ambiental a atividades de ecoturismo como rafting, observação da fauna e flora e pesca esportiva.

Por fim, o Parque Nacional das Emas, próximo às divisas com o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, representa uma das mais importantes Unidades de Conservação do Cerrado devido à sua extensão e integridade de habitats, riqueza faunística e presença de espécies raras e ameaçadas de extinção.

Fonte:  Portal online do IBAMA.

Parque Nacional da Serra da Canastra e nascente do São Francisco

O Parque Nacional da Serra da Canastra é um dos mais importantes parques nacionais brasileiros, criado em 1972 através do decreto 70.355 de 1972. Aqui se encontra a nascente do rio São Francisco.  Criado pelo Decreto nº 70.355, de 3 de abril de 1972, com 200 mil hectares, preserva as nascentes do rio São Francisco e vários outros monumentos. Teve 70 mil hectares indenizados no chapadão da Canastra e tem 130 mil hectares na região da Babilônia, abrangendo os municípios de Capitólio, Vargem Bonita, São João Batista do Glória e Delfinópolis por regularizar. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A Serra da Canastra tem o formato de um baú, daí a origem do nome, pois canastra é um tipo de baú antigo. A cachoeira Casca d’Anta com aproximadamente 186 metros de altura é um dos principais atrativos do Parque, saindo de um corte natural da Serra de aproximadamente 144 metros, ou seja, a altura da Serra chega a 330 metros. O Rio São Francisco nasce 14 quilômetros antes desta sua queda principal.                                                      O Parque protege um cenário de rara beleza, sua vegetação de transição entre a “borda da Mata Atlântica” e o “início do Cerrado”, com predominância de Campos de Altitude que abrigam inúmeras espécies da fauna e da flora do cerrado, como o lobo guará, o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, diversos gaviõese espécies ameaçadas de extinção como o pato mergulhão e o tatu-canastra.                                                                                                           A água é o fator preponderante no parque, cujas nascentes, que chegam a centenas, surgem em função da umidade que a rocha fria absorve do ar, principalmente no período da noite.

Rio São Francisco                                                                                                                                       O rio São Francisco tem sua nascente histórica na Serra da Canastra, mais precisamente no município de São Roque de Minas e sua primeira grande cachoeira, a Casca d’Anta, com 186 metros de altura, fica no distrito de São José do Barreiro (MG), cujo acesso é feito pela portaria 4 do Parque Nacional, localizada neste distrito.

A Cachoeira Casca d’Anta é a maior queda do rio São Francisco e se forma quando o Rio da Integração Nacional deixa o seu “berço” na serra da Canastra, em Minas Gerais. Localizada em São José do Barreiro (MG), distrito que fica a 38 quilômetros de São Roque de Minas, é formada por 186 metros de queda d’água e está emoldurada em uma parede de rocha de cerda de 340 metros de altura.

Texto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_da_Canastra ehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Cachoeira_Casca_d%27Anta

Fotos: Marco Oliveira.

 

Esperança na preservação do cerrado

Estudante de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiânia (PUC-GO) e estagiária do Jornal Opção Sarah Teófilo Marcelino é a vencedora do 2º Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental, realizado em conjunto com a Semana Estado de Jornalismo Ambiental.

O anúncio foi feito na sexta-feira, 22, em São Paulo, pelo diretor de Desenvolvimento Editorial do Estadão, Roberto Gazzi, e pela gerente de Relações Institucionais da Tetra Pak, Daniela Alves. Os trabalhos inscritos exploraram a viabilidade do crescimento econômico sem destruir o meio ambiente. Os seis finalistas farão uma viagem, organizada pela Tetra Pak, para visitar áreas florestais no Paraná.

A universitária Sarah Teófilo Marcelino, de 21 anos, terá sua reportagem publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” na edição de sábado, 23. Como prêmio, a vencedora receberá uma viagem para Austin, capital do Estado do Texas nos Estados Unidos, onde participará de um programa de estágio personalizado no Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas.

link:http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,fazendas-em-goias-mantem-a-esperanca-da-preservacao-do-cerrado,1548064

Biodiversidade, Insetos no Cerrado

mariposa azul

mariposa zul. foto arquivo plantas do cerrado

Os insetos constituem a maior fonte de biodiversidade do planeta. Se considerarmos todas as formas de vida conhecidas, entre animais, plantas, fungos, bactérias e etc, cerca de 60% delas serão de insetos. Eles desempenham um papel fundamental nos ecossistemas terrestres, pois estão envolvidos em processos tais como a decomposição, ciclagem de nutrientes, polinização, dispersão e predação de sementes, regulação de populações de plantas e de animais. Embora sejam excelentes modelos para investigar questões ecológicas, em geral esses organismos são extremamente negligenciados em estudos e programas relativos à Biologia da Conservação. Devido à grande diversidade desses animais e falta de estudo em muitos casos, citaremos apenas alguns exemplos de insetos do Cerrado.

 Os cupins (ou térmitas) são muito comuns na região do Cerrados, sendo até mesmo apontados como espécies-chave para a manutenção do bioma. Um total de 443 espécies de térmitas (em 67 gêneros) são conhecidas da região neotropical, e um quarto destas espécies (129 em 43 gêneros) encontra-se no Cerrados. Quanto à biomassa, esses animais também demostram uma presença surpreendente nesse bioma. Um total de 68,640 bilhões de colônias de térmitas foi estimado para a região, representando uma média de 34.320 colônias/ km 2 . Dessa forma, os cupins compõe o grupo principal de herbívoros dos cerrados, sua importância no funcionamento do ecossistema do Cerrados é claramente demonstrada também pela participação nas cadeias alimentares dos cerrados como fonte de alimento de diversos vertebrados.

A fauna de abelhas é também considerada diversa. As abelhas nativas cumprem um papel importante nos ecossistemas naturais e agroecossistemas dos cerrados. Apesar da sua importância ecológica, existem relativamente poucas publicações sobre as abelhas da região. Das 25.000 espécies de abelhas já descritas, apenas 550 foram registradas no Cerrado. Isso indica um conhecimento ainda muito restrito desses insetos. Algumas estimativas indicam que exista cerca de 1.000 a 1.500 espécies no bioma. Quanto às vespas, dentre as 488 espécies (25 gênero) descritas que ocorrem na Região Neotropical, 301 ocorrem no Brasil. A região do Cerrado concentra 10 a 22% da fauna brasileira.

Quanto às borboletas, os primeiros levantamentos no Planalto Central Brasileiro, realizados na década de 1960, resultaram em uma lista de 604 espécies. Estimativa dos mesmos autores indicam haver mais de 900 espécies para esta região. Quanto às mariposas, alguns pesquisadores estimam que no Cerrado, o número de espécies seja entre 5 e 8 mil.

A família Drosophilidae (moscas de fruta) alimenta-se de microorganismos, principalmente leveduras, presentes em frutos e vegetais em decomposição, e por isso são importantes na ciclagem de nutrientes. A penas na década de 1980 foram publicados trabalhos que analisaram distribuição geográfica de diversas espécies deDrosophila nos domínios morfoclimáticos brasileiros, incluindo o Cerrado. Atualmente, são conhecidas cerca de 60 espécies dessas moscas nesse bioma, mas esse dado ainda é considerado uma subestimativa da diversidade do Cerrado porque inventários regulares restringem-se às proximidades de alguns centros urbanos.

Se o conhecimento dos insetos no Cerrado é muito restrito, pior ainda é a situação do conhecimento de outros invertebrados. Dentre as minhocas, por exemplo, foram identificadas apenas 45 espécies para a região do Mato Grosso e Rondônia. Pelo menos 10 dessas espécies ocorrem na região de cerrado. O minhocuçu (Glossoscolex ), abundante na região calcária de Minas Gerais, vem sendo fortemente explorada comercialmente e algumas espécies já se encontram ameaçadas de extinção.

fonte http://www.pequi.org.br/cerrado_inseto.html

MPF/MS combate “ceva” de onça-pintada no Pantanal

Animais estariam sendo alimentados para atrair turistas. Vídeos publicados na internet comprovam a prática ilegal.                                                                   Casal de onças-pintadas é fotografado durante acasalamento em área do Rio Paraguai, em Mato Grosso  

Foto: Divulgação/Douglas Trent/Projeto Bichos do Pantanal                                                                                          (Foto: Divulgação/Douglas Trent/Projeto Bichos do Pantanal)

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul recomendou às Fundações de Turismo e de Meio Ambiente de Corumbá/MS o fim da prática de “ceva” de animais silvestres no Pantanal Sul-Mato-Grossense. Onças-pintadas estariam sendo alimentadas por empresas de turismo para garantir aos visitantes a observação do animal. A prática configura crime ambiental e pode expor turistas a sérios ataques.

A irregularidade foi denunciada pelo Instituto Homem Pantaneiro, que apresentou vídeos que comprovam a “ceva” das onças – situação que estaria acontecendo também com as ariranhas –, no trecho que vai da parte urbana de Corumbá até Porto Jofre, no Pantanal Norte.

Segundo o pesquisador da Embrapa/Pantanal Wlafrido Tomás, dar comida aos animais afeta a organização natural da espécie e aumenta os riscos de ataque. “Quando a onça perde o medo da aproximação humana, pode atacar, culminando em graves acidentes”.

Na recomendação encaminhada, o Ministério Público Federal orienta a realização de trabalho conjunto entre as Fundações de Turismo e de Meio Ambiente para interromper e coibir a ”ceva” de animais silvestres e alertar as empresas de turismo que a conduta pode resultar em responsabilização administrativa e criminal.

Campanha de conscientização também deve ser realizada no município para desestimular a prática ilegal e alertar os turistas dos riscos da atividade.

fonte:
Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul
http://www.prms.mpf.gov.br
ascom@prms.mpf.gov.br
http://www.twitter.com/mpf_ms

Qual é a flor simbolo do Cerrado

Somos do planalto da terra ácida, amamos o sol a brisa e o orvalho. Do capim baixo brotamos, não exigimos muito para sermos belas. Aproxime-se, mas não nos colha que nossa vida é breve e nascemos para seu olhar.

Calyandra Rosea foto de Daniel Muniz
foto de Daniel Muniz
CALIANDRA é o nome de uma flor do Cerrado e que dá nome a esse espaço dedicado as coisas do Cerrado.
  • Família: Leguminosae Mimosoideae
  • Nome científico: Calliandra dysantha Benth
  • Nome popular: Flor-do-cerrado, caliandra, esponjinha
  • Porte: arbusto
  • Origem: Brasil
Caliandra é uma flor do Cerrado da família das leguminosa de extrema delicadeza. Cresce em arbustos de até 4 metros, entre a vegetação seca. As flores aparecem na primavera e no verão, são bem pequenas, com estames longos de cor rosa, vermelho ou branco, reunidas em inflorescência.
É usada em paisagismo e uso decorativo.

a caliandra brota,
entre pedras e capim seco,
sangue do cerrado.

Caliandra é uma flor do cerrado, da família das leguminosas. É originária do Brasil e cresce em arbustos de até 4 metros. As flores aparecem na primavera e no verão. Devido a delicadeza e finura de suas folhas ocorre num processo natural um fechamento das mesmas durante a noite. Suas flores são muito graciosas em forma de pompom em cores que vão do branco ao vermelho. Surgem frutos no verão após a floração primaveril.

fotodia-calliandra-dysantha

fotodia – calliandra-dysantha

Em 2008 o fotógrafo Carlos Secchin expôs no Jardim Botânico do Rio de Janeiro a exposição “Efêmeras florações”, onde registrou a curta floração de belíssimas plantas do cerrado brasileiro. Inspirado nas técnicas da botânica inglesa Margareth Mee, ele fez um tratamento gráfico especial para cada imagem. A foto é de uma Flor-do-cerrado (Calliandra dysantha), também conhecida popularmente como ciganinha, esponjinha e flor de caboclo. É considerada a flor símbolo do cerrado. Veja mais fotos da exposição.

Se tiver 3,44 minutos óia, voce vai gostar.……..http://www.youtube.com/watch?v=ODD-3Neh1fA#t=84

FONTE…………http://caliandradocerradogo.blogspot.com.br/2008/08/porque-caliandra.html

Buritis no Distrito Federal

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Foto Veredas Buritizais de Eduardo Zulqueira

Próximo de Planaltina está uma das destacadas Unidades de Conservação do Distrito Federal-DF, Estação Ecológica Águas Emendadas-ESECAE, com a peculariedade de abrigar nascentes de duas grandes bacias hidrográficas brasileira, São Francisco e Tocantins.  E tem como destaque o abrigo e refugio de palmeira do Buritis.

Planta tombada como simbolo e inserida como patrimônio ecológico do DF, pode ser observada  com as outras plantas tombadas no Parque Ecológico Dom Bosco, distribuídas por plantio no Jardim do Patrimônio Ecológico do DF.

Palmeira típica do cerrado, o buriti é uma das plantas mais importantes nas regiões onde ocorre. Dele tudo se aproveita: o caule se transforma em casas e cercas. Sua palha é usada na cobertura de telhados. E da polpa do fruto se faz doces e geléias. Há também quem extraia dela um óleo de cor avermelhada com finalidades medicinais.

É uma linda palmeira com as folhas em forma de leque que enfeita os sertões do Brasil. Essas matas onde se destacam os buritis são indício seguro de que por ali existe um curso d’água, que carrega e espalha as sementes. Em tupi-guarani, buriti quer dizer “aquele que contém água”. Muito comum também em veredas do cerrado, consideradas os oásis no sertão.

Não há nada mais belo que um buritizal ao entardecer de um dia ensolarado. Nesta hora, tudo fica dourado no cerrado brasileiro. As imensas folhas do buriti, como grandes leques, agitam-se ao vento. Os buritizais se espalham também em outros ecossistemas brasileiros, como o amazônico.

 Fonte Plantas no DF.

 

Jalapão e a rica biodiversidade do Cerrado

Na Região do Jalapão, sua biodiversidade é marca por diversos aspetos que condicionam a riqueza de espécies e traços culturais das comunidades que nela situam. Seus patamares geomorfologicos são claros exemplos de como a paisagem isolou (Pato Mergulhão…anfibios, Capim Dourado) ou limitou o desenvolvimento das comunidades e o avanço da fronteira agrícola sobre uma região inserida no bioma Cerrado com ecotónos entre os biomas Caatinga e fragmentos do bioma amazonas, detém uma fitofisionomia que atualmente, pelo seu estado de conservação é raro em sua representatividade.

imagem aerea jalapão

foto de Silvia helena Cardoso

A região do Jalapão abriga provavelmente a maior área contínua de Cerrado conservado, há na região extensas áreas de veredas, fisionomia caracterizada pela monodominância de buritis ( Mauritia flexuosa) e que indica a presença de pequenos mananciais e cursos d’água. Outra fisionomia marcante do Jalapão são as áreas de campos, há os campos sujos, em terrenos secos e os campos úmidos, adjacentes às veredas. Além de formações campestres, ocorrem na região extensas áreas de cerrado sentido restrito, além de áreas de cerradão, caracterizadas pela ocorrência de ipês (Tabebuia spp.), copaíba (Copaifera languisdorffii) e jatobás (Hymenaea spp), além de matas de galeria, ao longo dos rios.

Graças à vasta extensão de áreas naturais, o Jalapão é refúgio para diversas espécies de animais de grande e médio porte, muitos ameaçados de extinção. Entre os mamíferos pode-se citar a ocorrência de lobo guará (Chrysocyon brachyurus), a onça pintada (Panthera onca), o cachorro vinagre (Speothus venaticus) e a jaguatirica (Leopardus pardalis). Até o presente foram registradas mais de 130 espécies de aves na região, destacando-se três tipos de araras, arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), arara-vermelha-grande (Ara chloroptera)e arara-canindé (Ara ararauna), além da ema (Rhea americana) e o gavião do rabo branco (Buteo albicaudatus).

A flora e a fauna do Jalapão são características do Bioma Cerrado, mas há, na região ocorrência de espécies características da Amazônia e da Caatinga. A biodiversidade da região ainda é muito pouco conhecida, uma prova disto é que, desde 2001 foram encontradas na região espécies até então na descritas.

Conservação e Manejo de Capim Dourado

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capim-dourado-jalapao-ricardo-brito

O artesanato de capim dourado foi identificado como uma potencialidade econômica da região e é uma atividade extrativista que pode estar associada à conservação do Cerrado no Jalapão. Por isto, em 2002, iniciou-se o Projeto “Conservação e Manejo de capim dourado no Jalapão”,  da Associação Capim dourado do Povoado da Mumbuca, do Parque Estadual do Jalapão e da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, do Naturatins , do Programa de Pequenos Projetos (PPP-GEF/PNUD/ISPN), da Universidade de Brasília e da Embrapa Cenargen. Este projeto tem por objetivos:

•  Caracterizar as formas tradicionais de manejo da espécie e dos campos úmidos em que ela ocorre;

•  Testar efeitos da colheita de hastes e do manejo com o fogo sobre o capim dourado e as plantas dos campos úmidos;

•  Verificar efeitos da retirada do “olho” do buriti (de onde é extraída a seda usada para costurar o artesanato de capim dourado) sobre as populações desta palmeira.

O acompanhamento de mais de 2.000 plantas de capim dourado por mais de um ano, sempre contando com a colaboração de moradores do Povoado da Mumbuca, permitiu a descrição do ciclo de vida da planta, inclusive época de floração (produção das hastes usadas no artesanato), crescimento e produção de sementes.

Os resultados experimentais indicam que a colheita de hastes de capim dourado não tem efeitos de curto prazo sobre a espécie. Mas a colheita de hastes antes de sua maturação prejudica as plantas adultas, podendo matá-las por desenraizamento, não permite a produção e dispersão das sementes, o que pode ser extremamente prejudicial à espécie.

Com base nos resultados obtidos, o Naturatins – Instituto Natureza do Tocantins elaborou regras para a colheita das hastes de capim dourado utilizadas na confecção artesanal. Estas regras estão na Portaria 092/2005 que determina que:
– as hastes apenas podem ser colhidas após 20 de setembro;
– as flores (capítulos, ou frutos) devem ser cortadas e dispersas no solo logo após a colheita;
– As hastes de capim dourado não podem sair da região in natura, apenas em forma de artesanato.
Estas regras visam garantir a produção de sementes (que ocorre apenas a partir do início de setembro) e sua manutenção nos campos úmidos, para a que as populações de capim dourado possam se manter, naturalmente. Além disto, pretende-se garantir que o capim dourado gere renda para artesãos da região do Jalapão, sendo vendido já como artesanato, com valor agregado.

Assim, vemos que o extrativismo de capim dourado no Jalapão pode ser sustentável e gerar renda para os moradores da região. Para garantir isto, as organizações da região atuam com diversas parcerias e divulga os resultados que encontra. Atualmente, são dedicado a estudar os efeitos do fogo, usado no manejo dos campos úmidos, sobre a ecologia do capim dourado e de seu ambiente.

Para saber mais, leia as publicações !

 Cartilha Capim Dourado e Buriti: Práticas para garantir a sustentabilidade do artesanato.

Extrativismo de capim dourado no Jalapão: potencialidades e perigos (artigo publicado pelo Jornal da Ciência on line – SBPC em abril de 2005)

O Solitário Carcará

Medindo cerca de 60 centímetros da cabeça a cauda e 123 centímetros de envergadura, o caracará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que se assemelha à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo “carijó”; patas compridas e de cor amarela; em vôo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas.Imagem

Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista. Onívoro, alimenta-se de quase tudo o que encontra de animais vivos ou mortos até o lixo produzido pelos humanos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças, colhereiros e tuiuiú (Jabiru mycteria); arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas. É muito comum ser avistado ao longo das rodovias para alimentar-se dos animais atropelados. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros carcarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça e é comumente visto voando ou pousado junto a urubus pacificamente, principalmente ao longo de rodovias ou nas proximidades de aterros sanitários e locais de depósito de lixo.

Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem. Pousa em árvores ou cercas, sendo frequentemente observado no chão, junto à queimadas e ao longo de estradas. Passa muito tempo no chão, mas é também um excelente voador e planador, costuma acompanhar as correntes de ar ascendentes. Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas.

Para avisar os outros carcarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui um chamado que origina o seu nome comum, “carcará”. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som (algumas espécies de aves de rapina tem o mesmo habito de dobrar o pescoço para trás quando emitem som).

Possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes. Sua maior população se encontra no sudeste e nordeste do Brasil. Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninhos de outras aves também. Os dois ovos brancos manchados de marrom-avermelhado são incubados durante 28 a 32 dias, com o filhote voando no terceiro mês de vida.

Allopreening: comportamento social onde indivíduos de determinada espécie executam a limpeza em outro indivíduo pertencente ao seu grupo social. Os motivos mais aceitos para este comportamento são: remoção de ectoparasitos, posicionamento hierárquico e reestabelecimento do bom convívio. O Allopreening entre estas duas espécies de famílias diferentes (Cathartidae e Falconidae), uma necrófaga e a outra predadora, torna o entendimento deste comportamento além de difícil, ainda mais belo.

Fonte: http://www.wikiaves.com.br/caracara

Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede MAIS Vida no Cerrado

O berço das águas corre perigo

biomas do cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

WWF - Latest

Citizenship actions in the Cerrado biome

ISPN – Instituto Sociedade, População e Natureza

Citizenship actions in the Cerrado biome

Cerratinga

Citizenship actions in the Cerrado biome

Rede Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Citizenship actions in the Cerrado biome

Museu do Cerrado

Citizenship actions in the Cerrado biome

Day by Day the Farm Girl Way...

Simple life on a little piece of land.

Cerradania

Citizenship actions in the Cerrado biome

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